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OS QUE SE FORAM PERMANECEM VIVOS EM NOSSA MEMÓRIA CULTURAL

Nos últimos anos, principalmente do ano passado para cá, muitos incentivadores, pensadores e defensores da nossa cultura se foram, deixando uma lacuna em Vitória da Conquista, mas essas pessoas vão permanecer vivas em nossas mentes, com mais forças para continuarmos firmes nesta jornada que, infelizmente, conta com poucos apoiadores.

Com seus passos de sabedoria e desapego, essa gente deixou suas marcas registradas num trabalho incansável de promoção da cultura, por amor, sem interesses pecuniários. Mesmo sem o devido reconhecimento de gratidão de boa parte da sociedade, devemos seguir suas pegadas e nunca negar aos outros o conhecimento que aprendemos da escola acadêmica e da vida, esta a mais consistente e duradoura. Têm muitos que morrem como fantasmas.

A lição que nos deixam é nunca sermos egoístas, mas persistentes nos momentos mais críticos e difíceis, porque não faltam aqueles que torcem a cara e acham que os fazedores de cultura não passam de idealistas sonhadores, desprovidos de bens materiais e sem futuro. São os mais ricos e os menos valorizados. Nessa caminhada, são muitos os que só dão espinhos e poucos os que oferecem flores. Uma só pétala já basta para superar sacrifícios e não ser apenas um vulto nesta multidão.

Já dizia um filósofo que a vida é um bem incerto, e que a morte um mal certo. Mas, do incerto você pode fazer muitas coisas certas e tornar a morte um bem para cada alma que fica. Fizeram-nos bem as últimas pessoas que se foram, como o jornalista e historiador Luis Fernandes que sempre se mostrou preocupado em resgatar a nossa memória cultural, pesquisando e levantado dados da nossa história.

Há cerca de um ano, ou pouco mais que isso, partiu para o além o meu amigo e companheiro poliglota e intelectual Sérgio Fonseca, com o qual convivi no jornal “A Tarde” e tive a honra de substituí-lo na chefia da Sucursal desse impresso em Vitória da Conquista. Quando se foi, infelizmente era pouco conhecido, inclusive de grande parte da mídia, mas, com seus serviços prestados, nos deixou um grande cabedal. Pouco foi homenageado em vida e na morte.

Infelizmente, nosso sistema social e político tem como uma de suas péssimas características não valorizar a meritocracia. As pessoas mais preparadas são pouco aproveitadas. Recentemente, partiu também para o outro lado, a nossa guerreira e professora do projeto Proler, Heleusa Câmara, uma insistente na luta pela alfabetização de detentos e de todos aqueles que viviam à margem do ensino. Foi uma grande incentivadora da leitura, justamente nesses tempos tecnológicos da internet em que poucos têm o hábito de ler.

Quantas pessoas Heleusa tirou da escuridão da vida, para ver o mundo de outra forma, através do conhecimento! Não somente isso, ela com sua crença naquilo que fazia, devolveu à comunidade muita gente que vivia fora dela. Lembro dela em minhas entrevistas jornalísticas quando detalhava minuciosamente, com sua paciência, suas propostas de tornar as pessoas mais humanas e educadas.

Nesta semana, lá se foi, mas continua conosco, o nosso “Fera”, como assim tratava os amigos, o ator Gildásio Leite. Minha aproximação com ele não tinha muito tempo, mas foi o bastante para aprender com Gildásio muita coisa, como bondade e generosidade, sem falar na sua ponderação na análise de certos problemas.

Há uns três anos, viajei com ele e o professor Itamar Aguiar, para uma feira do livro em Lençóis, na Chapada Diamantina, onde ele aproveitou para realizar uma série de entrevistas com o cineasta Orlando Sena. Foi quando trocamos muitas ideias tomando umas geladas e passei a chama-lo de grande garimpeiro. Não se queixava, e sempre estava otimista com a vida. Na última vez em que nos falamos, pediu meu livro “Uma Conquista Cassada” para extrair alguns subsídios para um documentário que estava elaborando. Não me recordo agora o assunto. Gildásio divulgou muito Conquista nos filmes e nas peças em que participou.

