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:: ‘Notícias’

ISRAEL E UM GOVERNO TEOCRÁTICO

Sem essa de que o povo semita foi o primeiro a ocupar as terras palestinas. É só verificar na história para concluir que não é assim. Quando Abraão se deslocou da Mesopotâmia para lá, encontrou várias tribos habitando o território em pequenos reinos. O mesmo ocorreu com os judeus quando saíram do Egito com Moisés. Tiveram que lutar para expulsar vários grupos que ali já viviam no chamado espaço eleito por Deus.

Os tempos se passaram e a região foi alvo de várias invasões estrangeiras, como dos egípcios, babilônios, persas, gregos, macedônios, romanos, otomanos e ingleses quando, depois da II Guerra Mundial, juntamente com os norte-americanos, foi criado o Estado de Israel, em 1948. De lá para cá, os árabes-palestinos que também ali habitavam foram encurralados e oprimidos num canto. Por tudo isso, os judeus sempre se colocaram como vítimas do holocausto do nazismo. No entanto, nunca deixaram de exercitar a supremacia.

É bom que se esclareça que os judeus não foram os únicos massacrados pelos nazistas. Ciganos, homossexuais, classes mais inferiores, comunistas e outras categorias foram exterminados pelo ódio nazista. Com relação ao novo país tomado na força através de guerrilhas, outros conflitos aconteceram e a paz nunca foi alcançada porque Israel não admite um estado palestino.

Há pouco tempo o governo ultradireita israelense aprovou uma lei racista, reconhecendo a supremacia judaica sobre os demais povos, rememorando exatamente os princípios nazistas. Essa tendência vem se registrando nos Estados Unidos (Donald Trump), em países da Europa e até aqui mesmo em nosso Brasil onde a elite procura dificultar a implementação de políticas sociais.

Talvez por se considerarem sempre eleitos divinos na história, o parlamento aprovou uma lei definindo Israel como estado-nação do povo judeu. As minorias do território (21% de árabes e 1,6% de druzos) e a oposição judaica acusam o governo de racismo. O documento do legislativo não fala de igualdade. Por coincidência, na Declaração de Independência não consta a palavra democracia, mas o termo lido pelo ex-premier David Bem Gurion, ao anunciar a criação do estado, diz que Israel patrocinará o desenvolvimento para o benefício de todos os habitantes.

GOVERNO TEOCRÁTICO

Como um assunto puxa o outro, se bem que do lado de cá dos trópicos, com outras nuances, deixa-me espantado declarações do bispo-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela, ratificando posições do seu tio Edir Macedo, bispo fundador da Igreja Universal.

Segundo Crivela, “Nós temos que mudar esse país. É um sacrifício grande a gente estar na política, mas não podemos fugir, pois só o povo evangélico pode mudar esse país. Entre nós não há corrupção. Pegamos a oferta do povo, levamos ao escritório, contamos tudo e construímos igrejas. É esse Brasil evangélico que vai dar jeito na pátria”.

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UM FILME ARRANHADO E SEM CORES

Eles continuam com o mesmo discurso do blablablá bolorento de uma República caduca de candidatos cínicos caras de paus que não passam nenhuma expectativa de mudanças. De tão arranhado e desbotado, de cor amarelada pelo sol tropical, o filme está truncado e perdeu totalmente seu enredo. De tão cheio de ruídos, o som ficou inaudível e só dá para escutar alguns grunhidos primitivos.

Mesmo assim, tem muita gente que ainda segue os arranhões e os alaridos, e não se sentem perturbados. Estes esperam ser abençoados com os falatórios genéricos de propostas sem nexo, e não perdem a esperança e a fé. Aliás, nesta terra de todos os deuses e religiões, a ordem vinda do Olimpo é não perder a fé jamais, não importando quanto seja a falta de vergonha na cara dos personagens de sempre.

