{"id":10754,"date":"2025-07-10T22:11:20","date_gmt":"2025-07-11T01:11:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=10754"},"modified":"2025-07-10T22:11:27","modified_gmt":"2025-07-11T01:11:27","slug":"quem-tem-medo-de-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2025\/07\/10\/quem-tem-medo-de-alma\/","title":{"rendered":"QUEM TEM MEDO DE ALMA?"},"content":{"rendered":"<p>(Chico Ribeiro Neto)<\/p>\n<p>As portas rangem, as janelas batem sozinhas e as l\u00e2mpadas ficam acendendo e apagando. \u00c9 sinal de assombra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Ipia\u00fa (BA), Tio Rubens reunia todo mundo na sala de jantar, \u00e0 noite, pra contar casos de assombra\u00e7\u00e3o. Ele apagava a luz do corredor, s\u00f3 deixava a da sala, para criar mais o clima.<\/p>\n<p>Uma das hist\u00f3rias era a de um homem que vinha \u00e0 noite dirigindo por uma estrada quando viu um corpo no acostamento. Parou o carro, foi l\u00e1 e era um homem morto. Chamou logo sua aten\u00e7\u00e3o um belo anel de brilhante no dedo. Ele tentou tirar o anel, n\u00e3o conseguiu e a\u00ed puxou o canivete, cortou o dedo do defunto e foi embora.<\/p>\n<p>Dois anos depois ele passa pela mesma estrada, \u00e0 noite, e v\u00ea um homem todo de preto pedindo uma carona. Para o carro, o cara entra e come\u00e7am a conversar. Quando chegam na cidadezinha onde o carona vai saltar, o motorista se despede dele e, ao apertar sua m\u00e3o, v\u00ea que lhe falta um dedo e pergunta:<\/p>\n<p>&#8220;Por que voc\u00ea n\u00e3o tem um dedo?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Ah, mo\u00e7o. Uma vez, eu estava morto numa estrada\u00a0 passou um sujeito, tentou arrancar meu anel, n\u00e3o conseguiu, e a\u00ed cortou meu dedo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Que absurdo! E voc\u00ea sabe quem foi?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;FOI VOC\u00ca!!!&#8221; (gritava Tio Rubens e todo mundo estremecia).<\/p>\n<p>No final, quem tinha coragem de ir pro quarto dormir? Deitado na cama, ouvia barulhos esquisitos, passou um vulto no corredor e via as telhas se mexerem.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o ouviu hist\u00f3rias do lobisomem? Segundo a lenda, o lobisomem \u00e9 um homem que se transforma numa criatura semelhante a um lobo e que aparece nas noites de lua cheia a partir de meia-noite. Sua apari\u00e7\u00e3o vem acompanhada de cheiro de carne podre e de enxofre. Na Roma antiga j\u00e1 havia lendas sobre o lobisomem, segundo historiadores.<\/p>\n<p>Um contraponto. A pe\u00e7a &#8220;Pluft, o fantasminha&#8221;, escrita por Maria Clara Machado em 1975, \u00e9 sucesso at\u00e9 hoje. Pluft \u00e9 um fantasminha diferente, que tem medo das pessoas. Sua vida d\u00e1 uma reviravolta com a chegada de Maribel, uma menina sequestrada pelo pirata Perna de Pau, e os dois fazem uma grande amizade na luta contra o vil\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Rosane Svartman, &#8220;Pluft \u00e9 uma hist\u00f3ria bem atual, fala do medo do que \u00e9 diferente e de como o afeto pode vencer o medo. Pluft tem medo de tudo que n\u00e3o conhece e ele conhece muito pouco do mundo. Da\u00ed vem o grande medo de gente, algo que nunca viu&#8221;.<\/p>\n<p>(Veja cr\u00f4nicas anteriores em\u00a0<a href=\"http:\/\/leiamaisba.com.br\/\">leiamaisba.com.br<\/a>)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Chico Ribeiro Neto) As portas rangem, as janelas batem sozinhas e as l\u00e2mpadas ficam acendendo e apagando. \u00c9 sinal de assombra\u00e7\u00e3o. Em Ipia\u00fa (BA), Tio Rubens reunia todo mundo na sala de jantar, \u00e0 noite, pra contar casos de assombra\u00e7\u00e3o. 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