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UM FUNDÃO FEDORENTO

As aves de rapina do Congresso Nacional não param de mostrar suas garras mortíferas contra o Brasil e o seu povo, como se não bastasse um poder executivo desastroso e destruidor do nosso patrimônio. Dessa vez, deputados e senadores criaram um Fundo Eleitoral de quase seis bilhões de reais (era dois bilhões) para gastar na cata de votos para suas reeleições.

É mais uma excrescência nacional quando negaram uma verba de dois bilhões para que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizasse o censo demográfico neste ano, que já deveria ter sido em 2020. Nada para a pesquisa e a ciência e tudo para suas farras nababescas a fim de continuarem fazendo seus malfeitos, corrupção, propinas e rachadinhas.

Até quando vão continuar destruindo o Brasil, tão rico e tão pobre, com 30 milhões vivendo na miséria passando fome? É um dos Congresso mais caros e que mais desperdiça dinheiro público no mundo. Não representa seu povo e, nessa hora, elementos da esquerda, centro e da direita se juntam para permanecerem mamando nas tetas do povo inculto e tratado pior que lixo.

São ratos, hienas e raposas na disputa pela carniça que, em toda véspera de eleições aparecem com suas emendas vergonhosas, mas, como o cão foge da cruz ou o vampiro da luz do dia, não querem nem falar de fazer uma Reforma Eleitoral para valer que termine com suas mordomias de verbas indenizatórias, reeleição, redução de parlamentares em geral e foro privilegiado. Cinicamente ainda chamam isso de reforma política, embutida nela um distritão, que para nossa gente soa mais como palavrão.

É um Brasil de terra arrasada que agora está preso na encruzilhada do retrocesso, do negacionismo da ciência e vivendo uma barbárie pior que na Idade Média. É um país que foi vendido por essa corja ao diabo chifrudo. Os ricos e poderosos transformaram o Brasil num curral de matança de gado ferrado, e ainda tem milhões que entregam suas almas em defesa desses genocidas.

O brasileiro de bom senso e mais inteligente não compactua com essa bandalheira insana e assassina, mas, infelizmente, ainda é uma minoria falante que é tratada de comunista que come criancinhas. A grande maioria é alienada, masoquista e não existe como ser humano consciente político.

Esse nosso povo acha que é civilizado porque tem um celular na mão para acreditar em falsas notícias e apoiar os demolidores do futuro. Essa gente oca que se satisfaz com um carrinho, uma graninha para uma farra no bar e visitar shoppings em final de semana, nem pensa na nova geração que ela mesmo gera como se fosse apenas uma realização pessoal para encher seu ego de uma falsa felicidade.

Já nos acostumamos e nos acomodamos com uma casta de poderes donos de um rebanho que se contenta com o pouco e com as sobras. É tudo como se fosse uma ordem natural das coisas que não pode ser mais mudada. Como um castigo divino do Deus que sempre assim quis.

Para que reagir contra esse sistema? É assim mesmo, e nada se pode fazer – dizem os submissos que já aceitaram suas condições de apenas coadjuvantes ou figurantes dessa nossa história macabra, desde os tempos coloniais. Os contestadores são simplesmente execrados como marginais da sociedade que devem ser recolhidos aos muros das lamentações para se purgar de seus pecados, como queixosos e ranzinzas.

Enquanto isso, eles lá de cima vão tratando o resto como bagaço, como se nem existisse, com direito a voto, mas sem voz. A camada debaixo apenas serve como adubo para eles plantarem suas lavouras que rendem farturas para suas mesas das orgias e bacanais. O pior é que os de baixo se odeiam, não se toleram, não se unem, se matam e banalizam a violência e a desgraça.

“Nesse conflito, na geração da violência, o mais forte acaba eliminando o mais fraco, mantendo, por este motivo, o ponto de vista de que a sua proposta, tanto quanto os seus atos, são moralmente justificados”.

A frase é uma citação de Senna; Souza, no livro “Remanso – uma comunidade mágico religiosa”, dos autores acadêmicos Ronaldo Senna e Itamar Aguiar, num comentário sobre a teologia da dominação do cristianismo em relação às religiões de matriz africana, que bem serve de ilustração para o tema em questão.

MAIS UM CASO PARA O ARQUIVO MORTO

Todas as vezes que policiais militares são assassinados, de imediato vem por trás disso um rastro de revanches e vinganças que terminam sobrando para pessoas inocentes e parentes. O caso dos dois agentes mortos na semana passada no distrito de José Gonçalves, em Vitória da Conquista, não é uma exceção.

É só relembrar a chacina ocorrida numa periferia da cidade, se não me engano, há onze anos. Praticamente uma família foi eliminada por justiceiros, e as investigações não deram em nada. Na época, um promotor e um juiz que estavam dando andamento ao processo chegaram a ser ameaçados.

Os métodos são sempre os mesmos, e as apurações nunca chegam a uma conclusão, como o fato do menino Maicon que foi vítima de uma ação atabalhoada da polícia. Os familiares pediram clemência e justiça, mas o corpo da criança não foi encontrado. Tudo ficou sem resposta até hoje.

