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:: ‘Notícias’

“ESAÚ MATOS” EM FOGO CRUZADO

 

ESAÚ MATOS E MERCADO POPULAR 010

O propósito inicial da audiência pública na Câmara de Vereadores (dia 19/02) sobre a situação do Hospital Municipal Esaú Matos de não partidarizar a questão descambou em falatórios e ataques políticos com pedidos de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar a crise instalada na unidade, principalmente depois dos casos de parturientes que foram atendidas na recepção da casa de saúde, tendo uma delas perdido o bebê.

Como sempre, fala-se muito nessas audiências (por sinal a Câmara estava lotada), mas os problemas humanos de urgência terminam sendo postergados com promessas de correções nas irregularidades como a carência de obstetras, reconhecida pela secretária de Saúde do Município, Marcia Viviane. Mesmo assim contemporizou que o hospital oferece serviços de qualidade e tudo está normalizado.

ESAÚ MATOS E MERCADO POPULAR 017

No entanto, a fala do diretor da Fundação do Hospital, padre Edilberto Amorim, que se negou a dar entrevista a uma emissora local de televisão, foi dura contra o vereado Arlindo Rebouças que antes afirmou da tribuna do legislativo que o PT cometeu um crime por ter passado o Esaú Matos para uma instituição. “Aquilo ali é uma afundação e os funcionários foram iludidos”- declarou.

Em tom mais exaltado, depois de elogiar a estrutura do hospital como referência na Bahia que atende pacientes de 75 municípios da região, padre Edilberto se empolgou com os aplausos dos partidários da Fundação criada  em 2012 e atacou o vereador Arlindo Rebouças, dizendo que ele nunca pisou os pés no hospital.

ESAÚ MATOS E MERCADO POPULAR 018

Palavras ríspidas à parte, o que a comunidade quer é mais transparência da administração e que as vidas humanas sejam tratadas com dignidade e respeito como reza a Constituição. O diretor de um hospital, seja Fundação ou não, tem a obrigação de informar com clareza à imprensa sobre qualquer fato irregular que aconteça para evitar especulações e desconfianças.

A questão está no fato da boa gestão e do atendimento qualificado, não importando se a entidade é administrada pela prefeitura ou por uma Fundação. O resto é partidarização que não interessa ao povo que necessita da atenção médica a qualquer hora da noite ou do dia. A secretária alegou feto natimorto e que a senhora que veio de Itambé estava sem a devida regulação. Quer dizer, então secretária, que num caso de urgência, a burocracia está acima da vida?

ESAÚ MATOS E MERCADO POPULAR 026

Até quando pacientes, sejam gestantes ou não, vão ser renegados e jogados nas portas e nos corredores dos hospitais como vem acontecendo em toda Vitória da Conquista, como no Hospital Geral, São Vicente e outras unidades públicas? A população quer menos falatórios e mais práticas nestas audiências.

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É CARNAVAL

Cineasta Orlando Senna

Blog Refletor Tal-Televisión América Latina

Indicado pelo professor Itamar Aguiar

Nestas vésperas de carnaval, estive conversando sobre as antigas marchinhas com minha amiga Tânia Ferreira, filha de Ivan Ferreira e sobrinha de Glauco e Homero Ferreira, autores do ininterrupto sucesso Me da um dinheiro aí, de 1959. Ela mesma autora de várias marchinhas carnavalescas, falamos sobre um fenômeno desse gênero: marchas antigas, como a citada, como Allah-lá-ô, como Mamãe eu quero e algumas outras são muito cantadas nos carnavais atuais mas as novas marchas não. Sim, porque essa música típica dos carnavais passados ainda é feita aos montes e até existe um Concurso Nacional de Marchinhas, da Fundição Progresso. Este ano, na décima edição do concurso, concorreram mais de mil e 300 e a vencedora foi a pernambucana Adoro celulite, de Jota Michiles e Gustavo Krause, ex-governador de Pernambuco e ex-ministro de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

