{"id":104,"date":"2014-05-08T09:52:41","date_gmt":"2014-05-08T12:52:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=104"},"modified":"2014-05-09T11:18:46","modified_gmt":"2014-05-09T14:18:46","slug":"sobre-nossas-ferrovias-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2014\/05\/08\/sobre-nossas-ferrovias-ii\/","title":{"rendered":"SOBRE NOSSAS FERROVIAS (II)"},"content":{"rendered":"<p>FIM DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS<\/p>\n<p>A VFFLB mudou depois para RFFSA (Rede Ferrovi\u00e1ria Federal Sociedade An\u00f4nima) atrav\u00e9s da Lei 3.115, de 16 de mar\u00e7o de 1957, com a finalidade de administrar, conservar, ampliar e melhorar o tr\u00e1fego das estradas de ferro da Uni\u00e3o. Foram incorporadas a ela as Estradas dos diversos Estados, como de Santa Catarina, Paran\u00e1, Central do Brasil, Rede Ferrovi\u00e1ria do Nordeste, Estrada de Ferro Leopoldina, Bragan\u00e7a, Via\u00e7\u00e3o F\u00e9rrea Rio Grande do Sul, EF Bahia e Minas Gerais, EF de Ilh\u00e9us e EF Nazar\u00e9, entre outras.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-119\" alt=\"Arquitetura do Trem - C\u00f3pia\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Arquitetura-do-Trem-C\u00f3pia.jpg\" width=\"550\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Arquitetura-do-Trem-C\u00f3pia.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Arquitetura-do-Trem-C\u00f3pia-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/>Pouco tempo depois, sob alega\u00e7\u00e3o de ser antiecon\u00f4mico, de elevado custo de combust\u00edvel, baixo aproveitamento da oferta e inseguran\u00e7a na circula\u00e7\u00e3o dos trens, a RFFSA passou a se caracterizar como transporte essencialmente de carga, uma vez que o sistema de passageiros foi progressivamente desativado.<\/p>\n<p><!--more--> Impossibilitado de gerar recursos necess\u00e1rios para continuar financiando os investimentos necess\u00e1rios ao aumento da oferta e \u00e0 melhoria dos servi\u00e7os, o Governo resolveu colocar em pr\u00e1tica as a\u00e7\u00f5es de privatiza\u00e7\u00e3o e a concess\u00e3o aos estados, munic\u00edpios e \u00e0 iniciativa privada.<\/p>\n<p>Dessa forma, o Decreto 473, de 10 de mar\u00e7o de 1992 incluiu a RFFSA no Plano Nacional de Desestatiza\u00e7\u00e3o (PND), institu\u00eddo em 12 de abril de 1990, com objetivos de desonerar a Uni\u00e3o, fomentar os investimentos e elevar a efici\u00eancia operacional.<\/p>\n<p>Feito o plano, foi estabelecida a divis\u00e3o do sistema da Rede Ferrovi\u00e1ria em seis malhas regionais, tais como Malha Oeste, Malha Centro-Leste, ( Belo Horizonte, Salvador e Campos), Malha Sudeste (Juiz de Fora e S\u00e3o Paulo), Estrada de Ferro Tereza Cristina (Tubar\u00e3o) e Malha Nordeste (Recife-Fortaleza e S\u00e3o Luiz). Na verdade, a Rede foi toda retalhada.<\/p>\n<p>As Malhas foram outorgadas pelo Governo por um per\u00edodo de 30 anos, prorrog\u00e1vel por igual per\u00edodo para as Ferrovias Novoeste, Centro Atl\u00e2ntica, MRS Log\u00edstica S.A., Ferrovia Tereza Cristina, Ferrovia Sul e Companhia do Nordeste. Hoje, a RFFSA administra os ativos arrendados, o passivo remanescente e o patrim\u00f4nio n\u00e3o arrendado, providenciando a regulariza\u00e7\u00e3o da titula\u00e7\u00e3o de seus ativos imobili\u00e1rios, mas muita coisa foi perdida e abandonada.<\/p>\n<p>A partir do processo de desestatiza\u00e7\u00e3o, a Ferrovia Centro Atl\u00e2ntica (FCA) tornou-se uma concession\u00e1ria do transporte ferrovi\u00e1rio de cargas. Com uma malha de 7.840 quil\u00f4metros, ela hoje abrange os estados de Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, Goi\u00e1s, Bahia, S\u00e3o Paulo, al\u00e9m do Distrito Federal.<\/p>\n<p>A FCA \u00e9 o principal eixo de conex\u00e3o entre as regi\u00f5es Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, com uma frota de mais de 12 mil vag\u00f5es e 500 locomotivas modernas. Os principais produtos transportados s\u00e3o \u00e1lcool, petr\u00f3leo, calc\u00e1rio, produtos sider\u00fargicos, soja, cimento, bauxita, ferro, fosfato, cal e produtos petroqu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Em 2003, a Companhia Vale Doce assumiu o controle acion\u00e1rio da FCA, fortalecendo o processo de gest\u00e3o. Os clientes passaram a se beneficiar da integra\u00e7\u00e3o da malha que conta com mais duas ferrovias, a Estrada de Ferro Vit\u00f3ria a Minas e a Estrada de Ferro Caraj\u00e1s.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo vem se falando em reativa\u00e7\u00e3o dos trens, que deixaram de circular nos anos 60 com o advento da ind\u00fastria automobil\u00edstica, mas pouco tem se feito. Existe at\u00e9 o projeto do Trem-Bala entre Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Os governos declaram prioridade, mas n\u00e3o sa\u00edmos das inten\u00e7\u00f5es. Sabe-se, no entanto, que \u00e9 o meio mais vi\u00e1vel de integra\u00e7\u00e3o das cinco regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Est\u00e3o agora anunciando a Ferrovia Oeste-Leste, saindo de Tocantins e passando por Barreiras, Caetit\u00e9 at\u00e9 chegar ao Porto de Ilh\u00e9us, na Bahia. Essa linha visa o transporte de cargas pesadas como ferro de Caetit\u00e9 e mercadorias agr\u00edcolas, como soja, caf\u00e9, cacau e outros produtos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ESTRADA DE FERRO BAHIA &#8211; MINAS<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A linha ferrovi\u00e1ria brasileira Estrada de Ferro Bahia \u2013 Minas ligava o norte deste Estado com a cidade de Caravelas, no sul da Bahia.. A via contribuiu para o nascimento das cidades de Te\u00f3filo Otoni e para o crescimento demogr\u00e1fico do Vale do Jequitinhonha.<\/p>\n<p>O projeto teve como diretriz a liga\u00e7\u00e3o do arraial Ponta de Areia, pr\u00f3ximo a Caravelas, \u00e0 cidade de Ara\u00e7ua\u00ed e ao oeste em dire\u00e7\u00e3o a Minas, numa extens\u00e3o de 600 quil\u00f4metros. A sua desativa\u00e7\u00e3o e posterior decad\u00eancia que prejudicou as comunidades foi tema da can\u00e7\u00e3o \u201cPonta de Areia\u201d, de Milton Nascimento e Fernando Brant. Estrada de Ferro tamb\u00e9m \u00e9 poesia, \u00e9 m\u00fasica.<\/p>\n<p>O ramal foi implantado em 1882 pela Estrada de Ferro da Bahia em parceria com o Governo de Minas, tendo como objetivo a explora\u00e7\u00e3o de madeira (dormentes) para as outras linhas, e como estrat\u00e9gia um porto de exporta\u00e7\u00e3o em Caravelas. Depois a concess\u00e3o foi transferida para a Compagnie des Chemins de Fer F\u00e9deraux de L\u00b4\u00c9st Br\u00e9silien \u2013 CCFFEB.<\/p>\n<p>Como o com\u00e9rcio de madeira n\u00e3o prosperou, nem o porto foi instalado, foi proposto o desenvolvimento de outras atividades econ\u00f4micas, como o com\u00e9rcio do caf\u00e9. Tamb\u00e9m n\u00e3o deu certo por causa das crises econ\u00f4micas. Tempos depois, a linha foi incorporada pela Estrada de Ferro Federal\u00a0 Leste Brasileira e, em seguida, transferida ao Departamento Nacional de Estrada de Ferro \u2013 DNEF e \u00e0 Via\u00e7\u00e3o F\u00e9rrea Centro Oeste \u2013 VFCO. Finalmente, quando foi desativado em 1966, o ramal era comandado pela Rede Ferrovi\u00e1ria Federal SA.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00d3 SOBROU UMA LINHA DE 13,5 Km<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Bahia restou de lembran\u00e7a dos trens, dos seus apitos e trilhos que chegaram a cortar todo territ\u00f3rio do Estado, uma linha de 13,5 quil\u00f4metros, ligando Paripe ao Bairro da Cal\u00e7ada, em Salvador. Foi a primeira Malha Ferrovi\u00e1ria Baiana e \u00e9 a \u00faltima que resta transportando passageiros.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria come\u00e7ou em 1855 quando o imperador D. Pedro II deu a concess\u00e3o para uma empresa brit\u00e2nica construir o trajeto Salvador \u2013 Juazeiro, passando por Senhor do Bonfim. As obras tiveram in\u00edcio em \u00a0maio de 1856, e em 1860 o trecho do sub\u00farbio foi inaugurado, se estendendo depois at\u00e9 Alagoinhas. Em 1934 a linha foi transferida para o Governo e em 1957 a Via\u00e7\u00e3o F\u00e9rrea Federal Leste Brasileira \u2013 VFFLB integrou-se \u00e0 Rede Ferrovi\u00e1ria Federal \u2013 RFF.<\/p>\n<p>A estrada era administrada pela Rede Ferrovi\u00e1ria Federal \u2013 RFF que passou depois para a Companhia Brasileira de Transportes Urbanos \u2013 CBTU na d\u00e9cada de 80. Em novembro de 2005, a linha foi transferida para Companhia de Transportes Salvador, sob o comando da Prefeitura Municipal. A linha tem 10 esta\u00e7\u00f5es e transporta cerca de 20 mil passageiros por dia. De segunda a sexta, s\u00e3o feitas 99 viagens.<\/p>\n<p>O sistema atende a popula\u00e7\u00e3o do sub\u00farbio ferrovi\u00e1rio que tem mais de 400 mil habitantes, e \u00e9 composto por 19 bairros carentes de infraestrutura urbana, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As m\u00e1quinas que trafegam nessa linha s\u00e3o prec\u00e1rias. Somente em mar\u00e7o de 2008, um equipamento fabricado em 1958, depois de passar por uma reforma, veio se somar ao velho sistema deficit\u00e1rio e cheio de problemas, como a Ponte S\u00e3o Jo\u00e3o entre os bairros de Lobato e Plataforma. A Ponte data de 1953 e j\u00e1 prometeram investimentos da ordem de 60 milh\u00f5es de reais para sua recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O trecho de oito quil\u00f4metros, de Paripe \u2013 Mapele (trem de passageiros) foi interrompido em 1996. Foi nessa \u00e9poca tamb\u00e9m que todos os trens da Regi\u00e3o Metropolitana de Salvador foram desativados. Mapele chegou a ser um dos principais entroncamentos ferrovi\u00e1rios do Estado. Desta Esta\u00e7\u00e3o partiam trens para Alagoinhas, Sergipe, linhas Centro Sul e Norte de Minas Gerais. Com o fechamento, o local virou moradia de marginais, coberto por mato e entulhos.<\/p>\n<p>Tanto a Companhia Brasileira de Trens Urbanos, como a Ferrovia Centro Atl\u00e2ntica assumiram em 2007 o compromisso de reativar o trecho Mapele e construir outras linhas para Sim\u00f5es Filho e Cama\u00e7ari.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FIM DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS A VFFLB mudou depois para RFFSA (Rede Ferrovi\u00e1ria Federal Sociedade An\u00f4nima) atrav\u00e9s da Lei 3.115, de 16 de mar\u00e7o de 1957, com a finalidade de administrar, conservar, ampliar e melhorar o tr\u00e1fego das estradas de ferro da Uni\u00e3o. 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