Há pouco tempo se ouvia nas ruas e em todos os lugares que se andava, expressões de revolta e condenação contra todos que traíram o povo com suas falsas promessas, e até dilapidaram os cofres públicos. Vamos dar o troco! É tudo zoeira! Agora se vê um ajuntamento, onde cada grupo procura, de unhas e dentes, defender seu “representante” predileto, por achar que ele é o cara certo.

Apesar das brigas e destilação de ódio e intolerância, inclusive entre amigos e parentes, termina cada um votando no seu ladrão em outubro. Nem todos do lado de cá ficam contentes, mas eles, do lado de lá, provam, mais uma vez, que a opinião pública não tem opinião, que povo ignorante e fragilizado pela pobreza e miséria é fácil de ser manipulado com favores e discursos vazios.

Para comprar o voto da grande maioria de necessitados e desesperados, tem aquele que diz que vai limpar o nome dos que estão sujos nos serviços de proteção ao crédito. Revigora a chama da esperança. Tem aquele que grita de lá que vai dar o vale gás para que ninguém cozinhe seu feijão no fogão à lenha. O outro berra que vai dar um tiro na violência em nome da família, da tradição, da pátria e de Jesus. Tem aquele que morde e assopra no seu adversário, e ainda aquele das coligações com gente da pior espécie.

Não reza a lei que é proibido comprar voto? Então, que se cumpram as regras determinadas pela legislação e se vete qualquer tipo de estelionato, golpes e contos do vigário. Nesse mercado de genéricos, sem programas consistentes, todos, como numa combinação entre eles, garantem saúde e educação de qualidade. Vão acabar as filas, e os pobres vão se sentar na mesma mesa dos patrões. Adeus desigualdade social! Agora é a nossa vez!

A sorte está lançada. Façam seus jogos, senhores! Tem preso condenado; tem o indiciado, denunciado, ladrão solto que ainda não foi julgado; tem o safado que roubou medicamentos dos idosos e merenda escolar das crianças; tem os fraudadores da previdência social; e tem o homem das malas, das sacolas e das cuecas cheias de dinheiro.

A feira é livre! Façam suas escolhas e aproveitem porque outra festa só nos próximos quatro anos. Todos já bateram pé firme de que são inocentes, e que estão sendo injustiçados. Eles não ligam pra listas de corruptos e imorais políticos porque cada um já tem, há anos, seu manso público fiel.

 

 

 

 

OS ASSASSINOS DA CULTURA

Depois da destruição completa do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, pelo incêndio do último domingo, os cínicos assassinos da cultura aparecem para dar entrevistas fajutas sobre o ocorrido, sempre com justificativas de que estavam agilizando medidas para preservação do seu acervo. Quem será a próxima vítima de destruição?

O presidente mordomo de Drácula solta nota de lamento e anuncia verba e ações conjuntas para reconstruir o Museu de 200 anos que contava com peças valiosas e históricas da humanidade. Cadê os investimentos de manutenção do prédio? Recuperar mais o quê? Vão fazer cópias falsas?

Prometem investigar as causas do incêndio. Mais uma vez, para que? Para não dar em nada e ficar por isso mesmo? Por acaso, os verdadeiros responsáveis vão ser punidos? Está na cara que não. Mais uma vergonha brasileira que repercute negativamente no exterior. Estamos vivendo num país destroçado e aniquilado.

Como andam as coisas neste país falido e desgovernado, de mal a pior, estava demorando acontecer uma tragédia anunciada por aqui de grandes proporções, quando não são fatos políticos escandalosos de corrupção, roubos, falcatruas e mortes cruéis de crianças e jovens por balas perdidas.

Num Brasil que nunca deu prioridade à educação e ao seu patrimônio histórico, os assassinatos cometidos contra a cultura não são de hoje. Há pouco tempo foi o incêndio do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Dizem que estão fazendo outro, com o nosso dinheiro.

