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A BAHIA PODE MUDAR O CENÁRIO

Nos quesitos distribuição de renda e desigualdade social, a Bahia apareceu como campeã nacional com os piores ganhos e nível de pobreza, conforme pesquisa detectada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feita para o período de 2016/17.

No entanto, para o diretor de Pesquisas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Armando Castro, este cenário pode mudar, como ocorreu entre 2003 e 2015 a partir das transferências de renda e aumento real do salário mínimo.

O diretor citou que na Bahia, a renda dos 10% mais pobres cresceu 33% em termos reais entre 2007 e 2015, enquanto dos 10% mais ricos teve uma elevação de somente 7%.

Argumentou que a queda de renda dos mais pobres entre 2016/17 foi influenciada pela pressão do aumento do desemprego sobre os salários mais baixos e pelos cortes no programa do Bolsa Família. Apontou que a pesquisa estimou 1,4 milhões de famílias recebendo o benefício na Bahia em 2017, enquanto em 2015 eram 1,8 milhões.

Até certo ponto, este raciocínio pode ser válido se o estudo fosse restrito à Bahia. Acontece, porém, que a pesquisa foi de âmbito nacional e outros estados também sofreram o mesmo baque da crise e dos cortes nos programas sociais. Existe algo mais errado nisso tudo para a Bahia bater o recorde negativo na distribuição de renda.

Fora o papo político, o lamentável nisso tudo é que a desigualdade social no Brasil é a mais perversa do planeta e, a cada ano, milhares ingressam na extrema pobreza, tirando toda dignidade do ser humano. É um capitalismo vampiresco de um governo neoliberal arrebentando com a classe trabalhadora, principalmente com a reforma trabalhista escravocrata.

A EDUCAÇÃO E OS PROBLEMAS SOCIAIS

Sem cidadãos pensantes, os gênios malditos têm terreno livre para agir e tornar nosso país num lugar de trevas. É preciso saber distinguir o verdadeiro do falso. Tudo tem a ver com a educação, inclusive no aspecto da distribuição de renda no Brasil, uma das mais perversas da terra.

Todos concordam que a educação de qualidade é a saída primordial para o desenvolvimento e a redução gradual da desigualdade social, uma das mais profundas e cruéis do planeta que leva milhões a viver na extrema pobreza. Por que, então, os governos não investem pesado no setor, como meta prioritária nos seus programas de trabalho? Será culpa da elite burra e retrógrada que não quer ver a ascensão das camadas mais baixas?

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (2016/17) dá conta que a Bahia liderou o ranking nacional da desigualdade de renda no período, sobretudo por sexo, cor ou raça. O salário médio real da metade dos trabalhadores que ganhavam menos na Bahia caiu de 472 reais para 444, enquanto o rendimento médio dos 10% de trabalhadores com maiores salários aumentou de 5.946,00 reais para 7.833,00 reais. De acordo com os pesquisadores, a concentração de renda tem a ver com a escolaridade e a geração de emprego formal. Entre as regiões, a Nordeste é a mais desigual.

Há séculos a educação nunca esteve no primeiro plano das ações políticas, cujos personagens se habituaram a usar a ignorância para se elegerem. Ai os problemas sociais, de saúde e de violência se agigantaram de uma forma que, em paralelo, estes itens têm de ser reforçados para que o projeto educacional prospere. Fica difícil transmitir conhecimento de conteúdo para uma criança com fome, doente ou com problemas familiares de ordem econômica e social em casa.

Mesmo o professor sendo preparado, como ensinar uma criança cujos pais são alcoólatras, viciados em drogas, e em um lar onde o ambiente é de constante violência, sem contar o aspecto de pobreza? Fora estes problemas, muitas vezes o aluno reside em áreas de risco nas cidades e vive em permanente tensão psicológica. Em outros casos tem irmãos traficantes, e ele está sempre tentado a deixar a escola.

