junho 2024
D S T Q Q S S
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

:: 8/jun/2024 . 1:01

CÂMARA REALIZA SESSÃO ESPECIAL SOBRE MATRIZES DO NOSSO FORRÓ

A ausência de representantes da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer – Sectel foi criticada pela maioria dos participantes da sessão especial sobre matrizes do forró, proposta pela vereadora Lúcia Rocha, e realizada na Câmara Municipal de Vereadores. Muitos parlamentares não se fizeram presentes ao ato, o que foi também lamentável, tratando-se da importância do assunto para valorização da nossa cultura nordestina.

Essa sessão é promovida todos os anos pela vereadora no mês de junho, dedicado aos santos São João, Santo Antônio e São Pedro, buscando o resgate das festas juninas. Lúcia Rocha destacou a identidade cultural que representa o São João para o povo nordestino. Ela disse ser fundamental preservar e valorizar essas tradições e manter o senso de pertencimento das comunidades.

Segundo Lúcia, as matrizes do forró formam a base desse rico mosaico cultural, cada um trazendo suas características únicas e contribuindo para a pluralidade do forró como um todo. Como todos outros membros da mesa, a parlamentar cobrou mais valorização aos artistas da terra e pontuou sobre a ausência da Sectel.

O jornalista, escritor e ativista cultural do Sarau A Estrada, Jeremias Macário também usou da palavra quando fez duras críticas sobre a descaracterização que vem ocorrendo no forró nos últimos anos com a introdução de artistas e bandas de fora que tocam outros ritmos. Citou a lamentável ausência de prepostos da Secretaria de Cultura e afirmou que estão trocando o Gonzagão pelo Safadão.

Na ocasião, parabenizou a vereadora pela realização anual da sessão matrizes do forró, que envolve muito além da música, passando pela alimentação, moda e linguagem. Apontou que governos e prefeituras trocam forrozeiros e bandas tradicionais por outros ritmos alheios à cultura junina, como no caso específico do Governo do Estado e do município de Vitória da Conquista, especificando as contratações de Safadão e de Amado Batista.

Falou ainda o instrutor de forró Vinícius Gomes que cobrou avanços na valorização do forró e da dança para além do projeto junino, quando o forró ganha maior notoriedade, “A gente dança forró o ano inteiro”. Ele cobrou mais projetos culturais relacionados ao forró e à dança fora do período junino.

O produtor cultural Vadinho Barreto afirmou que os festejos juninos são uma expressão de fé do povo nordestino e profunda manifestação cultural. No Nordeste, em sua avaliação, os festejos são também expressões de devoção a Santo Antônio, São João e São Pedro.

O representante do Grupo de Quadrilha Junina Flor de Panela, Thiago, indagou aos presentes quantas pessoas sabem responder o número de grupos de quadrilhas em Vitória da Conquista. “ É algo difícil de se responder, pois pouco se comenta sobre os grupos de quadrilhas”. Adiantou que, em se tratando da terceira maior cidade da Bahia, Conquista deixa muito a desejar no que se refere ao incentivo aos grupos e movimentos juninos.

Assinalou as dificuldades enfrentadas pelos grupos de quadrilhas no sentido de realizar suas atividades e, como exemplo, citou o seu. Declarou que praticamente não existe apoio do poder público. Relatou que para manter os eventos muitos realizam pedágios em semáforos da cidade para arrecadar recursos.

O vereador Marcus Vinícius (PODE) se declarou apaixonado pelo forró e informou sobre o projeto do Festival de Música que ele pretende implantar em Conquista, com objetivo de promover a valorização da cultura conquistense. O seu colega Augusto Cândido, MDB, criticou a ausência de representantes do poder executivo na sessão e declarou que a Secretaria de Cultura foi convidada. Deveria se fazer presente, respeitando a Câmara e o município”.

 

 

“DA VIRTUDE GENEROSA”

“Quanto mais você cresce, mais você sente sofrimento” – disse Nietzsche em seu livro “Assim Falava Zaratustra”. No capítulo “Da virtude generosa”, Zaratustra deixou seus discípulos na cidade de nome “Vaca Malhada” e falou que queria prosseguir sozinho porque era amigo das caminhadas solitárias.

Antes disso, indagou por que o ouro tinha alcançado o seu mais alto valor. “Por ser raro e inútil, de brilho cintilante e brando. É somente por ser imagem de virtude suprema que o ouro se tornou o valor supremo. A virtude suprema é uma virtude generosa”.

Ao pregar sobre o amor, assinalou que, na verdade, é preciso que esse amor generoso se faça de todos os valores sua presa, “mas eu chamo sadio e sagrado esse egoísmo”.  Ele se referia à ambição da pessoa querer se converter em vítima e oferenda. “Por isso tendes a sede de acumular todas as riquezas em vossas almas”.

Nietzsche falou sobre outro egoísmo, aquele ”demasiado pobre que morre de fome, que quer roubar sempre, o egoísmo dos doentes, o egoísmo doente”.

“Com olhos de ladrão olha tudo o que reluz, com a avidez da fome mede aquele que tem abundantemente do que comer e sempre gira em torno da mesa dos que dão”. Ele perguntou aos discípulos qual coisa parecia pior de todas, e respondeu ser a degenerescência quando falta generosidade à alma.

“Caminhamos para as alturas, ultrapassando a espécie para atingir a espécie superior, temos horror ao sentido degenerado, o sentido que diz: Tudo para mim”. Para o filósofo, o sentido quando voa para o alto, torna-se imagem do nosso corpo, imagem de uma ascensão.

“Assim caminha o corpo, ao longo da história, evoluindo e lutando. E o espírito? Que é ele para o corpo? É arauto, companheiro e eco de suas lutas e vitórias”. Prosseguiu afirmando que todos os nomes do bem e do mal são imagens. Louco é aquele que delas (imagens) quer receber o conhecimento. Recomendou ter atenção a qualquer um dos momentos em que vosso espírito quer falar em imagens. “Ali está a fonte da virtude”.

Ao dirigir-se novamente aos seus discípulos, aconselhou que permanecessem fiéis à terra com todo poder de vossas virtudes. “Que vosso amor generoso e vosso conhecimento estejam a serviço da terra”.

“O espírito, bem como a virtude, tem-se extraviado e enganado assim de mil maneiras até agora em seu voo. Ai! Ainda agora habita em nosso corpo toda essa loucura e esse desvio: Tornaram-se corpo e vontade”

“Lutamos ainda passo a passo com o gigante Acaso e sobre a humanidade inteira reinou até hoje o absurdo, a falta de sentido”. Ensinou que o espírito e a virtude sirvam para o sentido da terra. Deveis ser lutadores e criadores. De acordo com Nietzsche, o corpo se purifica pelo saber e se eleva com as tentativas conscientes. Para aqueles que conhece, todos os instintos se santificam.

Em sua visão, a terra ainda deverá se tornar um lugar de cura. O homem que busca o conhecimento não só deve poder amar seus inimigos, mas também odiar seus amigos.

Ele fala também em festejar com seus discípulos o meio-dia, fazendo uma alusão à vida. “E o grande meio-dia será quando o homem estiver na metade de seu trajeto, entre o animal e o super-homem, se mantiver firme, como sua esperança suprema, e festeja seu caminho para o ocaso, porquanto será o caminho para uma nova manhã”.

O que declina, em sua opinião, se abençoará a si mesmo por estar passando para outra esfera. E o sol de seu conhecimento atingirá o zênite. Para Nietzsche, todos os deuses morreram. Agora queremos que viva o super-homem.





WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia