{"id":10724,"date":"2025-06-30T23:18:25","date_gmt":"2025-07-01T02:18:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=10724"},"modified":"2025-06-30T23:19:16","modified_gmt":"2025-07-01T02:19:16","slug":"a-vida-sem-o-viver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2025\/06\/30\/a-vida-sem-o-viver\/","title":{"rendered":"A VIDA SEM O VIVER"},"content":{"rendered":"<p>Tem um certo ditado ou pensamento que diz que determinadas pessoas passam a vida em branco, o que significa que morrem sem deixar suas marcas, algum legado para a posteridade. Conhe\u00e7o gente assim, do tipo que mesmo viva j\u00e1 morreu sem saber.<\/p>\n<p>A vida sem viver est\u00e1 justamente naqueles gananciosos que passam o tempo juntando dinheiro e n\u00e3o desfrutam do que tem, como se nunca fossem morrer, ou como se fossem levar tudo quando ela chega e bate em suas portas.<\/p>\n<p>Fico a imaginar o que se passa pela cabe\u00e7a dessas pessoas. Tenho por exemplo, uma colega que se encaixa muito bem nesse quadro. Durante sua vida, juntou dinheiro e bens e nunca fez uma viagem para conhecer outras culturas ou o outro lado do mundo.<\/p>\n<p>Essa pessoa j\u00e1 se encontra em idade avan\u00e7ada, com mais de 80 anos, n\u00e3o tem filhos; possui um bom patrim\u00f4nio e continua querendo mais e mais. Por essas e outras \u00e9 que acho que viver \u00e9 uma arte. Fa\u00e7a besteiras, mas tamb\u00e9m fa\u00e7a coisas boas. O apego material aniquila o espiritual.<\/p>\n<p>Quando era menino, conheci um fazendeiro rico, tipo m\u00e3o de vaca que guardava todo seu dinheiro na comieira da casa e debaixo do colch\u00e3o. Vendi doces nas ruas de Piritiba. Certa vez, co\u00e7ou o bolso e comprou uma cocada em minha m\u00e3o. Quem estava por perto ficou fazendo piadas e admirado por colocar a m\u00e3o no bolso.<\/p>\n<p>Na hora de passar o troco, faltou um tost\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 que ele ficou atr\u00e1s de mim pelos becos e s\u00f3 foi embora quando lhe dei o tost\u00e3o! Essa cena serviu de chacotas, mas ele n\u00e3o se importava com isso.<\/p>\n<p>Morreu rico e nada levou. Sua heran\u00e7a, como sempre ocorre, serviu de brigas entre os filhos. Os irm\u00e3os ficaram inimigos e por pouco n\u00e3o houve morte entre os herdeiros. O ser humano nasce sem nada, cresce, trabalha como um condenado escravo; constr\u00f3i um patrim\u00f4nio, morre e n\u00e3o leva nada.<\/p>\n<p>Existem outras pessoas que se aposentam e entram em depress\u00e3o ou passam o dia na rua num grupinho fazendo fofocas da vida dos outros. Tem aquele que leva o tempo jogando domin\u00f3 na esquina, ao ponto de n\u00e3o almo\u00e7ar, ou aquela que se enterra numa televis\u00e3o, do amanhecer at\u00e9 a madrugada.<\/p>\n<p>N\u00e3o posso deixar de citar aqui o celular nessa nova era da tecnologia da internet.\u00a0 Todo esse comportamento \u00e9 n\u00e3o dar um sentido para a vida.\u00a0 Essas pessoas envelhecem r\u00e1pido porque n\u00e3o exercitam o f\u00edsico e a mente. S\u00e3o os chamados vivos mortos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem um certo ditado ou pensamento que diz que determinadas pessoas passam a vida em branco, o que significa que morrem sem deixar suas marcas, algum legado para a posteridade. Conhe\u00e7o gente assim, do tipo que mesmo viva j\u00e1 morreu sem saber. A vida sem viver est\u00e1 justamente naqueles gananciosos que passam o tempo juntando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10724"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10724"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10724\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10725,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10724\/revisions\/10725"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}