As marchinhas vencedoras desses concursos “ficam só no concurso, os blocos não cantam, preferem as clássicas”, como disse Tânia. Na verdade, nossa agradável conversa versou basicamente sobre as marchinhas antigas centradas na Commedia dell’Arte, ou seja, no triângulo amoroso Pierrô (ou Pierrot), Colombina e Arlequim. São dezenas as composições inspiradas nesse teatro popular que apareceu no século XV, na Itália, se espalhou pela Europa no século seguinte e foi trazido para as Américas pelos colonizadores europeus. Quando chegaram por aqui, os personagens centrais desse teatro meio improvisado, mostrado em lugares públicos, já estavam integrados aos carnavais europeus. São todos palhaços circenses: o Arlequim malandro, cheio de treitas, marginal; o Pierrô (em italiano Pedrolino) apaixonado e triste; a Colombina, ou Pombinha, bem humorada, irônica, travessa, que ama Arlequim e é amada por Pierrô.

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AS OPÇÕES DO CARNAVAL

 

TAPERA 004

Dizem que o ano na Bahia, principalmente, só começa a partir do carnaval. Salvador ainda é festa neste final de semana em vários pontos, mesmo após o final oficial dos furdunços de mais de uma semana. É o Brasil atolado em crise, mas todo mundo cai na gandaia e esquece de tudo. Agora é tempo de ressaca com as dívidas cada vez maiores.Logo mais vai se ter 15 dias de carnaval.

Onde não deveria ter feriado, Vitória da Conquista se torna numa cidade fantasma. Muita gente viaja para as parias do litoral sul e para a Chapada diamantina. Para quem não entra no carnaval do lixo das música de baixo nível de letras imbecis, sem sentido; do carnaval da violência e excludente, uma das opções foi curtir na barragem de Anagé e é sempre uma boa pedida para relaxar.

TAPERA 014

Foi o meu caso com minha esposa e com meu amigo jornalista Carlos Gonzalez. Nos outros dias optamos pela roça de “Toninho” Gonçalves na fazenda Ribeirão, próximo ao povoado da Tapera, no município de Encruzilhada. Terras boas de belas paisagens e muita água correndo nos vales. Tem até uma cachoeira para se refrescar.

Fui bem recebido pelos amigos e familiares de Vandilza. Os pássaros são bem mais afinados que aquela zoeira do carnaval concentrador de riquezas de Salvador que só tem visibilidade e traz benefícios para os donos do poder, para os hoteleiros, as agências de viagem,donos de blocos e trios. O resto é sobra da casta de baixo, pulando como pipoca no asfalta para ver a orgia lá do alto dos camarotes.

TAPERA 022

No Ribeirão da Tapera fizemos nossa festa, com passeios pelas estradas de chão  com direito a uma parada num botequim para tomar uma gelada. Boas risadas cheias de causos, histórias e estórias. Foi uma recordação dos meus tempos  de garoto quando morava na roça. Me atrevi, nesta idade, até em montar num cavalo, prática que não fazia há mais de 30 anos quando pegava boi nas caatingas do sertão de Piritiba.Agradeço a hospitalidade de Toninho e de todos os seus.

TAPERA 050

A PETROBRÁS NÃO É NOSSA, É DELES

Nunca vi em toda sua história um país tão desembestado. É crise na educação (essa já perdura há anos), na saúde (milhares morrem nos corredores infectos dos hospitais), na segurança (violência desenfreada), crise de identidade, crise de dignidade e de valores (epidemia na corrupção), crise na economia, crise de água, de energia, na política, crise do pensar, do questionar, do denunciar, do protestar, crise do silêncio dos bons, crise das crises que nos levam para um poço sem fundo e sem molas.

Que crise coisa nenhuma! Tudo corre às mil maravilhas como o diabo gosta no sistema financeiro! Os bancos nunca ganharam tanto dinheiro! Só o Bradesco teve um lucro de 15 bilhões de reais no ano passado. Os juros estão em alta e o povo atolado no consumismo e nas dívidas. Mesmo assim, ninguém dispensa uma festa. A prestação da escola dos filhos que se dane. O ensino público é uma vergonha.

Somos o país do circo sem pão, do carnaval, do samba, do pagode, do axé music e todo mundo quer mesmo é cair na folia por oito dias, mesmo que tome umas bordoadas da polícia e tenha que encher mais o saco dos poderosos e ricos. Está tudo dominado, e a ignorância nos leva ao masoquismo e á escravização dos ditames do poder insaciável.