Por falar nisso, nossa língua está sendo assassinada todos os dias por neologismos estrangeiros. Nos estabelecimentos comerciais, empresas e lojas nos shoppings center as placas são todas em inglês, e não existe uma lei para acabar com essa agressão. A maioria nada entende o que está escrito nas casas, mas todos acham bonito. Mais uma vez, fala alto o complexo de inferioridade e o modismo de imitar tudo o que é de fora. Não passamos de papagaios.

Todas as vezes que se fecha uma biblioteca, que se deixa um museu pegar fogo e entrar em ruínas o patrimônio público, está se assassinando a cultura brasileira, e ninguém toma providências. Aqui mesmo em Salvador, e até em Vitória da Conquista, o que ainda resta de arquitetura antiga está caindo aos pedaços. Caso específico do Centro Histórico de Salvador.

Na última vez que estive no Rio de Janeiro, no final do ano passado, vi com meus próprios olhos, o estado de precariedade e penúria da Biblioteca Nacional e outros equipamentos públicos. Contra o abandono, vi funcionários em protesto colocando fitas pretas nas peças e estátuas. Todos estavam de luto. Pelo andar da carruagem, a vez desses acervos públicos também vai chegar. E ai, lá vem mais lamentos e entrevistas dos cínicos que estão destruindo nosso Bpatrimônio.

O CEASA, LAGOA DAS BATEIAS E O CARTEL DA GASOLINA EM CONQUISTA

Falei aqui em outras oportunidades de locais de Vitória da Conquista que são uma vergonha pelas suas péssimas imagens, e que não devem ser apresentados a visitantes. O Terminal de Ônibus da Lauro de Freitas (o Cabeça de Porco) é um deles, mas outros, como o Ceasa Atacado e a Lagoa das Bateias, se transformaram em verdadeiros atentados à saúde pública, pondo em risco vidas humanas que devem ser preservadas. O Ceasa, por exemplo, já deveria ter sido interditado.

O caso do cartel nos preços da gasolina em Conquista é uma aberração escancarada à vista que o Ministério Público e a Polícia Federal não tomam providências drásticas para punir os responsáveis, mesmo com o clamor dos consumidores. Há cerca de 10 anos, ou menos que isso, o custo do combustível na cidade era um dos mais baixos da Bahia, e digo isso porque sempre andei em outras regiões e moro aqui há 27 anos..

De uns tempos para cá é um dos mais altos do interior, e o pior, sem justificativa plausível. Muito pelo contrário, deveria ser mais barato porque Conquista pega gasolina, em Jequié, a 150 quilômetros de distância. É um paradoxo em termos de custos de fretes quando se compara com outros municípios. Será que o Ministério Público quer maior provocação que esta, para agir contra os donos de postos?

Cortei daqui de Conquista até Juazeiro, no norte da Bahia, e só vi preço igual naquela cidade, mas compreensível devido a distância de 500 quilômetros de Salvador. Com isso, entendo que os empresários daqui são os que mais lucram com o produto, e ainda negam que haja cartel. Não adianta fazer pesquisa de preços em Conquista porque, praticamente, são iguais.

Quanto a Ceasa Atacado, que funciona na Avenida Juracy Magalhães, trata-se de um problema ainda mais grave porque lida com o abastecimento de produtos hortifrutigranjeiros consumidos por seres humanos. É uma questão de saúde pública e, por tal motivo, o local já deveria ter sido interditado pelos poderes constituídos. Cadê a vigilância sanitária e o Ministério da Agricultura? O volume de sujeiras ali é inadmissível.

Alguém deve contestar este reclamo, alegando que se for tomada esta posição, pode provocar uma crise de abastecimento na população da cidade. Pode até ser, mas vamos continuar assim, consumindo alimentos contaminados por ratos, baratas e sujos, colocando em risco a vida das pessoas? Que pelo menos se dê um ultimato para que se encontre uma solução em curto tempo. Ficar como está, comendo porcaria, é um atentado e um desrespeito para com o consumidor.

