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PEDRAL INDICA PROJETOS

PEDRAL III - Cópia

Sua história e trajetória política ao longo da sua vida não terminam com sua morte em 16 de setembro último. Suas ideias e ideais foram além de Vitória da Conquista. Em seu aniversário, no dia 12 do mesmo mês, o ex-prefeito Pedral Sampaio, antes de declarar injustificável a demora na construção do novo aeroporto, deixou por escrito e assinado um documento onde sugere a realização de vários projetos para o futuro desenvolvimento do município.

No capítulo sobre “Conquista e a Vocação para o Progresso”, Pedral convoca o leitor a confrontar a Conquista antiga com a atual e lembra a estrada de rodagem ligando a cidade com Jequié, construída nos anos 40 do século XX. Na metade da década de 70 só a vila de José Gonçalves tinha energia elétrica fornecida pela Coelba, e Iguá só veio ter o primeiro ginásio na década de 80.

Ao citar que Conquista ainda é pobre em atrações turísticas, Pedral sugere projetos de criação do Parque da Cidade, Mirantes da Caatinga e da Santa Marta (Serra do Periperi), Lagoa do Lomanto associada ao estádio do mesmo nome, o Centro Administrativo Municipal em ligação com a Lagoa das Bateias, além de bosques distribuídos pela cidade, os quais se somariam aos pontos mais atrativos já existentes, como Praça Tancredo Neves, o Cristo e o Poço Escuro. No âmbito cultural, o ex-prefeito ainda indicou as instalações do Museu do Caixeiro Viajante, Museu do Artista Conquistense e do Fotógrafo.

Na sua concepção, o Parque da Cidade seria o carro-chefe dos projetos em virtude da importância da obra que ocupará vinte quilômetros de extensão numa área a partir da margem direita da Av. Bartolomeu de Gusmão (sentido Itambé), onde outrora se localizava o antigo Aguão, até a barra do Riacho de Santa Rita, afluente do rio Verruga, com cobertura das matas Atlântica e Ciliar e árvores frutíferas, tornando-se um Corredor Ecológico.

Av. Integração 2 - Cópia

Fotos de José Carlos D´Almeida

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JORNALISTA LANÇA LIVRO EM CAETITÉ

Jornalista Jeremias Macário lança obra única sobre ações da ditadura no interior da Bahia

Na última sexta-feira (12/9) o autor Jeremias Macário lançou em Caetité, com apoio da INB- Indústrias Nucleares do Brasil e Academia Caetiteense de Letras,  o livro “Uma Conquista Cassada”. O evento aconteceu na Câmara de Vereadores.

LIVRO CAETITÉ - Cópia

Morando em Vitória da Conquista há mais de vinte anos, para onde se mudara como chefe da Sucursal do jornal A Tarde, Jeremias Macário realizou por sete anos uma detalhada pesquisa sobre a ditadura militar no interior baiano e que veio a culminar com o lançamento da obra “Uma Conquista Cassada: cerco e fuzil na cidade do frio”.

Foram entrevistadas mais de trinta pessoas, que viveram ou testemunharam aquele período, somadas à pesquisa em vários jornais da época, atas da Câmara de Vereadores e registros do período em que Pedral Sampaio foi prefeito de Vitória da Conquista. O lançamento coincidiu com o aniversário de 89 anos do político, cassado pela ditadura militar, que veio a falecer no dia 16 do mesmo mês. Por sinal, foi o último livro que o ex-prefeito leu no leito do hospital Samur.

O lançamento em Caetité foi resultado da parceria entre o Poder Público Municipal, através da Secretaria de Cultura, da Academia Caetiteense de Letras e das Indústrias Nucleares Brasileiras.

Falando pela Academia, o presidente Luiz Benevides ressaltou a importância memorial realizada pelo jornalista. Presente no evento, a caetiteense Renata Santos afirmou que é “bacana estar na minha cidade, e ter Jeremias – uma referência em seus tempos de faculdade – trazendo esta contribuição para a história”. O acadêmico Romilton Ferreira enfatizou que a ditadura militar precisa de um registro mais amplo, relembrando a importância da luta do pastor Jaime Wright e os caetiteenses que foram presos e torturados.

Jeremias agradeceu a oportunidade de vir a Caetité e reforçou que o livro será vendido na Banca de Pêga ao valor promocional de R$ 35,00. Na oportunidade, o autor concedeu entrevista aos locutores das rádios locais presentes.

 

SECA CASTIGA O SÃO FRANCISCO E O SERTÃO

“Nunca se viu o Velho Chico tão raso nessa época do ano” – relata o jornalista João Martins em sua revista Integração, com fotos desoladoras captadas da lente de sua máquina. Numa ampla reportagem de capa, ele atesta que o rio está cada vez mais assoreado e sendo soterrado aos poucos, para não dizer morrendo em diversos pontos dos seus 2.863 quilômetros de extensão.