No meio rural, a degradação social não difere muito, sem contar a distância que o estudante tem que enfrentar entre sua casa e o colégio, muitas vezes estradas intransitáveis, rios e matos fechados. Por tudo isso e mais as péssimas condições das salas, o ensino termina sendo improdutivo. Nesse emaranhado de dificuldades, somente poucos conseguem sobressair virando manchetes de jornais como verdadeiros super-heróis.

Não adianta querer mudar metodologias, trocar disciplinas, criar novas bases curriculares, as quais sempre existiram, discutir planos e mais planos, montar estratégias e treinar o corpo docente exigindo formação de nível superior, se estas questões, a maioria de ordem social, não forem resolvidas.

Não basta só a escola ser atraente se nela o aluno que frequenta é mais uma peça problemática da engrenagem, em decorrência da desestruturação familiar e da própria exclusão social em que vive. Pela falta de compromissos sérios dos governos para com a educação ao longo desses séculos, a desordem tomou proporções monstruosas em todos os níveis, tornando mais complexa e custosa a retomada do ensino de qualidade no país.

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OS HOMENS DAS ALMAS TENEBROSAS

Antes de indagar o que está nas almas dessas pessoas ao se referir à transferência de Sérgio Cabral, algemado do Rio de Janeiro para Curitiba, bem que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, deveria olhar para dentro da sua alma tenebrosa e a dos seus pares que se juntaram ao libertador dos malfeitores presos.

O papo sobre as correntes do maior corrupto nacional que estava em Curitiba e agora retornou ao Rio, graças aos votos do Gilmar, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski (contra de Edson Fachin), mais pareceu conversa de amigos de botequim entre birita e outra.

-Você viu, cara, algemaram o Cabral, um ex-governador! O pior é que colocaram correntes da cabeça aos pés! – retruca o outro, antes de dar seu veredicto final. Fico a pensar: O que está nas almas dessas pessoas, coisa horrível! – critica o Gilmar. É ministro, certo ou errado, não é assim que fazem no Brasil com os bandidos perigosos, do tipo Beira-mar?

Cabral que já é réu em vários processos, roubou, descaradamente, milhões dos cofres públicos, e o mais grave, como governador do Rio de Janeiro quando deveria dar bom exemplo aos cidadãos eleitores. Centenas  morreram e milhares continuam sofrendo por causa dos seus atos de corrupção e safadezas.

O “libertador” Gilmar se esmerou em soltar a turma das falcatruas das empresas de ônibus e dos políticos sujos da Assembleia Legislativa do Estado. Acontece que ele não está só nas suas tramas e conluios para desmoralizar a Operação Lava Jato e os procuradores da força tarefa. Tem mais “libertadores” em ação no Supremo.

Juntam-se a ele as almas tenebrosas do Tofoli, Lewandowski e Marco Aurélio de Mello, que concedeu liminar favorável ao banqueiro Pizzolato em 2013 e habeas corpus a Gegê do Mangue, membro do PCC que respondia por 11 assassinatos. O próprio Gilmar libertou o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos por violentar sexualmente 52 de suas pacientes, sob efeito de sedativos.

Não vai demorar muito e essas almas, para espanto e estarrecimento de toda nação, vão libertar o Cabral, que volta a ter seus privilégios na prisão no Rio de Janeiro, e mais os condenados pela Lava Jato, alvo de extermínio deles. os “libertadores” das almas criminosas que devem apodrecer nas cadeias brasileiras.

 

PRODUÇÃO CULTURAL COLABORATIVA

(Ajude publicar o livro ANDANÇAS adquirindo seu exemplar antecipado)

ANDANÇAS – Contos, causos, histórias e versos é um livro de 368 páginas, com ilustrações, que mistura ficção com realidade da vida, mas exigiu trabalho de pesquisa, como “Pelas Brenhas do Mundo”. Leitura prazerosa garantida que prende o leitor em suas descrições galopantes e poéticas.

Para adquirir a obra, com arte final concluída pelo artista Beto Veronezze, o autor Jeremias Macário, jornalista-escritor, está conclamando os amigos e companheiros a participarem do projeto colaborativo da pré-venda do livro a fim de viabilizar sua impressão na gráfica.

