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“DEUSES, TÚMULOS E SÁBIOS”

OS GRANDES ARQUEÓLOGOS DA HUMANIDADE

Mais de cinco mil anos de história e pouco se perdeu das grandes civilizações em termos de conhecimento que hoje temos em praticamente todas as áreas da vida. Parte do nosso modo de pensar e de sentir provém dos sumerianos, dos acadianos e babilônios. A sabedoria e a filosofia foram herdadas deles e de outros povos antigos, como os egípcios, gregos e romanos.

Essas evidências foram confirmadas cientificamente através das grandes descobertas de arqueólogos alemães, franceses, ingleses e norte-americanos, principalmente, os quais enfrentaram as adversidades do clima, do solo, ladrões de túmulos reais e até de salteadores violentos em escavações nas cidades milenares cobertas por terras que já foram  esplendor do mundo.

Toda história dessas façanhas arqueológicas, tendo como base escritos de Homero, Heródoto, da Bíblia e de outros narradores, está no livro “Deuses, Túmulos e Sábios”, do autor C.W. Ceram que também enveredou pelos caminhos da América do Sul e Central, para contar as influências dos maias, toltecas e dos astecas. Na obra está a vida dos grandes generais guerreiros e lendários reis que se eternizaram.

O livro, editado lá pela metade dos anos 50 do século passado, começa descrevendo os achados de Cavaliere Rocco Giocchino de Alcubierre, a pedido de Carlos de Bourbon, rei das Duas Sicílias. Nas cidades de Pompéia, destruída pela erupção do Vesúvio no ano de 79 d.C.,  e Herculano, foram encontrados, em abril de 1748, seis pinturas murais e 19 cadáveres.

NASCE A CIÊNCIA DA ANTIGUIDADE

Com Winckelmann, professor e filho de sapateiro alemão, nasce em 1763 a ciência ao escrever “História da Arte da Antiguidade” enquanto exercia a função de inspetor geral de todas as antiguidades de Roma.

Outro notável e gênio foi o alemão Heinrich Schliemann, menino pobre, mas ambicioso, que descobriu Troia através de Homero. Aos 10 anos de idade, em 1832, escreveu sobre Troia e as Aventuras de Ulisses e Agamenon. Logo cedo aprendeu sueco, polonês, inglês, francês, espanhol, árabe, holandês, português, italiano, grego, latim e outras línguas antigas.

Depois de ter andado por muitas partes do mundo e juntado fortuna como comerciante, em 1871 cavou por dois meses as colinas de Hissarlik, para descobrir a história que ali se passou há mais de três mil anos. Depois de incansável persistência, pela primeira vez, em 1878, aos 54 anos de idade, realizou escavações em Troia nos arredores de Micenas e Tirinto até ter encontrado túmulos reais, o tesouro de Príamo e a máscara de Agamenon.

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UM CALDEIRÃO UM TANTO INDIGESTO

Muita informação para pouca absorção e análise criteriosa do que se fala e escreve. No mundo de hoje da internet, de outros veículos eletrônicos e convencionais, as notícias brotam e explodem por todos os lados, muitas das quais falsas e outras tendenciosas, perniciosas e direcionadas a interesses de poder, principalmente no campo político.

É preciso muito critério e tempo para não ingerir tudo que aparece, saber distinguir os ingredientes feiticeiros porque a mistura pode se tornar um caldeirão indigesto e levantar o satanás de chifres. Neste final de semana resolvi fazer um catado do que vai sendo divulgado por aí e dar meu parecer, se é que possível, sobre este monte de fatos que influenciam nossas vidas neste Brasil paradoxal e conservador.

Para começar, vamos abrir sobre o carnaval que bate em nossas portas com seu barulho insuportável de músicas alienantes, num país pobre, de tão profunda e doída desigualdade social. Uma semana de circo com gastos de milhões pagos pelos contribuintes, mas, no caso de Salvador, o governo tenta justificar tanta festa dizendo que vai gerar 250 mil empregos.

Diria 250 mil escravos de serviços pesados, ganhando quantias insignificantes para servir os prazeres dionisíacos dos senhores patrões que levam quase todo bolo dos rendimentos. São vagas temporais em camarotes, bares, blocos (cordeiros), massagistas, faxineiros, cozinheiros e outros trabalhos não qualificados. Não lembra a “Casa Grande e Senzala”, de Gilberto Freyre?

