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“O MUNDO GREGO” – As Diferenças entre Atenas e Esparta (Final)

No capítulo “Atenas e Esparta”, de “O Mundo Grego”, o autor A.H.M.Jones mostra as diferenças entre as duas cidades que sempre lutaram pela liderança da Grécia. Atenas, progressista e democrata, possuía um centro comercial e industrial (azeite de oliveira) com seu porto Pireu, um dos maiores do Mediterrâneo. Era uma potencia naval. Cheia de estrangeiros, o povo embelezou a cidade com templos e soberbas estátuas. Produziu grandes tragédias através de Ésquilo, Sofócles e Eurípedes, além das comédias de Aristófanes, e foi berço de historiadores como Tucídides e filósofos do quilate de Sócrates, Platão e Aristóteles.

A Atenas democrata exalava liberdade de palavra e de ação (o direito de se pensar e dizer o que se desejasse, mas dentro dos limites da lei). Platão dizia que em consequência desse estado de coisas, os cidadãos são diferentes, ao invés de se conformarem a um tipo ideal. Péricles louvava a liberdade individual. Com isso, Aristófanes produzia comédias que ridicularizavam as instituições e até filósofos publicavam seus ataques ao ideal democrático.

Existiam discordância, inclusive contra Platão que afirmava que o governo era uma arte difícil, que devia ser limitada aos peritos, homens inteligentes, dispondo de poder sem prestar contas a ninguém. Em Atenas, os conselhos eram escolhidos anualmente por sorte e nenhum cidadão poderia servir por mais de duas vezes em toda a sua vida. Como seria bom se acontecesse isso no Brasil! Será uma utopia?

Os tribunais decidiam os casos privados e realizavam exames rotineiros dos magistrados ao término de seus mandatos, julgavam os impedimentos dos generais e políticos e eram árbitros de questões constitucionais. Os 350 magistrados eram quase todos escolhidos por sorteios. Ninguém podia ocupar o posto por duas vezes.

Sócrates não concordava com esse tipo de escolha, mas o sorteio era feito entre os cidadãos que nele se inscrevessem. O povo exigia um padrão elevado dos inscritos. Depois de um ano de mandato, qualquer um poderia acusar o magistrado de má conduta, se fosse o caso. O salário era equivalente a de um trabalhador braçal. Nenhum cidadão podia ganhar a vida com o salário do Estado. Mais outra vez, uma norma quase que impossível para o Brasil.

A assembleia controlava a política e os magistrados, e os generais eram seus servos que tinham de cumprir as ordens. Atenas foi um estado bem sucedido, o maior na Grécia no século V, e até depois da derrota na Guerra do Peloponeso, como afirmou o autor. Os cidadãos mais ricos custeavam os coros, as tragédias e comédias dos grandes festivais pagando os atores, cantores e todo cenário. Empresário nenhum aceitaria isso aqui. A democracia proporcionou um alto nível de eficiência administrativa, justiça social e cultural. Esparta, como dizia Demóstenes, não permitia que os seus louvassem as leis de Atenas

Esparta gozava de autossuficiência agrícola e lá os estrangeiros eram mal recebidos e até expulsos. Potência militar, sua força era o exército e parecia uma aldeia que crescera demais, com uma aristocracia perfeita e estabilidade política mantida pela monarquia (autoridade absoluta). Não teve arte, nem literatura e não desempenhou papel na vida intelectual grega. Era conservadora, apegada a uma constituição arcaica e defensora das ideias tradicionais. Seus cidadãos eram treinados rigorosamente, desde a infância, para serem bons soldados, vistos como uma elite, apoiada pelo número maior de servos, os hilotas.

Os espartanos mantinham sua supremacia frente aos servos através do terror. Todo ano, os éforos, principais magistrados da cidade, declaravam guerra aos hilotas onde permitiam a qualquer espartano matar um servo sem incorrer na culpa de assassinato. Os hilotas perigosos eram espionados e mortos. Em 424 a.C, preocupados com a inquietação entre os servos, os espartanos os convidaram para se alistar no exército dando como recompensa a liberdade. Dois mil deles se apresentaram e nunca se ouviu falar mais deles. Assim fizeram colonizadores dos índios nas Américas.