O exemplar vai custar R$40,00 e o interessado pode fazer a aquisição antecipada depositando este valor na conta poupança da Caixa Econômica Federal agência 0079, conta 00120426-5 ou entrar em contato com o autor através do e-mail macariojeremias@yahoo.com.br, fone 77 98818-2902 para assinar o “Livro de Ouro”.

Pedimos aviso comprovando o depósito, pois os nomes dos colaboradores serão anexados na impressão da obra que cada um receberá no lançamento. O livro fala do Nordeste, do homem do campo, do retirante da seca, das intrigas, das corrupções, da falta de ética, do levar vantagem em tudo, da vida e da morte.

Entre outros lançamentos (Terra Arrasada, A Imprensa e o Coronelismo e Uma Conquista Cassada), “ANDANÇAS” é mais uma publicação que demandou dedicação e sacrifício. Conto com
seu apoio para impressão final do trabalho de 300 exemplares, dos quais um poderá ser seu mediante contribuição a partir de R$40,00.

 

 

OS CAMBALACHOS DO REI PAGOS PELO POVO VIOLENTADO EM SEUS DIREITOS

Neste bafafá da cadeia dos amigos do mordomo de Drácula e da prisão desobediente de Lula, esqueceram de vez da execução da ex-vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes, e assim a mídia (nem lembram mais do dia do jornalista -7 de abril) vai navegando nas águas turvas lamacentas do caldo grosso do caos dos escândalos, das tragédias e dos horrores da política. Poucos deram atenção ao aviso intimidador à Justiça e à democracia vindo lá do quartel do general.

Enquanto a caravana passa, o povo, dividido em suas torcidas de ódio e rancor, paga os cambalachos do rei Drácula e é diariamente violentado em seus direitos. Hipnotizado pelos espetáculos macabros, a tudo assiste de suas arquibancadas e contenta-se apenas com seus deveres. Os cães ferozes continuam a ladrar e estão na espreita para atacar a carniça na hora certa da confusão dos desesperados.

A democracia virou saco de pancada e cada um aproveita para dar o seu soco de misericórdia. Não dá para apoiar e defender as bandeiras vermelhas do PT que se aliou em passado recente com gente da pior espécie e deu no que deu, nem seguir de longe os camisas amarelas da seleção brasileira, a maioria composta de uma elite retrógrada e fascista. O lamentável é que não existe, no momento, uma terceira via para marchar ao lado dela.

NAS CONTAS DE ENERGIA

Sem rodeios, vamos ao que nos interessa. Neste país tudo sempre sobra para os consumidores e a população em geral que custeiam as trambicagens do rei e da sua tropa de sanguessugas. Os saques diretos aos cofres públicos deixam um rastro de mortes na educação e na saúde nos sujos corredores dos hospitais, piores que nos campos de concentração em tempos de guerra.

Entre os auxílios-moradias dos juízes e as mordomias dos políticos, quase ninguém se atenta para a lista dos “penduricalhos” cobrados na conta de luz, que inclui desde ações para beneficiar produtores rurais até subsídios concedidos aos prestadores de serviços públicos de água, esgoto e saneamento.

Pouco noticiado pela imprensa, o golpe dos salteadores cafajestes passa despercebido do povo. Não há informação sobre os programas, e o que aparece na fatura da conta é apenas a cobrança de “encargos”. Além do imposto que você paga no ato da aquisição do seu alimento, ou outro produto qualquer, tem uma outra taxa disfarçada na sua utilização de  energia.

O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que, além do custeio indevido dos subsídios, o rei utiliza ilegalmente a via regulatória para embutir na tarifa de luz ações sem relação com o setor, criando um orçamento paralelo que ninguém sabe para aonde vai. É coisa mesmo de bandidagem.

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O FANTASMA DO NOSSO FUTEBOL

Botinadas pra lá e pra cá, rasteiradas, cabeçadas, cusparadas, convulsões cerebrais, pernas quebradas, contusões de deixar o “jogador” por muito tempo fora do campo, mais de 30 faltas num jogo, dedo e mão no anus do outro, xingamentos até racistas, chutões pra todo lado, peitada no juiz, quebra-quebra nas arquibancadas, pauladas, pedradas e até tiros com morte.

