{"id":10682,"date":"2025-06-12T23:29:20","date_gmt":"2025-06-13T02:29:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=10682"},"modified":"2025-06-12T23:29:33","modified_gmt":"2025-06-13T02:29:33","slug":"as-cancoes-de-amor-na-voz-de-evandro-correia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2025\/06\/12\/as-cancoes-de-amor-na-voz-de-evandro-correia\/","title":{"rendered":"AS CAN\u00c7\u00d5ES DE AMOR NA VOZ DE EVANDRO CORREIA"},"content":{"rendered":"<p>Quis o destino que o nosso cancioneiro Evandro Correia se fosse justamente no Dia dos Namorados porque em suas letras e can\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas falava do amor, de gente que sempre quis viver esse amor.<\/p>\n<p>Este texto de minha autoria foi feito com ele ainda em vida numa conversa descontra\u00edda sobre sua inf\u00e2ncia e sua vida de cantar suas composi\u00e7\u00f5es. Seus shows sempre tinham um p\u00fablico cativo e quando soltava sua voz, todos se emocionavam.<\/p>\n<p>Quando aqui cheguei, em 1991, sua m\u00fasica \u201cMenino da Vida\u201d me fez conhecer o rom\u00e2ntico Evandro Correia. \u00c9 uma grande perda para nossa cultura, mas deixa um grande legado para a posteridades. Passou por aqui e deixou sua marca registrada. Viveu a vida como ela \u00e9. Segue o texto que fiz h\u00e1 tempos sobre sua pessoa e sua carreira:<\/p>\n<p>O amor \u00e9 o seu mastro de salva\u00e7\u00e3o, \u00e9 um veleiro que navega em rios e mares, aportando em terras long\u00ednquas para conhecer gentes diferentes e levar a mensagem de conforto em forma de ora\u00e7\u00e3o e louva\u00e7\u00e3o para os mais carentes.<\/p>\n<p>Seu amor \u00e9 reconcilia\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma estrela de esperan\u00e7a. Assim cantam as letras na voz do compositor e poeta nordestino, baiano e conquistense Evandro Correia, que abriu seu ba\u00fa da vida para falar um pouco da sua carreira, de cultura, das dificuldades para vencer, de artistas que admira, de seus projetos e da sua terra natal onde nasceu e a tem como m\u00e3e.<\/p>\n<p>O menino que aprendeu a cantar, acompanhando as missas nas igrejas das Gra\u00e7as (rua Ot\u00e1vio Santos) e na S\u00e3o Miguel (bairro Alto Maron), em Vit\u00f3ria da Conquista, seguiu seu caminho musical e h\u00e1 19 anos vive fazendo sua arte com dedica\u00e7\u00e3o e profissionalismo.<\/p>\n<p>Na verdade, pode-se dizer que seu trabalho est\u00e1 completando 27 anos de dura\u00e7\u00e3o j\u00e1 que em 1980 fez sua primeira apari\u00e7\u00e3o no Festival Estudantil da Bahia, no Gin\u00e1sio Raul Ferraz de Vit\u00f3ria da Conquista, arrancando o primeiro lugar na classifica\u00e7\u00e3o, com a m\u00fasica \u201cRosa Flor\u201d.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, Evandro Correia foi cantando suas melodias em festivais de Conquista e de outras cidades at\u00e9 cravar seu sucesso com a m\u00fasica \u201cMenino da Vida\u201d, cujo clip foi lan\u00e7ado pela TV Sudoeste logo que se instalou na regi\u00e3o h\u00e1 17 anos. Evandro n\u00e3o parou mais de cantar e suas obras s\u00e3o verdadeiras apologias ao amor e b\u00e1lsamo para o esp\u00edrito. T\u00edmido, calmo e de voz pausada, o artista vai falando das dificuldades que existem para se produzir cultura neste pa\u00eds, mas acredita na vit\u00f3ria quando se esfor\u00e7a e se quer vencer.