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UM BRASIL QUE ESTÁ SEM AR

UM BRASIL QUE ESTÁ SEM AR

Conseguimos o feito mais triste de primeiro país do mundo com mais casos registrados de Covid-19, ultrapassando os Estados Unidos com uma população bem maior. O Brasil está sem ar nas macas das ambulâncias e dos hospitais, pedindo socorro. Para o “chefe da nação”, tudo isso não passa de “mimimi”, “frescura” e choro de “maricas”.

É um país praticamente sem vacinas para imunizar toda sua gente, que precisa respirar sem máscaras e abraçar amigos e parentes. Mesmo diante de todo esse tormento, ainda existem os egoístas fura-filas que se apropriam das poucas doses que deveriam ser destinadas aos prioritários, sem contar a falta de critérios na aplicação dessa fonte de vida.

SOCIEDADE COM A MORTE

É o Brasil das aglomerações que fazem sociedade com a morte. É um país das festas, das baladas e paredões onde pai está matando filho, e filho matando pais, tios e avós. É o pais que optou em abrir as portas dos estabelecimentos comerciais no lugar de salvar vidas.

Sem um comando central e sem ordem, cada um faz o que quer e mente quando diz que segue os protocolos. Para não morrerem de fome, os comerciários vão para a linha de frente, e os empresários ficam em seus escritórios.

Além dessa falta de ar que já matou quase 270 mil brasileiros, é também um Brasil da fome, da desorganização e dos preços da gasolina que só aumentam. É o Brasil do fim da Operação Lava Jato, que de marco histórico no combate à corrupção, transformou-se no maior escândalo judiciário, colocando o juiz Sérgio Moro no banco dos réus para ser preso. Diziam que o país seria outro.  Está tudo de cabeça para baixo.

Descemos do purgatório para o inferno astral, e só acontecem coisas ruins, como a inflação dos alimentos que sobe a cada dia porque quase tudo gira em torno do dólar, e os gananciosos, que sempre mamaram nas tetas do povo, preferem vender seus produtos (carne e grãos, principalmente) para o mercado exterior, para auferir mais lucros. Ainda afirmam que colocam comida em nossas mesas.

É o Brasil do desemprego que só faz crescer, e onde as funerárias nunca venderam tantos caixões em sua história, ao ponto desses artigos fúnebres, que ninguém gostaria de comprar um dia, já está em falta. É um Brasil que está sem ar, sem um líder para guiar seu povo nesse deserto de escassos oásis.

Não gostaria de estar, nesse momento, destilando palavras tão pesadas e duras de sentido negativo e desanimador, mas é uma realidade onde nós mesmo temos grande parcela de culpa por tudo que está ocorrendo. Não sei se uma graça ou castigo, mas nessa idade não desejaria ver o meu Brasil nessas condições onde seus filhos padecem calados, num quadro que só faz piorar.

Nessa situação tão caótica (o termo pode ser forte, mas é isso mesmo), o mundo nos vê como um povo perdido, com duas espadas na cabeça. Uma da doença maldita e outra da fome. É um Brasil que precisa urgentemente de ajuda humanitária por parte das nações mais ricas, pois as instituições que podiam agir para aliviar essa dor, se encastelaram em seus poderes e vivem entre seus muros, confabulando em proveito próprio.

Estou aqui falando de coisas reais e palpáveis, não de abstração e de tramas políticas, ou de incoerências religiosas que não falam a língua de Cristo e de Deus. Que Deus é esse, do qual eles tanto citam na Bíblia? O Deus deles é o que aponta o “pecador”. Para eles, esse Deus se resume a construções, templos e catedrais. Usam uma linguagem que não é a verdadeira. Eles ainda não entenderam a mensagem do seu Senhor.

A PESTE NEGRA, AS VACINAS E OS EMBATES ENTRE A CIÊNCIA E A FÉ (Parte I)

O surto de uma doença no século VI foi o mesmo que atingiu os filisteus no século XI a.C. com tumores pelo corpo.  Na época, disseram ter sido um castigo de Deus por eles terem roubado a Arca da Aliança dos israelitas. Na Roma de 590, do Papa Gregório I, católicos caiam mortos durante a procissão enquanto seguiam o Sumo Pontífice, rogando a Deus para pôr fim a tamanha aflição.

Tudo isso nos indica que a Peste Negra do século XIV (manchas negras pelo corpo) não foi o primeiro surto na Europa que ceifou a vida de milhares e milhões de pessoas. Naquele tempo, a medicina era precária e, praticamente, não existiam higienização, saneamento; viviam-se entre os lixões e os esgotos a céu aberto. A fé e a oração eram maiores apegos, e a Igreja delas se servia até para tirar proveitos materiais dos grandes proprietários de terras.

