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O CORONEL DAS DESCULPAS

Quem bate esquece, mas quem apanha, não. Dias desses vimos umas cenas de brutalidade de um policial desajustado esmurrando um jovem de menor em Salvador, se não me engano numa das ruas de Paripe ou Piripiri. O coronel deu suas justificativas costumeiras e chamou a mãe ao seu quartel para pedir desculpas pelo comportamento estúpido do militar.

O que me chamou a atenção foi que o coronel, comandante da Polícia Militar da Bahia, foi o mesmo que pediu desculpas à família do pintor de Dias D´Ávila que foi alvejado e morto por uma ação atrapalhada de seus subordinados. Isto aconteceu no ano passado e depois disso ninguém mais tocou no assunto.

Nesta semana ocorreu outro episódio idêntico de espancamentos em Salvador. Como todos já sabem, as vítimas são sempre negras e pobres das periferias, o que denota preconceito, racismo e homofobia, como foram registradas através das palavras proferidas pelo policial que nunca deveria ter vestido uma farda da corporação.

O caso Maicon

Fico aqui a imaginar, no primeiro fato a que me referi, por exemplo, como um cara daquele, que deu porrada no menino (as cenas são fortes), passou no concurso e no teste de psiquiatria! Será que ele perdeu e teve um QI (Quem Indica por fora). Falo isso porque conheci um fato assim.

No momento em que descrevo essas atitudes de violência desmedida e de tamanha ignorância, veio-me à cabeça o caso do menino Maicon aqui de Vitória da Conquista, que foi morto por policiais numa diligência atabalhoada. Primeiro, desapareceram com a criança. São quase dez anos e não se deu nenhuma solução para o problema. É mais um processo arquivado em nossa cidade, e a sociedade não se manifestou. Afinal, trata-se de uma família pobre e humilde.

Agora, pedir desculpas virou um marketing de relações públicas para dar condolências aos familiares e explicar, diante da mídia, que a instituição não tolera e nem compactua com esse tipo de abordagem brutal, e que vai apurar e punir os responsáveis. Nem é preciso dizer que tudo depois cai no esquecimento, e a imprensa pula para outra cena de tortura. Investigar mais o quê, senhor comandante? As imagens já dizem em tudo! Fosse comigo, ou com algum parente meu, dispensaria no ato as desculpas.

Nos últimos tempos essas práticas chocantes de violência contra os cidadãos civis, que têm seus direitos desrespeitados publicamente, e até mesmo de desvios de conduta dentro da corporação, se tornaram corriqueiras e comuns, e não mais fatos isolados e excepcionais como antigamente. Está havendo uma generalização, e a única coisa que ainda a pessoa tem coragem de clamar, entre choro e lágrimas, é por justiça, que quase nunca chega.

A instituição precisa ser repensada

Quero deixar bem claro que, quando faço essas críticas, não me julguem que quero colocar a polícia contra a população. Meu intuito é expressar meu pensamento, minha revolta e minha opinião (há anos que venho falando isso), de que esta instituição precisa urgentemente ser repensada, reformulada e recriada em outros moldes de atuação, com outra filosofia de trabalho. Não adianta discutir isso com um oficial. Sabemos qual é a resposta.

O nome “polícia militar”, como sistema de segurança, só existe no Brasil. Para começar, a corporação precisa criar e praticar o conceito de segurança pública onde não se confunda firmeza com abuso de poder e opressão. A lei para o policial do tipo banda podre é corporativa. Quando ele comete um ato “criminoso”, tem como penalidade o seu recolhimento ao quartel por uns dias e depois volta a atuar nas ruas. A prisão é ficar em seu batalhão.

Sabemos que a grande maioria dos policiais são originários de famílias pobres, negros e que passaram por vários tipos de discriminação. Quando o indivíduo cai dentro da corporação militar parece querer extravasar sua raiva e seus complexos justamente nos mais excluídos. Coloca-se na posição de empregado a serviço da elite, tida como patronal que lhe paga. Quanto a essa questão, a psicologia pode melhor explicar.

Para que servem os treinamentos que dão o passaporte para o policial trabalhar nas ruas e lidar com a população? São mais preparos de força e manuseio de armas e pouco de relações humanas, de como tratar o cidadão com respeito? Todos são considerados bandidos até que provem o contrário? Diante do quadro atual, prefiro ser assaltado por um bandido que ser abordado por um policial porque com este não tem diálogo. Vai logo no tabefe e acusa a pessoa de desacato à autoridade.

O que questiono são esses métodos de treinamento que têm gerado mais violência. Por que tanta resistência às mudanças para criação de uma nova polícia, a começar pelo nível de instrução e formação do candidato? Durante este tempo de preparação, o comando não percebe diferenciar o joio do trigo? Aqueles de caráter violento que não podem colocar uma arma na cintura e ir fazer diligências? Alguma coisa precisa mudar, para não ficarmos só nos pedidos de desculpas.

