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ISSO FOI UMA REUNIÃO MINISTERIAL? FERIADOS ANTECIPADOS SEM SENTIDO

Meninos eu vi, ouvi e já sabia de tudo! Acreditem, mas está acontecendo como eu previa e vem muito mais coisa por ai! Quem viver verá!

– Não, isso não foi uma reunião ministerial! Você se enganou, cara pálida, de pele tupiniquim!

– Mas, está lá gravado no vídeo: O capitão-presidente esbravejou com seus ministros, como se fosse um bárbaro, gesticulando com as mãos e espumando de raiva!

– Mesmo assim, não foi uma reunião ministerial! Foi coisa de estarrecer!

-Então foi o que? Aconteceu no dia 22 de abril, o dia do descobrimento do Brasil.

– Não, cara, você se equivocou! Aquilo ali que você viu não passou de uma reunião de moleques batendo boca num botequim de qualquer esquina, ou de uma gangue de gângsteres planejando um assalto, uma emboscada! Mais pareceu Pedro Álvares Cabral dando esporro em seus degredados, com todo tipo de palavrões impróprios, de baixo calão. Uma baixaria dos horrores! Pero Vaz de Caminha anotou tudo e mandou para D. Manuel, lá de Portugal! O rei ficou escandalizado! A rainha nem ouviu, porque ficou envergonhada e rubra!

– Horrível mesmo! Que coisa mais feia! Não entendi quem era o avo, ou qual era mesmo o assunto, se o coronavírus, a economia, a saúde ou a educação!

– Educação, não foi mesmo! Viu o nível dos caras? O alvo, na verdade, era nossa pobre senhora democracia, nascida lá na Antiga Grécia, que já anda feia na fita! Só jogam pedras nela! Querem golpeá-la e sangra-la com se faz com um porco! Ouviu o sujeito chamando todos de bandidos, inclusive os ministros do Supremo Tribunal Federal? E a outra do menino veste azul, e menina, rosa, dizer que vai mandar prender governadores e prefeitos?

-Eles não falam tanto de “Pátria Amada”! Elogiam a democracia e até de respeito aos poderes constituídos e a liberdade de expressão!

– Aquilo ali, seu moço, não passa de uma estratégia cínica, mansa e de conluio! Uma trama armada do Quartel-General do Planalto. Não viu o cara cercado de generais, arrotando palavrões porque quer a Polícia Federal sob seu total domínio, para blindar seus filhos e amigos?

– Coitada dessa nossa “Pátria Amada”, tão maltratada, onde seus filhos estão morrendo de fome e do tal coronavírus!

-Pois é, não passam de genocidas psicopatas! Viu o outro cabra que quer acabar com o meio ambiente e transformar a Amazônia numa fazenda de gado? Ele disse para aproveitar o momento que a mídia está focada na Covid-19 e fazer passar toda boiada, abrir a porteira de vez, como numa disparada. Xingou o Congresso Nacional, que já não é lá essas coisas, e apelou para que juntos façam uma corrente para se sair do regramento, sem passar medidas pelo legislativo.

– Vergonhoso, assustador! Aquilo mais pareceu um filme de terror de sexta-feira treze! Pena do nosso país, tão ridicularizado lá fora!

– É, estamos perdidos, num mato sem cachorro! O pior companheiro, é que ainda existem seguidores da morte que batem em jornalistas de chutes e paus da bandeira brasileira que eles carregam! Emporcalham nosso símbolo pátrio! Se misturam de amarelinhos e vão defender, em praça pública, a volta da ditadura! E sabe quem está lá?

– É, mas esse papo não merece ser mais esticado, porque dá nojo e náuseas! Vamos falar de outra coisa, senão vamos entrar em depressão nesses tempos tão difíceis do vírus que está matando nossos irmãos! Não sabemos qual pior das pandemias!

FERIADOS ANTECIPADOS: UM TIRO NO PÉ

Quando quase todo comércio está fechado e se está tomando outras medidas, para controlar a infestação do coronavírus, sinceramente, não vejo nenhum sentido antecipar feriados, como da padroeira de Vitória da Conquista, Nossa Senhora das Vitórias, em 15 de agosto, São João, que nem existe oficialmente, e o Dois de Julho, data da independência da Bahia e do Brasil.

