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0 DESPOTISMO DOS FÁVIOS E ANTONINOS EM MEIO A INTRIGAS, CRIMES E ESCÂNDALOS

Cresceu entre as classes dirigentes do império, depois de Augusto, uma forte oposição ao principado como instituição, tudo por causa das intrigas, crimes e escândalos de seus sucessores, conforme relata o autor de “História de Roma”, M. Rostovtzeff.

Para os estoicos era falso considerar o principado como algo que pretendesse apenas gratificar a ambição pessoal, ou como um despotismo baseado na violência e na força, como no caso de Nero.

O governante não era um senhor, mas um servo da humanidade e devia trabalhar para o bem de todos, e não em prol de seus interesses próprios e de sua manutenção no poder, de acordo com a concepção estoica, teoria sustentada pelos cínicos da Idade Helênica.

A Monarquia e o “melhor homem”

Os acontecimentos que se seguiram depois de Nero provaram, porém, que a monarquia era inevitável, e que só essa forma de governo era reconhecida pela massa do povo e pelo exército. Daí, o surgimento de uma nova dinastia no trono não chegou a provocar protestos da sociedade romana. Os homens esperavam um principado regenerado nas mãos do melhor entre os melhores senadores, dentro da Constituição, mas sem prejuízos para as classes superiores.

Os reinados de Vespasiano e do seu filho Tito por doze anos procuraram seguir o principado de Augusto e tentaram recuperar o Estado, principalmente as finanças, arruinadas pelas extravagâncias de Nero e pelo custo da guerra civil de 69 e 70 da nossa era.

Domiciano, entretanto, filho mais novo de Vespasiano rejeitou a teoria do “Melhor homem” e imprimiu em todo os seus atos a natureza absoluta do poder e a condição sagrada de sua pessoa. Confiava apenas no exército, que subornou com um aumento considerável de salários.

O descontentamento do Senado foi esmagado com crueldade, sob alegação de combate aos filósofos, ou seja, a todos aqueles que apoiavam e pregavam uma nova teoria de relação adequada entre os governantes e seus súditos. Os filósofos, como Dion Crisóstomo, expulsos de Roma, atacavam a tirania.

Vítima de uma conspiração palaciana, Domiciano foi morto num acidente provocado. Para sucedê-lo, o Senado e os exércitos proclamaram Caio Coceio Nerva, pertencente à antiga e nobre família romana, que reinou de 96 a 98 (já era idoso). Uma de suas primeiras ações foi adotar Marco Úlpio Trajano, de família romana residente na Espanha.

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“ANDANÇAS” NA LIVRARIA NOBEL DIA 18

Quem não foi ao lançamento do livro “Andanças”, de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário, na Casa Regis Pacheco, vai ter a oportunidade de marcar presença no próximo dia 18, às 19 horas, na Livraria Nobel, na rua Otávio Santos, com o show do cantor e compositor Alex Baducha e mais declamações de poemas e causos.

A obra, que teve a colaboração de muitos amigos e apoiadores da cultura, é uma mistura de ficção com a realidade, com causos, contos, histórias  e poemas, muitos do quais já musicados por artistas da terra como Papalo Monteiro, (Nas Ciladas da Lua Cheia)Walter Lajes (Na Espera da Graça) e Dorinho Chaves (Lágrimas de Mariana).

Trata-se  de um trabalho feito com muito esforço e dedicação, que demorou mais de três ano para ser publicado devido à falta de patrocínio. Existem capítulos e versos dedicados à Vitória da Conquista, como figuras lendárias da cidade do passado, fatos e versos sobre a Serra do Piripiri, a Mata Escura, O Cristo de Mário Cravo e as obras do artista Cajaíba.

Coube espaço também para comentários inéditos sobre a ditadura civil-militar de 1964, mostrando o outro lado do regime, em relatos diferenciados do livro “Uma Conquista Cassada -cerco e fuzil na cidade do frio”, também de sua autoria que está sendo indicado por professores das escolas públicas e universidades.

“Andanças” também exigiu alguma coisa de pesquisa, como a história de um mochileiro no capítulo “Pelas Brenhas do Mundo”, que percorreu várias partes do planeta e esteve presente nos acontecimentos históricos mais importantes, como O Maio de 68 na França, A primavera de Praga, as guerrilhas na África e a Guerra no Vietnã.

