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ITAMAR INDICA E COMENTA ARTIGO DE ORLANDO SENNA

Faltam poucos dias para as eleições presidenciais do Brasil e não creio que, até lá, apareçam novidades importantes sobre a questão audiovisual, seja nas manifestações do setor, seja nos programas de governo das principais candidatas, Dilma e Marina. Os artistas, trabalhadores e empresários do ramo fizeram sugestões e reivindicações, as mais recentes no Festival de Brasília (o documento “Por uma primavera do audiovisual brasileiro”, com divulgação na internet). As candidatas não fizeram mudanças no que já estava dito em seus planos de governo, também bastante divulgados e resenhados neste blog, onde dediquei dois artigos sobre o assunto.

A minha opinião é que o próximo governo deve fortalecer ainda mais a Ancine-Agência Nacional de Cinema e sua política de expansão da atividade e, ao mesmo tempo, debelar a crise de crescimento da instituição, promovendo ajustes preventivos e cirúrgicos principalmente no que se refere à burocracia; que a prioridade da agência seja a veiculação do conteúdo brasileiro em todas as mídias; que a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura volte a ter importância estratégica e política, com foco na cultura audiovisual e exercendo complementaridade com a Ancine, com foco no mercado; que o novo governo tenha a plena compreensão da importância medular do audiovisual na economia e nas soberanias nacionais no século que vivemos e a inteligência de promover um marco regulatório da atividade, abrangente, contemporâneo e democrático.

E que a aposta maior seja no poder de criação, invenção e coragem de nossos artistas. Disto tive mais uma prova contundente nos últimos dias, participando do 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A curadoria do festival decidiu selecionar para a premiação oficial apenas filmes representativos da mais recente onda artística nacional, uma geração com novas propostas quando ainda estamos saboreando a onda anterior, o impactante cinema de Cláudio Assis, Karim Ainoux, Sérgio Machado, Marcelo Gomes, Lírio Ferreira, Paulo Caldas, Cléber Mendonça Filho, Hilton Lacerda, Cao Guimarães, José Padilha e outros brilhantes cineastas.

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OS IRMÃOS SIAMESES

No campeonato baiano os times do Bahia e do Vitória deitam e rolam com direito a cartolagens e erros graves dos despreparados árbitros.  Nem é preciso ter bola cristal para saber que sempre disputam a final do certame, com raras exceções de uma ou outra agremiação do interior, e isso leva anos para acontecer. Ainda chamam isso de “Baianão”.

Pela estrutura futebolística, tirando o Bahia e o Vitória, que no brasileiro podem ser considerados como médios, os times pequenos do interior são amadores que se arrastam em dívidas, mesmo com uma folha de pagamento que equivale ao melhor jogador de um dos dois da capital. O Vitória da Conquista, por exemplo, foi uma decepção na divisão “D” do brasileiro.

No campeonato brasileiro, o BAVI é um vexame e uma vergonha só. Os dois mais parecem irmãos siameses de tão grudados e ligados que ficam na tabela de rebaixamento. Um sobe e outro desce em cada disputa. Tem 26 anos que o Bahia foi campeão nacional e o Vitória já tentou, mas nunca chegou lá. Todo início de temporada contratam uma carreta de jogadores que não valem por um craque de verdade.

Não quero entrar aqui na questão da educação, da cultura, da música e do desemprego, mas a Bahia está lá embaixo da tabela até no futebol. Aí vão dizer que a Bahia tem dois times na primeira divisão, só que pelo que fazem em campo nem deveriam estar lá. Servem de piadas para a mídia do sul.

O mais hilário de tudo isso são os jornalistas e cronistas baianos que tentam, de toda forma, empurrar e torcer pelos “representantes baianos” no campeonato. Quando começa a rolar a bola é um tal de fazer contas de matemática e geometria que se os antigos gregos e egípcios retornassem ao mundo teriam muito o que aprender! É um tal de secar os adversários que até esquecem de jogar!

