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O SERTÃO CINZENTO

Foto do jornalista Jeremias Macário em suas andanças quando registrou o sertão cinzento castigado pela seca. O que pode ser uma linda imagem é também tristeza para o sertanejo que sofre a inclemência da estiagem com a perda de suas lavouras e de seus animais que morrem de sede. Pode até ser poético, mas remete a uma natureza morta onde o homem, sem saída e ajuda, bate em retirada para sofrer ainda mais longe da sua terra querida. Quando cai a chuva o cinzento se transforma e se derrete todo em verde. Ai o sertanejo retorna para começar tudo de novo e fazer a sua roça e criar seus animais.

POEIRA

Poema de autoria do jornalista Jeremias Macário

POEIRA

Andei por aí,

comendo poeira

por todo lugar,

no sol da zonzeira,

de a pele rachar.

 

Andei por aí,

longe das catedrais,

nas capelas de cruzes,

marcadas por sinais,

sem o foco das luzes.

 

A pé, ou de carro,

a poeira a subir,

nas casas de barro,

na estrada da vida,

não tem mais Juriti.

 

Menino descalço,

andando por aí,

com a barriga vazia,

parecendo o Zumbi,

na poeira do dia.

 

Caminhei por ai,

nas minhas andanças,

vendo a fome,

severa o seu nome,

de tristes lembranças.

 

A poeira nas curvas,

nas rodas veloz a girar;

tapa tudo ao redor;

vira nuvens no ar,

e em nós fica só o pó.

 

Perambulei por aí,

comendo o sal,

misturado à poeira,

do bem e do mal,

das viagens daqui.

A INQUISIÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL

Há séculos, desde os tempos coloniais, os juízes no Brasil são vistos como deuses intocáveis do Olimpo, como na mitologia grega. Só os sumos sacerdotes e reis, como em outras civilizações antigas, podiam ir ao templo fazer suas oferendas e sacrifícios. Nesses rituais, os humanos eram, na maioria das vezes, os sacrificados vivos.

O povo os venerava de distante, como o nosso que tremia e ainda treme pisar os pés num Fórum e ficar diante de um magistrado. O ritual de tratamento é cerimonioso, e sua toga preta parece simbolizar que ele é um imortal e, por tal condição, não pode ser criticado, e quem se atrever a isso será severamente punido.

Assim está se comportando o Supremo Tribunal Federal com sua pesada inquisição, como o Santo Ofício, contra as veladas críticas da população nas redes sociais e veículos da mídia, isto em pleno século XXI de difíceis tempos em que tanto se clama por democracia e liberdade de expressão, garantidas pela Constituição de 1988. Os desabafos entalados nas gargantas sufocantes são  dirigidos a alguns membros da corte que têm tomado posições até então suspeitas diante de evidências de crimes de corrupção, ladroagens e até de tráfico de drogas e armas.

A devassa aos críticos, como se ainda estivéssemos sob o poderio inquisitório do rei de Portugal, ou numa ditadura civil-militar do seu Tribunal Militar, está sendo feita por um ministro, indo de encontro à posição da Procuradora Geral da República, do Ministério Público e até de colegas e associações da classe que estão encarando a atitude como um ato de censura à plena liberdade de expressão.

INVESTIGA E JULGA

Millôr Fernandes já dizia que “jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”. O mais grave nesse triste episódio é que o próprio Supremo Federal está investigando o que considera como crime e, ao mesmo tempo, está fazendo o julgamento, o que constitui  uma aberração jurídica. Quem investiga não pode julgar, como já opinou vários especialistas no assunto.

Pelas afrontas sofridas durante anos, pelas injustiças sociais, pelos desmandos das autoridades, pelas tragédias anunciadas no Brasil com milhares de mortes, pelos privilégios concedidos ao judiciário e ao legislativo, os quais afrontam a todos, pelos avanços das milícias e traficantes nas favelas que não são contidos pelos governantes (muitos políticos estão envolvidos como mafiosos), pela falta de educação e saúde e pelos desvios de conduta dos “homens deuses” das togas, o povo brasileiro tem razão de sobra de gritar e de xingar, até com certos palavrões ofensivos em momentos de raiva, contra membros de instituições que envergonham a nação e roubam a nossa autoestima e esperança de dias melhores e moralizantes.

