outubro 2019
D S T Q Q S S
« set    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  


“UMA CONQUISTA CASSADA” NO IHGMC

O livro “UMA CONQUISTA CASSADA – Cerco e Fuzil na Cidade do Frio” , de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário foi apresentado no Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (Minias Gerais) pelo diretor da instituição, Dario Cotrim que comentou o trabalho com os membros do IHGMC.

DOC IHGMC - Cópia

É MUITO SACRIFÍCIO!

É cômico para não dizer hilária a maratona dos candidatos em todas as eleições na corrida pelo voto do eleitor. É o mesmo “bandejão” no restaurante popular com aquela gororoba, o mesmo pastel da esquina, o mesmo copo médio do café com leite e pão cacete no bar sujo da praça, a mesma pinga de arromba peito e a mesma buchada gordurenta de sempre!

Em todas as eleições são as mesmas cenas. Eles ou elas abraçam criancinhas ricas e pobres (melhor se for pobre e feia), idosos, doentes e pessoas esquisitas desdentadas que nunca viram na vida. A maioria do eleitor fica contente e sai dizendo que o candidato é gente boa e simples do povo. Já outros mandam sair pra lá.

Quem é ateu passa a acreditar em Deus e a frequentar a Igreja Católica, os templos evangélicos e os terreiros de candomblé. É tanto abraço e apertar de mão que o pretendente ao cargo de presidente, governador, senador ou deputado termina o dia morto de cansado e com uma catinga danada.

:: LEIA MAIS »

SOBRE NOSSAS FERROVIAS

PROLONGAMENTO ATÉ VITÓRIA DA CONQUISTA

No contrato de arrendamento da Estrada Nazaré, assinado em 28 de março de 1921, fazia parte o prolongamento até a cidade de Vitória da Conquista, passando por Boa Nova e Poções. Em outubro de 1925 foi nomeada comissão de locação da estrada, chefiada pelo engenheiro Ciro Moreira Spínola. A orientação era que a comissão deveria aproveitar o projeto da Central de Estudos e Construções de Estrada de Ferro Sul da Bahia para a seção de Jequié – Conquista.

Est. de Contendas - Cópia

O projeto chegou a realizar traçados e montar estaqueamentos numa distância de até 38 quilômetros (Garganta do Segredo) rumo a Boa Nova, aproveitando-se os vales dos riachos Pau Brasil, Seco, São João e parte do rio Urubá.

Depois do enfrentamento de chuvas dentro das matas, os estudos dos técnicos ficaram paralisados na margem do Urubá, distante três quilômetros de Boa Nova.

Em setembro de 1926 foram aprovados os estudos dos 20 primeiros quilômetros de Jequié até Volta do Rio das Contas. A Comissão chegou a entregar à Viação Sudoeste os documentos dos quatro trechos. Em agosto de 1927 deu-se a primeira medição dos trabalhos, constando de roçagem, destocamento, escavação de alguns cortes e construção de bueiros.

:: LEIA MAIS »

1964, O ANO QUE NOS SEPAROU

Até então era a Igreja Católica e a juventude cristã com seus movimentos libertários em defesa da justiça social. Os operários, estudantes e professores pediam melhorias nas fábricas e nas escolas; os camponeses e seus sindicatos queriam mais terras para trabalhar; os marinheiros e outras fardas lutavam para se livrar de seus opressores navios e quartéis; as esquerdas políticas e seus líderes, inspirados nos ideais das revoluções socialistas, defendiam as chamadas reformas de base; e as famílias se uniam para ver seus filhos prosperarem na educação.

Monumento Ditadura 3 - Cópia

 

As camadas mais conscientes e politizadas da população avançavam e se agitavam no terreno das conquistas. Divergiam nos métodos, mas convergiam nos objetivos, enquanto a burguesia e a elite atiravam pedras. Ai apareceu a cavalaria de 1964 com seus tanques, fuzis, lanças e metralhadoras e nos separou. O governante desistiu de encarar a luta e a grande maioria não acreditou no que estava acontecendo. Com a dispersão, não houve tempo para reunir as forças.

O golpe civil-militar de 1964 foi mesmo o ano que nos separou e nos deixou mais distantes do sonho e da esperança. Foi o ano que empurrou os brasileiros para uma longa noite de trevas e uma tenebrosa separação nos anos seguintes. Foi o ano que criou carrascos para excomungar a liberdade de opinião, prender seus opositores e dar guarida aos apoiadores. Foi o prenúncio da escuridão e o ano em que irmão dedurou irmão.

