{"id":1191,"date":"2015-10-10T00:05:07","date_gmt":"2015-10-10T03:05:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=1191"},"modified":"2015-10-10T00:05:12","modified_gmt":"2015-10-10T03:05:12","slug":"os-30-anos-da-chapada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2015\/10\/10\/os-30-anos-da-chapada\/","title":{"rendered":"OS 30 ANOS DA CHAPADA"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/LEN\u00c7\u00d3IS-LAPA-DOCE-109.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1192\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/LEN\u00c7\u00d3IS-LAPA-DOCE-109.jpg\" alt=\"LEN\u00c7\u00d3IS LAPA DOCE 109\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/LEN\u00c7\u00d3IS-LAPA-DOCE-109.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/LEN\u00c7\u00d3IS-LAPA-DOCE-109-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em sua edi\u00e7\u00e3o 151 de outubro, ano 26, o jornal \u201cCorreio da Chapada\u201d lembra e faz uma homenagem aos 30 anos da cria\u00e7\u00e3o do Parque Nacional da Chapada Diamantina, um territ\u00f3rio de 152,2 mil hectares de pura beleza, cujo decreto foi assinado pelo governo federal em 17 de setembro de 1985.<\/p>\n<p>Com o fim dos garimpos de diamantes, os munic\u00edpios, como Len\u00e7\u00f3is, Mucug\u00ea, Andara\u00ed, Iraquara, Palmeiras, Seabra e outros do entorno entraram em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. O turismo foi a sa\u00edda para recuperar sua economia, cita o jornal editado e impresso em Seabra, um sobrevivente da internet. Hoje, o turismo \u00e9 a principal fonte de renda da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/LEN\u00c7\u00d3IS-LAPA-DOCE-058.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1193\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/LEN\u00c7\u00d3IS-LAPA-DOCE-058.jpg\" alt=\"LEN\u00c7\u00d3IS LAPA DOCE 058\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/LEN\u00c7\u00d3IS-LAPA-DOCE-058.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/LEN\u00c7\u00d3IS-LAPA-DOCE-058-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O bi\u00f3logo norte-americano Roy Richard Funch, como conta o impresso, que tem como diretor Jo\u00e3o Carlos Gomes, foi um dos respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o do Parque. Roy confessa que o turismo salvou a regi\u00e3o da extrema pobreza, mas hoje se diz preocupado com o desenvolvimento desenfreado da atividade que acarreta outros problemas.<\/p>\n<p>O jornal, que tem como jornalista respons\u00e1vel Bruno Cirillo e Iago Aquino como colaborador, recorda que em 1910, enquanto os garimpeiros ainda exploravam as serras, os cart\u00f5es postais j\u00e1 indicavam o potencial tur\u00edstico, mas tudo come\u00e7ou mesmo em 1970 com a chegada do norte-americano Steve Hornan a Len\u00e7\u00f3is, uma cidade, naquela \u00e9poca, de pouco mais de mil habitantes.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/CAP\u00c3O-PO\u00c7O-DO-DIABO-125.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1194\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/CAP\u00c3O-PO\u00c7O-DO-DIABO-125.jpg\" alt=\"CAP\u00c3O PO\u00c7O DO DIABO 125\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/CAP\u00c3O-PO\u00c7O-DO-DIABO-125.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/CAP\u00c3O-PO\u00c7O-DO-DIABO-125-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Como publicit\u00e1rio, Steve veio ao Brasil como volunt\u00e1rio do Corpo da Paz. Junto com o amigo len\u00e7oense Heraldo Barbosa, o norte-americano idealizou o tombamento da cidade como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, o que ocorreu em 1973. Logo ap\u00f3s, em 1979, o governo baiano inaugurou a Pousada de Len\u00e7\u00f3is, hoje Hotel de Len\u00e7\u00f3is com 150 leitos. Foi a primeira pousada a dar o ponta p\u00e9 inicial ao desenvolvimento do turismo.<\/p>\n<p><!