{"id":11525,"date":"2026-01-26T22:13:57","date_gmt":"2026-01-27T01:13:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=11525"},"modified":"2026-01-26T22:14:22","modified_gmt":"2026-01-27T01:14:22","slug":"no-bau-das-memorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2026\/01\/26\/no-bau-das-memorias\/","title":{"rendered":"NO BA\u00da DAS MEM\u00d3RIAS"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/PTN-PB002b.jpg\">Fotos de arquivos de Jos\u00e9 Silva <img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11526\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/PTN-PB002b.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/PTN-PB002b.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/PTN-PB002b-259x300.jpg 259w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RLA-PB011.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11527\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RLA-PB011.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RLA-PB011.jpg 450w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RLA-PB011-300x174.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RLA-PB010.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11528\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RLA-PB010.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RLA-PB010.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RLA-PB010-300x185.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando vejo antigas fotografias do nosso secular Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Arquitet\u00f4nico, bate no peito uma saudade danada e, ao mesmo tempo, uma sensa\u00e7\u00e3o de revolta. As imagens que v\u00e3o se descortinando em nossas retinas s\u00e3o cen\u00e1rios deslumbrantes de cerca de 200 anos atr\u00e1s quando Vit\u00f3ria da Conquista ainda era Vila Imperial da Vict\u00f3ria e depois Cidade da Conquista.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca que o pr\u00edncipe alem\u00e3o Maximiliano Alexander Philipp por aqui passou, por volta de 1817, se deparou com uma vila, ent\u00e3o Arraial Imperial da Conquista, no estilo de um pres\u00e9pio de cerca de 40 casas. Descreveu a vida da sua gente simples e a Serra do Periperi como uma floresta coberta por espessas matas, lembrando o frescor dos prados das zonas temperadas de uma vasta e bela paisagem da sua terra natal.<\/p>\n<p>As antigas fotos pelas suas plasticidades, s\u00e3o como poesias hom\u00e9ricas do tempo, marcas de um passado glorioso, onde cada uma delas nos conta uma hist\u00f3ria, n\u00e3o apenas sobre a mat\u00e9ria em si, mas, especialmente, no \u00e2mbito espiritual. Elas j\u00e1 t\u00eam vida sem textos liter\u00e1rios porque falam por si atrav\u00e9s de fortes palavras de sentimento e fazem voar nossa imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IM01841.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11529\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IM01841.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"336\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IM01841.jpg 500w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IM01841-300x202.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A revolta nasce justamente da estupidez do homem, principalmente do brasileiro, que traz em seu instinto a perversa cultura da destrui\u00e7\u00e3o de seus monumentos e antigas constru\u00e7\u00f5es de linhas coloniais e outros estilos das artes arquitet\u00f4nicas esculturais. S\u00e3o belos casar\u00f5es e ruas inteiras de Conquista que foram derrubados pela gan\u00e2ncia imobili\u00e1ria para dar lugar a uma nova arma\u00e7\u00e3o de concreto pesado que n\u00e3o gera mais rima e estrofe aos poetas, nem melodias aos cancioneiros.<\/p>\n<p>O portal de entrada que guiava e ainda guia a outros pontos da cidade era a conhecida Rua Grande, naquela \u00e9poca, hoje praticamente todo miolo do centro de Conquista, compreendendo o antigo Jardim das Borboletas, hoje Pra\u00e7a Tancredo Neves, e a Pra\u00e7a Bar\u00e3o do Rio Branco at\u00e9 o Caixeiro Viajante (Pra\u00e7a do \u00cdndio), com seus suntuosos casar\u00f5es hist\u00f3ricos que foram demolidos para dar lugar a bancos, hot\u00e9is e lojas comerciais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM21.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11530\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM21.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"358\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM21.jpg 500w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM21-300x215.