Apesar de tudo, tinham um conselho dos mais velhos, uma assembleia e uma junta anual de cinco éforos que governavam Esparta. O método de escolha dos éforos permitia até ao mais humilde dos cidadãos ocupar o cargo. Aristóteles considerava isso infantil, mas dentro da classe espartana, sua constituição era tida como democrática. As únicas virtudes reconhecidas eram o patriotismo, a coragem e a disciplina.

LITERATURA E FILOSOFIA

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“O MUNDO GREGO” – Das Trevas ao Esplendor (I)

Até a criação dos Jogos Olímpicos, em 776 a. C., quase nada se sabia sobre o mundo grego de 2000 a 800 a. C., a não ser o que se lia nos poemas de Homero, mas nem tudo constituía história. Diz o historiador Denys Page no livro “O Mundo Grego”, coordenado por Hugh Lloyd-Jones, que entre 2000 e 1900 a.C., a Grécia foi invadida por um povo novo que primeiro falou o grego.

Esses invasores se fundiram com os micênios, resultando num dos mais brilhantes períodos de civilização. No entanto, os micênios, um povo artístico, rico e aventureiro, desapareceram por volta do século XII a.C.. A luz sobre essa gente, uma teia de reinos (Atenas, Pilos, Micenas, Esparta, Tebas) só veio através dos arqueólogos Schliemann e Arthur Evans no século XIX da nossa era com a descoberta das cidades de Troia.

Depois de 1200 a.C., a rica e hábil civilização micênica foi varrida da face da terra. Os grandes palácios foram destruídos, os reis e seus povos mortos ou escravizados. Durante 400 anos a Grécia ficou isolada e entrou em decadência em todos os níveis. Não se sabe ao certo o que destruiu os micênios e deu início a esse longo período de trevas. Só prosperou a poesia épica

Com o dom peculiar da imaginação e da expressão, Homero em “A Ilíada e a Odisseia” encantou o mundo com suas poesias, misturando realidade com ficção. A “Odisseia” narra os dez anos de vagabundagens de Ulisses em seu regresso ao lar, em Ítaca, vindo do sítio de Troia. Na “Ilíada”, um poema histórico com personagens reais, descreve os episódios do sítio.

O historiador Denys, no capítulo sobre “O Mundo Homérico” destaca que a organização micênica pode ter sido a melhor, mas os alicerces da política e filosofia, direito e literatura, matemática e medicina, astronomia e arquitetura modernos encontram-se no período posterior à idade média grega, a partir do século VIII a.C.

Em “O Desenvolvimento da Cidade-Estado”, A. Andrewes fala justamente do nascimento das pequenas cidades (Atenas, Esparta), com seu poder soberano onde a autoridade tinha o título de “rei”, embora fosse um magistrado aristocrata (numerosos estados pequenos) ou hereditário eleito anualmente até fins do século III a.C.

Nos estados gregos, a população se dividia em tribos (regimentos tribais). Em divisões menores, existiam as fratrias, caso dos cidadãos de Atenas, e clãs. As manifestações das religiões (templos da Acrópole, santuários de Delfos e Olímpia) relacionavam-se com os cultos da cidade. No direito, os reis e nobres detinham o conhecimento e usavam a sanção divina em seus julgamentos, muitas vezes em favor deles, conforme se queixava Hesíodo.

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MAIS UMA CASO PARA O ARQUIVO MORTO

Confesso que se fosse com um filho meu ou parente mais próximo, não queria, nem aceitava conversa de reunião com comando da polícia, nem com políticos que aproveitam o momento para fazerem média. Todo mundo está “careca” de saber que no final tudo cai no esquecimento através da lentidão da justiça. Depois de um mês, quem importa mais?

Estou me referindo ao caso do artista plástico Manoel Arnaldo dos Santos Filho, de 61 anos, o “Nadinho”, morto no sábado, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, por policiais militares que deram a versão de que a vítima reagiu com uma arma calibre 32 e atirou duas vezes contra eles. O artista foi baleado duas vezes.

Mais uma trapalhada e despreparo deles, seguidos de “explicações” e incriminações descabidas porque sabem que tudo termina em impunidade. Como tantos outros, vai ser mais um caso que vai para o arquivo morto. Depois chamam a família para apaziguar os ânimos e prometer “severa investigação nas apurações”.

São vários os exemplos com o mesmo “modus operandi” da polícia que causa revolta, e é por isso que digo que não queria papo com ninguém se acontecesse com um familiar meu. Nunca acredito nisso de polícia (Corregedoria) investigar polícia, quando deveria ser da alçada da justiça comum. Cadê o Ministério Público?

Para ficar num exemplo bem mais próximo de nós, alguém aí se lembra do caso do menino Maicon, há cerca de cinco anos, num bairro da periferia de Vitória da Conquista? A polícia foi atender a um chamado de desordem no local e entrou atirando pra todos os lados. A criança foi atingida e morreu.

A sociedade foi a primeira a ficar em silêncio porque se tratava de gente pobre e humilde. Disseram no início que os policiais estavam sendo investigados. Hoje, ninguém fala mais do assunto, e os culpados continuam atuando. O caso virou arquivo morto. O brasileiro precisa se rebelar e se indignar contra esta farsa.

A polícia continua agindo com agressividade porque é despreparada e mal treinada, mas as autoridades e o próprio comando não querem nem ouvir falar de reestruturação da corporação, até mesmo de sua extinção, com a criação de uma nova instituição de segurança, adaptada aos tempos modernos e com uma nova filosofia de trabalho, sendo bem instruída e bem paga.

Sempre dizem que o assunto é muito polêmico e complicado. Tudo fica no mesmo, se arrastando, e muita gente sendo morta por imperícia. Aí, os culpados quando matam, inventam coisas das suas vítimas para tentar reparar os erros. Tempos depois voltam a trabalhar nas ruas.

Quando acontecem mortes violentas de inocentes, como do artista de Candeias, a mídia entra para fazer seu estardalhaço midiático sensacionalista e, pouco tempo depois, nem comenta mais sobre a questão. A polícia chama a família para uma reunião, e os políticos, que não são nada bestas, também entram na jogada.

Depois tudo permanece como dantes e logo aparece outro caso semelhante. Tudo volta a se repetir porque o sistema segue arcaico, arbitrário, corporativista e truculento, que só se importa com hierarquias. Como a sociedade se fecha em conluio e prefere ficar em silêncio, a grande maioria das mortes entra para o arquivo morto.

 

 

 

CAMBUÍ LANÇA O FIAT CRONOS

Na última quarta-feira (dia 18), a concessionária Cambuí, revendedora dos veículos Fiat, reuniu a imprensa e publicitários conquistenses para lançar o Cronos, o novo carro da Fiat, em sua sede, na Avenida Bartolomeu de Gusmão. Coube ao diretor-presidente da Cambuí, Antônio Roberto, recepcionar a mídia e apresentar toda sua equipe de trabalho. O Cronos é um veículo arrojado, dotado de equipamentos de última geração, com câmbio de seis marchas e direção eletrônica. Seu bagageiro compete com outras marcas como um dos maiores, com capacidade para mais de 500 litros, e seu ambiente interno é superconfortável. Na ocasião, em clima informal, a mídia de Vitória da Conquista aproveitou para realizar um ato de confraternização entre os colegas de diversos veículos do rádio, blogs e impresso. O Cronos pode ser visto e testado na Cambuí Veículos.

 

 

SEGUNDA TEM FUTEBOL NO “LOMANTÃO”

Carlos Albán González – jornalista

Estrear num torneio nacional numa segunda-feira, às 20 horas, sob uma temperatura em torno dos 15 graus, segundo previsão do Climatempo, e com pouca divulgação, significa ausência de público. Esse, provavelmente, será o ambiente que o Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista vai se deparar na noite do próximo dia 23, no Estádio Lomanto Júnior, começo de sua participação no Campeonato Brasileiro da série D, diante do Treze de Campina Grande (Paraíba).

Se houvesse bom senso por parte da Federação Bahiana de Futebol (CBF), o seu presidente, filho desta terra, Ednaldo Rodrigues, leal em todos os momentos – e já se vão 16 anos – aos “cartolas” da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de Ricardo Teixeira a Marco Polo Del Nero, esse jogo seria antecipado para o dia 21, feriado nacional, ou para o domingo, dia 22, com a promoção de uma rodada dupla, envolvendo Conquista x Colo-Colo, pela segunda divisão do Campeonato Baiano.

Vale lembrar que, nos últimos quatro anos, Ednaldo foi escolhido em duas oportunidades para chefiar a comitiva da Seleção Brasileira em excursões ao exterior. Um agrado para quem tem revelado uma indestrutível fidelidade aos seus chefes.

Num passado recente a própria FBF submeteu o ECPP a uma situação absurda. Programou para Quarta-Feira de Cinzas, à noite, uma partida válida pelo Campeonato Baiano deste ano. Pelas bilheterias do “Lomantão” passaram 381 devotados torcedores, deixando uma renda de R$ 3.575. Deduzidas as despesas restou para o clube alviverde um prejuízo de R$ 6.189.

Pagar pra jogar não é “privilégio” do Vitória da Conquista. O seu coirmão, o Conquista F.C., nos três jogos que disputou em casa pela 2ª divisão contabilizou um prejuízo de R$ 14.806. Buscando uma vaga no grupo de elite do futebol baiano em 2019 o Azulino recebe neste domingo o Colo-Colo de Ilhéus.

Não se ouviu ou se leu uma palavra de protesto. Pelo contrário. Na reunião do último dia 3 num hotel em Salvador o futebol conquistense participou com três votos (da liga e dos clubes profissionais) da manobra continuísta patrocinada por Ednaldo, que desistiu de permanecer até 2023 à frente da federação, apresentando como seu sucessor a um surpreso colégio eleitoral – compareceram 117 dos 145 membros – o até então desconhecido Ricardo Lima. Como ninguém questionou, Lima foi aclamado por todos os presentes.

Lição de democracia, seriedade e modernismo, além de agradecimentos a Deus, marcaram os discursos emocionados do velho e do novo “cartolas”.

Depois da eliminação precoce na Copa do Brasil, quando deixou de ganhar R$ 1 milhão, e quase é rebaixado para a 2ª divisão do futebol baiano, o Vitória da Conquista tem sua última oportunidade este ano de alcançar uma posição melhor no cenário nacional, lembrando que a Chapecoense, campeã sul-americana, também começou por baixo. Imprescindíveis serão o apoio dos desportistas locais, comparecendo aos jogos no “Lomantão”, e dos patrocinadores – a ajuda de R$ 20 mil mensais prometida pela prefeitura caiu no esquecimento.

Dividido em seis etapas o “Brasileirão” da série D começa neste final de semana e termina em 5 de agosto. Nessa fase preliminar os 68 clubes vão disputar seis jogos. Os adversários dos baianos são o Treze de Campina Grande (Paraíba), o Itabaiana da cidade sergipana do mesmo nome e o Santa Rita, de Boca da Mata (Alagoas). Classificam-se para a etapa seguinte os primeiros colocados nos 17 grupos e os 15 melhores segundos colocados. Os quatro semifinalistas (quinta fase) têm vaga garantida na série C de 2019.

A tabela dos primeiros jogos e adversários do Vitória da Conquista é a seguinte: dia 23 de abril, Treze, em casa; dia 29, Itabaiana, fora; dia 6 de maio, Santa Rita, em casa; dia 13, Santa Rita (fora); dia 20, Itabaiana, em casa; dia 27, Treze (fora). A CBF fornece 25 passagens aéreas para distâncias acima dos 700 quilômetros, além de hospedagem e alimentação.