A Lagoa das Bateias, na saída para Anagé, é outro descaso por parte do poder público. Além do mau cheiro dos esgotos que são despejados no local, a lagoa, que há muito tempo deixou de ser isso, virou depósito clandestino de corpos humanos vítimas de assassinatos e outros crimes de extermínio. Transformou-se também num cemitério de esgotos.

Ali devia ser um ambiente prazeroso para ser visitado por moradores e gente de fora, mas se recomenda distância, porque é mais uma vergonha da cidade para ser mostrada a quem chega de fora. Fiz isso há pouco tempo e não me senti bem. Ali devia ser um parque de diversão e encantamento para crianças, jovens e idosos. Hoje é uma lagoa de esgotos e lixo, sem falar nos equipamentos que foram destruídos.

PRODUÇÃO CULTURAL COLABORATIVA

Ajude a publicar o livro “Andanças” adquirindo seu exemplar, e ganhe de presente a obra “Uma Conquista Cassada”. Assine um e ganhe outro do mesmo autor.

Com contos, causos, histórias, poemas e ilustrações, o livro “Andanças”, de 368 páginas mistura ficção com realidade da vida, e exigiu também um trabalho de pesquisa, como no capítulo “Pelas Brenhas do Mundo”. Leitura prazerosa garantida que prende o leitor em suas descrições galopantes e poéticas.

Para adquirir a obra, com arte final concluída pelo artista Beto Veronezze, o autor Jeremias Macário, jornalista-escritor, está conclamando os amigos e companheiros a participarem do projeto colaborativo da pré-venda do livro a fim de viabilizar sua impressão na gráfica.

O exemplar vai custar R$40,00. O interessado pode fazer a aquisição antecipada depositando este valor na conta poupança da Caixa Econômica Federal agência 0079, conta 00120426-5, devendo entrar em contato com o autor através do e-mail macariojeremias@yahoo.com.br, fone 77 98818-2902, para assinar o “Livro de Ouro”.

Pedimos aviso comprovando o depósito, pois os nomes dos colaboradores serão anexados na impressão da obra que cada um receberá no lançamento. O livro fala do Nordeste, do homem do campo, do retirante da seca, das intrigas, das corrupções, da falta de ética, do levar vantagem em tudo, da vida e da morte.

Entre outros lançamentos (Terra Arrasada, A Imprensa e o Coronelismo e Uma Conquista Cassada), “Andanças” é mais uma publicação que demandou dedicação e sacrifício. Conto com
seu apoio para impressão final do trabalho de 500 exemplares, dos quais um poderá ser seu, mediante contribuição a partir de R$40,00.

No ato da adesão em prol do lançamento do livro, o assinante levará de presente o exemplar de “Uma Conquista Cassada – Cerco e Fuzil na Cidade do Frio”. que está à venda nas livrarias Nobel e bancas de revistas da cidade. Se preferir, assine um e ganhe outro.

 

CPI DOS TRANSPORTES E FECHAMENTO DE ESCOLAS MOBILIZAM A CÂMARA

Divisões, apoios e contestações à parte, as questões levantadas sobre pedido de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Transportes e o fechamento de oito escolas na zona rural de Vitória da Conquista por parte do poder público municipal mobilizaram os debates de ontem (dia 29/08) na sessão da Câmara Municipal de Vereadores.

No calor das discussões, sobraram vaias para o parlamentar Álvaro Pithon quando se colocou contrário à CPI e elogiou o trabalho de Herzem Gusmão à frente da Prefeitura Municipal, e aplausos para as duras críticas contra o caos no transporte público e o fechamento de escolas sem um diálogo prévio com as comunidades dos povoados e distritos.

Da Tribuna Livre, a presidente do Sindicato dos Professores do Município, Ana Cristina Novais discordou totalmente da atitude do executivo que encerrou as atividades de oito escolas, com alegação de baixa frequência de alunos, tornando inviável o funcionamento das unidades. Segundo ela, isso não é justificativa plausível, argumentando que, se existe evasão de estudantes, o problema precisa ser corrigido.

