{"id":11075,"date":"2025-09-27T01:23:32","date_gmt":"2025-09-27T04:23:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=11075"},"modified":"2025-09-27T01:23:42","modified_gmt":"2025-09-27T04:23:42","slug":"os-comunistas-flertaram-com-o-cangaco-que-preferiu-o-banditismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2025\/09\/27\/os-comunistas-flertaram-com-o-cangaco-que-preferiu-o-banditismo\/","title":{"rendered":"OS COMUNISTAS FLERTARAM COM O CANGA\u00c7O QUE PREFERIU O BANDITISMO"},"content":{"rendered":"<p>O PCB \u201cPAQUEROU O CANGA\u00c7O, QUE RECEBEU CONVITE DO GOVERNO PARA COMBATER A COLUNA PRESTES, MAS PREFERIU CONTINUAR NO MUNDO DO CRIME.<\/p>\n<p>A na\u00e7\u00e3o nordestina tem suas peculiaridades na religiosidade do seu povo, na cultura popular, nas inclementes secas, na profunda desigualdade regional, na sua mesti\u00e7agem diversa, no canga\u00e7o, no seu misticismo e na sua intelectualidade art\u00edstica e cultural que precisam ser mais estudados, pesquisados e analisados.<\/p>\n<p>Existem fatos in\u00e9ditos e inusitados desconhecidos, como a primeira guerrilha armada do Brasil de enfrentamento \u00e0s injusti\u00e7as sociais contra os poderosos ter ocorrido no Nordeste. Na \u00e9poca da Coluna Prestes, os comunistas, que pouco conheciam a realidade da regi\u00e3o, idealizaram conquistar e incorporar o canga\u00e7o \u00e0s suas lutas, achando, ingenuamente, que os cangaceiros eram revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Pela sua profunda religiosidade e cren\u00e7as populares, o povo nordestino de um modo geral era bem mais anticomunista que simpatizante do sistema. A Igreja Cat\u00f3lica que, naquela \u00e9poca exercia muita influ\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o, via em Prestes o satan\u00e1s, bem como a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>SEM COMPONENTE IDEOL\u00d3GICO<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisados Luiz Bernardo Peric\u00e1s, os bandoleiros nunca tiveram um componente ideol\u00f3gico e nem uma consci\u00eancia de classe, apesar de alguns militantes terem procurado a exist\u00eancia de embri\u00f5es de guerrilhas sociais. Na verdade, o que os camponeses queriam mesmo era um peda\u00e7o de terra para trabalhar e produzir.<\/p>\n<p>\u201cAs ra\u00edzes da import\u00e2ncia revolucion\u00e1ria das massas camponesas, h\u00e1 que busc\u00e1-las no arca\u00edsmo do mundo rural, um mundo onde n\u00e3o apresenta os elementos que permitem o desenvolvimento do processo dial\u00e9tico\u201d- comenta Peric\u00e1s em sua obra \u201cOs Cangaceiros\u201d. Nunca houve uma \u201crevolu\u00e7\u00e3o camponesa\u201d.<\/p>\n<p>Os militantes socialistas estavam mal preparados intelectual e ideologicamente para elaborar um projeto de mudan\u00e7as estruturais no campo. Havia escassez de livros marxistas no Brasil, ainda que a partir de 1930 textos de Marx, Lenin, Bukharin e Engels come\u00e7assem a ser divulgados e vendidos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>As discuss\u00f5es e as quest\u00f5es do campo eram insuficientes. Mesmo assim, em 1928 foi criado o BOC \u2013 Bloco Oper\u00e1rio e Campon\u00eas. Em 1932, membros do Comit\u00ea Central do PCB, por sugest\u00e3o do dirigente Jos\u00e9 Caetano Machado, influenciado pela atua\u00e7\u00e3o dos cangaceiros, apoiaram a ideia de se constituir guerrilhas no campo.<\/p>\n<p>Documentos avaliavam que grupos de cangaceiros de Lampi\u00e3o e outros arrastavam massas de jovens camponeses. Esta faixa que perdeu as esperan\u00e7as de receber alguma coisa do Estado Feudal Burgu\u00eas chegou a organizar grupos armados.<\/p>\n<p>Para os te\u00f3ricos, os cangaceiros tinham um potencial revolucion\u00e1rio que deveria ser aproveitado pelos comunistas. Na concep\u00e7\u00e3o deles, seria valido que se desse mais aten\u00e7\u00e3o ao interior de S\u00e3o Paulo e ao sert\u00e3o nordestino.