--more--> Steve e Heraldo reconhecem que a alavancada da regi\u00e3o se deu com o bi\u00f3logo Roy Funch, que chegou a Len\u00e7\u00f3is em 1978 e promoveu a cria\u00e7\u00e3o do Parque Nacional da Chapada em 1985. Hoje, com uma boa estrutura hoteleira, a cidade \u00e9 a porta de entrada para o turismo da Chapada e acaba de ser classificada na categoria B do Minist\u00e9rio do Turismo.<\/p>\n<p>Com o d\u00f3lar alto e muita gente preferindo ficar no Brasil, a Chapada Diamantina tem sido uma das op\u00e7\u00f5es mais requisitadas pelos turistas brasileiros e \u00e9 o que as ag\u00eancias de turismo de S\u00e3o Paulo est\u00e3o registrando em seus balc\u00f5es de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, a popula\u00e7\u00e3o da Chapada cresce num ritmo superior a de Salvador. De 1992 para c\u00e1, o n\u00famero de habitantes de Len\u00e7\u00f3is, Palmeiras, Mucug\u00ea, Andara\u00ed, Itaet\u00ea e Ibicoara aumentou 61,4%, enquanto a capital baiana teve um \u00edndice de 34,8%, Al\u00e9m da tend\u00eancia nacional de migra\u00e7\u00e3o para o interior, existe a procura por melhor qualidade de vida e isto se encontra na Chapada.<\/p>\n<p>Len\u00e7\u00f3is e Ibicoara lideram o aumento populacional, mas Vale do Cap\u00e3o (Palmeiras) e Mucug\u00ea s\u00e3o os locais que mais se expandiram nos \u00faltimos anos em abertura de hospedagens, ag\u00eancias e restaurantes. S\u00f3 no vilarejo de Cap\u00e3o existem hoje 80 estabelecimentos tur\u00edsticos e 700 leitos.<\/p>\n<p>\u201cAnseios, disson\u00e2ncias, enfrentamentos; o lugar e a trajet\u00f3ria da preserva\u00e7\u00e3o em Len\u00e7\u00f3is\u201d \u00e9 a tese defendida pela pesquisadora paulistana Liziane Mangili, da Universidade de S\u00e3o Paulo, onde comprova que as trilhas e as paisagens s\u00e3o obras dos garimpeiros e, por isso, eles merecem reconhecimento por tudo.<\/p>\n<p>Estive recentemente visitando a Chapada e, mais uma vez, fiquei encantado com as grutas de Iraquara, o Vale do Cap\u00e3o (Palmeiras), o Serrano, em Len\u00e7\u00f3is, o Po\u00e7o do Diabo, o Morro do Pai In\u00e1cio, Maribus, Igatu do Xique-Xique, Lagoa Azul e tantos outros locais deslumbrantes.<\/p>\n<p>Conheci a primeira, mas estou sabendo pelo jornal Correio da Chapada que a segunda caverna da Lapa Doce vai ser inaugurada no ano que vem, conforme garantiu uma das propriet\u00e1rias do complexo subterr\u00e2neo Cl\u00e1udia Mattedi. Com 43 quil\u00f4metros mapeados, a Lapa Doce II deve oferecer aos turistas passeios de cinco quil\u00f4metros com oito horas de dura\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Entre os dias 17 e 24 deste m\u00eas, a Chapada ser\u00e1 invadida por 500 atletas brasileiros e estrangeiros que far\u00e3o a principal maratona da Mountain Bike da Am\u00e9rica. Ser\u00e3o percorridas 18 cidades baianas, mas Mucug\u00ea e Rio de Contas ser\u00e3o sedes bases do evento da Brasil Ride.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o sabia, a lei diz que as terras dos parques nacionais devem ser propriedades p\u00fablicas, sob controle do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, mas esta \u00e9 ainda uma realidade distante da Chapada. Dos 152,2 mil hectares, apenas 8% das terras pertencem ao Instituto e 30% continuam nas m\u00e3os de privados. O mais curioso \u00e9 que 61% da \u00e1rea s\u00e3o \u201cterras de ningu\u00e9m\u201d, isto \u00e9, s\u00e3o da Uni\u00e3o, mas n\u00e3o est\u00e3o registradas em nome dela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua edi\u00e7\u00e3o 151 de outubro, ano 26, o jornal \u201cCorreio da Chapada\u201d lembra e faz uma homenagem aos 30 anos da cria\u00e7\u00e3o do Parque Nacional da Chapada Diamantina, um territ\u00f3rio de 152,2 mil hectares de pura beleza, cujo decreto foi assinado pelo governo federal em 17 de setembro de 1985. 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