Aqui bem perto de nós causa revolta e ira, ainda por parte de uns poucos, quando se assiste o Governo do Estado gastar 80 milhões de reais no carnaval numa disputa com o prefeito de Salvador para ver quem bota mais dinheiro, quando se nega recursos para reformar o Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, há quase dois anos esperando por serviços de requalificação.

Só queria saber quem é o responsável pelo Hospital Esaú Matos, em Conquista, que deixou fazer um parto na recepção e a mídia local não citou. A comunidade quer saber quem é. Mais um erro da imprensa. Para eles, os cargos e as mordomias, para o povo os tributos. Para o PT, a Cia (Agência de Inteligência Norte-Americana), a elite e a mídia são as culpadas pela rejeição de dona Dilma. É muita cara de pau!

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O DIPLOMA EM TROCA DA BOLA

Carlos González – jornalista

O jogo Bahia x Jacobina, pela segunda rodada do Campeonato Baiano, foi deslocado, no último dia 7, da Fonte Nova para Pituaçu, porque a administração da nova arena decidiu trocar o futebol pela formatura de um curso de Direito. Esse fato, somado a tantos outros ocorridos nos últimos anos, e que culminaram com os 7 a 1 aplicados pela Alemanha no Brasil, revela que o nosso principal esporte está afundando no fosso da desmoralização.

Para não ter que testemunhar a agonia daquele que já foi o seu entretenimento favorito o brasileiro está deixando de frequentar os estádios, alguns deles superfaturados, construídos com dinheiro público para a Copa do Mundo de 2014, hoje já tomando a forma de “elefantes brancos”. A segunda rodada dos campeonatos estaduais deste ano foi assistida, na média, por um público pagante de pouco mais de 5 mil pessoas.

Na Bahia, observados os 12 jogos disputados pelo campeonato estadual, somente dois deles – Vitória da Conquista x Bahia e Bahia x Jacobina – apresentaram uma receita maior do que a despesa. A presença do time da capital no “Lomantão”, no dia 1º passado, foi, inegavelmente, responsável pelos R$ 76 mil embolsados pelo clube conquistense. Os 5.726 torcedores – o público, na verdade, nas arquibancadas do estádio, era o dobro – proporcionaram uma renda de R$ 115.210,00. As despesas, incluindo os R$ 700 deduzidos para o lanche de mais de 200 policiais militares, dispararam em R$ 37.692,00.

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INDICADO POR ITAMAR

Blog Refletor   TAL-Televisión América Latina

Novo cenário na gestão audiovisual do Brasil

Por Orlando Senna

Pola Ribeiro está sendo confirmado, hoje, pelo Ministro da Cultura Juca Ferreira, como o novo Secretário Nacional do Audiovisual. Durante os últimos trinta dias aconteceram muitas reuniões do ministro com distintos segmentos audiovisuais, em busca de um perfil gerencial capaz de repotencializar a Secretaria do Audiovisual do MinC, no sentido da retomada, ampliação e projeção para o futuro de seus programas enraizados na cultura midiática contemporânea e de seu papel de complementaridade com relação à Ancine-Agência Nacional do Cinema. Nos dois primeiros anos do governo Dilma, 2011 e 2012, a SAV perdeu substância e importância e, desde então, tenta agonicamente reconquistar esse binômio, essa rima.

Pola Ribeiro é baiano, cineasta (O jardim das folhas sagradasA lenda do Pai Inácio), formado em Comunicação com mestrado em gestão social. Ex-diretor da TVE Bahia e do Irdeb-Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia e ex-presidente da Abepec-Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais, funções que desempenhou com sucesso. Ele se mostra bem consciente da missão de repotencializar a SAV e da construção de um desenho mais colaborativo na relação com a Ancine.

A Ancine continuará a ser presidida por Manoel Rangel, que tem mandato até 2016 e vem realizando uma gestão histórica. É seu terceiro mandato, conta com o apoio do setor, está conseguindo avanços importantes na regulação do mercado e tem como meta principal a expansão da atividade, levar o Brasil a figurar entre os cinco maiores mercados mundiais de audiovisual (em 2014 ocupou o décimo lugar). Na busca do necessário equilíbrio entre o mercado e a cultura, Rangel e Pola com certeza juntarão esforços para a redução da burocracia, considerado por produtores, distribuidores e criadores como o principal entrave no caminho do crescimento da atividade.

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ITAMAR INDICA E COMENTA ORLANDO SENNA

COISA DE CINEMA

Blog Refletor  TAL-Televisión América Latina

Creio que muitos de vocês já usaram ou ouviram a expressão “coisa de cinema” (ou simplesmente “de película”, como dizem os hispânicos), significando algo bonito, diferente, estranho, espetacular ou que se trata de uma mentira ou exagero. Uma vertente das coisas de cinema são as lendas cinematográficas, no mesmo sentido que damos a lendas urbanas ou lendas industriais — fatos que podem ter acontecido realmente, mas não se tem certeza ou não se sabe exatamente como aconteceram e, por isso, as lacunas são preenchidas com a imaginação.

Glauber Rocha, com seu jeito muito peculiar de ser cineasta, é um manancial dessas lendas, uma fonte que está se tornando inesgotável com o passar do tempo, de vez em quando escuto uma história nova sobre seu comportamento atrás e diante das câmeras ou com pessoas que cruzaram seu caminho em sets de gravação, mesas de debates ou polêmicas (sobre seu famoso discurso nas ruas de Veneza, em 1980, já ouvi muitas versões diferentes e às vezes contraditórias).

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O MUNICÍPIO DA VITÓRIA

Dário Teixeira Cotrim

Academia Montesclarense de Letras

Na historiografia dos municípios baianos localizamos várias monografias que foram publicadas na tradição das “corografias”, assim como eram utilizados no curso dos séculos XVIII e XIX, pelos estudiosos da época. Foi assim, também, que o acadêmico Tranquilino Leovigildo Torres escreveu e publicou o livro O Município da Vitória (Vitória da Conquista). Esta magistral obra histórica foi, inicialmente, publicada na Revista Trimensal do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, agora reeditado pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia, em parceria com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

O livro O Município da Vitória tem apresentação do eminente escritor Ruy Araújo Hermann Medeiros e introdução de ilustre Humberto José Fonseca. O autor da obra, Tranquilino Leovigildo Tores, era natural do município de Santo Antônio da Barra (hoje cidade de Condeúba – Bahia). Entretanto, este não é o único trabalho do autor, ele escreveu as monografias sobre os municípios de Condeúba, Poções e Mucugê, entre outros trabalhos literários. Os organizadores da reedição deste livro afirmam que “a importância da obra de Tranquilino Torres para a História da região polarizada por Vitória da Conquista é indiscutível”. Aliás, toda e qualquer obra de Tranquilino Torres tem uma importância impar para a preservação da história dos municípios brasileiros.

Na introdução da obra, elaborada por Humberto José Fonseca, foi anotado que “o texto da corografia de Tranquilino Torres […] é dividido em duas partes que se completam. Na primeira ele descreve aspectos geográficos da região, como limites, serras, morros etc. Descreve também aspectos relacionados às riquezas minerais, à fauna e à flora. A segunda parte é dedicada à História propriamente dita, que como lembra Ruy Medeiros, embora destituído de espírito crítico, é bastante informativo”.

Como foi dito no paragrafo anterior, Tranquilino era natural da cidade de Condeúba, filho do padre Belarmino Silvestre Torres e de dona Umbelina Emília dos Santos. Nasceu no dia 30 de agosto de 1859 e faleceu em 22 de maio de 1896. Casou-se com dona Maria da Purificação Coutinho França, com quem teve vários filhos. Ele é considerado o fundador do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

È importante salientar que traça o autor neste livro a história mais antiga e a mais completa sobre a cidade de Vitória da Conquista. Na verdade, tinha ele o conhecimento das informações e dos fatos históricos, haja vista que era dito e falado, reconhecidamente, um rato de biblioteca e dos arquivos históricos da cidade de Salvador. Foi por esse sinuoso caminho que lhe surgiu a brilhante ideia de se criar o Instituto Geográfico Histórico da Bahia. Portanto, é digno este encômio sobre a obra e a vida de Tranquilino Leovigildo Torres, um servidor anônimo das velhas tradições e dos costumes do povo sertanejo. Como dizia o mestre Euclides da Cunha: “O sertanejo é antes de tudo um forte!”

