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A LINHA ENTRE AS MENTIRAS E AS VERDADES

No “Pós-Verdade”, termo eleito como o maior vocábulo do ano de 2016 pelo Dicionário Oxford, “os fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. Tudo isso define o momento em que vivemos.

Para definir estas circunstâncias do nosso tempo, o professor, doutor em linguística e referência do pensamento crítico sobre jornalismo brasileiro, Nilson Lage, disse que é da natureza humana recusar fatos que contrariam nossa visão de mundo.

Em entrevista à revista “Muito” de o A Tarde, veja o que fala o professor sobre a informação da mídia, da qual não se deve confiar totalmente, de acordo com sua recomendação.

Para ele, as pessoas tendem a aderir à informação que confirma suas crenças e valores; prestigiam o que é surpreendente; contrariam a lógica ou é mais fácil de compreender – tecnicamente tem menor custo neuronal.

Em sua análise, não há coisa mais axiomática do que a notícia: Não argumenta, não costuma comprovar o que informa e, raramente, cita a fonte ou a fonte é acessível.

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A TARDE E OS IMPRESSOS BAIANOS

Bons tempos quando o centenário jornal “A Tarde” era um dos maiores do Norte e Nordeste e líder absoluto na capital baiana em termos de circulação e preferência dos leitores.

Entre as décadas de 60, 70 e 80 Salvador contava com grandes impressos como Diário de Notícias, Jornal da Bahia, Tribuna da Bahia e, posteriormente, o Correio, sem contar pequenos semanários especializados que fechavam o círculo da informação nas áreas de esportes, política, economia, entretenimento, literatura, ciência, educação e cultura em geral.

Com grandes profissionais, esta foi praticamente a época de ouro do jornalismo baiano, juntando os velhos provisionados, no modo de dizer, com os novos saídos da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, da qual fui aluno e me formei.

Os “focas” aprendendo com os experientes e vice-versa. Um bom time de jornalistas bem reforçado. Não se trata simplesmente de saudosismo, mas a disputa era tão acirrada que o A Tarde foi obrigado a passar de vespertino para matutino para não perder espaço no mercado para os outros.

E isso eu estou falando dos meus tempos quando ingressei no jornal A Tarde em 1973 como revisor. Nem se sonhava com a internet. Comandavam nas redações as máquinas de datilografia, o telefoto, o fotolito e a impressão a quente do teletipo.

Sem muitos recursos técnicos, os impressos caprichavam no conteúdo e na fidelidade da notícia. Hoje se tem muita tecnologia e os impressos pecam na qualidade de suas reportagens. A Tarde reinava na capital e no interior, tanto que se dizia que só nele a informação virava verdade, mas os outros chegavam perto na concorrência.

No interior do estado, a mídia impressa, pejorativamente chamada de “caipira”, também era destaque nos principais centros como Vitória da Conquista que hoje, infelizmente, não tem um diário, Juazeiro, Feira de Santana e Itabuna que ainda mantém seus diários e Ilhéus. Grandes jornais em Conquista, por exemplo, entraram para a história, como O Conquistense, A Palavra, A Conquista, O Avante, O Combate, o Sertanejo, entre outros.

Como o foco é o “A Tarde” onde atuei por 34 anos, lembro muito bem dos anos 70, 80 e 90 quando a direção da empresa, sob o comando do saudoso administrador Arthur D´Almeida Couto e Jorge Calmon (Jornalismo) fortaleceram o jornal no interior através da estruturação das suas sucursais. Criaram até o slogan: “O Jornal do Interior.”

Com a morte de Arthur Couto no início dos anos 90 houve um enfraquecimento, mas a política de interiorização se manteve, inclusive com a expansão do “Caderno dos Municípios.” Antes as notícias do interior eram divulgadas em páginas diárias. No entanto, muitos fatos importantes chegavam a ser manchetes de 1ª, 2ª, e 3ª, páginas.

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A RODA DA INSENSATEZ HUMANA

O homem para se evoluir precisa resgatar a harmonia do passado para recuperar seu sentido de viver. As tecnologias de hoje nos agridem, embaçam nossas vistas, nos iludem com o mágico falso, com deuses de ouro e com o mito de que somos uma raça superior e civilizada.

