{"id":10806,"date":"2025-07-28T23:59:44","date_gmt":"2025-07-29T02:59:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=10806"},"modified":"2025-07-28T23:59:55","modified_gmt":"2025-07-29T02:59:55","slug":"uma-homenagem-ao-escritor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2025\/07\/28\/uma-homenagem-ao-escritor\/","title":{"rendered":"UMA HOMENAGEM AO ESCRITOR"},"content":{"rendered":"<p>Em decorr\u00eancia de tantos afazeres, deixei de registrar aqui a data do Dia do Escritor que aconteceu na semana passada. Nem tanto prestigiado como deveria nos tempos atuais, no meu entender, o escritor \u00e9 um artista das palavras, ou como aquele mestre de pedreiro que coloca tijolo por tijolo para construir uma casa, um pr\u00e9dio ou uma ponte que liga uma margem a outra.<\/p>\n<p>Pode ser comparado tamb\u00e9m a um pintor que trabalha com a tinta e seus pinceis, enquanto o escritor, na moda antiga usava a pena, a caneta ou a m\u00e1quina datilogr\u00e1fica. Com o avan\u00e7o da tecnologia, ele hoje usa o computador. N\u00e3o importa o instrumento e sim a mente e a inspira\u00e7\u00e3o para criar seu texto, seu g\u00eanero e at\u00e9 viajar no seu realismo-fant\u00e1stico. \u00c9 tamb\u00e9m um m\u00e1gico que encanta e nos faz sonhar.<\/p>\n<p>Escritores brasileiros e regionais<\/p>\n<p>Tenho observado que os nossos escritores, intelectuais e professores em geral costumam citar pensamentos e obras de autores estrangeiros e pouco sobre os nossos brasileiros, principalmente os nordestinos, muitos dos quais chamados de regionais, sem falar dos locais, no caso espec\u00edfico dos nossos conquistenses.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se posso considerar esse tipo de comportamento como esnobismo de conhecimento, ou incluir naquela m\u00e1xima de Nelson Rodrigues, de que temos o \u201ccomplexo de vira-lata\u201d, isto \u00e9, de inferioridade, por n\u00e3o valorizar o que \u00e9 nosso, a prata da casa. \u00c9 um tal de norte-americano, ingl\u00eas, russo, franc\u00eas, portugu\u00eas, espanhol, polon\u00eas, argentino, uruguaio, colombiano e tantos outros.<\/p>\n<p>At\u00e9 parece mais chique citar um \u201cgringo\u201d do que um brasileiro, um regional ou local. Nosso pa\u00eds \u00e9 rico em grandes escritores, como Jorge Amado, C\u00e2mara Cascudo, Jos\u00e9 de Alencar, \u00c9rico Ver\u00edssimo, Graciliano Ramos, Lima Barreto, Machado de Assis, Alo\u00edsio Azevedo, Fernando Sabino, Paulo Coelho, Rubem Braga, Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro, Euclides Neto, Raul Pomp\u00e9ia, Guimar\u00e3es Rosa, Afr\u00e2nio Peixoto, Gilberto Freire, Luiz Gama, Oswaldo de Andrade, M\u00e1rio de Andrade, Monteiro Lobato, sem contar os grandes poetas que temos.<\/p>\n<p>Vamos ser mais simples e abrir mais discuss\u00f5es liter\u00e1rias em torno dos nossos escritores que falam da nossa cultura com seus personagens que se identificam com a gente, embora os estrangeiros tenham grande import\u00e2ncia e n\u00e3o devemos deixar eles de lado porque o saber tem que ser universal.<\/p>\n<p>Mesmo entre n\u00f3s brasileiros, temos a mania de desprezar o talento da terra e prestigiar o de fora, muitas vezes at\u00e9 de n\u00edvel duvidoso. Vemos isso nas feiras liter\u00e1rias regionais onde os organizadores procuram sempre convidar os considerados \u201cfamosos\u201d de outra regi\u00e3o ou estado, em detrimento daqueles onde o evento est\u00e1 se realizando.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos programadores, a feira s\u00f3 tem audi\u00eancia e visibilidade maior se chamar um nome que esteja mais badalado na m\u00eddia e na propaganda das editoras, mesmo que n\u00e3o tenha l\u00e1 esse conte\u00fado todo. Esse tipo de coisa n\u00e3o ocorre somente na literatura, mas tamb\u00e9m em festas culturais que abrangem outras linguagens art\u00edsticas, como a m\u00fasica, as artes pl\u00e1sticas e visuais.<\/p>\n<p>Entendo que antes de tudo, uma feira liter\u00e1ria, seja aonde for, s\u00f3 alcan\u00e7a seus objetivos de cria\u00e7\u00e3o quando coloca em primeiro lugar os escritores locais que j\u00e1 sofrem com a falta de apoio dos poderes p\u00fablicos. Muitos s\u00e3o independentes ou publicam suas obras atrav\u00e9s de pequenas editoras e lutam para vender suas obras e se tornarem conhecidos do leitor.<\/p>\n<p>Claro que o interc\u00e2mbio e a troca de ideias n\u00e3o devem deixar de existir, mas vamos priorizar o escritor local e assim despertar e estimular o surgimento de novos talentos. Aqui mesmo em Vit\u00f3ria da Conquista temos grandes escritores e poetas que n\u00e3o vou citar nomes para n\u00e3o cometer certas injusti\u00e7as.<\/p>\n<p>Agora mesmo vamos ter a Feira Liter\u00e1ria de Conquista, a Fliconquista, que j\u00e1 \u00e9 um grande passo e elogi\u00e1vel iniciativa para prestigiar e valorizar esta linguagem art\u00edstica, por tantos anos esquecida do nosso p\u00fablico.<\/p>\n<p>No entanto, deixo aqui minha sugest\u00e3o de que passada esta feira, seja realizado um encontro de escritores conquistenses, um foro de discuss\u00f5es, para dizermos quem somos, como atuamos e, principalmente, falarmos das nossas dificuldades em escrever e lan\u00e7ar um livro.<\/p>\n<p>Precisamos montar estrat\u00e9gias de coopera\u00e7\u00e3o, deixando de lado as vaidades das fogueiras, para nos tornarmos mais conhecidos incluindo todas as faixas et\u00e1rias, desde o mais jovem estudante ao mais idoso. Precisamos fazer chegar nossas obras at\u00e9 \u00e0s m\u00e3os de novos leitores, a come\u00e7ar pelas escolas, bibliotecas e associa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em decorr\u00eancia de tantos afazeres, deixei de registrar aqui a data do Dia do Escritor que aconteceu na semana passada. 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