De pau pra cassete, um assombro a dimensão que está se tornando o racismo e a xenofobia no mundo, com avanços do populismo totalitário, lembrando as tristes sombras do fascismo e do nazismo. Na Europa, onde o passado do racismo de classe é mais presente e, mesmo no Brasil, as posições populistas ganham espaço e levam ideologias de direita obter sucesso com suas estratégias de poder.

Esse racismo ganha ainda mais terreno fértil diante das profundas desigualdades sociais com a miséria se alastrando pelo mundo a fora. A pobreza é um prato feito para os populistas de plantão. O setor privado tem ficado com o bolo das riquezas e as migalhas são acirradamente disputadas por quem produz os bens. Dizem que vão discutir esta questão no Fórum Econômico e Social de Davos, na Suíça. Como sempre, não dá em nada. Impera o egoísmo de Estado, e o capital não quer perder.

O quadro de pobreza é aterrador. Em toda história, o ano passado registrou o maior crescimento do número de bilionários no mundo. Segundo a ONG Oxfam, a elevação seria suficiente para acabar sete vezes com a pobreza extrema no planeta. De toda riqueza produzida pelo mundo em 2017, 82% ficaram concentrados com 1% da população mais rica.

O patrimônio total dos brasileiros endinheirados somou U$549 bilhões (aumento de 13%). No período, o Brasil ganhou 12 bilionários e estima-se que cinco deles concentram o equivalente à metade da população mais pobre do país. O crescimento da desigualdade na terra é uma tendência, e o Brasil está incluído. Enquanto isso, os países ricos dispendem trilhões na fabricação de armamentos e foguetes espaciais para “desvendar” o universo.

De um polo ao outro, todo final e início de ano é aquela agonia em se tratando de gastos da nossa sociedade capitalista consumista. Presentes, festas, materiais escolares, IPVA, IPTU, viagens de férias, formaturas de filhos e outras despesas provocam a arrasadora ressaca do endividamento para a classe média, especialmente a baixa.

Uma ilusão consumista pouco comentada está no gasto exagerado com formaturas pomposas ainda nos tempos atuais de um mercado saturado para diversas profissões (12 milhões de desempregados). Valendo-se das vaidades, as empresas de eventos nesta época esfolam os pais para fazer a festa, cobrando preços exorbitantes. Estão ai embutidos os calotes onde se oferta uma coisa e dá outra. Muitos formandos terminam pendurando o diploma na parede.

Como se não bastasse tanta desilusão, agora uma emissora de TV lança uma propaganda para que você diga, diante das câmaras, o que você quer para o Brasil do futuro. Ora, há mais de 60 anos espero por esse Brasil do futuro. Será que eles têm um por aí guardado para me dar? Com essa elite burguesa e retrógrada comandando o país, não é o que eu quero, mas o que eles querem para seus próprios interesses. Qual a finalidade disso? Tem algo estranho nesse pirão. Sabemos que eles querem se perpetuar na corrupção, negando educação, saúde e segurança. Sabemos o que queremos, mas eles fazem o contrário.

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IMPRENSA SEM APOIO NO LOMANTÃO

Carlos Albán González – Jornalista

(gonzalezcarlos@oi.com.br)

A Prefeitura abriu o placar na temporada 2018 do futebol brasileiro, entregando aos torcedores locais, parcialmente reformado, o Estádio Municipal Lomanto Júnior, atendendo as exigências feitas pela Federação Bahiana de Futebol (FBF). Na próxima quarta-feira o Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista fará seu primeiro treino coletivo no novo gramado, e, no dia 24, à noite, inicia oficialmente a jornada deste ano, enfrentando o Vitória, em partida válida pelo Campeonato Baiano.

O “Lomantão”, concluídas as obras de reforma, foi vistoriado e recebeu o selo de aprovação do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também teve seu pedido atendido: a construção de uma sala especial para a coleta de material para exame antidoping, nos jogos da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro da série “D”, que serão disputados pelo Conquista.

Quando eu afirmo que o estádio foi parcialmente reformado significa que um segmento importante em todos eventos esportivos, em qualquer parte do mundo, mais uma vez não foi lembrado pela administração municipal. Refiro-me à imprensa, instituição da qual faço parte, responsável pela divulgação dos espetáculos públicos.

“O estádio está aprovado!”, regozijou-se o chefe do Gabinete Civil do município, Marcos Antônio de Miranda Ferreira. Secretário, peço licença para discordar. A Prefeitura esqueceu de convidar a Associação Bahiana de Cronistas Esportivos (ABCD) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba), para tomar parte no processo de vistoria.