Na ocorrência mais recente, o que se fala é que um grupo de ciganos matou dois policiais que, segundo informações do próprio comando e de um delegado civil, estavam numa diligência investigativa, só que não esclarece que tipo de investigação.

Será que se tratava de uma espionagem atentatória contra a segurança nacional? É um segredo de Estado que não pode ser revelado? Mais uma vez, é tudo nebuloso, e ainda o secretário de Segurança Pública e o comandante Geral da Policia Militar dão uma coletiva à imprensa falando que tudo está sendo transparente. Como assim?

Outra questão é quanto o assassinato praticado por dois motoqueiros encapuzados a um menor de 13 anos numa farmácia. O secretário afirmou que foi uma queima de arquivo perpetrado pelos próprios ciganos, mas nada prova, sempre com aquele argumento de não atrapalhar as investigações. É tudo muito estranho! Ficam as dúvidas e as interrogações.

Essa de jogar a culpa para os ciganos me ativou a memória de atos de terrorismo acontecidos no final da ditadura onde se fala de abertura democrática. A turma da linha dura atirou bombas em bancas de jornais e até na sede da OAB do Rio de Janeiro e espalhou notícias falsas de que foram os comunistas.

Logo depois do fato, em José Gonçalves, ocorreram três mortes na mesma semana, e aí, novamente, o secretário, o comandante e a delegada da Polícia Civil, que vieram a Conquista, disseram que os crimes não têm nenhuma relação com os policiais alvejados. É muita coincidência! Soltaram o verbo na coletiva, e nada ficou explicado como se esperava.

Infelizmente não temos mais jornalistas investigativos como antigamente. A verdade é dura, mas deve ser dita. Por medo de ameaças ou outra coisa, a nossa mídia só dá o factual daquilo que consta no Boletim de Ocorrência, o chamado BO, e a sociedade fica sem resposta.

Aliás, é essa mesma sociedade falida moralmente que manda matar, mesmo que seja de forma indiscriminada. Foi isso que ouvi de um empresário certa feita quando no Sindicato dos Jornalistas da Bahia e na Associação Bahiana de Imprensa dei uma nota de apoio à Justiça que estava investigando a chacina.

Não estou aqui para defender o crime, nem o criminoso, mas tudo tem que ser transparente, e os culpados severamente punidos. Será que tudo está sendo feito dentro da ordem e da lei, sem o conhecido corporativismo? A coletiva dos comandantes deixou mais dúvidas que esclarecimentos.

As associações e entidades representativas dos ciganos no Brasil se mobilizaram, publicando nota de repúdio contra as perseguições ao seu povo, por sinal sempre estigmatizados como bandidos, sujos e ladrões ao longo da história, desde muito tempo antes de Cristo.

O cigano Rogério Ribeiro, presidente do Instituto Cigano-Brasil e membro consultivo da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da OAB do Ceará, em um vídeo numa rede social, pediu ao comandante da Polícia Militar de Conquista que segurasse sua tropa, embora tenha dito que foi bem recebido em sua conversa por telefone.

Como nos tempos em que viviam em correrias, diante dessas mortes e amedrontados com o que ainda possa ocorrer, muitos tiveram que fugir para outras bandas. É uma nação cujos filhos já nascem sob os olhos do preconceito e do ódio. Foram escravos na Romênia e massacrados por toda Europa e no Brasil, desde a Colônia e no Império. Quase todos foram exterminados durante o nazismo de Hitler, e nunca foram indenizados.

“REMANSO – UMA COMUNIDADE MÁGICO-RELIGIOSA” (IV)

A GARIMPAGEM E A CULTURA DIAMANTINA NA BAHIA

Nesse capítulo, os autores e acadêmicos Ronaldo Senna e Itamar e Aguiar falam da Chapada Diamantina como polo produtor e comercial das pedras, atraindo indivíduos de etnias e culturas diferentes. Essa cultura garimpeira, como já foi dito, prosperou mais em Mucugê, Andaraí, Lençóis, Iraquara e Palmeiras onde foram criadas as áreas de proteção ambiental, o Parque Nacional da Chapada e a APA Marimbus Iraquara.

Os autores citam no livro que os pesquisadores alemães Spix e Martius percorreram o interior da Bahia, entre os anos de 1817 e 1820, indo de Malhada de Pedras à capital. Os estrangeiros descreveram os aspectos do solo e as atividades agrícola, pecuária e a mineração, além dos costumes e hábitos dessa gente. Na Villa do Rio de Contas encontraram semelhanças com a região do Tijuco (Diamantina) Minas Gerais.

Como em Minas Gerais, também se verificou a presença do diamante no cascalho aurífero, caso de Rio de Contas. Na obra “Remanso”, ainda são citados os pesquisadores e estudiosos da região, como o engenheiro Teodoro Sampaio e o escritor Afrânio Peixoto.

