Com a grande pandemia da Covid-19 (anos 20 a 22), as pessoas saíram dos escritórios e se isolaram em suas casas para os chamados trabalhos remotos em seus computadores e aparelhos. Outros, jovens, idosos e desempregados também foram obrigados ao enclausuramento.

A partir disso, os problemas físicos e mentais (psicológicos) foram surgindo, como angústia, violências dentro de casa, comportamentos anormais e a depressão. Essas questões foram constatadas por especialistas no assunto. No entanto, teve gente, com o espírito mais centrado, que aproveitou o período para produzir arte. O certo é que o maldito vírus deixou muitas sequelas.

Por incrível que pareça, quem mais se beneficiou com isso foi o capital (nem está aí para a desgraça humana) que reduziu seus custos. Passado o tormento da Covid, entrou a onda do trabalho remoto que isola ou confina o ser humano num canto da sala, tornando-o cada vez mais antissocial.

As novas tecnologias da informática (redes sociais, inteligência artificial e outros aplicativos) e o cruel sistema capitalista aplaudem as mudanças e mostram suas “vantagens”. O ser humano embarca nessa corrente, mas não percebe, conscientemente, que ele está sendo usado como apenas uma máquina de triturar.

O trabalho remoto dos chamados nômades aparenta ser o ideal, mas o indivíduo está perdendo o que há de mais importante que é a sociabilidade, a solidariedade e o compartilhamento dos problemas da sua vida com seus semelhantes colegas e amigos. Com isso, o que estamos observando é uma desumanização e o surgimento de mais doenças mentais, principalmente a depressão.

Na verdade, entre guerras, ganâncias, consumismo, violências por todos os lados, inclusive entre as famílias, o ódio, o racismo e a intolerância, não somente religiosa, estamos vivendo num mundo desumanizado, e o pior é que não temos a certeza de um futuro humanista.

Alguém pode estar aí maldizendo que já sou um velho de mente retrógrada e que as coisas mudaram. O que tenho visto são muitos conhecidos e amigos entrando em depressão. Talvez essa doença seja o “mal de siècle”, como a tuberculose fora para os poetas e românticos no século XIX

Os jovens atualmente estão perdidos entre as tecnologias da internet das redes sociais e do ganhar dinheiro, não mais por vocação profissional, mas “focados” no qual setor oferece mais lucro. É o mundo da ambição, do isolamento de um só, sem o espírito de equipe.