{"id":11846,"date":"2026-04-20T23:29:21","date_gmt":"2026-04-21T02:29:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=11846"},"modified":"2026-04-20T23:29:33","modified_gmt":"2026-04-21T02:29:33","slug":"noite-cultural-de-machado-de-assis-encantou-sarau-a-estrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2026\/04\/20\/noite-cultural-de-machado-de-assis-encantou-sarau-a-estrada\/","title":{"rendered":"NOITE CULTURAL DE MACHADO DE ASSIS ENCANTOU &#8220;SARAU A ESTRADA&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1160.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11848\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1160.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1160.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1160-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1161.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11849\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1161.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1161.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1161-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1176.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11850\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1176.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1176.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1176-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A professora Viviane Gama encantou a todos do \u201cSarau A Estrada\u201d com sua aula primorosa sobre o escritor brasileiro Machado de Assis. Estudiosa do assunto e grande admiradora da sua obra, Viviane fez uma esp\u00e9cie de aut\u00f3psia sobre a vida do autor, sua literatura que correu o mundo e seu poder de penetra\u00e7\u00e3o na alma humana.<\/p>\n<p>Sua palestra abriu os trabalhos do Sarau A Estrada, na noite do \u00faltimo s\u00e1bado (dia 18\/04\/26), no Espa\u00e7o Cultural do mesmo nome, com a presen\u00e7a de mais de 40 pessoas entre artistas, professores, estudantes e interessados pela cultura. O evento contou ainda com a participa\u00e7\u00e3o do cantor, poeta, compositor e m\u00fasico Pappalo Monteiro, que tamb\u00e9m abrilhantou o momento com suas can\u00e7\u00f5es autorais e de outros representantes da m\u00fasica popular brasileira.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1184.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-11851\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1184-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1184-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1184.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em sua fala, Viviane afirmou que \u201cMachado de Assis \u00e9 o autor brasileiro mais estudado no mundo. Tem tese de doutorado sobre Dom Casmurro at\u00e9 em japon\u00eas! Sinal de que ele acertou em cheio a alma humana. Traduzido em mais de 30 l\u00ednguas, s\u00f3 perde para Paulo Coelho e Jorge Amado em n\u00famero de tradu\u00e7\u00f5es entre os brasileiros, mas em prest\u00edgio cr\u00edtico, ganha de lavada\u201d!<\/p>\n<p>Destacou ainda que \u201cMachado viveu num Brasil escravocrata que fingia ser Paris, e usou a pena para desmascarar tudo, sem levantar a voz. Ele pegou a estrutura maluca de Sterne, o t\u00e9dio filos\u00f3fico de Xavier de Maistre, o ci\u00fame de Shakespeare e a cr\u00edtica social de E\u00e7a, misturou tudo, botou molho de pessimismo brasileiro e criou um jeito de narrar que ele s\u00f3 tinha\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEsquecer \u00e9 uma necessidade. A vida \u00e9 uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito \u201c \u2013 assim dizem os maiores cr\u00edticos liter\u00e1rios ter sido a frase mais famosa de Joaquim Maria Machado de Assis, menino franzino do Rio de Janeiro que nasceu em 21 de junho de 1839, no Morro do Livramento, de uma fam\u00edlia pobre e faleceu em 29 de setembro de 1908. Mal estudou em escolas p\u00fablicas e nunca frequentou universidade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1180.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-11852\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1180-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1180-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1180.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Machado era filho do mulato Francisco Jos\u00e9 de Assis, pintor de paredes, e da portuguesa Maria Leopoldina. Ainda pequeno ficou \u00f3rf\u00e3o de m\u00e3e. O pai casa-se novamente e a madrasta lavadeira e doceira Maria In\u00eas cuida do menino com todo carinho como se fosse m\u00e3e verdadeira. Machado, como qualquer menino pobre do Rio, nos idos de 1840, passa a vender doces nas portas dos col\u00e9gios que n\u00e3o podia frequentar.<\/p>\n<p>Ainda jovem, o escritor come\u00e7ou a se aproximar de intelectuais e jornalistas que lhe deram as primeiras oportunidades na vida. Aos 16 anos, Paulo Brito, dono de uma tipografia e livraria, publicou um soneto de Machado, com o t\u00edtulo \u201cEla\u201d, na \u201cMarmota Fluminense\u201d, onde trabalhou como revisor de textos. Nas horas vagas, se virava como caixeiro, vendendo livros.<\/p>\n<p>Outros contatos na livraria abriram novas portas para nascer o futuro autor de \u201cMem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas\u201d e outras obras de not\u00e1vel import\u00e2ncia em sua carreira, como \u201cO Alienista\u201d, \u201cQuincas Borba\u201d, Dom Casmurro, o mais c\u00e9lebre, e tantos outros. N\u00e3o se imaginava que aquele menino mirrado seria um dia fundador e presidente perp\u00e9tuo da Academia Brasileira de Letras.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1153.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11853\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1153.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1153.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1153-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em 12 de novembro de 1869, aos 30 anos, casou-se com a portuguesa Carolina Novaes, com quem teve um casamento feliz, mas n\u00e3o tiveram filhos. Machado faleceu cercado por M\u00e1rio de Alencar, Jos\u00e9 Ver\u00edssimo, Euclides da Cunha, Coelho Neto, Raimundo Correia e Rodrigo Ot\u00e1vio, seus companheiros mais chegados. Consta como causa da morte uma les\u00e3o neopl\u00e1sica em sua l\u00edngua. Ele sofreu de epilepsia desde sua inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O escritor falava fluentemente o franc\u00eas que aprendeu com um padeiro, al\u00e9m do alem\u00e3o e do ingl\u00eas, estudando sozinho. Por que era chamado de bruxo? A lenda teve origem em uma supersti\u00e7\u00e3o popular que atribuiu a ele a pr\u00e1tica de queimar cartas em um caldeir\u00e3o em sua casa no Bairro do Cosme Velho, na zona sul do Rio de Janeiro. Dizem que ele fazia esse ritual para obter inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1179.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11854\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1179.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1179.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1179-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Al\u00e9m das cantorias de Papalo, Manno Di Souza, Fabr\u00edcio, Alex e outros m\u00fasicos, como sempre acontece, o Sarau, conduzido pelo nossos companheiros e companheiras Dal Farias, Cleu Flor, Eduardo Morais e Viviane, abriu espa\u00e7o para debates, declama\u00e7\u00e3o de poemas autorais, conta\u00e7\u00e3o de causos, bem como, uma exposi\u00e7\u00e3o dos trabalhos da artista pl\u00e1stica Beth David, com miniaturas de quadros e objetos artesanais.<\/p>\n<p>De acordo com os participantes e frequentadores mais ass\u00edduos, foi mais uma noite memor\u00e1vel, num clima fraternal e numa prosa de troca de ideias, conhecimento e saber, tudo isso acompanhado de bebidas (vinho, cerveja, uma cachacinha brasileira) e comidas saborosas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1152.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11855\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1152.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1152.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1152-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Foi mais um encontro para matar a saudade, mas em junho temos mais um \u201cSarau A Estrada\u201d, que est\u00e1 completando 16 anos de exist\u00eancia, mesmo diante dos obst\u00e1culos, trope\u00e7os e dificuldades. Trata-se de um sarau colaborativo que j\u00e1 tem vida pr\u00f3pria e em breve ter\u00e1 seu registro legalizado como associa\u00e7\u00e3o, sem fins lucrativos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1175.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11856\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1175.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1175.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC_1175-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A professora Viviane Gama encantou a todos do \u201cSarau A Estrada\u201d com sua aula primorosa sobre o escritor brasileiro Machado de Assis. 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