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na Rua grande nos encantamos com as belas fotos em preto e branco da feira da cidade onde se reuniam produtores rurais e comerciantes para realizar seus neg\u00f3cios. O local tamb\u00e9m era utilizado para comemora\u00e7\u00f5es do Sete de Setembro, festejos juninos, eventos diversos e at\u00e9 para com\u00edcios eleitorais dos coron\u00e9is.<\/p>\n<p>Poucas edifica\u00e7\u00f5es sobreviveram \u00e0 gan\u00e2ncia imobili\u00e1ria. Esse \u00edmpeto de demoli\u00e7\u00e3o ainda continua nos dias atuais, como no final do s\u00e9culo XIX e durante todo o s\u00e9culo XX. Essa insensatez custou muito caro para os conquistenses que n\u00e3o contam com um Centro Hist\u00f3rico para apresentar aos seus visitantes, como existe nas grandes cidades.\u00a0 Pelo menos esta lacuna se encontra em escassas fotos em m\u00e3os de pouca gente que teve a sensibilidade de preservar este acervo, um verdadeiro tesouro cultural, como a primeira Igreja de Nossa Senhora das Vit\u00f3rias.<\/p>\n<p>No roteiro dessas antigas fotos, destacamos preciosidades de riquezas passadas. Nossos olhos brilham com a velha Pra\u00e7a Nove de Novembro de portas coloniais e nos faz entrar no t\u00fanel do tempo onde se realizava antigos carnavais, e nos bares de sinucas se confabulavam coron\u00e9is com seus jagun\u00e7os no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Um pouco mais adiante, a Rua do Triunfo, ou Rua dos Cachorros (poucos conhecem) porque ali existia um a\u00e7ougue e os c\u00e3es se juntavam para se alimentar de v\u00edsceras dos animas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM32.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11531\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM32.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM32.jpg 450w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM32-300x211.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Bem que ali hoje poderia se ter uma intensa vida noturna cultural de botecos gastron\u00f4micos com encontros de artistas, intelectuais, shows musicais, declama\u00e7\u00e3o de poemas e apresenta\u00e7\u00e3o de outras artes. O mesmo se poderia dizer do Terminal Lauro de Freitas (o Pela Porco), implantado em 1984 por Pedral Sampaio.<\/p>\n<p>Nossa caminhada segue pelas fotos na Alameda Ramiro Santos (Beco Chico Piloto em refer\u00eancia \u00e0 casa comercial Major Francisco Piloto da Silva), c\u00e9lula do surgimento da cidade pr\u00f3xima \u00e0 Rua Maximiliano Fernandes (antiga Rua Grande), passando pelo casar\u00e3o de dona Zeza (ainda em p\u00e9) ao lado do moderno pr\u00e9dio do Banco do Nordeste. Mais na frente a casa do Gr\u00eamio Castro Alves onde funcionou at\u00e9 pouco tempo a R\u00e1dio Clube, infelizmente descaracterizado. Na maior parte foram instalados modernos escrit\u00f3rios empresariais.<\/p>\n<p>Oh quanta saudade do imponente Lindoia onde existiam lojas de servi\u00e7os diversos e era ponto de \u00f4nibus, ou marinetes, em dire\u00e7\u00e3o a outras cidades! Ao lado, o palacete do coronel Paulino (hoje Banco do Brasil) e um pouco mais embaixo outro casar\u00e3o que abrigava os tropeiros que se transformou na primeira Igreja Batista. Praticamente toda aquela \u00e1rea foi tombada ao ch\u00e3o e desfigurada em nome do progresso. Ah, temos ainda fotografias da Alameda Lima Guerra (Beco da Tesoura por conta das alfaiatarias)!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM35.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11532\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM35.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM35.jpg 450w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM35-300x205.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A nossa viagem prossegue pela Rua Dois de Julho (Rua da V\u00e1rzea porque sempre alagava nas enchentes) onde est\u00e1 localizada a casa do cineasta conquistense Glauber Rocha, ainda em sua originalidade, mas fechada e carente de manuten\u00e7\u00e3o. Pode se acabar. Cortando mais alguns quarteir\u00f5es, temos a famosa Rua Jo\u00e3o Pessoa, ou Rua das Boiadas, como era chamada, por onde transitavam os boiadeiros e vaqueiros conduzindo o gado para outras paragens.\u00a0 N\u00e3o podemos deixar de lado o Col\u00e9gio Maca\u00fabas que deu lugar ao F\u00f3rum.<\/p>\n<p>S\u00e3o fotos documentais, testemunhos da nossa hist\u00f3ria, como o \u201cMegasapo\u201d, ou Dom Pedro, lugar de divertimento, prazer e boemia naquela \u00e9poca onde residiam as prostitutas, por sinal muito movimentado. Assim era conhecida porque na trilha que levava at\u00e9 o local, um tipo brejo, cruzavam muitos sapos e na escurid\u00e3o os bo\u00eamios chegavam a pisar neles.