Eleições “democráticas”

O Nadinho, das peladas nos terrenos baldios de Conquista à presidência da liga de futebol da cidade, recebeu, de mão beijada, em 2001, a direção da FBF, e de lá nunca mais saiu. Seu gabinete sempre esteve aberto para seus leais eleitores, recebidos com mimos depois de longas viagens, acompanhados de prefeitos e vereadores de seus municípios.

Ednaldo, aos 63 anos, não ia largar, por se sentir entediado, um cargo que mantém há quase 20 anos. Numa reunião de portas fechadas, sem a presença da imprensa, a Assembleia Geral da CBD aprovou a criação de mais quatro cargos de vice-presidente da diretoria. Um deles, a partir de abril, foi oferecido e aceito pelo baiano de Conquista, que vai trocar Salvador pela Cidade Maravilhosa, com uma ótima remuneração.

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OS EXÍMIOS ATORES E A SEGUNDA TURMA

“Fui vítima de uma sórdida armadilha”, “estou tranquilo e vou provar minha inocência no tempo certo”, “é intriga da oposição política que quer me ver fora da competição”, “não cometi nenhum ato de corrupção”, “estou sendo condenado injustamente”, “estão cometendo um atentado contra a democracia”, “nego todas as acusações”, “foi uma decisão puramente política” e por aí vai a lengalenga dos caras de paus que desmentem roubos, falcatruas e armações contra o povo.

Nem é preciso falar de quem estou falando, pois todos já sabem quem são os exímios atores que aparecem dia e noite na mídia, principalmente nas emissoras de televisão, através de notas de seus advogados coniventes ou até mesmo com suas caras lavadas como se nada tivesse acontecido. Todos podem ser contratados, sem testes, para atuar em novelas e filmes estrangeiros  nos papéis de “mocinhos inocentes”, embora não passem de vilões.

É um tremendo elenco de primeira linha que bota no chinelo qualquer ator ou atriz gabaritado, que não vou aqui listar porque são muitos e estaria cometendo injustiça! Nesse cenário entre réus e a Justiça, os papéis se invertem. Todos eles (os políticos safados) são os inocentes e o Ministério Público, a Polícia Federal, a força tarefa da Lava Jato e os juízes que sentenciam mentem vergonhosamente. Tudo é uma ficção armada e fruto de uma imaginação diabólica.

Nesse grupo espetacular de primeira grandeza, cada um procura fazer sua atuação melhor que o outro para receber os aplausos da plateia eleitoral ignara. Nesta semana foi a vez do Aécio Neves (Maluf e Cabral são os mestres) que apareceu com cara de pobre coitado injustiçado, merecedor de pena, dizendo ter sido vítima de uma armadilha do empréstimo de dois milhões de reais, que não lesou ninguém e que é inocente.

Do outro lado surgem os ministros Gilmar Mendes, Lewandowski e Dias Toffoli comandando a Segunda Turma (agora temos até divisões na corte Suprema, além dos coxinhas e mortadelas) para libertar os “atores inocentes”, lobos em peles de cordeiros, e dizer que existem almas tenebrosas contra eles. Nunca o mercado do habeas corpus esteve tanto em evidência.

E o povo como fica? Ah, fica com seu papel ridículo de submissão, berrando como ovelha e ouvindo toda prosopopeia dessa tragédia grega. Sua função é pagar calado os aumentos de combustíveis nos postos de gasolina e a conta de energia cheia de penduricalhos de taxas e tarifas. Como se não bastasse, também ser  escravo de uma reforma trabalhista do mordomo de Drácula, ao ponto de uma escola particular de Conquista oferecer um “salário” de 500 reais ao mês para um professor com pós-graduação de terceiro nível. E tem muita gente graduada aceitando.

Estamos mesmo na lama infernal, na miséria ética e moral, e na pior degradação de todos os tempos. No Brasil sempre existe mais um fundo do poço, e ninguém sabe até onde ele vai dar. Com uma maioria inculta e ignorante, não são as eleições que vão mudar os atores dessa política, agora protegidos por uma turma do Supremo. Ilusão quem acredita nisso.

