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CONSELHOS DESPREPARADOS

As eleições para escolha dos conselheiros tutelares da criança e do adolescente, da forma como são realizadas, num círculo fechado de nomes para os cargos indicados por membros das igrejas evangélicas, grupos políticos, associações e sindicatos, não passam de mais um embuste democrático. O resultado desse processo é que a maioria dos eleitos é despreparada e não tem compromisso para com o exercício da função.

Recentemente, o Fórum Nacional de Membros do Ministério Público, denominado de “Pró-Infância”, divulgou uma moção de repúdio, acusando o despreparo do estado e omissão da Justiça Eleitoral na realização das eleições – conforme denunciou uma jornalista na imprensa de Salvador. Enfim, o Fórum classificou o pleito como um atentado à democracia.

Essa opção “democrática” que não leva em conta o mérito e a competência foi iniciada nos anos 80 e transformou-se num complô. As primeiras eleições terminaram em vexame diante das irregularidades, fraudes, compra e troca de votos como acontece com o sistema eleitoral vigente que elege os parlamentares e governantes.

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A REALIDADE SOCIOPOLÍTICA BRASILEIRA: DIFICULDADES E OPORTUNIDADES

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 27 a 29 de outubro de 2015, comprometido com a vivência democrática e com os valores humanos, consciente de que é dever da Igreja cooperar com a sociedade para a construção do bem comum, manifesta-se acerca do momento de crise na atual conjuntura social e política brasileira.

A permanência e o agravamento da crise política e econômica, que toma conta do Brasil, parecem indicar a incapacidade das instituições republicanas que não encontram um modo de superar o conflito de interesses que sufoca a vida nacional, e que faz parecer que todas as atividades do país estão paralisadas e sem rumo. A frustração presente e a incerteza no futuro somam-se à desconfiança nas autoridades e à propaganda derrotista, gerando um pessimismo contaminador, porém, equivocado, de que o Brasil está num beco sem saída. Não nos deixaremos tomar pela “sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre” (Papa Francisco – Alegria do Evangelho, 85).

Somos todos convocados a assegurar a governabilidade que implica o funcionamento adequado dos três poderes, distintos, mas harmônicos; recuperar o crescimento sustentável; diminuir as desigualdades; exigir profundas transformações na saúde e na educação; ampliar a infraestrutura, cuidar das populações mais vulneráveis, que são as primeiras a sofrer com os desmandos e intransigências dos que deveriam dar o exemplo. Cada protagonista terá que ceder em prol da construção do bem comum, sem o que nada se obterá.

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A CONTIGÊNCIA E O ABSOLUTO

De Orlando Senna

Indicação e comentário de Itamar Aguiar

Blog Refletor   TAL-Televisión América Latina.

Assustado com o estado geral das coisas, no mundo onde milhões de pessoas vagam e morrem em terras estrangeiras tentando escapar da fome e da violência, onde uma guerra se espraia mundialmente disfarçada em conflitos regionalizados, como se não fosse uma só, e particularmente no Brasil, país idolatradamente amado que agora causa vergonha e decepção aos brasileiros de bem e do bem por culpa de políticos, servidores públicos e empresários criminosos, me aninhei na imagem e na lembrança de duas pessoas muito importantes na minha vida.

Estava/estou assustado com a crise da espécie humana, mas também, ou consequentemente, com vontade de continuar a ser feliz, de preservar minha partícula divina, essa partícula que todo mundo tem, mesmo os que não sabem disso. E por isso me aninhei na minha professora Angelina Campos Felippi Viana e no meu compadre Roberto Pires, o cineasta, que protagonizam neste fim de semana eventos culturais na Bahia. Os convites estão lado a lado na minha telinha: dona Angelina está lançando seu livro Aventureiros & Sonhadores amanhã, sábado, no Centro Cultural Ecoviva em Lençóis, na Chapada Diamantina; hoje, sexta-feira, o Instituto Memória Roberto Pires, mantido por sua família, exibe no XI Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, o filme restaurado Abrigo Nuclear, realizado por ele em 1981.