Quando perdem, o juiz, o estádio e até a grama são os verdadeiros vilões. Na mídia esportiva, o clássico BA X VI é a maior sensação do planeta e quando um vence até parece um final de campeonato de tantas comemorações dos atletas e torcedores. Quando um jogador faz um gol da vitória vira logo herói e é notícia para toda semana. Suas famílias e suas origens são reviradas e dessecadas.

A crônica esportiva sempre se esquece de falar do outro lado da realidade como fez com a seleção brasileira na Copa do Mundo quando perdeu de 7 a 1 para a Alemanha e depois tudo permaneceu como antes, iniciando com o Dunga retranqueiro e cabeça dura como o Filipão. Triste futebol! Triste Bahia e Vitória!

 

NA ESTRADA COM A POESIA

FOTOS DIVERSAS 072 - Cópia

A DOR DO RETIRANTE

Jeremias Macário

 

Ai, meu Deus!

O açude secou,

e só ficou o mandacaru,

nessa solidão do tempo,

sem o sapo cururu,

nem o sinal do vento,

nem no campo uma flor.

 

Ai, meu Deus!

Vou embora do Nordeste,

vou deixar o meu sertão,

pedir a benção da minha mãe,

pra noutra terra ser peão,

cortar cana nos canaviais,

ser escravo de bacana,

e vagar nas transversais.

 

Ai, meu Deus!

Que dor doída danada,

misturada com lamento,

ver toda a minha gente,

partir como retirante,

sem água, sem lavoura,

perder todo alimento,

o rebanho e a semente,

nesse sol escaldante,

sem nascer um rebento.

 

Ai, meu Deus!

Tudo aqui virou ruínas,

de famílias amontoadas,

filhos soltos desgarrados,

vivendo como marginais,

nas esquinas das esmolas,

como alvo das chacinas,

sujos e cheirando colas,

nas cidades infernais.

 

Aí, meu Deus!

Proteja nosso povo,

para um dia nós voltar,

quando o tempo melhorar;

cuidar das nossas roças;

fartura para vender e dar;

aumentar nossos ganhos,

sem nunca mais  na vida,

em terras de estranhos,

viver de mendigar.

 

 

 

CURTA AS CURTAS

DUAS BARRAGENS?

Há anos que os conquistenses sofrem com as constantes crises no abastecimento de água, dependendo das barragens de Água Fria I e II, em Barra do Choça, comprovadamente insuficientes para atender a demanda de mais de 300 mil habitantes. As promessas mais concretas de solução do problema datam da década de 2000 pra cá. Agora, no bojo das eleições o Governo do Estado está anunciando a construção de duas barragens, uma no rio Catulé e outra no rio Pardo. Esta última já foi idealizada desde a criação da Sudene na década de 60. Dá para acreditar? Ainda pedem para não se perder a esperança neste país! É muita gozação! Por isso é que eles estão rindo nos cartazes!

INFERNO!

O trânsito no centro da cidade de Vitória da Conquista virou um verdadeiro inferno para motoristas e transeuntes, sem nenhum sinal de controle. Nas ruas estreitas Dois de Julho, Francisco Santos, praça Caixeiros Viajantes (praça do Índio), início da avenida Siqueira Campos com o fundo do Banco do Brasil, por exemplo, os ônibus travam o trânsito quando entram e saem do Terminal Lauro de Freitas. Sem fiscalização e cada um fazendo o que bem quer, ficou insuportável circular de carro no centro da cidade. Até quando esta situação vai perdurar?

CADÊ A JUSTIÇA ELEITORAL?

Estamos chegando à reta final da campanha eleitoral e desde o início, em agosto, centenas de cartazes e placas de candidatos invadiram os canteiros das avenidas Bartolomeu de Gusmão, Olívia Flores e a Juracy Magalhães, principalmente, numa flagrante desobediência á lei eleitoral que proíbe essas peças nesses locais. Cadê a Justiça Eleitoral de Conquista? Faz de conta que nada vê. Mesmo sem eleições, Conquista já está entupida de propagandas comerciais por todos os cantos, tornando a cidade mais suja, poluída e feia. É preciso que haja um ordenamento de despoluição visual por parte do poder público através de um projeto-de-lei da Câmara de Vereadores. Além da visual, temos ainda a poluição sonora do centro.