O primeiro percorreu o Vale do São Francisco e da Chapada pelos anos de 1979 a 1980, tendo visitado Mucugê (Santa Isabel do Paraguaçu) onde teve início a garimpagem do diamante, predominando a etnia mestiça. A Serra do Sincorá foi onde se encontrou grandes quilatagens das gemas (Andaraí, Mucugê, Lençóis, Palmeiras e a Villa de Xiquexique-Igatu).

Os autores constataram em seus trabalhos, que o ciclo do ouro (um século) foi bem mais longo que do diamante (um quarto de século). Em Lençóis, a decadência foi extrema, não se encontrando diamantes de mais de uma oitava, mas os carbonatos (utilizados na indústria de perfuração de túneis) eram mais abundantes.

O segundo indicado no livro foi o romancista e escritor de Lençóis, Júlio de Afrânio Peixoto (1876-1947), membro da Academia Brasileira de Letras, com vários livros que falam da Chapada, narrando costumes e hábitos do povo.  A obra “Bugrinha”, inclusive, serviu de argumento para o roteiro de “Diamante Bruto”, do diretor Orlando Senna, em 1977, filmado em Lençóis.

De acordo com os acadêmicos, a cultura garimpeira se organizou através da economia do diamante e do carbonato. Itamar e Ronaldo descrevem sobre a consciência mineral da magia, com seus mitos, códigos e mitemas, apontando os aspectos folclóricos das festas populares (sacerdotes, brincantes e músicos). A população do município acompanha com fervor a dois principais calendários, de 20 de dezembro a seis de janeiro (reisados) e o 2 de fevereiro, que é a festa do Senhor Bom Jesus dos Passos.

Esses eventos sempre tiveram uma grande participação dos garimpeiros, moradores do município e de vizinhanças da Chapada. Dois hinos neste calendário, o dos garimpeiros e do Senhor dos Passos são citados no livro. “No mês de abril, também era comum alguns terreiros realizarem toques para os caboclos de pena, em função da data do descobrimento do Brasil. Nestes dias, rendem-se homenagens aos índios”.

“Nos dias 7, 17 e 27 de setembro soam os tambores de pau cavalo, herança dos atabaques de feituras dos candomblés nagôs… Os tambores de homens livres ecoam dos quatro cantos da cidade, em louvor aos santos Cosme e Damião. No mês de outubro, algumas casas de Jarê batem atabaques para os meninos, os Êres”.

“Os anos 70 foram uma década importante para o processo de mudanças culturais na cidade, uma vez que nela registra-se a criação da Casa de Cultura Afrânio Peixoto. A cidade foi tombada e transformada em Monumento Histórico, Artístico e Cultural Nacional”. Ainda nesta década aconteceu a filmagem de “Diamante Bruto” e tiveram início as primeiras medidas para a criação do Parque Nacional da Chapada (1985).

UMA SONECA NA AGITAÇÃO

Em meio a todo o corre-corre da cidade agitada e desumana, com pessoas pra lá e pra cá nas calçadas e lojas, o cachorro, que não é escravo do tempo e vai vivendo do que encontra em seu presente, resolve, tranquilamente, tirar a sua soneca para depois seguir sua jornada em busca da sua sobrevivência.  Ele já é um morador de rua como muitos seres humanos, porque vivemos numa sociedade cruel, egoísta e desigual onde só existe lugar para os mais fortes. Com certeza ele foi abandonado pelo seu dono, como um José, uma Maria ou João que não tiveram o direito à cidadania, como reza uma Constituição, dita democrática. Muitos podem até dizer que se trata apenas de um cão no sossego do seu sono, sem estar aí para o barulho dos motores, a poluição sonora e a confusão de uma gente na luta pela vida do cada vez mais consumir. O flagrante registrado pelas lentas da máquina do jornalista e escritor Jeremias Macário também demonstra nossa desumanidade, porque os animais também são nossos irmãos, e fazem parte do nosso cotidiano. Além do mais, sempre foi um fiel amigo, sem nada cobrar em troca, apenas o seu alimento. Não tem outras ambições e nem é egoísta e individualista. A sua soneca, em plena calçada, sem um lar ou alguém que lhe cuide como deveria, é uma imagem triste de abandono, e de que ainda não somos uma sociedade civilizada como pensamos ser.

CIDADANIA SEM RAZÃO

Versos do jornalista e escritor Jeremias Macário, publicados em seu último livro  “ANDANÇAS”

Cidadão é não ter os seus direitos,

Dissolvidos na maior concentração;

Ser alimento no covil dos malfeitos,

E perambular na renda da contramão.

 

É ser eleitor e só servir para votar;

Viajar de avião uma vez na promoção;

Comer uma pizza com angu e caviar;

E humilhar esmola na fila do bolsão.

 

É pensar que existe uma democracia,

Onde o povo imagina estar no poder;

Que a submissão faz parte da cidadania,

E que a desigualdade já nasce com você.

