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SUA IMAGEM

Poema de autoria do jornalista Jeremias Macário

Fui fluir a saudade no vento

(do campo).

Nas flores perfumadas do sertão

(em cores),

vi sua imagem toda colorida

(do verde verão).

Fui buscar o sentido da vida

(nos espinhos).

Os pássaros em festa voaram

(de seus ninhos),

e lá na barragem estava sentada

(na mesa de sempre).

Mirei a paisagem para encontrar

(a paz).

Meu pensamento voou até as nuvens

(de cera),

e sua imagem esculpida na pedra

(faceira).

As árvores viçosas brotaram

(da seca).

Quero consumir todo o seu amor

(por inteira).

Não consigo descolar sua imagem

(dessa minha viagem).

0 ABANDONO DO “CARLOS JEHOVAH” E OS PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO

O vereador do PT, Coriolano Moraes, denunciou, ontem (dia 10/04), na sessão da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, o estado lamentável em que se encontra o Teatro Carlos Jehovah onde falta até o básico para os artistas e o público quando acontece um show no local. Disse que a casa de espetáculo foi abandonada pelo poder público, destacando a inexistência de segurança durante a noite, e equipamentos como banheiros e o camarim sujos e sem materiais de uso.

Numa conversa rápida com o radialista Wilson Brasil, da FM Melodia, ele resumiu numa só frase que toda Conquista sabe da situação precária do Teatro. No último sábado, dia 06/04, aconteceu o show “Cantorias A Estrada”, e os artistas que participaram do evento ficaram decepcionados com o quadro de abandono, sem vigias e sem um administrador para cuidar e zelar pelo estabelecimento cultural.

EDUCAÇÃO

Sem educação não existe cultura, e é isso que está ocorrendo em Conquista, na Bahia e no Brasil em geral. Na mesma sessão da Câmara, a presidente do Sindicato dos Professores do Município, Ana Cristina Silva Novais, ocupou a Tribuna Livre para criticar os problema na educação e solicitar dos parlamentares ajuda para encontrar as soluções.

De acordo com ela, o ano letivo de 2019 teve início com problemas ainda maiores do que no ano passado, sobretudo nas questões do transporte escolar e até na falta de merendeiras. Denunciou que não existe diálogo entre os professores e a equipe do prefeito Herzem Gusmão, principalmente no tocante ao plano de saúde e de carreiras.

Em seguimento à sua palavra, citou que o projeto “Conquista Criança” está abandonado e prestes a fechar as portas. “O projeto não pertence ao prefeito, mas à sociedade, e os pais estão preocupados e não puder contar mais com o Conquista Criança”, criado nos anos 90 no governo de Guilherme Menezes.

O parlamentar David Salomão bradou da Tribuna sobre a falta de segurança na cidade, apontando que Conquista está entre as 50 cidades mais violentas do Brasil, e culpou o prefeito pela situação, dizendo que quando foi eleito, sugeriu a ele a criação de uma Secretaria de Segurança e a implantação de uma polícia municipal, mas não foi ouvido. Segundo ele, a única coisa que o executivo fez até agora foi instalar a indústria das multas para atanazar os cidadãos e arrecadar mais dinheiro. “Precisamos de um prefeito de verdade”.

Outras questões foram abordadas, como a falta de água na zona rural, pelo vereador Bibia; o abandono da parte oeste da cidade, por Nildma Ribeiro; e Lúcia Rocha pediu a implantação de um SAC no Bairro Brasil. Cícero Custódio também defendeu mais atenção por parte do poder público para com a zona oeste.

Na ocasião, a Câmara de Vereadores prestou uma homenagem ao juiz Reno Soares, da Vara Criminal de Conquista, pelos serviços prestados com seriedade e retidão à comunidade. Há dez anos, o juiz atua em Conquista realizando um trabalho de destaque, sempre ágil em suas ações contra a criminalidade.

COMO CONQUISTAR OS LEITORES PERDIDOS PELAS FAKE NEWS?

Na troca dos gringos no Ministério da Educação, o capitão quer “uma garotada sem interesse na política”. Ele quer uma garotada alienada, do tipo robô, burra, amordaçada, que não pense, mais ignorante e manipulada em suas fileiras, que cresça e sirva somente para votar. É este o Brasil lindo, acima de tudo. E a sociedade continua calada.