As instalações para a imprensa no “Lomantão” – só existem, precariamente, para as emissoras de rádio e TV, que se tornaram “donas” de todos os boxes – atestam para os jornalistas visitantes, tanto de Salvador como de outros estados, o descaso da municipalidade, alvo de críticas.

Residindo desde fevereiro de 2014 nessa cidade fui testemunha, em três edições da Copa do Brasil, de reclamações de repórteres e fotógrafos de Pernambuco, São Paulo e Paraná, que aqui estiveram para a cobertura dos jogos do ECPP Vitória da Conquista contra Palmeiras (04.03.2015), Náutico (17.03.2016), Santa Cruz (11.05.2016) e Coritiba (08.02.2017). Os profissionais reivindicavam um local com cobertura e bancada, onde pudessem instalar seus notebooks, a fim de enviar textos e fotos para as redações dos seus jornais.

Senti o drama vivido pelos colegas paulistas (dois deles foram meus companheiros na redação de “O Estado de S. Paulo”). Tentei colocá-los na arquibancada coberta – choveu bastante naquela noite -, mas, de forma grosseira, o porteiro, funcionário do clube conquistense, respondeu-me que o local era reservado para sócios do ECPP Vitória da Conquista, que já gozam de uma redução de 50% nos ingressos.

A resposta inusitada do porteiro produziu a seguinte interrogação: “Afinal, a quem pertence o estádio? Ao município ou a uma entidade privada? O São Paulo pode reservar no Morumbi um espaço para os seus associados, por ser proprietário do estádio, mas a prefeitura paulistana não pode adotar a mesma medida com relação ao Pacaembu, que pertence ao município”.

Além do jogo contra o Vitória, dia 24, o ECPP Vitória da Conquista receberá no dia 31 o Boa Esporte, de Minas Gerais, pela Copa do Brasil. Entre os dias 22 de abril e 5 de agosto terá, no mínimo, três partidas em casa, em caráter interestadual, pelo Campeonato Brasileiro da série “D”.

Ex-locutor esportivo, o prefeito Herzem Gusmão conhece bem o sacrifício nos estádios dos repórteres de jornais e agências de notícias. Eles deixam de passar os finais de semana com as famílias para cumprir uma pauta. Não vão se divertir, torcendo por um dos times em campo, e nem vão tomar uma cerveja. Muitas vezes ficam num fogo cruzado nas batalhas entre torcedores e policiais. É necessário que fique bem claro que eles vão às praças de esportes para trabalhar. Portanto, não é justo que sentem no cimento das arquibancadas, no meio da torcida, sob sol e chuva, colocando o notebook sobre as pernas.

 

 

NO CATIVEIRO DAS FILAS DO TRIBUNAL

As imagens de multidões se arrastando como cobras pelos asfaltos e corredores de prédios quentes e desconfortáveis em longas filas para fazer uma biometria eleitoral dão a impressão de pessoas vivendo em cativeiros, ou em campos de concentração. Tudo não passa de um ultraje contra o povo quando os políticos lá em cima já fizeram suas armações para se perpetuarem no poder.

Nas chibatas das ameaças de que podem perder seus títulos e coisas mais em suas vidas como cidadãos, sem opção os eleitores são submetidos a um estafante processo de desgaste físico e psicológico, desde madrugada até à noite nas portas dos tribunais eleitorais e em outros locais que mais parecem currais. Vale a pena tanto sacrifício quando se tem um sistema eleitoral tão corrupto?

Senhoras e senhores pobres, pessoas de todas as idades saem de suas casas ao amanhecer do dia em conduções lotadas e logo depois vão se amontoando em filas intermináveis para pegar uma ficha ou senha para tirar uma impressão digital. Muitos chegam a atravessar o dia naquele tormento e até passam fome, sofrendo constrangimentos e humilhações.

Como nos cativeiros das filas para vacinação e marcar exames médicos no SUS, tem muita gente que não consegue ser atendida e retorna estafada aos seus distantes lares para começar toda maratona no outro dia. Os juízes e os responsáveis dão entrevistas patrióticas, explicando o inexplicável, cheias de embromações e ainda culpam o povo de ser negligente.