 

Não importa se de fome a barriga dói,

Se todo ano tem uma festa de carnaval,

Quando se tem no peito seu ídolo herói,

E seu time foi classificado para a final.

 

Ser cidadão é ter orgulho do seu Brasil;

Não ter saúde e educação de qualidade;

Não ser honesto para não ser imbecil,

E não ligar para o regime da impunidade.

 

Autoestima é sediar os jogos olímpicos;

Armar barraquinhas na Copa do Mundo;

Virar elefantes depois dos paralímpicos;

E continuar resignados em sono profundo.

 

O barão condenado sorri em liberdade;

É que ele ainda está sendo o investigado;

O dezessete perigoso é menor de idade,

E o povo ferrado vai vagando como gado.

 

Deixaram queimar na Antártida nossa base;

Nos jogaram no lodo, sem saneamento básico;

Tem classe sem classe que não sabe uma frase,

E o roubo do bem público virou nosso clássico.

 

Já se falou em botar um astronauta no espaço,

Mas forças invisíveis retorceram os cientistas,

Lá em Alcântara, no país do reboco e do aço,

Musicado nas rimadas dos mestres cordelistas.

 

Uma cadeira na ONU por qualquer bagulho;

Não importa se já aprendemos a nossa lição,

Se os partidos políticos viraram um entulho,

Vivendo todos marchando nas ruas sem razão.

 

 

 

 

 

 

 

 

UM SONHO, OU PESADELO?

Numa noite de muito calor eu acordei lá pela madrugada todo suado e apavorado com um terrível sonho, que depois fui perceber se tratar de um pesadelo. Acho que comi alguma coisa indigesta.  Voltei a me deitar, mas nada de sono recuperador da minha cansada mente.

Lá fora só as luzes neon e as folhas das árvores a farfalhar. Uma sombra de medo tomava conta das ruas abandonadas. Uns falam de fantasmas que aproveitam o silêncio para passear e outros de alguns viventes humanos na espreita prontos para dar o bote de assalto, como uma cobra traiçoeira.

No outro dia, ainda zonzo e mal dormido, tentei recapitular algumas passagens daquele pesadelo. Lembrei do saudoso roqueiro Raul Seixas que fala em sua canção que um sonho que se sonha junto se torna realidade, só que não foi um sonho e estava sozinho. No entanto, só para contrariar, meu pesadelo se tornou concreto.

Em meu pesadelo labiríntico grego via o Pantanal do meu Brasil em chamas, e a floresta Amazônica sendo derrubada por ambiciosos lenhadores, e depois sendo queimada. A flora ardia em choros, e a bicharada gemia em dores de morte. Os índios que sobreviveram àquela tormenta foram expulsos de seus lares. Tudo depois eram cinzas, e um deserto sem ar para respirar.

Em meio a toda aquela destruição, um homem com cara de monstro aterrorizador, com outros tantos ao seu lado que mais pareciam zumbis saídos da terra, gargalhava e mandava seus seguidores cobrir o chão de lavouras e gado. Outros avançavam com máquinas para minerar a terra. Os rios ficaram envenenados, e outros simplesmente sumiram. Não existiam mais barqueiros para transportar as almas para as outras margens.

No pesadelo, o homem, com feições psicopáticas de armas na mão, esbraveja contra jornalistas, com palavrões, xingamentos e ameaças. Condenava os cientistas, ambientalistas e pesquisadores que previam um futuro avassalador. Falava coisas malucas e dizia que era o novo dono de tudo aquilo.

Pelas ruas ele jogava seu séquito de apoiadores contra qualquer um que lhe opunha. Propunha investigar e prender os contrários. Às vezes se disfarçava em pele de cordeiro e falava até em democracia e liberdade, mas era mesmo um lobo que queria impor nova ditadura e, para isso, se cercou de generais e coronéis. Espalhava terror em cada pronunciamento, ameaçando fechar os poderes constituídos para ficar só com o dele.

Desde o início do seu surgimento inesperado, ora em forma de animal mitológico e gente, avisou que tinha vindo para destruir, e não para construir. Para tanto, condenou todas as ideias avançadas e evolutivas. Seria o anticristo? Mandou logo cortar a cultura, para ele coisa de comunista comedor de criancinhas. Arregimentou seus ajudantes para sucatear as universidades, para ele lugar de maconheiros e intelectuais pervertidos pecaminosos.

O pesadelo ficou ainda pior e aterrorizante quando apareceram na escuridão tenebrosa da noite uns monstros invisíveis em forma de coroa atacando e matando nosso povo, principalmente os mais pobres e famintos. Levaram os diabinhos para o laboratório e lá deram o nome de Covid-19. Vieram voando da China. Foi logo a primeira versão. Invadiram todo planeta e matavam por sufocamento, com morte dolorosa e sofrida.

Muitos irmãos do meu país começaram a perder a vida. Só choro, ranger de dentes e lágrimas dos parentes e amigos pela perda de seus entes queridos. Mesmo diante daquele horror, daquela desgraça que se abateu entre nós humanos, o homem genocida debochou; chamou o visitante assassino contaminador de uma gripezinha de fresco; e ainda humilhou as pessoas classificando-as de maricas.