Não entendo patativa de arquitetura e engenharia, mas nossas cidades, cheias de edifícios, viadutos por todos os lados, arranha-céus, asfaltos escaldantes, concretagens, carros buzinando e soltando gás carbônico de suas descargas, são feias e desumanas. Não inspiram poesia, felicidade e paz de espírito. Evaporam estresse e são sufocantes.

Somos imbecis de nós mesmos e cretinos que pensam que somos evoluídos porque algum “pensador” disse isso em alguma aula ou palestra. Na insensatez do inconsciente, nos achamos inteligentes porque sabemos citar alguns filósofos gregos, tiranos e césares imperadores.

Vivemos num mundo e num Brasil esbagaçado, com “líderes” da pior espécie que estão roubando o fio da esperança que nos ligaria a um humanismo mais real, justo e igualitário. Como no tempo dos Selêucidas de Antíaco IV, em Judá e Israel (168 anos A.C.) estão cortando nossas liberdades e  nos impondo severos castigos.

Dentro do nosso consciente inconsciente, entendemos que somos livres só porque podemos xingá-los e avacalhá-los depois de umas cervejas na mesa de um bar. Após o porre, saímos todos felizes por, aparentemente, termos dados nosso recado retórico e esboçado reação.

Cada um em seu quadrado arrota, esbanja e disputa sabedoria. Depois se recolhe ao insignificante de sempre à sociedade dominadora que endeusa o consumismo e aniquila o ser. Tudo fazemos para sermos integrantes comportados desse sistema perverso, colocando nossos espíritos a serviço do diabo.

Curtimos, nos embebedamos em festas de comes e bebes. É só alegria, prazer e badalação nas redes sociais, mas, no outro dia, na labuta imperiosa da sobrevivência, a cidade feia continua intragável, sem alma e desumana como sempre. A rotina da família e das obrigações do dia a dia vão criando uma crosta cinzenta no córtice do nosso cérebro. É o sinal de alerta, mas seguimos em frente!

Com o passar do tempo, a vida vai ficando sem arte, perdendo seu brilho, sem sentimento e sem humanismo. Mesmo assim, ela tem que continuar por entre esta selva de pedras. Bem que esta cidade poderia virar ruínas e de seus escombros nascer um templo habitável de convivência humana. De tanto consumir lixo não mais nos incomodamos, e seguimos os preceitos e as leis, acreditando que só isso nos basta.

Vejo pessoas passando pra lá e pra cá para resolver burocracias com montes de papéis nas pastas, apressadas para seus monótonos trabalhos de vender, comprar, advogar, contar, calcular, edificar, medicar, comunicar e muitos à procura de uma cura para seus males espirituais e corporais advindos dessa estrutura que só causa angústia.

Outros acolá, nos centros e nas periferias, levantam piquetes e passeatas contra a violência, os preços altos do transporte sucateado, a falta de teto, de terra com tanta terra, a falta de água nas torneiras, de creche, de atendimento médico, de uma escola em seu bairro ou porque a criança morreu de bala perdida. Afinal, vivemos em cidades amedrontadas.

Existem estatutos para crianças e adolescente, para os idosos, mas não passam de enganos, pouco funcionam. Vive-se de remendos e na base do  faz de conta de que estas pessoas estão sendo cuidadas. É assim e nada se pode fazer. É o que temos para oferecer.

Acostumamo-nos com o pouco e a viver na vala dos desvalidos até a hora antecipada de atravessar a outra margem desse rio. O barqueiro ainda cobra uma moeda para nos levar para o outro lado. Os “líderes” também vão, mas com muita gala e pompa, depois de ter nos deixado aos trapos.

Vejo policiais despreparados, brutalizados e truculentos como sempre que já saem dos quarteis dando porrada em toda gente, matando e limpando a área. Os “jornalistas” dos microfones malditos enchem seus sacos de espetáculo e sensacionalismo para saciar a agonia frustrante do povo ávido por justiça, de preferencia com as próprias mãos.