A mídia, por sua vez, repete as mesmas perguntas de sempre, diz o “óbvio ululante” sobre punições e outras bobagens, mostrando aquelas imagens degradantes de multidões sofridas, escravas dos donos de sempre, sem ao menos exercer o seu papel crítico de denunciar toda esta tortura imposta à população. Cadê o seu papel de guardiã e vigilante dos direitos humanos?

Mesmo com estas e outras aberrações contra os brasileiros que são obrigados a passarem por violentos vexames, a Defensoria e o Ministério Público, as comissões de direitos humanos, a Ordem dos Advogados do Brasil e outros organismos da sociedade nada fazem para cessar com essa cruel desumanidade. Impera o silêncio, e todos assistem passivas as cenas de horror.

Na banalização do mal, dos atos arbitrários e ditatoriais, da violência desenfreada, da negação constante dos direitos de cidadania, as pessoas terminam ficando insensíveis, paralisadas e achando que tudo é normal e comum. Não reagem e não se indignam com o massacre. Tenho nojo dessas “autoridades” quando dizem que “estamos tomando providências”, ou para justificar os absurdos, alegam que é uma determinação delas mesmas e ainda mandam prender quando alguém reclama e se revolta.

“DOS SUMÉRIOS A BABEL (FINAL)

NABUCODONOSOR E A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM

Os bons tempos dos sumérios e dos acádicos retornam no reinado do piedoso rei Nabopolassar (626-605 a. C.), pai de Nabucodonosor, o Grande conquistador que destruiu Jerusalém e levou o povo judeu para Babilônia, como relata Federico A. Arbório Mella, no livro “Dos Sumérios A Babel”.

Diferente dos sanguinários reis assírios, dos quais Senaquerib foi o mais cruel e conhecido como o louco, Nabopolassar reconstruiu Babel e os templos, sob os auspícios do deus Marduk, além de barragens e lagoas no rio Eufrates para o seu deus Chamach. Segundo inscrições feitas por ele mesmo, Nabopolassar roga a Marduk que eternize suas obras. Seu empenho foi o de devolver ao país o seu antigo esplendor.

Por muito tempo, Babel, o “Umbigo do Mundo”, ficou abandonada e toda terra caldeia se encontrava à beira de uma bancarrota. Nabopolassar, que se apoderou do trono através de um golpe, procurou, então, recuperar as tradições desde os tempos de Sargão e seu filho Naram-Sin, mas muita coisa havia mudado, como a língua, do acádico para o aramaico.

Desprezando aliados como a Síria e a Palestina, este rei se juntou a Ciaxares, dos medos, com quem dividiu o mundo. Na época, o faraó Necau investiu todas suas forças contra o Reino de Judá, comandado por Josias. Para impedir a ação do invasor, Nabopolassar enviou seu próprio filho a Síria para combater o faraó.

O enfrentamento entre as duas civilizações mais antigas do mundo (Egito e Assírio-Babilônia), foi favorável ao jovem Nabucodonosor que destroçou o Egito, conforme escreveu o profeta Jeremias, chamando os egípcios de medrosos que fugiram sem olhar para trás diante da fúria dos vencedores.

Mesmo assim, Nabucodonosor foi obrigado a interromper a perseguição contra os inimigos e voltar a Babel para os funerais do seu pai. Logo depois assumiu as insígnias reais e tomou posse como rei daquela parte do mundo. Seu reinado começou, assim, com vitória e governou por mais de quarenta anos.

O MAIOR REI E A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM

Durante este período, Nabucodonosor passou a ser, depois de Sargão, Naram-Sin e Hammurabi, o maior rei da Babilônia. Para consolidar seu império, o novo rei conduziu muitas campanhas para se livrar da intromissão egípcia, como relatou Jeremias. O Egito não tentou mais sair do seu reino depois do desastre militar.

Joaquim, novo chefe de Judá, posto lá por Necau, procurou se submeter ao novo dominador, mas, como despótico, fez seu jogo duplo tentando reconquistar sua independência. Numa das suas investidas, em 602 a.C., ele chegou a ter êxito por displicência do rei babilônico.

Em 599 a.C., Joaquim morre e deixa seu filho Jeconias. Logo em seguida o exército babilônico avança sobre Jerusalém levando dali todos os tesouros das casas do Senhor e da real, despedaçando todos os vasos de ouro do tempo de Salomão.

Como primeira fase do exílio, Nabucodonosor levou também para o cativeiro todos os príncipes, valentes do exército, artistas, ficando somente os pobres do país. Deportou ainda o rei Jeconias, suas mulheres, mãe, eunucos e todos os juízes.

