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ITAMAR INDICA E COMENTA ORLANDO SENNA

Blog Refletor   TAL-Televisión América Latina http://refletor.tal.tv/ponto-de-vista/orlando-senna-o-resgate-do-mexico

O RESGATE DO MÉXICO

Nos anos 1940 e 1950 os filmes musicais de Hollywood misturavam as culturas do México e do Brasil, com Carmem Miranda cercada de rumbeiros dançando imitações de samba. As coreografias e figurinos binacionais (ou tri, porque Cuba também entrava na dança) viravam uma coisa só em um conceito definido como South American Way, como se a América do Sul começasse no rio Grande e incluísse o Caribe. Com o correr do tempo Hollywood e Washington perceberam que havia diferenças fundamentais entre os dois países permeando a identidade latino-americana que os une.

Uma identidade lastreada no mesmo tipo de conformação étnica de ambos (ibérica-indígena-africana), nas suas histórias de colonização e escravidão, nas guerras de independência. Em outro aspecto identificador, o fato de serem os países mais populosos e as maiores economias da América Latina e, também, a amizade que une seus povos. Nas últimas semanas escrevi neste blog sobre países da América Latina e amigos mexicanos me perguntaram por que o Brasil está tão distante do México em um momento em que o México está pedindo socorro, mencionando os apoios brasileiros a Argentina e Cuba.

O México vive um dos piores momentos de sua história de quase meio milênio, resultado de uma corrosiva aliança entre poderes institucionais e o crescente poder do narcotráfico. Uma situação que começou a se desenhar no final da década 1980, na fronteira com os EUA e no contato com distribuidores de drogas estadunidenses. Praticamente todo o território mexicano está contaminado pelo crime, bastando citar a ação do grupo Zetas, braço armado do Cartel do Golfo, o maior de todos, que submeteu as pequenas quadrilhas (sequestradores, traficantes de imigrantes ilegais e de armas, narcotraficantes varejistas, agentes da prostituição, ladrões de carros, punguistas, etc) ao seu comando único.

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FUTEBOL -PROGRAMAÇÃO PARA 2015

Carlos González – jornalista

No dia 1º de fevereiro será aberto oficialmente o comprimido calendário do futebol brasileiro para 2015, elaborado pela CBF. Se observarmos as nuvens cinzentas no horizonte, vamos conviver, em proporções maiores, com os mesmos problemas do passado. O mais grave deles, a ameaça de falência dos chamados grandes clubes, que acumulam uma dívida tributária e trabalhista de mais de R$ 4 bilhões, e que os seus dirigentes propõem ao governo pagar, sem correção monetária, em cinco anos.

Os erros, certamente, vão começar de cima: o pastor da Igreja Universal, George Hilton Cecílio, ministro do Esporte, continuará a afirmar que “não entende nada do assunto” e a recorrer aos seus assessores para responder as perguntas mais simples da imprensa esportiva; o paulista Marco Polo del Nero vai suceder a José Maria Marin na presidência da CBF, sob o peso de uma série de escândalos financeiros; o eterno presidente do COB, Carlos Nuzman, a poucos mais de um ano dos Jogos Olímpicos do Rio, terá dificuldades para explicar para onde estão escoando as verbas destinadas à construção de praças esportivas.

Estamos observando, já no começo do ano, que não houve grandes contratações feitas pelos clubes. Pelo contrário, nossos melhores jogadores estão se transferindo para países onde o futebol vem se popularizando há apenas quatro anos, como China, Ucrânia e Tailândia. Torcedores dos grandes centros estão se afastando dos estádios – a Fonte Nova em 2014 teve a menor média de público, – levando clubes como Corinthians e Flamengo a transferir os seus jogos para Manaus, Cuiabá e Brasília.

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Sérgio Fonseca

s.de.fonseca@bol.com.br

 

O filósofo austríaco, naturalizado norte-americano, Eric Hoffer  (1902-1983) dizia que “toda grande causa começa como um movimento, vira um negócio e finalmente degenera numa quadrilha.”

Isso me faz pensar no PT, o Partido dos Trabalhadores. Nascido há 34 anos para representar a ética na política e combater a corrupção, o PT sofre hoje o desgaste natural da longa permanência no poder. Atualmente  chafurda na lama da corrupção  e nos desvarios da ineficiência administrativa.

