{"id":11136,"date":"2025-10-14T23:24:36","date_gmt":"2025-10-15T02:24:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=11136"},"modified":"2025-10-14T23:24:44","modified_gmt":"2025-10-15T02:24:44","slug":"as-forcas-alinhadas-a-uniao-devem-superar-as-barreiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2025\/10\/14\/as-forcas-alinhadas-a-uniao-devem-superar-as-barreiras\/","title":{"rendered":"AS  FOR\u00c7AS ALINHADAS \u00c0 UNI\u00c3O DEVEM SUPERAR AS BARREIRAS"},"content":{"rendered":"<p>Pe\u00e7o licen\u00e7a aos companheiros e companheiras estradeiros para dar a minha modesta opini\u00e3o a respeito da atual situa\u00e7\u00e3o da cultura em Vit\u00f3ria da Conquista, que deveria estar \u00e0 altura do porte da terceira maior cidade da Bahia, e que, historicamente, j\u00e1 viveu sua efervesc\u00eancia nesse quesito com grandes nomes at\u00e9 de proje\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou aqui fazer arrodeios, arroubos e nem cita\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas, sociol\u00f3gicas ou de outro cunho ideol\u00f3gico socialista marxista. Parto do meu tema de que as for\u00e7as alinhadas da uni\u00e3o superam as barreiras do descaso.<\/p>\n<p>Longe de mim ser \u201cadvogado\u201d dessa administra\u00e7\u00e3o que sepultou nossa cultura, mas poderia aqui tamb\u00e9m abrir uma cr\u00edtica sobre a atua\u00e7\u00e3o do nosso Minist\u00e9rio da Cultura.\u00a0 N\u00e3o vou entrar nessa pol\u00eamica. Vamos voltar o nosso olhar para nossa aldeia de terra arrasada onde vivemos.<\/p>\n<p>MOBILIZA\u00c7\u00c3O P\u00daBLICA<\/p>\n<p>Sinto que est\u00e1 existindo determinados ru\u00eddos de \u201cvozes isoladas\u201d sob o ponto de vista dos movimentos e coletivos que, ao inv\u00e9s de se unir num todo, n\u00e3o importando a colora\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, est\u00e3o partindo para a divis\u00e3o de intrigas entre si e at\u00e9 com um certo tom de agressividade e ofensas. Sempre defendi que a sa\u00edda \u00e9 a mobiliza\u00e7\u00e3o p\u00fablica nas ruas para mostrar nossa cara, porque os documentos s\u00e3o sempre engavetados.<\/p>\n<p>Tenho ouvido coment\u00e1rios de que tal coletivo \u00e9 um \u201cbalaio\u201d, uma \u201cpanela\u201d, tal grupo \u00e9 de propriedade privada, de que existe censura, sem deixar de considerar picha\u00e7\u00f5es negativas que s\u00f3 fazem dividir e criar animosidade entre n\u00f3s mesmos. Em meu entender, a radicaliza\u00e7\u00e3o com outra radicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 como a soma de zero mais zero. N\u00e3o adianta rompantes viscerais.<\/p>\n<p>Certas atitudes s\u00e3o tudo o que o outro lado do poder quer para massacrar ainda mais a nossa cultura. Sobre esta quest\u00e3o, escutei muitas vozes dentro da pr\u00f3pria Secretaria de Cultura de que tal movimento partia apenas de um punhado de gente isolada radical \u201csem import\u00e2ncia\u201d, que n\u00e3o representaria o todo.<\/p>\n<p>Que a nossa cultura vai de mal a pior, isto \u00e9 indiscut\u00edvel, e agora colocaram um presidente do Conselho que \u00e9 anticultura. Este quadro j\u00e1 vem se perdurando h\u00e1 pelo menos dez anos, e os nossos m\u00e9todos usados para mudar este cen\u00e1rio n\u00e3o t\u00eam dado resultados satisfat\u00f3rios e revitalizado a nossa cultura como desejamos.<\/p>\n<p>No meu racioc\u00ednio l\u00f3gico, alguma coisa tem que ser mudada para alcan\u00e7armos a mudan\u00e7a que queremos. Diante do exposto, a minha proposta, e n\u00e3o \u00e9 de hoje, \u00e9 que todos n\u00f3s sentemos numa mesa, n\u00e3o importando as ideologias, se de direita ou de esquerda, sem as \u201cfogueiras das vaidades\u201d, para falarmos uma \u00fanica linguagem de que a arte interessa a todos e que a divis\u00e3o de ideias s\u00f3 nos separa e fortalece esse poder de destrui\u00e7\u00e3o da nossa cultura. Alguns podem at\u00e9 rebater que isso \u00e9 imposs\u00edvel, mas n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>A linguagem da qual me refiro \u00e9 de pol\u00edticas culturais, mas, sinceramente, vejo gente jogando esta causa t\u00e3o nobre para o vi\u00e9s pol\u00edtico partid\u00e1rio, numa na\u00e7\u00e3o t\u00e3o polarizada que s\u00f3 rende \u00f3dio e intoler\u00e2ncia. Ser\u00e1 que constr\u00f3i ou desconstr\u00f3i? Vamos ser progressistas no bom sentido para conservar nossas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Temos um n\u00edvel intelectual bem mais alto que eles e n\u00e3o estamos aproveitando esta for\u00e7a que \u00e9 a uni\u00e3o de todos num objetivo comum, sem essa de \u201cdonos da cultura\u201d. Temos aqui deputados estaduais e outros nomes de express\u00f5es que podem se juntar \u00e0 nossa mesa para fazer ecoar as nossas vozes e estremecer aquelas paredes do atraso.