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“E A BÍBLIA TINHA RAZÃO” (II)

O autor Werner Keller nos conduz a uma viagem ao túnel do tempo desde 4.000 anos a.C no livro “e a Bíblia tinha razão”, que deve ser lido e relido para melhor compreensão do “Livro dos Livros”. A obra teve sua primeira edição publicada em 1958 e é um apanhado das pesquisas feitas por cientistas, arqueólogos, geólogos e historiadores que procuraram desvendar os mistérios dos escritos cuneiformes da Bíblia e comprovar se Ela, diante de tantos questionamentos, tinha mesmo razão.

Muitos fenômenos e hábitos culturais das antigas civilizações foram acoplados pela Bíblia, muitos tidos como da providência milagrosa divina. Vários cientistas e arqueólogos deram outra conotação de cunho natural. Nas lendas e fatos aparecem personagens parecidas, de tempos bem mais distantes aos citados pelo Livro. De qualquer forma, o autor nos transporta a uma viagem pelos reinos e deuses da Suméria, Babilônia, Macedônia, Síria, Persa e Greco-Romana.

Na introdução do seu livro, o escritor nos relata que a porta para o mundo histórico do Antigo Testamento foi aberta em 1943 pelo francês Paul-Émile Bota. Nas primeiras escavações, na Mesopotâmia, a arqueologia se deparou com imagens de Sargão II, o rei assírio que despovoou Israel e levou seu povo em longas colunas. Dos Assírios, o Antigo Testamento cita o famoso e feroz Senaquerib que sitiou Jerusalém; Asaradon; e Assurbanipal, o rei incentivador da literatura e da cultura.

Lá nos achados está a Babel com sua esplendorosa torre. Foram ainda encontradas as cidades escravocratas de Piton e Ramsés, as cavalariças do rei Salomão com seus 12 mil soldados, as construções do rei Herodes e a plataforma onde Jesus esteve diante do procurador Pôncio Pilatos. Do Antigo Testamento muitas descobertas, e nem tanto sobre o Novo Testamento.

Werner Keller descreve a região do “Fértil Crescente” (rios Tigre e Eufrates) e o advento dos patriarcas, de Abraão a Jacó, desde a Idade da Pedra à Idade do Ouro. São também narradas as lendas (epopeia) de Gilgamés (Guilgamech) que são delícias para se ler, numa linguagem poética e contagiante. Nelas está a passagem do Dilúvio dos sumérios escrita em acádico.  São histórias cheias de emoção sobre os reinos dos reis da Suméria e Acad (1960 a.C),  a dinastia da Babilônia (1830 a 1530 a.C.), a família do patriarca Abraão e o famoso Hamurabi.

“Exterminarei da superfície da terra todos os seres que fiz”. Deus se arrependeu da criação? “E passados os sete dias, caíram sobre a terra as águas do dilúvio”. O autor fala dos sumerianos e dos túmulos reais de Ur. Enquanto o túmulo era fechado, os súditos do rei, lá dentro, oravam pedindo o último repouso para o senhor morto. Tomavam drogas, reuniam-se em volta dele e morriam, voluntariamente.

Na Biblioteca de Nínive, construída pelo rei Assurbanipal, no século VII a.C., foram encontrados 20 mil textos em barro. Dentre as inscrições cuneiformes da tabuinha XI está lá a epopeia de Gilgamés no encontro com o imortal Utnapistin (fiel adorador do deus Ea) quando o rei quis saber sobre o mistério da vida. Ele queria também ser imortal.

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TROFÉUS A SEREM CRIADOS COM UEGÊNCIA

Sérgio Fonseca

e-mail: serioja.fonseca@hotmail.com

Carcará, caracara planus,ave de rapina da família dos falconídeos. O carcará é predador de outras aves, roedores,invertebrados e até mesmo carniça. Onívoro e bastante oportunista, aproveita todas as fontes de proteína disponíveis, ou seja,”come de tudo”. Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão ou filhotes, deixados sem a presença dos pais. É extremamente voraz e cheio de manobras para obter proveitos que redundem na sua tão variada alimentação.