Basta de se comportar como cordeiros ou gado marcado a ferro, basta de ouvir e aguentar tudo calado, basta de ser comodista e dizer que nada tem a ver, e não vai se meter nisso, basta de tanta alienação, basta de tantos desprezos destas castas que nos esnobam e fecham suas portas ao trabalho na semana santa e nos chamados “feriadões”, basta dos abusos de autoridade onde o cidadãos que paga os impostos têm que baixar a cabeça para não serem presos, Basta de nos tratarem como servos e súditos desses reis nus, basta de tanta opressão e de tantas asneiras e baboseiras!

Passou da hora de levantarmos nossas vozes, e nos colocarmos ao lado de críticos contundentes contra uma turma, que todos já sabem seus nomes, que solta da cadeia comprovados bandidos contumazes e ratos corruptos assassinos que, impiedosamente, passa safadamente a mão em nosso suado dinheiro. Uma coisa é o julgamento técnico, e o outro é o nitidamente político, inclusive o de relações pessoais de interesse. Não nos façam de bestas e otários engolidores passivos de facas.

Não estou falando aqui de ameaças e de certas ofensas injuriosas, mas todos nós ofendidos há anos em nossas honras, temos o direito de contestar, bradar nos momentos de cólera e pedir o impeachment de membros da corte, coisa que o Senado não faz porque muitos lá têm também suas mãos sujas de sangue dos nossos brasileiros que padecem e morrem nas câmaras ardestes dos hospitais, e são vivo-mortos pela ignorância porque lhe negaram a educação de qualidade, do saber e do conhecimento.

Muitos são adúlteros da lei, vendem até sentenças, têm auxílio moradia, férias de dois meses ao ano e outros penduricalhos e, quando, por vezes, são “punidos”, são simplesmente afastados com polpudas aposentadorias compulsórias. Do outro lado dos prédios de tapetes luxuosos do legislativo está encastelada em suas mordomias uma casta de nababescos que nem está ai para o povo, e vota matérias e reformas conforme a dança dos mandantes aristocratas, burocratas e oligarcas do país. Repudiamos esta inquisição do Supremo.

 

 

 

EDITAL DE CITAÇÃO PARA PAGAMENTO DE QUANTIA

JUÍZO DE DIREITO DA 5ª VARA DE RELS. DE CONSUMO, CÍVEL ETC. DA COMARCA DE VITÓRIA DA CONQUISTA (BA).