<\/p>\n<p>Existem muitas outras fotos de ruas e casar\u00f5es, mas poucos deles ainda resistem \u00e0 depreda\u00e7\u00e3o humana, embora amea\u00e7ados, como a Casa Regis Pacheco, do ex-prefeito e governador da Bahia, o antigo palacete que sediou a C\u00e2mara de Vereadores, constru\u00eddo em 1910\/12 pelo mestre Luiz Pedreiro, onde foi resid\u00eancia do coronel Manoel Fernandes dos Santos, ou Maneca Santos, antes de abrigar o Hotel Central e o F\u00f3rum (possui quatro est\u00e1tuas no telhado representando os deuses Apolo, Merc\u00fario, Diana e J\u00fapiter), o pr\u00e9dio da Prefeitura Municipal (sede do governo desde 1962), na Pra\u00e7a Joaquim Correia, inaugurado em 1921 que serviu de quartel da pol\u00edcia militar, dentre outras raridades.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM40.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11533\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM40.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM40.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM40-300x182.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar de citar os antigos cinemas de Conquista, entre os anos 70 e 80, com bons filmes, todos bem frequentados pelos amantes da S\u00e9tima Arte, inclusive pelo menino Glauber Rocha. A gera\u00e7\u00e3o mais velha se lembra muito bem do Rivera, Cine Gl\u00f3ria, Eldorado, Cine Trianon (1977), o Ritz, todos eles registrados em velhas fotografias. Muitos desses cines pertenciam ao empres\u00e1rio Nivaldo Ara\u00fajo. Por fim o Cine Madrigal, o \u00faltimo a ser fechado e que assim permanece h\u00e1 muitos anos, sendo corro\u00eddo pelo tempo.<\/p>\n<p>Enfim, s\u00e3o papeis, tintas, textos escritos e fotografias. S\u00e3o express\u00f5es contra o esquecimento e a favor da mem\u00f3ria, como prova de que o passado nunca morre. \u00c9 algo vivo e pulsante que ainda vive em nossas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Cada fotografia, cuidadosamente trabalhada com esmero, representa um processo de resgate, n\u00e3o apenas t\u00e9cnico, mas, sobretudo, espiritual. Revelar uma imagem antiga \u00e9 pedir licen\u00e7a ao tempo para aquilo que se foi. As imagens atravessam quase dois s\u00e9culos de hist\u00f3ria, fragmentos de um passado que se foi.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM60.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11534\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM60.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM60.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM60-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Antes da fotografia existia a pintura, o retrato pintado como s\u00edmbolo de poder. A fotografia mudou o mundo e nos oferece uma sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento, como \u00e9 o caso das fotos que trazem Vit\u00f3ria da Conquista de volta, num ritual m\u00e1gico que faz renovar a nossa sensibilidade. As imagens s\u00e3o como convites para que voc\u00ea olhe o passado com cora\u00e7\u00e3o e com alma. S\u00e3o obras que celebram a persist\u00eancia da vida e a beleza daquilo que permanece eterno.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM76.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11535\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM76.jpg\" alt=\"\" width=\"460\" height=\"309\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM76.jpg 460w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM76-300x202.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM84.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11536\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM84.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM84.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMAGEM84-300x197.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMD88E1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11537\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMD88E1.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"336\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMD88E1.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMD88E1-300x183.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fotos de arquivos de Jos\u00e9 Silva Quando vejo antigas fotografias do nosso secular Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Arquitet\u00f4nico, bate no peito uma saudade danada e, ao mesmo tempo, uma sensa\u00e7\u00e3o de revolta. 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