Foi um tiro no pé, porque muita gente achou que os feriados eram para sair de casa e ir às praias, como aconteceu em Salvador; fazer lazer nos calçadões; e até festejar um São João que não existiu, como ocorreu em Vitória da Conquista e outras cidades, com direito a fogos, farras e festas. Foi como aproveitar para sair desse estresse e, em muitos lugares, houve aglomerações nas ruas e avenidas.

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A VIDA SECRETA DE FIDEL – AS REVELAÇÕES DE SEU GUARDA-COSTAS PESSOAL (FINAL)

Como o próprio título do livro diz, o autor Juan Reinaldo Sánchez revela a vida do el comandante de Cuba, falando de sua dinastia, da escolta, dos guerrilheiros do mundo, a revolução de Fidel na Nicarágua, sua viagem a Moscou, a mania das gravações, a obsessão venezuelana, sua fortuna e Fidel em Angola com sua arte da guerra. Confessa que foi testemunho de tudo, principalmente durante dezessete anos em que foi guarda-costas pessoal do homem que foi um mito. Jura que tudo é verdade.

Sobre sua dinastia, afirma que Fidel casou uma primeira vez com a burguesa Mirta Díaz-Balart, e uma segunda com a professora Dalia Soto del Valle. Enganou a primeira com a bela Naty Revuelta e a segunda com a camarada Celia Sánchez. Ao rol de conquista, acrescenta outras amantes, como Juana Vera, “Juanita”, sua intérprete oficial e coronel do Serviço de Informação.

Fidel viveu anos na clandestinidade e abriu um fosso entre sua vida pública e privada. Diz o autor da obra, que os cubanos só foram conhecer Dália, sua mulher desde 1961, em 2006, quando gravemente doente confiou as rédeas do poder ao seu irmão Raul. Durante as grandes ocasiões nacionais, era Vilma Espín, esposa de Raul, quem aparecia ao lado do comandante, fazendo o papel de primeira dama. Ela era presidente da Federação das Mulheres Cubanas.

Não era um perigoso comunista

Sánchez salienta que seu chefe desempenhava mal seu papel de pai. Fala do primogênito Fidelito, que nasceu em 1949 de Mirta Díaz-Balart, ligada diretamente ao regime de Batista. El comandante ainda era um estudante de direito. Depois de triunfar em 1959, Fidel, ao lado de Fidelito, encenou num canal de televisão norte-americana de que não era um perigoso comunista, mas um bom pai de família como qualquer outro ianque.

Dez anos depois, Fidelito foi para a Rússia com o pseudônimo de José Raul e lá se casou com a bela Natalia Smirnova e teve três filhos. Fez física nuclear e, quando retornou a Havana, em 1970, foi nomeado pelo pai como chefe da Comissão Cubana de Energia Atômica, criada em 1980. Em 1992 foi demitido e rebaixado ao cargo de funcionário conselheiro das questões energéticas,

Seu meio irmão, Jorge Ángel, também nascido em 1949 e fruto de uma aventura amorosa do pai com Maria Laborde, é o mais desconhecido. O comandante, como afiançou Sánchez, sempre manteve distância desse filho. Seu grande amor foi Natália Revuelta, a mulher mais linda da capital. Quando esteve preso, em 1953, na penitenciária Isla de Pinos, ela sempre o visitava. Em 1956, Natalia deu à luz, Alina, única filha mulher do líder. Depois da Revolução, Fidel continuou visitando a bela Naty, como era chamada.

Nos anos 60, Alina e a mãe foram enviados a Paris por ordem do comandante. De volta a Havana, aos 14 anos, mostrou-se rebelde e com a intenção de deixar Cuba. Suas relações com o pai sempre foram tempestuosas. Tronou-se modelo. Certo dia fez um comercial do Rum Havana Club de biquíni.

Filha e irmã fogem de Cuba

O pai ficou furioso. A filha sempre tentou fugir de Cuba e Fidel colocou agentes secretos em sua cola, em 1993. Dois anos depois ela saiu clandestinamente de Cuba, usando uma peruca e um falso passaporte espanhol. Primeiro foi para Madrid. Foi um escândalo, como da sua quarta irmã Juanita, em 1964 (eram seis irmãos).

Depois de Mirta e Naty, veio Dalia Soto del Valle, em 1961, ano da invasão da Baia dos Porcos. Com ela, teve cinco filhos, Alexis, Alex, Alejandro, Antônio e Angelito. O pai nunca gostou do Fidelito, do Jorge Ángel e Alina. Ele teve, segundo o autor da obra, mais quatro outros filhos ilegítimos.