Vereadores da situação, como o líder do prefeito, Luis Carlos Dudé, rebateram as reações contrárias ao ato, citando que na atuação do governo passado do PT, o assunto não teve tanto alarde e gritaria quando aconteceu o mesmo em várias regiões da zona rural.

Mesmo assim, tanto edis de partidos da oposição, como Coriolano Moraes, Valdemir Dias, Nildna Ribeiro e os de apoio ao poder público atual se comprometeram juntos a analisar a situação e formar um grupo para conversar com a secretária de Educação. Celma Oliveira, no sentido de tentar reverter a situação.

Quanto a CPI dos Transportes, solicitada pelo representante da Juventude Socialista Brasileira, Hedras Tenório, o plenário também se dividiu entre oposição e situação, mas a questão também ficou para ser estudada e analisada pelos vereadores.

Na ocasião, Hedras também aproveitou para colocar o problema dos funcionários da Viação Vitória, parada e em estado falimentar, os quais estão sem receber seus salários e indenizações, dependendo de doações da população, para sobreviverem. Denunciou ainda a ação de policiais que intimidaram estudantes durante manifestações de protestos no Terminal da Lauro de Freitas contra o anunciado aumento das tarifas de transportes.

Sobre sua posição contrária à CPI, o vereador Álvaro Pithon, mais uma vez, apontou a reação do PT quando no primeiro governo de Guilherme Menezes se tentou formar uma comissão para apurar irregularidades em obras num assentamento agrícola. Destacou que, na época, por volta do final dos anos 90, toda cúpula do PT fez de tudo para impedir os trabalhos de investigação.

QUEM SÃO OS MAIS REFUGIADOS?

É muito triste ver multidões desesperadas se deslocando do seu país para procurar refúgio em outro, mas o Brasil arrasado, onde tudo falta, e mais de 50 milhões vivem abaixo da linha de pobreza, não é o indicado para abrigá-los. Aqui, o cobertor já está curto demais, e a casa está desarrumada. Não está dando nem para cuidar dos seus. Sem mais espaço para se virar, o brasileiro já é um refugiado dentro do seu próprio território.

Na certa, é mais desagregação e sofrimento juntos, com mais miséria e violência. Vejo os venezuelanos ansiosos por um trabalho, não mais que os próprios brasileiros em seu país. A quem atender primeiro? A nós já são negados o direito à educação de qualidade, à saúde, à alimentação digna, ao emprego, à justiça e outros itens básicos. São refugiados tentando acudir outros refugiados. E onde fica a coerência?

Os nossos vizinhos venezuelanos estão aflitos e se arrastam cansados em procissão pelas estradas e caminhos íngremes, pedindo passagem nas fronteiras pobres de vários países da América do Sul. Acredito que eles não têm muita ideia sobre a real situação do Brasil, mas o clamar fala mais alto quando não se tem outras opções. Se você não tem o que oferecer, não é egoísmo.

Onde estão os ricos capitalistas predadores da América do Norte e até da Europa que por anos e séculos exploraram a mão-de-obra e as riquezas dessa gente, deixando a terra em bagaços? Fizeram o mesmo na África, no Oriente e na Ásia. Hoje estão soltando foguetes ao espaço, vendendo armas para incendiar a terra e banqueteando em seus palácios.

A elite burguesa ocidental é a maior culpada por tudo o que está acontecendo. Os imperialistas capitalistas, a começar pelos Estados Unidos, nunca admitiram o socialismo de repartição em seu quintal. Destroçaram governos legitimamente constituídos e minaram com suas forças qualquer soberania e tentativas de melhorias dos mais pobres no continente sul americano. A história não nega os fatos. Depois é só deixar que os mortos enterrem seus mortos.