 

 

A JANGADA E O MANGUE

 

Foto do jornalista Jeremias Macário

 

Num pedaço da natureza ainda exuberante do mangue, lá vão os pescadores solitários aventureiros em sua jangada, procurando o melhor lugar para fisgar o peixe e os mariscos para o sustento de suas famílias. O trabalho não é nada fácil nestas serenas águas, mas eles têm o privilégio de curtir esta poética paisagem que nos remete ao passado.

NÃO LEVE MEU CHAPÉU, NÃO

Poema de autoria do jornalista Jeremias Macário

Nas memórias da viola

Filosofias de altas horas

Galopeia o verso do cordel

Cantorias, causos e estórias

Nas noites etílicas do Sarau

E cada um arruma seu chapéu

Do Espaço Livre Cultural.

 

Meu senhor, minha senhora!

Meu chapéu é poema e louvação!

Por favor, quando for embora

Não leve meu chapéu, não

Se esquecer, ligue sem demora

Que eu lhe conto toda história

De como nasceu esta coleção.

 

Daqui pra lá, de lá pra cá

Das noites do Vinho Vinil

Um conto entrou, outro saiu

Verbo e até o “Baú do Raul”

Dos chapéus e dos livros mil

Se algum deles você levar

De tristeza vão se acabar.

Cante até o raiar do dia

Pra não esquecer, repita agora

Arara, ararinha, ararão

Lembra espécie em extinção

Como rara planta da flora

Por favor, não leve não

Que meu chapéu é inspiração.

OS DOMINGOS SEM FUTEBOL

Carlos Albán González – jornalista

Jeremias, no seu abalizado comentário sobre a ausência de iniciativas culturais e de entretenimento em Vitória da Conquista, principalmente nos finais de semana, peço sua permissão para ocupar este espaço a fim de emitir minha opinião. Na verdade, concordo plenamente com as suas críticas. Enquanto o poder público se omite, os empresários do ramo promovem shows com intérpretes do axé, do sertanejo e do pagode, como se o conquistense não aprecie uma cultura de boa qualidade.

Por uma questão de justiça devo destacar o retorno à atividade do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, que, nos últimos meses, tem trazido a esta cidade companhias de teatro e de dança clássica, orquestras sinfônicas e cantores de renome no cenário artístico nacional. Falta à direção da casa de espetáculos divulgar, com antecipação, sua programação, pelos meios de comunicação ou pelas redes sociais.

Residindo há quatro anos em Vitória da Conquista continuo recebendo, por e-mail, o programa de eventos culturais de duas instituições sediadas em Salvador com raízes espanholas: o Instituto Cervantes, subordinado ao Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha, e a Associação Cultural Hispano-Galega Caballeros de Santiago, fundada em 22 de novembro de 1960 por um grupo de imigrantes provenientes da Galícia.

Caro colega, na condição de profundo admirador do esporte, incluo entre os seus queixumes a ausência de competições nos campos, quadras, pistas e piscinas. O futebol, praticado em qualquer vilarejo do país, passa por uma crise administrativa e técnica, revelada no abandono de seu principal palco e na ausência dos gramados do seu time de maior destaque.

Na tabela do Campeonato Baiano de 2019, divulgada pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), constam as palavras “a definir”, aludindo aos quatro jogos que o Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista tem programado para realizar diante de sua torcida, todos em domingos, sendo que dois deles, contra Bahia e Jequié, são apontados como os de maior presença de público.

Mais antigo do que seu coirmão, o Conquista F. C. ressurgiu em 2018, disputando a 2ª divisão do futebol baiano. Terminou em quarto lugar entre seis concorrentes. As peças do uniforme azul e branco voltaram para o armário e não serão exibidas este ano.