OS CÉTICOS E A CORRUPÇÃO

Diante da doença, e na esperança de encontrar uma salvação nas rezas, muita gente se voltou para a Igreja, e os mais abastados deram suas propriedades para a instituição. No entanto, haviam os céticos que viram que o clero também morria e passaram a ver a Igreja como corrupta.

A Peste Negra, também conhecida como Bubônica por causa dos bubões, com vômitos, febre e morte, começou por volta de 1347/48 e ainda apareceu nas Américas do Sul e do Norte (Flórida) no início do século XX. Ela se manifestava no corpo humano como pneumônica (transmitida pela tosse) e na forma septicêmica (no sangue) que matava em questão de um dia.

Fala-se muito que essa peste viajou na rota da seda (China), mas era mesmo entre o linho e a lã, por terra em camelos, cavalos e carroças e por mar em barcos. Pelas rotas comerciais, ela começou na Ásia Central pela China, onde uma grande população de ratazanas facilitou a proliferação da doença. Os animais viviam em navios.  Conta a história que em 1347, os tártaros cercaram o porto de Caffa, na Criméia, onde habitavam mercadores italianos.

Para tirar proveito comercial, os bárbaros, chefiados por uma tal de Janibeg, lançaram cadáveres contaminados por cima das muralhas para infeccionar os habitantes. Sem saída, os italianos fugiram às pressas para Gênova, Messina e Veneza. Como era de se esperar, essas cidades foram logo contaminadas pela peste proveniente das pulgas das ratazanas.

No século XIII, toda a Europa experimentava um grande crescimento econômico. Os agricultores, por exemplo, produziam colheitas abundantes. Com isso, houve um aumento da população urbana, com cidades entre 10 a 100 mil pessoas que viviam aglomeradas, sem maiores problemas sociais. No entanto, ao lado das catedrais, existiam os casebres miseráveis convivendo entre esgotos e lixos, locais ideais para os ratos e as pulgas.

Somente em 1348 (naquela época os meios de comunicação de transporte eram demorados), a doença chegou a Paris, na Península Ibérica e na região do Volga. No ano seguinte, entrou em Londres através dos barcos (locais de muitos ratos) de vinho. Daí passou para a Escócia e assolou toda Escandinávia, em 1350.

De 1300 a 1600, a fome, a guerra e a peste foram os maiores flagelos da Europa, com visões apocalípticas, retratadas em “O Triunfo da Morte” por Bruegel. Os sintomas eram mesmo de terror, como descrevia o poeta galês Gethih, “vemos a morte caminhar para nós como fumaça negra”, a respeito do crescimento do bubão. Segundo ele, “tem a forma de uma maçã, como a cabeça de uma cebola… grande é a sua ardência, como uma brasa que queima”.

NINGUÉM ESTAVA A SALVO E OS FLAGELANTES

Como na Covid-19, que já matou mais de 266 mil brasileiros, ninguém estava a salvo (pobres, ricos, homens, mulheres, brancos e negros eram suas vítimas fatais). Metade dos 90 mil habitantes de Florença morreram. Da Europa de cerca de 70 milhões de pessoas, mais de 25 milhões se foram.

Os coveiros, mesmo sabendo dos perigos, enterravam os mortos em troca de pagamentos. Os laços de sentimentos que uniam a sociedade foram se desfazendo, e muitos se juntaram a grupos austeros de ódio e intolerância, como nos dias de hoje no Brasil.

Outros negacionistas se entregavam à devassidão e às orgias como válvula de escape das angústias. Pais abandonavam filhos, e as aldeias nos campos foram devastadas e abandonadas. Em meio a todo aquele caos, surgiu o bizarro movimento dos flagelantes. Eles se açoitavam três vezes por dia durante 33 dias que era a idade de Cristo. Em procissões de até mil flagelantes, centenas morriam dos altos ferimentos pelo caminho.

Aos moldes atuais do nosso país, as cidades publicavam leis para controlar o comércio, mas quando os dirigentes adoeciam ou se iam, ficava impossível manter a ordem e evitar as aglomerações. Muitas obras tiveram que parar suas atividades, como a Catedral de Siena, que ficou inacabada.

Com a peste, a Ordem dos Franciscanos perdeu 125 mil membros. Um monge de um mosteiro teve que enterrar todos seus irmãos de congregação e, no final, sobraram somente ele e o cão. O continente europeu entrou em ruínas, e um em cada três faleciam. Veneza perdeu três quartos da sua população, e a Inglaterra um milhão dos seus 4,5 milhões.

ISOLAMENTO

Como forma dura de distanciamento, um marroquino de nome Ibu Abu Madyan foi o primeiro em seu país a se isolar em sua casa. Quando existiam doentes numa residência, as pessoas de fora emparedavam janelas e portas com tábuas e pregos, como ocorreu em Milão. Os doentes morriam no interior, sem nenhuma ajuda.