NA AUSÊNCIA DE UM ESTADO FALIDO, O TRÁFICO E A RELIGIÃO OCUPAM ESPAÇO

Assim como o tráfico e as milícias com seus crimes dominaram as favelas onde o Estado elitista, burguês e capitalista, até mesmo conivente, sempre esteve ausente, negando a inserção de políticas públicas sociais, também correntes religiosas conservadoras e fanáticas ocuparam seus espaços nas pobres periferias excluídas, para inocular suas doutrinas oportunistas, muitas vezes de intolerância e ódio.

Nessa encruzilhada de bolsões de miséria e ignorância, é muito difícil saber onde está a diferença entre o mal e o bem. Para os esquecidos que não se sentem valorizados como gente, sem perspectivas de futuro, quem chega com o “bálsamo” da palavra de salvação e a proteção de vida é bem-vindo e até louvado. É um conforto. O mal, ou o mau, desaparece para se transformar em bem do bom que “sustenta” seu corpo faminto e “alimenta” a alma que se sentia vazia.

Dessa forma entram o tráfico e a religião dos oportunistas no espaço pobre e miserável deixado pelo Estado, que criou no país uma legião de ignorantes e excluídos do seio da sociedade, servos obedientes e fanáticos desses falsos profetas da verdade e da razão. Nos últimos anos, muitos deles galgaram o poder político com os votos desses rebanhos perdidos que foram atraídos para seus covis da maldade e do fanatismo religioso.

Terreno fértil

Não literalmente como na carta de Pero Vaz Caminha, do aqui em se plantando tudo dá, esse terreno de pobreza e de ignorância que perdura há séculos, com a falta de educação e saber, tornou-se fértil e de fácil cooptação, não somente para os políticos aventureiros e extremistas na caça dos votos, mas também para os traficantes de drogas e milicianos, bem como para o avanço do evangelismo fundamentalista.

Ao longo dos anos, os governantes aproveitadores e egoístas criaram um campo minado, altamente perigoso e prestes a explodir. Sem mais controle, para os traficantes e milicianos (mistura com militares) que invadiram os morros onde o Estado criminalizou os moradores, usa-se a força da violência na base do fuzil e dos tanques, matando até mesmo mais inocentes que criminosos.

Os monstros de várias cabeças dos dois lados (governo e tráfico) só fazem crescer, e quem aparece para denunciar as injustiças, realizar e cobrar programas sociais, se torna alvo das balas assassinas deles. A população fica entre a cruz e a espada. Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.

Sem apoio político-social e opção de melhoria de vida, o tráfico encontra o campo propício para cooptar a população, principalmente os jovens, que entram numa viagem sem volta para o inferno. Por sua vez, o político bandido usa isso para lucrar, formando organizações criminosas empresariais, muitos delas se unindo aos traficantes e milicianos.  Está assim montado um Estado paralelo num espaço que deveria ser responsabilidade dos governantes.

Há quase quarenta anos, o ex-presidente João Goulart já dizia que “a maior parte do povo brasileiro é pobre, desnutrida, desprotegida, desinformada, analfabeta e sem oportunidades de estudo. Quando surge um governo voltado para a maioria dos brasileiros, fere os privilégios dessa minoria que domina a economia e escraviza nossos trabalhadores”.

Neopentecostais

O quadro continua atual e aí sobra espaço para o tráfico e a religião, especialmente tomado pela nova onda de neopentecostais ultraconservadores que estão espalhados em cada esquina das cidades. Nas periferias estão mais concentradas as pessoas que chegam às levas dos brejões mais longínquos dos interiores abandonados em busca de sobrevivência e dias melhores.

Acontece que esse indivíduo é mais um número nas estatísticas da pobreza desassistida. Sem infraestrutura, na maioria das vezes sem moradia própria, sem contar com programas de ação social por parte dos órgãos públicos, convivendo numa situação de precária educação e saúde e sem o reconhecimento como pessoa humana, ele não passa de mais um zé ninguém.

Nesse ambiente de abandono e desvalorização do ser, entram as igrejas com suas doutrinas fanáticas como salvadoras de almas, que prometem alento para o desespero e dias melhores em troca de um dízimo. Um pedreiro, servente ou um encanador que nunca foram valorizados são acolhidos e passam a ter voz naquela comunidade religiosa, muitos até como novos pastores.

O contingente desses descamisados, desvalorizados e de baixo nível de instrução, cooptados e doutrinados num processo de lavagem cerebral, com a pregação de intolerância contra as outras religiões, como o candomblé, por exemplo, só faz aumentar no Brasil.

Muitas dessas religiões propagam e incutem em seus fiéis, a maioria frágil e de fácil manipulação, a ideia de que fora da igreja não há salvação, e que só Cristo salva. Nessa linha pentecostal extremista e conservadora, dia desses ouvimos de uma cantora gospel que os católicos não são filhos de Deus.