Depois de se submeter a três vistorias por parte da FBF o Estádio Lomanto Júnior ainda não está em condições de receber os jogos do “Baianão” – eu chamaria de “Baianinho”, pelo reduzido período de disputa. Na última inspeção, dia 12 deste mês, o assessor da FBF Jorge Inácio Diniz condenou um esgoto aberto atrás dos vestiários, o sistema de iluminação e a falta de local de trabalho para a imprensa escrita.

Pelo menos, o gramado de um milhão de reais, o “bermuda tifway”, que estava sendo “assaltado” por ervas daninhas, já pode ser utilizado. O andamento dos trabalhos de recuperação do “Lomantão” não tem podido ser acompanhado pela imprensa, diariamente barrada nos portões do estádio. A prefeitura garante que no dia 3 de fevereiro, data do primeiro jogo do Conquista em casa, “tudo estará perfeito”, afirma o prefeito Herzem Gusmão.

Sepultadas as esperanças do Sub-20 do Conquista na Copa São Paulo de Futebol Júnior, desclassificado na primeira fase, com duas derrotas e um empate, a direção do clube alviverde está voltada para o time profissional, com estreia no Campeonato Baiano no próximo dia 24, diante do Vitória, em Salvador.

Fora das competições de âmbito nacional (Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Brasileiro), o Conquista terá que fazer uma boa campanha no Baianão, visando sua presença nos torneios de 2020. O time alviverde fará um máximo de 13, se chegar às finais, e um mínimo de nove partidas. Suas atividades em 2019 serão encerradas em 17 de março ou 21 de abril. O quê será feito até janeiro de 2020 é uma incógnita. Já o torcedor terá a certeza de que passará muitos domingos sem o futebol.

 

UMA CIDADE SEM OPÇÃO EM FINAL DE SEMANA

Citei aqui por várias vezes que Vitória da Conquista é uma cidade sem opção de lazer e cultura em final de semana. Normalmente, o conquistense só encontra um bar ou restaurante para levar a família, os amigos e bater um papo ou jogar conversa fora. Como todos já sabem, Conquista é uma cidade sem rios, cachoeiras ou uma praia para curtir, mas poderia ser diferente.

A terceira maior cidade da Bahia em população e de economia pujante, que se desenvolveu num ritmo acelerado nos últimos anos possui equipamentos que poderiam até servir de atração turística para seus moradores e até para visitante, isto se houvesse um trabalho conjunto de aproveitamento entre o poder público e privado, numa parceria de investimentos e concessões.

Primeiro quero falar da Serra do Periperi que continua subutilizada e sem uma estrutura adequada de segurança para se tornar num parque de visitação todos finais de semana. Poderia ali serem criadas trilhas, passando pelo Cetras (o centro de tratamento de animais), seguindo até o Monumento ao Cristo de Mário Cravo, com quiosques e até de brincadeiras para crianças, terminando o passeio na reserva florestal do Poço Escuro.

Trata-se apenas de uma área a ser explorada onde todos poderiam utilizar com segurança. Estes pontos são pouco visitados porque as pessoas têm medo de serem assaltadas, e não existem uma programação de guias e efetiva segurança. As trilhas, com certeza, iriam proporcionar bem-estar e estado de descontração em contato com a natureza, sem contar o efeito de preservação da Serra.

Outro local subutilizado, de propriedade particular, é o Parque de Exposição Agropecuária, outro símbolo tradicional da cidade. Por falta de “recursos”, segundo a diretoria da Cooperativa que administra o local, infelizmente, não haverá exposição neste ano. Depois dos eventos, toda extensão do parque fica praticamente sem uso durante todo ano, a não ser alguns shows fechados e o Festival de Inverno.

A classe empresarial de um modo geral sempre se acostumou (e isso virou uma cultura) a ter os subsídios do poder público, tanto municipal, estadual e federal para colocar uma programação em funcionamento. Por que não tornar o parque viável economicamente através da utilização dos espaços com a instalação de bares e restaurantes, apresentação de shows artísticos, feiras de artesanatos, atividades culturais, parque de diversão para a criançada e outros atrativos nos finais de semana?