Esta é a lamentável cara, meus amigos, do nosso atual futebol, o fantasma brasileiro, que em tempos passados tanto encantou plateias com suas jogadas suingadas, com cadenciamento, leveza e poesia onde a bola era tratada como rainha e valia a pena ir a um estádio para prestigiar os craques artistas que eram tantos que não dá para listar aqui.

Hoje é uma tristeza assistir a uma partida de qualquer campeonato estadual ou brasileiro, principalmente quando depois se acompanha uma disputa das ligas europeias. O último jogo, por exemplo, entre Barcelona e Roma não teve dez faltas, e a bola rolou quase todo tempo. Torcedor aplaude até jogada bonita e espetacular do adversário e depois todos se cumprimentam de forma fraternal.

Aqui, quando termina o chamado “arranca toco”, ou “arranca rabo” de luta livre, quase ninguém se fala, quando não apelam para a pancadaria generalizada. Técnicos avançam contra o árbitro, com palavrões, e a polícia armada tem que entrar para protegê-lo. Os torcedores ficam irados e um quer matar o outro, achando que aquilo ali é sua vida.

Outra coisa que dá pena no nosso futebol é a mídia esportiva. Ao invés de criticar a decadência do nosso futebol, tudo por causa dos cartolas e vitalícios das federações que se perpetuam no poder para roubar, faz rasgados elogios, classificando tal jogo de grande partida. Quando alguém se destaca um pouco, passa a semana toda endeusando o cara. Coisa é quando faz o gol.

Dos que jogam atualmente aqui no Brasil, não vejo nenhum craque no nosso futebol, Dos de fora, um ou três, e o resto é tudo mediano, muitos até nos bancos de reservas dos grandes times da Europa. A seleção brasileira pode até ser campeã, mas nunca chega perto de uma de 58, 62 e 70, nem 82. O que se vê, hoje, meus senhores, é uma vergonha nos campos com um bando de fantasmas correndo, com chuteiradas para rasgar canelas.

O campeonato baiano, como de outros estaduais que se resumem a dois times nas finais, sempre se concentra no Ba x Vi onde se alternam nos troféus. O presidente da federação diz que o certame foi “empolgante” e os jogadores que foi muito difícil, o que não é verdade. A mídia segue na mesma toada, e no fim tudo termina em violência e baleados. Quando chegam ao campeonato brasileiro, os representantes baianos passam vexame e contando pontos para não serem rebaixados.

LANÇAMENTOS DE LIVROS NA UESB

Etnicidades, antropologia, povos indígenas e africanos, escravidão, terreiros de candomblé, quilombolas e personalidades da religião afrodescendente foram, entre outras, as principais questões levantadas na noite de ontem (quarta-feira, dia 4) no Módulo quatro da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb por professores que lançaram seus livros para acadêmicos, pais de santo de terreiros de Vitória da Conquista e convidados.

Numa variedade de temas específicos, centrados nas culturas, vida social e religião dos povos africanos e indígenas, foram apresentados os trabalhos “Remanso –uma comunidade mágico-religiosa (o fantástico apoiado em uma mundividência afrodescendente – aspectos das ambiências sociais, geográficas e históricas)”, de Itamar Aguiar e Ronaldo Sena, “Etnicidades e Trânsitos”, dos professores Marise de Santana, Edson Dias Ferreira e Washington Santos Nascimento, “Antônio Burokô”, de Domingos Ailton, “Tradições Étnicas entre os Pataxós no Monte Pascoal”, de Luis Caetano e outros ensaios individuais de Marise e Ronaldo.

Representantes de terreiros de candomblé de Conquista estiveram presentes ao evento quando ao final dos pronunciamentos dos autores fizeram uma oração de paz e pediram a todos mais tolerância religiosa e menos preconceito. Na ocasião, foram destacados os massacres e a opressão praticados pelo Brasil, no caso da escravidão, e pela humanidade em geral contra os negros e as nações indígenas.