VEREADORES COBRAM OBRAS DO PREFEITO

Como já era esperando no “toma lá, dá cá” entre os poderes, depois da aprovação do empréstimo de mais de 60 milhões de reais feito pelo executivo à Caixa Econômica, agora os vereadores estão cobrando do prefeito Hérzem Gusmão a contrapartida de suas emendas através de obras em suas zonas eleitorais, tanto nos distritos como nos bairros da cidade.

O bombardeio foi quase geral, ontem (dia 28/02), na sessão da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, inclusive com críticas veladas de que o prefeito não tem atendido as indicações e os projetos de lei encaminhados pelos parlamentares. Não pouparam os secretários que, conforme os cobradores pelos serviços, não têm dado importância às solicitações dos vereadores.

A fala de Hermínio Oliveira foi a mais veemente, em tom de desabafo, e pediu que a Casa tome uma atitude para que o prefeito respeite as indicações e os projetos formulados pelo legislativo. Ele foi bem enfático quando destacou que o prefeito não está cumprindo com as emendas de recursos feitas pelos vereadores

Canalhas e carniças

A manifestação dos insatisfeitos só foi quebrada com o pronunciamento do vereador David Salomão, que começou afirmando que o país está de cabeça para baixo, e meteu o sarrafo no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal, endossando a convocação do capitão-presidente da República para que o povo se levante nas ruas do país conta essas instituições.

Em seu discurso da Tribuna, chamou os deputados de canalhas e carniças, que estão querendo 30 bilhões de reais do governo federal. Na ocasião, atacou os cantores Kanário e Daniela Mercury – segundo ele, só esta recebeu 700 mil reais de cachê pago pelo – que destrataram abertamente a polícia militar, com termos pejorativos como “bundas moles”, durante o carnaval de Salvador. Lembrou que Daniela mandou o povo “tomar naquele lugar”.

De um modo geral, a sessão de ontem teve como maior alvo o prefeito, inclusive no que tange à precariedade na área da saúde, mas houve um momento de descontração com os parabéns dirigidos à vereadora Lúcia Rocha, em homenagem ao seu aniversário.

O parlamentar Cícero Custódio criticou a precária situação da saúde no município, citando a greve dos médicos na Santa Casa da Misericórdia onde muitos pacientes não estão sendo atendidos, e informando que a prefeitura não está fazendo o devido repasse de verbas. Outro que tratou da questão da saúde, criticando as filas enormes na Central de Marcação e a falta de equipamentos nos postos, foi Waldemir Dias

Coriolano Moraes voltou a acusar o estado de caos no setor do transporte público, e atacou o prefeito que, de acordo com ele, não está executando os projetos que a Câmara tem aprovado e enviado.

Ainda sobre as empresas de ônibus que rodam na cidade, Waldemir Dias declarou não entender os critérios da prefeitura quando libera recursos para a Viação Rosa por quilômetro rodado, enquanto que, para a Cidade Verde, é por passageiros transportados. Disse que a licitação prometida para escolha de uma nova empresa nunca é realizada.

Seu colega Edmilson Oliveira denunciou um acordo esdrúxulo que um preposto do governo municipal fez com um empresário, dispensando as multas em troca de material elétrico para iluminação de um campo no distrito de José Gonçalves. Ele quer que o legislativo forme uma comissão para apurar esse tipo de negociação, segundo ele, ilegal.

 

O CONTO DA CARTEIRA ASSINADA COM O FALSO SALÁRIO MÍNIMO

Como tantas outras no Brasil, a lei do salário mínimo padrão obrigatório, como parâmetro para que todo trabalhador tenha esse mísero ganho no final de cada mês, é uma deslavada mentira. A mídia anuncia que aumentou o número de carteiras assinadas no pais, mas não diz que milhares e milhares de empresas burlam o decreto e não pagam o valor real. É o conto do vigário da carteira que foi institucionalizado.

Aqui mesmo em Vitória da Conquista, principalmente médias e pequenas empresas, conheço várias que assinam a carteira, mas por fora só pagam a metade do mínimo, quando muito, 700 reais. É só fiscalizar, mas isso não existe porque a reforma trabalhista escravizou o pobre trabalhador, e ainda veio o capitão-presidente e acabou com o Ministério do Trabalho.

A CHAMADA “RACHADINHA”

A prática de assinar a carteira (não recolhem o FGTS e outros benefícios) e combinar com o empregado pagar outro valor bem abaixo do fixado está ficando comum. Diante da necessidade, e sabendo que uma enorme fila lá fora aceita estas mesmas condições humilhantes, o candidato não tem outra saída. É a chamada “rachadinha” trabalhista. Não adiante ter capacidade e preparo.