Em entrevista à revista “Muito” do jornal A Tarde, o jornalista de economia Alexander Busch fala da grande onda das fake news nas redes sociais que têm 70%, conforme pesquisa, de serem vistas como verdadeiras, e diz que a imprensa escrita pode combatê-las usando sua seriedade e responsabilidade profissional jornalística.

Num dos trechos da entrevista, o repórter cita que na internet circulam comentários de que a história diz sobre a ditadura militar do Brasil é exagero, por exemplo. Até o holocausto foi contestado. É como se a história fosse frágil e ninguém mais confiasse em nada. O que se pode fazer para reverter isso?

Em sua resposta, ele chega a afirmar que no Brasil vai ser muito difícil. Na Europa se dá muito prestígio ao passado.. Tem muitas pessoas jovens que estudam a história. Aqui no Brasil, se a gente olha 50 ano para trás, já é muito. Aqui não se dá valor para as coisas passadas, analisar os acontecimentos passados para tirar uma conclusão do hoje.

O senhor publicou o livro Brasil, país do presente, em 2009. Fala do crescimento econômico do país e da perspectiva de nos tornarmos uma potência mundial. Qual sua visão de hoje? Evoluímos ou regredimos?

Meu livro fez muito sucesso na Alemanha e foi, inclusive, traduzido para o chinês, mas acho que hoje, 10 anos depois, as minhas projeções, a minha esperança que tinha nesse livro, sobre pontos fortes da economia, da política, da sociedade brasileira, não se confirmaram. Naquele momento, a análise estava certa, mas essas coisas que achei fortes… empresários que entrevistei, políticos e metade deles  estão presos. É uma grande decepção.

Em sua coluna na Deutsche Welle diz que a imprensa europeia tem perdido o interesse no Brasil. Quando fala com jornalistas estrangeiros, o que eles perguntam sobre o país? Como está a nossa imagem lá fora?

A pessoa do presidente está chamando muito a atenção. Eu nunca tinha visto isso. Na Alemanha, independentemente de pessoa e até quem vive no campo, todo mundo pergunta quem é esse cara lá, que está falando essas coisas, essas baboseiras. A imagem do Brasil lá fora é muito ruim

Você acha que piorou? Sem dúvida, piorou. Na Alemanha, mesmo os de direita não gostam de homofóbicos, de pessoas que desprezam a democracia, de pessoas que falam “vamos fazer uma festa para o golpe de 1964”. Acho que vai ser muito difícil para os políticos de lá receberem o Bolsonaro. Acho que uma Ângela Merkel, a chanceler alemã, não iria querer dar a mão para um Bolsonaro. Vai ser como no Chile onde o presidente do Senado não participou de um jantar.

A TROCA DE GRINGOS RETRÓGRADOS

Por ironia, o capitão-presidente trocou um gringo por outro com a mesma mentalidade atrasada de querer negar a história e criar uma escola, não sem partido, mas sem pensar, onde os alunos consumam seu slogan e aprendam somente as matérias dentro da sua ótica deturpada de visão.

Ele não trocou o ministro da Educação por suas declarações destrambelhadas, conservadoras e de extrema-direita, mas porque ele não tem capacidade nem para administrar uma creche sequer. Como no tempo da ditadura, a qual eles negam ter existido, a educação no Brasil está sendo militarizada. Na pasta só vão ficar os militares.

Como acabou de dizer o jornalista Alexander Busch, a imagem do Brasil lá fora só tende a piorar. Será que são todos comunistas de esquerda? Em pleno século XXI, com a evolução do pensamento, mudanças de conceitos e de comportamentos, comunista neste país ainda é visto como comedor de criancinhas e matador de velhos.

Se o nível de conhecimento educacional no Brasil já é um dos piores do mundo, vamos engrossar agora as fileiras dos alienados, e negar até que houve escravidão, torturas, chacinas, Inconfidência Mineira e outras revoltas contra a opressão. Só vai sobrar a República do marechal Teodoro da Fonseca. A nossa cultura é finada e quem tenta ressuscitá-la merece ser internado em camisa de força, ou ser herói nacional. Vamos de fake news.