Com isso, descobriram as vantagens do isolamento social. Em 1374, Veneza baniu os viajantes. Em 1382, os navios ficavam em quarentena em Marselha. As medidas permitiram um controle parcial, uma vez que as ratazanas e as pulgas não foram combatidas. A peste de 1347 a 1352 tornou-se endêmica no século XVIII.

Em 1362 outro surto dizimou crianças e adolescentes, e recebeu o nome de “Peste das Crianças” No século XV ela reapareceu em Portugal onde D. Duarte foi uma das vítimas. Em 1569, a peste matou 600 num só dia, e mais de 60 mil no ano. O Egito, a Índia e a China sofreram duras perdas durante o século XIX. Na década de 1890, a bactéria chegou até a América do Sul, proveniente da China. Na Flórida houve outro surto no ano de 1922.

A MEDICINA

A situação só foi controlada através dos calçamentos das ruas nas cidades e serviços de saneamento, que serviram para manter os ratos e as pulgas distantes dos humanos. Também, a medicina e a desinfecção tornaram-se mais eficientes, derrubando a doença aos poucos.

Naquela época, não se sabia as causas e como a peste se propagava. Os médicos não tinham prevenção e a cura. Muitos acreditavam que a propagação era pelo ar, no que não estava errado no caso da pneumática. Foi aí que se atentou para o isolamento como solução.

Para tratar dos doentes, os médicos usavam caixas com substâncias aromáticas, com um vestuário protetor e máscara em forma de bicos cheios de especiarias para purificar o ar. Com uma tocha de fumigação, cauterizava os bubões, mantendo uma certa distância dos pacientes. Não era nada fácil excluir as pulgas

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NASCE NO SERTÃO DA CONQUISTA O MAIOR MUSEU CONTEMPORÂNEO DO NORDESTE

Entre a transição da caatinga com a mata de cipó, em direção ao oeste e à Chapada Diamantina, na BA-262, num portal de entrada e saída para várias partes do Brasil, ergue no ameno clima de Vitória da Conquista, numa área de aproximadamente meio milhão de metros quadrados, o maior museu contemporâneo do Nordeste. Quem passa pela via sertaneja, num percurso de 1,6 quilômetros, logo se depara com os 366 guardiões do tempo, e muitos são logo atraídos a visitar seus encantadores monumentos a céu aberto.

Trata-se do Museu Kard, com suas imponentes obras metafóricas e até mesmo mitológicas que falam da vida, de poesia, de sonhos, de lendas, de parábolas e do tempo passado, presente e futuro, concentrando os elementos da ciência, da filosofia, da religião e da arte. Seu artista idealizador, Allan Kardec Cardoso Lessa, o “Allan Kard”, é uma pessoa simples de visão futurística espiritual, que aprendeu a conviver com as críticas e as polêmicas em torno do seu incansável trabalho.

A ARARA CANIDÉ E A ASCENSÃO

Como diz o poeta cancioneiro, “o tempo não para”, e “Allan de Kard” sabe disso, tanto que o seu desejo, enquanto estiver em seu mandato espiritual, como costuma afirmar, é ampliar o museu que já ocupa 10% do total da área. Logo na entrada do portão de ferro, o visitante é recebido pela imagem majestosa da Arara Canidé e, à sua frente, é recebido pela Pirâmide Ascensão. No mais, você faz uma viagem cultural, e sai com sua alma bem mais leve e alimentada de conhecimento e saber. Não há dúvida que o conjunto da obra é um grande legado para as furas gerações.

Como já atestaram visitantes (o museu deverá ser aberto, oficialmente, ainda neste ano, com ingressos pagos), o lugar é mágico, tanto pela sua beleza plástica e paisagística, como pela sua energia. Conta com duas galerias, a da Pirâmide que abrigará o acervo permanente com cerca de 750 obras do artista construtor, e outra Mix que receberá peças dos artistas Alex Emmanuel, Valéria Vidigal e Romeu Ferreira.

No projeto já está instalada a obra do escultor Mário Cravo, de título “Flor do Cacau”, que o próprio doou ao museu. Fazem ainda parte da estrutura,  mais de 20 esculturas do artista Allan Kard, entre as quais, Mon Solei, Desejos e Dever, Mater (figura masculina e feminina em estado de gravidez), Resistência, Tributo a Mondrian (holandês), Monumento ao Gráfico, Labore per Vitae, o Vento, Lápis na Mão (depósito), Sala de Estar, Diversidade Fenotípica, Xadrez Nordestino (personagens do cangaço e da cultura da região), Monumento aos Heróis da Saúde, Quo Vadere (Aonde Fostes, conhecido como labirinto, de 150 metros quadrados e 80 toneladas de cinzas no piso, com fotos de crianças desaparecidas), Jogo da Velha, Zigoto (ovo estrelado), Tukurê, Sonho de Menino (24 obras), Ode ao Amor, Transbordo, Sem Rumos e Pramix.