Isso ocorre em todas as profissões, inclusive de professores. A maioria das escolinhas particulares de Conquista assina a carteira do professor, mas avisa logo que só paga 500 ou 700 reais mensais por três ou quatro turnos de aulas por semana. Para ostentar e intimidar o pretendente a aceitar a oferta, o diretor, ou diretora, exibe um monte de currículos em sua mesa.

É muito vergonhoso e triste um professor no Brasil ter que se sujeitar a esse tipo de exploração desprezível, mas outras categorias também estão incluídas nesse pacote de escravidão. As empresas fazem isso porque sabem que não são incomodadas por fiscais do governo. Por outro lado, a mídia só faz mostrar a estatística do IBGE, mas não investiga o outro lado da verdade. Não divulga o outro lado macabro da moeda.

CONTO DO VIGÁRIO

É praticamente trabalhar de graça quem recebe 500 ou 700 reais por mês. Depois que a pessoa tira o dinheiro do transporte (a empresa não paga), no caso de Conquista, se for só um ônibus por dia, o funcionário fica com cerca de 400 a 600 reais, isso se não fizer um lanche na rua. Muitos trabalham com fome para ganhar uns trocados no final do mês.

Nenhum órgão, sindicato ou entidade do trabalhador investiga, fiscaliza e denuncia esta tremenda irregularidade do mercado. Fazem vistas grossas. Todos preferem acreditar na mentira e no conto do vigário do salário mínimo.  Aliás, o brasileiro está sendo massacrado pelas fake news e pelas mentiras publicitárias, sem reagir e sem se indignar. Uma claque de lunáticos e fanáticos invadiu nosso território.

Dias desses fiquei horrorizado quando ouvi de uma psicóloga da área de recursos humanos afirmar que o empregado capaz e dedicado tem o poder de barganhar aumento salarial. Ela está totalmente por fora da atual realidade brasileira. Está sonhando! Estamos sim, num regime de escravidão, onde milhões se sujeitam a ganhar menos de um salário mínimo para não passar fome e, mesmo assim, passando.

OS TERCEIRIZADORES VIGARISTAS

Com a reforma trabalhista e o fim do Ministério do Trabalho, o Brasil virou terra de ninguém onde os coronéis de chibata e arma na mão ditam as ordens. O operário em geral segue de cabeça baixa, recebendo as migalhas, com exceção de algumas classes mais fortes e privilegiadas, como petroleiros, químicos, metalúrgicos, bancários e outras.

Está aí para constatar os fatos a praga da terceirização. Aproveitadores e oportunistas montam firmas sem dinheiro, e até mesmo irregulares, verdadeiras arapucas, para explorar mão-de-obra barata e escrava. Ganham licitações e contratos do poder público e do setor privado na base das tramoias. Depois deitam e rolam descumprindo as “leis”. Atrasam os salários, não pagam décimo terceiro, não recolhem o FGTS e outros benefícios. Os “responsáveis” nunca são punidos.

Muitos abrem um escritório fajuto, sem nenhuma estrutura, pegam a grana do contratante terceirizador e se mandam com o dinheiro do trabalhador. Geralmente não dá em nada, e o empregado fica a ver navios, passando fome e outras necessidades. Estamos no Brasil faroeste das vigarices e das mentiras, como a do salário mínimo da carteira assinada.

Neste país das castas, só os funcionários públicos diretos do executivo, legislativo e judiciário são os privilegiados, muitos com ganhos de até 100 mil reais mensais. Nunca falta dinheiro e não há atrasos no pagamento desses “servidores” dos três poderes, que jamais sofrem cortes de verbas. Eles continuam mamando nas tetas do povo, que come o “pão que o diabo amassou”, com a redução de recursos na educação, na saúde e nos programas sociais em geral, e ainda são vítimas da mentira do salário mínimo.

 

 

O CARNAVAL CULTURAL DE CONQUISTA E A EXPLORAÇÃO NOS PREÇOS

Quando se fala em carnaval pensa-se logo em rua onde as pessoas têm mais espaço para se movimentar, brincar e criar blocos. A festa em lugar fechado dá a sensação de se estar num clube. Tem seu lado bom porque nos faz lembrar dos velhos tempos dos bons carnavais, que não mais existem.

Fotos de Vandilza Gonçalves

Neste ano, aconteceu no Espaço Glauber Rocha, no Bairro Brasil, o Carnaval Cultural de Conquista (ano passado foi no Bulevar Shopping). Até aí tudo bem, mas o que assustou os participantes foram os preços cobrados pelas bebidas e comidas lá dentro.

Os barraqueiros cobraram cinco reais por uma latinha de cerveja de 350 ml porque eram obrigados a pegar o produto só na distribuidora dos organizadores do evento, sem falar nos trezentos reais pelo ponto. Muitos preferiram tomar sua bebida na rua por três reais a latinha.