  1. Min. Victor Nunes Leal, 75, 3º andar, Cidade Universitária, 45031-140, 77-3229-1150, 08:00 às 18:00 horas.

Processo nº: 0507300-02.2017.8.05.0274

Classe Assunto: Execução de Título Extrajudicial – Prestação de Serviços 

Exequente: Vinicius Andrade de Benedictis

Executado: EMANUELA SOUSA SILVA

Prazo: 20 

EDITAL DE CITAÇÃO PARA PAGAMENTO DE QUANTIA

O Doutor CÉSAR BATISTA DE SANTANA, MM. Juiz de Direito Titular da 5ª Vara de Relações de Consumo, Cível e Comercial desta Comarca de Vitória da Conquista, Estado da Bahia, na forma da lei, FAZ SABER a todos quantos o presente Edital virem ou dele tiverem conhecimento, especialmente a pessoa de EMANUELA SOUSA SILVA, CPF n° 010.358.415-33, cuja localização é incerta e não conhecida, que por este Juízo e sua respectiva Secretaria, tramitam os autos do processo acima identificado, sendo Exequente VINICIUS ANDRADE DE BENEDICTIS contra a Executada, EMANUELA SOUSA SILVA, cuja petição inicial apresenta as alegações fáticas e postulações, em síntese: Que o Exequente fora constituído de advogado pela Executada para propor Ação de Alimentos que desencadeou no processo n° 0503746-64.2014.8.05.0274, com contrato de honorários fixado em 20% sobre o valor total do proveito econômico anual percebido pela Contratante/Executada, uma vez que se trata de Ação de Alimentos. Que Proposta a ação, o MM. Juízo fixou os alimentos provisórios em 03 salários mínimos. Ocorre que a decisão não foi cumprida em sua totalidade, motivo pelo qual o ora Exequente interpôs uma Execução de Alimentos, conforme processo n° 0506421- 97.2014.8.05.0274. Quem em 28.05.2016 foi realizada audiência no processo 0503746-64.2014.8.05.0274, e a dívida no momento estava em quantia superior a R$ 15.000,00, contudo, a Executada realizou um acordo no qual passaria a perceber mensalmente o valor de R$ 1.182,00 a título de pensão alimentícia para seus filhos, e ainda reduziu o valor a ser recebido de R$ 15.000,00 para R$ 10.000,00, referente ao processo de Execução de Alimentos. Que antes de a Executada aceitar o acordo supramencionado, o Exequente àquele momento alertou-a de que dentre os R$ 10.000,00 do processo de Execução de Alimentos, R$ 2.657,71 consistiam em honorários advocatícios de sucumbência arbitrados pelo Douto Julgador. Que, desse modo, findada a audiência, a Executada solicitou ao Exequente um desconto no valor total devido ao mesmo e ainda o pagamento parcelado do débito. Assim, as partes firmaram novo acordo referente aos dois processos promovidos pelo advogado, bem como, incluindo também o valor da sucumbência, fixando o débito no valor de R$ 7.000,00, a ser pago em 07 parcelas iguais, mensais e sucessivas, no valor de R$ 1.000,00 cada, com vencimento até o dia 28 de cada mês, sendo a primeira parcela em junho de 2015 e a última em dezembro de 2015. Que, no entanto, desde as datas estipuladas para o pagamento até o presente momento, nenhuma das parcelas acima discriminadas foram quitadas e mesmo com todas as tentativas do Exequente em resolver a situação de forma amigável, o mesmo não logrou êxito, pelo que se propõe a presente ação, visando o recebimento de seu crédito. E, tendo em vista a alegação do Autor da ação de que a Ré está em lugar incerto e não sabido, foi determinada a publicação do presente edital de sua CITAÇÃO para pagar, no prazo de 03 (três) dias, a dívida no valor de R$ 9.116,12 (nove mil, cento e dezesseis reais e doze centavos), acrescida de honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) sobre o montante, reduzível à metade se houver pagamento nesse prazo, considerando-se consumada a citação depois de transcorrido vinte dias contados do primeiro modo de publicação, a partir de quando fluirá o prazo para intervenção, cientificando-lhe de que não havendo manifestação, serlhe-á nomeado curador especial, tudo de acordo com a r. Decisão de fls. 35. E, para que chegue ao conhecimento de todos, especialmente da Ré, EMANUELA SOUSA SILVA, mandou o(a) MM(a). Juiz(a) de Direito expedir o presente Edital que será publicado no Diário do Poder Judiciário, bem como em dois jornais eletrônicos (blogs) sediados nesta comarca. Dado e passado nesta cidade e Comarca de Vitória da Conquista (BA), em 18 de março de 2019. Eu, Mirella Maria Sertão de Almeida Vasconcelos, Diretora de Secretaria, digitei e subscrevi.