Não é somente o Brasil que está arcando com essa leva de venezuelanos famélicos, mas também o Chile, que recebeu de janeiro a julho deste ano 147 mil, quase 177 mil que entraram lá em 2017. O Peru e a Colômbia, também fazem o possível para socorrer os refugiados. É assim, eles (os ricos capitalistas) sempre interviram na política que esteve fora de seus consensos, e depois deixam que uma pobreza vá aniquilando a outra.

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AS CURIOSIDADES DO MUNDO GREGO – FILOSOFIAS E SABEDORIAS (iV)

O autor Indro Montanelli, de “História dos Gregos” traça aqui um perfil e curiosidades dos grandes personagens, generais, estadistas e filósofos que marcaram a civilização grega, a mais admirada de todos os tempos, entre os séculos sétimo, sexto e quinto a.C.

PÉRICLES – Sobre este estadista, o escritor afirma que a Idade de Péricles é a idade de ouro de Atenas. Era filho de Xantipo, oficial da marinha que se tornou almirante, em Salamina, e comandou a frota na vitoriosa batalha de Mícale.

Democrata autêntico, ocupou por 40 anos os mais altos cargos, de 467 a 428 a.C. Sua família deu-lhe educação de príncipe herdeiro e foi o primeiro a introduzir o soldo no exército, para que o apelo às armas não arruinasse as famílias pobres.

Em seu tempo construiu o muro projetado pelo general Temístocles, para isolar a cidade e o porto da terra firme. Vendo nele uma fortaleza invencível, os espartanos mandaram um exército para destruí-lo, mas resistiu. Péricles quis elevar o Partenão, mas os atenienses não quiseram financiar o projeto. Então, ele resolveu construir à sua custa e colocou seu nome no frontispício.

Mesmo casado, apaixonou-se por uma mulher de nome Aspásia, que era estrangeira de costumes discutíveis, ou seja, mulher pública, mas intelectual que lutava pela emancipação feminina, criando o protótipo de “hetera”.

Dizem que, quando Péricles a conheceu, ela era amante de Sócrates. Sua alcova era também frequentada por Alcibíades, Eurípedes e Fídias. Ao notar que sua legítima esposa não era tanto virtuosa, ele ofereceu o divórcio, e transformou Aspásia em primeira dama de Atenas. Mesmo contra a lei constituída por ele mesmo, veio depois a lhe dar um filho.

A DRACMA – Por algum tempo, o sal chegou a constituir a moeda de troca. Para fazer elogio de uma mercadoria se dizia: Vale o seu sal. O contrário dos italianos, os atenienses entenderam que a única maneira de ser esperto é a de não ser. Enquanto os outros estados praticavam a desvalorização de sua moeda, Atenas deu à sua própria dracma um valor estável, tornando-a troca universal. Quando propôs a criação de um fundo comum, o presidente foi Apolo de Delfos, que dava 3% de renda a quem depositasse em suas instituições bancárias e cobrava 20% de juros a quem tomava emprestado. Assim, explodiu o boom comercial garantido pela supremacia naval, pela estabilidade da moeda e pelo sistema crediário.

A LUTA SOCIAL – Depois de instalar bancos nos templos e fazer dos deuses seus presidentes, os cidadãos de Atenas, que eram poucos, desprezavam o trabalho e o considerava humilhante à dignidade humana. O ócio era a mais nobre atividade e primeira condição para qualquer progresso espiritual e comercial.

O trabalho tornou-se monopólio das outras categorias sociais, como os metecos (estrangeiros), libertos e escravos. Ao contrário de Roma, onde o dono do escravo tinha até o direito de matá-lo, em Atenas ele gozava de certa proteção da lei. Se fugisse para o templo por ter sido castigado, ninguém podia tirar de lá. Recebiam pequenos salários e tinham liberdade de movimento e moradia. Atenas praticou a escravidão da maneira mais humana possível. Apesar do sistema capitalista, não existia milionários, a não ser Temístocles que fugiu para proteger seu dinheiro.

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A FIDELIDADE DE UM POLÍTICO

Albán González – jornalista

O brasileiro comum tem o direito de escolher os seus candidatos, sem necessidade de justificar seu voto, mesmo que seja dado de forma leviana e inconsciente, colocando tiriricas, escadinhas e fernandinhos nos gabinetes governamentais e casas legislativas. Àqueles que só são lembrados em época de eleições não lhes é dado o  direito, expresso na Constituição de 1988, de exercer plenamente a cidadania. Negam-lhe a faculdade de ter acesso à educação, saúde, lazer, segurança, emprego e moradia.

Essa prática nociva, que contamina nossas instituições, não deve ser referendada pelo brasileiro que ocupa um cargo público; que se coloca na condição de líder de uma comunidade.

Refiro-me a um episódio ocorrido no último dia 18, aqui, em Vitória da Conquista. Participando de um encontro do seu partido, o MDB, Herzem Gusmão reiterou seu apoio incondicional, na condição de chefe do Executivo local, ao emedebista Lúcio Vieira Lima, candidato, mais uma vez, à Câmara dos Deputados.

Nas fotos, o prefeito segura um cartaz, onde dois dedos (polegar e indicador) fazem um “L”, imitando, coincidentemente, acredito, a mesma letra do alfabeto usada pelo Movimento Lula Livre.  Os dois sobrenomes do candidato são omitidos, por motivos óbvios.

Como escrevi na abertura deste comentário, o cidadão Herzem Gusmão tem plena liberdade para escolher seus candidatos nas eleições de outubro. Mas, como a principal personalidade hoje deste município, elevado a um cargo de gestor pela maioria dos seus moradores, surpreende-me ver o nobre alcaide “tomar o bonde errado”, indicando para seus conterrâneos o nome de um Vieira Lima.

Essa decisão extemporânea de Herzem vai de encontro aos interesses de alguns dos políticos locais, que já lançaram seus nomes à Câmara Federal. Alguns deles, ao que me parece, integram a bancada de sustentação ao prefeito na Câmara de Vereadores.

Será que Herzem não tem acompanhado o noticiário político-policial da imprensa nacional?  Vou avivar-lhe a memória: no dia 5 de setembro de 2017 a Polícia Federal encontrou num apartamento em Salvador a soma de R$ 51 milhões – as fotos das nove malas e caixas se tornaram a marca da corrupção no país. No material periciado havia impressões digitais dos irmãos Geddel e Lúcio.

Sem imunidade, Geddel foi “morar” no Presídio da Papuda, no Distrito Federal. Já o mano Lúcio, “blindado” pelo mandato, tem conseguido evitar seu julgamento pelo Conselho de Ética da Câmara, por suposta quebra do decoro parlamentar. Além de não haver interesse dos membros do colegiado, que se acham fora de Brasília, em busca da reeleição, Lúcio não tem sido encontrado – houve cinco tentativas – para receber a notificação.

A família Vieira Lima (a mãe Marluce e os filhos) tornou-se ré no Supremo Tribunal Federal (STF), depois de analisada a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República (PGR). O trio responde às acusações de lavagem de dinheiro e associação criminosa, além do emprego de dois assessores parlamentares em serviços domésticos,  no apartamento de Marluce, no bairro do Chame-Chame, em Salvador.

Nos primeiros dias do seu governo Herzem Gusmão escolheu seus padrinhos políticos, os Vieira Lima e o presidente Michel Temer. Depois que a PF descobriu o “bunker”, no bairro da Graça, o nome de Geddel não foi mais mencionado pelo prefeito. Anunciada em várias ocasiões, a visita presidencial a Vitória da Conquista ficou apenas na promessa, mas o prefeito permanece entre os 10% dos brasileiros que apoiam Temer.

Nas hostes do MDB baiano tem candidatos que não querem ver os Vieira Lima nos seus palanques eleitorais. Um deles é João Reis Santana Filho, que se irritou ao ser questionado num debate na Rádio Sociedade da Bahia sobre sua relação com Geddel e Lúcio. “Nada tenho a ver com as malas. É problema deles. Sou ficha limpa. Fui ministro de Lula. Saí incólume. Lula está preso e eu estou solto”, respondeu o candidato emedebista ao governo baiano.

A fidelidade (qualidade rara entre os políticos) de Herzem é pouco comum nos dias atuais, reconhecida pelo próprio Lúcio, ao declarar recentemente que “somente Herzem me deu crédito”, no momento em que as portas se fecham para ele. A resposta do eleitorado conquistense ao seu prefeito se dará no dia 7 de outubro após o fechamento das urnas.

 

 

 

CÂMARA ABORDA QUESTÕES DOS TRANSPORTES E FAZ HOMENAGENS

Os funcionários da Viação Vitória, que teve seus ônibus interditados há mais de um mês e se encontra em estado falimentar, bem que quiseram ter acesso à tribuna livre da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista na sessão de ontem (dia 24/08), para falar de suas situações sem receber salários há meses, mas vão ter que esperar para a próxima plenária de quarta-feira (dia 29/08).

O vereador Dudé, líder do governo na Casa, chegou a bater boca com um empregado da empresa que insistia em falar, mas foi vencido pelo argumento do parlamentar que abriu questão de ordem, pois como reza o regulamento, existe uma fila de espera pela tribuna livre. A plenária aprovou sua posição de não abrir precedentes, mas houve um acordo para a concessão do espaço sobre o assunto na próxima sessão.

Como todos já devem saber, os funcionários da “Vitória” estão atravessando sérias dificuldades financeiras há mais de quatro meses, e não existe uma solução. São mais de 500 famílias que hoje dependem de doações da comunidade para se alimentar, sem contar atrasos em suas contas, como aluguel, carnês, cartões de crédito, pagamento de água e luz e outras dívidas no comércio.

Todos vereadores se prontificaram a ajudar, inclusive com seus próprios recursos, pois o quadro é caótico e de sofrimento. Os vereadores do PT bradaram contra o poder público municipal que ainda não tomou uma posição firme, de modo a aliviar os problemas dos empregados parados. Eles fizeram um pelo à Justiça no sentido de que os ônibus da empresa sejam penhorados para pagar as indenizações trabalhistas.

Dentro deste mesmo setor, que atualmente vive uma grande crise na cidade, muitos parlamentares se alternaram na tribuna para defender uma urgente regulamentação do transporte alternativo, principalmente dos motoristas de aplicativo. A oposição criticou a lentidão da Prefeitura Municipal em resolver as irregularidades das vans, muitas rodando de forma clandestina, repudiando a ausências de representantes do executivo nas discussões.

Outros assuntos foram abordados na sessão como a precariedade do Ceasa Atacadão, desprovido de qualquer nível de higiene para os consumidores, sem falar na total desorganização do local que virou espaço predileto dos ladrões de veículos. A vereadora Lúcia Rocha aproveitou seu tempo para falar da necessidade de revitalização do rio Verruga e da Lagoa das Bateias, hoje depósito de esgotos e sujeiras provenientes dos bairros vizinhos.

Com seu discurso político de duras críticas ao governo estadual do PT, o vereador Salomão aproveitou para chamar o candidato a senador Jaques Wagner de ladrão, citando as denúncias contra ele nas obras da Fonte Nova, na Copa de 2014.

Na ocasião, a Câmara prestou uma homenagem de moção de aplausos aos 90 anos da Polícia Rodoviária Federal, na presença de muitos componentes da corporação que receberam diploma de agradecimento pelos trabalhos prestados na região. O vereador Álvaro Pithon também homenageou o trabalho das forças armadas no país.





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