A residência de Punto Cero

Em sua narração, Sánchez também descreve a residência de Punto Cero, um terreno de trinta hectares, onde morava com Dalia e os filhos. Era uma casa senhoril. Ele faz um paralelo sobre a abundância e o luxo da família de Fidel (cozinheiros, empregados e jardineiros) com os tempos difíceis de racionamento de comida dos cubanos. Diz que cada membro da família tinha sua própria vaca para que o gosto pessoal de cada um pudesse ser satisfeito.

“O jantar do comandante compunha-se de peixe grelhado, frutos do mar, frango, ovelha, presunto pata negra, mas nunca carne de gado. Dos costumes, quando um dos filhos queria falar com o pai, tinha primeiro que passar por Dalia, e o marido marcava um horário que lhe conviesse. Os filhos só aproximaram um pouco dele durante sua convalescença, em 2006, quando esteve à beira da morte, e os cubanos nada sabiam. Um sósia fazia o papel do comandante para enganar o povo de que ele estava bem.

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“ANDANÇAS” E “UMA CONQUISTA CASSADA” EM TEMPO DO CORONAVÍRUS

Em tempos de coronavírus, músicos, escritores (fazedores da literatura), atores e outros autônomos que vivem de suas atividades artísticas estão atravessando muitas dificuldades para sobreviver porque dependem de seu público alvo que está também isolado. Já falei aqui da situação precária dessa categoria obreira da boa arte e, como em todo lugar, Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, não é diferente.

Cito aqui, por exemplo, o meu caso particular, porque também não posso realizar o lançamento de meus livros, como estava previsto para o início deste ano, em várias cidades do nosso sertão e puder contar os meus causos, versos. crônicas, contos e histórias nordestinas contidas no meu mais recente livro “Andanças”, e ainda reapresentar “Uma Conquista Cassada” que trata da ditadura civil-militar de 1964 em nossa cidade, na Bahia e no Brasil.

Por isso que estou facilitando a venda desses livros aqui de casa mesmo a quem tiver interesse em adquiri-los para conhecer um pouco das minhas obras, exercitando também uma boa atividade cultural nesse tempo da Covid-19.

O preço é bastante convidativo de 30 reais cada exemplar, de cerca de 800 páginas os dois. Quem é da cidade pode comprar por meio do telefone 77 98818-2902 ou pelo e-mail macariojeremias@yahoo.com.br. O autor vai entregar o livro diretamente em seu endereço e ainda autografar as obras na sua presença, com toda precaução contra esse danado do corona. Ainda pode ganhar de graça “A Imprensa e o Coronelismo no Sudoeste”.  Tem ainda o CD Sarau A Estrada por 10 reais a unidade.

LEMBRANÇAS DE PARIS

 

 

O coronavírus fez silenciar o mundo com o isolamento social, mas as lembranças permanecem vivas, como nesta foto do Rio Sena et Petit Cité, clicada pelo meu filho Caio Macário quando morava em Paris. Depois estive lá por uma semana e fiquei encantado com o Velho Mundo, principalmente com a Cidade Luz. Pena que esse vírus mortal deixou uma paisagem cinzenta e triste, mas as coisas por lá estão, aos poucos, voltando ao seu normal porque o povo cumpriu com as medidas de restrição, diferente do nosso Brasil desgovernado, sem rumo e liderança. Aqui as coisas estão piorando porque tem um presidente maluco que quer receitar medicamente por meio de decreto, e transformou o Ministério da Saúde num batalhão do exército. Agora, só nos resta rezar muito para voltarmos a curtir a vida e homenagear os mortos, a grande maioria de pobres desamparados e que vivem à margem da sociedade.

FLOR E DOR

Poema de autoria do jornalista Jeremias Macário

Vou contar pra você, menino!

Quando ainda ginasiano,

No declinar do verbo latino,

Ouvia falar e ainda ouço,

Que toda poesia

Como piano, a flauta e o violino,

Que comandam a sinfonia,

Tinha que ter flor, luar e amor.