O estrago foi aumentando. Os hospitais ficaram superlotados, numa agonia desesperadora diante de tantos seres humanos sendo dizimados pelo redondo coroado de espinhos venosos. Mesmo assim, aquele homem pestilento do meu pesadelo condenou todas recomendações científicas para controlar o danado invasor. Saia por aí a cavalo, de moto, de barco e a pé transmitindo a letal doença e ainda receitando uma tal cloroquina para derrubar o invisível.

Vi em meu pesadelo, naqueles escombros e ruínas, muitos lamentos de dor, como se fosse um inferno de Dantes. Tentava acordar para me livrar daquelas imagens macabras, mas não conseguia me desvencilhar dos tentáculos pegajosos em torno de mim. Nas cenas, via feições de caveiras e risos sarcásticos, dizendo sou eu que mando, tudo é meu, meus soldados, meus ministros, meu Brasil.

Em meio àquela aflição perturbadora, enxerguei na penumbra das trevas uma nave extraterrestre que pousava e abduzia o cara do mal e, rapidamente, levantou voo, riscando o universo numa velocidade alucinante. Os seguidores do ceifador de vidas tentaram impedir seu rapto planetário, mas nada puderam fazer. Ficaram até berrando palavras de ordem, mas sumiram depois do sumiço repentino do seu chefe maior, como nas guerras indígenas.

A cabeça doía quando, finalmente, acordei atormentado por nunca ter visto em toda vida aquelas figuras asquerosas. De lá para cá, outros pesadelos parecidos sempre voltam, como num trauma que gruda em nossa alma para sempre. Não foi um sonho para se levantar animado e otimista com a roda da vida. Foi mesmo um pesadelo que deixa o seu dia pesado e nunca dá para se esquecer dele.

 

A RETOMADA DAS AULAS PRESENCIAIS

É indiscutível a necessidade da volta às aulas presenciais nas escolas públicas e particulares depois de quase uma ano e meio de fechadas por causa da pandemia. A polêmica, no entanto, gira em torno dos protocolos a serem seguidos e fiscalizados, especialmente quanto as públicas que, como sabemos, não oferecem condições físicas adequadas aos alunos, mesmo antes da Covid-19 se alastrar pelo país. O ensino no Brasil já poderia estar normalizado se não tivéssemos um governo retrógrado e negacionista da ciência.

Sabemos que em nosso Brasil as leis nem sempre são cumpridas, e a fiscalização é por demais falha. Na teoria, as recomendações dos decretos municipais nos convencem diante dos cuidados a serem tomados. Na prática, a coisa funciona bastante diferente por falta de estrutura dos prédios e carência dos principais itens de higiene, principalmente quando se trata da zona rural onde existe até falta de água.

Nos primeiros dias das atividades tudo pode correr dentro dos conformes, mas semanas depois começam as escassezes de álcool gel, papéis de limpeza e outros materiais de prevenção, com banheiros quebrados e até ausência de aparelhos de aferição dos alunos. São justamente nessas deficiências que entra a burocracia para a diretora adquirir os produtos que constam dos protocolos prometidos na teoria.

As escolas particulares contam com mais estrutura física, e não existe a tal burocracia para dificultar a manutenção dos itens de prevenção essenciais para que não haja contaminação entre os alunos. Outro problema sério diz respeito à fiscalização permanente da vigilância sanitária, que já é deficitária por natureza, porque não existe um contingente ideal de fiscais para cobrir todo o universo de estabelecimentos escolares.

Outra questão a ser avaliada é quanto a vacinação dos professores, muitos dos quais ainda não receberam a segunda dose que oferece a imunização mais completa e segura. As escolas públicas vão ter gente suficiente para monitorar os protocolos que a própria Secretaria de Educação anunciou para fundamentar a abertura das aulas?

O perigo está no relaxamento das medidas, coisa que sempre ocorre com o passar do tempo em nosso país de um modo geral, não apenas em Vitória da Conquista que está reabrindo o ensino presencial, de fundamental importância para as crianças e os jovens estudantes que estão por demais atrasados em suas séries.

No setor educacional, pelo menos essa maldita pandemia nos deu uma lição de resposta sobre o tal projeto fascista do ensino domiciliar. Esse tempo fora das escolas, sem a presença pessoal dos professores e o contato com os colegas, representou perdas incalculáveis para os estudantes, não somente no âmbito da aprendizagem, como em termos psicossociais na forma do relacionamento humano.

Isso é uma doideira num Brasil tão desigual e analfabeto onde a maioria dos pais é obrigada a trabalhar para sobreviver. Além do mais, milhares não têm instrução suficiente, nem pedagogia para ensinar seus filhos. Vão catequizar seus filhos numa doutrina que lhe convenham?