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ITAMAR INDICA E COMENTA ARTIGO DE ORLANDO SENNA

Dilma, Marina e o audiovisual

Como se diz aqui na Chapada Diamantina, “eleição e mineração só depois da apuração”. Tudo pode mudar, já que “política é como nuvem”, mas as pesquisas de intenção de voto para a presidência da República apontam Dilma e Marina enfrentando-se em dois turnos. E tecnicamente empatadas em ambos. O próprio Lula disse que estamos vivendo “o mais longo segundo turno da história”. Como essas duas mulheres guerreiras estão planejando a política audiovisual de seus possíveis governos?
Em seu plano de governo Dilma promete basear sua política cultural em três linhas: valorização da cultura nacional e diálogo com outras culturas, democratização dos bens culturais e da comunicação, instalação de um Sistema Nacional do Incentivo ao Esporte e Lazer (com instalação de 800 praças de esporte, cultura e lazer em todo o País).
Basicamente, Dilma se compromete a dar continuidade e desenvolver os programas culturais do governo Lula, assentando-se nos bons resultados obtidos pela extensão a todo território nacional das ações e recursos federais, pela inclusão social através da arte, pelos Pontos de Cultura e Sistema Nacional de Cultura. Enfatiza a implantação plena e o crescimento do Vale Cultura, mecanismo que proporcionará uma “nova geração de consumidores culturais”. Quanto à indústria audiovisual, aposta no programa Brasil de Todas as Telas, que teve grande impulso em 2013 e 2014. Leia-se: a Ancine será ainda mais fortalecida.
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BRASIL PARADO E NORDESTE ATRASADO

Nas estatísticas sociais e econômicas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referente a 2013, o Nordeste continua bem atrás em relação às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Brasil apresentou pequenas alterações de avanços e quedas em alguns segmentos. Para 2014, a sensação que se tem é de um ano perdido e de um Brasil parado no tempo.

Há mais de 50 anos se escuta dos governantes e políticos a pregação de redução das desigualdades regionais no sentido de fortalecimento do Nordeste em todos os setores, mas o país continua socialmente dividido com profundas diferenças de educação, renda, analfabetismo e desemprego. Quem vai fechar esta secular ferida da desigualdade regional?

O primeiro superintendente e um dos criadores da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), economista Celso Furtado, tinha a missão de reduzir essa desigualdade, mas no início do caminho dos anos 60 veio a ditadura civil-militar. De lá para cá a Sudene virou fonte de roubalheira dos mais espertos e foi se encolhendo até se tornar num escritoriozinho do qual pouco se fala.

Depois de 50 anos o Nordeste permanece léguas de distâncias do Sul e do Sudeste, conforme comprovam os dados do Pnad. A taxa de analfabetismo do país só caiu alguns pontinhos, passando de 8,7% em 2012 para 8,3% no ano passado. Para uma população total de 201 milhões de habitantes, o Brasil chegou, em setembro de 2013, com 13 milhões de analfabetos.

No país dos brancos e dos pardos (negros só 8,1%), mais da metade dos analfabetos (53,6%) estão concentrados no Nordeste, onde 16,6% dos maiores de 15 anos não sabem ler nem escrever. A região Sul, com 4,2% (veja a diferença) tem o menor índice de analfabetismo. Sudeste tem 4,7%, Norte 9,5% e Centro-Oeste 6,5%.

O percentual de crianças nas escolas (idade entre 4 e 5 anos) passou de 78,1% em 2012 para 81,2% no ano passado. Na faixa dos 6 aos 14 anos do ensino fundamental, a frequência sobe para 98,4%, o que não significa melhora na qualidade da educação, tanto que a participação cai para 84,3% no nível médio e 30,1% no grupo dos 18 aos 24 anos. Os especialistas no assunto não explicam os motivos da queda, mas é só raciocinar.

Quanto ao número médio de anos de estudos dos brasileiros, o percentual oscilou de 7,5 em 2012 para apenas 7,7 anos em 2013. Novamente entra o Nordeste com o pior desempenho registrado de 6,6 anos, contra 8,3 do Sudeste.