 

O poeta tinha que saber imitar

O canto do sabiá e da cotovia;

Tinha que ser melancólico,

Pálido, alcoólico e doente;

Ser o pôr-do-sol poente

Pra falar da angústia,

Dor e sofrimento da gente;

Viver como um bem-te-vi;

Andar como cigano;

Ser boêmio e até insano;

Passar noites sem dormir,

Como um penado zumbi;

Ser bem íntimo da morte;

Isalar o cheiro da depressão;

Abalar todo coração

Das mulheres românticas

Doces, sensuais e platônicas;

Ser a cápsula do tempo;

Comer dos manjares dos deuses;

Ser irmão do ar e do vento;

Renegar todo sacramento;

Ser orvalho do amanhã sereno;

Conversar com Zeus;

Provar de todo veneno;

Entender os fariseus,

E pelo menos ter

Uma musa inspiradora,

Não importando,

Se obtusa, confusa ou pecadora.

MINISTÉRIO DA SAÚDE VAI ABATER A COVID COM BALA DE METRALHADORA

Não está dando mais para aguentar tanta imbecilidade de um presidente da República que debocha e faz piada com cerca de 10 mil mortes no pais e quase 300 mil infectados. Essa de, “quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma tubaína” foi além do limite do suportável da nossa paciência. Isso é coisa de   uma pessoa psicopata que não respeita o sofrimento dos brasileiros e semeia morte e desgraça, com tanta gente perdendo vidas por falta de leitos e respiradores nos hospitais.

Nenhum presidente da República, em toda história do Brasil nesses mais de 500 anos, mesmo durante a ditadura civil-militar de 1964, faria isso. Não tem nada a ver com partidarismo, mas com humanismo mesmo. A esta altura, um presidente de postura e compostura, estaria sintonizado com todos governadores, prefeitos e a população, para combater o inimigo comum maior, inclusive visitando os estados para dar seu apoio. Alguém deveria falar com ele que a campanha eleitoral terminou há um ano e meio.

NA BASE DA BALA

Na contramão da ciência, tirou dois ministros médicos da Saúde e colocou um general com um batalhão do exército na pasta para combater o coronavírus na base da bala, de armas na mão. Nada de lição científica. Certamente, eles vão para as ruas de metralhadora e granadas para derrubar o monstro assassino que veio lá da China, ou não sei de onde! Enquanto isso, o povo pobre zanza perdido pelas ruas e passa o dia nas filas da Caixa Econômica, na esperança de conseguir uma ajuda para sobreviver.

A usura dos bancos, somada com a estratégia do governo para que todos abram suas lojas, está emperrando a liberação de crédito de capital de giro para os micros e pequenos empresários. Sem recursos, essa categoria vai fechar definitivamente seus negócios. Milhares de trabalhadores já foram desempregados e estão “passando o pão que o diabo amassou”. Muitos choram diante das câmaras por causa do total desgoverno que força os brasileiros a caírem de joelhos.

Um presidente desse não merece que seu nome seja citado. É uma vergonha para todos! Só seus seguidores da morte aplaudem (muitos estão falecendo). Para o mundo, ele não passa de um genocida que está completamente desequilibrado e destruindo o Brasil, matando gente, principalmente os mais carentes, porque os poucos abonados ficam em casa, mas os que moram em barracos apertados com oito ou dez pessoas não podem se isolar. Simplesmente passam fome, e o vírus invade o corpo já debilitado.

UMA TORRE DE BABEL

O Brasil virou uma Torre de Babel dos tempos da Babilônia, na Mesopotâmia, onde reza a lenda que a construção não foi possível ser concluída porque cada um falava uma língua diferente, e ninguém entendia ninguém. Assim vive hoje a nossa sofrida nação, castigada por um capitão-presidente, expulso da corporação, que quer impor seus protocolos da morte através de um Ministério nas mãos de um general que nada entende de saúde.

Ainda bem que os governadores em geral não seguem a sua loucura, senão a catástrofe seria bem maior. É um desastrado que nunca deveria ocupar a presidência de um país com tantos problemas políticos, de educação e, principalmente, de saúde com esse Covid-19 que só fez agravar mais ainda o caos no setor que já existia antes da sua intrusa chegada.

Totalmente transtornado, ele xinga e diz palavrões para jornalistas; quer que o Ministério da Saúde faça o que ele mandar; blinda seus filhos corruptos e amigos de milicianos através de nomeações de diretores e delegados da Polícia Federal (desmoralizou a instituição); manda afrouxar a fiscalização dos desmatamentos e garimpagens na Amazônia; e estimula um suicídio coletivo mandando todos irem para as ruas, tudo contra o que recomenda a ciência e a medicina.