Entendemos que não é fácil quando se trata de uma convocação da classe para uma empreitada dessa natureza, mas nada que um bom projeto não consiga colocar uma ideia desse porte em prática. Todos iriam ganhar com isso, não somente a comunidade que sente tanta falta de opção de lazer e entretenimento.

Sem querer me estender mais no assunto de que falo no título do meu comentário, existe ainda outro ponto em Conquista que está morrendo ou já morreu pelo total abandono e sujeiras dos esgotos dos bairros vizinhos. É o o caso da Lagoa das Bateias que poderia ser mais um grande atrativo de opção nos finais de semana.

Existem outros lugares subutilizados, como na zona oeste, mas como não existe uma política turística e cultural, só na Avenida Olívia Flores se realiza alguma coisa, vez por outra, como corridas, sem contar os amantes das caminhadas, corridas e praticantes de bikes. Os poucos eventos, de iniciativa de alguma entidade ou empresa, sempre só acontecem ali, frequentado apenas pelos moradores do Candeias e adjacências.

NÃO É COM DECRETO DE ARMAMENTO QUE SE VAI ACABAR COM O BANDITISMO

Pode ser engano, ou ainda é muito cedo para se definir conceitos, mas os primeiros sinais dão conta de que o nosso país vai mesmo entrar na bolha do retrocesso no campo das ideias no âmbito interno e externo. As posições e os comportamentos do novo governo do capitão nos levam nesta direção. O tempo dirá se tudo isso não passa de um equivoco, ou, se lamentavelmente, é o que irá acontecer.

Seguindo a trajetória da bala, o capitão vai assinar um decreto para facilitar a posse de arma para que os cidadãos tenham o legítimo direito de defesa de suas vidas e de suas propriedades, especialmente daquelas situadas no meio rural. Não está se arguindo aqui se a medida é ou não constitucional, mas não é com mais armas nas mãos que se vai combater a onda de criminalidade que tomou conta do Brasil.

Mais uma vez, as pessoas estão sendo iludidas por uma falsa segurança, ou solução do problema, quando a questão do país é muito mais profunda, de ordem econômica e social, que vem se arrastando ao longo dos anos, principalmente com a usurpação do poder pelos mais fortes esmagando os mais fracos. Quem mais ganha com isso é a indústria do armamento, obedecendo a um novo consenso da bandeira norte-americano.

A não ser os pés de chinelos, que estão fora desse esquema, os bandidos hoje atuam em quadrilhas organizadas, como os corruptos, e têm suas estratégias do chamado elemento surpresa para atacar. Além de bens e objetos, vão ter mais armas para roubar, com esquemas mais ousados como fazem nas cidades nos assaltos contra caixas bancários.

Glória à liberdade de expressão que ainda gozamos nesses novos tempos, não é somente sobre este decreto que quero expor minha opinião. As primeiras trombadas do presidente-capitão, que sempre está perambulando pelos quartéis-generais, já eram esperadas pelo seu despreparo, mas não nos assusta tanto como os comentários fundamentalistas da sua ministra Damares, e as indicações de privilegiados políticos, coisa que tanto condenou com veemência. A política externa vai isolando o Brasil que lá fora está sendo vista como fascista.

Primeiro vamos ao caso de que menino veste azul e menina veste rosa, que é menos ofensivo que pretender expurgar das escolas o estudo da evolução dos seres, e confundir ciência com fé religiosa. Será que vem por aí uma inquisição à brasileira em pleno século XXI? Vai haver uma depuração do que se pode ou não se aproveitar da ciência nas salas de aula? A teoria da evolução nada tem a ver com a fé, nem com ateísmo ou monoteísmo.

E quanto a posição retrógrada da ministra de que estudante não deve fazer curso em outra cidade ou estado, e sim onde vivem seus país? Só faltou ela dizer que somente ao homem é permitido, porque era assim nos tempos coloniais e do coronelismo quando o pai mandava o filho para Coimbra (Portugal) ou para a Sorbone, na França. Com toda esta evolução tecnológica (olha aí a palavra evolução!) e a aspiração do jovem em crescer e se amadurecer lá fora, o Estado vai criar a figura do fiscal da família?