“CANTORIAS A ESTRADA” FOI UM SUCESSO DE APRESENTAÇÃO DE GRANDES ARTISTAS

Um encontro inédito de grandes artistas locais da música e da poesia resultou num dos maiores espetáculos de Vitória da Conquista, realizado no último sábado (dia 06/04), no Teatro Carlos Jehovah, com cantorias, causos e poemas, pena que o público foi pequeno para a grandiosidade cultural do evento, e quem não foi perdeu de ouvir lindas canções que deixaram todos encantados e maravilhados.

ff

Fotos de José Carlos D´Almeida

Lamentável o nível baixo a que está sendo relegada a nossa cultura em Conquista, na Bahia e no Brasil, mas foi uma noite memorável que reuniu Alisson Menezes, Jânio Arapiranga, Evandro Correia, Papalo Monteiro (convidados especiais), Marta Moreno, Alex Baducha, Dorinho Chaves e Paulo Gabiru que fazem parte do grupo do CD Sarau, e entoaram lindas canções autorais e de artistas nacionais da música popular brasileira.

Além da música de boa qualidade, o “Cantorias A Estrada” contou ainda com a apresentação de causos e declamações de poemas de Vandilza Gonçalves, Regina Chaves, José Carlos D´Almeida, Gildásio Amorim, Jhesus, Dorinho Chaves e Jeremias Macário que também se encarregou do cerimonial, ao lado de Vandilza. Marta Moreno, acompanhada de Jânio Arapiranga e Baducha, cantou de sua autoria “Flores Amarelas”.

O show foi aberto com a narração da história sobre o “Sarau a Estrada” que está completando nove anos, e como surgiu a ideia de criação de um CD do Sarau para documentar nossos eventos de debates, música, poemas e um bom bate-papo descontraído e fraternal. Logo em seguida, Paulo Gabiru brindou o público com uma música de Dorinho.

O “Cantorias A Estrada” prosseguiu cada vez melhor com grandes canções violadas, intercaladas com poemas que deixaram o público extasiado com o nível das apresentações dos artistas durante uma hora e meia de pura cultura. Todos queriam mais, mas o convidado Alisson Menezes, com sua voz e violão afinados, fechou “O Cantorias” com duas belas canções, para lamento dos presentes.

No final todos os artistas se apresentaram no palco para cantar em conjunto com o público a música “Pau de Atiradeira”. E foram só elogios no encerramento. Muitos chegaram a dizer que em Conquista nunca houve um show que reunisse tantos artistas da terra, 14 ao todo porque não puderam comparecer o cantor e compositor Walter Lajes, o professor Itamar Aguiar e a atriz Edna Brito por questões de força maior.

Todo o grupo do CD Sarau que está arrecadando recursos para gravação de uma mídia, agradeceu a boa vontade dos participantes especiais Jànio Arapiranga, Papalo Monteiro que musicou e interpretou a letra “Nas Ciladas da Lua Cheia”, de Jeremias Macário, Evandro Correia e Alisson Menezes. O grupo agradeceu também a divulgação feita sobre o evento pelas rádios da cidade, pelos blogs e pela TV Sudoeste.

Teatro em abandono

O ponto destoante do show foi o aspecto em que se encontra o Teatro Carlos Jehovah, em total abandono, com camarim sujo, sem as mínimas condições de abrigar os artistas, banheiros sujos e até sem papel higiênico. Todos artistas ficaram estarrecidos com o quadro e comentaram que a cultura em nossa cidade está sendo destruída e jogada no lixo.

No sábado meio dia, mesmo com pedido feito à Secretaria de Cultura, não foi possível encontrar um funcionário para abrir o teatro para uma tomada de entrevista com a TV Sudoeste. O Teatro necessita urgentemente de um administrador para cuidar do equipamento. Como está, fica difícil e complicado realizar um evento ali, mesmo com uma boa divulgação por parte da mídia, como foi o caso do show do último sábado.

O pior de tudo é a falta de segurança no local, tanto que o rapaz que cuidou do som, recomendou que não ficássemos com dinheiro na entrada porque corríamos o risco de passar um bandido e levar tudo. Não existia, pelo menos, um vigia para nos proteger, e depois do show as pessoas tiveram que sair em grupo com medo de assalto.

As pessoas temem ir ao Teatro à noite com medo de se deparar com um ladrão ou assassino, daí tão pequeno o público que tem comparecido ao local, ameaçado de desaparecer. Existe também o perigo de bandidos fazerem um arrastão durante um evento e levarem celulares e pertences de todos, o som e objetos do Teatro, além dos instrumentos dos artistas.