Um elemento desse não pode continuar na presidência da República. É um destrambelhado e incompetente que precisa ser expulso logo da cadeira no Palácio do Planalto, antes que ocorra uma convulsão social de grandes proporções. O povo está sem rumo, sem liderança e sem uma unidade, dando voltas em ciclos, num deserto sem a esperança de um porto seguro.

TEM GENTE QUE AINDA APOIA

Em minha cabeça, com essa idade (não de um senil caduco), não consigo entender como ainda tem gente que apoia suas maluquices, suas atitudes de incentivar fascistas que pedem intervenção militar; e de vomitar seus preconceitos contra negros, gays e outras categorias que são discriminadas pela sociedade.

Confesso que bate em meu coração uma angústia danada e até uma depressão e desânimo quando me vejo diante de tanta balbúrdia, incertezas, tanto choro e lágrimas de pessoas que perderam seus parentes, amigos e conhecidos. A nossa alma entristece de dor em ver tanta amargura nos corações das pessoas que perdem pais, irmãos, tios, avós e avôs e temem ser os próximos. A história ainda um dia vai culpar as instituições, o legislativo, o judiciário e toda a sociedade em geral por terem sido omissos nessa matança que poderia ter sido evitada ou minimizada.

Nunca imaginaria que em vida iria ver meu Brasil nessa situação tão calamitosa em plena ruína! Tudo isso me faz lembrar quando menino no primário numa escola em Piritiba, na Bahia, ouvindo os professores dizerem que o Brasil era um país do futuro, e nós a esperança de uma vida melhor.

A VIDA SECRETA DE FIDEL – AS REVELAÇÕES DE SEU GUARDA-COSTAS PESSOAL (II)

O autor da obra começa fazendo um relato sobre a ilha paradisíaca dos Castros, a chamada Cayo Piedra, com seu iate luxuoso, o Aquarama II, escoltado pela Pionera I e a II, com dez membros da guarda pessoal de Fidel, que vivia sob ameaças de morte, inclusive pela CIA, com veneno, canetas e charutos sabotados.

Em seu passeio, a aviação cubana também se fazia presente na Base Aérea de Santa Clara, com seu MIG-29 de fabricação soviética. Era o ano de 1990, o 32º do reinado de Fidel Alejandro Castro Ruz, que estava com 63 anos. O muro de Berlin tinha sido derrubado, em 1989, e o presidente George Bush se preparava para lançar a operação “Tempestade no Deserto”, para derrubar Saddam Hussein, no Iraque. Fidel navegava rumo à sua ilha secreta.

O Aquarema II era uma réplica maior do Aquarema I, confiscado de um simpatizante do regime de Fulgêncio Batista, derrubado em primeiro de janeiro de 1959 pela Revolução Cubana, nascida em 1957 nas montanhas da Sierra Maestra, com 60 barbudos.

Todo conforto e luxo

O autor Juan Reinaldo Sánchez conta que o Aquarama II oferecia todo conforto, decorado com madeiras nobres importadas de Angola. Os quatro motores foram oferecidos por Leonid Brejnev a Fidel. Voava 78 quilômetros por hora. Em Cuba quase ninguém sabia da existência desse barco.  Desde os anos 60, era ali que se escondia a marina privada de el comandante.

O lugar era também chamado de La Caleta del Rosario que abrigava várias residências secundárias de Fidel e seu museu pessoal dedicado aos troféus de pesca. “Em seu iate, gostava muito de tomar seu uísque Chivas Regal”.

Aproveitava para discutir os negócios correntes com José Naranjo, fiel assistente apelidado de Pepín. Dália Soto del Valle, uma de suas mulheres, com a qual teve cinco filhos dos nove, sempre estava presente. Com ela compartilhava a vida desde 1961. Seu médico Eugênio Selman também o acompanhava – narra o autor.

O local ficava próximo da Baia dos Porcos, invadida por mercenários exilados cubanos da Flórida (1.500 homens), em 17 de abril de 1961, dirigidos pela CIA. Lançada no início do mandato de John Kennedy, a operação foi um fiasco (1.200 aprisionados e 118 mortos). Do lado castrista, 176. Foi uma humilhação para Washington.