Por sua vez, o Ministério da Educação, conduzido pelo pastor evangélico conservador, só faz gastar nosso dinheiro com propaganda de programas que nem estão funcionando. São milhões de reais desperdiçados, quando as universidades estão sucateadas e o ensino básico numa situação vexatória.

Usa uma tremenda verba para anunciar o Enem e ainda dizer que é uma das maiores plataformas de concursos do mundo, como se isso fosse uma glorificação para o Brasil que apresenta as piores notas em provas de língua e matemática.

UM EDITAL MERRECA E EXCLUDENTE

Numa cidade do porte de Vitória da Conquista, a terceira maior da Bahia, com cerca de 230 mil habitantes, o novo edital de premiação artística da Secretaria de Cultura, no valor de 300 mil reais, é uma merreca, principalmente se levarmos em consideração o universo de preponentes que atuam na área, podendo abranger até cinco mil ou mais que isso.

Eu diria que é mais um desprestígio e falta de consideração com a nossa já combalida cultura onde os poderes públicos pouco dão importância, e os prefeitos fazem dela uma pasta apenas decorativa, quando deveria estar equiparada com a sua irmã siamesa educação. As duas caminham juntas e se complementam.

Outra vergonha, no caso de Conquista, que tem uma falsa impressão de ser uma cidade cultural, é que não existe uma política traçada para atender todas as linguagens artísticas, durante todo o ano. Nunca tivemos uma Feira do Livro, ou Festa Literária, e há muito tempo que não vemos os salões de artes plásticas e os festivais de músicas, dança, teatro, exposições de fotografias, mostras de audiovisual, seminários, encontros e outras expressões culturais acadêmicas e populares.

Até antes da pandemia só tivemos dois calendários, um no meio do ano – o São João – e outro no final – o Natal, que mais beneficiam a área de música, com uns cachês pequenos e pagos com atraso para os artistas. Arte não é somente a música, e somos carentes de atividades programadas para movimentar a cidade, inclusive com a geração de renda e emprego.

Quanto ao novo edital lançado recentemente, com premiações de apenas 750 reis, excluindo aposentados e pensionistas, diria que isso não passa de uma esmola e um cala boca às manifestações dos artistas que foram para a porta da Prefeitura Municipal contestar a declaração do secretário que mandou os músicos passarem o chapéu para ganhar uns trocados.

Esse edital de 300 mil, uma vergonha para uma Prefeitura, que gasta milhões em outras coisas (propaganda, comunicação, slogans), deveria ser para cidades como Anagé, Belo Campo, Tremedal, Piripá, Caetanos, Caatiba, Bom Jesus da Serra, Aracatu e outras da nossa região. Conquista não merece isso e nem os artistas.

A iniciativa da Secretaria de Cultura teve o propósito de se equiparar a um auxílio emergencial (insignificante) em tempos de pandemia, e o pior é que muitos vão ficar de fora desse “benefício” pela desclassificação e exclusão dos aposentados. Não digo todos, mas a maioria de artistas aposentados ganha um salário mínimo, ou pouco mais que isso. Vivem catando um trocado aqui e acolá. Outros possuem outras atividades para sobreviver.

A Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista também tem sua parcela de culpa nessa falta de tratamento adequado e desrespeito com a nossa cultura porque deveria cobrar mais do executivo e formular um projeto-de-lei criando uma política para o setor, numa parceria com o segmento privado se bem que, lamentavelmente, os empresários de Conquista não investem em cultura porque acham que não dá dinheiro de imediato.

Eles têm uma mentalidade atrasada quanto a ajudar um projeto dessa natureza. O futebol amador e profissional é um dos exemplos de que não recebe apoio dos empresários. O time do Vitória da Conquista vive penando por patrocinadores, e sempre está na linha do rebaixamento no fraco campeonato baiano por falta de atletas da contratação de melhor qualidade.

Quando se vai pedir algo a um deles, para um determinado projeto, mete a mão no bolso e sai com uma esmola, dizendo que está lhe ajudando porque é seu amigo. Não tem nenhum senso de custo/benefício. Eu mesmo já senti isso na pele quando me atrevi a realizar algo cultural e precisei de colaboração, porque não disponho de posses para bancar um trabalho sozinho.

O escultor e multifacetado artista, Alan Kardec, está bancando a implantação de um museu com recursos próprios e ainda é criticado por esse tal Conselho Municipal de Cultura e por empresários. O museu já é o maior a céu aberto do Norte e Nordeste, e vai ficar para a posteridade como grande patrimônio cultural de Vitória da Conquista.

Quem faz cultura em Conquista não é reconhecido. Pouco é lembrado. Não valorizam a arte, o intelectual, o estudioso ou o pesquisador.  Eles só são lembrados quando morre. Para que homenagens depois de morto? Isso soa a falsidade, hipocrisia e mesquinharia. Quando muito se dá é um título de cidadão, e olhe lá.

Infelizmente, nossa cultura continua desprestigiada e vivendo de esmola, como esse vergonhoso edital. Que digam os artistas, principalmente os músicos a quem se mandou passar o chapéu. Conquista conta com grandes talentos, mas adormecidos e desconhecidos por falta de apoio dos setores público e privado.