O que esta ave está fazendo nesta crônica? Simplesmente servindo de exemplo, para enfatizar a semelhança com a fauna brasiliense, notadamente alguns animais que fazem parte do Executivo, do Judiciário assim como muitos próceres empresariais que delinquiram.

Baseado no comportamente desses três tipos da fauna citada, este cronista sugere a criação do “Troféu Rapinagem”para premiar aqueles indivíduos que mais se destacarem  em priorizar seus interesses particulares ou interesses corporativos do grupo a que pertencem , desprezando quase completamente os interesses e anseios da parte da população que os elegeu e paga seus salários, regalias e benesses.

Para premiar esse nada abnegado comportamento, proponho que sejam criados os troféus “Carcará de Ouro”, “Carcará de Prata” e “Carcará de Bronze”. Serão considerados elegíveis os lavajatistas já arrolados e autoridades que desmereceram os cargos que exercem. Minha sugestão é que a lista dos elegíveis sejam compiladas e julgadas  por entidades isentas, como OAB ou a associação dos funcionários  do Ministério Público Federal.

E para os congressistas, nada? Tudo! Minha sugestão  é a criação do “Troféu Al Capone de Safadeza Parlamentar.Os troféus serão a “Tornezeleira de Ouro”, a “Tornozeleira de Prata”e a “Tornozeleira de Bronze”Os juízes seriam os mesmos do Prêmio Rapinagem . Entre os parlamentares há tanto lavajatistas que o processo de seleção seria mais demorado.  A propósito, os congressistas que vem criando legislação para obstaculizar a Lavajato, já seriam membros natos para o “Troféu Al Capone”.

Tanto os premiados com o “Troféu Rapinagem”, como aqueles do “Troféu Al Capone” serão presenteados com livro sobre Ética, há vários e muito bons nas livrarias. São de diversos autores  e legíveis até mesmo por semi-analfabetos políticos.

Esta terra de Pindorama atravessa, com certeza, a sua maior crise política, moral e econômica. Os períodos de crise são propícios a todos os tipos de mudança, tanto para o bem como para o mal . Nossas autoridades assim como os políticos, ao invés de se achegarem  mais ao povo, consultando os desejos e esperanças  daqueles que os elegeram na última eleição,tem como bússola, unicamente a sua própria reeleição, custe o que custar. Esse é o motívo do nascimento de tantas sugestões esdrúxulas como distritão, distrito misto, parlamentarismo. Só está faltando a proposta de se restaurar a monarquia.

Os eleitores, entretanto, estão totalmente descrentes dos dinossauros do Planalto Central. Já descobriram que os políticos, na realidade não os representam. Querem caras novas e mudanças radicais. O escritor português Eça de Queiroz (1845-1900) já dizia que “De tempos em tem é necessário mudar as fraldas e os políticos. Os motivos são os mesmos”.

“E A BÍBLIA TINHA RAZÃO”

Pela metade do século XIX e início do século XX, principalmente, arqueólogos, pesquisadores e historiadores franceses, alemães, norte-americanos e ingleses realizaram com maior intensidade escavações nas regiões da Mesopotâmia (Fértil Crescente dos rios Tigre e Eufrates), na Terra Santa (Israel e Palestina), junto ao Nilo, no Egito, nas margens do Mar Morto e do Mediterrâneo, e até na Síria, que depois vieram comprovar lugares, fatos e acontecimentos citados pela Bíblia, o Livro dos Livros, hoje traduzido por cerca de 1.200 línguas.

Mais tarde, reunindo todos estes achados e descobertas científicas, o historiador Werner Keller, num árduo trabalho de estudo, publicou, em 1955, a primeira edição de “E A Bíblia Tinha Razão”, revisada em 1978 por Joachim Rehork. Em março de 1981 saiu a 11ª edição com quase 400 páginas, repletas de ilustrações, fotos e mapas dessas antigas civilizações e dos grandes patriarcas, desde Abraão.