César Batista Santana

Juiz Tit. da 5ª Vara de Rels. de Consumo

 

 

UMA NOITE COM GREGÓRIO DE MATOS NO “SARAU A ESTRADA”

A poesia de circunstância, aquela voltada para o meio social, a cidade e o Recôncavo, a poesia lírica, denominada erótico-irônica e a religiosa que tematiza a culpa e o perdão, na crítica do pesquisador José Miguel Wisnik, de Gregório de Matos Guerra, o “Boca do Inferno” foram debatidas no “Sarau do Espaço Cultural A Estrada”, no último sábado (dia 13/04) pela palestrante Nádia Márcia Campos, com a contribuição do jornalista Jeremias Macário, os professores Jovino Moreira, Itamar Aguiar e demais participantes do encontro.

Foi um tema empolgante que atraiu as mais de 20 pessoas que estiveram presentes ao evento colaborativo, recheado entre algumas cantorias, contação de causos e declamações de poemas, de um bom vinho, umas cervejas geladas e bons petiscos e tira-gostos trazidos pelos frequentadores. Mais uma vez, recebemos em nosso espaço, visitantes, como a atriz e pintora Elizabeth David, Valdir, Claudinésia Rocha e Fabiana Cristina de Oliveira.

A Academia de Letras de Vitória da Conquista esteve representada nas pessoas de Rozânia e Evandro Brito, e outras pessoas que sempre prestigiaram nosso sarau, como a cantora Marta Moreno, Maria Cleide Santos Teles, Gildásio Amorim, o fotógrafo José Silva, Tânia Macedo, Aline, Jhesus e demais presentes que foram recebidos pela anfitriã da casa Vandilza Gonçalves.

Foi mais uma noite de descontração num papo diversificado e fraternal que varou a madrugada como sempre acontece em nossos saraus culturais que estão completando nove anos de existência. Nas discussões e na troca de ideias, todos deram suas contribuições, como a atriz Elizabeth (Beth) que apresentou seu álbum de pinturas, e até Jhesus deu uma de cantor sertanejo, sem contar que foram ouvidos vinis de Zé Ramalho, Raul Seixas, Ruy Maurity e artistas nordestinos.

Gregório de Matos e seu outro lado

Nádia Márcia fez uma bela explanação sobre o poeta seiscentista barroco do século XVII, nascido em Salvador, de pais fidalgos, em 20 de dezembro de 1633, e falecido em 1696. Teve como irmãos Pedro de Matos e o orador Eusébio de Matos que tiveram complicações com a Companhia dos Jesuítas. Gregório formou-se em direito em Coimbra e, em Lisboa, foi juiz Civil de Crime e de Órfãos. Com estilo camoniano, Gregório teve em Quevedo e Gângora as suas grandes referências.

Além de suas críticas à burguesia negociante corrupta e subserviente à metrópole de Portugal da metade do século XVII, a palestrante do tema mostrou também o lado bonachão, machista e preconceituoso no tratamento com as mulheres, principalmente as negras e as mulatas, chegando a afirmar que se fosse no tempo atual, o poeta seria enquadrado na Lei Maria da Penha. Ela citou alguns poemas onde Gregório trata a mulher como objeto sexual.

No livro “Poemas Escolhidos de Gregório de Matos”, o prefaciador relata que o poeta exercitou-se em sátiras contundentes e teve acesso ao rei Pedro II. Depois ficou viúvo e caiu das graças do rei por rejeitar a missão de devassar, no Rio de Janeiro, os crimes de Salvador Correia Benevides.

Destaca Miguel que o poeta baiano retornou ao Brasil em 1681 a convite do arcebispo da Bahia, aceitando o cargo de vigário-geral, ao qual não se adaptou pelas suas atitudes nada convencionais, e foi desligado de suas funções. Casou-se com Maria dos Povos a quem dedicou famoso soneto “Discreta e Formosíssima Maria”. Vendeu terras que recebeu como dote e jogou o dinheiro num saco no canto da casa, gastando-o fartamente.

