{"id":10893,"date":"2025-08-22T23:49:24","date_gmt":"2025-08-23T02:49:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=10893"},"modified":"2025-08-22T23:49:35","modified_gmt":"2025-08-23T02:49:35","slug":"juazeiro-petrolina-duas-cidades-unidas-com-seus-contrastes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2025\/08\/22\/juazeiro-petrolina-duas-cidades-unidas-com-seus-contrastes-sociais\/","title":{"rendered":"JUAZEIRO-PETROLINA, DUAS CIDADES UNIDAS COM SEUS CONTRASTES SOCIAIS"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9814.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10894\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9814.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9814.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9814-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9877.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10895\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9877.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9877.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9877-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>S\u00f3 a Ponte Get\u00falio Vargas e o milenar Rio Opar\u00e1 ou o S\u00e3o Francisco, o conhecido popular \u201cVelho Chico\u201d os separa uma cidade da outra com uma bela vis\u00e3o das \u00e1guas em pleno sert\u00e3o nordestino. Em qualquer uma de suas margens, o turista fica encantado com a paisagem<\/p>\n<p>Uma \u00e9 a baiana Juazeiro, cujo nome \u00e9 uma \u00e1rvore catingueira resistente \u00e0s intemp\u00e9ries da seca. A outra \u00e9 pernambucana com seu nome em homenagem ao imperador Pedro II ou \u00e0 imperatriz Tereza Cristina a partir do latim petrus mais o sufixo \u201cina\u201d. Luiz Gonzaga conta o seu Juazeiro, na espera do seu amor e outro m\u00fasico diz que ama Juazeiro e Petrolina.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9884.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10896\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9884.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9884.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9884-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Bem, o que mais importa entre as duas s\u00e3o seus contrates sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos expl\u00edcitos e gritantes, conhecidos de todos e vis\u00edveis para qualquer um visitante. A pernambucana poderia ser uma Londres ou uma Paris e a baiana uma periferia pobre das duas.<\/p>\n<p>Todos que a conhecem sabem que Petrolina \u00e9 bem mais desenvolvida, organizada, limpa, com um bom saneamento e uma orla ordenada de bons bares e restaurantes de fazer inveja. Sua popula\u00e7\u00e3o tem hoje cerca de 400 mil habitantes, enquanto Juazeiro em torno de 260 mil.<\/p>\n<p>Em comum, as duas s\u00e3o nordestinas de terras \u00e1ridas com uma agricultura frut\u00edfera irrigada pelo \u201cVelho Chico\u201d, com suas planta\u00e7\u00f5es de uvas, mel\u00f5es, melancias, mangas, mam\u00f5es e outras esp\u00e9cies exportadas para v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9885.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10897\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9885.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9885.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9885-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Opar\u00e1 ind\u00edgena do tupi-guarani sustenta essas riquezas e pouco recebe de preserva\u00e7\u00e3o. Embora cheio nessa \u00e9poca, est\u00e1 desgastado, depredado e quase morre numa longa estiagem. Suas margens secaram e ficou praticamente inaveg\u00e1vel.<\/p>\n<p>Quanto as diferen\u00e7as econ\u00f4micas e sociais entre as duas, muitos respondem na ponta da l\u00edngua que se trata de quest\u00e3o pol\u00edtica. Os prefeitos de Petrolina, junto com seus governadores e deputados representativos, tiveram mais garra, senso de planejamento, trabalho, disposi\u00e7\u00e3o, seriedade para ultrapassar em muito a baiana largada, suja, mais pobre, esfarrapada e com esgotos a c\u00e9u aberto em v\u00e1rios bairros.<\/p>\n<p>Petrolina foi uma cidade planejada, com ruas largas onde quase n\u00e3o se v\u00ea um papel no ch\u00e3o. Tem uma educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade de maior qualidade e at\u00e9 a catedral \u00e9 maior e mais bonita. Sua economia \u00e9 mais s\u00f3lida e um com\u00e9rcio mais forte.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9895.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10898\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9895.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9895.