No quesito desemprego, o Brasil apresentou baixo crescimento dos postos de trabalho em 2013. A taxa de desemprego subiu de 6,1% em 2012 para 6,5% no ano passado (pior desempenho desde a crise de 2008/2009). No Nordeste (olha ele aí outra vez!) a taxa de desemprego avançou de 7,6% para 8% em 2013, contra 6,6% no Sudeste. Os números já dizem tudo.

A ENERGIA DA CAATINGA

Quem sai de Caetité em direção a Guanambi, logo após uns 15 a 20 quilômetros, entre a caatinga cinzenta da seca e a vegetação dos gerais, se depara com outra visão paisagística de torres gigantes que faz lembrar o livro D. Quixote, de Miguel de Cervantes.

Centenas de aerogeradores movidos pelo vento seco da caatinga se erguem até a entrada da cidade de Guanambi, transmitido energia eólica depois de mais de três anos parados por falta de linhas de transmissão da Chesf, período em que milhões de reais foram pagos à empresa Renova Energia pelos contribuintes sem que recebessem os devidos benefícios.

EÓLICA E SECA 003 - Cópia

As linhas de transmissão de energia só começaram a ser interligados às torres, chamadas popularmente de cata-ventos, somente há pouco tempo por falta de planejamento dos nossos governantes, como sempre acontece em nosso rico país de recursos naturais, cujo povo ainda é pobre e paga caro por falta de seriedade técnica dos projetos que levam anos para serem executados.

De simples decorações paisagísticas, cortando a BA-030, somente agora a energia está sendo extraída do vento da caatinga e dos gerais entre os pés de pequis. Como tudo é lento em nosso Brasil do futuro, quem atravessa este sertão do sudoeste vai notar também que as obras da Ferrovia Oeste Leste, a Fiol, estão paradas em vários trechos.

Em diversos pontos, depois de Brumado, na entrada de Ibiassucê e na chegada de Guanambi, só os sinais dos quebra-molas e algumas terras removidas ao longo da BA-262 e da BA-030. No mais, nesta época do ano, a seca castiga o sertanejo e deixa a caatinga cinzenta a perder de vista. Os animais estão sempre em torno dos tanques e lagoas aproveitando o pouco de água que ainda resta.

 

SOBRE NOSSAS FERROVIAS

NAZARÉ A SÃO ROQUE

Por decreto de 1.157, de 21 de agosto de 1912, o Governo desejava fazer uma ligação férrea de Nazaré a um porto nas águas da Baía de Todos os Santos, passando pelas cidades de Cachoeira e Maragojipe, conectando com o Ramal de Aratuípe. No contrato de arrendamento da Estrada de Nazaré figurava a obra, partindo desta cidade até São Roque. Para tanto, os estudos foram iniciados em 1922, a partir da Fábrica de Óleo, no cais do Porto de Nazaré, em direção ao povoado de São Roque.

Trem Maria-Fumaça - Cópia

No entanto, no contrato de janeiro de 1925 que reformou todos os outros acordos, não há mais referências à construção da linha. Somente em 1931, o interventor Juracy Magalhães mandou fazer sondagens no Porto de São Roque. De acordo com os estudos, o interventor aprovou o projeto em 1932.

Já em 1934, o Governo contraiu um empréstimo de 16 milhões de cruzeiros com a Caixa Econômica Federal (CEF) para construção da estrada até o Porto e reconstrução do trecho Mutuípe até Santa Inês.

Os trabalhos de campo foram iniciados em 1936, bem como instalada residência na vila de São Roque. Em 37 foi feito o assentamento da linha de 32 quilômetros.

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PEDRAL INDICA PROJETOS

PEDRAL III - Cópia

Sua história e trajetória política ao longo da sua vida não terminam com sua morte em 16 de setembro último. Suas ideias e ideais foram além de Vitória da Conquista. Em seu aniversário, no dia 12 do mesmo mês, o ex-prefeito Pedral Sampaio, antes de declarar injustificável a demora na construção do novo aeroporto, deixou por escrito e assinado um documento onde sugere a realização de vários projetos para o futuro desenvolvimento do município.

