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:: ‘Notícias’

MINISTÉRIO DA SAÚDE VAI ABATER A COVID COM BALA DE METRALHADORA

Não está dando mais para aguentar tanta imbecilidade de um presidente da República que debocha e faz piada com cerca de 10 mil mortes no pais e quase 300 mil infectados. Essa de, “quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma tubaína” foi além do limite do suportável da nossa paciência. Isso é coisa de   uma pessoa psicopata que não respeita o sofrimento dos brasileiros e semeia morte e desgraça, com tanta gente perdendo vidas por falta de leitos e respiradores nos hospitais.

Nenhum presidente da República, em toda história do Brasil nesses mais de 500 anos, mesmo durante a ditadura civil-militar de 1964, faria isso. Não tem nada a ver com partidarismo, mas com humanismo mesmo. A esta altura, um presidente de postura e compostura, estaria sintonizado com todos governadores, prefeitos e a população, para combater o inimigo comum maior, inclusive visitando os estados para dar seu apoio. Alguém deveria falar com ele que a campanha eleitoral terminou há um ano e meio.

NA BASE DA BALA

Na contramão da ciência, tirou dois ministros médicos da Saúde e colocou um general com um batalhão do exército na pasta para combater o coronavírus na base da bala, de armas na mão. Nada de lição científica. Certamente, eles vão para as ruas de metralhadora e granadas para derrubar o monstro assassino que veio lá da China, ou não sei de onde! Enquanto isso, o povo pobre zanza perdido pelas ruas e passa o dia nas filas da Caixa Econômica, na esperança de conseguir uma ajuda para sobreviver.

A usura dos bancos, somada com a estratégia do governo para que todos abram suas lojas, está emperrando a liberação de crédito de capital de giro para os micros e pequenos empresários. Sem recursos, essa categoria vai fechar definitivamente seus negócios. Milhares de trabalhadores já foram desempregados e estão “passando o pão que o diabo amassou”. Muitos choram diante das câmaras por causa do total desgoverno que força os brasileiros a caírem de joelhos.

Um presidente desse não merece que seu nome seja citado. É uma vergonha para todos! Só seus seguidores da morte aplaudem (muitos estão falecendo). Para o mundo, ele não passa de um genocida que está completamente desequilibrado e destruindo o Brasil, matando gente, principalmente os mais carentes, porque os poucos abonados ficam em casa, mas os que moram em barracos apertados com oito ou dez pessoas não podem se isolar. Simplesmente passam fome, e o vírus invade o corpo já debilitado.

UMA TORRE DE BABEL

O Brasil virou uma Torre de Babel dos tempos da Babilônia, na Mesopotâmia, onde reza a lenda que a construção não foi possível ser concluída porque cada um falava uma língua diferente, e ninguém entendia ninguém. Assim vive hoje a nossa sofrida nação, castigada por um capitão-presidente, expulso da corporação, que quer impor seus protocolos da morte através de um Ministério nas mãos de um general que nada entende de saúde.

Ainda bem que os governadores em geral não seguem a sua loucura, senão a catástrofe seria bem maior. É um desastrado que nunca deveria ocupar a presidência de um país com tantos problemas políticos, de educação e, principalmente, de saúde com esse Covid-19 que só fez agravar mais ainda o caos no setor que já existia antes da sua intrusa chegada.

Totalmente transtornado, ele xinga e diz palavrões para jornalistas; quer que o Ministério da Saúde faça o que ele mandar; blinda seus filhos corruptos e amigos de milicianos através de nomeações de diretores e delegados da Polícia Federal (desmoralizou a instituição); manda afrouxar a fiscalização dos desmatamentos e garimpagens na Amazônia; e estimula um suicídio coletivo mandando todos irem para as ruas, tudo contra o que recomenda a ciência e a medicina.

Um elemento desse não pode continuar na presidência da República. É um destrambelhado e incompetente que precisa ser expulso logo da cadeira no Palácio do Planalto, antes que ocorra uma convulsão social de grandes proporções. O povo está sem rumo, sem liderança e sem uma unidade, dando voltas em ciclos, num deserto sem a esperança de um porto seguro.

TEM GENTE QUE AINDA APOIA

Em minha cabeça, com essa idade (não de um senil caduco), não consigo entender como ainda tem gente que apoia suas maluquices, suas atitudes de incentivar fascistas que pedem intervenção militar; e de vomitar seus preconceitos contra negros, gays e outras categorias que são discriminadas pela sociedade.

Confesso que bate em meu coração uma angústia danada e até uma depressão e desânimo quando me vejo diante de tanta balbúrdia, incertezas, tanto choro e lágrimas de pessoas que perderam seus parentes, amigos e conhecidos. A nossa alma entristece de dor em ver tanta amargura nos corações das pessoas que perdem pais, irmãos, tios, avós e avôs e temem ser os próximos. A história ainda um dia vai culpar as instituições, o legislativo, o judiciário e toda a sociedade em geral por terem sido omissos nessa matança que poderia ter sido evitada ou minimizada.