“REMANSO – UMA COMUNIDADE MÁGICO-RELIGIOSA” (III)

A GARIMPAGEM DO DIAMANTE DE MINAS GERAIS À BAHIA

No livro, os autores e professores Ronaldo Senna e Itamar Aguiar fazem um relato histórico importante e bem fundamentado sobre a garimpagem do diamante em Minas Gerais e na Bahia, destacando os municípios de Mucugê, Andaraí, Lençóis e Palmeiras onde as primeiras explorações se deram por volta de 1848. Na cata do diamante, segundo eles, nesses pontos a Chapada Diamantina foi colonizada pelos mineiros e pela mineração.

Os primeiros achados do diamante no Brasil deram-se através do processo da garimpagem do ouro em Minas Gerais. De acordo com os acadêmicos, Bernardo Fonseca Leão foi quem primeiro passou a informação do descobrimento do diamante às autoridades portuguesas, mas as provas não são precisas. Conforme historiadores, a descoberta se deu em 1720. A identificação dessa gema foi feita por um missionário enviado ao Tijuco (Diamantina).

Versões de historiadores dão conta de que a primeira descoberta de diamante na Chapada ocorreu entre 1817 e 1818, na Serra do Gagau. “Também se fala em achados no Sincorá, em 1821, quando os naturalistas alemães Spix e Mratius atravessaram a região”. Registros, no entanto, descrevem que até 1838 os garimpos de diamante estavam circunscritos a Minas Gerais.

No ano seguinte, o minério foi encontrado em terras baianas, no local denominado de Tamanduá, próximo a Gentil do Ouro (Sales 1994 p. 30).  Na Bahia, a primeira companhia de mineração foi criada por volta de 1848, nas proximidades da Villa Santa Isabel (Mucugê). A minuta do primeiro contrato foi elaborada por Teófilo Ottoni. Consta que existiram oito companhias.

Logo depois da descoberta, citam os autores do livro “Remanso”, a Coroa Portuguesa cuidou de fazer uma declaração como proprietária dos diamantes. “Caçou as licenças para exploração dos garimpos de ouro e estabeleceu uma taxa de cinco mil réis por pessoa nos garimpos de diamantes”. Outra providência foi proibir os escravos de adquirir o minério.

A partir de 1º de janeiro de 1740, a Coroa permitiu que o trabalho fosse destinado a empreiteiros, impedindo a exploração individual. Cada empreiteiro, com até 600 escravos no máximo, era obrigado a recolher um imposto anual de 236 mil réis por cada negro cativo. O governo passou à condição de único explorador dos garimpos até 1832, ano da liberação geral da garimpagem. A partir daí houve uma corrida à procura clandestina das gemas.

Com isso, a vigilância foi apertada contra os contrabandistas, e o transporte do diamante tinha que ter uma licença. Os casos de fraudes eram punidos com o confisco da mercadoria e dos bens. O fraudador, segundo os escritores, era encarcerado e podia até ser deportado para África. A repressão gerou mais clandestinidade e muitos foram mandados para Angola.

Ronaldo e Itamar contam que, na segunda metade do século XIX, estudiosos viajaram pelo interior da colônia, inclusive estrangeiros, como o inglês John Mawe que narrou os atos de truculência usados pela fiscalização contra os garimpeiros de diamantes.

Entre casos pitorescos para burlar as normas, o viajante descreve a história de um negro escravo que com sua astúcia conseguiu passar num posto com uma pedra. Num tição de fogo ele colocou um diamante na cavidade. En- quanto tocava os animais ia acendendo seu cigarro de palha. Ao empacar um deles demonstrou excesso de raiva e atirou o tição que foi cair do outro lado do posto. Depois da carga ser revistada, o negro apanhou o tição e seguiu acendendo seu cigarro.

A legislação editada em 1832 foi sucedida pela lei de 24 de setembro de 1845 e exigiu outra organização administrativa através da regulamentação de 17 de agosto de 1846 definindo o preço de arrendamento das áreas. Uma nova lei, segundo Sales, foi editada em 1852 que passou a vigorar no ano seguinte.

Esta lei vigorou até 1870, quando surgiu a notícia de descobertas do minério no Cabo, na África do Sul, o que provocou baixa do produto e decadência na exploração no Brasil, com a consequente crise nas cidades das Lavras Diamantinas, como Mucugê, Andaraí e Lençóis.

Com isso, o Visconde do Rio Branco baixou o regulamento 5955, de 1875, ordenando as atividades garimpeiras. Esta portaria vigorou até a lei de Minas do Estado, em 1906, sendo, posteriormente, reformulada. A descoberta do diamante, em Mucugê, coincide com a perturbação da ordem pública em Minas e a chegada dos irmãos Ottoni entre 1847 e 1848, nascendo daí a fundação das companhias de mineração nas Lavras.

