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CONQUISTA PERDE JOGO E DINHEIRO

Carlos González – jornalista

O Esporte Clube Primeiro Passo de Vitória da Conquista, que em janeiro completou uma década de fundado, enfrentou na última quarta-feira o que, sem exagero, pode ser avaliado como o maior desafio de sua vida. Apesar de já ter disputado as séries “C” e “D” do Campeonato Brasileiro, o melhor representante do futebol do interior baiano, 76º colocado no ranking nacional, foi um dos 80 clubes selecionados pela CBF para participar da Copa do Brasil, torneio que leva o campeão à Libertadores da América.

Infelizmente, o Conquista não deu nem o primeiro passo. A esperança, que estava no verde de sua camisa, se desvaneceu nos 20 minutos finais do jogo contra o Palmeiras. No duelo entre o Bode e Porco ganhou aquele que mais se adapta ao terreno lamacento, como realmente se encontrava o campo do Estádio Lomanto Júnior, apesar dos esforços, tardios, é verdade, da prefeitura conquistense, que não evitaram as críticas da imprensa visitante.

Na minha opinião, o Conquista encarou o Palmeiras, nos 45 minutos iniciais, de igual para igual. Sofreu o primeiro gol, aos 13 minutos, através de um pênalti duvidoso. O time não se abalou, chegando ao empate no começo do segundo tempo. A queda de rendimento físico, consequência da correria do primeiro tempo, num campo de grama alta e enlameado, veio com o segundo gol palmeirense, e, nem mesmo com um jogador a mais – Arouca foi expulso aos 28 minutos -, o Conquista reagiu ao jogo mais técnico do adversário, que venceu por 4 a 1.

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CONQUISTA NA ROTA DA CHAPADA

 

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A terceira maior cidade da Bahia de clima ameno, polo da cafeicultura no sudoeste e hoje forte centro comercial e educacional desponta para ser a porta de entrada de turistas vindos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Goiás e de outros estados para a Chapada Diamantina, bastando apenas implementar os principais projetos do novo aeroporto e do abastecimento de água que estão em andamento.

Atrativos e estrutura empresarial não faltam para conquistar esta rota hoje seguida pelos visitantes a partir de Salvador com destino às cidades de Lençóis, Palmeiras, Andaraí, Mucugê e outras importantes do coração da Chapada, num longo e cansativo percurso por Feira de Santana (BRs 324 e 116 Rio-Bahia) até alcançar a rodovia federal 242 em direção ao oeste e Brasília.

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As perspectivas para esta mudança de rota turística através de Vitória da Conquista, que conta hoje com uma das economias mais dinâmicas do Estado e do país (comércio e serviços), são as mais promissoras nas contas dos empresários, especialmente do segmento hoteleiro e das agências de viagens. Novos empreendimentos industriais também são esperados com a chegada da Barragem do Rio Pardo, solucionando o problema de água.

O setor imobiliário se agiganta nas direções dos municípios de Barra do Choça (leste), Itambé-Itapetinga (sul) e Anagé-Brumado (oeste). Na área educacional, a cidade recebe mais duas faculdades de medicina (UFBA e Santo Agostinho) que se somam a da Uesb –Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Fainor e FTC são outras instituições de nível superior, além das existentes no campo do ensino à distância, prometendo aumentar a população em mais de 100 mil habitantes nos próximos dez anos.

A tão esperada logística é o novo aeroporto cujas obras (pista e vias de acesso) estão em fase de conclusão, dependendo tão somente da abertura de licitação para a construção do prédio sede e instalação dos equipamentos necessários ao seu funcionamento. A previsão é que esta definição do projeto se concretize ainda neste mês de março.

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Outra ação do poder público imprescindível ao desenvolvimento sustentável e ordenado da cidade é quanto à solução do trânsito através da realização de projetos viáveis de mobilidade urbana. Com cerca de 120 a 130 mil veículos rodando diariamente nas ruas, Conquista está com o trânsito travado e o transporte público não atende mais a demanda crescente da população que pede melhorias.