<\/p>\n<p>Qualquer um tem o direito democr\u00e1tico de discordar da minha proposi\u00e7\u00e3o e at\u00e9 achar que esteja sendo ing\u00eanuo. S\u00f3 pe\u00e7o, por\u00e9m, que as manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam de agress\u00f5es e ofensas como j\u00e1 vi sair da boca de alguns. Se for nesta toada, prefiro me recolher \u00e0 minha modesta insignific\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O SARAU NAS RUAS E O GRUPO<\/p>\n<p>Gostaria aqui de aproveitar o ensejo para falar um pouco sobre o nosso Sarau a Estrada que levantou a ideia de partir para a estrada, literalmente, ou seja, ir para as ruas e dar o seu recado de que precisamos colocar a cultura em seu lugar merecido, desde que os discursos sejam alinhados e unificados.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o aceitamos s\u00e3o os deboches \u201cstrad\u00earos\u201d de quem quer que seja. Acolhemos todos aqui com muito carinho, desejando sempre boas vindas, com abra\u00e7os e amizades. Precisamos sim, de colabora\u00e7\u00e3o e cr\u00edticas construtivas, n\u00e3o de indiretas a um sarau que foi constru\u00eddo com muitas lutas e dedica\u00e7\u00e3o. Rogo mais respeito, pelo menos aos antigos frequentares que ajudaram a erguer este evento.<\/p>\n<p>Ouvi cr\u00edticas, que, ao me ver, considero injustas, de que o Sarau A Estrada nos seus quinze anos de vida s\u00f3 \u00e9 para reunir festeiros, fazer cantorias e declamar poemas. Quem viveu isso aqui durante este per\u00edodo sabe que n\u00e3o \u00e9 verdade este anunciado.<\/p>\n<p>Aqui introduzimos debates de grande import\u00e2ncia para o conhecimento e o saber intelectual, inclusive sobre a cultura em Conquista. As nossas portas sempre estiveram abertas e para entrar nunca indagamos qual sua linha ideol\u00f3gica. Ai, sim, seria censura.<\/p>\n<p>Por outro lado, minha gente, um sarau, como o pr\u00f3prio nome j\u00e1 diz, \u00e9 um sarau desde suas origens hist\u00f3ricas, e n\u00e3o um movimento pol\u00edtico partid\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 um partido pol\u00edtico, uma associa\u00e7\u00e3o de classe, um sindicato ou um grupo popular revolucion\u00e1rio. Claro que a pol\u00edtica faz parte desse processo, mas n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio polarizar ou destilar xingamentos. O que menos precisamos agora \u00e9 de teorias.<\/p>\n<p>Mesmo assim, sempre tenho dito em p\u00fablico para todos estradeiros, que o sarau, pelas propor\u00e7\u00f5es em que tomou e pelo seu tempo de resist\u00eancia, deve sim tomar posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas no \u00e2mbito cultural. O Sarau A Estrada \u00e9 nosso e ningu\u00e9m tem o direito de tascar com verborreias depreciativas.<\/p>\n<p>\u00c9 um ponto de encontro cultural que nunca recebeu nenhum apoio do poder p\u00fablico. Que me perdoem os contr\u00e1rios, mas esta \u00e9 a minha leitura e \u00e9 nela que lastreio meus argumentos. \u00c9 a nossa obriga\u00e7\u00e3o sairmos em defesa da cultura, mas sem a mistura partid\u00e1ria, respeitando as diversidades ideol\u00f3gicas em que nele habitam desde a sua funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim, queria tamb\u00e9m expressar aqui a minha posi\u00e7\u00e3o, que pode n\u00e3o ser un\u00e2nime, sobre o grupo \u201cEstradeiros da Cultura\u201d. Desde sua cria\u00e7\u00e3o, temos como princ\u00edpio b\u00e1sico n\u00e3o discutirmos pol\u00edtica partid\u00e1ria, repito, por causa da conviv\u00eancia com as diversidades ideol\u00f3gicas, e s\u00f3 isto j\u00e1 foi uma grande conquista.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m disse que se trata de um grupo privado. Ora, todo grupo \u00e9 privado e tem suas normas, como, por exemplo, a dos partidos pol\u00edticos, seja de direita ou de esquerda. Quem destoa \u00e9 advertido e at\u00e9 eliminado. Pode at\u00e9 haver diverg\u00eancias e correntes, mas os objetivos s\u00e3o comuns.<\/p>\n<p>Por sua vez, sabendo desse princ\u00edpio, a pessoa \u00e9 totalmente livre para participar, ou n\u00e3o. Portanto, quem desrespeita este fundamento b\u00e1sico, sem falar de n\u00e3o ofender e agredir o outro, n\u00e3o pode alegar que esteja havendo censura, nem morda\u00e7a e nem atentado contra a liberdade de express\u00e3o. Sua liberdade termina quando voc\u00ea invade a do outro ou a dos outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe\u00e7o licen\u00e7a aos companheiros e companheiras estradeiros para dar a minha modesta opini\u00e3o a respeito da atual situa\u00e7\u00e3o da cultura em Vit\u00f3ria da Conquista, que deveria estar \u00e0 altura do porte da terceira maior cidade da Bahia, e que, historicamente, j\u00e1 viveu sua efervesc\u00eancia nesse quesito com grandes nomes at\u00e9 de proje\u00e7\u00e3o internacional. 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