Li a obra sem pressa, mesmo porque é um assunto que muito me interessa e me deixa fascinado. Diante de todas as ocorrências ao longo dos séculos, o autor procura defender sua teoria de que a Bíblia tinha mesmo razão, apesar de deixar muitas dúvidas pelo caminho. Senti muito forte o cheiro da fé religiosa em suas convicções.

Porém, na minha leitura, o “Livro dos Livros” se apropriou de muitas lendas, mitologias de deidades sumérias e babilônicas, de fenômenos da natureza e fatos reais contados por aquelas tribos primitivas, para transformá-los em milagres de Deus e assim reforçar e fortalecer sua existência de uma divindade única perante o povo hebreu de Moisés que “caminhava perdido” pelo deserto.

Alguns povos antigos, como os babilônios, adotavam um deus supremo (Marduck) que comandava todos os outros. No cristianismo e no judaísmo, especialmente, existe um só Deus, mas na evolução do catolicismo foram criados outros deuses, os santos diversos, aos quais os fiéis recorrem quando deles necessitam para ampará-los nos momentos difíceis.

Cochonilhas com excreções de maná

Formações vítreas claras num galho de tamargueira, carregado de cochonilhas. São galhos de maná (mannit)

O dilúvio narrado pela mitologia suméria há 4.000 anos a.C. que inundou a Mesopotâmia, pelas indicações científicas, foi a passagem de tufões, ou furacões pela região com tempestades e chuvas torrenciais nunca vistos. A história é citada no livro de Federico Arborio Mella em “Dos Sumérios a Babel” através das 12 tabuinhas cuneiformes durante a epopeia do rei Guilgamech, da cidade de Uruk.

Diz a mitologia que Enqui, o deus do Abismo, convidou Utnapichtim a construir uma embarcação capaz de carregar a semente da vida de cada espécie. “Construa rápido o barco e leve-o no mar de águas doces, carregando-o com o que for necessário”. Depois da tormenta de doze horas duplas, vi despontar no horizonte uma ilha. Minha nau ficou encalhada sobre o monte Nissir durante seis dias. No sétimo, tomei uma pomba e deixei-a partir… – conta Utnapichtim que, como sobrevivente, ganhou a imortalidade.

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“A SOLUÇÃO É ALUGAR O BRASIL”

“Nós não vamos pagar nada. A solução é alugar o Brasil. A Amazônia é o jardim do quintal. Este imóvel está pra alugar”.  Assim dizia o nosso cantor, poeta e compositor Raul Seixas com suas tiradas visionárias e realistas sobre o nosso país destroçado e roubado por estes cafajestes salteadores da coisa pública.

Portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e outras empresas estão sendo vendidas a preço de banana para pagar a má gestão e a roubalheira praticada por mais um governo fascista. Agora vão meter a mão na Eletrobrás depois que dilapidaram e deixaram um rombo de bilhões de reais. Já estão acabando com a Petrobrás, criada em 1953 com o dinheiro do povo.

Com a maior cara de pau e cinismo este governo não tem a mínima vergonha de dizer que a intenção é baratear as contas de energia. É mais um grande calote e engodo como fez o governo de Fernando Henrique Cardoso quando privatizou bancos, telecomunicações e empresas de energia.

Como é monstruosa a face do fascismo brasileiro atual que mal está dando o circo para o povo! Pior do que o nazismo e o fascismo de Hitler e Mussolini que, pelo menos, dava circo e pão, como nos tempos dos imperadores romanos e de Maria Antonieta, na França, que mandou servir brioche para os famintos.

Aqui estão nos chicoteando e nos colocando no mourão como escravos, através das reformas trabalhista e previdenciária, aplaudidas, é claro, pela a elite burguesa e os parlamentares que hoje mostram suas garras de direita conservadoras, sem nenhum receio. O chamado baixo clero que até há pouco tempo vivia como uma sombra, de uma hora para outra virou alto clero e reforçaram suas bancadas da Bala, da Bíblia e do Boi.

