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SARAU DEBATE O IMPÉRIO ROMANO E A SUA FORMAÇÃO

O Império Romano foi tema de debate no “Sarau Colaborativo A Estrada”, realizado no último dia 10 (sábado), com a participação de visitantes convidados e pessoas que sempre frequentaram nosso evento que está completando nove anos de atividades, e já produziu o “CD Sarau” com  o formato de músicas autorais de artistas locais, causos e declamações de poemas.

Um dos palestrantes do assunto foi o jornalista e escritor Jeremias Macário, que pontuou a fundação de Roma em 753 a.C, numa história carregada de lendas da mitologia grega e realidade, descrita por historiadores. Foi uma grande viagem desde os tempos dos reis, a República, construída pelos Tarquinios etruscos, passando depois pelos imperadores Sila, Pompeu, Caio Júlio César, Otaviano Augusto, Tibério Cláudio Nero, Calígula, Nero, os quatro imperadores do ano 69 d.C. (Galba, Oto, Vitélio e Flávio Vespasiano), Tito, Domiciano, Caio Nerva, Marco Trajano, Públio Adriano, Antonino Pio, Marco Aurélio e seu declínio com Cômodo, Diocleciano e Constantino entre os séculos II e III da nossa era.

Rômulo e Remo

Reza a lenda que quando os gregos Menelau, Ulisses e Aquiles conquistaram Troia, na Ásia Menor, um dos poucos defensores a se salvar foi Enéias, cuja mãe era a deusa Venus-Afrodite. Ele andou perambulando com uma mala ao lombo até alcançar o Lácio, no norte da Itália. Casou-se com Lavínia, filha do rei Latino, onde fundou uma cidade com o mesmo nome da mulher. Dessa descendência, nasceram Rômulo e Remo, os fundadores da cidade.

Lenda ou não, sabe-se que os gregos exerceram grande influência no desenvolvimento político, social e religioso de Roma durante todo seu período de Império, o mais forte daquele mundo que se estendia da Itália a Grã-Bretanha, Egito, Ásia Menor, Oriente e até regiões da África, como Cartago, hoje a Tunísia. No século IV a.C.se deu-se a unificação política italiana, com as conquistas contra os etruscos, équos, volscos e tribos gregas.

Como bem sabemos, o tema é por demais amplo, mas conseguimos resumir falando das guerras púnicas (a primeira durou de 264 a 241 a.C.) e a segunda, de 218 a 201 a.C., quando o grande general Aníbal com seus “tanques de elefantes” encurralou os romanos, chegando às portas da capital Roma, só não acontecendo graças à união e ao orgulho do seu povo. Aníbal com suas estratégias e diplomacias foi considerado pelos historiadores, o maior general da antiguidade, e até de todos os tempos, só comparado com Napoleão.

O grande general Caio Júlio César, que governou o Império com mão de ferro e teve que combater Pompeu para chegar ao trono, foi outro ponto interessante das discussões, sem falar no seu sobrinho, ou filho, Otaviano que recebeu o título de Augusto, o chamado divino pelo povo. Se não foi o maior, foi um dos maiores dos imperadores com suas mudanças de gestão e ordem, estabelecendo um período de 40 anos de paz, e sendo exemplo para muitos outros de seus sucessores. Governou como rei por mais de 40 anos.

O Cristianismo e a Inquisição

Religião e arte, a dinastia Júlio-Cláudia e o despotismo dos Flávios, a evolução do Império nos séculos I e II da era cristã quando atingiu seu auge, as províncias romanas, sangue e miséria no Império do século III, principalmente com Cômodo que massacrou o povo, a escorcha dos impostos nos reinados de Diocleciano e Constantino, que muito contribuiu para seu declínio e a evolução religiosa até o cristianismo foram questões abordadas durante o Sarau.

O tema foi arrematado pelo professor Itamar Aguiar que falou da ascensão do cristianismo no Império já em decadência, e no mundo atual. O povo adorava vários deuses que lhe davam sustentação até meados do século II e início do século III. A nova doutrina conquistou adeptos, cuja população já vivia cansada e não mais acreditava nas promessas terrenas, mas numa felicidade de vida futura.

Depois dos debates, como sempre ocorre, o evento foi animado e ficou mais descontraído com a viola do músico e cantador Walter Lajes, Marta Moreno,  com os causos de Jhesús e as declamações de poemas, como de Evandro Gomes, nosso companheiro de academia e frequentador do nosso Sarau, juntamente com Rozânia Brito.

