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IMPRENSA SEM APOIO NO LOMANTÃO

Carlos Albán González – Jornalista

(gonzalezcarlos@oi.com.br)

A Prefeitura abriu o placar na temporada 2018 do futebol brasileiro, entregando aos torcedores locais, parcialmente reformado, o Estádio Municipal Lomanto Júnior, atendendo as exigências feitas pela Federação Bahiana de Futebol (FBF). Na próxima quarta-feira o Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista fará seu primeiro treino coletivo no novo gramado, e, no dia 24, à noite, inicia oficialmente a jornada deste ano, enfrentando o Vitória, em partida válida pelo Campeonato Baiano.

O “Lomantão”, concluídas as obras de reforma, foi vistoriado e recebeu o selo de aprovação do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também teve seu pedido atendido: a construção de uma sala especial para a coleta de material para exame antidoping, nos jogos da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro da série “D”, que serão disputados pelo Conquista.

Quando eu afirmo que o estádio foi parcialmente reformado significa que um segmento importante em todos eventos esportivos, em qualquer parte do mundo, mais uma vez não foi lembrado pela administração municipal. Refiro-me à imprensa, instituição da qual faço parte, responsável pela divulgação dos espetáculos públicos.

“O estádio está aprovado!”, regozijou-se o chefe do Gabinete Civil do município, Marcos Antônio de Miranda Ferreira. Secretário, peço licença para discordar. A Prefeitura esqueceu de convidar a Associação Bahiana de Cronistas Esportivos (ABCD) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba), para tomar parte no processo de vistoria.

As instalações para a imprensa no “Lomantão” – só existem, precariamente, para as emissoras de rádio e TV, que se tornaram “donas” de todos os boxes – atestam para os jornalistas visitantes, tanto de Salvador como de outros estados, o descaso da municipalidade, alvo de críticas.

Residindo desde fevereiro de 2014 nessa cidade fui testemunha, em três edições da Copa do Brasil, de reclamações de repórteres e fotógrafos de Pernambuco, São Paulo e Paraná, que aqui estiveram para a cobertura dos jogos do ECPP Vitória da Conquista contra Palmeiras (04.03.2015), Náutico (17.03.2016), Santa Cruz (11.05.2016) e Coritiba (08.02.2017). Os profissionais reivindicavam um local com cobertura e bancada, onde pudessem instalar seus notebooks, a fim de enviar textos e fotos para as redações dos seus jornais.

Senti o drama vivido pelos colegas paulistas (dois deles foram meus companheiros na redação de “O Estado de S. Paulo”). Tentei colocá-los na arquibancada coberta – choveu bastante naquela noite -, mas, de forma grosseira, o porteiro, funcionário do clube conquistense, respondeu-me que o local era reservado para sócios do ECPP Vitória da Conquista, que já gozam de uma redução de 50% nos ingressos.

A resposta inusitada do porteiro produziu a seguinte interrogação: “Afinal, a quem pertence o estádio? Ao município ou a uma entidade privada? O São Paulo pode reservar no Morumbi um espaço para os seus associados, por ser proprietário do estádio, mas a prefeitura paulistana não pode adotar a mesma medida com relação ao Pacaembu, que pertence ao município”.

Além do jogo contra o Vitória, dia 24, o ECPP Vitória da Conquista receberá no dia 31 o Boa Esporte, de Minas Gerais, pela Copa do Brasil. Entre os dias 22 de abril e 5 de agosto terá, no mínimo, três partidas em casa, em caráter interestadual, pelo Campeonato Brasileiro da série “D”.

Ex-locutor esportivo, o prefeito Herzem Gusmão conhece bem o sacrifício nos estádios dos repórteres de jornais e agências de notícias. Eles deixam de passar os finais de semana com as famílias para cumprir uma pauta. Não vão se divertir, torcendo por um dos times em campo, e nem vão tomar uma cerveja. Muitas vezes ficam num fogo cruzado nas batalhas entre torcedores e policiais. É necessário que fique bem claro que eles vão às praças de esportes para trabalhar. Portanto, não é justo que sentem no cimento das arquibancadas, no meio da torcida, sob sol e chuva, colocando o notebook sobre as pernas.