O ciclo vicioso continua e os crápulas são os mesmo eleitos, de pai para filho, com a regra máxima de juntar e juntar mais cabedal através das propinas corruptas. Não importa a desgraça, o clamor e o rastro de sangue que vão deixando em suas passagens de pés grandes de monstros diabólicos. O círculo da esperança nunca se fecha.

Vejo pessoas fazendo caridade e doações aos mais necessitados e miseráveis. Sopa e cobertores para os moradores de ruas, desabrigados das chuvas ou expulsos de seus casebres. Vejo a compaixão, a misericórdia e até a alienação, mas não vejo a solução através das esmolas. Só acredito nas ações do ensinar a pescar.

A mídia corre para também fazer sua média melosa e piedosa de audiência. O povo aplaude e faz coro! Cada dia aparece na tela mais gente passando fome e necessitando urgentemente de mais tratamentos e medicamentos para se salvar. Acode-se um, mas existem milhares e milhares na mesma precariedade. O Estado nem toma conhecimento.

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TANAJURAS E JUMENTOS DE CARGA

Adaptado pelo meu amigo e conterrâneo Wilson Aragão, um dos maiores compositores da Bahia e do Brasil, “Tanajura” é uma antiga cantiga de meninos do sertão baiano, intitulada “Galinha Gorda”. Ouvindo esta semana o seu CD “Capim Guiné” (Uma Guerra de Facão) lembrei de imediato na relação entre aumento de impostos para engordar a cambada lá de cima e o contribuinte-consumidor.

Quando a chuva se levanta no sertão, as tanajuras (formigas voadoras) costumam cair nos terreiros e ai a meninada alegre canta “Cai, Cai Tanajura, na Panela da Gordura”. Com toda sua sabedoria, Aragão recolheu o folclore e fez uma linda canção. Cá com meus botões logo pensei: Tanajuras somos nós e a Panela da Gordura são os três poderes que vivem com suas mordomias às nossas custas.

Para tripudiar com nossas caras – o Brasil tem que fazer uma guerra de facão – o Mordomo de plantão diz que o povo compreende o último aumento de impostos do Pis/Confins dos combustíveis. A música fala de espetar as tanajuras e jogá-las na panela da gordura. Pois é, somos espetados todos os dias pelo “quintos dos infernos” e só lamuriamos. Quando o brasileiro vai virar, de verdade, a mesa?

Os que já passaram e agora o Mordomo com seus rebanhos selvagens de leitões, hienas, gaviões, urubus dos carros pretos são os verdadeiros assaltantes e vândalos deste país, loteado pelas capitanias hereditárias da política e dos cargos onde avós e pais vão passando suas heranças malditas para os filhos, irmãos, tios, sobrinhos, primos até a parentes distantes.

Eles são os predadores, nós as tanajuras e os jumentos de tropas de cargas. Somos também gado e boiada levados ao matadouro. Vejo este povo, que já paga altos impostos, tão solidário para ajudar aos mais necessitados que vivem em extrema pobreza, mas tão resignado  e indiferente que não se rebela contra a escorcha e os desmandos.

Com o nosso sentimentalismo tupiniquim, acudimos os miseráveis para preencher a lacuna deixada pelos governos do Estado através de campanhas de doações de todo tipo e espécie, mas o quadro lastimável continua e piorar a cada ano. Não somos indignados ao ponto de reverter e mudar a triste realidade. Então, muita coisa está errada. É triste ver este povo vivendo eternamente de esmolas.

As ações de pena e caridade não são seguidas de rebeliões, levantes e protestos. A caravana de lobos passa e nem olha para a desgraça humana nas cidades e nos campos. Engordamos o Estado e ainda temos que dar esmolas?  O ciclo é vicioso porque tem sempre gente pedindo e não acaba nunca.

JUMENTO DE CARGA

O contribuinte-consumidor é mesmo um jumento que passa toda sua vida carregando peso para o seu dono e ainda é chicoteado quando reduz os passos diante de uma carga excedente. Quando não serve mais e poderia ter seu descanso num bom pasto, é levado para o matadouro e triturado para servir de ração humana e animal.