Nunca, na história deste país, houve um escândalo tão vasto e tão profundo, abarcando inclusive deslizes internacionais, como o petrolão.  A estimativa de prejuízo na Petrobras, com os casos de desvio de dinheiro, superfaturamento e pagamento de propinas investigados pela Operação Lavajato  chegam a 20 bilhões de reais. Perto desse verdadeiro assalto ao povo brasileiro a quem, na verdade pertence a Petrobras, o escândalo antecessor, o mensalão, até agora o maior escândalo petista, com seus 300 milhões de reais, pode ser comparado a dinheiro de  troco.

E tem mais, a ineficiência administrativa nessa empresa, foi  a responsável  pela perda acumulada, desde 2011, de 60 bilhões de reais, por causa da venda de diesel e gasolina a preços subsidiados e abaixo dos valores de mercado.  A Petrobras é hoje a empresa mais endividada do planeta, com débitos no valor de US$ 135 bilhões, ao contrário de suas concorrentes internacionais, que vão muito bem, obrigado.

Em campo completamente distinto, não podemos passar em branco a anulação, por parte do Supremo Tribunal Federal, do julgamento de Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, amigo e segurança do ex-prefeito petista de Santo André, SP, Celso Daniel. Sombra é acusado de ser  o mandante do assassinato de Celso Daniel, há quase 13 anos, para evitar que o prefeito acabasse com o esquema de corrupção que, instalado na Prefeitura de Santo André, abastecia campanhas do PT e enriquecia alguns de seus integrantes.

No STF, os ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello votaram pela anulação do julgamento e os ministros Rosa Weber e Luís Barroso votaram pela sua validade. No caso de empate, o réu é favorecido. Convenientemente, parte das pessoas implicada nesse crime, acabou morrendo ao longo desses anos, uma a uma. A polícia local diz tratar-se de crime comum mas o Ministério Público discorda desse parecer.

Embora eu não devesse ficar surpreso, causou-me estranheza, em outro caso, vendo o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em sua ida ao Congresso, ter buscado aliviar a barra de Rosemary Noronha, alegando ser ela uma peça insignificante em outro significante caso de corrupção. Lembrei-me , contudo das façanhas anteriores de Cardozo, como envolvimento  em dossiês fajutos e o uso de seu cargo mais para defender  envolvidos no mensalão,no petrolão, nos aloprados  e outras fraudes menores, ainda não tão divulgadas.

Veio-me à mente a frase de Blaise Pascal (1623-1662), que diz que “para quem quer ver, há luz suficiente; para quem tem disposição contrária, há bastante obscuridade”. E  o nosso ministro da Justiça tem demonstrado que  não quer  ver muitas coisas.

Alguém já procurou levantar os gastos abusivos de Rosemary Noronha, no cartão corporativo dela, quando assumiu a chefia do Gabinete da Presidência da República em São Paulo? A lista dos malfeitos, como os chama a presidente de todos os brasileiros, é enorme. E cresceriam mais se houvesse investigações amplas e aprofundadas no BNDES, nos fundos de pensão das empresas estatais e autarquias e nas próprias estatais. Por acaso algum ministério estaria imaculadamente limpo?

Tendo em vista a escala de Hoffer, citada no primeiro parágrafo desta crônica, diga em qual dos critérios você incluiria o Partido dos Trabalhadores, como ele é hoje.

 

 

 

AEROPORTO DOS CONSTRANGIMENTOS

Quando não é a deficiência de suas instalações e o despreparo para pouso e decolagem das aeronaves nas mudanças climáticas, os agentes do Aeroporto de Vitória da Conquista, vez por outra, se envolvem em situações de constrangimento contra seus passageiros por falta de diálogo.

Nesta semana um casal paulista que ia para Guarulhos foi impedido de embarcar depois de ter entrado em discussão com o supervisor de uma companhia. Isto ocorreu na parte da tarde quando houve agressão verbal mútua entre as partes. Toda confusão, porém, começou na manhã do mesmo dia quando o casal foi barrado de viajar por ter chegado atrasado para o voo.

Na parte da tarde o agente proibiu novamente os passageiros de entrarem no avião alegando que eles estavam exaltados e poderiam representar risco ao voo. Não sabia que Conquista está em alerta vermelho contra atos terroristas. É o resultado da psicose neurótica internacional dos atentados!