<\/p>\n<p>Em 1990, com a carreira mais sedimentada, grava o CD \u201cMenino da Vida\u201d. Foi seu primeiro disco oficial\/solo com produ\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Leme e Waltinho Amorim. Depois veio \u201cGema\u201d, em 1993, com produ\u00e7\u00e3o de Marcos Ferreira. Passou uma temporada no Rio de Janeiro nas noites cariocas; esteve em S\u00e3o Paulo e norte de Minas Gerais; e em 97 gravou \u201cDivindade\u201d. O artista continuou cantando em casas de shows pela Bahia a fora e fazendo suas composi\u00e7\u00f5es nas horas vagas e de inspira\u00e7\u00e3o. Em 2001 lan\u00e7ou o disco \u201cGarimpeiro do Sonho.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m das suas baladas misturadas a outros ritmos, Evandro sabe cativar o p\u00fablico tamb\u00e9m com o forr\u00f3 como nos dois discos que gravou em homenagem ao rei Luiz Gonzaga e ao Trio Nordestino (h\u00e1 tr\u00eas anos que ele faz S\u00e3o Jo\u00e3o). Ao todo s\u00e3o oito trabalhos elaborados com dedica\u00e7\u00e3o e amor, tema que ele mais aborda nas suas cantorias, acompanhadas de uma banda formada por viol\u00f5es, violino, violoncelo e bateria. Com seu jeito de ser simples e profundo, o artista lan\u00e7ou no in\u00edcio deste ano o seu primeiro DVD, o \u201cPulo do Gato\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMeu p\u00fablico gosta de uma mensagem mais direta, limpa, com um romantismo social, consciente e politizado\u201d \u2013 foi assim que Evandro definiu o seu produto musical e a forma como as pessoas apreciam suas obras. Suas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o urbanas e populares, com um forte tempero rom\u00e2ntico, sem pieguices. \u201cO povo gosta desse lado rom\u00e2ntico que luta pelas conquistas e briga para prosseguir com as coisas\u201d.<\/p>\n<p>Sobre o ax\u00e9 music, Evandro acha bonito por falar da vida com simplicidade e emo\u00e7\u00e3o, embora tenha pouca letra, com exce\u00e7\u00e3o dos trabalhos de Ger\u00f4nimo, Luis Caldas e Edil Pacheco que ele cita como expoentes. No entanto, lamenta que depois disso, nada mais de novo tenha acontecido na Bahia. Para Evandro, que admira Elomar e Luiz Gonzaga, a m\u00fasica da Bahia \u00e9 mais samba e mais dan\u00e7ante.<\/p>\n<p>Sobre as dificuldades, o compositor conquistense encara os problemas com otimismo e garra, apesar de reconhecer que viver de arte no mundo \u00e9 uma tarefa quase imposs\u00edvel. \u201cQuanto a mim, que n\u00e3o tenho gravadora e sou independente, sempre procurei buscar meu espa\u00e7o, com coer\u00eancia, dignidade, transpar\u00eancia e respeito aos outros\u201d.<\/p>\n<p>A cultura de um modo geral no Brasil, na sua vis\u00e3o, n\u00e3o tem sido prestigiada como deveria, mas n\u00e3o coloca toda culpa no governo. Para ele, o artista tem que se impor e produzir mais, independente do poder p\u00fablico. Lamenta que ainda existam artistas que s\u00e3o sanguessugas e se vendem facilmente.<\/p>\n<p>Quanto a pol\u00eamica do produto musical ser comercial ou n\u00e3o, ele entende que toda obra visa o mercado, e que \u00e9 dif\u00edcil conseguir esse mercado porque a m\u00eddia direciona e empurra as pessoas para determinados movimentos. Do outro lado, as produtoras se ligam no glamur, no status, naquilo que d\u00e1 ou n\u00e3o d\u00e1, \u201cmas no final tudo \u00e9 comercial\u201d.<\/p>\n<p>Para o m\u00fasico, Conquista \u00e9 sua terra natal que muito preza, pela personalidade e intelig\u00eancia de seu povo a quem muito deve, \u201cpois aqui sempre tive um espa\u00e7o aberto e foi onde tudo come\u00e7ou\u201d. Ele promete para 2008, novos projetos, novas can\u00e7\u00f5es em CD e DVD, com viol\u00e3o e orquestra de cordas. Como letrista e compositor, Evandro se identifica como dono do circo que faz de tudo, desde a comida para o le\u00e3o, a varrer a \u00e1rea e tomar conta da bilheteria.