 

PELAS TREVAS DAS NEGAÇÕES DA HISTÓRIA

Como no poema de Maiakovski em que o sujeito invade o seu quintal, quebra suas flores e a pessoa nada faz, o capitão-presidente Bozó nega que  houve ditadura, e a sociedade fica calada. A ministra da Mulher e dos Direitos Humanos diz que menino veste azul e menina veste rosa, e a sociedade não reage. O ministro das Relações Exteriores declara, em Israel, que o nazismo foi um movimento de esquerda, e só alguns pronunciamentos de contestação. Agora vem o ministro da Educação, o gringo que não fala português, anuncia que vai mudar os livros didáticos para ensinar nas escolas que não houve golpe militar, nem ditadura, e sim uma “democracia de força”, e a sociedade fica calada. Só apenas alguns ruídos contrários.

Do quintal, eles vão entrar em nossas casas à força e levar tudo que ainda nos resta de dignidade, de princípios, de conhecimento, de conquistas igualitárias, e nos impor a negação da história, nos deixando nas trevas. É este o caminho que estão traçando para um nazifascismo, segundo os próprios, de esquerda, fazendo o Brasil voltar pra trás. É um massacre lento e compassado de ideias retrógradas, selvagens e primitivas, atingindo, principalmente, as minorias, com seus preconceitos homofóbicos, xenófobos e racistas.

Diante do que ele já falou de impropérios no passado contra mulheres, gays, negros e outros segmentos da sociedade, o próprio capitão nem imaginaria que seria eleito. Entrou como um aventureiro e tomou um susto quando começou a ser carregado nos braços do povo. Eleito, deve hoje reconhecer que não tinha nenhum preparo para o cargo, e que o maior culpado foi o próprio povo que, tomado de raiva, o escolheu para se vingar do outro.

Em toda a minha vida nunca esperava que iria ouvir este termo destrambelhado de “democracia de força”; que fossem negar uma ditadura de torturas e mortes só porque, a princípio, o golpe contou com apoio dos civis e até da Igreja Católica! Nunca esperava ouvir que o nazismo foi um movimento de esquerda. Que regime é esse de democracia de força quando um Ai 5 oprimiu, censurou, fechou Congresso, torturou e matou nos porões escuros e sujos de sangue, dores e gemidos? Agora estão querendo negar tudo isso e ensinar aos nossos jovens outra história falsa e mentirosa!

Num artigo da imprensa da capital, “O País do Carnaval”, o arquiteto e professor Paulo Ormindo de Andrade, diz num dos trechos que as canções e a ironia são trincheiras da resistência. “Vencemos a ditadura de 64 embalados pelas músicas de Vandré, Chico Buarque e outros”. Cita o Barão de Itararé (1895-1971), crítico de Vargas, depois de ser espancado pelos agentes do Dops, colocou na porta: “Entre sem bater”, que ganhou a mídia censurada.

Acrescenta o professor que são dele frases como “o voto deve ser rigorosamente secreto, só assim o eleitor não terá vergonha de votar no candidato”; “a crítica diz o que faz, o velho o que fez e o idiota o que vai fazer”; “nunca desista de seu sonho, se acabou em uma padaria, procure em outra”; “este mundo é redondo, mas está ficando muito chato (terraplanistas)”.

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NO TÚNEL DO TEMPO

A foto reprodução de José Silva é como entrar no túnel do tempo nos primeiros anos da formação de Vitória da Conquista ,antiga vila fundada pelo desbravador João Gonçalves da Costa. A feira reunia moradores do local e da zona rural nos tempos dos coronéis. Hoje Conquista é a terceira maior cidade da Bahia, ainda carente de muitas obras de infraestrutura. O progresso trouxe bem-estar e também violência e transtornos para os moradores. Conquista precisa ser pensada como cidade grande. A feira é secular e é ponto de encontro. É pura cultura popular.

CÍRCULOS CINZENTOS

Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário que fala do suicídio de Getúlio Vargas, dos abutres pelo poder e dos golpistas que sempre aproveitaram dos momentos mais difíceis do país.

Corvos agouram os céus do palacete;

um tiro vara o peito do destino fatal,

vergando o corpo no cobiçado Catete,

naquele agonizante agosto nacional.

 

Um abutre vigiava o seu aposento,

voando em círculos no céu cinzento,

mas um estrelado conteve o tropel,

para não quebrar o verso do cordel.

 

Nasceu no planalto um traçado raro,

das mãos de um jovem visionário,

que sonhou com o grande pássaro,

e morreu depois como um solitário

 

Povo galopado no galope da vassoura,

de um lunático que se armou de tesoura;

tomou um uísque e fi-lo só porque quis,

que de lá saiu da ressaca rumo a Paris.