Houve também a denúncia de que no bate-boca o casal invadiu uma área restrita de segurança quando o funcionário entrou para chamar a polícia. Para quem não conhece, o aeroporto da cidade é um galpão apertadinho que irrita e deixa estressado qualquer um que transite naquela área. No verão é um calor insuportável, sem contar a falta de local para descanso.

No final de 2013, no Natal, aconteceu coisa parecida com meu filho que também foi constrangido e passou por um tremendo vexame. O que falta nesses agentes é preparo profissional para dialogar e resolver o problema ali mesmo, sem ter que apelar para a polícia militar como fizeram no episódio daquele triste ano.

A verdade é que no conjunto, o atual Aeroporto de Conquista é uma vergonha para a cidade, a terceira maior da Bahia. Quem passa por aqui sai falando mal das acomodações e do atendimento.

Há mais de dez anos que segmentos da sociedade vêm lutando pela construção de um novo aeroporto. Está em andamento a conclusão das pistas e dos acessos, mas ainda não saiu a licitação para o projeto de edificação do prédio, o que significa que não se tem certeza quando o novo aeroporto vá ficar pronto. Fala-se em 2016 ou 2017, ou talvez nas próximas eleições de 2018. Até lá, haja vexame e incompetência. Conquista não merece tudo isso.

O BOM DOM BUDA

Dário Teixeira Cotrim

Academia Montesclarense de Letras

Estávamos todos nós a caminho das praias do Porto Seguro. Uma viagem de férias do meu filho Ramon com um grupo de amigos e família. Uma parada estratégica em Guanambi – já no Estado da Bahia – e depois um descanso mais prolongado em Vitória da Conquista, uma belíssima cidade, sempre cantada e encantada pelo confrade Jeremias Macário. Era hora de repor as energias e em vista disso procuramos um hotel para nos acomodar por apenas uma noite, uma noite somente. Em Vitória saímos à noite para a Conquista do entretenimento em terras estranhas. Fomos, por indicação de algumas pessoas, gozar de uma noite muito especial em um barzinho da cidade localizado na Morada dos Pássaros II: era o bar do Dom Buda.

Na chegada uma recepção calorosa. Entre goles de cerveja e uma bicada gostosa da água milagrosa da terrinha baiana, era hora de contar casos curiosos e ouvir histórias hilariantes do tempo do onça. Numa apresentação, meio tímida, o nosso Dom Buda disse-nos que viera de Guanambi e que de lá havia sido expulso pelo delegado Tinuca. Ora bolas, o Tinuca (Altímio Elísio da Silva) que era o temido Delegado de Polícia do meu tempo de adolescência. Portanto, um velho conhecido nosso e parente (primo) do meu saudoso pai. O fato registrado do delega Tinuca, naquele momento, rendeu muitas horas de recreação. É verdade que o saudoso Tinuca foi uma pessoa muito querida em Guanambi e em Ceraíma, onde exerceu, com muita competência e profissionalismo, a sua árdua tarefa de colocar ordem nas coisas.

O tempo passava depressa. Quase vinte e uma horas. As lufadas de vento anunciavam que a madrugada seria amena, naquele doce momento – vinte e uma horas no relógio deles, pois no nosso já marcava sessenta minutos na frente. Eu (Dário Cotrim), Júlia, Ramon e o companheiro Chiquinho, todos estávamos na companhia da loiríssima SKOL. Algumas horas mais tarde a Sara e Bruna chegavam para a nossa felicidade. No fundo do bar do Dom Buda um suave som, com músicas de recordar, ajudava-nos a encompridar conversa.

Outros rumos do falatório surgiram e falamos o que deveria em uma mesa de bar. A loiríssima SKOL, gelada como sempre, descia redondamente como anunciada nos panfletos de propaganda. Vez por outras, uma tragada da caninha de fundo de quintal: saborosa e suave que era para esquentar o sangue. Houve momentos de alegrias e de tristezas também. Dom Buda disse-nos, entre lagrimas, a perda irreparável de sua amada esposa. Ficamos todos condolentes com a sua dor. Entretanto, o divertimento anunciava o tom da conversa por outros caminhos.

Era hora de repousar. Uma decisão dura e providencial. Entretanto, o bom Dom Buda veio com o violão solicitando ao Chiquinho apenas uma palinha e nada mais. A cerveja, já por conta da casa, ariscamos cantar a canção de Roberto Carlos: “Aquele beijo que te dei”. Eu e o Chiquinho cantamos na certeza do sucesso eminente. Era tão somente o nefasto efeito alcoólico. O meu filho Ramon logo se apressou em divulgar o vídeo na rede social do facebook. Que desastre! Para o bom Dom Buda o nosso amplexo e a nossa gratidão, com a certeza de que voltaremos para mais uma rodada de cerveja. SKOL de preferência. Até breve!