Os programas sociais e assistencialistas essenciais estão sendo cortados, como saúde, educação, ensino básico e até o pão de cada dia. Como gado, o povo está sendo encurralado e sendo levado para os matadouros. A grande rede manipuladora de televisão faz seu jogo tendencioso e ilude o povo inculto, apoiando o rol de privatizações e amordaçando a informação.

Lá se vão os últimos fios de esperança que ainda se tinha da nação. Agora é praticamente uma carcaça, cuja carne está sendo toda devorada pelos abutres e as hienas. Por todos os dias só ouvimos deles mentiras deslavadas, como a de energia mais barata com a próxima privatização da Eletrobrás. A Petrobrás já está sendo esquartejada e dizem que é para baixar os preços dos combustíveis.

FUNDAC LANÇA EDITAIS

A Fundação da Criança e do Adolescente – Fundac, lançou nesta quinta, 17, edital de chamamento público para parceria de gestão e execução de medidas socioeducativas de semiliberdade nos municípios de Feira de Santana, Itabuna, Vitória da Conquista e Salvador.

Somente serão aceitas projetos apresentados pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, consideradas como Organização da Sociedade Civil – OSC, nos termos da Lei 13.019/2014 e que tenham, dentre as suas finalidades, as atividades relacionadas e descritas no edital e com atuação comprovada em gestão e administração de serviços públicos e/ou privados. Também são requisitos do edital habilitação técnica, jurídica, qualificação econômico-financeira e regularidade fiscal

Confira os editais: http://bit.ly/2w8Jfe9

ASSIM SÃO “OS DEUSES” INTOCÁVEIS

“Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador” – Paul Valéry

Existe maior ironia, contradição e paradoxo do que um deputado, senador ou magistrado da República maltratada criticar o Executivo e cobrar dele corte de gastos públicos para reduzir o déficit fiscal do país? Não existe mais vergonha. Está rindo do quê, aí?  Cá, estou deprimido.

Mesmo contra toda ira do povo, esses “deuses” intocáveis continuam mantendo suas benesses e mordomias e fazendo reformas políticas capengas, arrancando mais de quatro bilhões de reais da nação para financiar suas campanhas.

Confesso que não me apetece mais falar deste assunto porque me dá náuseas, mas a revolta é maior e supera a escolha. Entre os povos antigos da Mesopotâmia (Assírios e Babilônios), Celtas, Cartagena, Maias e outros, quando as coisas não iam bem, a colheita era fraca e sofriam derrotas nas guerras, os sumos sacerdotes sacrificavam animais e seres humanos nos templos para aplacar a ira dos seus deuses. Eram rituais macabros.

Mesmo com realidades e tempos totalmente diferentes, aqui no Brasil o povo continua sendo convocado aos altares dos sacrifícios para derramar seu sangue como se tivesse praticado alguma heresia ou pecado contra os “deuses”, barões, coronéis e reis governantes que regem os destinos do país.

Dos seus olimpos dos prazeres e das orgias eles mandam raios e tempestades, mas a população está irada e não suporta mais tantas imolações de inocentes. Este jogo pode virar e os “deuses” serem eliminados e esquecidos para sempre.

Como se fossem “deuses” intocáveis, o Congresso Nacional, Judiciário e outras classes privilegiadas, como os militares, sempre ficam fora dos cortes de despesas públicas. Eles esbanjam, e os súditos cobrem os rombos com suas próprias vidas.

O Executivo não toca nesta casta porque dela é refém para o “toma lá dá cá” bem escancarado. O mercado financeiro, as grandes fortunas e os supersalários são outros “deuses” intocáveis a quem o povo faz sacrifícios de morte.