Numa linguagem simples, beirando ao realismo fantástico em muitas passagens, o livro é prazeroso de ser ler, sem regras e amarras sequenciais. Pode ser lido de qualquer parte e está dividido em dois que é “A Estrada” dedicada aos amantes da poesia solta e sem normas acadêmicas.

“O BRASIL NÃO É TRANSGRESSOR DO MEIO AMBIENTE”

Esta afirmativa, de deixar qualquer pessoa esclarecida irada e se sentindo ludibriada, é da ministra da Agricultura, rebatendo críticas dos países europeus, especialmente Alemanha e a França. Senhora ministra, isso soa aos ouvidos como uma mentira proposital, ou que a senhora não conhece nada da área. Não acredito em ingenuidade, e sim que a senhora cometeu uma afronta a todos os brasileiros instruídos, chamando-os de burros, idiotas e ignorantes. Senhora ministra, não diga isso porque é vergonhoso, pois os europeus acompanham e sabem muito bem de tudo o que acontece no Brasil! Não adianta tentar enganar, jogar a sujeira debaixo do tapete e querer tapar o céu com uma peneira.

Isso é muito feio, senhora ministra! Não é assim que se deve vender o produto Brasil lá fora, passando uma ideia falsificada, do tipo “coisa do Paraguai”, que perdoem nossos Hermanos do outro lado. As agressões ao meio ambiente no Brasil estão aí escancaradas para todo mundo ver, desde da aldeia em que cada um vive até a mais distante deste país continental. Mais decente seria fazer um mea culpa e se comprometer a adotar medidas para conter as transgressões, visto que o governo do capitão dos generais está fazendo o contrário. A lista das transgressões, ou o BO do meio ambiente, é extensa e a folha corrida pode ir da terra até a lua.

Desmatamentos e outras transgressões

Não sou nenhum especialista do setor, mas nem precisa ser para falar, mostrar e denunciar as depredações ao meio ambiente no Brasil, coisas ainda primitivas. Vamos começar pelos desmatamentos na Amazônia, cujas estatísticas indicam que duplicaram no último ano pra cá, tendo como fatores a ganância dos madeireiros, do setor do agronegócio (pecuária e agricultura), dos mineradores, dos carvoeiros e dos grileiros de terra, só para ficar por aí.

Senhora ministra, seu presidente quer reduzir e não mais demarcar as áreas dos quilombolas, dos índios e até extinguir as de preservação ambiental, e acabar com paraísos como Angra dos Reis para transformá-la numa Cancun mexicana para os capitalistas se esbaldarem! Ele pretende desviar o dinheiro do Fundo da Amazônia para indenizar proprietários que invadiram terras de preservação.

O Brasil é um dos países do mundo que mais usam agrotóxicos na agricultura, inclusive de produtos proibidos lá fora. No seu governo (quem manda são os generais) nunca se liberou tantas substâncias perigosas, com tanta rapidez para o uso dos produtores rurais. E a “famosa” espuma tóxica do Rio Tietê, em São Paulo, todas as vezes que chove? Não é transgressão ao meio ambiente?

Na Mata Atlântica, é o segmento imobiliário que mais derruba árvores para construir prédios, viadutos e condomínios de luxo, incluindo também as invasões nos morros, que avançam  devido a falha na fiscalização do poder público. Desde a colonização, somente 8% de toda área ainda sobrevive. Desenvolvimento sustentável aqui é um marketing dos empresários para destruir a natureza e encher os bolsos de dinheiro, dando uns minguados empregos.

No Sudoeste da Bahia

No cerrado, o agronegócio constrói barragens afetando nascentes e desviando o curso dos rios, como aqui no nosso oeste baiano e na Chapada Diamantina no caso dos hortigranjeiros (região de Lençóis, Andaraí e Mucugê). As transgressões estão lá para todos verem. Basta conversar com qualquer morador do lugar. Dos 80 quilômetros de extensão do Rio Utinga, que deságua no Marimbus (pantanal da Chapada), metade morreu em decorrência do excesso da retirada de água para irrigação. O Rio Itapicuru também está morrendo devido a derrubada das matas ciliares.