 

 

NO CATIVEIRO DAS FILAS DO TRIBUNAL

As imagens de multidões se arrastando como cobras pelos asfaltos e corredores de prédios quentes e desconfortáveis em longas filas para fazer uma biometria eleitoral dão a impressão de pessoas vivendo em cativeiros, ou em campos de concentração. Tudo não passa de um ultraje contra o povo quando os políticos lá em cima já fizeram suas armações para se perpetuarem no poder.

Nas chibatas das ameaças de que podem perder seus títulos e coisas mais em suas vidas como cidadãos, sem opção os eleitores são submetidos a um estafante processo de desgaste físico e psicológico, desde madrugada até à noite nas portas dos tribunais eleitorais e em outros locais que mais parecem currais. Vale a pena tanto sacrifício quando se tem um sistema eleitoral tão corrupto?

Senhoras e senhores pobres, pessoas de todas as idades saem de suas casas ao amanhecer do dia em conduções lotadas e logo depois vão se amontoando em filas intermináveis para pegar uma ficha ou senha para tirar uma impressão digital. Muitos chegam a atravessar o dia naquele tormento e até passam fome, sofrendo constrangimentos e humilhações.

Como nos cativeiros das filas para vacinação e marcar exames médicos no SUS, tem muita gente que não consegue ser atendida e retorna estafada aos seus distantes lares para começar toda maratona no outro dia. Os juízes e os responsáveis dão entrevistas patrióticas, explicando o inexplicável, cheias de embromações e ainda culpam o povo de ser negligente.

A mídia, por sua vez, repete as mesmas perguntas de sempre, diz o “óbvio ululante” sobre punições e outras bobagens, mostrando aquelas imagens degradantes de multidões sofridas, escravas dos donos de sempre, sem ao menos exercer o seu papel crítico de denunciar toda esta tortura imposta à população. Cadê o seu papel de guardiã e vigilante dos direitos humanos?

Mesmo com estas e outras aberrações contra os brasileiros que são obrigados a passarem por violentos vexames, a Defensoria e o Ministério Público, as comissões de direitos humanos, a Ordem dos Advogados do Brasil e outros organismos da sociedade nada fazem para cessar com essa cruel desumanidade. Impera o silêncio, e todos assistem passivas as cenas de horror.

Na banalização do mal, dos atos arbitrários e ditatoriais, da violência desenfreada, da negação constante dos direitos de cidadania, as pessoas terminam ficando insensíveis, paralisadas e achando que tudo é normal e comum. Não reagem e não se indignam com o massacre. Tenho nojo dessas “autoridades” quando dizem que “estamos tomando providências”, ou para justificar os absurdos, alegam que é uma determinação delas mesmas e ainda mandam prender quando alguém reclama e se revolta.

“DOS SUMÉRIOS A BABEL (FINAL)

NABUCODONOSOR E A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM

Os bons tempos dos sumérios e dos acádicos retornam no reinado do piedoso rei Nabopolassar (626-605 a. C.), pai de Nabucodonosor, o Grande conquistador que destruiu Jerusalém e levou o povo judeu para Babilônia, como relata Federico A. Arbório Mella, no livro “Dos Sumérios A Babel”.

Diferente dos sanguinários reis assírios, dos quais Senaquerib foi o mais cruel e conhecido como o louco, Nabopolassar reconstruiu Babel e os templos, sob os auspícios do deus Marduk, além de barragens e lagoas no rio Eufrates para o seu deus Chamach. Segundo inscrições feitas por ele mesmo, Nabopolassar roga a Marduk que eternize suas obras. Seu empenho foi o de devolver ao país o seu antigo esplendor.

Por muito tempo, Babel, o “Umbigo do Mundo”, ficou abandonada e toda terra caldeia se encontrava à beira de uma bancarrota. Nabopolassar, que se apoderou do trono através de um golpe, procurou, então, recuperar as tradições desde os tempos de Sargão e seu filho Naram-Sin, mas muita coisa havia mudado, como a língua, do acádico para o aramaico.

Desprezando aliados como a Síria e a Palestina, este rei se juntou a Ciaxares, dos medos, com quem dividiu o mundo. Na época, o faraó Necau investiu todas suas forças contra o Reino de Judá, comandado por Josias. Para impedir a ação do invasor, Nabopolassar enviou seu próprio filho a Síria para combater o faraó.

