{"id":1070,"date":"2015-08-12T21:31:54","date_gmt":"2015-08-13T00:31:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=1070"},"modified":"2015-08-12T21:32:01","modified_gmt":"2015-08-13T00:32:01","slug":"casos-casos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2015\/08\/12\/casos-casos\/","title":{"rendered":"CASOS &#038; CASOS"},"content":{"rendered":"<p>A situa\u00e7\u00e3o do Brasil nos deixa aperreados e envergonhados com tantos desmandos, incompet\u00eancia e corrup\u00e7\u00e3o, com seus valores invertidos, mas a vida \u00e9 tamb\u00e9m feita de \u201cCASOS &amp; CASOS \u2013 Verdades que Parecem Mentiras\u201d contados aqui pelo escritor e amigo Raimundo Nonato Nunes da Silva, nascido em Senhor do Bonfim e formado em Administra\u00e7\u00e3o pela Universidade Estadual de Feira de Santana \u2013UEFS. Quando autografava o livro, olhou s\u00e9rio para mim e advertiu que todos os Casos eram ver\u00eddicos.<\/p>\n<p>A TROCA<\/p>\n<p>MORRO DO CHAP\u00c9U -BA<\/p>\n<p>\u00c9 uma leitura prazerosa, por isso vamos transcrever o primeiro Caso De Raimundo Nonato:<\/p>\n<p>Um cachaceiro inveterado, cujo nome vou omitir, em uma manh\u00e3 de segunda-feira, chega ao armaz\u00e9m mais pr\u00f3ximo e pede uma pinga.<\/p>\n<p>&#8211; \u00d4 seu Z\u00e9, bota uma cacha\u00e7a pra mim.<\/p>\n<p>Seu Z\u00e9 olhou pro estado do homem que, \u00e0quela hora, j\u00e1 n\u00e3o se equilibrava em p\u00e9 e disse em tom forte:<\/p>\n<p>-N\u00e3o vou lhe vender cacha\u00e7a nenhuma.<\/p>\n<p>O b\u00eabado olhou pra um lado, olhou pro outro, respirou fundo e disse:<\/p>\n<p>-Ent\u00e3o me d\u00ea uma cocada.<\/p>\n<p><!--more-->Seu Z\u00e9 pegou a cocada e deu pro b\u00eabado. Este botou a cocada no balc\u00e3o e passou a olh\u00e1-la por uns cinco minutos. Depois disso, voltou a falar:<\/p>\n<p>-Seu Z\u00e9, bote s\u00f3 uma pequenina, uma pituzinha.<\/p>\n<p>Seu Z\u00e9, pra ficar livre do b\u00eabado, resolveu colocar a cacha\u00e7a.<\/p>\n<p>-Tome aqui e n\u00e3o me aborre\u00e7a mais.<\/p>\n<p>O b\u00eabado tomou a cacha\u00e7a, estalou a l\u00edngua e caminhou para a sa\u00edda, quando ouviu:<\/p>\n<p>&#8211; Hei, pague-me a cacha\u00e7a!<\/p>\n<p>O b\u00eabado se virou e retrucou:<\/p>\n<p>&#8211; Que cacha\u00e7a!<\/p>\n<p>&#8211; A que voc\u00ea comprou.<\/p>\n<p>-Eu n\u00e3o comprei nada, eu troquei pela cocada-retrucou o b\u00eabado.<\/p>\n<p>&#8211; Ent\u00e3o, pague-me a cocada- insistiu seu Z\u00e9.<\/p>\n<p>A\u00ed o b\u00eabado, saindo, disse:<\/p>\n<p>-\u00d4, seu Z\u00e9&#8230; e eu comi a cocada?!?!<\/p>\n<p>QUE MARAVILHA!<\/p>\n<p>Este caso \u00e9 meu e foi verdadeiro. Aconteceu no Semin\u00e1rio Nossa Senhora do Bom Conselho, em Amargosa-Ba, onde estudei por seis anos, de 1962 a 68.<\/p>\n<p>Tinha uma professora de m\u00fasica por nome de Nina, irm\u00e3 do padre Alfredo, nosso diretor espiritual.<\/p>\n<p>Era muito feminina e educada, mas tinha o h\u00e1bito de sempre dizer \u201cQue Maravilha!!! a tudo que os alunos falavam e faziam.<\/p>\n<p>Se o aluno solfejava qualquer nota musical, ela respondia com admira\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>-Que Maravilha!!!<\/p>\n<p>Se contava qualquer hist\u00f3ria, ou at\u00e9 mesmo errasse e tirasse uma nota baixa, l\u00e1 se vinha, Que Maravilha!!!!<\/p>\n<p>Um dia um colega estava ausente da aula e ela chamou pelo seu nome:<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Alberto<\/p>\n<p>Os colegas logo se apressaram para dizer que Alberto teve que viajar \u00e0s pressas porque sua m\u00e3e havia morrido de enfarto.<\/p>\n<p>A\u00ed num repente, mais que repente, a professora tascou:<\/p>\n<p>&#8211; Que Maravilha!!!<\/p>\n<p>Cada um olhou para o outro e n\u00e3o se sabia se ria ou se chorava.<\/p>\n<p>S\u00f3 depois a professora Nina se tocou e pediu mil desculpas pela infelicidade.<\/p>\n<p>Conte sua est\u00f3ria, hist\u00f3ria, causo e caso e mande pra gente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A situa\u00e7\u00e3o do Brasil nos deixa aperreados e envergonhados com tantos desmandos, incompet\u00eancia e corrup\u00e7\u00e3o, com seus valores invertidos, mas a vida \u00e9 tamb\u00e9m feita de \u201cCASOS &amp; CASOS \u2013 Verdades que Parecem Mentiras\u201d contados aqui pelo escritor e amigo Raimundo Nonato Nunes da Silva, nascido em Senhor do Bonfim e formado em Administra\u00e7\u00e3o pela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1070"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1070"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1070\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1071,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1070\/revisions\/1071"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1070"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}