Nos supermercados e nas distribuidoras da cidade, o consumidor consegue comprar uma lata por dois reais e até menos que isso em alguns lugares. Por cinco reais significa mais de 100% de lucro, o que já é muita exploração, mesmo levando em consideração os gastos com as bandas e pessoas de segurança e do som.

Fora a exploração que foi a principal reclamação, o Carnaval Cultural de Conquista ocorreu em clima de paz e tranquilidade, com boas músicas que animaram os foliões, com as bandas de sopro circulando no circuito do Glauber Rocha, com marchinhas dos tempos antigos.

Mesmo com atraso, no domingo o mini trio da banda do cantor e compositor Baducha, com sua jinga de carnavalesco e boas músicas, arrasou e não deixou ninguém parado. Pela sua apresentação no palco, Baducha pode fazer sucesso em qualquer trio elétrico de Salvador, bem melhor que muitas porcarias que desfilam nas avenidas da capital.

Mesmo com alguns problemas, principalmente no quesito exploração, a organização ofereceu uma opção de diversão para quem não pode viajar por falta de grana e terminou ficando em Vitória da Conquista que nestes dias tem pouco movimento nas ruas.

Só para lembrar, Conquista já teve bons carnavais que começaram lá pelos idos de 1927 e teve suas micaretas de sucesso, competindo com Feira de Santana, em finais dos anos 80 e na década de 90. No Governo do PT a festa foi minguando até se acabar. Somente de uns anos para cá surgiu o Carnaval Cultural, com um pouco de raiz nos eventos do passado.

Mais uma vez volto a falar que o país, na situação em que se encontra, com toda essa crise social, econômica e política, não deveria se dar ao luxo de ficar uma semana parada. Os empresários e governantes dizem que a festa dá lucro, o que é uma tremenda mentira. Salvador, por exemplo, tira dos cofres públicos mais de 150 milhões de reais, sem contar os gastos com logística e segurança.

O contribuinte paga um absurdo para os artistas famosos de sempre (todos afortunados com recursos públicos), que apresentam um lixo em termos de músicas, e o povo alienado no asfalto cobre seus “ídolos” de aplausos e elogios. Os arrastas chinelos pipoqueiros fazem tudo o que eles mandam, sem consciência de que estão pagando um preço alto.

Se for fazer um cálculo através do PIB do país, contabilizando as perdas diárias na produção, mais prejuízos no SUS com o aumento de acidentes e outras despesas do Estado na prestação de serviços na organização, o carnaval gera um déficit e serve para deixar o rico mais rico e o pobre mais pobre.

Por outro lado, a nossa mídia, que embolsa muita verba dos patrocinadores, não divulga nem um terço da violência da festa, para não passar uma imagem negativa para os turistas, principalmente os gringos. Multidões vão às ruas e às praças, chegando a mais de um milhão em alguns blocos.

Vá organizar uma manifestação contra os desmandos dos governantes na falta de educação e saúde, principalmente, aparece, quando muito, uns poucos milhares, e olhe lá. Ninguém mais quer saber de política, enquanto os políticos se esbaldam e fazem o que bem querem, defendendo seus próprios interesses. Exploram, oprimem e até roubam nosso suado dinheiro.

A BANALIZAÇÃO DO EMPODERAMENTO

Nos últimos tempos, a palavra empoderamento foi e ainda está sendo a mais comentada, principalmente por mulheres e negros, mas também a mais deturpada e banalizada. Nesse carnaval, então, foi um tal de empoderamento pra lá e pra cá, sem sentido e de maneira leviana.

Muitas mulheres acham que rebolar a bunda e mostrar as pernas em trajes praticamente nus é empoderamento. Deixar o cabelo crespo e fazer outros gestos é empoderamento. Qualquer coisa que se faz diferente, lá vem o tal do empoderamento que sai da boca, sem pensar e refletir.

Tenha consciência política, conquiste seus objetivos, seja ponto de liderança, se instrua, aumente seu nível intelectual, seu conhecimento, seu nível econômico e social, participe ativamente da vida política do país e aí pode dizer que está se empoderando. De um modo geral, vejo um povo submisso e oprimido, muito longe do empoderamento, tão banalizado.

Não é cabelo, bunda, pernas e colocar besteiras de sua vida nas redes sociais que lhe faz de empoderado. Aliás, depois da internet e do celular, as pessoas ficaram mais ridículas, fazendo selfies de si em qualquer lugar e passando para todo mundo ver, como forma de necessidade de se aparecer, de descarregar suas frustrações interiores.

Num país de tão profundas desigualdades sociais, de tanta miséria, falta de justiça para os mais pobres, de tanta homofobia, preconceito, misoginia e racismo, o empoderamento passa longe. Temos um presidente com todos esses predicados negativos, mas, mesmo assim, conta com apoio de milhões e recebe votos das mulheres, negros e homossexuais.