O enfrentamento entre as duas civilizações mais antigas do mundo (Egito e Assírio-Babilônia), foi favorável ao jovem Nabucodonosor que destroçou o Egito, conforme escreveu o profeta Jeremias, chamando os egípcios de medrosos que fugiram sem olhar para trás diante da fúria dos vencedores.

Mesmo assim, Nabucodonosor foi obrigado a interromper a perseguição contra os inimigos e voltar a Babel para os funerais do seu pai. Logo depois assumiu as insígnias reais e tomou posse como rei daquela parte do mundo. Seu reinado começou, assim, com vitória e governou por mais de quarenta anos.

O MAIOR REI E A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM

Durante este período, Nabucodonosor passou a ser, depois de Sargão, Naram-Sin e Hammurabi, o maior rei da Babilônia. Para consolidar seu império, o novo rei conduziu muitas campanhas para se livrar da intromissão egípcia, como relatou Jeremias. O Egito não tentou mais sair do seu reino depois do desastre militar.

Joaquim, novo chefe de Judá, posto lá por Necau, procurou se submeter ao novo dominador, mas, como despótico, fez seu jogo duplo tentando reconquistar sua independência. Numa das suas investidas, em 602 a.C., ele chegou a ter êxito por displicência do rei babilônico.

Em 599 a.C., Joaquim morre e deixa seu filho Jeconias. Logo em seguida o exército babilônico avança sobre Jerusalém levando dali todos os tesouros das casas do Senhor e da real, despedaçando todos os vasos de ouro do tempo de Salomão.

Como primeira fase do exílio, Nabucodonosor levou também para o cativeiro todos os príncipes, valentes do exército, artistas, ficando somente os pobres do país. Deportou ainda o rei Jeconias, suas mulheres, mãe, eunucos e todos os juízes.

Mesmo assim, o Estado de Judá não foi totalmente eliminado. No lugar de Jeconias foi nomeado Sedecias para administrar o país. Não demorou muito para surgir o fanatismo de demagogos com esquemas para salvar o reino, como o falso profeta Hananias que prometeu quebrar o jugo do rei de Babel, recuperar todos os vasos da casa do Senhor e libertar todo povo em cativeiro.

Com isso, Sedecias se empolgou e deixou-se levar pelo discurso dos revanchistas. Tão logo, pediu ajuda ao rei Apries, do Egito, mas antes ouviu a palavra de Jeremias que previu sua derrota. Com raiva, Sedecias mandou prender o profeta e não pagou o tributo ao rei de Babel, que ordenou sitiar novamente toda Jerusalém.

Para impressionar, Apries se apressa e resolve invadir Chipre, Fenícia, Biblos e Sidon. Não contente, Sedecias insistiu no apoio, e o rei do Egito enviou tropas contra Nabucodonosor que, por um tempo, interrompeu o cerco à cidade. Novamente, Jeremias previu derrotas e o fim de Jerusalém.

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MAIS SOBRE A ESTUPIDEZ ELEITORAL

COMENTÁRIO DO JORNALISTA CARLOS GONZALEZ SOBRE “A ESTUPIDEZ DO SISTEMA ELEITORAL NACIONAL”

Você, mais uma vez, “tocou na ferida”, denunciando mais um dos absurdos ou mais uma sessão de tortura a que os brasileiros são submetidos. Segundo li nos jornais, há quem lucre com o sofrimento alheio. Desempregados estão faturando cerca de 250 reais por dia, alugando bancos e cadeiras aos eleitores que estão nas filas diante do TRE. O custo da implantação desse sistema é altíssimo, com a utilização de um equipamento recém adquirido, distribuído para os mais de 5.500 municípios brasileiros.

Estou imaginando o caos que irá tomar conta das seções eleitorais no dia da votação. Além de ter que digitar os números dos candidatos a presidente, governador, senadores e deputados federais e estaduais, o eleitor pode ter que encarar uma urna “cansada e indisposta”, que resolva não ler suas impressões digitais. E aí… Tenho encontrado essa “negativa” nos caixas eletrônicos do BB e da CEF. Ao receber a informação de que a leitura biométrica não confere sou obrigado a repetir toda a operação.

Concordo plenamente e digo mais que essa desfaçatez contra o povo brasileiro precisa ser investigado e os responsáveis por esta bagunça sejam severamente punidos, mas o Judiciário e o Congresso Nacional fazem vistas grossas. Eles estão de olho é nos votos dos eleitores que se vendem por dinheiro e favores. Todo o circo já foi armado para serem reeleitos.