A certa altura deixou cargos e encargos e saiu pelo Recôncavo como cantador itinerante, convivendo com todas as camadas da população, metendo-se no meio de festas populares. Era um boêmio. Diz José Miguel, confirmado por Nádia, que o “Boca do Inferno”, diante da sua crítica da corrupção, dos desmandos, dos arremedos da fidalguia e pelo puro prazer de sádico, foi deportado para Angola. “De lá pode retornar sob condição, desde que não à Bahia, mas a Pernambuco, e calado a sátira num rigoroso “ponto em boca”.

Gregório, de acordo com a crítica de Miguel, viveu numa época de transição na Bahia entre a decadência dos produtores da cana-de-açúcar e a ascendência da burguesia negociante. No período, os engenhos viviam em plena crise. Afirma o prefaciador do livro da “Companhia das Letras” que na poesia de Gregório de Matos trava-se a luta de duas sociedades, cada uma delas absurdas perante a outra.

“UMA GAROTADA SEM INTERESSE PELA POLÍTICA”

Os adultos também devem parar de pensar e não mais se interessar por política, que é coisa do diabo, ou do satanás belzebu. Mas, quem não se interessa por política, já está fazendo  política, que é uma atitude negativa e neutra de se isolar e se acomodar, só que ele não sabe disso. Assim agindo, a pessoa está anulando a si mesma.

Mais uma das barbaridades do capitão-presidente de que “quer uma garotada sem interesses em política”, quando da posse do novo gringo no Ministério da Educação militarizada, nos deixa estarrecidos, isto é, nem todos, porque a maioria está aceitando os atentados contra o livre pensar. O rumo que as coisas estão tomando pode nos levar à morte lenta da democracia e da liberdade, das quais ele tanto fala para nos enganar.

Até agora, a estratégia nestes 100 dias de governo, pouco percebida, tem sido de enfraquecer e minar as instituições, o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público (ninguém fala mais do caso do filho senador e suas trambicagens quando deputado pelo Rio de Janeiro) e criar uma animosidade com o Congresso Nacional para angariar a simpatia do povo e dar o golpe fatal para montar seu esquema autoritário, chamada de “democracia de força”, com os generais comandando o poder.

Pela reforma da Previdência Social, com o papo de se tratar de uma categoria com peculiaridades especiais e diferentes, a classe militar está sendo alçada ao seu posto mais privilegiado dentre as outras castas já existentes dos três poderes, incluindo ai o setor empresarial e o financeiro. Ao povo de trabalhadores e de menor poder aquisitivo dá-se um alento mentiroso de que os deputados vão ter suas aposentadorias igualdas.

O pacote da PEC contra a violência está nele incluído uma cláusula onde dá permissão e autorização ao militar para matar, como aconteceu recentemente com o fuzilamento do músico e sua família no Rio de Janeiro. O capitão Bozó nada falou (só depois de dias saiu dele um morno lamento), e o exército apenas prendeu os soldados para dar uma hipócrita satisfação à sociedade. Em pouco tempo, não se fala mais nisso. No caso da Marielle, prendem os milicianos, e não se vai mais longe quanto aos verdadeiros mandantes. A mídia está sendo amaciada e vai fazendo seu factual para a calada e muda sociedade.

GAROTADA SEM POLÍTICA

A grande maioria da nossa juventude atual, infelizmente, detesta estudar, ler e pensar, e agora recebendo está injeção venenosa de não mais se interessar pela política, vai ficar mais inculta e alienada. O capitão está derrubando todos os conceitos científicos e filosóficos, inclusive dos sábios gregos Sócrates, Aristóteles, Platão, Arquimedes e outros que diziam que o homem é por natureza um ser político, e que é ela que move o mundo para o bem ou para o mal. o qual está sempre acordado e vencendo porque o outro dorme. :: LEIA MAIS »

JÚLIO CÉSAR E O TRIUNVIRATO QUE LEVOU ROMA A UMA GUERRA CIVIL

macariojeremias@yahoo.com.br

O grande general calculista e ardiloso Caio Júlio César combateu vários inimigos, como Pompeu; subjugou o Senado; impôs suas leis e reformas; dominou o poder com mão de ferro; e terminou sendo assassinado por gente que vivia ao seu lado. Depois da sua morte, isto por volta dos anos 40 a.C., o reino foi dividido por ambiciosos que levaram Roma a uma guerra civil. Ali nasceu a ideia de mudar o império para o Oriente.