DOC DO SÃO FRANCISCO

O morador da cidade de Malhada, Valdomiro Batista de Jesus, 57 anos, coloca a maior culpa, além da forte estiagem, nos governantes com a construção de represas. “Os afluentes não têm mais água para jogar no rio”. João Martins afirmou que no trecho que separa as cidades de Malhada e Carinhanha, o curso d´água está praticamente interrompido, impedindo a navegação, inclusive de embarcações pequenas.

Na margem esquerda onde fica Carinhanha, o cais é um grande abismo sem qualquer serventia comercial, narra o jornalista, acrescentando que as águas estão tão rasas que se pode atravessar a pé em vários trechos. Os próprios moradores confirmam que nunca viram este quadro, temendo que a situação vá piorar porque a seca só está começando.

A Codevasf  (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco) informa que contratou serviços de batimetria (quantificação do material a ser dragado) e monitoramento ambiental visando os trabalhos de dragagem do trecho da hidrovia entre os municípios de Ibotirama e Pilão Arcado. A batimetria vai definir o volume de areia ou cascalho a ser retirado do fundo do rio, de modo a permitir a navegação.

EÓLICA E SECA 013 - Cópia

Se o Rio São Francisco está morrendo devido à ação do homem e da natureza, o interior do seu sertão está cinzento com mostras visíveis de desertificação em vários locais da região sudoeste, principalmente nas cidades de Anagé, Brumado, Caetité e Guanambi. Muita parte das lavouras foi perdida e os rebanhos começam a sentir a escassez de água. A maioria dos municípios já decretou estado de emergência.

EÓLICA E SECA 014 - Cópia

O MOTOQUEIRO E O PNEU

EÓLICA E SECA 019 - Cópia

Na BA-262, entre Aracatu e Anagé, motoqueiro transporta o carona agarrado a um pneu, sem equipamentos de segurança. Nas estradas da região, conforme nosso flagrante, a maioria dos motoqueiros roda sem habilitação e documentação das motos. Eles fazem manobras e ultrapassagens perigosas, sem contar que sempre saem, inesperadamente, dos cruzamentos. Foto Jeremias Macário

ITAMAR COMENTA E INDICA ARTIGO DE ORLANDO SENNA

MARINA 

No momento em que escrevo essas linhas, madrugada de 15 de agosto, a televisão está reprisando as distintas opiniões de políticos e jornalistas, que foram ao ar durante todo o dia de ontem, sobre a possível postulação de Marina Silva à presidência da República do Brasil, herdando a candidatura de Eduardo Campos, onde estava como vice. A comoção pela morte do jovem, culto, bonito, progressista e indiscutivelmente promissor político pernambucano atingiu em cheio a alma brasileira e abalou a política do País, desestabilizando a campanha eleitoral, apesar de contar hoje com apenas 10% da preferência dos eleitores. O candidato Eduardo Campos estava desenhando com nitidez uma terceira posição com possibilidade de romper o compasso binário da política brasileira nos últimos vinte anos, o dualismo Partido dos Trabalhadores/Partido da Social Democracia Brasileira, PT e PSDB. Possivelmente não venceria as eleições, mas estabeleceria uma triangulação, uma situação mais democrática.

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CURTA AS CURTAS

ADORMECIDO

Não se indignar e não se rebelar contra a ordem social são características do brasileiro. No entanto, quando muito fustigado e quando sente a espora do patrão, o povo tem reagido vez por outra, como nas manifestações de junho de 2013, depois de 21 anos do bota fora Color pelos caras pintados. Será que este gigante está sempre adormecido? Pela história dos levantes e rebeliões, não, só que o gigante tem a paciência do seu tamanho geográfico e tarda a resistir. Os poderosos e gatunos, desde os tempos coloniais, aproveitam para abusar e fazer pouco do clamor. O poder não pode ficar à margem do compromisso com a dignidade humana e o respeito à vida.

POBREZA E CAPITAL

O capitalismo tem em seu DNA a filosofia do débito e do crédito. O filósofo anarquista do século XIX, Peter Kropotkin já dizia que “os homens só pensam em si próprios ou naqueles que lhes são mais próximos. Ainda que, a primeira causa da riqueza é a existência da pobreza”. Não existe capitalismo sem pobreza e miséria. No popular, o que seria do malandro sem o mané?

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ITAMAR INDICA LEITURA DO ARTIGO DE ORLANDO SENNA

ESCURIDÃO E ESPLENDOR

No filme alemão Jesus me ama (Jesus Liebt Mich), uma comédia alegórica e absurdista de Florian David Fitz sobre a eterna luta entre o Bem e o Mal, os jovens Jesus e o Diabo tentam resolver suas diferenças na mão, na porrada, em um confronto de socos, pontapés e pauladas. Enquanto Deus, o velho, lava as mãos e diz que essa briga é um problema da humanidade e não dele. Um dos eixos da alegoria é o egoismo do amor. Sabemos que a incorrigível humanidade chegou a profundidades radicais de estupidez e violência em vários períodos da sua história, gerando crises universais e, consequentemente, saídas para essas crises. Saídas dolorosas, desgarradoras, mas saídas — se assim não fosse o apocalipse já teria acontecido (no século passado o grande exemplo é a Segunda Guerra Mundial e seu rabicho Guerra Fria, com mísseis nucleares apontados para todas as direções).