Fidel sempre respondia para o mundo que não possuía nenhum patrimônio, além de uma cabana de pescador. Essa cabana se transformou numa estação balnear. Afirma Juan Sánchez, que a ela poderia ser acrescentada duas dezenas de bens imobiliários, como Punto Cero, sua imensa propriedade em Havana, La caleta del Rosario, La Deseada, na província de Pinar del Rio, para caça de patos.

Sempre reclamava que a Revolução não lhe dava trégua e descanso e que ele ignorava o conceito burguês de férias. Sánchez o desmente e garante que de 1977 a 1994 o acompanhou centenas de vezes ao paraíso Cayo Piedra. “Sua vida privada era o segredo mais bem guardado em Cuba. Nenhum irmão (tinha sete) nunca foi convidado a conhecer a ilha, talvez o Raul”.

Conta que ele não tinha muitos laços familiares. Seu filho mais velho Fidelito, de um primeiro casamento, esteve lá algumas vezes. Alina, que fugiu para Miami, nunca esteve lá. Esteve na ilha o presidente colombiano Alfonso Lopez Michelsen, o empresário francês Gérard Bourgoin, o rei do frango, a apresentadora da rede de televisão americana ABC, Bárbara Walters e Erich Honecker, dirigente da República Democrática Alemã – revela.

Gabriel Garcia Márquez

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“A VIDA SECRETA DE FIDEL – AS REVELAÇÕES DE SEU GUARDA-COSTAS PESSOAL” (I)

Ao estilo tirânico estalinista, Fidel Castro entrou triunfal, em Havana, em primeiro de janeiro de 1959. Assumiu o poder com mão de ferro e sempre eliminava qualquer um que atravessasse seu caminho, por mais próximo que fosse. Apropriou-se de muitos imóveis, casas de luxo, de uma ilha, iates e outros bens do Estado para viver suas mordomias.

Uma revista norte-americana citava ele como dono de uma das maiores fortunas do mundo. Sempre negou, mas ostentava vida de um rico milionário, cercado de mulheres (machista) e outras regalias. Foi um grande general estrategista que tentou exportar sua revolução para outros países da África e da América Latina, com alguns sucessos. Montou uma estrutura de segurança pessoal invejável e impenetrável que nem os cubanos sabiam de sua vida particular, nem o que acontecia nos bastidores. Sua vida sempre foi um mistério a desvendar.

Essas e outras narrações da sua vida íntima e pública, como a administração no papel de el comandante no comércio clandestino de armas, drogas e outros produtos para o exterior, principalmente em momentos de maior crise econômica e social da ilha, para manter viva a revolução, estão no livro de Juan Reinaldo Sánchez, “A Vida Secreta de Fidel – as revelações de seu guarda-costas pessoal”.

“Traidor da Pátria”

O autor foi preso como “traidor da pátria” e depois de solto fugiu para a Flórida, nos Estados Unidos, onde publicou a obra. Juan qualifica seu chefe como dissimulado, cínico, maquiavélico e um drácula. Todas suas acusações, verdadeiras ou não, são de sua responsabilidade, mas confessa que viu tudo de perto. Acreditava piamente na revolução e era um fiel escudeiro do comandante.

Em dezembro de 1991, Cuba mergulhou na pior crise econômica de sua existência, e Fidel decretou o “período especial em tempos de paz”, permitindo a particulares abrir paladares (restaurantes em domicílio). Não foi suficiente como a crise dos balseiros, em 1994, quando 30 mil cubanos fugiram em suas balsas para Miami.

Fui promovido a Chefe da Avanzada (preparava as viagens do el comandante para as províncias, ou exterior), como a posse de Fernando Collor de Mello, em 1990, para a Cúpula Ibero-Americana, em Guadalajara (México), em julho de 1991 e para Espanha. Era o melhor atirador de Cuba.

Nesse tempo, escolhi esquecer o “Caso Arnaldo Ochoa” (fuzilado) e o expurgo de altos escalões, que desestabilizaram o Ministério do Interior, comandado pelo general Abelardo Colomé Ibarra. O chefe da escolta do comandante estava a cargo de José Delgado.

Os ventos começaram a soprar contra mim a partir de 1994. Minha filha Aliette casou-se com um venezuelano e foi para Caracas. Meu irmão, cozinheiro do Conselho de Estado, fugiu para Flórida. Desde 1968 prestava serviços ao comandante, sendo dezessete na escolta, a partir de 1977 – conta Juan Sánchez.