<\/p>\n<p>\u201cPULO DO GATO\u201d<\/p>\n<p>O seu primeiro DVD \u201cPulo do Gato\u201d \u00e9 recheado de romantismo como toda sua obra, mas sem ser meloso. Nas suas defini\u00e7\u00f5es de amor, est\u00e1 sempre lembrando do sert\u00e3o como seu parceiro na vida. \u00c9 um romantismo com conte\u00fado, como a primeira can\u00e7\u00e3o \u201cEu e Ela\u201d que fala da procura e da doa\u00e7\u00e3o. \u201cO amor \u00e9 j\u00f3ia rara\u201d \u2013 canta Evandro que sabe ser inconfund\u00edvel na sua mensagem.<\/p>\n<p>A can\u00e7\u00e3o \u201cGema\u201d, muito conhecida, faz uma declara\u00e7\u00e3o de amor \u00e0 sua gema da vida. N\u00e3o tem vergonha de dizer que quer o teu amor. \u201c\u00c9 assim que sempre quis\u201d. \u201cMenino da Vida\u201d \u00e9 o diamante da sua carreira e uma melodia dedicada \u00e0 natureza e \u00e0 vida. Seus passos pisam em pedras, mas encontram tamb\u00e9m o sorriso e a vida para navegar \u2013 diz Evandro.<\/p>\n<p>\u201cEstrela Guia\u201d fala do amor \u00e0 primeira vez. Nela, ele \u00e9 um amante da vida e do amor. Derrama um amor que encanta, e canta numa linguagem sem pieguices. Na can\u00e7\u00e3o \u201cRoxo\u201d, em viol\u00e3o e violino, compara a chegada das \u00e1guas com as l\u00e1grimas que caem por amor. Em \u201cEternamente\u201d, o artista, com seu jeito t\u00edmido, diz que sem voc\u00ea n\u00e3o h\u00e1 luz no infinito, n\u00e3o h\u00e1 mundo, n\u00e3o h\u00e1 lugar. Eternamente \u00e9 como um viajante solit\u00e1rio que sem amor n\u00e3o tem hist\u00f3rias para contar.<\/p>\n<p>Trago flores para voc\u00ea para que o amor n\u00e3o morra nas trevas \u2013 \u00e9 a mensagem do artista na can\u00e7\u00e3o \u201cCan\u00f4ro\u201d. J\u00e1 \u201cMarc\u00e9u\u201d, \u201cMarlua\u201d e \u201cLis\u201d s\u00e3o baladas dedicadas aos seus tr\u00eas filhos adorados. Sobre \u201cMarlua\u201d, canta ser ela o filme mais bonito que j\u00e1 viu. \u201c\u00c9 o livro mais profundo que j\u00e1 li\u201d. Em \u201cLis\u201d \u00e9 verde tua vis\u00e3o; \u00e9 chuva no sert\u00e3o. Pede ao seu filho \u201cMarc\u00e9u\u201d para que lhe abrace forte quando chegar e d\u00ea sua m\u00e3o.<\/p>\n<p>Evandro canta ainda a \u201cLua de Agosto\u201d que \u00e9 puro amor e roga para seus olhos encontrar os olhos dela; \u201cSanha\u201d diz que o amor \u00e9 o pai, \u00e9 a m\u00e3e; \u201cO Tango da On\u00e7a\u201d fala do amor selvagem que lambuza, rainha das grutas de dentes macios, me usa, abusa para comer mais tarde; \u201cNa Mira\u201d, o artista quer fugir da solid\u00e3o e se revela ao afirmar que salve, salve o que vier do amor.<\/p>\n<p>Completa seu trabalho com \u201cCan\u00e7\u00e3o Serenata\u201d, \u201cDuas Bandas\u201d que narra o sofrimento de quem foi embora, das car\u00eancias, das recorda\u00e7\u00f5es (quando olho para a lua vejo teu rosto); \u201cDevo\u00e7\u00e3o\u201d, que de forma cl\u00e1ssica na letra e na m\u00fasica, faz uma louva\u00e7\u00e3o ao amor e compara a falta dele ao sert\u00e3o sem chuva; \u201cSaudade de Endoidecer\u201d, que d\u00f3i noite e dia sem te ver; \u201cBranca\u201d e \u201cCad\u00ea My Love\u201d encerram o DVD.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quis o destino que o nosso cancioneiro Evandro Correia se fosse justamente no Dia dos Namorados porque em suas letras e can\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas falava do amor, de gente que sempre quis viver esse amor. 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