 

O gaúcho lá dos pampas tomou um susto;

o chimarrão espatifou-se nas terras de Mao;

os quartéis se armaram para o quebra-pau,

cada caudilho queria arrematar o seu busto.

 

Depois de muita peleja pela Legalidade,

Brizola pontuou bem sua viola em Cadeia;

os sargentos armados cercaram toda cidade,

e o homem entrou pelo sul com praça cheia.

 

Concordou parlamentar com os generais,

e ficar uns tempos até poder presidenciar,

mas a panela começa ferver lá nos Gerais,

e Lacerda lacera e rouba o gordo Adhemar.

 

As idéias cruzam os sessenta vermelhos;

as esquerdas se apressam para revolucionar;

Grupo dos Onze rende mais que coelhos;

todos pedem reformas ao senhor Goulart

 

Estouram as marchas sociais e marxistas;

foi o mesmo que bulir na casa de vespeiros;

uns excomungando os velhos comunistas,

e outros pontuando nos levantes marinheiros.

 

Ventos e raios partem das altas montanhas,

derramando ódios até a Central do Brasil,

e no Automóvel Clube assanha as aranhas;

da serra desce Vaca Fardada de vazio fuzil.

 

Um Castelo de peças começa a ser montado,

na ponta de uma mortífera estrela de espada,

com Atos até de um desatino cruel malvado,

de um Costa morto de isquemia emparedado.

 

Nos porões trevas de sussurros agonizantes;

açoite de choques ditando o proibido pensar;

elétricas cadeiras onde padecem os amantes;

guerreiros perdidos da selva de algum lugar.

 

No inferno dos dragões treme a carne e arde;

algozes fazem dos corpos montes de trapos;

perde-se o domínio do existir para o covarde,

e o torturador desseca o espírito aos sopapos.

 

Nos estádios vibra o vilão com cara de ferro;

celebrações de vitórias do mundo campeão;

gemidos nos cárceres abafados pelo o berro,

e o fogo da bala abate mais uma organização

 

 

 

CÂMARA INAUGURA MEMORIAL

Numa homenagem ao poeta, professor e jornalista Maneca Grosso, nascido há 150 anos (100 do seu falecimento), a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista inaugurou ontem (dia 04/04) o espaço histórico do “Memorial Câmara”, com a exposição de personalidades conquistenses, fotos antigas dos intendentes coronéis, presidentes do legislativo, mulheres vereadoras e importantes desde a formação da cidade, painéis digitais sobre a história da vila até os tempos atuais e outros equipamentos que resgatam os acontecimentos de Conquista.

Foi como entrar no túnel do tempo desde o século XVIII quando aqui chegou o fundador do arraial João Gonçalves da Costa (não foi feito referências), o primeiro conselho que comandou a cidade, os índios que habitaram esta terra até os dias atuais. O presidente da Câmara Luciano Gomes, numa apresentação de vídeo, chamou a atenção para a importância do Memorial como mais um equipamento cultural que irá contribuir para que os conquistenses conheçam mais sua história.

Luciano disse ainda esperar que o local seja agora visitado por professores, pesquisadores, jovens estudantes, turistas e pessoas interessadas em conhecer suas origens. O Memorial, localizado na Rua Zeferino Correa, 19, onde funcionou a antiga Câmara, é um espaço voltado para exposições e eventos que tem por objetivo reavivar a memória sociopolítica e cultural de Conquista. Estiveram presentes à inauguração, vereadores, jornalistas, professores e outros convidados.

MAIS POLÊMICAS SOBRE A ROTATÓRIA DO AEROPORTO DE CONQUISTA

O assunto mais discutido ontem quarta-feira (3/04) na sessão da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista foi sobre a questão da rotatória do novo aeroporto que deverá ser inaugurado em agosto próximo com um voo da Gol fazendo linha para Buenos Aires, na Argentina. Alguns ainda defendem a construção de um viaduto e acham que um simples acesso na BR-116 pode provocar muitos acidentes com mortes.

Da Tribuna Livre, o advogado Rafael Nunes, disse que o Governo do Estado, com a economia que fez não dando aumento aos servidores e até elevando a contribuição do Planserv, dispõe de dinheiro sobrando para fazer a rotatória, mas acrescentou que não seja permanente, e se comece a planejar a edificação de um viaduto. “Temos que inaugurar o aeroporto que já está pronto”.