PAISAGÍSTICO E ARQUITETÔNICO

De acordo com Allan, agrônomo diplomado pela Uesb no início da década de 80, o paisagismo está sendo construído junto com o projeto arquitetônico, dando funcionalidade às edificações. Cada galeria e prédio administrativo são também obras de arte. O Tributo a Mondrian é composto de loja, auditório e nele funcionará o setor de administração do projeto.

A área do museu era um antigo lixão da cidade, e nela permaneceram as espécies endêmicas. O artista e agrônomo procurou preservar as árvores e plantas do local e, em torno delas, implantou uma imensa cobertura de grama nativa, sem a necessidade de irrigação, com baixo custo. Na outra etapa, conforme informou, serão plantadas espécies exóticas.

Para ele, o maior desafio será ainda fazer renascer um antigo riacho que existia na localidade, e que foi degradado ao longo do tempo pela ação do homem, bem como reconstruir a lagoa que foi assoreada pelos materiais do lixão.

O DOM DA CRIATIVIDADE

Allan Kardec Cardoso Lessa nasceu em Itapetinga, em 13 de fevereiro de 1964, mas é mesmo filho de Conquista desde os 15 dias de vida. É o terceiro de uma família de nove irmãos. Veio ao mundo com o dom da criatividade. Na infância fez um Baralho, que em 1995 participou do 3º Salão do MAM da Bahia e foi classificado para a composição do acervo.

É um autodidata que assumiu com esmero e força de vontade a sua condição de artista plástico, com produção de esculturas e telas que já foram vistas até no exterior, a exemplo de “Sonhos de Menino”, que faz parte da Exposição Além Mar, em Coimbra, Portugal.

Com seus trabalhos provocativos e polêmicos, a partir de 2008, Allan passou a experimentar uma nova fase em sua carreira quando decidiu colocar em público as suas esculturas, a exemplo do “Calendário de Kard”, o maior do mundo, com 1,6 quilômetros de extensão, feito em parceria com seu irmão Alex Emmanuel.

A partir daí, vieram outras, como Kaypê, Equilibrium, Solidare, Tukurê e, mais recentemente, a Exposição “Caminhos da Paz” (cinco grandes esculturas), na Avenida Olívia Flores, em Vitória da Conquista, que lhe renderam a comenda da Medalha de Mérito Cultural Glauber Rocha, outorgada pela Prefeitura Municipal.

UM SER INQUIETO

Em 2015, Allan foi finalista do Troféu Prime e, em 2016, em consulta popular, foi indicado como personalidade conquistense, com a honra de acender a Pira Olímpica quando da passagem da tocha pela cidade. Há três anos, por iniciativa própria, o artista começou a construir o Museu Kard, um patrimônio cultural que engradece Conquista, a Bahia e ultrapassa as fronteiras nacionais.

O incansável artista, que respeita as opiniões e recebe as críticas com a maior naturalidade, continua a realizar suas instalações metafóricas em diversos pontos da cidade. “Construo caminhos por onde trafego. Crio técnicas próprias”, sempre procurando inovar a arte, dentro de seus princípios espirituais. Suas pinceladas e marteladas são como parábolas históricas.

Allan é um ser inquieto e exercita também o seu talento poético, quando na entrada do monumento Quo Vadere (o Labirinto) escreveu “Aonde foste tu rebento meu?/Deixando órfão meu coração/qual teu paradeiro neste mundo do meu Deus?/traz de volta meu sorriso que se foi,/Enxuga minhas lágrimas que não cessam de rolar/Acalma meu coração que ameaça parar./A esperança, a mãe de todos que ainda teimam em viver,/É quem me mantém de pé./Vem tu esperança e carrega-me no teu colo./Sê tu o meu cajado…/Se ainda assim quiser Deus que não te encontre aqui,/Encontrar-te-ei na eternidade./Tenho certeza que ainda voltarei a sorrir. Allan de Kard – Verão de 2019.

 

CORONAVID

Durante esse amargo período da pandemia, para acalmar meu espírito e passar alguma mensagem para os outros, tenho procurado ocupar o tempo lendo, escrevendo meus textos e versos poéticos, produzido vídeos e, mais recentemente, enveredei pelo terreno tão difícil da escultura, como desafio (não é mesmo meu forte). Nessa investida, passei duas semanas montando uma escultura feita de cipó intitulada “CORONAVID”, uma homenagem ao meu poema e uma fusão do maldito Corona com a Covid. Trata-se de uma figura humana se protegendo com a máscara e, na cabeça, a danada da Covid atacando ou invadindo o globo terrestre. Seja como for, é uma obra conceitual, de protesto contra esse governo genocida que aí está, o pior da história do Brasil, bem como de pesar e lamento pelas mais de 160 mil mortes vítimas desse vírus. Para acabar com isso, queremos vacina, mas o capitão emperra as negociações e responde ao clamou social, dizendo que só se for comprar “da sua mãe”. É tão imbecil ao afirmar que o Brasil é um país de mais de 200 milhões de habitantes e, diante disso, que os laboratórios procurem o país para vender seus produtos. Ora, os países que se planejaram bateram nas portas das companhias farmacêuticas e adquiriram, a muito custo, seus lotes de vacinas. Ele não está nem aí para vacinar o povo brasileiros. Os governadores e prefeitos deveriam sim, redigir uma carta aberta à nação pedindo que esse capitão renuncie à presidência.

