{"id":10186,"date":"2025-01-07T23:58:44","date_gmt":"2025-01-08T02:58:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=10186"},"modified":"2025-01-07T23:58:58","modified_gmt":"2025-01-08T02:58:58","slug":"praias-superlotadas-doencas-e-muita-confusao-nas-ferias-de-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2025\/01\/07\/praias-superlotadas-doencas-e-muita-confusao-nas-ferias-de-ano\/","title":{"rendered":"PRAIAS SUPERLOTADAS, DOEN\u00c7AS E MUITA CONFUS\u00c3O NAS F\u00c9RIAS DE ANO"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo quando era mais jovem, farrista de primeira e vivia minhas boemias, nunca suportei frequentar uma praia superlotada onde cada pessoa n\u00e3o tem direito nem a um metro quadrado de areia. Imagina agora com essa minha idade! S\u00f3 de ver as imagens, me deixa irritado e estressado. Acho at\u00e9 que sou um anormal, um antissocial de primeira que tem medo de gente.<\/p>\n<p>Sempre procurei praias mais distantes, calmas e menos badaladas para curtir minhas cacha\u00e7as e dar aquele mergulho tranquilo no mar com minha fam\u00edlia e meus amigos. Mesmo quando n\u00e3o tinha carro, saia de casa mais cedo de \u00f4nibus e retornava no final da tarde, ao escurecer, quando o movimento esvaziava.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca do ano quando a maioria viaja de f\u00e9rias, a impress\u00e3o \u00e9 que os paulistas, como rebanhos em manada, resolvem pegar a estrada para a Baixada Santista e a\u00ed \u00e9 aquele tormento, a come\u00e7ar pelos engarrafamentos e, quando chegam l\u00e1, t\u00eam que disputar uma nesga de praia, muitas delas contaminadas pelos esgotos. E os restaurantes? Nem se fala! Pega-se fila para tudo. Que agonia!<\/p>\n<p>N\u00e3o consigo entender essa prefer\u00eancia em se tornar fermento em bolo de multid\u00f5es onde uns ficam se batendo com os outros, respirando o mesmo ar boca a boca. Para levantar e ir dar uma refrescada na \u00e1gua \u00e9 aquela loucura, e o pior \u00e9 tomar banho em conjunto onde gente mija e caga no bater das ondas!<\/p>\n<p>Esse surto de virose, por exemplo, na Baixada Santista, n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade. Esse \u201cterror\u201d de gente num mesmo lugar \u00e9 comum no Rio de Janeiro, em Copacabana, Leblon e no Piscin\u00e3o de Ramos, o ponto mais popular dos pobres. Em Salvador n\u00f3s temos como refer\u00eancia de lota\u00e7\u00e3o, do tipo freio de arruma\u00e7\u00e3o, a Barra, Barra Avenida, Boa Viagem, Ribeira e Boca do Rio.<\/p>\n<p>Na Barra, em Salvador, nesse per\u00edodo de f\u00e9rias, finais de semana e nos feriad\u00f5es, voc\u00ea olha l\u00e1 do cais ou de algum apartamento pr\u00f3ximo e s\u00f3 enxerga sombreiros e as \u00e1guas coalhadas de turistas e moradores da capital. Dizem que \u00e9 chique ir para a Barra porque, \u00e0s vezes, de forma hispor\u00e1dica, Caetano Veloso aparece por l\u00e1 com mais alguns famosos amigos.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou nada famoso, mas quando estudante lascado sem dinheiro, era um grande frequentador da Barra, isso porque ia na paleta da Resid\u00eancia Universit\u00e1ria, no Corredor da Vit\u00f3ria, at\u00e9 a Barra dar uns mergulhos e nadar. Caminhava um pouco mais de dois quil\u00f4metros. N\u00e3o era nenhum exerc\u00edcio f\u00edsico. Era falta de grana mesmo. Veja bem, isso s\u00f3 ocorria em dias da semana.<\/p>\n<p>Nesses locais t\u00e3o cheios e espremidos, os casais s\u00e3o obrigados a evitar brigas e discuss\u00f5es, sen\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o da praia toda, embora existam os barraqueiros e barraqueiras que quebram o pau. O papo tem que ser maneirado porque ali tem de idoso a crian\u00e7a. N\u00e3o d\u00e1 muito para estirar as pernas e nem pensar naquele namoro mais er\u00f3tico.<\/p>\n<p>Quando trabalhava e ganhava um sal\u00e1rio razo\u00e1vel s\u00f3 tirava minhas f\u00e9rias fora dessa \u00e9poca do ano quando a cancela estava mais livre, sem essa de boiada em disparada, principalmente quando se trata de viajar para esses litorais congestionados, como no Nordeste. T\u00e1 louco, meu! T\u00f4 fora dessa parada, mas tem gente que adora!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo quando era mais jovem, farrista de primeira e vivia minhas boemias, nunca suportei frequentar uma praia superlotada onde cada pessoa n\u00e3o tem direito nem a um metro quadrado de areia. Imagina agora com essa minha idade! S\u00f3 de ver as imagens, me deixa irritado e estressado. 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