Pelo panorama que se apresenta, nada muda no campo dos privilégios dos poderes, e as promoções de amigos vão continuar, como ficaram evidentes as indicações do filho do vice- presidente general para o Banco do Brasil e do queridinho do capitão para uma gerência da Petrobrás. Logo a coitada da Petrobrás que tanto foi bombardeada no governo do PT!

Outros sanguessugas da nação vão se apoderar e se incorporar aos já existentes. O pasto vai ficar mais verde para os militares que já exigem privilégios na decantada reforma da previdência social. O problema do Brasil vai muito além da corrupção, que já transformou o Brasil numa terra arrasada. O miolo das frutas para as castas, e as cascas para o povo. Mudam-se apenas os bois…

AS CURIOSIDADES GREGAS – FILOSOFIAS E SABEDORIAS (FINAL)

ARISTÓTELES – Além de ficar de luto, Aristóteles elevou um altar em honra ao seu mestre Platão. Foi seu aluno durante vinte anos. Sua preferência era a matemática. Escreveu prosa embaralhada e complicada, cheia de divagações literárias e iluminações poéticas – assim descreve Indro Montanelli, autor de “História dos Gregos”.

Sobre Platão, é difícil resumir a doutrina do filósofo. Nietzsche chamou-o de pré-cristão por certas antecipações teológicas e morais. No campo moral era puritano. Em política foi totalitário que, “se vivesse hoje receberia o prêmio Stalin”. Afirmava que a disciplina vale mais do que a liberdade de pensamento e que a justiça é mais necessária do que a verdade.

Quando Platão morreu, Aristóteles emigrou para a corte de Hermíades, pequeno tirano da Ásia Menor e casou-se com sua filha Pítia. Ia ali fundar uma academia, mas vieram os persas e mataram o rei. Aristóteles conseguiu fugir para Lesbos. Em 343 a.C. Filipe, da Macedônia, o chamou para Pela para educar seu filho Alexandre.

Cumpriu tão bem sua tarefa que Filipe o fez governador de Stagira. Gostaram tanto da sua atuação que transformaram a data de sua nomeação num acontecimento festivo. Com senso claro de divisão de trabalho, reuniu seus alunos em grupos, confiando a cada um uma tarefa escolar bem definida.

Era reservado, metódico e preso ao horário como um burocrata. Ensinava passeando com os alunos ao longo dos pórticos que circundavam o liceu. Por isso que sua escola se chama peripatética (ambulante). Foi o primeiro a tentar uma classificação das espécies animais, dividindo-os em vertebrados e invertebrados. Tinha um fraco pelos anéis, com os quais enchia os dedos até os fazer desaparecer completamente.

Na política propôs uma timocracia, uma combinação de democracia e de aristocracia, garantindo o governo de pessoas competentes e reprimindo os abusos de liberdade. Quando Alexandre, o Grande  morreu, ele foi acusado de impiedade. Aristóteles compreendeu que a defesa seria inútil e abandonou a cidade. Não quero que Atenas se manche com um delito contra a filosofia. À revelia, o tribunal condenou-o à morte. Pouco tempo depois morreu, não se sabe se por doença de estômago ou por cicuta, como Sócrates.

O HELENISMO E OS DIÁLOGOS – Com a morte de Alexandre, nasce o período helenístico na história da Grécia até a conquista romana. As cidades gregas, como Esparta, Atenas, Corinto e Tebas foram cedidas aos reinos periféricos. Os oficiais de Alexandre repartiram entre si o Império. Lisímaco ficou com a Trácia, Antígono com a Ásia Menor, Seleuco com a Babilônia, Ptolomeu com o Egito e Antípatro com a Macedônia e a Grécia.