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MEMÓRIA PERDIDA

 

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Dentro do matagal entre lixos e entulhos, próximo ao Anel Viário, na saída de quem segue em direção a Anagé, Brumado e outras cidades do sertão do sudoeste, ainda está lá a carcaça de cimento em forma de pirâmide onde seria erguido o Memorial em homenagem ao cineasta conquistense Glauber Pedro de Andrade Rocha.

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A iniciativa de ali ser o futuro Templo Glauber Rocha, uma espécie de museu de resgate das obras do cineasta e provocador cultural foi do então prefeito Murilo Mármore no final de seu mandato, em 1992, só que não houve recursos, apoio de seus sucessores e outros órgãos para tornar o projeto realizável.

Na época, a mãe de Glauber, dona Lúcia, reuniu esforços e, com muito sacrifício, conseguiu montar o sonhado memorial no Rio de Janeiro, num espaço pertencente a um órgão federal, no bairro de Botafogo. Com a falta de recursos para manter o local, no ano passado as obras do cineasta foram distribuídas entre outras instituições.

Não temos aqui em Conquista quase nada que lembre o ilustre filho da terra a não ser a casa onde ele nasceu, na rua Dois de Julho, antiga rua da Várzea. Lembro muito bem de ter recebido amigos de Salvador e de outras cidades que demonstraram o desejo de conhecer a Casa Glauber Rocha, imaginando que lá era um ponto turístico-cultural, tipo museu, que guardava a memória do cineasta, como Casa Jorge Amado, em Salvador, Afrânio Peixoto, em Lençóis e tantos outros lugares que preservam seu passado e sua história.

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Esta ingratidão, típica de Vitória da Conquista, não é somente com relação a Glauber Rocha, mas se estende a outras personalidades da literatura, da poesia, da música e das artes em geral que aqui prestaram seus serviços, divulgaram suas obras e o nome da terra. São tantos que nem vou citar nomes. Glauber é mais uma memória perdida entre tantas outras do passado.

SOCIEDADE DA ACELERAÇÃO

De Orlando Senna

Blog Refletor TAL-Television América

Indicado e comentado por Itamar Aguiar

O tempo é o maior dos mistérios. A única maneira do ser humano fazer uma ideia do que é o tempo é relacionando-o com o espaço, com a materialidade do espaço, com períodos que se fazem necessários para se deslocar entre um ponto e outro na Terra e entre nosso planeta e outros corpos do universo. Uma relação que começa na realidade de nossos passos e se dilui outra vez no mistério quando nos lembramos da física clássica de Isaac Newton ao afirmar que duas linhas paralelas se encontram no infinito.

Teorias contemporâneas, pós quânticas, supõem que as paralelas não se encontram e sim se separam no infinito, no mesmo não lugar, na mesma utopia. Tudo que se refere ao tempo, mesmo quando o relacionamos com o espaço que achamos saber o que é, se esvai no não entendimento do eterno, do que não tem princípio nem meio nem fim, o maior desafio para a imaginação humana. Einstein chegou à conclusão, como sabem, que tempo e espaço estão realmente entrelaçados, mas ambos são relativos. De qualquer maneira, a relação espaço/tempo é, até agora, nossa tábua de salvação do fazer sentido, do minimamente entendermos onde e como vivemos (já que o porquê jamais saberemos).

Às vezes com poesia, como a possibilidade de vermos o passado, vermos com os olhos, fisicamente: quando olhamos para uma estrela brilhante que já não existe, que desapareceu há muito tempo e cuja luz ainda está cruzando o espaço, obedecendo à velocidade dela. Ou ouvir o passado, quando o som do trovão só é percebido depois do clarão do relâmpago porque velocidade de luz e som são diferentes. Às vezes com grande impacto no nosso viver cotidiano, como o que a humanidade está vivendo neste momento de mudança de ritmo, que sociólogos e filósofos batizaram como Aceleração Social.

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NAS TREVAS DA COELBA

O impacto emocional de um repórter quando entrevista uma vítima de agressão não é o mesmo quando ele é o próprio agredido. É quando o cidadão se sente um “marginal” do sistema capitalista predador que só visa o capital. O cliente é só um caroço da fruta que depois de chupado pode ser jogado fora.