<\/p>\n<p>O PCB insistiu nessa tese. Num informe para a III Confer\u00eancia de Partidos Comunistas da Am\u00e9rica Latina e Caribe, realizado em Moscou, em 1934, preparado pelo chefe da delega\u00e7\u00e3o brasileira, Ant\u00f4nio Maciel Bonfim, houve uma posi\u00e7\u00e3o oficial com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do campo e uma interpreta\u00e7\u00e3o distorcida da realidade.<\/p>\n<p>Imaginaram que os cangaceiros estavam unindo e chamando os camponeses \u00e0 luta. Ap\u00f3s a Confer\u00eancia, os comunistas sovi\u00e9ticos, segundo assinala Peric\u00e1s, iriam apoiar a intensifica\u00e7\u00e3o dos contatos com os cangaceiros. Para a Secretaria Nacional do Partido, o cangaceiro era um revolucion\u00e1rio porque lutava contra o Estado.<\/p>\n<p>Os comunistas achavam que se poderia dar um car\u00e1ter revolucion\u00e1rio ao canga\u00e7o, ao ponto de idealizar que grupos de bandoleiros iriam adotar o programa da ALN-Alian\u00e7a Nacional Libertadora, mas existiam v\u00e1rias pedras no caminho, como a religiosidade tradicional, o todo poderoso Padre C\u00edcero Rom\u00e3o Batista, o \u201cPadim Cic\u00e7o\u201d e os governos.<\/p>\n<p>O projeto de guerrilhas no Nordeste se intensificou. O jornal A Classe Oper\u00e1ria, na edi\u00e7\u00e3o de 31 de julho de 1935, defendia que as lutas no campo deveriam estar ligadas com os cangaceiros. Entendiam que podiam ser conquistados e elevados ao n\u00edvel pol\u00edtico de suas lutas, s\u00f3 que n\u00e3o houve nada disso.<\/p>\n<p>Desde os anos 20, a organiza\u00e7\u00e3o do PCB no Nordeste era fr\u00e1gil. Pelos meados da d\u00e9cada de 30 seus componentes tinham que lutar contra os integralistas locais, contra o Governo Vargas e ainda atuar no campo onde os \u201ccoron\u00e9is\u201d tinham muita for\u00e7a. As disputas pol\u00edticas regionais, os caudilhos, os jagun\u00e7os e os cangaceiros contavam com mais visibilidade que a luta armada comunista.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o dos comunistas sobre os bandoleiros estava equivocada. Os cangaceiros eram bandidos e n\u00e3o havia possibilidade de v\u00ednculo com os programas de mudan\u00e7as sociais no meio social.<\/p>\n<p>GRUPOS ARMADOS E OS \u201cBANDIDOS VERMELHOS\u201d<\/p>\n<p>A experi\u00eancia guerrilheira que mais tempo durou foi no Rio Grande do Norte, de julho de 1935\/36, mas fracassou. Foram tr\u00eas grupos armados de doze homens cada, dois deles no munic\u00edpio de A\u00e7u e um de Areia Branca. Contam que o cangaceiro Rouxinol, do bando de Lampi\u00e3o, preso e sentenciado a 30 anos de pris\u00e3o, fugiu e se uniu a Gavi\u00e3o, membro do PCB, para formar um n\u00facleo guerrilheiro.<\/p>\n<p>Esses \u201cbandoleiros vermelhos\u201d, ou \u201cbandidos vermelhos\u201d eram compostos de gente do Partido. Muitos ingressaram nesse bando para encontrar ref\u00fagio, j\u00e1 que eram ladr\u00f5es e assassinos sentenciados e condenados ao encarceramento.<\/p>\n<p>Dos grupos citados, somente um, com 40 pessoas, entrou em a\u00e7\u00e3o. Os l\u00edderes reuniam seus homens no meio da caatinga, discutiam aumentos salariais e m\u00e9todos para convocar camponeses para atacar fazendas de algod\u00e3o e eliminar seus donos. Suas a\u00e7\u00f5es se limitavam a assaltos e assassinatos.<\/p>\n<p>Com poucas armas e com gente participando \u00e0 for\u00e7a, o bando foi perdendo seu potencial \u201crevolucion\u00e1rio\u201d. A maioria nem sabia o que era comunismo. Em setembro de 35, alguns guerrilheiros serraram os trilhos da ferrovia Areia Branca &#8211; Mossor\u00f3, na tentativa de descarrilhar o trem que levava uma comitiva de integralistas para o sert\u00e3o. As autoridades descobriram a sabotagem e evitaram o ataque.