Esses deuses deviam, pelo menos, se calar para não provocar mais raiva. Agora mesmo, o mordomo-chefe e sua cúpula, depois de saírem por aí distribuindo emendas parlamentares, num montante de oito bilhões de reais, e cargos para pagar votos em suas defesas, impõem severos cortes aos empregados do seu poder, deixando, como sempre, o Legislativo e o Judiciário de fora. Estão sendo negados os serviços necessários e mais urgentes, como nas áreas da saúde, educação e segurança.

Das medidas insignificantes para cobrir o rombo nos cofres públicos de cerca de 160 bilhões de reais, nenhuma atinge os “deuses” intocáveis. O negócio é ir empurrando com a barriga e todo corpo para o próximo aventureiro que vier. O futuro será ainda mais ingrato e tenebroso. Quem viver verá a bagaceira!

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BASTA DE BENESSES, CHEGA DE MORDOMIAS!

 

Sérgio Fonseca

e-mail: serioja.fonseca@hotmail.com

A nossa sociedade paga demais a muitas pessoas, que pouco fazem, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Tanto na esfera federal, como na estadual e municipal. E, na realidade depois de serem eleitos como representantes do povo, a maioria vai batalhar mesmo é para a melhoraria de suas finanças pessoais ou aumentar sua participação pessoal em mordomias ou benesses como jatinhos da FAB, helicópteros governamentais, cartões corporativos, verbas de representação, auxílio moradia, auxílio alimentação e demais penduricalhos valiosos.

O site www.nossasaopaulo.org.br/portal/node4733 faz um precioso detalhamento sobre essa questão de mordomias e benesses. Em 2016, por exemplo, o veículos oficiais federais custaram, aos cofres públicos, R$1,6 bilhões. Nunca é demais lembrar que, na Holanda,os parlamentares não têm direito a carro oficial. O prefeito vai ao trabalho de bicicleta. Na Noruega, há 20 carros para atender ao governo e só o primeiro ministro  tem carro exclusivo.

Em Londres, o prefeito anda de metrô ou de bicicleta. Ele e os vereadores recebem vale-transporte anual para o metrô. Na Suécia, nem o primeiro ministro tem carro oficial. Se residirem a mais de 70 Km de Estocolmo, poderão pedir reembolso. Os parlamentares suecos têm direito a reembolso de combustível.

Na realidade, aqui no Brasil, encastelou-se no poder, uma classe de semi-deuses que, embora levantem o estandarte da defesa dos interesses do povo brasileiro,  na realidade – com pouquíssimas exceções – defendem mesmo são os interesses de corporações, sindicatos, associações de classe ou mesmo quadrilhas especializadas no assalto ao Erário Público em suas mais variadas formas.

O eleitor brasileiro precisa conscientizar-se, antes que seja tarde demais, de que é um cidadão de segunda categoria com direitos pouco atendidos . Qualquer tentativa de melhora de sua posição é impiedosamente destroçada e/ou  achincalhada pela maioria parlamentar como ocorreu, por exemplo, cm os mais de 2 milhões de assinaturas propondo mudanças radicais na legislação, propostas elaboradas pelo Ministério Público e pela própria população. Estas propostas foram acintosamente desvirtuadas pelos “pais da pátria”que não querem que mude a situação que tão grandemente os beneficia.

Tancredo Neves(1910-1985) frisava que “O Brasil de nossos dias não admite nem o exclusivismo do governo nem da oposição. Governo e oposição,  acima de seus objetivos políticos, têm deveres inalienáveis com o povo”.

Recentemente, o Executivo mandou para o Congresso – sugestão de Refis, boa para o governo e boa para os devedores – mas atendendo principalmente aos devedores, foi violentamente desfigurada pelos irresponsáveis parlamentares, que mascararam o perdão disfarçado de algumas dívidas. Uma total falta de vergonha e de espírito cívico.

O economista John Kenneth Galbraith (1908- 2006) já dizia que  “As pessoas com privilégios preferem arriscar a própria destruição que perderem um pouco de sua vantagem material”.