Militância

Roberto Pires, além de inventar lentes anamórficas, fazer o primeiro filme longo da Bahia (Redenção, 1958), alimentar a semeadura do Cinema Novo com seus clássicos A grande feira e Tocaia no asfalto, ser o mestre incontestável de sua geração de diretores, fotógrafos e editores no que se refere à tecnologia audiovisual, foi um ambientalista em tempo integral em uma época em que esse assunto não circulava na sociedade nem era uma pauta importante na mídia e na academia. Nos anos 1970 suas preocupações com o destino da humanidade estavam focados na possível escassez de água no planeta, na exaustão das reservas de petróleo e no perigo mortal da utilização da energia nuclear para fins pacíficos. Atenção: seu foco não era a bomba atômica, a guerra nuclear, a proliferação das ogivas nucleares de destruição em massa. Era o lixo das centrais nucleares de produção de eletricidade, resíduos que continuarão radioativos durante milhares de anos.

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É PRECISO REPENSAR A PM

A força policial brasileira é a que mais mata no mundo. É o que diz relatório da Organização Anistia Internacional. Diante de fatos comprovados através de atitudes e práticas reais de violências noticiadas quase que diariamente pela imprensa, a polícia militar, em questão, precisa ser totalmente repensada. Não é mais concebível a persistência de mentalidades arcaicas na sociedade atual.

Criada desde o império, mais para proteger as grandes propriedades dos senhores do reino, ela hoje tem o casco endurecido e necessita de uma nova roupagem longe da concepção primária de reprimir e matar como é pregado nos quartéis por muitos oficiais quando dizem que “bandido bom é bandido morto”, enquanto a violência só faz aumentar.

Há quem defenda sua extinção e criação de uma nova corporação, bem mais instruída do ponto de vista do saber lidar e se relacionar com as comunidades em suas abordagens. A população não quer mais uma polícia que passa a maior parte de seus treinamentos fazendo exercícios físicos, atirando em alvos e ouvindo de seu comandante a ordem de que ele (o soldado) está sendo preparado para uma guerra como se o povo fosse o inimigo.

A polícia da repressão do pobre (não quero aqui falar de cor) está caduca, viciada e contaminada, inclusive empregando métodos e força da época do regime militar. Aliás, pela Constituição, ela é ainda subordinada ao Exército. Modificar a cena do crime, forjar tiroteios e mortes para incriminar a vítima (seja marginal ou não) foram práticas costumeiras da ditadura contra políticos e os considerados subversivos.

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DIA DE FINADOS

Antônio Novais Torres

O Dia de Finados ocorre em 2 de novembro, ocasião em que os cristãos católicos homenageiam os seus mortos com visita aos túmulos. Ornam-nos com flores, acendem velas e fazem orações, numa demonstração de sentimentalismo, reverência e saudades.

Nos cemitérios onde existe capela, são rezadas missas em sufrágio das almas dos mortos e entende-se que a morte não significa o fim, mas o reviver em outra dimensão. Crê-se na ressurreição dos justos entre os mortos, tal qual ocorreu com Jesus Cristo por desígnios de Deus.

Acrescente-se que os cristãos protestantes não cultuam esse dia por não reconhecerem a legitimidade do livro de Macabeus.

“O Senhor já viu a minha súplica; o Senhor aceitará a minha oração.” (Salmo, 6.9). Em Jó no capítulo 14, versículo dois, reza: “O homem nasce como a flor e murcha”. Uns vivem até a senilidade, outros morrem no ventre da mãe, conforme o propósito de Deus. Portanto, a vida e a morte são uma incógnita, um mistério que a Ele pertence.

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SABEDORIA POPULAR

Os de idade mais avançada ainda lembram e sempre estão citando ditados populares extraídos dos avós e bisavós que, por sua vez, ouviram de seus antepassados e foram passando de geração em geração. Muitas dessas expressões se perderam com a evolução do tempo. Umas são vistas como politicamente incorretas, mas no geral são bem conhecidas e sempre foram consideradas como sabedoria popular dos mais antigos. Basta uma história, ou um causo, aí vem o ditado.

Quando era menino ouvia meus pais dizerem que “Deus ajuda quem cedo madruga”, ou ainda: “Quem com os porcos se mistura, farelos come” e “Boa romaria faz quem em casa fica em paz”. Nos dias de hoje de muita violência, esta é muito boa. Essa cultura popular de muitos séculos não vai morrer nunca. Vejamos alguns ditados dessa sabedoria popular, ou filosofia popular, muitos dos quais são utilizados em carrocerias de caminhões:

“Briga de marido e mulher não se mete a colher”, mas hoje se recomenda que se meta mesmo.

“Touro no terreno alheio é vaca”.

“Em terra de cego quem tem olho é rei”.

“Amor é como pirulito, começa doce e acaba no palito”.

“Boca fechada não entra mosca”.

“Falar é fácil, fazer é difícil”.

“Tamanho não é documento”.

“Cão que late, não morde”.

“A melhor resposta é aquela que não se dá”.

“Depois da tempestade vem a bonança”.

“Quem não sabe rezar, xinga a Deus”.

“Pão comido não é lembrado”.

“Uma mão lava a outra”.

“Periquito que fala muito caga no ninho”.

“O pau que nasce torto, morre torto”.

“Antes tarde do que nunca”.

“A esperança é a última que morre”. Esta o brasileiro sempre está na espera.

“Quanto mais alto, maior o tombo”.

“Quem dá aos pobres, empresta a Deus”.

“Quem muito dá, acaba pedindo”.

“Quem dá o que tem, a pedir vem”.

“Quem empresta, não presta”.

“Apanhe quantas mulheres quiser, mas mantenha à sua direita”.

No caos econômico e político dos dias de hoje na vida do país, “o toma lá, dá cá” do troca-troca é o mais usual, praticado com o maior cinismo entre corruptos e detentores do poder. O exemplo maior de descaramento é o Congresso Nacional que está afundando o Brasil. Depois temos mais ditados populares.

BRASIL!

Antônio Novais Torres

Pau-brasil,

Prosperidade Nacional.

Café que já foi Rei,

Prosperidade Nacional.

Algodão chamado de ouro branco,

Prosperidade Nacional.

Cacau na Bahia,

Prosperidade Nacional.

Petróleo “O Petróleo é Nosso”,

Prosperidade Nacional.

Cana-de-açúcar

Prosperidade Nacional

Açúcar,

Prosperidade Nacional

Cachaça;

Prosperidade Nacional.

Rapadura,

Prosperidade Nacional.

Mel de Abelha,

Prosperidade Nacional.

Frutas diversas,

Prosperidade Nacional.

Soja e milho,

Prosperidade Nacional.

Vinhos diversos,

Prosperidade Nacional.

Minérios diversos,

Prosperidade Nacional.

Pedras preciosas,

Prosperidade Nacional.

Pedras de uso industrial,

Prosperidade Nacional.

Plantas medicinais,

Prosperidade Nacional.

Carnes bovina, suína e de aves,

Prosperidade Nacional.

Além de tudo isso e mais, temos os produtos manufaturados. O Brasil é um país que produz uma variedade infinita de produtos, fato que se deve levar em conta, pois gera prosperidade nacional e contribui para o fortalecimento da economia do país. Infelizmente, o povo não usufrui essa riqueza. Segundo Adelmar Marques Marinho, “O Brasil é rico, mas o seu povo continua pobre, sem educação, sem saúde, sem trabalho e sem segurança”.

Essa é a verdadeira incoerência.

Antonio Novais Torres

antorres@terra.com.br

Brumado, julho de 2015

COMO PREVENIR?

Com o sistema de saúde em estado terminal, com gente morrendo nos corredores dos hospitais, é enganosa, mentirosa e demagógica a orientação de especialistas do setor para que as pessoas façam exames de prevenção antes que a doença se alastre pelo corpo, como no caso do câncer e outros males que mais matam no país.

Agora mesmo um médico do Hospital de São Paulo se revoltou e denunciou que faltam materiais para fazer correções simples de retina nos olhos e que muitos correm o risco de ficarem cegas porque a unidade não dispõe de recursos para bancar os procedimentos. Se os casos de pequena e média complexidade estão assim, imagina os de grande complexidade!

Li dia desses o artigo de um neurologista onde recomenda dieta saudável, exercícios físicos e tratamento de hipertensão arterial como medidas principais de prevenção do AVC -Acidente Vascular Cerebral e ainda que o paciente seja atendido imediatamente através de uma chamada ao Samu por ambulância com profissionais treinados ou serviço móvel de emergência privado. Em sua avaliação médica, pacientes com AVC devem ser atendidos em centros especiais nos hospitais, denominados de “Unidades de AVC”.

Em se tratando de Brasil, nem é mais preciso fazer outros comentários. Tudo não passa de falsa propaganda. Estamos cheios de “previna-se” sem oferecer a estrutura adequada. Se depender do Samu a morte é praticamente certa, ou o paciente fica com sequelas. Por sua vez, nunca soube que existam Unidades de AVC em hospitais públicos. Será que cada brasileiro tem um médico particular e eu não sei?   :: LEIA MAIS »

FIM DOS TEMPOS

Antônio Novais Torres

A cidade vive traumatizada com tantos crimes praticados por elementos do mal. Eles também estão agindo na zona rural com tamanha crueldade que deixam a população apavorada e com indignação pelos atos perpetrados. As pessoas são agredidas, roubadas, furtadas, assassinadas vulgarmente com sadismo, pela ousadia dos marginais. Infundem nelas o medo e o terror. O crime hoje está tão banalizado que até mesmo pessoas que deveriam garantir a segurança e primar pela honradez debandam para o lado da delinquência em proveito pessoal.

O crime ocorrido na zona rural, precisamente na Fazenda Riachão, divisa entre os municípios de Aracatu e Brumado, pelo ato cruel e bestial contra dois lavradores idosos, repugna e indigna a todos. Os elementos que praticaram essa atrocidade precisam responder criminalmente pelos seus atos de crueldade, impiedosamente perpetrados, que chocaram a população. Que dê a César o que é de César. Que se punam rigorosamente esses malfeitores, delinquentes, assassinos pelas sevícias e pelos crimes praticados contra pessoas idosas, indefesas que não merecem tamanha brutalidade.

Esses fatos tomam proporções assustadoras, os bandidos não respeitam mais a polícia nem a justiça, arrostam-nas sem nenhum acanhamento. Talvez pela impunidade e pela falta de reprimenda exemplar, agem cinicamente, seviciando e matando as pessoas como tem ocorrido.

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AS CRIANÇAS DE MONTE SANTO

Poucos lembram, mas por volta de 2011/12, a cidade de Monte Santo, na Bahia, foi alvo de repercussão nacional na mídia envolvendo um juiz e famílias de São Paulo que adotaram cinco crianças pobres filhos de Silvana Mota da Silva. Casais foram acusados de tráfico e de aliciarem pais a doarem seus filhos com a conivência de um magistrado.

Foi o bastante para a imprensa cair de pau, enveredada pelas trapalhadas do judiciário (caso Escola de Base-SP). No caso específico, basta haver uma adoção para os veículos de comunicação começarem a enxergar crime em tudo, sem investigar mais a fundo o processo. De acusados de maus-tratos, a mãe e o pai das crianças foram tratados como coitadinhos inocentes como se seus filhos tivessem sido arrancados à força do seu lar.

Passados três ou quatro anos as coisas começam a se esclarecer. Duas das cinco crianças vítimas de suposto tráfico de pessoas foram devolvidas à família adotiva pela própria mãe biológica Silvana Silva que, na época, foi induzida e influenciada por uma ONG para denunciar a decisão do juiz. Fizeram um teatro com Silvana indo para Indaiatuba (São Paulo) toda arrumada para buscar os filhos.

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