 

“OS INTOCÁVEIS”

A nossa mídia sempre conta os fatos pela metade, principalmente quando se deixa envolver pelo sensacionalismo. Aí, então, não explica o outro lado da história. O tema proposto “os intocáveis” lembra título de filme, mas quero aqui me referir às nossas instituições que até há pouco tempo e ainda hoje fazem cara feia para a liberdade de expressão e exercem o patrulhamento ideológico, muitas vezes com mortes.

É claro que a conotação e a dimensão dos atos de terror praticados por fundamentalistas islâmicos radicais contra o jornal francês Charlie Hebdo são bem diferentes, mas me atrevo a fazer uma reflexão sobre a nossa sociedade ocidental, sem jamais tentar justificar as atrocidades de ambos os lados.

Queria indagar quem primeiro criou e espalhou todo este ódio tentando calar, dominar e oprimir as nações que nunca aceitaram nem aceitam a teoria do seu consenso? Desde o início do século XX, mais acentuadamente após o término da I Guerra Mundial, os Estados Unidos têm imposto seu Terror de Estado, inclusive sacrificando inocentes em nome de sua ideologia política e religiosa, tida como a verdadeira.

Foi o presidente George Bush, no limiar do século XXI, quem chamou os países do Oriente Médio (Irã, Iraque), a Coréia do Norte e até o mundo mulçumano de eixo do mal. O Ocidente, que sempre se achou o único civilizado, tratou o povo árabe e sua religião de atrasados e bárbaros.

Longe de mim instigar o ódio, mas é bom que se mostre o outro lado perverso. Quem criou os ditadores nas Américas Central e do Sul? Quem antes financiou Osama Bin Laden (Al-Qaeda), os talibãs, rebeldes na Síria, no Iraque e colocou suas tropas sanguinárias no Vietnã, sem falar em outras inúmeras cruéis invasões?

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ITAMAR INDICA E COMENTA ORLANDO SENNA

Blog Refletor  TAL-Televisión América Latina.

ROSA ENVENENADA

Uma das consequências colaterais do reatamento de relações entre Cuba e EUA é a agitação dos ânimos políticos em Porto Rico e entre políticos e analistas latino-americanos que se debruçam sobre a situação do pequeno país caribenho. Rubén Berríos, presidente do Partido Independentista Porto-riquenho, PIP, acredita que a nova situação entre Washington e Havana favorece o fim do controle dos EUA sobre seu país. Em atitude surpreendente, rechaçada pelo governo estadunidense, o presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, propôs a troca do líder oposicionista venezuelano Leopoldo López, preso em fevereiro do ano passado, pelo independentista porto-riquenho Oscar López Rivera, preso nos EUA em 1981, condenado a 70 anos de cadeia. Ambos países negam que esses ativistas são presos políticos.

São completamente distintas as relações dos dois países caribenhos com os EUA no decorrer dos últimos 120 anos: o domínio dos EUA sobre Cuba foi intermitente e cessou com a Revolução Cubana de 1959, sobre Porto Rico jamais cessou. Cuba e Porto Rico abrigavam, antes da conquista espanhola, as mesmas tribos indígenas, principalmente taínos e siboneis. Os porto-riquenhos se dizem a eles mesmos “borícuas”, que é como se autodenominavam os taínos. Em ambos os países é muito mencionado um poema do século XIX, de Lola Rodríguez de Tió: “Cuba y Puerto Rico son de un pájaro las dos alas, reciben flores o balas sobre un mismo corazón”. Consideram-se irmãos gêmeos separados pelas circunstâncias históricas.

Porto Rico foi conquistado pela Espanha em 1493 e cedido aos EUA em 1898. Sua definição política-administrativa é a de Estado Livre Associado aos EUA, eufemismo para encobrir o regime colonial que dura 117 anos. Várias rebeliões contra essa situação marcam a história do país, principalmente a partir de 1950, quando aconteceu a revolta conhecida como Grito de Jayuya, dissolvida por forte ação militar dos EUA. A partir de então outras e várias ações independentistas foram tentadas e esmagadas, tanto no campo político-parlamentar como no enfrentamento armado. A organização guerrilheira Exército Popular Borícua, mais conhecida como Macheteros, trava um combate sem tréguas, há mais de meio século, contra o FBI, a polícia federal dos EUA.