Como ladrões nas trevas, na calada da noite, o Congresso Nacional aprovou R$3,6 bilhões a serem gastos na campanha eleitoral de 20018. Ao invés de campanhas simples, os políticos mais uma vez estão jogando nas costas do contribuinte o pagamento de caríssimos marqueteiros e faraônicas campanhas eleitorais. Sem esquecermos que já há um fundo de financiamento de campanhas .

O novo fundo, que só vai beneficiar políticos e alguns de seus asseclas tem o altissonante nome de ” Fundo Especial de Financiamento da Democracia”. Se regulamentado, junto com o fundo já existente, totalizará R$4,47 bilhões. Gasto excessivo para este período da crise nacional. Por que deputado e senadores não resolvem, pelo menos uma vez por a mão no bolso e financiarem suas próprias campanhas?

Aliás, Raymond Poincaré( 1860-1934)ex-presidente francês, já dizia que “nenhum governo tem para dar, seja a quem for, um tostão que não seja tirado de alguém”. Acrescentamos nós, ainda mais em momento de crise brasileira.

 

 

 

LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO…

“Os pingos da chuva fazem um buraco na pedra não pela violência, mas por cair com frequência” – Lucretius

A concorrência entre ladrões no Brasil está acirrada e deixando o mercado saturado. A competição não está moleza pra ninguém. Tem até meliante aí com medo de perder o emprego. O setor também sofre com a crise. Todas as cidades foram loteadas. Noutro dia, um ladrão disse para o outro: Cara se manda que este ponto já tem dono.

Os mais malandros estão alugando e terceirizando áreas, e aí o bandido tem que se virar para não ter prejuízo no final do mês. Como a situação está difícil, estão até adiando férias e folgas. Muitos ficam sem o décimo terceiro e outros benefícios. Tem ladrão demais no mercado. Muitos estão até tomando cursos de profissionalização para enfrentar as disputas.

Quando o cidadão não tem dinheiro na carteira, relógio, celular, e objetos valiosos, tem marginal fazendo acordo na boa com o cliente, do tipo vá em casa ou ao banco pegar a grana, dando desconto no assalto e até recebendo via cartão de crédito. O negócio é faturar, não perder a clientela para não ficar desempregado.

No alto Planalto de Brasília, a concorrência também é pesada, mas a coisa lá é bem diferente porque todos estão bem empregados com bons cargos e mordomias. No entanto, lá também tem organização criminosa e todos os pontos estão loteados e demarcados. Deputados, senadores e executivos se reúnem sempre para estabelecer princípios. Mesmo assim tem muita gente quebrando as regras e roubando ladrão.

Uma coisa muito marcante neste mercado de ladrões é o machismo. As mulheres sempre são jogadas de escanteio, alijadas mesmo do processo, principalmente em Brasília. Sempre estão dizendo que não sabiam de nada. Apenas gastavam em restaurantes e lojas de luxo com joias e roupas.

Viu na semana passada na televisão aquele diálogo: Oi, Pati, sou eu, a Tici! Estou ligando para dar meu apoio e dizer que estou do seu lado. Na festa que promovemos para nossos esposos tudo correu normal. Não houve nada de acerto de propinas e corrupção. Ingênuas! Nem sabiam que ficaram de fora dos esquemas dos 10 milhões de reais!

Dizem por aí que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, mas não é bem assim que a coisa funciona entre eles. Não existe perdão. Com as turmas das ruas, as regras são claras, como diz o juiz de futebol Arnaldo César Coelho. Em Brasília dos percentuais como norma ética, se marcar bobeira, uns roubam os outros no maior cinismo e cara de pau.

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COMO GADO EM CURRAL

“Uma sociedade em que os trabalhadores são tratados como máquinas… não pode ser concebida como uma civilização” – Mahatma Gandhi.

Fazer o quê, né? Seja o que Deus quiser. É assim que reage nosso povo cansado e sofrido, tão explorado e massacrado, diante dos sacrifícios criminosos impostos pelos governantes, luxuosamente acomodados em suas suntuosas mesas de oferendas de inocentes aos seus deuses do capital.