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O PONTO DA QUESTÃO

NÃO É SAUDOSISMO

A música popular brasileira vai de mal a pior, com letras fúteis que nada dizem. As duplas de “sertanojos” e os arrochas de “sofrências” são mais nefastas que as pragas do Egito. Os jovens são as presas mais fáceis desse arrastão comercial onde a mídia exerce papel de estímulo, somente para ganhar seu espaço na audiência, não importando as consequências.

Sobre esta invasão bárbara, veja o que diz a cantora baiana Virgínia Rodrigues que tem mais sucesso no exterior do que aqui: “Tenho muita pena do caminho que a música brasileira está tomando. Estão apequenando a música popular brasileira”.

No seu desabafo, acrescenta que não se trata de saudosismo, mas do fato de que antes era melhor e pronto, lembrando de Caetano, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Elis Regina, Paulinho da Viola, Luiz Melodia, Luiz Gonzaga, Chico Buarque, Edu Lobo e outros tantos.

“É um monte de gente que não faz nada, que não tem nada para mostrar, mas que chega e paga para serem tocadas. Os arranjos são pobres, a poesia das músicas é pobre, Vamos resumir, está uma desgraça”. Diria que saímos do iluminismo para as trevas, sem saber quando vamos sair delas porque estão acabando com o que ainda resta da educação e da cultura no país.

ENTREGUE AO ABANDONO

Por falar em memória cultural, como na música, o Centro Histórico de Salvador está entregue ao abandono, em ruínas. A região engloba 12 bairros (incluindo o Pelourinho) e conta com mais de 80 mil habitantes, uma cidade de médio porte que está se acabando com o tempo e quase nada está sendo feito pelo poder público.

Nas encostas do Pilar, Taboão, Lapinha e Santo Antônio, de saudosas lembranças onde era frequentador quando morei na capital, novos cortiços surgem através da ocupação de imóveis em ruínas. A Constituição diz que o poder público, com colaboração da comunidade, é protetor do patrimônio cultural. Isso só funciona na letra.

Institutos e órgãos não faltam, mas só servem de cabide de empregos que privilegia a mediocridade. Para se ter uma ideia, existem hoje o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan), criado em 1937, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia(Ipac), a Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), a Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) e a recém-criada Diretoria de Gestão do Centro Histórico.

A maior parte dos edifícios em ruínas não possui sequer proprietários identificados. O que impera é a política do tombamento e do escoramento. Cadê o projeto de revitalização da Prefeitura Municipal de Salvador? A cidade está bem mais feia. Não se trata de saudosismo.

UM JUMENTO

Cara de pau o Mordomo dizer que o povo vai compreender o aumento de impostos dos combustíveis! O contribuinte-consumidor é mesmo um jumento que passa toda sua vida carregando peso para o seu dono e ainda é chicoteado quando reduz os passos diante de uma carga excedente. Quando não serve mais e poderia ter seu descanso num bom pasto, é levado para o matadouro e triturado para ração humana e animal.

MAIS DE 10 BILHÕES

O governo vai arrecadar mais de 10 bilhões de reais com a elevação dos impostos. Esta é a quantia gasta por ano com as mordomias e benesses do Congresso Nacional onde deputados têm altas verbas indenizatórias (mais de 25 assessores) e senadores mais de 60 sacratrapos. Nesta conta não estão incluídas as despesas com auxílios-moradias dos juízes do judiciário e outros penduricalhos, nem os polpudos salários dos servidores comissionados. E as aposentadorias dos marajás? É muita gordura pra cortar, mas, tudo isso, diz o Mordomo: A população entende.

E AS EMENDAS?

Para livrá-lo da denúncia de corrupção, o Mordomo soltou em julho cerca de dois bilhões de reais para os deputados, coisa que, além de escandalosa, nem deveria existir. E os gastos com jantares e almoços para aliciar parlamentares? Toda esta conta junta renderia mais de 20 bilhões, o que evitaria aumento de impostos, aliviando a carga do jumento que vive suado de pernas abertas com tanto peso nas costas. O quê o Mordomo está querendo? Uma guerra civil no país?