Em Caetité e Pindaí, no sudoeste da Bahia, em nossa aldeia, uma mineradora vai construir uma grande barragem de resíduos de minérios, sem prévia consulta da população que está em pânico. Em Vitória da Conquista, a Serra do Piripiri foi toda depredada ao longo dos anos para pavimentar a BR-116 e edificar prédios, matando as nascentes, só sobrando um pouco do Verruga, praticamente morto no seu leito.

Deserto no Nordeste

O Nordeste, senhora ministra, está virando um deserto de tanto extraírem madeiras para as carvoarias, sem contar as prolongadas secas em razão do aquecimento global. O “Riacho do Navio”, cantado há muito tempo pelo rei do baião, Luiz Gonzaga, não tem o mesmo cenário de outrora. A letra diz: Riacho do Navio/corre pro Pajeú/o rio Pajeú vai despejar no São Francisco/o rio São Francisco vai bater no meio do mar/lá iá,lá iá, lá iá, lá iá, lá iá. O “Riacho do Navio” está morto e agora é o mar que invade o São Francisco 50 quilômetros adentro.

E, por falar no “Velho Chico”, sempre um agoniante quando batem as estiagens, cadê a revitalização tão prometida e anunciada pelos governantes? Agora mesmo, no final de junho, estive lá visitando e fiz uma prece para que ele não morra, mas o rio está precisando muito mais de ações concretas do que orações. A barragens, como a do Sobradinho, estão com suas vasões bem abaixo do normal, chegando hoje a cerca de 500 metros por segundo. É de doer ver extensos areões onde eram ocupados por suas águas, e somente algumas partes navegáveis, com muita dificuldade. As barragens cometeram altas agressões ao meio ambiente, e o mar está virando sertão.

Ficaria aqui, senhora ministra, um ano escrevendo e pesquisando para lhe provar que o Brasil do rompimentos das barragens de minérios, um país com alto déficit no que tange ao saneamento básico, onde poucos municípios, dos mais de cinco mil, não têm aterro sanitário e sim lixões, comete sim, transgressão ao meio ambiente. Não adianta esconder isso de ninguém, quanto mais dos europeus. Por essa e outras, é que esse acordo do Mercosul não vai sair do papel, enquanto não se resolver sair do atraso e do primitivismo. Não é assim mentindo, senhora ministra, que se defende uma soberania nacional!

 

UMA MADRUGADA NA LAPA

Quando os romeiros cansados foram para seus ranchos, pensões e cabanas dormir, depois de um dia e parte da noite fazendo suas orações e promessa, em sua solidão, o jornalista Jeremias Macário flagrou com suas lentes uma madrugada em Bom Jesus da Lapa. A torre a cruz, como guardiões da cidade e dos romeiros, abençoam a todos para o outro dia. Só uma mulher, com seu rosto cicatrizado pelo tempo, a tudo observa ao seu redor e, no silêncio de sua alma, passa para seu dormitório. Tudo é calma e existência,  que vão dar lugar ao borborinho logo ao amanhecer do dia, com mais preces e pressa  em testemunhar a fé.  

GENTE QUE É GENTE

Poema do jornalista e escritor Jeremias Macário

Por esse lenho da Vera Cruz

Desceram os espíritos da nau

Atrás do venal cobiçado metal

Com doenças do corpo e da alma

Inocular o vírus predador do mal

Na gente virgem mata selvagem.

 

Armada de doutrina sagrada

Comeu nativo na cruz e na tara

Cuspiu gente que ainda faz gente

Do açoite do cipó, do reio e da vara

Do ouro, do mel da cana e da boiada.

 

Neste visceral árido caminho

Vaga a ampulheta da morte

De uma gente andante solitária

Que se humilha pra ser gente

E não é vista pela sua gente

Indiferente e inconsequente.

 

Depois de um sono de engano

Raios de luz batem na janela

Crianças choram de fome

E a paisagem do mar da favela

Na curva da esquina some.

Nas bocas fumacentas do crack

Nos escombros e nas ruínas

Trapos, farrapos amontoados

Mães, meninos e meninas

Das guerras tiranas assassinas

De uma gente que não vê sua gente.

 

Gente de fé e luta cangaceira

Da seca cinzenta e inclemente

De rostos marcados nas feiras

Carrega seu bocapio de poeiras

Cheio de esperança de ser gente.

 

Vejo os mortos vivos

Perambulando nesta estrada

Do pergaminho curto da vida

Como códigos de um ninho

Misterioso de uma gente crente

Que nem sabe se é mesmo gente.

