{"id":1200,"date":"2015-10-15T23:35:03","date_gmt":"2015-10-16T02:35:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=1200"},"modified":"2015-10-15T23:35:11","modified_gmt":"2015-10-16T02:35:11","slug":"euclides-da-cunha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2015\/10\/15\/euclides-da-cunha\/","title":{"rendered":"EUCLIDES DA CUNHA"},"content":{"rendered":"<p>TEXTO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS<\/p>\n<p>Dados Biogr\u00e1ficos<\/p>\n<p>Euclides Rodrigues da Cunha nasceu em Cantagalo, 20 de janeiro de 1866. Foi escritor, soci\u00f3logo, rep\u00f3rter jornal\u00edstico, historiador e engenheiro brasileiro. \u00d3rf\u00e3o de m\u00e3e desde os tr\u00eas anos de idade, foi educado pelas tias. Freq\u00fcentou conceituados col\u00e9gios fluminenses e, quando precisou prosseguir seus estudos, ingressou na Escola Polit\u00e9cnica e, um ano depois, na Escola Militar da Praia Vermelha.<\/p>\n<p>Cadete republicano<\/p>\n<p>Contagiado pelo ardor republicano dos cadetes e de Benjamin Constant, professor da Escola Militar, atirou durante revista \u00e0s tropas sua espada aos p\u00e9s do Ministro da Guerra Tom\u00e1s Coelho. Euclides foi submetido ao Conselho de Disciplina e, em 1888, saiu do Ex\u00e9rcito. Participou ativamente da propaganda republicana no jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>Proclamada a Rep\u00fablica, foi reintegrado ao Ex\u00e9rcito com promo\u00e7\u00e3o. Ingressou na Escola Superior de Guerra e conseguiu ser primeiro-tenente e bacharel em Matem\u00e1ticas, Ci\u00eancias F\u00edsicas e Naturais.<\/p>\n<p>Euclides casou-se com Ana Em\u00edlia Ribeiro, filha do major Frederico Solon de Sampaio Ribeiro, um dos l\u00edderes da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Ciclo de Canudos<\/p>\n<p>Em 1891, deixou a Escola de Guerra e foi designado coadjuvante de ensino na Escola Militar. Em 1893, praticou na Estrada de Ferro Central do Brasil. Quando surgiu a insurrei\u00e7\u00e3o de Canudos, em 1897, Euclides escreveu dois artigos pioneiros intitulados &#8220;A nossa Vend\u00e9ia&#8221; que lhe valeram um convite d&#8217;O Estado de S. Paulo para presenciar o final do conflito. Isso porque ele considerava, como muitos republicanos \u00e0 \u00e9poca, que o movimento de Antonio Conselheiro tinha a pretens\u00e3o de restaurar a monarquia e era apoiado pelos monarquistas residentes no Pa\u00eds e no exterior.<\/p>\n<p>&#8220;Trag\u00e9dia da Piedade&#8221;<\/p>\n<p>Morreu em 1909. Ao saber que sua esposa, mais conhecida como Ana de Assis, o abandonara pelo jovem tenente Dilermando de Assis, que aparentemente j\u00e1 tinha sido ou era seu amante h\u00e1 tempos &#8211; e a quem Euclides atribu\u00eda a paternidade de um dos filhos de Ana, &#8220;a espiga de milho no meio do cafezal&#8221; (querendo dizer que era o \u00fanico louro numa fam\u00edlia de tez morena) -, saiu armado na dire\u00e7\u00e3o da casa do militar, disposto a matar ou morrer. Dilermando era campe\u00e3o de tiro e matou-o. Tudo indica que o matou lealmente, tanto que foi absolvido na Justi\u00e7a Militar. Ana casou-se com ele.<\/p>\n<p>O corpo de Euclides foi examinado pelo m\u00e9dico e escritor Afr\u00e2nio Peixoto, que tamb\u00e9m assinou o laudo e viria mais tarde a ocupar a sua cadeira na Academia Brasileira de Letras.<\/p>\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o: ANTONIO NOVAIS TORRES<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/br-mg4.mail.yahoo.com\/neo\/b\/compose?to=antorres@terra.com.br\">antorres@terra.com.br<\/a><\/p>\n<p>Brumado, 08\/10\/2015<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEXTO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS Dados Biogr\u00e1ficos Euclides Rodrigues da Cunha nasceu em Cantagalo, 20 de janeiro de 1866. Foi escritor, soci\u00f3logo, rep\u00f3rter jornal\u00edstico, historiador e engenheiro brasileiro. \u00d3rf\u00e3o de m\u00e3e desde os tr\u00eas anos de idade, foi educado pelas tias. 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