Por sua vez, a mídia passa o tempo fazendo besteirol e apoiando os juízes que culpam o povo pelas intermináveis filas do tal recadastramento biométrico, exposto a sol, chuva e fome. O que estão fazendo é um crime contra a humanidade. Cadê os defensores dos direitos humanos? Estão comendo caviar e tomando uísque em suas férias de veraneio. Fila neste Brasil é só para pobre. Onde e quem cadastra esta elite burguesa egoísta que só pensa em si?

A ESTUPIDEZ DE UM SISTEMA NACIONAL

Entra ano e sai ano e o balcão cruento dos serviços prestados pelos governos continua o mesmo de sempre provocando dor e sofrimento. A revolta permanece engasgada na garganta como o choro recolhido de uma criança quando seus pais mandam que ela cale a boca. Lembro-me de certo ministro de Estado que prometeu um dia acabar com as filas do INSS. Elas se enraizaram por todo país e já fazem parte da cultura nacional com direito a tombamento.

Não dispõe de estrutura adequada em termos de capacitação humana e tecnológica, mas convoca a população já sofrida para se submeter aos seus constantes caprichos de atualização de documentos ou mudanças de processos dos nos seus ditos “modernos sistemas”, sob alegação de que tudo está sendo feito em prol da melhoria e da segurança nacional. Ai, a vida do cidadão vira um verdadeiro inferno, sobrando sempre para as pessoas mais pobres e idosas.

Isto é a cara do Brasil desprovido de recursos, com seu sistema estúpido que humilha o povo em intermináveis filas, e ainda ameaça quem não comparecer, dizendo que pode ser punido e excluído do esquema que só beneficia aos próprios. É o que está acontecendo desde meados do ano passado e agora, no momento atual, com o maldito recadastramento biométrico eleitoral, cheio de vícios e mutretas.

Diante de toda esta brutalidade sem tamanho, ouvi nesta semana um juiz eleitoral culpar o próprio brasileiro de que sempre deixa tudo para a última hora. Isto não é verdade porque as filas, provenientes da desorganização e da falta de condições de atendimento do Tribunal Eleitora, sempre existiram desde o início do processo, e não tomaram providências para, pelo menos, minimizar a situação.

Na Bahia, por exemplo, e aqui, particularmente em Vitória da Conquista, o quadro é de revolta e de angústia para o eleitor que desde os primeiros dias enfrenta filas e perda de tempo para realizar o recadastramento no Fórum da cidade. No início, este era o único local para a biometria. Por que, quando tudo começou, não colocaram vários pontos de atendimento? A opção no Espaço Glauber Rocha, no caso de Conquista, só veio tempo depois.

O sistema como todo é deficitário e falho em todos os sentidos, desde a falta de recursos financeiros, planejamento, estrutura e, consequentemente, de contingente humano suficiente para executar o trabalho de modo digno para que o cidadão não seja sacrificado. Já no final do prazo, o tal sistema cai por horas e os agendamentos “programados” não são cumpridos. Tudo não passa de mentira como num conto do vigário. Tudo não passa de um estelionato biométrico.

Para encobrir as falhas, é muito fácil culpar o nosso povo que, infelizmente, é mais cordeiro que uma ovelha porque esta ainda berra quando percebe que está sendo levada para o matadouro. Nesse quadro de filme de terror, grande parte da nossa mídia exerce um papel vergonhoso de só noticiar o factual e ainda ficar ao lado do perverso sistema, sem comentar e defender o outro lado do povo massacrado. Não se ouve, nem se lê criticas contra estes e outros absurdos em nosso país.

Acontece que toda esta insensatez no Brasil não ocorre, nem está ocorrendo somente agora com o recadastramento biométrico eleitoral, mas em muitos outros segmentos da vida brasileira, como nos atendimentos do INSS, para se marcar exames de saúde, para atualizações periódicas de carteiras de identidade, habilitação de motorista, matrículas nas escolas públicas e outros tantos documentos onde se dorme nas filas de horror, de choros, lágrimas e lamentos.

O mais curioso é que estas torturantes filas da morte não são frequentadas por governadores, senadores, deputados, prefeitos, vereadores, ricos, empresários, endinheirados, profissionais privilegiados, diretores e executivos públicos e privados.  Nelas só se vê pobres de um modo geral, mulheres grávidas, idosos e até crianças.

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UM NATAL SEM MUITA LUZ

Não resta dúvida que foi um Natal 2017 de decoração diferenciada dos outros anos na Praça Tancredo Neves, mas a iluminação foi fraca em muitos pontos estratégicos, inclusive no presépio. Reconhecer o fato não quer dizer que as famílias não participaram da programação. Poderia, sim, ser bem melhor.

Para compensar, a iluminação do final de ano se estendeu a outros locais da cidade, como a Praça Murilo Mármore (Praça do Boneco) e o Cristo de Mário Cravo, na Serra do Periperi, uma área que deve ser mais cuidada pelo poder público para que haja uma maior frequência dos moradores conquistenses e visitantes de fora.

Estive um dia no centro e gostei da organização das barracas e até senti uma maior segurança por parte dos agentes da prefeitura. No entanto, Vitória da Conquista é a capital da região sudoeste e merece ser mais iluminada, com atrações musicais nacionais de maior peso, além dos artistas locais que devem sempre ser valorizados.

Como se vive numa fase de poucos recursos, o setor privado, especialmente o comércio, precisa prestar um maior apoio financeiro para que o nosso Natal seja mais iluminado e mais atrativo, de acordo com o clima da época. A parceria entre público e privado necessita ser mais forte. Os comerciantes não podem apenas visar o lucro.

Um exemplo em destaque foi a iluminação feita por uma empresa particular num trecho da Avenida Juracy Magalhães, que deu mais vida ao local e chamou a atenção de quem passou por aquela artéria. Entendo até que a CDL e a Prefeitura Municipal devem, em conjunto, fazer uma campanha de promoção e concurso para que as lojas em geral iluminem mais a cidade como aconteceu na Juracy Magalhães. Esperamos que o Natl de 2018 seja bem mais iluminado e brilhante.

OS DONOS DEVERIAM SER PRESOS

A lei deveria ser bastante rigorosa com pesadas multas, e até prisão, contra pessoas que criam animais, não cuidam e depois abandonam os bichos nas ruas e nas estradas, criando um atentado à saúde e à ordem pública. Esta seria uma forma de combater a proliferação de cães e gatos, como no flagrante das fotos, soltos nas cidades, muitos dos quais passando fome e doentes.

Por sua vez, o poder público também tem sua grande parcela de culpa porque não dispõem de estrutura de fiscalização para controlar esta situação caótica, inclusive recolhendo, quando necessário, os animais em locais adequados, fazendo o castramento. As cenas desses cachorros soltos foram fotografadas em Juazeiro, na Bahia, mas acontece em todas as cidades, como em Vitória da Conquista.

Aqui mesmo em Conquista, no Jardim Guanabara, na rua “G”, 296, sofro dia e noite com um monte de gatos no telhado da minha casa porque o vizinho dos fundos, na outra rua “H” (a Ulisses Guimarães), não cuida desses bichos que “infernizam” nossas vidas e provocam prejuízos.

Sem comida e tratamento adequado, os gatos passam todo tempo no telhado procurando lagartixas e outros bichos para se alimentar. Quando cai a noite, ai é que é perturbação e barulho, inclusive quando macho e fêmeas inventam de transar. O pior é que os bichos nem são castrados e nem se sabe se são vacinados.

As pessoas deveriam ter consciência e respeitar os outros, mas, infelizmente, não têm nenhuma. São por demais individualistas. Se você não tem condições de criar um animal, melhor não tê-lo. Quem faz isso deveria ser rigorosamente punido, como é o caso dos cães soltos nas ruas, praças e avenidas.

Como quem mata um animal qualquer deve responder pelo crime ambiental praticado, o dono negligente precisa também ser preso para pagar pelos seus atos de abandono. As sociedades protetoras e as Ongs até que têm feito um trabalho dentro do possível para acolher em abrigos esses animais soltos, mas também devem pressionar os poderes públicos para punam os irresponsáveis.

Nas estradas estaduais e até federais, a situação também é crítica e perturbadora, com jumentos e cavalos soltos que terminam provocando acidentes, muitas vezes com mortes fatais. As polícias estaduais e federais recolhem alguns por aí, mas esbarram na falta de condições estruturais (alimentação) para mantê-los presos por muito tempo em currais e pastos. Na maioria das vezes, esses animais passam fome e sede nos postos das próprias polícias.