Lépido, Marco Antônio (astuto não confiável) e Otávio, o Otaviano Augusto (sobrinho ou filho de Júlio César) formaram um triunvirato de intrigas e acordos não cumpridos que levaram Roma a uma guerra civil entre seus exércitos. Otávio levou a melhor contra Antônio que queria o trono, conservando Roma no seu nível de império mundial.

Quem conta essa história em seus detalhes, mostrando as circunstâncias políticas e econômicas da época é o pesquisador e historiador M. Rostovtzeff em “História de Roma”.  Indro Montanelli também dá a sua versão de uma forma mais empolgante, destacando as figuras ímpares de Júlio César e Otávio, com algumas curiosidades a mais. Vamos aos fatos desses personagens que se imortalizaram na história.

O ódio partidário

De acordo com Rostovtzeff, Roma e a Itália viviam o ódio partidário entre o grupo popular (democratas) e os aristocratas que odiavam o Senado. Os distúrbios eram fortes entre a multidão de escravos. A tentativa de melhorar as condições sociais e econômicas dos cidadãos foi esquecida. A Constituição do Senado e de Sila tinha muitos inimigos.

Entre aqueles que ambicionavam o lugar de Sila havia um homem jovem e hábil chamado Pompeu. Conquistara sua posição graças ao seu desempenho nos períodos revolucionários. Combateu ao lado de Sila durante a guerra civil anterior. Pela sua atuação, foi enviado à Sicília e à África para combater os exércitos democráticos.

Ao voltar, recebeu o nome de “O Grande”, e a honra da marcha triunfal, recebido como herói, mesmo sem ter direito a ela por não ser magistrado, nem ter sido vencedor do inimigo estrangeiro numa guerra justa (bellum iustum). Quando Sila morreu, Pompeu estava na Itália, comandando um exército, e o Senado o usou para esmagar a tentativa revolucionária de Lépido. Pompeu exigiu um comando na Espanha para combater Sertório. A guerra na Espanha arrastou-se por sete anos, de 78 a 72 a.C.

Diante das crises no Leste e no Oriente, Pompeu e Crasso se juntaram para enfrentar o Senado, atraindo os cavaleiros (homens de negócios) e os democratas. Isso mostra como os programas políticos e a ideia do bem comum foram superados pela ambição pessoal dos chefes militares. O Senado foi obrigado a ceder. Pompeu e Crasso foram cônsules em 70ª.C. A anarquia política que Sila contornara, voltou a reinar em Roma.

Em 67 a.C., com apoio dos tribunos, Pompeu recebeu poderes extraordinários para eliminar os piratas no Mediterrâneo e realizou a tarefa com êxito, tanto que substituiu Lúculo no comando contra Mitridates no Leste. Em pouco tempo conseguiu o controle total sobre todo o Leste. Em seguida, anexou as províncias orientais de Roma como partes do reino sírio, incluindo a Judéia e Jerusalém.

Em Roma, os democratas, cujo líder político era Júlio César, tentavam acabar com a Constituição de Sila, mas pairava a ameaça de uma segunda ditadura quando Pompeu voltasse. Ele foi um coadjutor de Sila. O Senado também desconfiava dele. Encontraram em Sérgio Catilina, aristocrata arruinado, homem de ambição que possuía grande influência sobre os jovens nobres empobrecidos e sobre a ralé da sociedade em Roma, um instrumento para aumentar a agitação. Na verdade, ele queria ser cônsul.

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ASSIM NASCEU CONQUISTA

Foto reprodução de José Silva. Assim nasceu a vila do arraial de Conquista  que hoje é a terceira maior cidade da Bahia, cheia de progresso, mas também de problemas de infraestrutura para serem resolvidos pelos governantes e pela sociedade. Conquista espera por todos.