SANGUE PROIBIDO

Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Morena serena,

de corpo inteiro,

de olhos verdes,

cores do coqueiro.

 

Palmas balançam,

entre a faca afiada,

no fio do corte,

da carne cortada,

com sangue espirrado,

na mão ensanguentada.

 

Toque terno interno,

no vermelho a escorrer,

entre o proibido sentir,

no desejo quente,

do beijo ardente,

tocando até o ventre.

 

Ternura carente,

de uma tarde fria;

desperta o membro,

e o prazer irradia,

por fora e por dentro,

no corpo latente rente.

 

O orgasmo aflora,

entre pernas sedentas;

o sangue bombeia,

na medida da hora,

correndo pela veia,

acordando os sentidos,

dos líquidos proibidos.

 

Do fruto dos seios,

escorre a deliciosa ceia,

e fecunda o sêmen,

entre os galanteios,

tecendo sua fina teia.

 

Nascido da carne,

do extrato libido,

de um pecaminoso

sangue proibido,

Intravenoso.

PRESIDENTE, PONHA A MÁSCARA!

 

 

Carlos Albán González – jornalista

​Presidente, por favor, coloque a máscara”. Na imaginação dos leitores, o pedido feito com polidez por três policiais militares,  foi dirigido a Jair Messias Bolsonaro, flagrado centenas de vezes desrespeitando decretos de prefeitos e do governador do Distrito Federal, que obrigam o uso da máscara, o mais seguro meio de proteção à contaminação pelo covid-19. O infrator está sujeito a uma punição: o pagamento de uma multa que pode chegar a R$ 2 mil.

Engana-se, prezado leitor. Ninguém neste país teve o atrevimento de chamar a atenção do capitão que deixou o Exército pela portas dos fundos; líder do negacionismo, uma prática altamente perigosa, cujos adeptos, instalados no Palácio do Planalto, espalham o ódio e as notícias falsas através das redes sociais. O sujeito advertido pelos policiais foi Paulo Carneiro, presidente do Vitória, que assistia a um jogo do seu time nas arquibancadas do Estádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas. Figura polêmica nos meios esportivos, bolsonarista de carteirinha, Carneiro recentemente esteve em Brasília para entregar uma camisa do clube rubro-negro ao seu “mito”.

No meio do recrudescimento da doença, onde os hospitais, na falta de leitos, são forçados a escolher quem vai viver e quem vai morrer, Bolsonaro chama de “politicalha” as medidas adotadas por governadores e prefeitos, assumindo uma responsabilidade que deveria ser do governo federal; e apresenta dados distorcidos sobre o repasse de verbas para estados e municípios. Precisamos tirar esse cara”, diz o veterano senador Tasso Jeressatti (PSDB-CE), defendendo a criação da CPI da Covid. Omisso e catastrófico, Bolsonaro viu aumentar dez vezes os 30 mil brasileiros que, na sua presunção, deveriam morrer no período da ditadura militar.

Os brasileiros devem assistir – o vídeo pode ser acessado na internet – uma reportagem do Fantástico sobre Wuhan, o primeiro epicentro da Covid-9. Graças a consciência do seu povo, a eficiência dos seus governantes (os omissos foram demitidos…ou fuzilados), e as medidas adotadas (construção em 11 dias de um hospital com mil leitos), lockdown de 76 dias para todos, a cidade chinesa de 11 milhões de habitantes desde maio está livre do vírus, mas a máscara, que não é mais obrigatória, continua sendo usada por todos. Brasileiros moradores de Wuhan, abordados pela reportagem, só tiveram palavras de elogio às autoridades do país que foi eleito como o inimigo número um da política externa do governo bolsonarista.

Em vez de empunhar a bandeira da Cruz Vermelha (não confundam com a estrela vermelha do PT), Bolsonaro ainda insiste em prescrever medicamentos sem eficácia comprovada, recusados até pelas emas do Palácio da Alvorada, cuja reação foi bicar o presidente e o ministro da Economia, Paulo Guedes. O capitão vai mandar uma comitiva a Israel com a missão de trazer um novo remédio milagroso, mesmo sabendo que um dos seus gurus, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, debocha dos negacionistas e convoca o povo israelense a se vacinar.