Se toda essa gente de que falo se sentisse empoderada e não votasse nele, não teria sido eleito e nem mais pensaria em reeleição. Não é fazendo seu corpo de objeto que vai lhe dar poder. Muito pelo contrário, lhe aniquila como gente. No Brasil dos paradoxos e de tantas contradições, as pessoas saem por aí falando muita coisa sem refletir e colocar seus 10% da cabeça para raciocinar.

Nos apropriamos muito do termo empoderamento, enquanto o governo que aí está manda uma banana para a nação e profere palavras escandalosas de preconceito contra as mulheres, os negros e índios, e a reação é tímida. Estamos sendo engolidos pela besta fera e nem percebemos.

Multidões abarrotam ruas, praças e avenidas dos carnavais de uma semana, e pouco estão ligando para o que está ocorrendo com o povo, com o seu país de milhões de analfabetos e excluídos. Só pensam no seu eu individual, não importando as catástrofes e tragédias que há pouco tempo aconteceram em Belo Horizonte e em São Paulo.

Vamos lutar por mais dignidade e falar mais de política, sem rancor, intolerância e xingamentos. Precisamos nos unir e não se dividir como ocorreu nos últimos anos. Estamos é nos proibindo de falar em política para evitar briga e morte. O empoderamento ainda passa longe. Não seja banal e fútil com as palavras.

A POLÍCIA PODE, MAS O CIVIL NÃO…

Para sermos diretos no assunto, a polícia militar pode fazer greve mascarada, como aconteceu em Fortaleza, mas o cidadão trabalhador comum não pode. O grevista civil que sai mascarado é considerado de vândalo e bandido, quando não é preso e torturado pela própria polícia.

Temos que conviver com estes paradoxos e contradições, sem contar outros absurdos que existem no Brasil. Mesmo não sendo constitucional, os policiais civis que fazem motins, cometem crimes contra a população oprimida e fazem barricadas destruindo viaturas e dando tiros, terminam depois sendo anistiados.

Depois da reforma trabalhista, com o consequente desmantelamento dos sindicatos, principalmente a maioria das categorias sem poder de barganha, as greves acabaram no país, e o trabalhador teve que baixar a cabeça e aceitar as condições dos patrões. A verdade é que, neste regime de escravidão, com cerca de 13 milhões de desempregados, não existe mais acordos.

Só não enxerga quem não quer e se faz de surdo, mudo e cego, mas as manifestações populares e seus segmentos foram literalmente esmagados pelo capital e o poder governante protetor dos empresários.

Quando Temer, o Mordomo de Drácula (sumiu e não se fala mais nele) consegui, com apoio do Congresso, fazer a reforma trabalhista, os capitalistas, em unanimidade, bateram palmas. Estava claro que começava a era propriamente dita da escravidão.

Para completar os estragos da reforma, veio o capitão-presidente e acabou com o Ministério do Trabalho. Foram totalmente abertas as porteiras da escravidão. Hoje, somente as categorias mais privilegiadas, como de petroleiros, metalúrgicos e bancários (olhe lá!) têm ainda algum cartucho para queimar.

Ninguém dá importância para greve dos professores, inclusive a sociedade que nem está aí para educação. É uma decadência total, e estamos vivendo no Brasil como gados ferrados, sendo levados para os abatedouros.  Sem fiscalização, boa parte dos trabalhadores de baixa renda com carteira assinada não está recebendo o salário mínimo de direito constitucional.

Um grande número de empresas assina a carteira, na base do faz de conta, e paga pouco mais da metade do salário mínimo para o operário que, na situação de pobreza e calamidade, é obrigado a aceitar a migalha, senão outro chega e toma o seu lugar. Não existe mais essa de ganha mais quem tem mais competência, quando desapareceu por completo o poder de barganha. Aí, meu amigo, o mercado faz o que bem quer, sem ser incomodado.

Estamos aceitando de cabeça baixa toda essa opressão. Estão nos empurrando goela abaixo todo monturo do capitalismo selvagem e predador dos tempos anteriores da Revolução Industrial do século XVIII.

Mentem descaradamente quando dizem que a reforma previdenciária vai beneficiar os mais pobres, quando está visível a permanência dos benefícios para as chamadas categorias especiais. Cada grupo defende o seu quinhão individual, e o coletivo mais pobre que se lasque.

MUITA CONVERSA FORA E POUCA EDUCAÇÃO NA SESSÃO DA CÂMARA

As sessões da Câmara de Vereadores de Conquista estão mais parecendo com uma feira de pechincha de verduras em geral. A de ontem (dia 19/02) não foi diferente. A plateia do auditório não para de falar alto e até mesmo os parlamentares em suas bancadas trocam conversas paralelas, enquanto o colega faz seu pronunciamento na tribuna. Quase não se ouve nada.