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CURTAS NA “AESTRADA”

O MENINO MAICON

Há mais de dois anos uma ação desastrada da polícia militar tirou a vida do garoto Maicon que brincava próximo à sua casa num bairro da periferia de Vitória da Conquista e até hoje seu corpo não foi encontrado para que seus familiares o enterrassem. Na época veio um agente de Salvador para esclarecer o caso que continua sem ser desvendado. Não houve punição para os culpados que não tiveram, pelo menos, a coragem de entregar o corpo aos pais do menino e confessar o erro. Esse pessoal é desprovido de consciência. O fato lembra a época da ditadura civil-militar (1964-1985) quando os torturadores desapareciam com os corpos dos presos políticos mortos pelas torturas. Como tantas outras brutalidades cometidas em Conquista, o caso do menino Maicon é mais um que caiu no esquecimento. Cadê a Justiça? O gato comeu.

PRAÇAS PÚBLICAS

FEIRA E SARAU 002

Com a exceção da Praça Tancredo Neves, que já foi das Borboletas e da República (não dá para entender a mudança de nome), as outras praças públicas de Vitória da Conquista, como a do “Gil” (Orlando Leite), Cajado, Murilo Mármore, Gerson Salles, Sá Nunes, do Forum e as demais da cidade necessitam de urgentes reformas e limpeza. Com lixos por toda parte, o aspecto é de abandono, sem contar que muitas delas servem de abrigo para moradores de rua. É lastimável a situação. Além de ter a função de lazer e de encontros entre moradores e visitantes, a praça, tanto cantada por artistas e declamada por poetas, deve ser a cara e o cartão postal de qualquer cidade. As praças precisam ser preservadas como locais de socialização e humanização das pessoas.

“HOSPITAL DO TORMENTO”

Se já era dor e sofrimento, nos últimos dias piorou o quadro de guerra arrasada do Hospital Regional de Vitória da Conquista com doentes que ficam nas macas das ambulâncias das cidades da região à espera de um acesso à unidade de saúde. É bom que se diga que, quando se fala em acesso, não é a um quarto do hospital, mas a um canto apertado nos corredores infectados e sujos. O Hospital de Conquista está mais para “Hospital do Tormento e dos Horrores”. Como já dizia o escritor João Ubaldo Ribeiro, o povo brasileiro está mais para ovino porque não reage a tanta humilhação. Morre berrando. Não existe saúde, mas sacrifício humano cometido pelos governantes irresponsáveis. Os enfermeiros e técnicos do Regional até que têm boa vontade para atender, mas não tem espaço para tanta gente, e a situação só faz piorar a cada dia que passa.

“SABER FAZER POLÍTICA”

Enquanto a saúde e a educação caem aos pedações e gente morre diariamente por falta de atendimento, lá no alto escalão dos governos os partidos, ou agrupamentos, brigam por cargos e “ensinam” que “isso é saber fazer política”. Em Salvador, por exemplo, o PDT e o PRB se aliam aos dois governos estadual e municipal ao mesmo tempo no loteamento dos cargos. Eles querem comer dos dois lados e o povo que se lasque. O PRB que apoiou Paulo Souto (DEM) ao governo, agora se acha no direito de receber cargos nas secretarias do PT de Rui Costa. Quem disse que “isso é saber fazer política” foi a deputada federal (PRB) Eron Vasconcelos. É muita cara de pau e cinismo juntos!

E A NOSSA ECONOMIA, HEM!

Na economia, estamos num buraco bem fundo e vai ser difícil sair dele. Mais uma vez as classes assalariadas vão ser as mais sacrificadas com os aumentos nas contas de energia elétrica, cortes em benefícios previdenciários, seguro-desemprego e outras conquistas. Lembra quando em campanha eleitoral dona Dilma disse que “nem que a vaca tussa” iria bulir nos direitos trabalhistas? Pois é, agora ela está fazendo o que disse que seu adversário faria se fosse eleito. Depois do rombo vem o arrocho. O crescimento do PIB vai ficar praticamente no zero; a inflação quase em 7%; a balança comercial (exportações x importações) com um déficit de 4 bilhões de dólares, sem falar do déficit da conta externa em 84 bilhões de dólares, tudo isso em 2014. A geração de empregos que há poucos anos chegou a 1,3 milhão caiu para 300 mil no ano passado, e a coisa está ficando mais feia ainda. Vem desgraceira por aí.