Itamar Aguiar falou do propósito da obra Remanso, uma comunidade quilombola situada em Lençóis, numa área às margens do Marimbus, na Chapada Diamantina, destacando a vida, a religião e os costumes de uma gente predominantemente negra que vive da pesca e da agricultura.

Domingos Ailton descreveu sobre o personagem Antônio Burokô, um famoso pai de santo que viveu por muitos anos em Jequié e que sempre conseguiu driblar a polícia nos momentos de perseguição contra os terreiros, nos anos 30 e 40 do século passado.

Infelizmente, como sempre acontece em lançamentos de livros e eventos culturais na Bahia e em todo Brasil, o público presente foi pequeno para o tamanho e importância das obras escritas, mas o professor Itamar apontou a qualidade dos participantes no encontro como fator principal que mais interessava naquele momento. Foi um debate proveitoso onde todos expressaram suas ideias e argumentos.

AS QUARESMEIRAS NOS CONSOLAM

Em meio a tantas mazelas, egoísmos e cercados de ódio e intolerância, as quaresmeiras nas ruas e avenidas de Vitória da Conquista ainda nos consolam e aliviam nossas aflitas almas. Lá estão elas imponentes e exuberantes com suas flores coloridas aveludadas para confortar as dores das perdas, do ente que partiu ou da decepção que nos ronda.

Nesses momentos tão difíceis, elas nos falam, com seu olhar sereno, para prosseguirmos a jornada, e abrandam o coração de quem chora e derrama suas lágrimas por dentro. Não estão lá apenas nas épocas de quaresma, mas todos os dias do ano algumas se atrevem a florir como se estivessem de plantão para distribuir bondade e paz.

Apesar de tão maltratada pelas mãos do carrasco homem egoísta que só pensa em si, e tirar proveito como se a existência fosse eterna, a natureza continua nos abençoando como a mãe que, mesmo rejeitada, nunca abandona seu filho que se desviou do caminho. Ela não é só poesia, é essência e bálsamo até onde não existe sentido de viver.

OS TERRENOS DOS LIXÕES MEDIEVAIS

Eles estão por todas as partes da cidade de Vitória da Conquista, principalmente nos bairros próximos do centro e nas periferias. Tem donos especulando ganhar dinheiro, mas estão lá abandonados acumulando matos, lixos, restos de materiais de construção, camas velhas, sofás, plásticos, armários, materiais eletrônicos e até medicamentos vencidos.

Transformaram-se em verdadeiras lixeiras que acoitam ratos, cobras, mosquitos diversos e todo tipo de insetos que provocam doenças e até a peste dos tempos medievais. Lá estão eles emporcalhando as ruas, ao lado e na frente das casas em plenos tempos que a besta humanidade diz ser civilizada e moderna.

Dizem que existem um poder público e uma lei para ordenar o uso do solo e obrigar que os donos cuidem e cerquem seus terrenos para que eles não virem lixões medievais das doenças, mas cadê a vigilância da fiscalização? Que nada, meu amigo! Até o poder público é proprietário desses terrenos sujos que incomodam e enfeiam a cidade.

Se Vitória da Conquista tem um Plano Diretor Urbano, de ordenamento do solo (cada um dá nome à sua rua e escolhe seu número), ele está caduco e precisa ser atualizado através de um projeto do executivo a ser debatido em audiências públicas na Câmara de Vereadores com toda a comunidade.

Enquanto os lixões proliferam nos terrenos abandonados, o legislativo bate-boca; cada um só se preocupa com suas indicações domésticas; em apresentar moções de aplausos, proteger seus lotes eleitorais para que o “inimigo” não invada o terreno; e tramar para continuar no poder. Precisamos de uma Câmara mais firme e séria que discuta mais o coletivo em benefício de toda cidade. Conquista não merece!