Um dos primeiros brasileiros a se engajar no time da cloroquina, o prefeito licenciado Herzem Gusmão viajou para Brasília, onde esperava se reunir com o intendente Eduardo Pazuello, que interpreta o papel de ministro da Saúde nessa crise sanitária sem precedentes. Seu interlocutor no ministério foi um assessor de nome Cascavel, que atendeu prontamente o pedido do gestor baiano. Depois de dois meses num dos melhores hospitais do país, sob os cuidados de uma excelente equipe médica, Herzem já deve ter concluído pela inutilidade da cloroquina e hidroxicloroquina.

Dos 417 municípios baianos apenas quatro (Teixeira de Freitas, Luiz Eduardo Magalhães, Buerarema e Itapetinga) deram a vitória a Bolsonaro. Com uma diferença de menos de 1%, Teixeira de Freitas, governada pelo médico Marcelo Belitardo (DEM), assumiu a condição de baluarte do bolsonarismo em território baiano, rompendo decretos do Estado, o que se constitui em desobediência civil. Mensagens postas nas redes sociais ameaçam linchar o governador Rui Costa em praça pública. O teixeirense não está só. Porto Seguro e Itamaraju, também no Extremo Sul, têm revelado desprezo pela vida humana.

Impedir a realização, com muito barulho e bla-bla-blá, da missa do meio-dia na catedral repercutiu muito mal junto à comunidade católica de Vitória da Conquista. Um grupo de donos de academias (lembro que nas lutas de judô sobre o tatami não há distanciamento) e lojistas fizeram na última segunda-feira (dia 1) um protesto em frente à prefeitura. Pediam a desobediência ao lockdown de 48 horas, o que se caracteriza num crime contra a saúde. Incluindo moradores de outros municípios, Conquista soma 715 vítimas da covid-19. Entre os presentes ao ato, admiradores das oradoras e o pastor David Salomão, nomeado recentemente assessor parlamentar, e, provavelmente, visando as eleições do próximo ano.

 

 

 

 

BRASILEIROS ESTÃO SURTADOS!

BRASILEIROS ESTÃO SURTADOS

BASEADO NOS ENSINAMENTOS DE SIDARTA GAUTAMA, O INDIANO GANDHI DISSE QUE “A VIDA NÃO É FEITA DE PRAZERES, MAS DE RESPONSABILIDADES”

Como já era de se esperar, o novo surto mais perigoso da Covid-19, que está matando cerca de 1.500 pessoas por dia no Brasil e mais de 100 somente na Bahia, com os hospitais superlotados, está também deixando os brasileiros surtados mentalmente. Muitos já estão partindo para agressões contra enfermeiros e atendentes nas unidades de saúde, como se eles fossem culpados. Estamos à beira de uma convulsão social!

Nesse quadro tão caótico, senhores lojistas e empresários em geral, é muito feio e degradante vocês irem para as portas das prefeituras e para as ruas protestarem contra o fechamento do comércio e outras medidas restritivas! Não deixa também de ser um surto proveniente do surto da doença maldita, tudo por causa da irresponsabilidade de elementos que dão mais valor ao prazer das aglomerações.

Toda vez que sou obrigado a ir à rua e vejo um imbecil sem máscara, debochando de tudo quanto está acontecendo (hoje vi um desse na entrada de um supermercado), sinto minha alma aniquilada, desenganado com o ser humano e também com ímpeto de surtar. Estamos convivendo com um horror, numa corrente de suicidas, como se fosse o apocalipse.

Estamos cercados de seguidores do Anticristo, que estão conseguindo transformar o Brasil no Inferno de Dante. Eles não importam de matar seus pais e parentes mais idosos. Ridicularizam a ciência, e ainda negam a existência de um vírus devastador.

AS LIVES DE CARNAVAL

Como se não bastassem as festas de final de ano, os “artistas” desse lixo da axé music, escravos do carnaval, renegaram os ensinamentos de Buda e Gandhi sobre a vida. Preferiram, com larga cobertura da TV Bahia, se apegar ao prazer e à vaidade de se aparecer em público.

Com suas festas lives de arromba, letras pobres e chulas, com o papo de que estavam transmitindo alegria em tempos de tristeza, terminaram por incitar as realizações de carnavais clandestinos. A mídia televisiva, que de um lado tem procurado alertar a população para os cuidados e o distanciamento social, também tem sua parcela de culpa por colocar a audiência acima da responsabilidade.

Lembram das felicitações de um Novo Ano na passagem de 2020 para 2021? Lembram dos jargões de que tudo vai passar e que dias melhores virão? Como ter tudo isso, se muitos não fazem o seu dever de casa, a sua lição? Tudo vai passar e dias melhores virão, mas quando e a que custo? Como nas religiões das civilizações dos nossos antepassados, temos que oferecer humanos em sacrifícios nos altares da morte para apaziguar a ira dos deuses?