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9895-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Antigamente se dizia que os petrolinos ou petrolenses saiam de l\u00e1 depois da labuta para beber e curtir as festas em Juazeiro, que nem tem mais. O S\u00e3o Jo\u00e3o de l\u00e1 \u00e9 melhor. Tem mais gente trabalhando em Petrolina do que baiano na outra margem, cujos meios de transportes s\u00e3o a ponte, os \u00f4nibus ou a barca que atravessa o rio. Sou mais a barca.<\/p>\n<p>Numa coisa Juazeiro supera que \u00e9 ter um povo mais alegre, farrista e hospitaleiro, enquanto o pernambucano \u00e9 mais fechado. Mesmo com as diferen\u00e7as, o \u201cVelho Chico\u201d une e separa as duas com todo esse contraste de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, \u00e9 com Juazeiro que me identifico desde os anos 70 em minhas andan\u00e7as de boemias, mas sempre fazendo minhas cr\u00edticas e com horror das muri\u00e7ocas. Contam uma est\u00f3ria que o sujeito viajante encheu a cara e foi dormir b\u00eabado numa pens\u00e3o. De tanta muri\u00e7oca, no outro dia foram encontrar ele debaixo da cama.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9912.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10899\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9912.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9912.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9912-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fui v\u00edtima delas em v\u00e1rias ocasi\u00f5es. A mais recente foi que ao abrir a janela do carro para pedir uma informa\u00e7\u00e3o, elas me atacaram como enxames de abelhas e sugaram todo meu sangue. Deixaram minha pele toda picada, s\u00f3 no osso. Na rodovi\u00e1ria as bichas s\u00e3o as primeiras a dar \u201cboas vindas\u201d aos visitantes que correm como desesperados.<\/p>\n<p>Por que de tantas muri\u00e7ocas em Juazeiro e que fazem aumentar em quantidade? Dizem que elas v\u00eam do baga\u00e7o da cana da usina de a\u00e7\u00facar pr\u00f3xima da cidade e se juntam aos insetos dos esgotos a c\u00e9u aberto. Umas com cheiro do mela\u00e7o da cana e outras fedorentas. Cada casa tem sua raquete, seu mosqueteiro, feixes de mosquitinhos e outros meios para combat\u00ea-las, mas se tornaram imunes.<\/p>\n<p>No Centro de Juazeiro, as ruas s\u00e3o estreitas que mal passam um carro, mas em algumas a prefeitura teve uma boa ideia de transform\u00e1-las em cal\u00e7ad\u00f5es para o com\u00e9rcio de camel\u00f4s e barracas. Em alguns bairros mais pr\u00f3ximos, como do Lomanto J\u00fanior e adjac\u00eancias, os esgotos correm a c\u00e9u aberto.<\/p>\n<p>Passei num deles e confesso que sai com dor de cabe\u00e7a diante do mau cheiro. Fiquei a imaginar como as pessoas suportam morar naqueles locais. Soube que todos sofrem de doen\u00e7as respirat\u00f3rias e outras cr\u00f4nicas. Passa prefeito e entra prefeito e o problema n\u00e3o \u00e9 resolvido.<\/p>\n<p>No entanto, Juazeiro agora est\u00e1 recebendo uma grande obra federal de grande porte tocada pelo Denit, ligando a entrada de quem vem de Salvador e de outras regi\u00f5es \u00e0 Ponte Get\u00falio Vargas com Petrolina. Os servi\u00e7os j\u00e1 duram cerca de tr\u00eas anos de forma lenta. A previs\u00e3o \u00e9 que termine em agosto do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9949.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10900\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9949.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9949.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/DSC_9949-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os comerciantes e os moradores reclamam pelos transtornos, mas quando tiver conclu\u00edda dar\u00e1 uma maior mobilidade urbana e quem sabe, os juazeirense v\u00e3o poder bater no peito e tirar um pouquinho de sarro com a cara dos petrolenses pernambucanos, mas os contrates sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos v\u00e3o permanecer. Fica dif\u00edcil superar sua coirm\u00e3 em termos de desenvolvimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3 a Ponte Get\u00falio Vargas e o milenar Rio Opar\u00e1 ou o S\u00e3o Francisco, o conhecido popular \u201cVelho Chico\u201d os separa uma cidade da outra com uma bela vis\u00e3o das \u00e1guas em pleno sert\u00e3o nordestino. Em qualquer uma de suas margens, o turista fica encantado com a paisagem Uma \u00e9 a baiana Juazeiro, cujo nome [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10893"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10893"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10893\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10901,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10893\/revisions\/10901"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10893"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10893"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10893"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}