SUA IMAGEM

Poema de autoria do jornalista Jeremias Macário

Fui fluir a saudade no vento

(do campo).

Nas flores perfumadas do sertão

(em cores),

vi sua imagem toda colorida

(do verde verão).

Fui buscar o sentido da vida

(nos espinhos).

Os pássaros em festa voaram

(de seus ninhos),

e lá na barragem estava sentada

(na mesa de sempre).

Mirei a paisagem para encontrar

(a paz).

Meu pensamento voou até as nuvens

(de cera),

e sua imagem esculpida na pedra

(faceira).

As árvores viçosas brotaram

(da seca).

Quero consumir todo o seu amor

(por inteira).

Não consigo descolar sua imagem

(dessa minha viagem).

0 ABANDONO DO “CARLOS JEHOVAH” E OS PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO

O vereador do PT, Coriolano Moraes, denunciou, ontem (dia 10/04), na sessão da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, o estado lamentável em que se encontra o Teatro Carlos Jehovah onde falta até o básico para os artistas e o público quando acontece um show no local. Disse que a casa de espetáculo foi abandonada pelo poder público, destacando a inexistência de segurança durante a noite, e equipamentos como banheiros e o camarim sujos e sem materiais de uso.

Numa conversa rápida com o radialista Wilson Brasil, da FM Melodia, ele resumiu numa só frase que toda Conquista sabe da situação precária do Teatro. No último sábado, dia 06/04, aconteceu o show “Cantorias A Estrada”, e os artistas que participaram do evento ficaram decepcionados com o quadro de abandono, sem vigias e sem um administrador para cuidar e zelar pelo estabelecimento cultural.

EDUCAÇÃO

Sem educação não existe cultura, e é isso que está ocorrendo em Conquista, na Bahia e no Brasil em geral. Na mesma sessão da Câmara, a presidente do Sindicato dos Professores do Município, Ana Cristina Silva Novais, ocupou a Tribuna Livre para criticar os problema na educação e solicitar dos parlamentares ajuda para encontrar as soluções.

De acordo com ela, o ano letivo de 2019 teve início com problemas ainda maiores do que no ano passado, sobretudo nas questões do transporte escolar e até na falta de merendeiras. Denunciou que não existe diálogo entre os professores e a equipe do prefeito Herzem Gusmão, principalmente no tocante ao plano de saúde e de carreiras.

Em seguimento à sua palavra, citou que o projeto “Conquista Criança” está abandonado e prestes a fechar as portas. “O projeto não pertence ao prefeito, mas à sociedade, e os pais estão preocupados e não puder contar mais com o Conquista Criança”, criado nos anos 90 no governo de Guilherme Menezes.

O parlamentar David Salomão bradou da Tribuna sobre a falta de segurança na cidade, apontando que Conquista está entre as 50 cidades mais violentas do Brasil, e culpou o prefeito pela situação, dizendo que quando foi eleito, sugeriu a ele a criação de uma Secretaria de Segurança e a implantação de uma polícia municipal, mas não foi ouvido. Segundo ele, a única coisa que o executivo fez até agora foi instalar a indústria das multas para atanazar os cidadãos e arrecadar mais dinheiro. “Precisamos de um prefeito de verdade”.

Outras questões foram abordadas, como a falta de água na zona rural, pelo vereador Bibia; o abandono da parte oeste da cidade, por Nildma Ribeiro; e Lúcia Rocha pediu a implantação de um SAC no Bairro Brasil. Cícero Custódio também defendeu mais atenção por parte do poder público para com a zona oeste.

Na ocasião, a Câmara de Vereadores prestou uma homenagem ao juiz Reno Soares, da Vara Criminal de Conquista, pelos serviços prestados com seriedade e retidão à comunidade. Há dez anos, o juiz atua em Conquista realizando um trabalho de destaque, sempre ágil em suas ações contra a criminalidade.





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