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LENÇÓIS REALIZA I FLICH

I FLICH LENÇÓIS 003 - Cópia - Cópia

Escritores, poetas, músicos, cineastas, críticos literários, estudantes, professores, contadores de estórias e causos se encontraram em Lençóis e Seabra, no período de 3 a 7 de setembro, na I Festa Literária Internacional da Chapada Diamantina (I FLICH). Foi praticamente uma semana de discussões as mais variadas, com oficinas, projeções de filmes, palestras e lançamentos de livros onde todos beberam da mesma fonte do conhecimento numa paisagem de verde e casarios históricos.

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Numa ação conjunta da Prefeitura de Lençóis, Associação EcoViva, Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e empresas locais, a programação foi aberta no auditório da instituição pública, em Seabra, com apresentação da banda de pífanos da cidade, seguida da

Professor Itamar Aguiar apresenta o cineasta Orlando Senna

conferência “Poesia Negra, Contemporaneidade e Novas Mídias” proferida pelo escritor José Carlos Limeira.

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Nos dois primeiros dias, as oficinas, as palestras e os debates literários com temas diversificados aconteceram na cidade de Seabra, unindo turismo e cultura, ecologia e Patrimônio Arquitetônico Colonial. Ainda no dia 4, às 20 horas, o evento foi aberto em Lençóis no Mercado Cultural.  Os trabalhos prosseguiram nos dias 5,6 e 7 na cidade histórica onde quem chega entra no túnel do tempo das larvas diamantinas e dos coronéis e jagunços.

Além do escritor João Ubaldo Ribeiro e do compositor e poeta Dorival Caymmi, o cineasta lençoense que participou do encontro, Orlando Senna, foi também um dos homenageados que falou de literatura e cinema. Seu prestigiado filme Diamante Bruto, com o ator protagonista José Wilck, foi exibido no auditório do Centro Cultura da EcoViva com posterior debate do próprio diretor  que respondeu, pacientemente, a todas indagações feitas pela atenta plateia.

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Recital de poesias e lançamentos de livros na EcoViva

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Palestra sobre Literatura e Cinema com João Jardim e Orlando Senna

 

 

 

 

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Cineastas João Jardim, Orlando Senna e a professora Solange Lima no debate sobre Literatura e Cinema, no Canto das Águas

 

 

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No Mercado Cultural, o conquistense e escritor Alberto Marlon (de boné) participa da Feira de Livros

 

 

 

 

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Joabson Figueredo, os professores Itamar Aguiar e Ronaldo Senna falam sobre Chapada Diamantina: Literatura e Memória Cultural, tendo como mediadora do tema a professora Cristina Sales

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FUTEBOL BRASILEIRO EM CRISE Carlos Gonzalez -jornalista

“Amigo, em fui da época em que o Bahia bateu o Santos de Pelé e foi campeão brasileiro de 1959. Hoje, os clubes do Nordeste já iniciam o Brasileirão brigando para não cair”. Ademir da Guia, 72 anos, o maior ídolo do Palmeiras, usou esse exemplo para mostrar que o futebol brasileiro passa por uma crise técnica, onde os times dos grandes centros, como Rio e São Paulo, se nivelam aos nordestinos – há poucos dias, ABC e América, ambos de Natal, eliminaram, respectivamente, Vasco e Fluminense da Copa Brasil.

O “Divino”, como era apelidado nas décadas de 70 e 80, se limitou a falar sobre o panorama técnico do futebol brasileiro, deixando de mencionar o lado financeiro. A imprensa tem noticiado, quase que diariamente, a situação pré-falimentar de alguns dos grandes clubes que participam das quatro séries do Campeonato Brasileiro, revelando que, três ou quatro deles, anunciaram que abandonariam a competição, porque não conseguem levar seus torcedores aos estádios, mas só não o fizeram porque a CBF, a “mãe rica”, os ameaçou com pesadas multas e exclusão por dois anos de jogos oficiais.

Talvez tenha passado pela cabeça dos dirigentes do Vitória da Conquista, logo depois das terceira rodada do torneio da série “D”, com apenas um ponto ganho e sem chances de se classificar para a segunda fase, perder seus demais jogos por WO. O time conquistense, por falta de divulgação das suas partidas e de apoio dos desportistas e empresários da cidade, tem prejuízo financeiro toda vez que entra em campo. Os números podem ser consultados nos boletins publicados no site da CBF.

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“UMA CONQUISTA CASSADA” NO IHGMC

O livro “UMA CONQUISTA CASSADA – Cerco e Fuzil na Cidade do Frio” , de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário foi apresentado no Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (Minias Gerais) pelo diretor da instituição, Dario Cotrim que comentou o trabalho com os membros do IHGMC.

DOC IHGMC - Cópia





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