Mesmo assim, o Estado de Judá não foi totalmente eliminado. No lugar de Jeconias foi nomeado Sedecias para administrar o país. Não demorou muito para surgir o fanatismo de demagogos com esquemas para salvar o reino, como o falso profeta Hananias que prometeu quebrar o jugo do rei de Babel, recuperar todos os vasos da casa do Senhor e libertar todo povo em cativeiro.

Com isso, Sedecias se empolgou e deixou-se levar pelo discurso dos revanchistas. Tão logo, pediu ajuda ao rei Apries, do Egito, mas antes ouviu a palavra de Jeremias que previu sua derrota. Com raiva, Sedecias mandou prender o profeta e não pagou o tributo ao rei de Babel, que ordenou sitiar novamente toda Jerusalém.

Para impressionar, Apries se apressa e resolve invadir Chipre, Fenícia, Biblos e Sidon. Não contente, Sedecias insistiu no apoio, e o rei do Egito enviou tropas contra Nabucodonosor que, por um tempo, interrompeu o cerco à cidade. Novamente, Jeremias previu derrotas e o fim de Jerusalém.

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MAIS SOBRE A ESTUPIDEZ ELEITORAL

COMENTÁRIO DO JORNALISTA CARLOS GONZALEZ SOBRE “A ESTUPIDEZ DO SISTEMA ELEITORAL NACIONAL”

Você, mais uma vez, “tocou na ferida”, denunciando mais um dos absurdos ou mais uma sessão de tortura a que os brasileiros são submetidos. Segundo li nos jornais, há quem lucre com o sofrimento alheio. Desempregados estão faturando cerca de 250 reais por dia, alugando bancos e cadeiras aos eleitores que estão nas filas diante do TRE. O custo da implantação desse sistema é altíssimo, com a utilização de um equipamento recém adquirido, distribuído para os mais de 5.500 municípios brasileiros.

Estou imaginando o caos que irá tomar conta das seções eleitorais no dia da votação. Além de ter que digitar os números dos candidatos a presidente, governador, senadores e deputados federais e estaduais, o eleitor pode ter que encarar uma urna “cansada e indisposta”, que resolva não ler suas impressões digitais. E aí… Tenho encontrado essa “negativa” nos caixas eletrônicos do BB e da CEF. Ao receber a informação de que a leitura biométrica não confere sou obrigado a repetir toda a operação.

Concordo plenamente e digo mais que essa desfaçatez contra o povo brasileiro precisa ser investigado e os responsáveis por esta bagunça sejam severamente punidos, mas o Judiciário e o Congresso Nacional fazem vistas grossas. Eles estão de olho é nos votos dos eleitores que se vendem por dinheiro e favores. Todo o circo já foi armado para serem reeleitos.

Por sua vez, a mídia passa o tempo fazendo besteirol e apoiando os juízes que culpam o povo pelas intermináveis filas do tal recadastramento biométrico, exposto a sol, chuva e fome. O que estão fazendo é um crime contra a humanidade. Cadê os defensores dos direitos humanos? Estão comendo caviar e tomando uísque em suas férias de veraneio. Fila neste Brasil é só para pobre. Onde e quem cadastra esta elite burguesa egoísta que só pensa em si?

A ESTUPIDEZ DE UM SISTEMA NACIONAL

Entra ano e sai ano e o balcão cruento dos serviços prestados pelos governos continua o mesmo de sempre provocando dor e sofrimento. A revolta permanece engasgada na garganta como o choro recolhido de uma criança quando seus pais mandam que ela cale a boca. Lembro-me de certo ministro de Estado que prometeu um dia acabar com as filas do INSS. Elas se enraizaram por todo país e já fazem parte da cultura nacional com direito a tombamento.

Não dispõe de estrutura adequada em termos de capacitação humana e tecnológica, mas convoca a população já sofrida para se submeter aos seus constantes caprichos de atualização de documentos ou mudanças de processos dos nos seus ditos “modernos sistemas”, sob alegação de que tudo está sendo feito em prol da melhoria e da segurança nacional. Ai, a vida do cidadão vira um verdadeiro inferno, sobrando sempre para as pessoas mais pobres e idosas.