 

HOUVE UM TEMPO DO “VELHO CHICO” QUE FOI DESTRUÍDO PELOS HOMENS

Não mais existem as matas ciliares verdes e floridas que margeavam o “Velho Chico” como aconchego dos bichos e alimento dos pássaros. Houve um tempo dos peixes em abundância que acudiam os ribeirinhos quando sentiam fome. Não mais o vento ameno como antes vindo das águas que balançava as árvores e soprava frescor nas cidades. Foi-se o tempo dos vapores que subiam e desciam desde Minas Gerais a Alagoas. Não mais existem as lavadeiras cantadoras e ganhadoras. Até os mitos e as lendas se foram.

Com o tempo, as ações predadoras dos homens gananciosos levaram os bons tempos da fartura e da integração entre a vida viçosa de um rio navegável e seus habitantes que dele se serviam. Sem mais o vento anunciador das boas notícias de suas nascentes. Hoje choram o “Velho Chico” e o próprio homem que vive a orar ao próprio Deus que mande chuva para acalmar os espíritos “vingativos” da seca. A terra perdeu o cio e suas águas viraram bancos de areia de um volume morto, ou ficaram salobras na sua foz. O rio que já foi mar vive ecos de um tempo passado que foi destruído pelas ações malignas dos homens.

O estrago ao longo do tempo foi feito, não repondo o que retiraram e não revitalizando o que dele extraíram, como se a seiva nunca fosse acabar. Nunca se imaginava que um dia não se ia ter água nem para saciar a sede. As chuvas batidas só fazem o homem irracional esquecer de que basta outro tempo de estiagem, sem ventos e sem nuvens carregadas, para tudo terminar com as lavouras e com as monstruosas barragens erguidas. Como disse o profeta, o mar vai para sempre virar sertão, e quase ninguém irá mais falar dos bons tempos e dos ventos do passado.

AS CHUVAS NÃO APAGAM AS RUÍNAS

Há uns dez ou quinze anos, a Assembleia Legislativa da Bahia, com especialistas no assunto, membros do Comitê da Bacia do São Francisco e representantes ambientalistas, elaborou uma campanha de proteção do rio e produziu um vídeo onde mostrou as ruínas e os escombros deste patrimônio nacional. De lá pra cá, quase nada foi feito de benéfico, só degradação e ficar esperando por chuvas, como se elas fossem a salvação definitiva.

 

Há pouco tempo, entre novembro e dezembro de 2017, a capacidade da Barragem de Sobradinho atingiu seu ponto crítico de 1,6%, a mais baixa da sua história. O clamor foi geral, e o “Velho Chico” entrou em estado terminal em seu leito. O Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco denunciou a triste realidade e o governo federal falou em recursos para sua revitalização, os quais nunca chegaram como prometido.

Com as chuvas do início do ano, o seu volume útil elevou-se para 36,50% em abril. No mesmo mês do ano passado, a reserva era de 15,83%, segundo a Agência Nacional de Águas, por causa do baixo índice pluviométrico em Minas Gerais e oeste da Bahia onde estão os principais afluentes (Corrente e Rio Grande).

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MILICIANOS E MEMBROS DE FACÇÕES MIRAM EM TRANSPORTE CLANDESTINO

A situação é muito grave em Vitória da Conquista com a infiltração de milicianos e membros de facções nas vans que, de forma clandestina, sem fiscalização e regulamentação, rodam na cidade transportando passageiros.

A denúncia, divulgada no blog “Sudoeste Digital” pela repórter Jussara Novaes, partiu do Conselho Comunitário de Segurança Pública da Indústria, Comércio e Entidades Afins de Conquista, que enviou  documento ao prefeito Herzem Gusmão advertindo sobre a questão.