O Sarau contou ainda com as participações de Mano Di Souza, Cleide, Juan Guilherme, professor Jovino, Tânia, Maria Luíza, Aline Kiriaki, Renata Santana, Jaqueline Silva, Kika, Anne Rocha, Calcídia  Silva, Maxwell Rocha, Sérgio Viana e a nossa anfitriã Vandilza Silva que a todos atendeu com muita dedicação, nos servindo bebidas e um tira-gosto de pato no final do nosso Sarau, que no próximo terá como tema “A Inquisição na Idade Média”.

O CIO DA CACHORRADA

Nas ruas de Juazeiro da Bahia (podia ser em qualquer outra cidade), o jornalista Jeremias Macário flagrou com sua máquina o Cio da Cachorrada, que faz suas transas sem nenhum pudor, mas o ato é sério por revelar que os humanos não têm vergonha de abandonar os animais nas ruas onde procriam e aumenta ainda mais a quantidade de bichinhos sofrendo nas vielas das cidades, sem cuidado e um bom tratamento. Deveria se envergonhar quem faz isso. Outro dia me deparei com esta cena também em Vitória da Conquista. Tenho um vizinho que deixa os gatos soltos, que me perturbam constantemente no telhado.

NA ESTRADA

Na estrada cigana galante

Anavalhada, livre e longa

De uma vida curta e pouca

Sou sereno, frio e vento

Sol a pino de cara ardente

Poeira lá do horizonte

E ando com tanta gente

De senso santo e louca

Que comove e engana

Na procura daquela fonte

Que mata sede do andante.

 

É uma via do mal e do bem

De sina divina e satânica

Em toda extensão da pista

Com aviso em cada esquina

Riscos da liberdade proibida

Esculpidos por um artista

Com entrada, meio e saída.

Gira e muda como enigma

O sentido finito da vida

Com face suave e tirânica

Sem decifrar o rosto do além.

SESSÃO DA CÂMARA LEMBRA OS 13 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA

Com a participação de várias representantes de entidades da sociedade que combatem a violência contra as mulheres, a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista realizou, ontem, dia 07/08, uma sessão especial para lembrar os 13 anos da Lei Maria da Penha, concluindo que muito ainda tem por fazer para reduzir as agressões sofridas contra o sexo feminino, principalmente por parte de maridos e parentes.

Na ocasião, foram citados números de violências que, infelizmente, só têm aumentado, apesar das leis terem endurecido contra os agressores. Falaram  em defesa da mulher as vereadoras Nildma Ribeiro, Viviane Sampaio, a diretora da União das Mulheres de Conquista, Maria Otília Soares, Luciana Silva, da Comissão das Mulheres da OAB regional, a capitã Débora Brito Nascimento e outras representantes da Faculdade Fainor e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb.

Saúde pública

A vereadora Nildma Ribeiro destacou que a violência contra a mulher no Brasil é uma questão de saúde pública, que cabe também aos homens se conscientizarem a respeito do problema. Lembrou que agosto é o mês de combate contra este tipo de violência, e que está com projeto no sentido de estabelecer o dia 17 como data municipal de combate ao feminicídio.

Ela citou ainda que 43% das vítimas são menores de 14 anos, e 18% entre 15 a 18 anos. A maior parte das agredidas tem relação com o agressor. Otília afirmou que, apesar das leis de prevenção, “ainda temos muito trabalho pela frente”. Segundo ela, “a violência em sí já é uma doença, pior ainda quando é contra a mulher”. “Isso é uma praga, e uma prática abominável em nossa sociedade”.

A representante da OAB, Luciana indagou por que foi preciso estabelecer uma lei para proteger a mulher, e respondeu porque vivemos numa sociedade desigual onde as mulheres são as maiores vítimas. Todas elogiaram o trabalho da polícia através da Ronda Maria da Penha, uma mulher que por muitos anos foi agredida pelo seu marido e terminou ficando paraplégica numa cadeira de rodas, daí a origem da criação da lei, mas ainda persiste a impunidade em muitos casos.

Outras leis e a incoerência

No Brasil existem muitas leis e estatutos de proteção em defesa de várias camadas da população, como o Estatuto da Criança, do Idoso e do Consumidor, só para citar alguns, mas, na prática pouca coisa funciona, sem contar nas incoerências e paradoxos quando o cidadão procura reivindicar seus direitos.