Nos anos de 1990, o governo, pressionado pelos movimentos ambientalistas e pelas empresas de turismo, decretou o fechamento dos garimpos em Lençóis. Até então, prevalecia o sistema de garimpagem, sucessor das companhias. Conforme pesquisa dos acadêmicos de “Remanso”, após o declínio da extração do diamante restaram os garimpos artesanais, que foram substituídos, na segunda metade do século XX, pela mecanização através das dragas, em Lençóis e Andaraí.

Esse sistema chegou a atrair muita gente de outros estados e até mesmo empresas multinacionais. “Esse cenário devastador provocou a fundação do Parque Nacional da Chapada Diamantina, em 1985, por decreto da Presidência da República, abrangendo toda Serra do Sincorá, onde estão localizados os municípios de Lençóis, Andaraí, Mucugê e Ibicorá” – destacam os autores da obra.

UM CAOS NA AVENIDA INTEGRAÇÃO

Transitar pela Avenida Integração (antiga BR-116 – Presidente Dutra) é um tormento para os motoristas, e exige muita atenção e paciência. Da Rodoviária até o alto da Serra do Periperi você tem que enfrentar as pragas dos quebra-molas e os inúmeros semáforos. Quando se chega nas imediações do Bairro Brasil, entre as zonas oeste e leste, no comércio propriamente dito das casas de peças de automóveis, tudo vira um inferno para se dirigir.

Sem fiscalização para disciplinar o trânsito e multar os infratores, motoristas estacionam seus veículos, inclusive grandes e pequenos, praticamente no meio da pista em sentido duplo e ligam os alertas, como se isso dessem a eles o direito de parar sem serem penalizados. Quando se chega no miolo da avenida, aí embola tudo, e quem está transitando é obrigado a desviar, correndo o risco de provocar um acidente.

Sinceramente, a Avenida Integração virou uma bagunça, e cada um faz o que bem entende para preservar seu egoísmo e individualidade de estacionar em frente da loja que ele vai comprar uma peça, ou fazer algum conserto no carro. Além desse caos, existem os pedestres, bicicleta e até carretas que fazem complicar mais ainda o trânsito, especialmente nas horas de pico. Por tudo isso, essa artéria tem sido alvo de muito acidentes, inclusive com mortes.

A Secretaria de Mobilidade Urbana precisa tomar uma providência para melhorar o fluxo de veículos na Avenida Integração, multar os infratores, tirar os quebra-molas, colocar radares em sua extensão, pintar as faixas de pedestres e até impedir a passagem de carretas, tendo em vista que já existe o Anel Viário para isso. Nesta semana, por exemplo, um caminhão parado no fundo dos carros pequenos tomou toda pista, criando um tumulto infernal.

Nas Avenidas Juracy Magalhães e a Brumado também ocorrem quase que a mesma coisa. Muita gente acha de estacionar no meio das referidas pistas para resolver algum problema nas casas comerciais, e os motoristas que seguem na direita que se danem para desviar dos carros. O comodismo impede que o cidadão pare seu veículo numa transversal de rua e ande uns 30 ou 50 metros até o seu local desejado.

Em todos esses lugares está faltando mais fiscalização dos agentes de trânsito para multar esses imbecis preguiçosos que só pensam neles e não respeitam o direito dos outros. É difícil entender como o cara para quase que no meio de uma pista de rolamento impedindo a livre passagem dos outros. Infelizmente, na Bahia e no Brasil como um todo, a coisa só funciona na base do rigor e da punição porque quase ninguém obedece as leis.

Outra coisa na via urbana de Vitória da Conquista que inferniza os motoristas são os quebra-molas, elevatórios antiquados que só servem para provocar danos nos carros. Não é um quebra-mola que faz evitar um acidente. O que impede de acontecer um acidente é a prudência do condutor. É só seguir as sinalizações, tanto horizontais como verticais. Conquista virou a capital dos quebra-molas, e cada vez chegando mais quando se abre uma rua ou avenida.

A Prefeitura Municipal precisa acabar com esses monstrengos anacrônicos, e a Câmara de Vereadores deixar de aprovar a construção desses elevados de cimento e ferro pela cidade. Ninguém está aguentando mais esse tal de subir e descer que irrita e enerva qualquer motorista, principalmente os visitantes.

Centenas deles são colocados em locais impróprios, em subidas e descidas, que arrebentam qualquer pessoa desavisada, sem contar os prejuízos que o dono tem de arcar nas oficinas. Um deles mesmo está bem lá postado numa descida da Avenida Bartolomeu de Gusmão, próximo do cruzamento com o Hospital Samur. É só um exemplo. Existem outros assim.

Quem gosta de quebra-mola é justamente dono de oficina mecânica. Será que não basta a escorcha nos preços de combustíveis praticados pelos proprietários de postos em Vitória da Conquista, que tem a gasolina mais cara da Bahia? Estamos, então, na capital dos quebra-molas e do combustível mais careiro. Esses títulos não nos orgulham em nada. Muito pelo contrário.





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