A irregularidade facilita o tráfico de drogas e a cobrança de pedágio para donos de veículos interessados em explorar a atividade que passou a proliferar em Conquista com a crise das duas empesas de ônibus (Viação Vitória e a Cidade Verde) que fazem o transporte coletivo mediante concessão da Prefeitura Municipal.

Ainda de acordo com a matéria, uma fonte militar também confirmou que milicianos e traficantes, especialmente de São Paulo, estão de olho nas brechas deixadas pela falta de regulamentação do transporte público feito através de vans, mais de 600 em situação irregular.

No último dia 13 de abril, numa sessão da Câmara Municipal, o vereador pelo PT Coriolano Moraes fez um contundente pronunciamento sobre o grave problema. Na ocasião, apelou para que a Casa tome providências junto ao executivo municipal de maneira a controlar essa prática delituosa.

Segundo Coriolano, a população que já está há tempos sofrendo com a escassez de ônibus na cidade, corre sérios perigos porque termina optando por este tipo de transporte para trabalhar e realizar suas obrigações diárias. O vereador, que já fez várias denúncias sobre o transporte coletivo em Conquista, declarou que o sistema está falido e que a prefeitura a tudo assiste de braços cruzados.

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E A EXECUÇÃO DE MARIELLE FRANCO?

Um mês e até agora nada sobre a execução da ex-vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes. Será que é por causa daquela história conhecida de polícia investigar polícia? Por que tanto sigilo em torno do caso que continua um mistério?

Não somente a sociedade brasileira pede agilidade e algum pronunciamento em torno do assunto, mas também os organismos internacionais onde o Brasil é visto como violador dos direitos humanos e país da impunidade. A anistia aos torturadores da ditadura civil-militar de 1964 é um dos exemplos, entre milhares de outros mortos por criminosos no mesmo modus operandi.

Fiquei logo desconfiado quando vi aquela encenação toda em torno da captação das imagens de câmaras, percurso dos carros dos assassinos, velocidades e direções dos tiros e muita gente na cena do crime. Será que eles acharam que as placas dos carros dos atiradores eram verdadeiras?

A polícia sabe bem que os caras são profissionais e tudo foi bem montado para não deixar pistas, pelos menos para os detetives do tipo brasileiro. Enquanto a mídia fazia seus espetáculos com estardalhaços, como sempre, os indivíduos aproveitaram para apagar seus rastros. Não acredito mais em nada.

A BAHIA PODE MUDAR O CENÁRIO

Nos quesitos distribuição de renda e desigualdade social, a Bahia apareceu como campeã nacional com os piores ganhos e nível de pobreza, conforme pesquisa detectada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feita para o período de 2016/17.

No entanto, para o diretor de Pesquisas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Armando Castro, este cenário pode mudar, como ocorreu entre 2003 e 2015 a partir das transferências de renda e aumento real do salário mínimo.

O diretor citou que na Bahia, a renda dos 10% mais pobres cresceu 33% em termos reais entre 2007 e 2015, enquanto dos 10% mais ricos teve uma elevação de somente 7%.

Argumentou que a queda de renda dos mais pobres entre 2016/17 foi influenciada pela pressão do aumento do desemprego sobre os salários mais baixos e pelos cortes no programa do Bolsa Família. Apontou que a pesquisa estimou 1,4 milhões de famílias recebendo o benefício na Bahia em 2017, enquanto em 2015 eram 1,8 milhões.

Até certo ponto, este raciocínio pode ser válido se o estudo fosse restrito à Bahia. Acontece, porém, que a pesquisa foi de âmbito nacional e outros estados também sofreram o mesmo baque da crise e dos cortes nos programas sociais. Existe algo mais errado nisso tudo para a Bahia bater o recorde negativo na distribuição de renda.

Fora o papo político, o lamentável nisso tudo é que a desigualdade social no Brasil é a mais perversa do planeta e, a cada ano, milhares ingressam na extrema pobreza, tirando toda dignidade do ser humano. É um capitalismo vampiresco de um governo neoliberal arrebentando com a classe trabalhadora, principalmente com a reforma trabalhista escravocrata.



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