Diz o escritor do livro, que a história é tão monótona como as misérias dos homens que a formam. Antígono julgou ter forças para reunir em suas mãos o Império, mas foi batido pela coligação dos outros quatros. Seu filho Demétrio Poliorcetes limitou suas ambições à Grécia. Expulsou os macedônios e foi recebido em Atenas como ”libertador”. Transformou o Panteão numa orgia e o regime numa anarquia. Aventurou-se a uma série de campanhas contra Ptolomeu e Seleuco, que o derrotou e o obrigou ao suicídio.

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NA SOLIDÃO DA NOITE  – Foto de Jeremias Macário

Quando a cidade dorme, sempre tem alguém para apreciar as belezas da noite onde se pode mergulhar em si mesmo Não importa que a igreja esteja fechada. Sua oração tem o mesmo valor para sua viagem interna e externa.

 

 

ESQUINA DASDOR

Com seu casaco surrado,

Angústia no peito varado,

Viver ou morrer como for,

Pelo açoite cruel do tempo,

O filho do vento do interior,

Lá das bandas dos cafundós,

Foi pra cidade dos mocós.

 

Ainda com a poeira nos pés,

Um velho com prato na mão

Olhou bem pra ele e apontou,

Vê aquele verde casarão,

Ali, naquela esquina, moço!

Foi onde nasci e me criei;

Vivi e curti como um rei,

Até perder tudo no jogo

Com mulheres dos cabarés.

 

Como num caso de sina,

O senhor riscado pela idade,

Contou-me suas histórias

De dias festivos e glórias

Daquela libertina esquina,

Que tinha até assombração,

Como a do diabo Diogo

Que toda a meia noite,

Galopava num cavalo de fogo,

Com um tridente reluzente,

Como o sol quente do sertão.

 

Nessa penada travessia,

Como fugido clandestino,

Com sua velha capanga vazia,

Sabedoria de pouco ensino,

Ele só via naquela esquina,

Da lanchonete “Formosura”

A linda moça de nome Dasdor

Com seu jeito doce de menina,

Sorriso inocente de uma flor,

Torturada pela dita ditadura.

Naquela histórica esquina,

Onde muita gente conspirou,

Fez-se até golpe e revolução,

Cruzaram escravos e senhor,

Pecador e santo barro de andor,

Viveu um grupo de ideário

Que o tirano cruel ditador

Fez o seu rito sumário

E os rebeldes enforcou,

Sempre nasce outra Dasdor,

E outro sonho libertador.

 

 

PERTURBAÇÕES NO PARADISE EVENTOS

Uma casa de eventos instalada na rua “G” (Veríssimo Ferraz de Melo), Bairro Jardim Guanabara, ou Filipinas (as denominações são variadas), há uns três anos vem perturbando e tirando o sossego dos moradores, principalmente  idosos, durante suas festas que atravessam madrugadas. Muita gente tem reclamado dos barulhos do som e da zueira de participantes que perdem o controle do bom senso e do respeito depois das bebedeiras.

No último sábado (dia 5/01) numa dessas festas, muita gente passou a noite sem dormir, e lá pela madrugada, por volta das três horas da manhã, chegou haver até tiroteio, e o motorista de um carro por pouco não atropelou um grupo de jovens que fazia badernas num das ruas próximas ao Hospital de Base. Por pouco não houve morte ou uma tragédia, conforme narrou um vizinho da casa Paradise Eventos.

A rua é tranquila e deserta, especialmente durante à noite, mas tudo se transforma quando há festa no local, nos finais de semana, sempre terminando pela madrugada. Nas proximidades moram muitos idosos, inclusive pessoas doentes, sem contar crianças, que não conseguem dormir. Muitos já estão cogitando em fazer um abaixo-assinado para abrir uma reclamação junto ao Ministério Público, à Prefeitura ou a uma autoridade policial. Afinal de contas, trata-se de uma área residencial.

Quando não existem brigas, muitos resolvem beber na rua já em estado alterado e terminam urinando nas portas e deixando copos plásticos e outros objetos. Certa vez, um vizinho ficou furioso com a situação de desrespeito e até ameaçou partir para agressão se esses fatos se repetissem em sua porta. A Prefeitura ou algum órgão precisam tomar uma providência antes que aconteça o pior.





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