{"id":11106,"date":"2025-10-08T00:01:45","date_gmt":"2025-10-08T03:01:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=11106"},"modified":"2025-10-08T00:01:54","modified_gmt":"2025-10-08T03:01:54","slug":"os-forasteiros-e-a-contribuicao-para-o-crescimento-de-conquista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2025\/10\/08\/os-forasteiros-e-a-contribuicao-para-o-crescimento-de-conquista\/","title":{"rendered":"OS &#8220;FORASTEIROS&#8221; E A CONTRIBUI\u00c7\u00c3O PARA O CRESCIMENTO DE CONQUISTA"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei o porqu\u00ea, talvez porque sempre gostei de assistir filmes do g\u00eanero, mas a palavra \u201cforasteiro\u201d me faz lembrar dos tempos do faroeste bang-bang norte-americano quando colonos come\u00e7aram a desbravar o Oeste.<\/p>\n<p>Quando chegava algum estranho num vilarejo sem lei, todos saiam nas portas e abriam as janelas para acompanhar seus passos at\u00e9 a entrada do salon, na delegacia ou no bar de meia porta dividida em duas bandas. Cada um fazia suas conjecturas sobre quem era e a sua origem. Muitas vezes era um pistoleiro ou justiceiro ca\u00e7a bandidos.<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 uma viagem ao t\u00fanel do tempo para falarmos sobre a grande contribui\u00e7\u00e3o que os chamados \u201cforasteiros\u201d deram para o desenvolvimento de Vit\u00f3ria da Conquista nos campos econ\u00f4mico, social e cultural. N\u00e3o foram bandoleiros, mas gente do conhecimento e do saber.<\/p>\n<p>Quando aqui cheguei, em 1991, para chefiar a Sucursal do Jornal A Tarde, com o passar dos anos, fui visto por muitos com certa indiferen\u00e7a, como um \u201cforasteiro\u201d que se metia e tudo e apontava cr\u00edticas que \u201cmaculavam\u201d a imagem da cidade. Como jornalista, s\u00f3 fazia o meu trabalho, com seriedade e \u00e9tica.<\/p>\n<p>Com todo respeito \u00e0s grandes personalidades conquistenses que deixaram seus nomes marcados nesta terra pelos seus servi\u00e7os prestados e at\u00e9 se tornaram conhecidos mundialmente, os \u201cforasteiros\u201d, ou aqueles que vieram de fora, merecem ser reconhecidos e tamb\u00e9m homenageados.<\/p>\n<p>Primeiro gostaria de citar os filhos deste ch\u00e3o que constru\u00edram suas hist\u00f3rias e colaboraram para o desenvolvimento dessa sociedade, como Fernando Sp\u00ednola, a professora Heleusa C\u00e2mara, Henriqueta Prates, Laudic\u00e9ia Gusm\u00e3o, o prefeito, deputado e governador Edvaldo Flores, o fil\u00f3logo professor Jos\u00e9 de S\u00e1 Nunes, o grande poeta Laudionor Brasil, Jos\u00e9 Pedral Sampaio, Herzem Gusm\u00e3o, o famoso cineasta Glauber Rocha e tantos outros que se foram.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o podemos esquecer dos considerados \u201cforasteiros\u201d, no bom sentido, que tamb\u00e9m colocaram a m\u00e3o na massa e com suas habilidades e intelig\u00eancia se tornaram \u201cimortais\u201d, como o educador\u00a0 Abdias Menezes, vindo l\u00e1 de Conde, na divisa entre Bahia e Sergipe, Ol\u00edvia Flores (Aracatu ou Ituber\u00e1), Luiz R\u00e9gis Pacheco Pereira (Salvador), vereador, prefeito (1942\/45) e governador da Bahia, Camilo de Jesus Lima, escritor, jornalista e poeta, nascido em Caetit\u00e9, professor Everardo P\u00fablio de Castro (Caetit\u00e9), Euclides Abelardo de Souza Dantas (Salvador), primeiro jornalista em Conquista, padre Luiz Soares Palmeira (Rio de Janeiro, Alagoas e Caetit\u00e9) que aqui montou o melhor col\u00e9gio do estado, o poeta Herat\u00f3stenes Menezes, nascido no arraial Lage do Gavi\u00e3o, hoje Aracatu, o professor cientista Ubirajara Brito (Tremedal), o ex-deputado Elquison Soares (Anag\u00e9) e muitos outros que comp\u00f5em uma extensa lista de not\u00e1veis.<\/p>\n<p>Talvez tenha dado maior espa\u00e7o aos \u201cforasteiros\u201d, mas nada intencional, mesmo porque todos sabem que existem muitos outros conquistenses natos que figuram na lista dos filhos ilustres que ajudaram Conquista ser o que \u00e9 hoje, a terceira maior cidade da Bahia.<\/p>\n<p>Lament\u00e1vel que muitos, como sempre nos diz o professor Durval Menezes, foram apagados da nossa mem\u00f3ria, principalmente pelas novas gera\u00e7\u00f5es. Eles deixaram de ser estudados e pesquisados e at\u00e9 riscados como nomes de ruas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de empres\u00e1rios, intelectuais, escritores, educadores, temos uma enorme gama de artistas pl\u00e1sticos, m\u00fasicos e construtores, como o mestre de obras, Luiz Alexandrino de Melo, que levantou diversos casar\u00f5es que fazem parte do patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico conquistense. Temos ainda Jos\u00e9 Medeiros que, por encomenda de Edvaldo Flores, esculpiu a Venus grega, meninos e golfinhos que ficavam no Jardim das Borboletas (Pra\u00e7a Tancredo Neves).<\/p>\n<p>N\u00e3o poderia deixar de registrar aqui os Miguelenses que aqui formaram uma col\u00f4nia e, com seus tinos para os neg\u00f3cios, ergueram o com\u00e9rcio de Vit\u00f3ria da Conquista. Portanto, devemos muito aos \u201cforasteiros\u201d que nesta terra montaram suas \u201ctendas\u201d e se tornaram filhos adotivos de Conquista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei o porqu\u00ea, talvez porque sempre gostei de assistir filmes do g\u00eanero, mas a palavra \u201cforasteiro\u201d me faz lembrar dos tempos do faroeste bang-bang norte-americano quando colonos come\u00e7aram a desbravar o Oeste. 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