O CHOCOLATE DA MÍDIA QUE PERDEU SEU PAPEL HISTÓRICO DE INFORMAR

Menos incitação ao consumismo e mais humanismo. É isso que se espera da mídia que tem se esquecido da dura realidade brasileira. Diante de tanto aperto financeiro das famílias, de excluídos do convívio social e de milhões de desempregados, o repórter é pautado para noticiar a venda de chocolates nos supermercados, atendendo mais a um dos caprichos do sistema consumista.

Por que não mostrar também o outro lado onde milhões não têm dinheiro nem para comprar o feijão com arroz? Praticamente não temos uma imprensa alternativa que saia dessa mesmice publicitária comercial que só empurra as pessoas, mesmo sem condições, a comprar produtos e mais produtos nestas datas criadas pelo setor.

Não sou nenhum ingênuo para não saber que tudo faz parte do jogo capitalista e que a mídia necessita faturar para sobreviver, mas não que ela entre totalmente de cabeça neste esquema e não possa mostrar o que está por trás desse paraíso surreal. Isso acontece na páscoa, no período natalino e em outras épocas que fomentam a cultura do consumismo desvairado.

Levada pelo apelo comercial, que conta com a força persuasiva da mídia, principalmente da imagem televisada, muita gente se entrega a esta onda fazendo sacrifícios sem puder e termina se endividando. É tudo maquinal. As pessoas compram porque outras fazem o mesmo, como se fossem obrigadas a cumprir um ritual e não pudessem ficar de fora para não serem vistas como antissocial.

Não existe entre nós um segmento alternativo da imprensa que nestas ocasiões faça matérias sobre o Brasil pobre que está bem longe do alcance dessas comemorações festivas inventadas pelo comércio, a maioria imitações norte-americanas. O que a mídia tem feito é induz para que as famílias consumam mais e mais, sem a consciência do que estão fazendo.

Tem a camada privilegiada que pode participar da festa para se exibir, os penetras que entram sem puder, mesmo sem sentido da coisa, e a grande maioria de excluídos que frustrada fica de fora das extravagancias. Muitos, felizmente, não embarcam nesta cultural artificial e descartável.

QUASE NADA SOBRE A DITADURA

Mas, não é somente nesta questão que a nossa mídia tem cometido seu pecado capital. Ela se habituou a cobrir escândalos, tragédias humanas e naturais, bárbaros assassinatos, execuções (caso da morte de Marielle Franco), chacinas e fatos históricos lamentáveis e logo depois se afasta da cena sem dar o devido seguimento, as chamadas “suítes”. Neste sentido ela tem colaborado para que o povo esqueça sua história e assim repita os mesmos erros do passado.

São muitos os exemplos que poderiam ser aqui listados, mas vou me reportar ao 1º de abril de hoje de 2018, que está completando 54 anos da ditadura civil-militar que, com sua repressão de fogo e ferro, torturou e matou muitos brasileiros que se levantaram contra o regime. Pouco se tem falado da data para o público, enquanto os generais festejam em seus quarteis como uma “revolução” que tirou o povo do cativeiro.

A mídia tem a obrigação de exercer seu papel histórico, de estar sempre relembrando estes acontecimentos através de entrevistas, reportagens jornalistas exclusivas e documentários. Isto serve para que a população tome conhecimento, principalmente os nossos jovens que, no caso específico da ditadura de 64, quase nada sabem do assunto.

É por estas e outras que tem muita gente maluca por aí pedindo a volta dos militares ao poder, e a maioria inculta entra no embalo, falando impropérios e repetindo besteiras que escuta dos extremistas retrógrados. Como as feridas continuam abertas com a anistia dos torturadores, essa saída suicida de acabar com a liberdade ganha cada vez mais espaço na sociedade.

A mídia tem muita culpa nisso porque ela se distanciou da sua missão precípua de bem informar sobre os fatos e passou a fazer apenas o factual de sempre, com cunho mais publicitário e consumista, só pensando na audiência e no faturamento.

Para resumir, a nossa mídia está mais pobre em conteúdo. Deixou de fazer com que as pessoas reflitam mais sobre sua realidade e sua história. Ela perdeu muito o seu lado investigativo e provocador. É lamentável, mas é a verdade. Alguns impressos ainda pontuam estas questões.



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