 

A alma da terra dessa gente

Que não tem na capanga a moeda

Para dar ao barqueiro Caronte

Vaga pelas margens do rio

No viaduto e debaixo da ponte.

 

Atrás daquele monte de pedras

Pode existir uma doce fonte

Uma flor rara e solitária

Outro horizonte perdido

Outra gente que ama gente

E ensina como mudar a mente.

 

Gente que é gente do ter e do ser

Gente braçal e de todos os rincões

Gente do pensar mágico simpático

Das fábricas, campos construções

É preciso fazer a hora acontecer.

 

OS MAIORES PREÇOS DA BAHIA

No mês de junho percorri muitos trechos da Bahia, saindo de Vitória da Conquista a Salvador e depois ao norte até Juazeiro e retornando por várias cidades da Chapada Diamantina e tive a curiosidade de observar os preços da gasolina nos postos por onde transitava. Constatei que o custo da gasolina em Conquista é o mais alto, só igualando em algumas unidades a Juazeiro por motivos de distância, mais de 500 quilômetros de Salvador, enquanto aqui o combustível é transportado a 150 quilômetros, em Jequié.

Confesso que passei toda viagem comentando o fato e fui até um chato revoltado. Na minha cabeça, e acho que na de todos os conquistenses, a única explicação é que aqui existe um cartel dos empresários, uma máfia do monopólio, e nada é feito pelas autoridades (poder público, procuradoria pública, promotores, Procon e a sociedade em geral) para desbancar esse complô contra os consumidores que já penam com outros preços altos dos combustíveis, inclusive o gás de cozinha.

VAI BAIXANDO

Basta sair da cidade que o preço vai baixando a partir do Bairro Lagoa das Flores, em patamares diferentes. Vi gasolina de R$4,34 o litro em Milagres a cerca de 150 quilômetros de Jequié onde se encontram os dutos da Petrobrás. Descendo até Salvador não se encontra uma tabela que se iguale a Conquista em termos de custo. Diante do absurdo e da afronta ao povo conquistense, sempre lembrava que esta cidade, chamada erradamente de suíça baiana, já teve os preços mais baixos da Bahia.

No outro roteiro, cortando parte da Chapada até Juazeiro, fiz questão de fazer a mesma coisa, olhando as bombas, com tabelas bem mais baixas que Conquista, variando de R$4,38, 4, 42, 4,46, 4,48, 4,56, 4,60, 4,65 nas cidades de Iaçu, Itaberaba, Ruy Barbosa, Macajuba, Baixa Grande, Mairí, Capim Groso e só aumentando um pouco a partir de Senhor do Bonfim até Juazeiro. Passei também por Jacobina, Piritiba e Mundo Novo, e não vi coisa igual como nos postos de Conquista.

Em outra rota, saindo daqui e entrando no sertão de Anagé, Aracatu, Brumado, Caetité, Guanambi e outras cidades, inclusive Bom Jesus da Lapa, Conquista também continua sendo campeã nos preços altos da gasolina, principalmente. Talvez pelo seu crescimento nos últimos anos, mais gente chegando, mais empresas e mais prédios e faculdades, Conquista tornou-se uma cidade de alto custo para se morar, não somente nos combustíveis, mas também em outros itens de consumo, inclusive na gastronomia, e olha que aqui não é uma zona urbana turística. É sempre a ganância do capitalismo que só pensa em lucrar mais e mais e tirar proveito da situação.

Quanto ao caso específico da gasolina, nesta semana alguns postos resolveram baixar os preços, mas ainda continuam altos em comparação a outras cidades da Bahia, conforme citadas. Pode ser apenas um disfarce, diante das pressões da Câmara de Vereadores com a CPI, da mídia e da provocação popular para que o Procon, O Ministério Público , Defensoria Pública e a própria OAB tomem providências conjuntas porque o consumidor não aguenta mais esse quartel, a única explicação cabível para se pagar preços tão altos e extorsivos.

Nas entrevistas só aparecem os gerentes dos postos tentando justificar o injustificável, e colocando sempre a culpa na cotação das importações da Petrobrás e outras companhias, e nos impostos, que são altos sim e escorchantes, mas convencem Conquista ter um dos preços mais altos da Bahia. Os donos e os representantes do sindicato dos patrões se blindam atrás de uma caixa preta que precisa ser aberta e punir os responsáveis por esse crime contra ao nosso povo conquistense.