Estou falando da Coelba, mas poderia ser de outra empresa que faz parte do capitalismo terceiro mundista desumano que apenas copiou a tecnologia do primeiro mundo para reduzir custos. Para não fazer rodeios, vou logo ao ponto da questão. Neste final de semana, por volta das 16 horas de sábado (dia 28) houve falta de energia no bairro Jardim Guanabara.

Como estamos vivendo num país imprevisível de apagões e escassez de água, principalmente, fiquei esperando pelo retorno da energia até às 19 horas. Ao sair no portão da rua de minha residência, senti que somente minha casa estava às escuras. No momento, fiquei atordoado sem entender a situação e só liguei para a ouvidoria 08000717676 e no teleatendimento da Coelba 08000710800 por volta das 19h20min dando conta que estava nas trevas e precisava de um atendimento para verificar o problema.

Como acontece em todo sistema de telemarketing das empresas que se dizem “reguladas” pelas agências, comecei a sofrer torturas de esperas, tendo que ouvir musiquinhas e propagandas enganosas da firma. Só depois de uns cinco a dez minutos uma moça, ou uma senhora, me atendeu pedindo o número de contrato da conta. Como estava na escuridão, passei de cabeça o número do meu CPF.

Depois de toda lengalenga e espera, a atendente disse que minha casa seria atendida dentro de três horas e ainda reclamou que eu deveria ter ligado antes. Imaginava que estava num apagão como já é costume. Impaciente, como qualquer um nas trevas ficaria, inclusive inseguro, voltei a ligar às 20h11min. e, depois de ouvir muita musiquinha e mais propaganda, a recepcionista disse que minha ocorrência já estava registrada no sistema e que aguardasse.

Como não suportava mais ficar à luz de velas sob tortura, resolvi dormir e só no domingo (dia 1º) pela manhã, 9h11min, liguei para o 08000710800. Após ouvir a propaganda e a musiquinha irritante, a moça voltou a dizer que minha queixa estava registrava e esperasse um preposto da Coelba até o final do dia. O prazo agora não era mais de três horas. Como já estava de dia pude anotar os protocolos 8060869760. Aí, a linha caiu e tive que fazer mais duas ligações com os protocolos 8060870023 e 8060869833.

Não dava mais para confiar vendo tudo perder na geladeira e impedido de exercer minhas atividades corriqueiras de leitura e pesquisas. Fui até a Coelba, no Bairro Candeias, e nem um vigia para me passar uma informação. Então, recorri a um eletricista particular quando ele detectou que o problema era interno.

Se eu ficasse esperando pela Coelba passaria mais uma noite no breu, irritado e estressado com o péssimo tratamento. Durante o dia, ainda tive que ouvir ligações do sistema eletrônico da prestadora de serviço da Coelba com o registro da minha reclamação, pedindo que apertasse o número dois se já tivesse sido atendido, ou o quatro no caso contrário. Claro, era só ligar e apartava o quatro.

Não vou aqui nem falar dos aumentos constantes de energia porque é outro tipo de massacre ao cidadão que só tem deveres e nada de direitos. Ainda contratam palestrantes de autoajuda para pregar que o cliente é a peça principal do sistema. Acredite se quiser. Neste país impera a lei do faroeste onde o matador é aquele que saca mais rápido o gatilho, mesmo que seja nas trevas.

 

 

PACOTE DE MALDADES

“Estão cutucando a onça, ou o cão com a vara curta”. “Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”. Este último ditado popular se encaixa muito bem sobre a situação do brasileiro que só tem recebido pacotes de maldades, com um Congresso Nacional (513 deputados e 81 senadores) que continua subestimando o clamor do povo nas ruas.

O Brasil, no desabafo de um articulista da nossa mídia, desliza sobre o fio da navalha diante das dificuldades cujo preço recairá sobre os ombros da população. Diria que a mentira venceu a verdade e estamos sendo cinicamente esmagados, sem opção de escolha porque o outro lado ainda é pior que o outro.