OS CARROS PRETOS

Causa-me arrepio quando vejo aqueles carros pretos cortando apressados a Esplanada dos Ministérios em direção aos palácios. Vem à minha mente aqueles filmes de gangsteres das máfias mais perigosas e poderosas com o “direito” de matar. Lá vão os homens de preto tramando as piores maldades contra o povo brasileiro. Nada de bom acontece quando eles passam todos luxuosos como condutores dos nossos destinos. Preferia os russos chegando!

PELOS BURACOS DA NOSSA MÍDIA

“A LEITURA É UMA FONTE INESGOTÁVEL DE PRAZER, MAS, POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, A QUASE TOTALIDADE NÃO SENTE ESTA SEDE” – Carlos Drummond de Andrade.

Uma boa reportagem jornalística começa pelo entrevistador e termina na fonte. O repórter deve antes pesquisar e ler sobre o assunto para fazer perguntas firmes e seguras, sempre se colocando como leitor, ouvinte ou telespectador, que deseja informações completas e fidedignas sobre os fatos.

A fonte deve ser preparada e conhecedora do tema em questão. Muitos repórteres esquecem a função das perguntas e fazem afirmativas sobre o tema como se pondo no lugar do entrevistado que está ali para prestar esclarecimentos.

É horrível, sem contar que muitas matérias são requentadas e repetitivas. Falta criatividade nas pautas, de modo a sair do factual, dos boletins de ocorrências e das mesmices. De um modo geral, pouco mudou com o advento da internet.

Em geral, a mídia conquistense, principalmente a televisiva, deixa muito a desejar e peca desde a entrevista à cobertura dos fatos. Os buracos são constantes e a informação fica capenga, com vazios que até o leigo do jornalismo percebe.

A maior falha está quando o público passa a indagar o porquê de outros dados importantes não terem sido divulgados. Muitas matérias ficam faltando colocar o porquê, o que, como, quem, o onde e até o quando. A notícia não pode ser apenas um espetáculo. Ela pede conteúdo.

São muitos exemplos de matérias “jornalísticas” publicadas incompletas. Um dos casos foi a morte de uma criança depois de ter extraído um dente e passado uma semana na roça. Nem os pais e nem o dentista foram ouvidos. O que aconteceu com o procedimento durante e depois da extração?

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A EXTINÇÃO DOS CERRADOS E A ENTRADA DOS CAMELOS

Ao longo dos anos o homem só tem explorado a natureza para extrair seus lucros e consumir desbravadamente. A reposição tem sido insignificante ao tamanho da depredação. Como não existe almoço grátis, o meio ambiente agora cobra um custo alto através dos efeitos da poluição, do desaparecimento de rios e dos aquíferos com a escassez de água. As catástrofes nas cidades e nos campos provocam mortes e elevados prejuízos materiais. O barato está saindo bem mais caro.

Todos os biomas brasileiros (Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Pampas e a Amazônia) sofrem ameaças constantes. Ai, regiões do Brasil poderão se transformar num Saara africano, uma boa forma de atrair turistas com a travessia de camelos. Os últimos governos, inclusive o do mordomo, que tem no Ministério da Agricultura um motosserra, apoiaram o desmatamento das florestas e a transposição do Rio São Francisco.

Há pouco tempo, pesquisadores brasileiros constataram que, se o índice de desmatamento do cerrado se mantiver como é hoje, em trinta anos o bioma perderá mais de mil espécies de plantas, maior extinção de vegetais da história. A revista Muito do A Tarde publicou uma entrevista sobre o assunto com o antropólogo e arqueólogo Altair Sales Barbosa, profundo conhecedor da região.

Para ele, essa extinção, em boa medida, já ocorreu e acrescentou ser uma falácia de que no cerrado ainda existem grandes quantidades de plantas. “Alguns dos subsistemas do cerrado já foram totalmente extintos, como é o caso das campinas e dos chapadões, cuja vegetação foi retirada para plantação de grãos”.