TIBÉRIO ASSUMIU O REINADO SEM LUTAS E O EXÉRCITO 0 APOIOU COMO IMPERADOR

Depois de ter governado por mais de 40 anos, Augusto morreu no ano 14 da nossa era. Considerava o principado como uma instituição permanente. O primeiro dos herdeiros era o sobrinho Marcelo, casado com Júlia, a filha do imperador, mas morreu cedo em 23 a.C. O herdeiro seguinte foi Agripa, que se casou com Júlia, mas cedeu para Caio e Lúcio, seus filhos com Júlia, mas também morreram.

Então, Augusto foi obrigado, por influência da esposa Lívia, a adotar Tibério Cláudio Nero, filho da mulher com o primeiro marido, como único membro da família. A vontade de Augusto era que fosse Germânico, o sobrinho de Tibério, irmão de Druso, mas não deu. Para manutenção da paz, todos concordavam que o principado era indispensável. Sem luta, Tibério tomou as rédeas do governo.

O exército o reconheceu como imperador, e o Senado conferiu-lhe todos os poderes especiais que haviam feito a Augusto. Até o suicídio de Nero, o trono foi ocupado por membros da Casa Cláudia, dos quais os dois primeiros foram adotados pela família dos Júlios.

OS FLÁVIOS

Tudo sobre os membros dessa família e os incidentes nos reinados foram descritos pelo historiador Tácito, em seus Anais. Suas Histórias contam a queda daquele poder e o período de confusão que terminou com a ascensão dos Flávios, que não tinham parentesco com Augusto.

Nenhum deles tinham carisma, mas herdaram a popularidade de Augusto e isso justificava a posição que ocupavam. Tibério era um general competente, rigoroso e dedicado ao país. Mostrava as mesmas virtudes como estadista, mas não possuía a energia do seu predecessor. Ao seu lado estava a imponente figura de Lívia a quem devia a subida ao trono. Muitos que ocuparam postos de destaque no reinado anterior lhe eram hostis. Não gostavam do seu orgulho e frieza.

A vida na corte tornou-se impossível quando seu sobrinho Germânico morreu no Oriente. Muitos achavam que ele foi vítima de uma trama de Tibério e Lívia. Por tudo isso, Tibério deixou Roma e foi morar em Capri. De lá, o único homem em que confiava era Sejano, prefeito da guarda pretoriana, a quem deixou como seu representante em Roma. Sejano tornou-se governador da cidade.

AS INTRIGAS PALACIANAS

Enquanto isso, as intrigas palacianas continuavam, e Sejano resolveu aproveitar. Houve uma longa série de crimes sombrios, como o assassinato de Druso (filho de Tibério) envenenado pela esposa, que fora seduzida por Sejano. Os filhos de Agripina foram mortos, e ela foi exilada e morta. Depois foi descoberto que Sejano conspirava contra o imperador. Por isso, ele foi executado, seguido de um período de terror com a morte de inocentes.

Calígula sucedeu a Tibério e reinou de 37 a 41 da nossa era. Filho de Germânico, cresceu cercado de jovens helênicos corrompidos, temendo perder a vida por causa das brigas palacianas. Era único membro da família Juliana e, em seu reinado, deu prova de insanidade mental.

O louco Calígula destruía, sem piedade, todos aqueles que lhe inspiravam medo. Educado entre príncipes jovens do Oriente, exigia que lhe fossem prestadas honras divinas e declarou-se senhor e deus (dominus et deus). Provocou a ira de seu povo, introduzindo na corte costumes helênicos. Calígula teve ligações abertas com suas irmãs e proclamou uma delas sua mulher e deusa. Os conspiradores da guarda pretoriana deram-lhe um fim violento.

A GUARDA PRETORIANA

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PÔR-DO-SOL NO SANTIAGO

Em Juazeiro muita gente aprecia  o pôr-do-sol na orla do Rio São Francisco, o “Velho Chico”, como nesta praça  ao lado com a estátua de Santiago Maior, em imagem flagrada pelo jornalista e escritor Jeremias Macário em suas andanças pela Bahia, onde já fez muitas farras com amigos. O pôr-do-sol no “Velho Chico” é também paragem de reflexão poética e existencial.