No capítulo sobre “Conquista e a Vocação para o Progresso”, Pedral convoca o leitor a confrontar a Conquista antiga com a atual e lembra a estrada de rodagem ligando a cidade com Jequié, construída nos anos 40 do século XX. Na metade da década de 70 só a vila de José Gonçalves tinha energia elétrica fornecida pela Coelba, e Iguá só veio ter o primeiro ginásio na década de 80.

Ao citar que Conquista ainda é pobre em atrações turísticas, Pedral sugere projetos de criação do Parque da Cidade, Mirantes da Caatinga e da Santa Marta (Serra do Periperi), Lagoa do Lomanto associada ao estádio do mesmo nome, o Centro Administrativo Municipal em ligação com a Lagoa das Bateias, além de bosques distribuídos pela cidade, os quais se somariam aos pontos mais atrativos já existentes, como Praça Tancredo Neves, o Cristo e o Poço Escuro. No âmbito cultural, o ex-prefeito ainda indicou as instalações do Museu do Caixeiro Viajante, Museu do Artista Conquistense e do Fotógrafo.

Na sua concepção, o Parque da Cidade seria o carro-chefe dos projetos em virtude da importância da obra que ocupará vinte quilômetros de extensão numa área a partir da margem direita da Av. Bartolomeu de Gusmão (sentido Itambé), onde outrora se localizava o antigo Aguão, até a barra do Riacho de Santa Rita, afluente do rio Verruga, com cobertura das matas Atlântica e Ciliar e árvores frutíferas, tornando-se um Corredor Ecológico.

Av. Integração 2 - Cópia

Fotos de José Carlos D´Almeida

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JORNALISTA LANÇA LIVRO EM CAETITÉ

Jornalista Jeremias Macário lança obra única sobre ações da ditadura no interior da Bahia

Na última sexta-feira (12/9) o autor Jeremias Macário lançou em Caetité, com apoio da INB- Indústrias Nucleares do Brasil e Academia Caetiteense de Letras,  o livro “Uma Conquista Cassada”. O evento aconteceu na Câmara de Vereadores.

LIVRO CAETITÉ - Cópia

Morando em Vitória da Conquista há mais de vinte anos, para onde se mudara como chefe da Sucursal do jornal A Tarde, Jeremias Macário realizou por sete anos uma detalhada pesquisa sobre a ditadura militar no interior baiano e que veio a culminar com o lançamento da obra “Uma Conquista Cassada: cerco e fuzil na cidade do frio”.

Foram entrevistadas mais de trinta pessoas, que viveram ou testemunharam aquele período, somadas à pesquisa em vários jornais da época, atas da Câmara de Vereadores e registros do período em que Pedral Sampaio foi prefeito de Vitória da Conquista. O lançamento coincidiu com o aniversário de 89 anos do político, cassado pela ditadura militar, que veio a falecer no dia 16 do mesmo mês. Por sinal, foi o último livro que o ex-prefeito leu no leito do hospital Samur.

O lançamento em Caetité foi resultado da parceria entre o Poder Público Municipal, através da Secretaria de Cultura, da Academia Caetiteense de Letras e das Indústrias Nucleares Brasileiras.

Falando pela Academia, o presidente Luiz Benevides ressaltou a importância memorial realizada pelo jornalista. Presente no evento, a caetiteense Renata Santos afirmou que é “bacana estar na minha cidade, e ter Jeremias – uma referência em seus tempos de faculdade – trazendo esta contribuição para a história”. O acadêmico Romilton Ferreira enfatizou que a ditadura militar precisa de um registro mais amplo, relembrando a importância da luta do pastor Jaime Wright e os caetiteenses que foram presos e torturados.

Jeremias agradeceu a oportunidade de vir a Caetité e reforçou que o livro será vendido na Banca de Pêga ao valor promocional de R$ 35,00. Na oportunidade, o autor concedeu entrevista aos locutores das rádios locais presentes.

 



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