O Estatuto do Idoso, por exemplo, é um dos mais violados e desrespeitados.  Basta olhar nas ruas as vagas de estacionamento ocupadas por quem não tem direito. Outra questão é a incoerência da lei que não é reparada, se for comparada com a população de idosos no país.

De acordo com as estatísticas, mais de 30% dos habitantes já estão na faixa superior aos 60 anos, mas as lotéricas e bancos só reservam um caixa para atendimento prioritário, incluindo ai mulheres grávidas, deficientes e pessoas com crianças, tornando um sofrimento maior para este tipo de usuário do que se ele for optar pela fila normal. É uma total incoerência do poder público, e que o brasileiro não reclama.

O mesmo acontece com relação a vagas de estacionamentos para carros nas médias e grandes cidades, como em Vitória da Conquista, por exemplo. No centro existem poucas vagas destinadas aos idosos e, para piorar ainda mais a situação, tem muita gente que não é idosa, mas ocupa o local. Além de incoerentes, a grande maioria das leis no Brasil não é cumprida.

 

EVOLUÇÃO DO IMPÉRIO NOS SÉCULOS I E II DA ERA CRISTÃ

Foi brilhante a evolução do Império nos dois primeiros séculos da era cristã, num único Estado civilizado entre os países do Mediterrâneo. Só as tribos selvagens germânicas, que nunca se dobraram a Roma, os eslavos, finlandeses, os nômades do deserto, os negros da África central, os iranianos e os mongólicos da Ásia ficaram de fora. A população podia mover-se livremente, com exceção dos servos orientais presos ao solo, conforme descreve o autor de “História de Roma”, M. Rostovtzeff.

O Mediterrâneo era um grande lago romano, bem como o Mar Negro, os rios da Europa Ocidental e o Nilo, que transportavam mercadorias e passageiros. A comunicação com a Índia era segura através dos portos egípcios. Pelas estradas era fácil viajar para o Atlântico e outros mares. Uma rede de estradas semelhantes cobria a Ásia Menor, Síria, África do Norte e Grã-Bretanha. Toda segurança era garantida pelas forças armadas nas comunidades de autogoverno.

SEM ASSOCIAÇÕES SUBVERSIVAS

O Estado mantinha destacamentos especiais de polícia em Roma (brigada de bombeiros), Lião e Cartago. A vida municipal estava livre do controle do governo central, mas não aceitava clubes de caráter subversivo em seus limites. Apenas as comunidades cristãs eram perseguidas, mas não se sabe se o eram como associações (collegia illicita), ou acusadas, individualmente, por se recusarem a participar do culto ao imperador. Haviam associações fechadas como escolas filosóficas.

No Oriente, as constituições, ou cartas das cidades, variavam muito entre sí. Indiferente, o governo romano apoiava a aristocracia, e via com desagrado a democracia. Na maioria das cidades gregas, a Constituição era oligárquica. A Alexandria recebia tratamento excepcional, isto é, tinha direitos reduzidos e era controlada rigorosamente pelo governo romano.

A maioria das comunidades italianas e nas províncias tinham suas constituições dadas pelo governo central. A cartas eram padronizadas, obedecendo ao mesmo esquema, determinando a criação de instituições municipais, magistrados, conselho de anciães ou decuriones (senadores locais) e uma assembleia popular. Eram acontecimentos importantes as eleições dos conselhos e dos magistrados, com competições acirradas.

Quando eleito para o Augustales (associação de libertos) era uma honra muito disputada por recolher fundos para o culto ao imperador nas cidades. Na Ásia recebia o título de guardiões do templo do imperador. A maioria dos edifícios públicos nas cidades gregas eram construídos por meio de subscrições particulares entre os ricos. Em Roma, a coisa era mais complicada. A população, calculada em mais de um milhão de habitantes, não tinha direitos políticos e municipais. Era totalmente controlada pelo imperador, seus ministros e pelo Senado. Augusto fez de Roma a verdadeira capital do mundo e seus sucessores seguiram os passos. A capital tornou-se, aos poucos, a mais agradável para se morar.