ENTRE UM E O OUTRO

Poema do jornalista Jeremias Macário

Brigam a ciência e o mistério,

pela verdade do peregrino,

mas poucos levam a sério.

 

Misturam religião e profano,

nas festas de todo o ano.

 

Uns vão e outros ficam,

na curva escura da vida.

 

Uns preferem a linha reta;

outros duvidam da seta.

 

A saudade aperta,

quando termina a festa,

e o encontro se desfaz,

no ar como o gás.

 

Entre a água e o fogo,

fico com o fogo.

 

Entre a terra e o ar,

fico com o ar para respirar.

 

Entre a pauta e o roteiro,

temo ficar com os dois,

e ser escolhido pra depois.

 

Entre a morte e a vida,

não tem mais saída.

 

Entre a treva e a luz,

fico com a que me conduz.

 

Entre a música e a literatura,

só se tiver conteúdo e cultura.

 

Entre o deletar e a tortura,

me leve para a sepultura.

 

Entre o amor e a dor,

nos dois eu sou.

 

Entre a capela e a catedral,

sou a mais simples pra rezar,

e chegar do outro lado de lá.

 

Entre o amigo só das festas,

fico com o das horas incertas.

 

Entre Raul, Chico e Gil,

melhor se for de vinil.

 

Entre Milton e Vandré,

fico também com Tom Zé.

 

Entre a religião e a filosofia,

prefiro a popular sabedoria.

 

Entre esse espaço de aço

e a sociedade alternativa,

fico com a criatura primitiva.

 

Entre a chuva e a maré,

prefiro ir seguindo a pé.

 

 

 

 

 

A CULTURA DE CONQUISTA

Carlos Albán González – jornalista

Colega e amigo Jeremias, entendo perfeitamente seu desapontamento com o movimento cultural, que não é de hoje, não somente em Vitória da Conquista, mas em todo o País. Concordo que é frustrante para um escritor, após três anos de trabalho, ver que o seu livro será lido por poucos. Você deve estar lembrado que, recentemente, um nosso colega aqui esteve, a convite da prefeitura. Naquela noite, no Memorial Régis Pacheco, ele autografou apenas quatro exemplares de sua obra literária.

A título de consolo, peço permissão para afirmar que, naquele encontro do último dia 14, tanto você como a artista plástica Elizabeth David, que expôs seus belos quadros, devem ter feito uma avaliação dos amigos que aqui possuem, dispostos a impedir que a cultura em Vitória da Conquista atinja o fundo do poço. Ninguém em sã consciência perdoa a ausência de um representante da Secretaria de Cultura do município, e da Câmara de Vereadores.

Imperdoável é que entre os ausentes figurem dezenas de conquistenses que você prestou favores e lhe bajularam durante o período (14 anos) em que exerceu a chefia da sucursal de “A Tarde” em Conquista. O próprio município tem uma dívida a lhe pagar, em troca da divulgação, inclusive na área cultural, de toda a região sudoeste do estado, pelo jornal de maior circulação do Norte e Nordeste do País.

Seria reprovável de minha parte se não elogiasse iniciativas que deveriam servir de exemplo, Refiro-me à programação artística do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, e a sensatez da prefeitura em contratar para os festejos juninos artistas da terra, autênticos forrozeiros, em vez de pagar altos cachês a safadões, intérpretes de um “lixo” que eles chamam de música.

Receio, prezado companheiro, que a censura política, que já pesa sobre a cabeça de alguns dos  nossos colegas, venha lacerar as nossas manifestações artísticas. Repórter de “O Estado de S. Paulo”, no período da ditadura militar, que matérias vetadas pelos censores, eram substituídas por poemas de Camões, inseridos na primeira página do jornal; testemunhei a invasão da Redação de “A Tarde” por soldados armados, para prender um colega, que nunca mais foi visto.

Cinema

Na terra de Glauber Rocha, aplaudido como maior cineasta brasileiro, nem o cinema nacional tem vez.

Como o tema desse comentário é cultura, peço licença para colocar em pauta a 7ª arte, talvez a minha preferida. Começo recordando Glauber, o mais discutido personagem do cinema nacional. Tenho convicção de que a maioria dos conquistenses jamais assistiu a um filme do seu conterrâneo mais famoso, e vai continuar sem ver, enquanto não mudar o raciocínio dos programadores das salas de cinema da cidade.

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