Os professores da rede estadual de ensino (mais de mil) estiveram ontem na Câmara apresentando suas reivindicações trabalhistas e de outros benefícios ao Governo do Estado. Na oportunidade, solicitaram o apoio da Casa e da sociedade, mas, na verdade, o que houve foi muita conversa fora e pouca educação, quando deveria ter sido o assunto mais comentado.

Mesa diretora em uma das sessões da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista. Foto Jeremias Macário

Apenas alguns vereadores tocaram no assunto, e o mais surpreendente saiu da boca do parlamentar David Salomão, que pediu ao presidente da República uma intervenção na Bahia por causa da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, segundo ele, um militar honrado que foi executado pela polícia militar como queima de arquivo. Disse que não existe mais ordem no Governo do PT, o que justifica uma intervenção do governo federal. Na ocasião, fez duras críticas ao judiciário que se utiliza do poder para vender sentenças.

Pauta de reivindicações

O professor Genivan Nery, diretor de Comunicação da Associação, usou a Tribuna Livre para falar em nome da categoria, que ao longo dos anos, vem perdendo uma série de conquistas, prejudicando mais ainda o nível de ensino que já é precário na Bahia e no Brasil por falta de prioridade dos governantes.

Na pauta de reivindicações, Genivan citou a questão do reajuste linear de 12,83%, uma vez que o governador Rui Costa deu aumento apenas para o pessoal que está no padrão E – grau IV da tabela, quebrando assim o plano de carreira da categoria que começa com o professor de magistério.

Outra solicitação é a revogação da emenda 26/.2020 que muda os parâmetros de aposentadoria para professores e demais servidores do estado, de forma unilateral, no momento em que os professores estavam em férias. “É bom lembrar que a reforma de Rui Costa é bem pior que a do governo federal”.

Outro tema abordado foi o relacionado à suspensão do novo ensino médio. “A ausência de discussão com os professores está patente com os docentes, especialmente eles que são os responsáveis pela implementação da política pública de educação.

Outro ponto importante abordado diz respeito ao fechamento e a municipalização de escolas, deixando vários professores sem local de trabalho. “Estamos buscando junto ao governo a agilidade no encaminhamento de aposentadorias que estão represadas em suas vagas”.

De acordo com Genivan e membros da Associação dos Professores, a classe está paralisada em suas atividades até amanhã (dia 20/02) e pretende retomar a greve se não houver um diálogo com a Secretaria de Educação do Estado, de forma que suas reivindicações sejam atendidas. Um professor que ensina em Caetanos, cerca de 90 quilômetros de Conquista, afirmou que não conta com ajuda de transporte e outros benefícios a que tem direito.

Apenas os vereadores Coriolano Moraes, Custódio e Nildma Ribeiro deram mais ênfase ao problema da educação, afirmando não ser possível que o professor, a mais importante profissão, continue sendo desprestigiada em seu trabalho fatigante de repassar conhecimento e saber para os jovens estudantes. Segundo Coriolano, a educação deve ser prioridade das políticas dos governos.

Crítica contra o presidente

O parlamentar Custódio focou mais no problema local da educação, denunciando que muitas crianças no município estão sem estudar, e criticou as péssimas condições das escolas, sem contar que outras deixaram de existir em muitos povoados.

Nildma Ribeiro, além de defender as reivindicações dos professores estaduais, expressou seu tom de revolta contra o presidente da República no que se refere às ofensas misóginas dirigidas à jornalista Patrícia Campos Mello, com sentido sexista e de baixo nível. Disse que todas mulheres precisam reagir contra essas provocações preconceituosas.

No mais, os parlamentares criticaram as péssimas condições em que se encontram as estradas vicinais da zona rural, muitas das quais intransitáveis, como destacou Coriolano Moraes. Outros cobraram do poder público a construção de mais obras de asfaltamento, infraestrutura e estruturação dos postos de saúde nos bairros periféricos.

O CARNAVAL E A CONCENTRAÇÃO DE RENDA

Durante o mês de fevereiro o país, que há anos já vem sofrendo uma profunda crise econômica, praticamente paralisa suas atividades para as falias momescas, onde o rico fica mais rico e o pobre mais pobre, aumentando assim a concentração de renda e as desigualdades sociais que estão entre as maiores do mundo.

Os protagonistas da festa – prefeitos, governadores, empresários e a própria mídia – com suas falsas propagandas demagógicas jogam luzes na plateia famélica para extravasar suas emoções e frustações de que a festa oferece milhões de empregos, e que vale a pena investir milhões de reais dos cofres públicos em detrimento da educação e da saúde.

Todos ficam contentes e felizes, e já com o seu escasso pão, se contentam apenas com o circo. A multidão desvairada arrasta chinelo no asfalto, enquanto a elite se deleita do alto de seus camarotes fazendo cálculos de seus pomposos lucros no final da bagaceira.

Os políticos de plantão no poder municipal e estadual, principalmente, disputam seus espaços para ver quem ganha mais voto. Os donos de trios elétricos, de bandas, de agências de viagens, de hotéis, das indústrias de bebidas e dos camarotes fazem a engorda, colhendo a supersafra.