Isto é a cara do Brasil desprovido de recursos, com seu sistema estúpido que humilha o povo em intermináveis filas, e ainda ameaça quem não comparecer, dizendo que pode ser punido e excluído do esquema que só beneficia aos próprios. É o que está acontecendo desde meados do ano passado e agora, no momento atual, com o maldito recadastramento biométrico eleitoral, cheio de vícios e mutretas.

Diante de toda esta brutalidade sem tamanho, ouvi nesta semana um juiz eleitoral culpar o próprio brasileiro de que sempre deixa tudo para a última hora. Isto não é verdade porque as filas, provenientes da desorganização e da falta de condições de atendimento do Tribunal Eleitora, sempre existiram desde o início do processo, e não tomaram providências para, pelo menos, minimizar a situação.

Na Bahia, por exemplo, e aqui, particularmente em Vitória da Conquista, o quadro é de revolta e de angústia para o eleitor que desde os primeiros dias enfrenta filas e perda de tempo para realizar o recadastramento no Fórum da cidade. No início, este era o único local para a biometria. Por que, quando tudo começou, não colocaram vários pontos de atendimento? A opção no Espaço Glauber Rocha, no caso de Conquista, só veio tempo depois.

O sistema como todo é deficitário e falho em todos os sentidos, desde a falta de recursos financeiros, planejamento, estrutura e, consequentemente, de contingente humano suficiente para executar o trabalho de modo digno para que o cidadão não seja sacrificado. Já no final do prazo, o tal sistema cai por horas e os agendamentos “programados” não são cumpridos. Tudo não passa de mentira como num conto do vigário. Tudo não passa de um estelionato biométrico.

Para encobrir as falhas, é muito fácil culpar o nosso povo que, infelizmente, é mais cordeiro que uma ovelha porque esta ainda berra quando percebe que está sendo levada para o matadouro. Nesse quadro de filme de terror, grande parte da nossa mídia exerce um papel vergonhoso de só noticiar o factual e ainda ficar ao lado do perverso sistema, sem comentar e defender o outro lado do povo massacrado. Não se ouve, nem se lê criticas contra estes e outros absurdos em nosso país.

Acontece que toda esta insensatez no Brasil não ocorre, nem está ocorrendo somente agora com o recadastramento biométrico eleitoral, mas em muitos outros segmentos da vida brasileira, como nos atendimentos do INSS, para se marcar exames de saúde, para atualizações periódicas de carteiras de identidade, habilitação de motorista, matrículas nas escolas públicas e outros tantos documentos onde se dorme nas filas de horror, de choros, lágrimas e lamentos.

O mais curioso é que estas torturantes filas da morte não são frequentadas por governadores, senadores, deputados, prefeitos, vereadores, ricos, empresários, endinheirados, profissionais privilegiados, diretores e executivos públicos e privados.  Nelas só se vê pobres de um modo geral, mulheres grávidas, idosos e até crianças.

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UM NATAL SEM MUITA LUZ

Não resta dúvida que foi um Natal 2017 de decoração diferenciada dos outros anos na Praça Tancredo Neves, mas a iluminação foi fraca em muitos pontos estratégicos, inclusive no presépio. Reconhecer o fato não quer dizer que as famílias não participaram da programação. Poderia, sim, ser bem melhor.

Para compensar, a iluminação do final de ano se estendeu a outros locais da cidade, como a Praça Murilo Mármore (Praça do Boneco) e o Cristo de Mário Cravo, na Serra do Periperi, uma área que deve ser mais cuidada pelo poder público para que haja uma maior frequência dos moradores conquistenses e visitantes de fora.

Estive um dia no centro e gostei da organização das barracas e até senti uma maior segurança por parte dos agentes da prefeitura. No entanto, Vitória da Conquista é a capital da região sudoeste e merece ser mais iluminada, com atrações musicais nacionais de maior peso, além dos artistas locais que devem sempre ser valorizados.

Como se vive numa fase de poucos recursos, o setor privado, especialmente o comércio, precisa prestar um maior apoio financeiro para que o nosso Natal seja mais iluminado e mais atrativo, de acordo com o clima da época. A parceria entre público e privado necessita ser mais forte. Os comerciantes não podem apenas visar o lucro.

Um exemplo em destaque foi a iluminação feita por uma empresa particular num trecho da Avenida Juracy Magalhães, que deu mais vida ao local e chamou a atenção de quem passou por aquela artéria. Entendo até que a CDL e a Prefeitura Municipal devem, em conjunto, fazer uma campanha de promoção e concurso para que as lojas em geral iluminem mais a cidade como aconteceu na Juracy Magalhães. Esperamos que o Natl de 2018 seja bem mais iluminado e brilhante.