:: LEIA MAIS »

“A SINA DE UM BOIADEIRO”

O conquistense e amigo Edivaldo Fagundes do Nascimento, um grande incentivador da cultura popular nordestina, que mora em Brasília lá no planalto do poder, mas sempre está visitando a terra natal, nos conta esta história real que ocorreu entre os anos de 1960 a 1962. Ele é o próprio autor destes versos, feitos em homenagem à memória de Enestino e seu pai Manuel:

Seu moço, vou te contar

Um fato que aconteceu

Há muitos anos atrás

No sertão da Bahia

E também Minas Gerais.

 

Um caboclo muito forte

E metido a valetão

Nasceu em Vitória da Conquista

E logo se tornou peão

Pois sabia lidar com gado

No cavalo ele era bom.

 

Seu nome era Enestino

Homem de fibra e coragem

Duma briga não corria

No muque ninguém ganhava

Derrubar peão ou patrão

Para ele não importava.

 

:: LEIA MAIS »

FILA DUPLA NA GUGÉ

ESGOTO E TRÂNSITO 002 - Cópia 

Já se tornou comum e normal na frente da Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal, rua coronel Gugé, os carros se posicionarem em fila dupla, tornando o trânsito ainda mais caótico no centro da cidade. A pessoa cardíaca não pode mais dirigir em Vitória da Conquista, a não ser que seja acompanhada de um cardiologista e um psicólogo para acalmar o motorista. Não existe mais espaço para tantos veículos que crescem a cada dia, e os pedestres também sofrem com os passeios quebrados, principalmente aqueles com deficiência física. É difícil cobrar educação quando o próprio poder público não dá o devido exemplo. Por todo centro, as entidades, instituições e empresas reservam seus espaços e ainda fazem fila dupla. Uns idiotas ligam o sinal de alarme do carro passando por cima das normas de trânsito. Cada um faz o que quer. Está insuportável rodar na cidade e, ao invés de melhorar, piora.  O melhor é virar jeca tatu num buraco qualquer do que ter que aturar esse trânsito infernal.

ESGOTO ABERTO NA BRUMADO

ESGOTO E TRÂNSITO 004 - Cópia

 Durante todo dia de ontem, dia  27 (quarta-feira) o mau cheiro estava insuportável em plena avenida Brumado, nas imediações do Mercado Municipal (Feirinha) e o espaço Glauber Rocha. Um esgoto aberto da Embasa escorria misturado a lixos que são jogados diariamente no asfalto. Para uma cidade do porte de Vitória da Conquista a imagem era deprimente, não somente para os visitantes que chegam.

 A questão demonstra não apenas a falta de educação de um povo, como também a má gestão por parte dos órgãos públicos. As eleições estão aí e os candidatos prometem e prometem. O marketing de campanha é o mesmo há mais de 30 anos. As frases são repetidas entre abraços e visitas a lugares mais populares com “direito” a um pastel num boteco ou num restaurante onde é servida uma refeição chamada “gororoba”. Todos dizem que vão colocar tudo em ordem se eleitos forem. Acorda Brasil!

ESGOTO E TRÂNSITO 005 - Cópia

 

QUEM CRIOU O VANDALISMO?

Foi um silêncio sepulcral da parte das autoridades do governo o caso estarrecedor do esquartejamento do jovem Geovane Mascarenhas de Santana, 23 anos, depois de ter sido detido por três policiais na Cidade Baixa, em Salvador. Definitivamente, a violência está banalizada e a impressão que se tem é que atos desse tipo são normais.

As câmaras flagraram as agressões praticadas pelos policiais, subtenente Cláudio Bonfim Borges, o comandante da Rondespe, Jailson Gomes de Oliveira e Jesimiel da Silva. O impressionante é que o pai da vítima, Jurandy Santana, depois de cuidar do enterro de Geovane, disse que não quer pedir punição pra ninguém. O quer pensar disso? Descrédito total na Justiça, ou só queria ficar livre do filho?

No Rio de Janeiro o pedreiro Amarildo foi torturado até a morte e, recentemente, mulheres no Jacarezinho (RJ) foram estupradas, sem contar a morte do dançarino. Na Bahia, o menino Maicon, em Vitória da Conquista (dezembro de 2012), e uma menina, em Amargosa, foram vítimas de ações desastradas de policiais.