Mais uma vez, o poder público municipal é o maior culpado porque não pune com rigor os donos que não cuidam de seus animais. No caso de burros e equinos em geral, muitos utilizam, até de forma imprópria com maus tratos, para fazer transportes de mercadorias, e depois de certa idade, quando não aguentam mais tantas cargas pesadas em seus lombos feridos, soltam os bichos por aí.

 

NOSSO DINHEIRO DESPERDIÇADO

No Brasil do improviso, da corrupção em construções superfaturadas e da falta de planejamento sério na aplicação dos nossos recursos, são inúmeras as obras inacabadas e outras que depois de edificadas são abandonadas. O pior de tudo é que os irresponsáveis não são punidos dentro do rigor da lei. Os descalabros são incontáveis pelo país a fora, com gastos de bilhões de reais desperdiçados.

A Bahia não é uma exceção, como o prédio da Delegacia Fiscal de Andaraí, na BR-242 (Rio-Brasília) que há muitos anos deixou de funcionar e está abandonado. Sem serventia de arrecadação, o posto tem sido utilizado como abrigo de caminhoneiros e, por vezes, de marginais. Não se tem notícia, por parte do Estado, sobre os motivos da desativação da Delegacia, nem satisfação foi dada aos contribuintes.

Como aqui em nosso Estado, em vários municípios, as cenas de pontes, estradas, estações férreas, prédios de escolas, hospitais e postos de saúde abandonados se repetem pelos rincões do Brasil. Nos tempos atuais, muitos prefeitos e governadores ainda adotam o criminoso hábito político de não tocar ou destruir obras iniciadas pelos seus adversários em mandatos anteriores, e tudo isso num país pobre e carente de serviços comunitários nas áreas da educação, da saúde e do saneamento básico, principalmente.

“DOS SUMÉRIOS A BABEL” (VI)

O MITO DE ADAPA E O DIREITO PENAL

Inventiva, a civilização sumeriana é rica em deuses e lendas, conforme narra o autor de “Dos Sumérios a Babel”, Federico Arbório Mella. Uma das mais conhecidas e perfeitas é “O Mito de Adapa”, segundo o escritor, usada até nas escolas do Egito.

No segundo milênio A.C., sob o cunho de Hammurabi, Babel se destacava como capital espiritual e farol da civilização da Ásia Anterior. Extraída das escavações arqueológicas, na forma das tabuinhas, nesta época a língua diplomática e comercial internacional era o acádico-babilônio.

Na religião, o culto na Suméria era disciplinado em todo país, mostrando quais deuses menores deveriam ser reverenciados. No grande templo de Marduk, por exemplo, não se adorava apenas ele, mas sua mulher, seu filho, sua família, toda a corte, ministros e, por fim, seus quatro cães de caça.

Conta a lenda que Ea, ou Enqui, procriou Adapa dando a ele ciência e sabedoria, menos a imortalidade. No templo de Eridu, na qualidade de sacerdote, Adapa trabalhava como cozinheiro-mestre e camareiro do seu pai.

Um dia Adapa amanheceu aborrecido e aprisionou o vento sul, quebrando suas assas, o que o impediu de soprar. Então, o deus Anu o convocou para que ele justificasse sua conduta inesperada. Antes de se apresentar, o pai orientou o filho sobre o melhor modo de se comportar para não ser condenado pelo deus.

O pai ainda alertou o filho de que Anu podia lhe oferecer como castigo o pão e a água da morte, devendo ficar prevenido para não se alimentar. Além do mais, aconselhou que se apresentasse vestido de luto diante do tribunal de acusação.

Disse também ao filho que se Tammuz e sua mulher Guichzida lhe perguntassem o porquê da vestimenta, deveria responder: “Estou de luto pela morte de Tammuz e Guichzida”. Com isso, os dois ficaram tão comovidos com a resposta que resolveram interceder em seu favor para que Anu não o castigasse como estava previsto.

O deus ficou tão penalizado com o pedido que decidiu oferecer pão e água da vida para Adapa. Porém, seguindo o concelho do pai, ele recusou a oferta, perdendo assim a ocasião de obter a imortalidade definitiva.