Os pobres ouvem o canto da sereia e eufóricos entram na festa dos ricos, dizendo a si mesmos que é tempo de desabafar suas mágoas e esquecer as durezas da vida escrava. Pulam como pipocas na panela, gastam o pouco que têm e ainda ficam endividados no arrastão das ressacas.

Tem gente que torra até o dinheiro da feira e deixa a família em necessidade, mas não perde o carnaval de mais de uma semana de puro lixo musical e porrada da polícia. Com sacrifício e sofrimento, (dormem nas ruas) muitos montam suas barraquinhas de comidas e bebidas para no final ganhar uns míseros trocados, quando não saem tristes diante do prejuízo.

A classe média mais baixa, que prefere ficar longe do fuzuê maluco, entra na onda dos mais ricos e estouram todo o dinheirinho numa viagem de passeio para as praias ou locais turísticos onde deixam suas parcas economias nas mãos dos hoteleiros. Muitos até ficam sem pagar as mensalidades escolares dos filhos, que nos colégios passam vergonha pelo atraso dos pais.

Nesta época, os movimentos nas estradas se elevam, e os acidentes com feridos e mortes são assustadores, o que resulta em mais gastos para o sistema de saúde que já está em total calamidade. Mesmo assim, num país em crise, com milhões desempregados e vivendo na extrema pobreza, eles tentam incutir e convencer que vale a pena investir milhões, para oferecer umas vaguinhas temporários, utilizando mão-de-obra escrava.

É assim o cenário dessa Roma do circo sem pão onde o ano de atividades só começa mesmo a partir de março. Na volta da ressaca, o pobre está mais pobre, e o rico mais rico, curtindo suas mordomias. Logo depois aparecem os feriadões de final de semana e tudo volta ao mesmo ciclo da decadência. A mídia adora, e também leva seu quinhão à custa dos otários que entram na manada em disparada.

ESTACIONAMENTOS EXPLORAM CLIENTES E A SUJEIRA NOS RESTAURANTES

Como os postos de combustíveis de Vitória da Conquista que cobram um dos preços mais altos de todo o estado, com suspeitas de formação de cartel (a CPI da Câmara nada resolveu), assim trabalham também os estacionamentos particulares de veículos da cidade, que cobram taxas exorbitantes por hora, mesmo que o usuário fique apenas cinco minutos ocupando uma vaga.

Estive hoje no Shopping Conquista Sul (raramente vou ali), para resolver um problema e comprar um produto, e tomei um baita de um susto. Paguei R$5,00 e fiquei cerca de 30 minutos.  Se ficasse cinco ou dez minutos era a mesma coisa, conforme informação do cobrador.

Foto de José Silva

Considero isso um absurdo e uma falta de consideração para com o cliente, mas o Procon, Ministério Público, o Condecon, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara de Vereadores e a própria Prefeitura Municipal nada fazem para coibir esta exploração. No Aeroporto Glauber Rocha é um escândalo se pagar R$24,00 por pouco mais de uma hora, como ocorreu comigo.

Aliás, está faltando em Conquista um conjunto de ações por parte dos órgãos que se dizem competentes, para conter essa ganância capitalista selvagem. Quando aqui cheguei, há 29 anos, Conquista era uma cidade bem mais barata e melhor para se viver. Hoje ficou uma cidade de custo muito alto, talvez um dos maiores do interior da Bahia. Não dá mais para pobre morar aqui.

Se não me engano, existe uma lei municipal para que os estacionamentos cobrem preços fracionados, de acordo com o tempo de ocupação na vaga, mas os prestadores desses serviços não obedecem e nem colocam placas com as tabelas por minutos utilizados. É mais uma lei morta, como muitas outras, a exemplo dos 15 minutos nas filas dos bancos, porque não existe fiscalização.

Outra calamidade é a falta de vigilância sanitária em bares e restaurantes. Dia desses estava conversando com uma pessoa que trabalhou, temporariamente, num bar no Bairro Brasil e me contou horrores com relação a sujeiras que acontecem na cozinha do estabelecimento.

Neste local em referência, os empregados (todos irregulares e sem proteção) trabalham em meio a baratas, insetos, vazamento de água, fiação elétrica estragada (até torneiras dão choque) e equipamentos enferrujados.

Tem comidas que ficam até duas semanas nas geladeiras e são servidas aos consumidores. Pela sua precária situação de funcionamento, o bar-restaurante teria que ser fechado imediatamente, se houvesse fiscalização dos poderes públicos.

Antes de sentar para comer num restaurante, principalmente de classe mais popular, peça para conhecer a cozinha. Tenho certeza que você vai sair correndo, se não vomitar ali mesmo. Os banheiros seguem a mesma linha de sujeiras.





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