Um bom exemplo disso está bem aqui perto de nós, na Chapada Diamantina entre os municípios de Ibicoara e Mucugê onde vastas terras foram reviradas para plantação de hortigranjeiros, com a construção de barragens que provocaram grandes impactos ambientais no ecossistema.

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COITADA DA NOSSA DEMOCRACIA!

Um lado endurece o discurso e o palavreado dizendo que a Justiça deu um duro golpe na democracia e na Constituição Federal. O outro aperta o cerco, compra votos dos deputados para mudar um relatório e afirma que o Congresso Nacional garantiu a democracia e fortaleceu a Constituição. Coitada da nossa democracia que é obrigada a tomar tapas diários neste corredor polonês de maus caráteres, corruptos e criminosos.

A população brasileira fica acossada em meio a tantos espetáculos de quinta categoria, ouvindo os cínicos falarem de ética e moral. O mordomo recebe os convidados de Drácula distribuindo sacos de sangue extraídos do povo que pena nos corredores dos hospitais. Sem educação e segurança, o cidadão se torna vítima das balas dos marginais da segunda categoria, porque a primeira desfila solta de terno e gravata.

A jararaca que já destilou seu veneno e deixou o ambiente contaminado, espalhando o caos, promete voltar para se vingar dos “eles” que se posicionaram contra os “nós”. Interessante que até há pouco tempo os mordomos e os jararacas estavam unidos como siameses, em laços de amor, comendo do nosso almoço e da nossa janta, adquiridos com suor e lágrimas.

Transformaram o Congresso num prostíbulo de baixo nível cheio de cafetões que recebem milhões em troca dos nossos corpos e de nossas almas. Fizeram da democracia uma prostituta só deles, banalizando sua alta concepção e princípio de ser ela somente do povo. Mordomos e jararacas têm suas caravanas de defesas, enquanto o Brasil é jogado na vala dos horrores e dos ratos de esgoto.

Todos eles nos afrontam todos os dias, nos pisoteiam e nos jogam fora como cascas de bananas. São os maiores baderneiros e vândalos da nossa pátria que torram mais de 10 bilhões de reais por ano com suas mordomias e benesses, sem contar as propinas que recebem por fora.

Até há pouco tempo, o baixo clero inexpressivo virou alto clero com seus cardeais da mentira e da enganação. São falsos profetas e anticristos com suas bancadas evangélicas, ruralistas e da bala que ditam o retrocesso e a derrocada.

Reservamos o direito de execrá-los, repudiá-los e até mesmo xingá-los porque toda paciência tem limites e eles já abusaram fazendo da nossa Casa uma zona de prostituição. O Congresso virou uma capitania hereditária que passa o poder de pai para filho e de filho para netos.

Agora mesmo, o mordomo se vale das emendas parlamentares, uma das aberrações que nunca deveria ter existido, para comprar votos. Os corruptos passivos, verdadeiros caras de paus têm o desplante de declarar em público que as verbas recebidas em nada influenciaram suas decisões.

E assim vai descendo ladeira abaixo a nossa castigada e espancada democracia que só faz abrir espaços para os bolsonaros da vida e todos aqueles que defendiam e ainda hoje defendem com mais fervor uma intervenção militar com o retorno da ditadura.

O que causa mais espanto é que pessoas de nível de instrução mais elevada, com senso crítico de conhecimento, se posicionam com radicalismo de um lado ou do outro dessa baderna sem fim. Cada um só quer saber de defender seu quinhão e o Brasil que se lasque, só que todos vão se ferrar e pagar muito caro em futuro próximo. Será que não existe uma terceira via, uma alternativa para salvar este barco à deriva?

NO PAÍS ONDE PROVAS NÃO SÃO PROVAS

Hoje tem espetáculo? Tem sim, senhor! Lembro disso quando era moleque na minha pequena cidade do interior e o palhaço do circo perguntava aos meninos que seguiam atrás dele se naquele dia ia ter mesmo espetáculo. Era uma forma de anunciar o show e atrair mais gente para o circo. O Brasil virou um circo, mas, sem nenhuma graça!