Rotatória da morte

O vereador Danilo Kiribamba se posicionou na mesma linha, mas seu colega Sidney Oliveira foi contra a obra, e antecipou que vai ser a “rotatória da morte”, assassina de vidas humanas na tão movimentada Rio-Bahia. Destacou que Conquista está recebendo um dos maiores equipamentos de sua história com investimentos de 135 milhões de reais (outros falam em 125 milhões) e argumentou que o viaduto já constava do projeto. “Ali naquele local não cabe um acesso”.

Apesar de achar correto o viaduto, segundo ele, orçado em 40 milhões, o empresário José Maria, do movimento em prol do aeroporto, em entrevista ao nosso blog, afirmou que, no momento, a saída é construir o acesso para que a obra, feita pelos governos estadual e federal, seja logo inaugurada, e sugeriu que sejam instalados radares na área para evitar acidentes. Informou que, através da empresa Gol, Conquista vai ganhar uma linha para Buenos Aires num avião de 135 passageiros. De acordo com ele, o viaduto pode ficar para depois.

Outros assuntos foram discutidos pelos parlamentares durante a sessão da Câmara, como o problema da falta de assistência aos moradores da zona rural, levantado pela vereadora Lúcia Rocha que esteve visitando Inhobim,  Dantilândia e Bate-Pé no último final de semana. Ela cobrou mais atuação da Secretaria de Agricultura, especialmente no tocante às estradas que se encontram em péssimas condições, como a de Cachoeira das Araras.

O parlamentar Cícero Custódio pediu a reabertura do estádio Lomanto Júnior para a prática do esporte amador. Criticou a concessionária Via Bahia por não ter ainda resolvido a situação perigosa do bueiro entre os bairros Nossa Senhora Aparecida e Iracema. Ainda sobre a empresa, reivindicou uma rotatória na BR-116 na passagem entre os bairros Conveima e Morada dos Pássaros.

O vereador Coriolano Moraes fez duras críticas à situação da educação no município, dizendo que as escolas não oferecem condições de ensino para os alunos. Citou, como exemplo, o colégio de Boa Sorte, no distrito de José Gonçalves, que até hoje está sem aulas, para ele um absurdo. “Não podemos mais aceitar isso. A Secretaria de Educação tem que tomar as devidas providências”.

Em seu discurso, o parlamentar Álvaro Phitou ocupou a Tribuna para elogiar o prefeito Hérzem Gusmão pela obra de requalificação que está sendo realizada na Praça Victor Brito, conhecida também como Praça da Bíblia, uma indicação do ex-vereador Giuzete Moreira, por intermédio da Associação dos Evangélicos. “A praça será uma área turística da cidade”.

 

 

CANTORIAS E DECLAMAÇÕES NESTE SÁBADO NO TEATRO CARLOS JHEOVÁ

 

Com participações especiais dos cantores e compositores Alisson Menezes, Jânio Arapiranga e Papalo Monteiro, o Teatro Carlos Jheová, em Vitória da Conquista, recebe neste sábado (dia 06/04), às 20 horas, “Cantorias A Estrada”, um show musical, de contadores de causos e declamações de poemas.

O público irá ver um evento inédito no palco com Alex Baducha, Dorinho, Paulo Gabiru, Marta Moreno e Jânio Arapiraca, Jhesus, Edna Brito, Gildásio Amorim. José Carlos D´Almeida, Regina Chaves, Vandilza Gonçalves, Itamar Aguiar e Jeremias Macário, com ingresso apenas pelo custo de R$20,00.

Esse grupo dos doze está fazendo parte do CD Sarau, um produto fruto dos nossos saraus que estão completando nove de existência, no Espaço Cultural A Estrada. O espetáculo colaborativo “Cantorias” tem como principal objetivo arrecadar recursos para a gravação de um CD, com o formato do Sarau, daí a importância da presença de todos que ainda amam e dão valor à nossa cultura.

Quem for vai se sentir dentro do nosso Sarau e ainda ter surpresas, numa agradável noite de boas músicas de artistas locais de renome e conteúdo, com trabalhos autorais. O pessoal vai ouvir ainda causos engraçados e populares, além de declamações de poemas que falam do nosso cotidiano e da vida nordestina do sertanejo.

Há tempos que este projeto do CD está sendo planejado e amadurecido através da troca de ideias em reuniões. O grupo se preparou para oferecer ao conquistense um show eclético, com apoio dos amigos Papalo Monteiro  e Alisson Menezes que irão enriquecer nosso encontro cultural.

 





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