A ordem era mantida pela polícia imperial, com sete regimentos de bombeiros. Funcionários especiais fiscalizavam os aquedutos, esgotos, o curso do Tibre, a conservação dos edifícios públicos, ruas e avenidas. Não existiam, em outro lugar, templos tão nobres e fóruns ricamente adornados, arcos triunfais e uma floresta de estátuas. Os teatros, anfiteatros e circos eram amplos. Nenhuma tinha mais bibliotecas públicas e museus, ou uma galeria de estátuas construídas por Augusto no seu fórum de famosos comandantes romanos.

200 MIL MANTIDAS PELO ESTADO

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“ANDANÇAS” NO MUSEU HISTÓRICO DE JEQUIÉ

Nesta sexta-feira, dia 9, às 19h30min, no Museu Histórico João Carlos  Borges, em Jequié, o jornalista e escritor Jeremias Macário, estará lançando seu mais novo livro “ANDANÇAS” com o show do músico, cantor e compositor Walter Lajes, dentro do projeto “Cantorias Literárias” que já aconteceu em Vitória da Conquista, na Casa Regis Pacheco e na Livraria  Nobel.

O evento conta também com apoio do jornal “ A Folha”, do jornalista Ari Moura, e “Andanças” é uma obra que mistura ficção com a realidade, através     de causos, histórias, prosas e poemas, muitos dos quais musicados por artistas locais como o próprio Walter Lajes (Na Espera da Graça), Dorinho Chave (Lágrimas de Mariana)  e Papalo Monteiro (Nas Ciladas da Lua Cheia).

Nos próximos dias 15 e 16 do corrente mês, o livro será lançado em Guanambi e Bom Jesus da Lapa, com o show do cantor e compositor Alex Baducha, numa mistura de música com literatura. Em Jequié, no dia 9, vamos realizar uma noite cultural para quem comparecer ao lançamento da obra, que contou com a colaboração de muitos amigos e apoiadores da cultura.

“Andanças” e “Uma Conquista Cassada”

“Andanças” foi um trabalho feito com muito esforço e dedicação, que demorou mais de três anos para ser publicado devido à falta de patrocínio. Existem capítulos e versos dedicados à Vitória da Conquista, como figuras lendárias da cidade do passado, fatos e versos sobre a Serra do Piripiri, a Mata Escura, O Cristo de Mário Cravo e as obras do artista Cajaíba.

Coube espaço também para comentários inéditos sobre a ditadura civil-militar de 1964, mostrando o outro lado do regime, em relatos diferenciados do livro “Uma Conquista Cassada -cerco e fuzil na cidade do frio”, de sua lavra, que também será apresentado aos interessados pelo assunto histórico da ditadura. Este livro está sendo indicado aos estudantes por professores das escolas públicas e universidades.

O trabalho do novo livro também exigiu uma parte de pesquisas, como a história de um mochileiro no capítulo “Pelas Brenhas do Mundo”, que percorreu várias lugares do planeta e esteve presente nos acontecimentos históricos mais importantes, como “O Maio de 68”, na França, A Primavera de Praga, as guerrilhas na África e a Guerra do Vietnã.

Numa linguagem simples, beirando ao realismo fantástico em muitas passagens, “Andanças” é prazeroso de ser ler, sem regras e amarras sequenciais. Pode ser lido de qualquer parte e está dividido em dois que é “A Estrada” dedicada aos amantes da poesia solta e s

O GIRASSOL DA VIDA

Quem não se encanta com o girassol  florido nos campos. Como o próprio nome já diz, a flor gira em direção ao sol para receber seus raios da vida. Com seu cacho de sementes, utilizado na indústria do óleo comestível, e suas pétalas em torno, faz o ser humano esquecer os problemas e amar mais ainda a natureza, tão maltratada pelos homens. Vamos ser um girassol da vida e amar os outros, ao invés de odiar com tantas intolerâncias. A foto é do jornalista Jeremias Macário que plantou uma dessas maravilhosas plantas em seu quintal entre as hortas e outras espécies medicinais, além de nativas do nosso sertão nordestino.

MENTE BRASILEIRA

Letra de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

A mente moura ibérica, negra e índia,

Essa mistura mestiça brasileira mente,

Mente feio o eleitor na urna ao ir votar,

Depois o eleito só quer tirar seu proveito,

Promete pão e escola e dá circo e esmola;

Enganam o governo e o caro parlamentar,

E a avenida histérica se divide pra xingar.

 

Gente falsa compra sapato em Nova York;

Só quer falar I love “very  good, nok, nok”;

Rouba meu cofre e sempre se diz inocente,

O demente mente que a ditadura não existiu,

Mente na TV que não tem feito preconceito,

Faz de conta que lê e só vê as redes sociais,

Avança os sinais e se diz humano solidário,

Apoia os fascistas e o corrupto salafrário.