<\/p>\n<p>No Levante Comunista, os \u201cbandidos vermelhos\u201d n\u00e3o tiveram nenhuma a\u00e7\u00e3o de destaque. Embrenhados no Nordeste, os comunistas faziam de tudo para sobreviver. Contavam com o apoio de caudilhos, alguns deputados da Alian\u00e7a Social e pequenos comerciantes que forneciam armas, alimentos e esconderijos.<\/p>\n<p>Nos poucos combates, os guerrilheiros cantavam e gritavam. No lugar de \u201cMulher Rendeira\u201d dos cangaceiros, se ouvia gritos de Viva a ANL, Viva Luis Carlos Prestes. A aventura terminou com a den\u00fancia contra os combatentes feita Manoel Feliciano Pereira, que se entregou \u00e0 pol\u00edcia e indicou onde ficava o esconderijo. Todos \u201crevolucion\u00e1rios\u201d foram detidos.<\/p>\n<p>Durante todo per\u00edodo do canga\u00e7o, apenas o bandoleiro comerciante pernambucano Manuel Vitor, que iniciou sua vida no canga\u00e7o, em 1926, se tornou comunista e foi assassinado pela pol\u00edcia alagoana, em 1937. Outro cangaceiro que demonstrava sensibilidade pol\u00edtica foi Ant\u00f4nio Silvino (1897-1914). Foi at\u00e9 admirador da Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917 quando estava preso na Casa de Deten\u00e7\u00e3o de Recife. Teve at\u00e9 contato com Greg\u00f3rio Bezerra.<\/p>\n<p>Destaca Luiz Peric\u00e1s, que o PCB, nos anos 30, parecia interpretar a situa\u00e7\u00e3o de forma equivocada, tanto quanto os jornais do Cear\u00e1 na segunda metade do s\u00e9culo XIX. Alguns peri\u00f3dicos, impressionados com a Comuna de Paris, viam perigo do comunismo nas fileiras do canga\u00e7o. Para os jornais, a a\u00e7\u00e3o dos salteadores seria suficiente para caracterizar a \u201cproclama\u00e7\u00e3o do comunismo no sert\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o incomodava tanto os sertanejos que, supostamente, o \u201cPadim Ci\u00e7o\u201d teria sonhado, em 1872, ter visto um urso feroz com grandes patas sobre todo o planeta, causando sofrimento e ru\u00ednas aos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Correu boatos que em 1925 quando estava na fazenda do Po\u00e7o, no Cear\u00e1, Lampi\u00e3o teria demonstrado simpatia pelos revoltosos da Coluna Prestes. Sua admira\u00e7\u00e3o ao \u201cCavalheiro da Esperan\u00e7a\u201d seria tanta que planejava formar um batalh\u00e3o para se unir aos rebeldes tenentistas para travar uma guerra aos estados de Pernambuco e Para\u00edba. Nessa \u00e9poca, os revoltosos estavam tentando aliciar o \u201crei do canga\u00e7o\u201d, conforme Flores da Cunha. Comentou-se at\u00e9 que uma farda do ex\u00e9rcito teria sido presenteada a Virgulino.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o existem documentos oficiais de que Lampi\u00e3o tivesse manifestado entusiasmo em se unir aos rebeldes. Pelo contr\u00e1rio, o cangaceiro se aliou, por um breve tempo, ao governo para combater Prestes e seus soldados. O apoio da popula\u00e7\u00e3o a Prestes foi uma decep\u00e7\u00e3o e ele mesmo confessou isso. \u201cAch\u00e1vamos que \u00e9ramos uns loucos, uns aventureiros&#8230;\u201d disse o pr\u00f3prio Prestes, ao acrescentar que jovens, que queriam sair de casa, aderiram \u00e0 causa.<\/p>\n<p>Peric\u00e1s diz que \u201cde fato os \u201ctenentes\u201d tinham um projeto ideol\u00f3gico e intelectual insuficiente e horizontes pol\u00edticos limitados. Seu conhecimento das particularidades do meio rural nordestino era grande\u201d. O pr\u00f3prio Prestes afirmava que n\u00e3o existia essa no\u00e7\u00e3o de classe.<\/p>\n<p>Quando A Coluna Prestes cruzava uma localidade era comum haver saques e roubos praticados por bandos de ladr\u00f5es. Em seguida as for\u00e7as regulares chegavam pilhando o que restava, praticando todo tipo de viol\u00eancia contra os habitantes.