Não se trata aqui de discutir centro, direita ou esquerda, mas das maldades a que estamos sendo submetidos em nome de um partido no poder que nos prometeu salvação, especialmente na ética, e se aliou a criaturas estranhas de cabelos lisos e engomados, mais parecidas com a Família Franquisthem, a começar pelo seu patriarca Michel Temer, do PMDB.

De um lado, depois da farra, nos enforcam com os cortes nos gastos públicos, inclusive na educação, restrições de direitos trabalhistas e aumentos nos preços dos combustíveis que geram mais inflação.

Do outro lado, o Congresso, comandado por um centrão conservador elitista de olho no poder, nos faz de trouxas esbanjando mordomias e luxúrias aos seus membros. Entre eles, uma “reforma política”, mas com garantias dos banquetes.

Não existem mais termos sórdidos no dicionário português que qualifiquem esse pessoal e façam com que tomem vergonha na cara e respeitem os brasileiros. Não, eles riam e, cada vez mais, destilam suas maldades. Mais cedo ou mais tarde, este caldeirão vai explodir.

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“BEIJA-FLOR” E A DITADURA

Não bastassem o dinheiro da contravenção do jogo do bicho, do tráfico de drogas, das lavagens das corrupções que sustentam as escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo, agora é o financiamento de uma ditadura de fora que é bem aceito, como foi o caso da “Beija-Flor”, campeão carioca deste ano.

O mais aberrante nisso tudo foi ouvir do diretor da Escola, Fran Sérgio Oliveira, que a ditadura da Guiné Equatorial, do presidente Teodoro Obiang, é benéfica para a população, quando a maioria vive na miséria e o mandatário de 35 anos no poder é o oitavo governante mais rico do mundo.

Houve controvérsias e até quem achasse ser justo está “irmandade” por se tratar de um país africano que investiu numa agremiação pobre de uma periferia excluída pelo nosso Estado, que está mais preocupado em militarizar a violência do que investir na educação e no social.

Outra justificativa alegada é que a escola desempenhou papel importante de abordar as questões vividas pelos povos africanos que há muitos séculos têm sido espoliados e escravizados pelas grandes potências, como Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha. Os movimentos negros nada falaram.

A Guiné Equatorial vive uma monarquia ditatorial onde o vice-presidente é o próprio filho do dono do regime. Acompanhado de uma comitiva que oprime seu próprio povo, o vice-presidente ocupou um andar do Hotel Copacabana e um camarote de luxo para ver a passagem da escola no sambódromo.

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MENTALISTAS

Orlando Senna – Blog Refletor Tal-Televion América Latina

Indicado pelo professor Itamar Aguiar

Vivi intensamente a magia do circo na minha infância interiorana. Os circos chegavam à minha pequena cidade, encantavam e iam embora. Circos modestos, com palhaços, acrobatas, malabaristas, trapezistas e um mágico. A chegada de um circo era sempre um acontecimento marcante e a grande emoção que produzia em mim e nos meus colegas da escola primária nos levaram a fazer nosso próprio circo, no quintal da casa de meu primo Augusto Senna Maciel, que organizou e liderou essa aventura infantil. Ensaiamos durante um tempo e fizemos apresentações com alguns malabarismos, umas acrobacias bobas em pneus pendurados em árvores, duas ou três mágicas e cobrando ingresso. Além das crianças que conseguimos arrebanhar, também alguns pais e avós compareceram.

Minha participação foi apresentar duas mágicas, as primeiras que aprendi e que ainda faço até hoje para impressionar infantes: fazer desaparecer uma moeda que está em minha mão e introduzir uma moeda na nuca e resgatá-la na boca. Aí começou meu ininterrupto interesse pelo ilusionismo, que chegou ao paroxismo, ainda na infância, em um espetáculo que assisti levado por meu pai, no Cine Teatro Guarany de Salvador da Bahia (hoje Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha).

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A CULTURA DO ASSISTENCIALISMO

Mamar nas tetas do governo, aliás, nas tetas do povo, não é só dos políticos, dos aliados da situação com cargos polpudos e das corporações empresariais. Todo mundo também quer dar sua mamada, Não faltam aproveitadores se fazendo de coitados. É a cultura do assistencialismo que está arraigada no Brasil desde os tempos coloniais.