ATÉ QUANDO VAMOS TER QUE ESPERAR?

 

De um especialista da área de saúde disse esperar que o presidente da República tome medidas restritivas para o uso da máscara e do isolamento social. É muita ingenuidade em se tratando de um cara que desde o início da pandemia faz o contrário e critica os governadores e prefeitos que estão fechando o comércio e decretando o toque de recolher.

O número de casos e mortes pelo vírus só aumenta, numa tragédia que estava anunciada desde as eleições municipais, as festas de final de ano e o carnaval clandestino. Até quando vamos esperar que mais gente morra nesse país desgovernado? Até quando vamos ter de aturar esse genocídio em massa de um presidente que incentiva as aglomerações?

Os secretários de saúde dos estados estão apelando para que o governo federal tome atitudes de restrição porque a situação está insustentável. Não fossem as ações dos governadores e prefeitos já teríamos registrado 500 mil mortes, como nos Estados Unidos que têm uma população bem maior. Se depender dele, vamos chegar a essa cifra mortífera até o final do ano.

É claro que a população brasileira (em parte) tem sua parcela de culpa por promover aglomerações, mas, o capitão presidente e seus generais têm a maior. Vamos esperar que a história lá adiante nos julgue por omissão, ou vamos dar um basta nessa mortandade? Vejo mais uma vez em minha vida esses generais e outros oficiais manchando suas fardas de sangue.

Diante desse quadro tão caótico e absurdo, ainda presenciamos lojistas e prestadores de serviços em protesto na porta da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista contra o fechamento de dois dias úteis do comércio. Além de provocar aglomeração, esses indivíduos só pensam exclusivamente no dinheiro.

A nação brasileira é, ao mesmo tempo, masoquista e sádica. Infelizmente, estamos num caminho de suicídio em massa onde não existe consciência coletiva, respeito aos outros e preservação da vida. De tão desesperadas, sem sentido de existência e como quem não têm nada a perder, essas pessoas estão mesmo querendo morrer.

É tudo confuso porque não existe uma coordenação central, e cada um toma a sua medida, inclusive com relação aos critérios de vacinação. Tem muita gente sendo imunizada só porque trabalha numa empresa de saúde, como atendente, recepcionista ou é agende da área, que nem está mais entrando nas casas.

Nesse caso, os comerciários que estão no dia a dia em contato com clientes nas lojas são bem mais prioritários no atual momento. Cada secretário e cada prefeitura faz o que quer. Não existem mais protocolos e ordem de prioridade. Cada um interpreta a sua própria maneira de ver a liberdade, do direito de ir e vir e de agir como bem entende. É um povo sem guia. Até quando vamos esperar que se dê um basta nesse desmando?

 

AMEAÇA DE PUNIR OS ESTADOS QUE ADOTAREM MEDIDAS RESTRITIVAS

A PREFEITURA DE VITÓRIA DA CONQUISTA CONTINUA SEM TOMAR NENHUMA MEDIDA RESTRITIVA CONTRA O AVANÇO DA COVID-19, ENQUANTO OUTROS MUNICÍPIOS DA BAHIA AMPLIAM AÇÕES PARALELAS AOS DECRETOS DO TOQUE DE RECOLHER E FECHAMENTO DO COMÉRCIO NO FINAL DE SEMANA DO GOVERNO DO ESTADO. É UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA.

As barbaridades do capitão-presidente contra os brasileiros nesses tempos de pandemia não têm limites, mesmo diante de mais de 250 mil mortes vítimas da Covid-19. Ele debocha, nega a ciência, emperra as negociações na compra das vacinas e, como se não bastasse tudo isso, agora ameaça punir os governadores dos estados que estão adotando medidas restritivas para barrar o novo surto do vírus, que está colocando a rede hospitalar em colapso.

Parece que ele tem o gosto da morte na boca e sente prazer em ver tanta gente tombando nos corredores dos hospitais. É uma psicopatia! Diante de toda essa tragédia nacional, ele anda sem máscara, solta impropérios na frente de seus seguidores e provoca aglomerações.

VEIO PARA DESTRUIR

Ele não veio para salvar vidas, mas para destruir, não só o Brasil, mas todos que nele habitam. Chegou ao absurdo de dizer que vai cortar, como se isso fosse possível, o auxílio emergencial (uma merreca de 250 reais) para o estado, cujo governador decretar medidas de restrição. Então, não vai haver mais auxílio porque todos vão ser obrigados a endurecer as medidas. Ele joga o povo contra o governador, ou o prefeito, não importando quem morra.