Com 45 anos, em 1994 dispensaram meus trabalhos na escolta e, então, pedi minha aposentadoria através de uma carta à segurança social. O general Humberto Francis, chefe da Segurança Pessoal (departamento encarregado da proteção de todos altos dirigentes) não aceitou. Exigi passar por um conducto reglamentário (recurso que permite dirigir-se a um superior).

Torturas na cela

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A EXTINÇÃO DOS JUMENTOS

Lamento muito a declaração do diretor da Adab -Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Maurício Bacelar, de que o estado vai criar uma cadeia produtiva de jumentos, jegues ou asininos, para fornecer, de “forma sustentável”, esses animais, símbolos do Nordeste, para o abate nos frigoríficos baianos. A foto e a informação foram divulgadas nesta semana, com exclusividade, no blog do nosso companheiro e amigo jornalista, Mário Bitencourt (blogdomariobitencourt). Uma balela para enganar ambientalistas e defensores dos animais. Na verdade, o que está por trás disso é uma estratégia montada para extinguir com os jumentos em nosso Nordeste, porque não vai haver cadeia produtiva alguma, como bovinos, caprinos e suínos, citados pelo diretor da Adab. Aqui na Bahia, os frigoríficos de Amargosa, Simões Filho e Itapetinga estão matando, impiedosamente, os jegues para vender a carne e o couro para a China, utilizados em iguarias domésticas e para fabricar um gelatina, o eijao, medicamento para pele e impotência sexual, como afirmam os chineses. Depois que os jumentos foram substituídos pelas motos e não servem mais para transportar água e lenha, resolveram, criminosamente, acabar com esta espécie que tanto serviu ao sertanejo na labuta do dia a dia, sustentando famílias. Em meio a essa pandemia, com milhares de mortes, o governo federal (a matança conta com o apoio) está destruindo o meio ambiente, incluindo os animais. A perversidade do homem sobrou agora para os nossos inocentes jumentos. Cadê o Ministério Público, as entidades ambientalistas e outros órgãos de defesa animal que se calam e não tomam providências contra mais este absurdo?

TRISTEZA E DOR

Poema mais recente de autoria do jornalista Jeremias Macário

Como já dizia o poeta profeta,

“Dou voz a quem não tem voz”,

E no meu verso torto controverso,

Sou também a voz do invisível,

Vítima desse capital algoz.

 

Criticam tanto meu lamento,

De que tem o canto profundo,

De um vento de tristeza e dor;

Que nele tem a cor vermelha,

O cinzento bagaço da seca,

Da “Triste Partida” Assaré,

Do nordestino pau-de-arara,

Como vara nascido num sapé;

Que minha tinta tine como aço,

E que seja como folha fresca,

Como o mel doce da abelha,

E que devo logo me libertar,

Desse manto de tristeza e dor.

 

Respondo que em meu caminho,

Com minha flecha lá vou eu,

Ora no raio da luz, ora no breu,

Misturando cachaça com vinho,

Com a pipa de olho no tempo,

Temperando certo minhas linhas,

Na tentativa de aliviar essa dor,

Da lança letal da injustiça social,

Que ao invés de água, só sai sal.

 

Prefiro ser a “Vinhas da Ira”,

Da terra agrária violentada,

Marcha de um sonho prometido,

Na lente de John Ford que mira,

O explorador tirano da pobreza,

Como o insano faz do nosso Brasil,

Roubando todo encanto e riqueza,

E transformando a nossa nação,

Que Caminha disse ser fértil chão,

Num velho e arranhado vinil.

 

Onde estiver a fome e a miséria,

A chibata surrando o mais fraco,

Lá estará a artéria da minha voz,

Mesmo que vire saco de pancada,

Pois a arte no seu sensato canto,

Tem o ato de mostrar o belo e a fera,

Sem agradar o pecador e o santo,

Senão melhor ficar em sua tapera,

Ou numa loca onde vive o mocó,

Que arisco sai ao calor do sol.

E depois se recolhe em sua toca.

 

Se for para ser apenas seguidor,

Dessas falsas parábolas e fábulas,

Não gritar contra a cruel realidade,

Dessa sociedade tão dura desigual,

De indiferente marginal desamor,

Fruto desse perverso bruto animal,

Fico em meu canto mudo sem falas,

E paro de vez com a minha canção,

De angústia, revolta, tristeza e dor.

 

 

 

 

 

 





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