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Aqui mesmo em Vitória da Conquista temos dois casos típicos de querer ficar sempre mamando nas tetas do povo. Um é o Mercado Popular construído com o dinheiro do contribuinte. Não é de todo errado o poder público bancar a construção do prédio e se responsabilizar pela logística, mas não arcar com a manutenção.

Feitas as contas de limpeza, segurança, luz, água e outras despesas a Prefeitura Municipal estipulou uma quantia de 200 reais por mês e os ambulantes estão chiando que é muito. O aluguel de uma lojinha naquela área do Sumaré com a avenida Fernando Spínola deve ficar em torno de mil reais.

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É o velho hábito de receber tudo ”de mão beijada”, mesmo vivendo num sistema capitalista. Pelo valor, não existem motivos para tanta gritaria por parte dos comerciantes. Só faltaram dizer que querem tudo de graça. É esse tipo de movimento que o executivo não deve ceder, nem a sociedade apoiar e tolerar. Vivemos num país de muitos subsídios e de pouca iniciativa privada porque, no lugar de ensinar a pescar, os governos dão o peixe.

Outro caso é o da Central de Abastecimento, na avenida Juracy Magalhães, cujo aluguel da área sempre foi pago pela Prefeitura Municipal, alimentando atacadistas que têm condições financeiras de arcar com os custos dos boxes. Foi só o poder público negar o pagamento para haver a gritaria e os protagonistas aparecem na mídia como pobres coitadinhos desamparados.

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“ESAÚ MATOS” EM FOGO CRUZADO

 

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O propósito inicial da audiência pública na Câmara de Vereadores (dia 19/02) sobre a situação do Hospital Municipal Esaú Matos de não partidarizar a questão descambou em falatórios e ataques políticos com pedidos de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar a crise instalada na unidade, principalmente depois dos casos de parturientes que foram atendidas na recepção da casa de saúde, tendo uma delas perdido o bebê.

Como sempre, fala-se muito nessas audiências (por sinal a Câmara estava lotada), mas os problemas humanos de urgência terminam sendo postergados com promessas de correções nas irregularidades como a carência de obstetras, reconhecida pela secretária de Saúde do Município, Marcia Viviane. Mesmo assim contemporizou que o hospital oferece serviços de qualidade e tudo está normalizado.

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No entanto, a fala do diretor da Fundação do Hospital, padre Edilberto Amorim, que se negou a dar entrevista a uma emissora local de televisão, foi dura contra o vereado Arlindo Rebouças que antes afirmou da tribuna do legislativo que o PT cometeu um crime por ter passado o Esaú Matos para uma instituição. “Aquilo ali é uma afundação e os funcionários foram iludidos”- declarou.

Em tom mais exaltado, depois de elogiar a estrutura do hospital como referência na Bahia que atende pacientes de 75 municípios da região, padre Edilberto se empolgou com os aplausos dos partidários da Fundação criada  em 2012 e atacou o vereador Arlindo Rebouças, dizendo que ele nunca pisou os pés no hospital.

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Palavras ríspidas à parte, o que a comunidade quer é mais transparência da administração e que as vidas humanas sejam tratadas com dignidade e respeito como reza a Constituição. O diretor de um hospital, seja Fundação ou não, tem a obrigação de informar com clareza à imprensa sobre qualquer fato irregular que aconteça para evitar especulações e desconfianças.

A questão está no fato da boa gestão e do atendimento qualificado, não importando se a entidade é administrada pela prefeitura ou por uma Fundação. O resto é partidarização que não interessa ao povo que necessita da atenção médica a qualquer hora da noite ou do dia. A secretária alegou feto natimorto e que a senhora que veio de Itambé estava sem a devida regulação. Quer dizer, então secretária, que num caso de urgência, a burocracia está acima da vida?

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Até quando pacientes, sejam gestantes ou não, vão ser renegados e jogados nas portas e nos corredores dos hospitais como vem acontecendo em toda Vitória da Conquista, como no Hospital Geral, São Vicente e outras unidades públicas? A população quer menos falatórios e mais práticas nestas audiências.

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