 

UMA DAS PIORES ESTRADAS DO SUDOESTE

 

POÇO AZUL IGATU 045

Buracos e animais na pista estão fazendo da estrada estadual que liga Anagé à cidade de Tanhaçu, cerca de 60 quilômetros, numa das piores e mais perigosas da região sudoeste. Até o início dos anos 2000 era só cascalho e pedras. O tempo que se levava de carro, quando não chovia, durava mais de quatro horas.

A estrada foi asfaltada no governo de Paulo Souto e de lá para cá praticamente não foi feita manutenção. Atualmente, a pista está cheia de buracos, matos em suas margens e os motoristas terminam entrando na contramão para desviar das crateras que se formaram ao longo da rodovia.

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Como se não bastassem a buraqueira e a falta de acostamento, animais  como cabras, bois e jegues estão sempre atravessando a estrada provocando acidentes fatais. Sem a fiscalização da polícia rodoviária estadual para apreender os animais e multar seus donos, a rodovia encontra-se em completo estado de abandono.

A estrada que liga com a BA-262 no sentido Brumado é uma porta de entrada para a Chapada Diamantina através dos municípios de Ituaçu, Barra da Estiva e Mucugê para quem sai de Vitória da Conquista. Portanto, é muito importante para o turismo, sem falar no escoamento dos produtos da região como os hortifrutigranjeiros.

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Como Conquista é uma cidade polo de desenvolvimento do sudoeste e bastante procurada pela população, o movimento de carros leves e pesados pela estrada é intenso, ficando ainda mais perigosa com os buracos e a circulação de animais. A situação tende a piorar com a aproximação dos festejos do São João e a romaria à Gruta da Mangabeira, em Ituaçu, logo após no segundo semestre.

Pelo quadro crítico em que se encontra e se não houver reparos imediatamente, o asfalto tende a desaparecer. Não é possível que o governo estadual não tome uma providência antes que a pista se torne totalmente intransitável, bem pior quando ainda era só cascalho! Quem transita pela rodovia Anagé-Tanhaçu, passando pelo povoado de Suçuarana, todo cuidado do motorista ainda é pouco. O risco de acidente é constante.

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DO POÇO AZUL AO IGATU

POÇO AZUL IGATU 001

 

É claro que existem outros pontos e roteiros na Chapada Diamantina que grudam para sempre na memória de qualquer viajante, mas aqui fica a minha impressão sobre a Gruta da Lapa Doce, a Pratinha (Iraquara), o Vale do Capão, Cachoeira da Fumaça, o Riachinho, o Mucugêzinho, o Poço do Diabo, o Morro do Pai Inácio (Palmeiras), o Serrano, o Salão das Areias Coloridas, os Caldeirões, a Cachoeirinha, Remanso, Maribus, o Roncador, (Lençóis), o Poço Azul, o Poço Encantado e o Igatu do Xique-Xique (Andaraí) que também são de tirar o fôlego.

POÇO AZUL IGATU 025

Infelizmente, como já dizia o poeta, nem o amor é eterno. Encerramos nossa curta e gloriosa jornada pela Chapada com o Poço Azul e um até logo à vila do Igatu, lá naquelas alturas das casas de pedras construídas por escravos e garimpeiros. Como tantos outros locais, o Poço Azul nos deixa extasiado quando a luz do sol entra pelas rochas e reflete na água.

Só a estrada de pedras na subida para a vila do Igatu já deixa o visitante transfigurado com a paisagem do alto e com a ansiedade de chegar. No meio do caminho, de quem parte da cidade de Andaraí, um oratório cravado nas rochas nos força a uma parada para tirar mais uma foto para guardar como lembrança.

POÇO AZUL IGATU 028

Cemitério do Igatu

Uma viagem prazerosa, especialmente se tratando da criação da Chapada Diamantina pela natureza há milhões de anos, é como enganar a morte por uns tempos como tentou Sífio, em “O Mito de Sífio”, de Albert Camus. Não tem jeito, retornamos depois à sociedade dos absurdos e do labor estafante, ainda bem que com as energias recarregadas.

Galeria de arte da vila

POÇO AZUL IGATU 035

 





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