ITAMAR INDICA ORLANDO SENNA

Do blog Refletor Tal-Televisión Latina  http://refletor.tal.tv/ponto-de-vista/orlando-senna-o-fator-mariel

O FATOR MARIEL

O acontecimento mais importante de 2014, no âmbito latino-americano, foi o reatamento das relações diplomáticas entre Cuba e EUA depois de 53 anos de ruptura e de um bloqueio econômico avassalador contra a ilha caribenha imposto pela superpotência. Um fato importante também no âmbito global, pelos novos cenários geopolíticos e geoeconômicos que isso vai suscitar. Entre os dois países significa, também, a superação da Crise dos Mísseis de 1962. A instalação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba, apontados para os EUA, fez a humanidade tremer, foi o ápice da Guerra Fria. Na verdade, a tensão entre os dois existe desde 1898, quando os EUA ocuparam Cuba por primeira vez, após derrotar a Espanha na disputa pela ilha.

Os cubanos receberam a notícia, no dia 17 de dezembro, durante sua maior festa religiosa, a de São Lázaro, padroeiro deles. Na cultura afro-cristã da ilha coexistem a santería, com referência central na religião iorubá e uma variedade de cultos afro-cubanos, e as religiões cristãs (como no Brasil). Nessa coexistência, São Lázaro é sincretizado com Babalu, ou Omolu, o orixá mais venerado por lá (é o deus da “doença e da cura”, a ponte entre os mundos material e imaterial, mortal e imortal). Foi durante essa festa de todos, com hinos nas igrejas e orikis nos terreiros, que os cubanos souberam que o fim de uma era estava começando a acontecer. A primeira mensagem que recebi a respeito, de uma amiga cubana, dizia o que muita gente estava gritando nessas celebrações religiosas: “es un regalo de Babalu” (é um presente de Omolu).

Obama vinha negociando a aproximação com Raúl Castro desde 2012 e enfrentava duas fortes pressões: a da poderosa comunidade cubana anticastrista de Miami, que há meio século exige a derrubada dos Castro e, a favor da aproximação, a dos empresários estadunidenses interessados nos bons negócios que a ilha proporciona, principalmente pela situação geográfica, e que estão sendo feitos por empresas europeias e brasileiras. A pressão empresarial se fez valer, somando forças com os muitos países que defendem a convivência pacífica entre Washington e Havana. Enquanto essas discussões esquentavam, Cuba fazia sua parte: a implantação de uma Zona Franca de grande porte, com saídas para Golfo do México e Atlântico Norte por um lado, Atlântico Sul pelo outro e a 7 mil milhas náuticas do Canal do Panamá, ou seja, do Pacífico.

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OH TRISTE EDUCAÇÃO!

Sai 2014, entra o 2015 e o povo brasileiro só levando ferro. Ó tempora, ó mores! como desabafou o cônsul romano Marco Túlio Cícero há dois mil anos contra o ímpeto destruidor de  Lúcio Sérgio Catilina (As Catilinárias). Até quando, ó Catilina, abusarás de nossa paciência? No Brasil de hoje, temos corrupção demais e educação de menos. Oh triste educação! Até quando teremos que suportar tantas mazelas juntas?

De acordo com o Movimento Todos pela Educação, em nosso país mais de 90% dos estudantes concluíram o ensino médio em 2013 (2014 deve ter sido ainda pior) sem o aprendizado adequado em matemática. Apenas 9,3% aprenderam o conteúdo. Este índice é menor que o de 2011. Em português também não foi diferente. O percentual de alunos com aprendizado adequado na matéria passou de 29,2% para 27,2%.

Pelas apurações, chegou-se à constatação que a meta prevista do Brasil alcançar o ensino de qualidade no bicentenário da independência, em 2022, não vai ser possível. Os números mostram que no ensino fundamental só o quinto ano apresentou alguma melhora. A triste realidade, segundo o Movimento, é que o país não cumpriu nenhuma das metas intermediárias.

Embora tenha havido uma melhora nos anos iniciais do ensino fundamental, nas outras etapas, inclusive no nível médio, registrou-se queda no aprendizado. É como nadar e morrer na praia, conforme observação de um especialista em educação.

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