Não adianta nada denunciar e dar entrevista, seu moço! Temo pela minha vida. Não existe mais esperança de punição dos culpados. É o que mais se ouve de vítimas de crimes e assassinatos praticados por policiais e executores de morte contra cidadãos.

No cotidiano, como gado em curral, eles burocratizam mais e mais nossas vidas, inventando recadastramentos eleitorais biométricos, documentos novos de identidade, habilitação de motoristas, provas de vida, renovações de papéis no SUS e INSS, entre outras tantas trancas, sob alegação de tornar o sistema cruel mais moderno, seguro e mais fácil.

Como os governos e os políticos “representantes” roubam nosso dinheiro, por sadismo mesmo, essa corja passa o tempo todo criando mudanças burocráticas e empurra o povo para um curral apertado, sem nenhuma estrutura física e humana. Os serviços são precários, sem espaço e de péssima acomodação, formando longas filas de sofrimentos, choros e lamentações.

Ao negarem recursos para montar ou ampliar uma estrutura digna de atendimento, eles transformam a vida do cidadão num verdadeiro inferno de Dante. Acreditando no que dizem, de que a medida é para melhorar, e com medo das ameaças de punição se não comparecerem ao local de registro para renovar o documento e provar de que ainda vivem, idosos, doentes, mulheres grávidas e até crianças se amontoam como bichos em grades, lutando desesperadamente para serem atendidos.

Contra o povo estão praticando atos de vandalismo, violência e crimes hediondos numa sociedade esgarçada de mortos-vivos. O mais espantoso e revoltante é que nos matadouros destas filas só se vê pobres submissos aos caprichos dessa gente. Nada de engravatados da elite burguesa que há mais de 500 anos suga nosso sangue como vampiros.

Vendo todo este terror do outro lado, o Ministério Público e a Justiça, privilegiados e abonados com suas benesses, calam-se e nada fazem para intervir e exigir que os governos proporcionem condições humanas e dignas de atendimento, suspendendo todos os procedimentos, enquanto não houver tratamento justo e respeitoso.

Na maioria dos casos, a mídia só mostra o horror, e pouco cobra dos responsáveis pelo atentado macabro. Faz a parte do seu papel pela metade. Enquanto isso, o povo toma seu cálice amargo de sangue em longas esperas nas filas intermináveis.

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EXPLORAÇÃO E ESCRAVIDÃO EM CONQUISTA

Com a terceirização em todos os níveis e a reforma trabalhista dos contratos avulsos intermitentes, aos acordos que estão acima das leis, numa economia em crise de profundas desigualdades sociais e pobreza avançada com mais de 14 milhões de desempregados, o capital financeiro está batendo palmas como se estivesse num paraíso.

Neste contexto negativo, não foram só os sindicatos que perderam a força de acompanhar o trabalho legal. Os órgãos de fiscalização do governo, que já são deficitários, especialmente em termos de recursos humanos, agora vão abrir a porteira e fazer vistas grossas. É o vale tudo no mercado faroeste do banditismo.

Sem condições de fazer qualquer barganha numa negociação ou contrato, gostaria de saber qual a linha que separa a exploração da escravidão trabalhista que não existe somente no ambiente do agronegócio como se tem evidenciado? Na verdade, a exploração já implica em escravidão.

As duas estão incubadas e “invisíveis” aos órgãos de fiscalização dentro das cidades, aqui mesmo em Vitória da Conquista, praticadas, principalmente, por bares, restaurantes e empresas de serviços em geral. A maioria dos trabalhadores aceita porque não tem outra saída. Temem passar fome com suas famílias.

Existe aqui, por exemplo, um restaurante na área vegetariana, vegana, ou naturalista, não sei bem, onde os donos praticam exploração e escravidão. A começar, os funcionários recebem seus salários com mais de um mês de atraso (às vezes dois meses), e muitos estão com férias vencidas há dois anos, sem 13º e outros benefícios a que têm direito.

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