 

Mente vil brasileira tão incoerente mente,

Onde o forró lambada virou coisa imoral,

A puta finge amor na cama que já gozou,

A igreja prega que a inquisição já passou,

O malandro se gaba de esperto inteligente;

Todos só querem em tudo levar vantagem;

O Nordeste não tem mais cabra da peste,

Como Suassuna com sua viagem armorial;

Mente brasileira de cultura ainda colonial.

 

 

O IMPÉRIO ROMANO NOS DOIS SÉCULOS DA ERA CRISTÃ

Dentre os sucessores de Augusto que mantiveram o Império mais metódico nos dois primeiros séculos da era cristã, Cláudio, Vespasiano e Adriano realizaram um trabalho mais frutífero. Tudo se concentrava nas mãos do imperador através de um Escritório Central (editos, cartas, finanças, petições), e os chefes de departamento assumiam o caráter de ministros. As decisões dos tribunais eram presididas pelo imperador, funcionando como juiz de apelação.

Para os diferentes ramos dos assuntos, o Escritório Central dividia-se em departamentos, e cada um era supervisionado por um chefe ( liberto ou servo pessoal). A partir de Oto passou a ser por um funcionário (rationibus) da classe equestre. O mais importante era o departamento das finanças, incluindo as propriedades do imperador (rationes).

O papel dos magistrados

O súdito comum, com exceção do habitante da capital, estava muito menos em contato com os representantes do governo do que em qualquer Estado moderno. Os magistrados eletivos da comunidade faziam a ponte entre o homem da rua e o Estado. Eles tinham completo controle da cidade e seus assuntos. Eram juízes de primeira instancia e davam ordens à polícia.

Atuavam ainda como agentes do governo na estipulação e coleta dos impostos, e impunham ao povo outras obrigações, como a construção e a conservação das estradas, o transporte dos funcionários, dos bens e do correio do governo. O imperador vigiava todos os atos dos governadores e estes sabiam que nas reuniões anuais estavam sujeitos a queixas contra atos violentos e ilegais praticados por eles no poder.

Neste período, grandes números das cidades estavam mergulhados em dívidas, incapazes de administrar suas finanças. Então, foram criadas comissões para estudar os fatos. No tempo de Trajano, inspetores (curatores) passaram a exercer tal função, cobrando providências das autoridades municipais. Só uns poucos departamentos eram controlados pelos imperadores, que cuidavam de suas imensas fortunas.

Além dos agentes, outro grande número de procuradores, atuando nas provinciais, recolhia também impostos diretos e supervisionava as receitas e as despesas, incluindo o pagamento do exército e o custo da administração do domínio estatal. Eles eram numerosos e ricos no Egito. Com o tempo, os imperadores resolveram estender a cobrança de impostos sobre heranças, escravos libertados, leilões e sobre importações e exportações. A princípio, eram fiscais especiais e depois a tarefa passou a ser exercida por funcionário nomeados pelos imperadores.

Exército de soldados e funcionários

Com o tempo, o imperador viu-se não só à frente de um exército de soldados, mas também de funcionários nomeados, pagos e julgados por ele. Em épocas remotas, os postos mais altos pertenciam às classes equestres (vir egregius, ou vir perfectissimus), e as funções inferiores exercidas pelos libertos e escravos. O título de vir claríssimus era reservado aos senadores.

Os equestres recebiam entre 60 mil a 300 mil sestércios e podiam tornar-se  comandantes da guarda pretoriana (praefctus praetorio), ou governador do Egito, e até mesmo controlador do fornecimento de cereais (paefectus annonae). Podiam ainda comandar o corpo de bombeiros, ou servir como procuradores nas províncias.

Como pontifex máximo, o imperador era o chefe da região estatal, sendo venerado em todo o Império. No entanto, a vida religiosa de seus súditos não era afetada pelo Estado. Ele não tinha ligação direta com a administração da Justiça e com a codificação do Direito Civil ou Criminal. Essas funções eram dos tribunais locais, tanto na Itália como nas províncias. O Direito Romano e os códigos penais por vezes entravam, em conflito, especialmente na Grécia.

Como governador de muitas províncias, o imperador no papel de apelação, proferia sentenças nos casos mais importantes. Como chefe do exército, elaborava as principais regras do Direito Militar e, como chefe da administração financeira, fazia com que os procuradores elaborassem um esquema de relações legais.

O Direito Romano

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“FOI TUDO UMA BALELA DA COMISSÃO”

Ninguém foi morto pela ditadura civil-militar de 1964 (aliás, nem houve), inclusive na guerrilha do Araguaia, ninguém foi torturado, ninguém foi desaparecido e nem político foi perseguido por ter se posicionado contra o regime dos generais. Tudo foi criação da esquerda, e as organizações das lutas armadas mataram uns aos outros. “Foi tudo uma balela”, coisas desses comunistas sanguinários, matadores de criancinhas e idosos.

O mais espantoso, desumano e aterrador das declarações sobre os acontecimentos históricos do passado tenebroso, estamos agora ouvindo neste país há sete meses, e o mais grave, da boca de um capitão-presidente que outrora foi expulso do exército por indisciplina. Esse cara não bate bem da cabeça, e nunca deveria estar à frente de uma nação por tripudiar e jogar mais sal nas feridas abertas dos familiares que perderam país, mães, irmãos e parentes nos anos de chumbo, que ninguém quer mais que se repita.

Com sua atitude de sádico, ele contesta todos documentos e depoimentos que comprovam as mortes e os desaparecimentos de presos políticos (para o cara não passaram de vagabundos criminosos e terroristas), com versões chulas, só  com o intuito de confundir mais ainda a cabeça dos incultos e ignorantes que nada sabem da história do seu país, a não ser através de conversas de bêbados em portas de botequins.

Como brasileiro, sinto-me envergonhado e triste, principalmente quando tais barbaridades e sandices partem de um “presidente” da República, eleito pelo voto de raiva contra um partido de esquerda, que terminou por criar monstros e aberrações de quatro cabeças, os quais acham que ditadura só existiu e existe do outro lado das cortinas de ferro. Estamos num governo de retrocesso que acha que não tem viés ideológico. Seus seguidores só sabem abrir suas garras para criticar o outro governo da linha opositora que já passou e cujo chefe está preso.

POR QUE DESTRUÍRAM E QUEIMARAM?

Se “tudo foi uma balela” de uma Comissão de Estado, por que os centros de investigações das forças armadas, os departamentos de políticas investigativas opressoras, as delegacias, oficiais e generais desapareceram e queimaram documentos históricos de torturas, desaparecidos e mortes, como nos arredores do aeroporto de Salvador e em outros lugares?

Por que até hoje muitos arquivos chamados de “confidenciais”, depois de mais de cinquenta anos dos macabros episódios, não foram abertos ao público? Vá fazer uma pesquisa num quartel desses que serviu de porão de torturas e você encontrará a maior dificuldade. Os militares ainda dizem que são sigilosos e Segredo de Estado, como é o caso da Operação Condor que envolveu vários países da América do Sul, como Argentina, Chile e Uruguai que puniram os mandantes das carnificinas e atrocidades. Aqui no Brasil as feridas não foram fechadas, e decretaram uma anistia imposta.

Por essa e outras é que aparece um cara e quer acabar com a nossa memória, e dizer para essa geração que não mais ler, que nada sabe da sua história, que só sabe apertar parafusos, empregar a palavra competir, devassar a vida dos outros nas redes sociais e tudo faz por uma fama de 15 minutos, que não existiu ditadura, e que esse negócio de morte e desaparecidos “foi uma balela” de Comissão da Verdade.

Gostaria de saber o que pensam os generais e as forças armadas de hoje sobre essas declarações de negacionismos da nossa própria história. O que acham os quartéis de hoje de que tudo o que ocorreu durante o regime militar “foi uma balela”?  Estão todos de acordo? É um complô para destruir os fatos que aconteceram no passado? Nosso Brasil não merece isso, ter sua imagem tão deformada e vilipendiada lá fora? O pior é que a maioria ignara acredita que “tudo foi uma balela”.

Por termos uma educação de péssima qualidade e um nível cultural tão baixo, sem contar os fanáticos direitistas, é que é fácil enganar nossa população, transformando os vilões em vítimas, como agora no caso das revelações do Moro com os promotores da Operação Lava Jato, que por sinal se acabou. A grande mídia tem muita culpa nisso por contribuir para abafar os erros e ilícitos das classes e das castas dominantes.

 

 

 





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