OS DONOS DEVERIAM SER PRESOS

A lei deveria ser bastante rigorosa com pesadas multas, e até prisão, contra pessoas que criam animais, não cuidam e depois abandonam os bichos nas ruas e nas estradas, criando um atentado à saúde e à ordem pública. Esta seria uma forma de combater a proliferação de cães e gatos, como no flagrante das fotos, soltos nas cidades, muitos dos quais passando fome e doentes.

Por sua vez, o poder público também tem sua grande parcela de culpa porque não dispõem de estrutura de fiscalização para controlar esta situação caótica, inclusive recolhendo, quando necessário, os animais em locais adequados, fazendo o castramento. As cenas desses cachorros soltos foram fotografadas em Juazeiro, na Bahia, mas acontece em todas as cidades, como em Vitória da Conquista.

Aqui mesmo em Conquista, no Jardim Guanabara, na rua “G”, 296, sofro dia e noite com um monte de gatos no telhado da minha casa porque o vizinho dos fundos, na outra rua “H” (a Ulisses Guimarães), não cuida desses bichos que “infernizam” nossas vidas e provocam prejuízos.

Sem comida e tratamento adequado, os gatos passam todo tempo no telhado procurando lagartixas e outros bichos para se alimentar. Quando cai a noite, ai é que é perturbação e barulho, inclusive quando macho e fêmeas inventam de transar. O pior é que os bichos nem são castrados e nem se sabe se são vacinados.

As pessoas deveriam ter consciência e respeitar os outros, mas, infelizmente, não têm nenhuma. São por demais individualistas. Se você não tem condições de criar um animal, melhor não tê-lo. Quem faz isso deveria ser rigorosamente punido, como é o caso dos cães soltos nas ruas, praças e avenidas.

Como quem mata um animal qualquer deve responder pelo crime ambiental praticado, o dono negligente precisa também ser preso para pagar pelos seus atos de abandono. As sociedades protetoras e as Ongs até que têm feito um trabalho dentro do possível para acolher em abrigos esses animais soltos, mas também devem pressionar os poderes públicos para punam os irresponsáveis.

Nas estradas estaduais e até federais, a situação também é crítica e perturbadora, com jumentos e cavalos soltos que terminam provocando acidentes, muitas vezes com mortes fatais. As polícias estaduais e federais recolhem alguns por aí, mas esbarram na falta de condições estruturais (alimentação) para mantê-los presos por muito tempo em currais e pastos. Na maioria das vezes, esses animais passam fome e sede nos postos das próprias polícias.

Mais uma vez, o poder público municipal é o maior culpado porque não pune com rigor os donos que não cuidam de seus animais. No caso de burros e equinos em geral, muitos utilizam, até de forma imprópria com maus tratos, para fazer transportes de mercadorias, e depois de certa idade, quando não aguentam mais tantas cargas pesadas em seus lombos feridos, soltam os bichos por aí.

 

NOSSO DINHEIRO DESPERDIÇADO

No Brasil do improviso, da corrupção em construções superfaturadas e da falta de planejamento sério na aplicação dos nossos recursos, são inúmeras as obras inacabadas e outras que depois de edificadas são abandonadas. O pior de tudo é que os irresponsáveis não são punidos dentro do rigor da lei. Os descalabros são incontáveis pelo país a fora, com gastos de bilhões de reais desperdiçados.

A Bahia não é uma exceção, como o prédio da Delegacia Fiscal de Andaraí, na BR-242 (Rio-Brasília) que há muitos anos deixou de funcionar e está abandonado. Sem serventia de arrecadação, o posto tem sido utilizado como abrigo de caminhoneiros e, por vezes, de marginais. Não se tem notícia, por parte do Estado, sobre os motivos da desativação da Delegacia, nem satisfação foi dada aos contribuintes.

Como aqui em nosso Estado, em vários municípios, as cenas de pontes, estradas, estações férreas, prédios de escolas, hospitais e postos de saúde abandonados se repetem pelos rincões do Brasil. Nos tempos atuais, muitos prefeitos e governadores ainda adotam o criminoso hábito político de não tocar ou destruir obras iniciadas pelos seus adversários em mandatos anteriores, e tudo isso num país pobre e carente de serviços comunitários nas áreas da educação, da saúde e do saneamento básico, principalmente.



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