Não adianta ficar estarrecido e revoltado. Você está no país onde provas não existem. Não passam de simples indícios. Cada um faz sua avaliação político-partidária e pronto. Aqui temos um circo montado onde tem espetáculos todos os dias, com uma produção inesgotável de grandes atores dos disfarces, dos efeitos especiais e da cafajestagem.

Estamos sim no país onde gravações, assinaturas próprias e filmagens dos criminosos não são provas. Elas não passam de suspeitas. O cara é filmado como um rato com malas cheias de granas e, mesmo assim, a imagem não constitui prova. A assinatura do indivíduo e a gravação de voz são negadas e o fundo do poço da política é mais embaixo. Nunca se chega lá.

O senador monta um esquema para receber dois milhões de reais de propina de um empresário e depois diz que era um empréstimo. Ora, se era um empréstimo legal precisava fazer uma operação clandestina para receber o dinheiro? É que ele acha que toda nação é burra, que só têm idiotas e otários. O outro ia levar os 500 mil pra quem? Para seu patrão, é claro!

O legislativo e o executivo, em torno de suas corporações, conseguiram a maior façanha do mundo que foi de tornar impossível quaisquer elementos de provas. Ficam masturbando as ideias, batendo enquanto pode toda nojeira no liquidificador e as provas terminam sendo engavetadas como indícios sem provas. No final, o réu vira um coitado inocente perseguido por forças malignas.

Aqui no Brasil a filmagem registra um soldado espancando, torturando e executando um cidadão, e o comandante da corporação afirma que vai apurar o caso. Mas, apurar o quê mais se a imagem já diz tudo? O povo fica frustrado, mas continua esperando que um dia as coisas vão melhorar.

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OS MAUS ESPÍRITOS INVADEM O SAGRADO

O São João passou e, mais uma vez, ficou a sensação de que os maus espíritos se infiltraram pra valer no templo sagrado da nossa festa, para roubar nossas seculares tradições trazidas pela corte portuguesa que herdou símbolos do hemisfério norte e até mesmo dos povos egípcios.

Os maus espíritos são os “breganôjos” e outras introduções do capitalismo predador nas bebidas, comidas, vestimentas e nas danças, cujo sistema não tem nenhum escrúpulo de derrubar e desfigurar um patrimônio cultural. O pior é que a maior parte das prefeituras está contaminada.

Prefeitos, principalmente, com exceções de alguns mais lúcidos, são atraídos por esse falso brilho vendido por empresários que convencem a maioria do poder público de que é disso que o povo gosta e aplaude. Há também o lado corrupto do superfaturamento nos contratos. É uma tentação!

Acontece que muita gente já começa a apedrejar e a jogar latas nesses palcos de “artistas” eletrônicos do “tira o pé do chão”. É só zoeira! Os mais sensatos e conscientes do verdadeiro espírito histórico do São João, inclusive jovens, não estão nada satisfeitos com esses usurpadores das festas juninas.

Atitudes e leis severas precisam conter a invasão desses maus espíritos que, com suas artes nefastas e suas máscaras de fantasmas, levam de nós a alma da festa por dinheiro, não importando para a questão da preservação cultural. Infelizmente, ainda temos uma nação inculta que deixa se enganar pelos “safadões” do som e dos rebolados.

Bem, está dado o meu recado e o meu desabafo de protesto. Vamos agora ver um pouco das origens da nossa festa, de todas, a mais brasileira e nordestina. Segundo o analista cultural Anderson Rios, em comentário num jornal da capital, o São João é uma festa sincrética, pois admite a equivalência entre Xangô, orixá ligado ao fogo, e o santo cristão nos terreiros de candomblé da Bahia.

Mesmo proibido, o costume de soltar balões, entre cinco a sete, tem o sentido de avisar as pessoas sobre o início das comemorações, bem como de levar os pedidos para os santos até o céu. Nessa mesma época de junho, os nossos índios realizavam seus rituais para celebrar a agricultura. Com os jesuítas, as festas se fundiram e os pratos passaram a utilizar alimentos nativos, como a mandioca e o milho, segundo Anderson.

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