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:: 4/jul/2024 . 23:08

A FEIRA É MELHOR NA VÉSPERA

 

(Chico Ribeiro Neto)

Sexta-feira, 28 de junho, 12 horas. Começa a feira do sábado em Caculé, Bahia. Isso mesmo. Essa feira, que antes só era aos sábados, vai até o início da noite de sexta e retorna no sábado cedinho, começando a fechar depois do meio-dia.

A feira de sexta é a preferida dos moradores: “A gente compra tudo novinho, chegado da hora.”

Nos dias de maior movimento aparece o Shopping Chão: barracas que vendem peças de cama, mesa e banho e roupas masculina e feminina, às vezes com pequenas avarias. A etiqueta pode estar colada no meio das costas da blusa tapando um furo.

A feirante exibe com orgulho o molhe de cenourinhas, beterraba, alface, rúcula, espinafre, coentro e cebolinha e diz com orgulho; “É tudo da minha roça!”.

Quando dá meio-dia de sábado o movimento começa a cair e os feirantes lançam as promoções aos gritos de “é dois, é dois, é dois”, por um quilo de batata doce, ou “é quatro, é quatro, é quatro”, por uma penca de banana.

São quase 13 horas. Muitos já desarmaram as barracas. A caixa de som de uma loja da praça da feira toca:

“Pau-de-arara é a vovozinha

Eu só viajo é de avião.

Humorista de almanaque

Aprendiz de gozador

Eu vou lhe levar na Bahia

Você vai cair duro em Salvador (…)

(Trecho da música “Pau-de-arara é a vovozinha”, do Trio Nordestino).

Na feira de Caculé você pode ainda comer um churrasquinho de boi, porco ou frango por 5 reais e ganhar de cortesia uma dose de carqueja num copo de cafezinho. Você pode também fazer fotos, como estas:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DESEJO DE DESEJAR

Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Oh, desejo de desejar!

Desvendar o infinito,

Curar a dor do finito,

Amar sem odiar,

Subir ao pico das montanhas,

Que vêm do mar,

Ardentes desejos,

De conhecer as entranhas,

Do pensar sem sofrer.

 

Sou ventania do obscuro,

Caminho do escuro,

Porque me roubaram,

O livre respirar de desejar.

 

Vontade de fustigar a razão:

De quem criou quem,

De onde viemos,

O que somos,

Para onde vamos?

Coisas da fé e da religião.

 

No desejo de desejar,

De me livrar dos maus sonhos,

Fiz minha melodia,

Nas lágrimas da sabedoria.

 

Exala o perfume

Do seu beijo, o ciúme,

E nem sei se é amor,

Ou desejo de desejar.

 

Desejo de desejar,

Aniquilar o tempo,

Parar o corrente vento,

A pedra remover,

Oh, solitária aflição!

Morrer sem confusão.

 

 





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