Por muito menos que todo esse conjunto da obra maléfica, dois presidentes sofreram impeachment, mas ele, cercado de generais por todos os lados, sobrevive a cerca de 60 pedidos de afastamento que estão engavetados na Câmara dos Deputados. Agora, com o Centrão, que o próprio o chamou de ladrão e escória, ele pode tudo, num misto de democracia com militarismo.

Enquanto isso, as imagens de choros e os noticiários de um vírus letal deixam os nossos lares cada vez mais em pânico. De um lado, um governo sem planejamento e coordenação, que desde o início fez pouco caso da Covid-19, chamando-a de “gripezinha” e receitando cloroquina. Do outro, uma grande parcela da população (a maioria de jovens brucutus), desrespeitando as recomendações científicas e caindo nas baladas e festas.

Quem tem mais culpa por tudo quanto está acontecendo de tão terrível em nosso país? O governo federal, ou o povo? Coloque sua consciência para funcionar e faça a sua avaliação. Digo, porém, que o maior exemplo, bom ou ruim, parte do chefe da casa (homem ou mulher). Numa casa onde os pais são desequilibrados e desajustados, os filhos tendem a ser violentos, agressivos e não respeitar os outros que estão ao seu lado.

Estamos vivendo momentos caóticos como nunca ocorreram na história do nosso Brasil. Estaríamos numa guerra civil, ou numa grande convulsão social, se os brasileiros não fossem tão cordatos, conformados, apegados à esperança e à fé, submissos e tolerantes ao sofrimento. Suportam todo tipo de dor, perdas e humilhação, mesmo em lágrimas.

Nas filas sem fim, dia e noite, ao sol ou na chuva, a passos lentos e suados, o brasileiro segue em frente calado, lutando para manter apenas sua sobrevivência. A grande maioria não vive, resiste à morte até onde pode. Das alturas, ele consegue se equilibrar num fio que balança com o vento. Enquanto isso uma minoria privilegiada e poderosa se deleita nas mordomias.

O brasileiro é solidário em parte, quando expressa seu sentimento de ajuda na forma de doações materiais. A sua outra banda é individualista e egoísta que não age pensando no coletivo. Isso está fielmente retratado no caso atual do vírus, quando muitos não se submetem aos protocolos e partem para as aglomerações, como se tudo estivesse normal. O pior é que não temos um guia condutor de exemplo, que deveria vir lá de cima.

Um ano de Covid, e começamos com o carnaval de fevereiro, depois o São João clandestino (a festa foi oficialmente proibida no Nordeste), os feriadões, as eleições que deveriam ter sido prorrogadas, as festas de final de ano, um novo carnaval de festas fechadas, incentivadas e induzidas pelas lives da turma do axé music, os pancadões e, para fechar, as comemorações de torcidas de futebol em bares e restaurantes, como a mais recente do Flamengo.

Agora, pegue todos esses ingredientes indigestos e misture. Com certeza, vai resultar num caldeirão de Covid. A tampa não vai suportar a pressão, e a tendência é explodir como uma bomba radiativa destruidora. Quem promove essas aglomerações não passa de suicida kamikaze.

O elemento permissivo e imbecil mata os outros que estão mais próximos, inclusive pai, mãe, tia, avós e outros parentes. Como o ser humano chega a esse ponto? Vem aí o São João que, por causa dessa insensatez, terá que ser novamente cancelado. Nessa toada, vamos repetir o mesmo erro do passado. Estamos sim, no país da burrice onde prevalece a autodestruição.

AS NUVENS E SUAS IMAGENS

Dizia um político mineiro, se não me engano Tancredo Neves, que a política é como as nuvens. Você olha para os céus e elas estão sempre mudando de lugar. Só faltou afirmar que no Brasil a política muda de acordo com a máxima do toma lá, dá cá. Diferente da nuvem, a política é pilantra, e aqui só se faz politicagem. Mas, não é disso que quero tratar no momento. Na natureza, elas são belas e poéticas. Nos relaxa. Quando carregadas, transmitem esperança de chuvas, ou tristeza de seca quando vazias e ralas. Fora isso, as nuvens, olhando bem para os céus, como na foto do jornalista Jeremias Macário, compõem diversas imagens de pessoas, montanhas, animais selvagens, florestas, acidentes geográficos, colinas, rostos diferentes e ainda fazem aquele efeito vermelho-sangue no pôr-do-sol. Nessa imagem, por exemplo, dá para você navegar na imaginação, como a aparência de um dromedário, ou uma grande ave pré-histórica. Olhando bem, no alto vejo a imagem de um ser humano. Parece também com uma grande avestruz. Gosto sempre de mirar as nuvens e desenhar as minhas imagens em meu cérebro, e logo em seguida aparecem outras. É uma terapia olhar as nuvens e fazer suas imagens. Já olhar a nossa política, dá nojo, irritação, revolta e vergonha. Ela não merece a nossa consideração e passa uma péssima imagem do nosso país aqui dentro e lá fora, no exterior.





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