<\/p>\n<p>APELO A LAMPI\u00c3O E AOS CANGACEIROS<\/p>\n<p>Pelas dificuldades em combates contra os \u201crevoltosos\u201d no Nordeste, o governo do presidente Artur Bernardes apelou para a ajuda de jagun\u00e7os e cangaceiros. Quem fez essa intermedia\u00e7\u00e3o foi o deputado Floro Bartolomeu e o Padre C\u00edcero Rom\u00e3o Batista, o \u201cPadim Ci\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>No in\u00edcio o sacerdote n\u00e3o queria ter participa\u00e7\u00e3o na luta contra os homens de Prestes. Chegou a enviar uma carta ao \u201cCavaleiro da Esperan\u00e7a\u201d, exaltando sua bravura, mas sugeriu que suas tropas fizessem paz e que seriam acolhidas em Juazeiro, com todas garantias. Disse n\u00e3o se sentir bem ver esse espet\u00e1culo de brasileiros contra brasileiros numa luta fraticida e exterminadora. Na longa carta, insistiu em dar garantias legais e ser advogado de todos perante os poderes constitucionais da Rep\u00fablica. Em seu convite pela paz, falou em Deus e p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Do outro lado, o Floro Bartolomeu, que foi nomeado para administrar o Cear\u00e1, encaminhou uma carta a Lampi\u00e3o por meio de emiss\u00e1rios. A missiva, assinada pelo caudilho e o \u201cPadim Ci\u00e7o\u201d, convocava o \u201crei do canga\u00e7o\u201d a um encontro com o padre, em Juazeiro, onde estariam sediados mil homens recrutados com vistas a lutar. Na bagagem, Floro conseguiu, no Rio de Janeiro, mil contos de reais e um vasto material b\u00e9lico para organizar um \u201cBatalh\u00e3o Patri\u00f3tico\u201d. Em 31 de dezembro de 1925 ele se deslocou de trem de Fortaleza at\u00e9 Juazeiro, para realizar tal objetivo. Antes, o Floro sediou as tropas em Campos Sales.<\/p>\n<p>Lampi\u00e3o ficou desconfiado em ir ao encontro por acreditar ser uma armadilha e uma trai\u00e7\u00e3o, com a inten\u00e7\u00e3o de prend\u00ea-lo. S\u00f3 depois de mostrarem a assinatura do sacerdote foi que ele aceitou ir a Juazeiro com 49 cangaceiros, no dia quatro de mar\u00e7o de 1926, ficando ali por tr\u00eas dias.<\/p>\n<p>Virgulino foi recebido com muita festa por cerca de quatro mil pessoas que cercaram os bandidos para ver de perto aqueles homens. O chamado \u201cgovernador do sert\u00e3o\u201d foi assediado por rep\u00f3rteres e fot\u00f3grafos. O padre foi o respons\u00e1vel por convenc\u00ea-lo a entrar na luta contra a Coluna Prestes e pediu que Lampi\u00e3o largasse a vida de bandido.<\/p>\n<p>\u201cPadim Ci\u00e7o\u201d mandou buscar o inspetor agr\u00edcola do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pedro de Albuquerque Uchoa, que ficou incumbido de, em nome do governo, entregar as patentes militares. Com as anota\u00e7\u00f5es do padre, Uchoa fez a suposta \u201cpromo\u00e7\u00e3o\u201d. Nomeou Lampi\u00e3o ao posto de \u201ccapit\u00e3o\u201d e outros a primeiro e segundo tenentes. A carta foi data em 12 de abril de 1926, mas s\u00f3 que o \u201ccapit\u00e3o\u201d se encontrava em Juazeiro no come\u00e7o de mar\u00e7o. Era uma farsa. Al\u00e9m disso, o suposto documento concedia a Lampi\u00e3o e seus comparsas a liberdade de se locomoverem, podendo atravessar as fronteiras de qualquer estado nordestino.<\/p>\n<p>Antes de receber a patente forjada de \u2018capit\u00e3o, Lampi\u00e3o teria contado que chegou a combater a Coluna entre S\u00e3o Miguel e Alto de Areias, mas teve que recuar depois de forte tiroteio. Contou ainda que chegou a ter o desejo de se incorporar \u00e0s for\u00e7as patri\u00f3ticas de Juazeiro.<\/p>\n<p>Depois de supostamente se tornar militar, Lampi\u00e3o n\u00e3o foi levado a s\u00e9rio. Em pouco tempo percebeu que continuaria sendo considerado um bandido pelas policias dos estados e que o documento n\u00e3o seria respeitado. Diante disso, resolveu permanecer na vida do crime.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O PCB \u201cPAQUEROU O CANGA\u00c7O, QUE RECEBEU CONVITE DO GOVERNO PARA COMBATER A COLUNA PRESTES, MAS PREFERIU CONTINUAR NO MUNDO DO CRIME. 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