{"id":10726,"date":"2025-07-02T00:31:15","date_gmt":"2025-07-02T03:31:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=10726"},"modified":"2025-07-02T00:31:22","modified_gmt":"2025-07-02T03:31:22","slug":"o-circo-e-a-maior-fonte-de-votos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2025\/07\/02\/o-circo-e-a-maior-fonte-de-votos\/","title":{"rendered":"O CIRCO \u00c9 A MAIOR FONTE DE VOTOS"},"content":{"rendered":"<p>Nos tempos do imp\u00e9rio romano, h\u00e1 mais de dois mil anos, os imperadores mandavam dar circo e p\u00e3o para o povo quando surgiam as inquieta\u00e7\u00f5es e at\u00e9 constru\u00edram o Coliseu, palco das lutas entre escravos gladiadores. No s\u00e9culo XVIII, antes da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, a rainha sugeriu que dessem brioche para os pedintes miser\u00e1veis.<\/p>\n<p>No Brasil de hoje, basta o circo velho esfarrapado para a massa aplaudir e se contentar. Na Bahia, por exemplo, um dos estados mais pobres do pa\u00eds, com baixos \u00edndices de qualidade de vida humana, os governantes gastam milh\u00f5es e at\u00e9 bilh\u00f5es por ano com festas.<\/p>\n<p>Todos ficam satisfeitos e nem est\u00e3o mais a\u00ed para as corrup\u00e7\u00f5es, os malfeitos e os roubos. Vit\u00f3ria da Conquista, a nossa casa, \u00e9 uma prova disso. As festas juninas, sem o nosso leg\u00edtimo e tradicional forr\u00f3 foram lotadas no Parque de Exposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O argumento \u00e9 que os festejos geram renda e emprego, quando, na verdade, servem para concentrar as riquezas nas m\u00e3os dos mais ricos. O pobre entra na onda e termina ficando mais pobre ainda.\u00a0 Gasta o que deve e n\u00e3o deve, se tornando um endividado na espera das filas das negocia\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas.<\/p>\n<p>Tem gente que deixa de pagar as contas de \u00e1gua e luz, carn\u00ea das escolhas dos filhos, boletos banc\u00e1rios, cart\u00f5es de cr\u00e9dito e outras faturas para curtir quatro, cinco dias numa festa ouvindo m\u00fasicas de cantores lixo, sem nenhum conte\u00fado.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m mais quer saber de letras que falam da vida, da nossa cultura, das ra\u00edzes da nossa terra. Um exemplo disso foi o S\u00e3o Jo\u00e3o, e tudo s\u00f3 tende a piorar cada vez mais. Sempre digo que a m\u00eddia tem grande culpa por este triste cen\u00e1rio, pois incentiva as porcarias e ainda grita no microfone que \u00e9 tudo de gra\u00e7a. Ela deixou de informar para desinformar. N\u00e3o \u00e9 mais formadora de opini\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 pouco tempo, construir estradas, pontes e viadutos dava muitos votos. Agora s\u00e3o as festas que se juntam aos feriad\u00f5es e atravessam semanas, como em Salvador. Portanto, o circo, sem p\u00e3o e dignidade, \u00e9 uma fonte que rende votos para esses pol\u00edticos que nem est\u00e3o a\u00ed em educar o cidad\u00e3o e tir\u00e1-lo das trevas da ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O brasileiro, de um modo geral, est\u00e1 hipnotizado, anestesiado e esqueceu os valores humanos, tanto que o pobre, o miser\u00e1vel, o negro, tanto discriminado e escravizado, a mulher, rejeitada pelos mis\u00f3ginos, abra\u00e7aram essa direita extremista que prega fam\u00edlia, tradi\u00e7\u00e3o e Deus disfar\u00e7ados de fascismo.<\/p>\n<p>\u00c9 lament\u00e1vel ver o que est\u00e1 acontecendo em nosso Brasil de hoje onde a grande maioria de jovens est\u00e3o alienados nas redes sociais e acreditam em fake news, sem nenhuma conscientiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Os intelectuais est\u00e3o em sil\u00eancio e somente os burros falam, quando deveriam, por intui\u00e7\u00e3o, pelos menos, ficarem calados tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>N\u00e3o somente a m\u00eddia, a esquerda tamb\u00e9m tem grande parcela de culpa nisso, porque assassinou o passado, esqueceu suas bases e preferiu o comodismo, ao inv\u00e9s, de se mobilizar e condenar essa patifaria. A verdade \u00e9 que n\u00e3o temos perspectivas \u00e0 vista no sentido de desmascarar e derrubar esse circo dos horrores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos tempos do imp\u00e9rio romano, h\u00e1 mais de dois mil anos, os imperadores mandavam dar circo e p\u00e3o para o povo quando surgiam as inquieta\u00e7\u00f5es e at\u00e9 constru\u00edram o Coliseu, palco das lutas entre escravos gladiadores. No s\u00e9culo XVIII, antes da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, a rainha sugeriu que dessem brioche para os pedintes miser\u00e1veis. 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