DIREITO PENAL

Como o Código de Hammurabi era muito rígido e rigoroso, os legisladores sempre procuravam meios de contornar as punições e recorriam às leis de Ur-Nammu, com atenuantes e penas substitutivas. As mais severas eram prescritas para os delitos contra a moral (homossexualidade). No caso de assassinato, a pena de morte só seria executada se o acordo de ressarcimento dos donos da família ficasse impossível.

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UMA “BOA” PARA O BODE

Carlos Albán González – jornalista

A modificação na formação das chaves da Copa do Brasil de 2018 tirou do Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista o pesadelo de ter que enfrentar um dos clubes da elite do futebol brasileiro. O sorteio apontou o Boa Esporte, de Minas Gerais, como o adversário do representante baiano na primeira fase do chamado “o mais democrático dos campeonatos”, pois dá oportunidade a qualquer um dos 91 concorrentes de 66 cidades de disputar a Taça Libertadores e o Mundial de Clubes. Para chegar lá, como mandante, no caso, o Conquista, não poderá nem empatar o primeiro jogo, programado para 31 de janeiro.

A Copa do Brasil, que se estenderá até a segunda quinzena de outubro, dará ao campeão o prêmio recorde de R$ 50 milhões; ao vice, R$ 20 milhões; aos semifinalistas, R$ 8 milhões; e R$ 4 milhões para quem disputar as quartas-de-final.

Fundado em 2005, o ECPP Vitória da Conquista vai disputar a Copa do Brasil pela quinta vez.

Sua melhor campanha foi em 2016, quando passou para a segunda fase depois de eliminar o Náutico em dois empates (0 a 0 em casa e 1 a 1 na Arena Pernambuco), sendo, posteriormente, desclassificado pelo Santa Cruz (derrota por 2 a 0). Sua estreia na Copa do Brasil ocorreu em 2013, eliminado (duas derrotas) pelo Sport do Recife. Em 2015 foi goleado, por 4 a 1, pelo Palmeiras, no “Lomantão”, onde também se deu sua queda em 2017, num empate com o Coritiba.

O ECPP Vitória da Conquista terá uma agenda mais cheia em 2018. Além da Copa do Brasil, jogará o Campeonato Baiano, de 21 de janeiro, data em que completa 13 anos, a 8 de abril, e o Campeonato Brasileiro da série “D”, marcado pela CBF para o período de 22 de abril a 5 de agosto. No torneio regional estreará contra o Atlântico, em Salvador (Barradão), e se apresentará diante de sua torcida, contra o Vitória, no dia 24 de janeiro, às 21h45. No Brasileirão, cujo chaveamento ainda não foi divulgado, o representante do sudoeste baiano integrará, com mais três clubes da região (Bahia, Sergipe e Alagoas), um dos 17 grupos.

Volta inesperada

Depois de 20 anos afastado das atividades profissionais, dedicando-se apenas às categorias de base e ao futebol feminino, o Conquista Esporte Clube anunciou, no final do ano passado, através de um dos seus dirigentes, Eduardo Andrade Correia, conhecido como Mesquita, a formação de um elenco para disputar o Campeonato Baiano da 2ª Divisão. Os desportistas conquistenses se surpreenderam com a notícia. O “cartola” garante que o clube está com as contas em dia e sem pendências tributárias.

A repentina inclusão do Conquista, campeão da série “B” em 1994, entre os seis times que vão disputar o acesso, e a exclusão do tradicional Ipiranga, não foram explicadas pelo conquistense Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF).

O torneio terá a participação do Conquista, Galícia, Colo-Colo (Ilhéus), Atlético de Alagoinhas, Atlético de Teixeira de Freitas e  Cajazeiras (Salvador). Cada time jogará um mínimo de dez partidas e um máximo de 12 entre os dias 3 de março e 13 de maio. Apenas o campeão terá acesso à série “A”. Anotem a tabela de jogos da equipe azul e branca, com mando de campo no Estádio Lomanto Júnior: Dia 3/3 – Teixeira de Freitas (fora); 10/3 – 17 hs. – Cajazeiras (em casa); 18/3 – 16 hs. – Galícia (em casa); 24/3 – Colo-Colo (fora); 1/4 – 16 hs – Alagoinhas (em casa); 7/4 – Alagoinhas (fora); 15/4 – 16 hs – Colo-Colo (em casa); 21/4 – Galícia (fora); 28/4 – Cajazeiras (fora); 5/5 – 17 hs. – Teixeira de Freitas (em casa)

Caça-Rato reforça time

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