São fatos mais visíveis aos nossos olhos que estão se tornando normais por conta de um sistema bruto e contaminado que já perdura por muitos e muitos anos, com promessas demagógicas de mudanças que nunca acontecem. O que mais nos choca é que boa parte da sociedade concorda com estes métodos bárbaros.

Não estou falando apenas da questão militar que é apenas um apêndice da estrutura anacrônica dos poderes executivo, judiciário e legislativo do Estado que viola a cada dia nossos direitos, despreza a opinião pública e subestima nossa inteligência.

É muito simples a mídia condenar de vândalos grupos de manifestantes que partem para agressões e quebra-quebra, sem fazer uma reflexão mais profunda desse sistema excludente que aí está escancarado como um câncer a corroer a sociedade como um todo.

Ai entra a minha pergunta do título: Quem Criou o Vandalismo? Quem criou o vandalismo foi o próprio sistema. As pessoas não nasceram inclinadas e predispostas à violência. A política ficou tão desacreditada que os bons quando entram nela são vistos no mesmo nível da banda suja. Então, de quem é a culpa? Do povo ou das regras que aí estão? É o caso do dito popular de que o feitiço quando é mal feito volta contra o feiticeiro.

:: LEIA MAIS »

COLÉGIO OFICINA DISCUTE DITADURA

“Ditadura: Direito à Memória e à Verdade” foi o tema de discussão do 7º Congresso de Estudantes do Colégio Oficina ( C0NESCO) no último dia 16, um exemplo que deveria ser seguido por todos os estabelecimentos de ensino do país no sentido de que os jovens estudem e pesquisem sobre a repressão que o povo brasileiro sofreu a partir do golpe civil-militar burguês de 1964. Foram mais de 20 anos de mordaça, censura e torturas contra todos que se mobilizaram em defesa da liberdade e contra o regime.

CONESCO 003 - Cópia

Durante todo o dia 16 (sábado) os jovens estudantes ouviram verdadeiros testemunhos de ex-presos políticos que sofreram interrogatórios e torturas nos porões das delegacias do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesa Interna), nos quarteis e em órgãos clandestinos, principalmente a partir de 1968 com a decretação do AI-5 (Ato Institucional número 5), época chamada de anos de chumbo.

Muitos palestrantes como Ruy Medeiros, Emiliano José, Paulo Pontes, professor Belarmino, Carlos Marighella e muitos outros deram seus testemunhos e incentivaram os alunos a conhecer sobre o assunto para que nunca mais exista uma ditadura no país. Foi um dia intenso de trabalho e troca de experiências entre os convidados e professores que deixaram os jovens alunos atentos e fascinados com o tema.

CONESCO 001 - Cópia

:: LEIA MAIS »

CURTA AS CURTAS

PROMETEU

Época de eleições e a mídia com suas mesmices jornalísticas sempre repete que o candidato fulano esteve em tal evento e prometeu… e tome prometeu que não acaba mais. Lembra o deus Prometeu da mitologia grega que tentou com seu irmão Epimeteu colocar ordem no caos do universo e quando foi fazer o homem deu-lhe o fogo roubado dos céus para dotá-lo de inteligência especial. Tudo corria bem, mas Pandora abriu a caixa antiga das mazelas e as pragas se espalharam. No fundo da mala, depois de tampada, só restou a esperança. Cada candidato é um Prometeu que promete soltar a esperança.

CHAVÕES

Além das promessas de campanha, sem nenhuma programação objetiva de trabalho, só blábláblá pra lá e pra cá, os discursos ideológicos de melhoria social com mais justiça, transparência e direitos são todos iguais. Não dá para distinguir direita de esquerda, socialista de capitalista ou conservador de liberal. O Tribunal Eleitoral e a mídia falam, exaustivamente, os mesmos chavões de que o voto é um dever cívico de todos os cidadãos e que a eleição é uma festa da democracia. Só se for para eles! E tome prometeu para todos os lados!

É MUITA GRANA!

A imprensa anuncia que a eleição para um deputado estadual pode custar 2,5 milhões de reais e a de um federal pode chegar a 6 milhões. Para governador fala-se em 40 e 50 milhões. É muita grana rolando solta! Além do fundo partidário que diretamente é nosso, corre muito dinheiro por fora que rotulam de doações dos empresários. Acontece que empresário não faz doação e sim investimento para depois receber a superfatura. No fim, é o dinheiro do povo que paga tudo.

:: LEIA MAIS »





WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia