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:: ‘Notícias’

A Copa e o trem Carlos González – jornalista

Eu havia prometido na semana passada dar prosseguimento ao polêmico tema do racismo no futebol, porém, no último sábado, o secretário da FIFA, Jerome Valcke, deu mais um pontapé na bunda dos brasileiros, embora, como das vezes anteriores, tenha aplicado um linimento para aplacar a dor. No recheado balaio das críticas, o dirigente advertiu aos torcedores europeus que têm uma visão parcial sobre nosso território: “Não há ferrovias no Brasil”.

BODE NA LINHA - Cópia

Valcke abordou um problema sério no sistema de transporte brasileiro, tema de comentários feitos pelo editor deste blog, Jeremias Macário. O “cartola” chamou a atenção para a dificuldade que os estrangeiros – a Copa da Alemanha, em 2006, foi citada como exemplo – terão em se deslocar entre o Norte-Nordeste e o Sul-Sudeste. Atentou ainda para o perigo de passar as noites dentro dos carros ou em barracas.

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BARBÁRIE!

A lacuna social, econômica e política deixada há anos pelo Estado (legislativo, executivo e judiciário) deu lugar á barbárie e à brutalidade desenfreada. Não é querer ser catastrófico. A realidade cruel dessa sociedade que perdeu as estribeiras está aí, mas, como já estamos em plena banalização do crime, a resposta mais corrente que se ouve é que “a coisa é assim mesmo”. Temos mais que nos conformar com a deformação mental do país.

Por causa de um boato numa rede da internet, pessoas cheias de ódio arrastam uma mulher, espancam e torturam até a morte. Quem colocou o boato de um retrato falado de uma suposta senhora que sacrificava crianças em rituais de magia negra tem sua carga de culpa, mas, mesmo que fosse verdade, não justificaria o ato tão bárbaro.

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CURTA AS CURTAS II

COMÉRCIO cONQUISTA

E o nosso Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima interditado desde final do ano passado! É o sinal visível da decadência da nossa cultura na Bahia e em Vitória da Conquista, e de que ela é apenas um jarro de decoração na mesa dos programas dos governos. Se antes já não havia tantas opções culturais na cidade nos finais de semana, agora piorou. O pequeno centro Carlos Jeovah não tem estrutura física para receber eventos musicais e outras linguagens artísticas. As expressões culturais em Conquista (terceira maior cidade da Bahia) não podem ficar resumidas ao Natal e ao São João. A esperança de melhora está no início de funcionamento do Espaço Glauber Rocha construído pela Prefeitura Municipal. Vamos rogar para que lá as atividades culturais voltem ao bom tempo das décadas de 50 e 60.

MENINO MAICON

Um ano e quatro meses e o caso do menino Maicon, morto numa desastrada operação da polícia num bairro da periferia da cidade de Conquista, continua sem uma solução. O mais revoltante foi o desaparecimento do corpo do menino, lembrando os tempos da ditadura militar(1964-1988). A mídia e a sociedade permanecem caladas. Os responsáveis trabalham nas ruas como se nada tivesse acontecido. No Brasil, os escândalos e as tragédias se sucedem e todos continuam dizendo “é assim mesmo, o que se pode fazer”. Vez por outra, um grupo todo de branco, que mais parece propaganda de sabão em pó, sai às ruas pedindo paz.

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A CULTURA RENEGADA

CENTRO DE CULTURA 006

“Uma criança em farrapos contempla, com brilho no olhar, o maior túnel do mundo, recém-inaugurado no Rio de Janeiro. A criança em farrapos está orgulhosa de seu país, e com razão, porém ela é analfabeta e rouba para comer”.

Esse olhar do escritor uruguaio em “As Veias Abertas da América Latina” (todos deviam ler), publicado na década de 70, continua atualizado para os tempos atuais. Nos dias de hoje, jovens e adultos doidos por futebol e distantes da cultura, se orgulham do Brasil sediar a Copa do Mundo, embora a grande maioria nem possa ir aos estádios para assistir uma partida porque foram barrados do banquete por serem pobres.

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Racismo no futebol – 1 Carlos González – jornalista

No calor das discussões sobre a prática de racismo no Brasil não se ouviu ou se leu qualquer referência ao baiano Carlos Alberto Caó Oliveira Santos, autor da Lei 7.716/89, sancionada pelo então presidente José Sarney. O primeiro artigo da lei diz que é “crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A “Lei Caó” deu um sentido mais amplo à “Lei Afonso Arinos”, de 1951, que tratava apenas da discriminação racial.

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SOBRE NOSSAS FERROVIAS (II)

FIM DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS

A VFFLB mudou depois para RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima) através da Lei 3.115, de 16 de março de 1957, com a finalidade de administrar, conservar, ampliar e melhorar o tráfego das estradas de ferro da União. Foram incorporadas a ela as Estradas dos diversos Estados, como de Santa Catarina, Paraná, Central do Brasil, Rede Ferroviária do Nordeste, Estrada de Ferro Leopoldina, Bragança, Viação Férrea Rio Grande do Sul, EF Bahia e Minas Gerais, EF de Ilhéus e EF Nazaré, entre outras.

Arquitetura do Trem - CópiaPouco tempo depois, sob alegação de ser antieconômico, de elevado custo de combustível, baixo aproveitamento da oferta e insegurança na circulação dos trens, a RFFSA passou a se caracterizar como transporte essencialmente de carga, uma vez que o sistema de passageiros foi progressivamente desativado.

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FOTOS DIVERSAS 015

R$ 66 mil, preço do ingresso para final da Copa

Carlos González – Jornalista

 

R$ 66.998,00. Este é o valor que empresas que fazem negócios pela internet estão pedindo por um ingresso na ala Vip do Maracanã para a final da Copa do Mundo, dia 13 de julho. O leitor não pense que é exagero. Faça uma pesquisa no Google e vai constatar que, para esse mesmo jogo, a entrada mais barata está sendo oferecida por R$ 8.561,00.

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SOBRE NOSSAS FERROVIAS (PARTE I)

Est. Senhor do Bonfim - Cópia 

A Internet não oferece muito subsídio sobre a história da Viação Férrea Federal Leste Brasileira, a não ser algumas pontuações soltas sobre o tema. A sensação que se tem é que o assunto não merece tanta atenção, seguindo a mesma lógica da política dos governos passados de desativar o transporte ferroviário e optar pelo rodoviário.

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DIA DA CAATINGA FOI ESQUECIDO

QUEIMADA NA CAATINGAO meu sertão catingueiro, com espécies vegetais e animais exclusivos, é bem diferente do cerrado e da mata. Ora está retorcido, cinzento, desértico e árido, mas de repente fica florido e cheio de vida, de cores e encantos quando batem as chuvas. Aí arrebenta o aroma da terra molhada para o plantio.

O olhar dessa gente sertaneja é uma mistura de lealdade humilhada, cismado, doído, castigado, sofrido, resistente, bruto e pacato. Pode ser exótico matreiro tabaréu, mas não é o mesmo olhar do mateiro do sul ou de outras plagas do litoral. Nesse sertão, toda final de tarde ouço o canto cadenciado do nambu, como igual não existe em lugar nenhum.

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