Nunca imaginaria que em vida iria ver meu Brasil nessa situação tão calamitosa em plena ruína! Tudo isso me faz lembrar quando menino no primário numa escola em Piritiba, na Bahia, ouvindo os professores dizerem que o Brasil era um país do futuro, e nós a esperança de uma vida melhor.

A VIDA SECRETA DE FIDEL – AS REVELAÇÕES DE SEU GUARDA-COSTAS PESSOAL (II)

O autor da obra começa fazendo um relato sobre a ilha paradisíaca dos Castros, a chamada Cayo Piedra, com seu iate luxuoso, o Aquarama II, escoltado pela Pionera I e a II, com dez membros da guarda pessoal de Fidel, que vivia sob ameaças de morte, inclusive pela CIA, com veneno, canetas e charutos sabotados.

Em seu passeio, a aviação cubana também se fazia presente na Base Aérea de Santa Clara, com seu MIG-29 de fabricação soviética. Era o ano de 1990, o 32º do reinado de Fidel Alejandro Castro Ruz, que estava com 63 anos. O muro de Berlin tinha sido derrubado, em 1989, e o presidente George Bush se preparava para lançar a operação “Tempestade no Deserto”, para derrubar Saddam Hussein, no Iraque. Fidel navegava rumo à sua ilha secreta.

O Aquarema II era uma réplica maior do Aquarema I, confiscado de um simpatizante do regime de Fulgêncio Batista, derrubado em primeiro de janeiro de 1959 pela Revolução Cubana, nascida em 1957 nas montanhas da Sierra Maestra, com 60 barbudos.

Todo conforto e luxo

O autor Juan Reinaldo Sánchez conta que o Aquarama II oferecia todo conforto, decorado com madeiras nobres importadas de Angola. Os quatro motores foram oferecidos por Leonid Brejnev a Fidel. Voava 78 quilômetros por hora. Em Cuba quase ninguém sabia da existência desse barco.  Desde os anos 60, era ali que se escondia a marina privada de el comandante.

O lugar era também chamado de La Caleta del Rosario que abrigava várias residências secundárias de Fidel e seu museu pessoal dedicado aos troféus de pesca. “Em seu iate, gostava muito de tomar seu uísque Chivas Regal”.

Aproveitava para discutir os negócios correntes com José Naranjo, fiel assistente apelidado de Pepín. Dália Soto del Valle, uma de suas mulheres, com a qual teve cinco filhos dos nove, sempre estava presente. Com ela compartilhava a vida desde 1961. Seu médico Eugênio Selman também o acompanhava – narra o autor.

O local ficava próximo da Baia dos Porcos, invadida por mercenários exilados cubanos da Flórida (1.500 homens), em 17 de abril de 1961, dirigidos pela CIA. Lançada no início do mandato de John Kennedy, a operação foi um fiasco (1.200 aprisionados e 118 mortos). Do lado castrista, 176. Foi uma humilhação para Washington.

Fidel sempre respondia para o mundo que não possuía nenhum patrimônio, além de uma cabana de pescador. Essa cabana se transformou numa estação balnear. Afirma Juan Sánchez, que a ela poderia ser acrescentada duas dezenas de bens imobiliários, como Punto Cero, sua imensa propriedade em Havana, La caleta del Rosario, La Deseada, na província de Pinar del Rio, para caça de patos.

Sempre reclamava que a Revolução não lhe dava trégua e descanso e que ele ignorava o conceito burguês de férias. Sánchez o desmente e garante que de 1977 a 1994 o acompanhou centenas de vezes ao paraíso Cayo Piedra. “Sua vida privada era o segredo mais bem guardado em Cuba. Nenhum irmão (tinha sete) nunca foi convidado a conhecer a ilha, talvez o Raul”.

Conta que ele não tinha muitos laços familiares. Seu filho mais velho Fidelito, de um primeiro casamento, esteve lá algumas vezes. Alina, que fugiu para Miami, nunca esteve lá. Esteve na ilha o presidente colombiano Alfonso Lopez Michelsen, o empresário francês Gérard Bourgoin, o rei do frango, a apresentadora da rede de televisão americana ABC, Bárbara Walters e Erich Honecker, dirigente da República Democrática Alemã – revela.

Gabriel Garcia Márquez

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“A VIDA SECRETA DE FIDEL – AS REVELAÇÕES DE SEU GUARDA-COSTAS PESSOAL” (I)

Ao estilo tirânico estalinista, Fidel Castro entrou triunfal, em Havana, em primeiro de janeiro de 1959. Assumiu o poder com mão de ferro e sempre eliminava qualquer um que atravessasse seu caminho, por mais próximo que fosse. Apropriou-se de muitos imóveis, casas de luxo, de uma ilha, iates e outros bens do Estado para viver suas mordomias.

Uma revista norte-americana citava ele como dono de uma das maiores fortunas do mundo. Sempre negou, mas ostentava vida de um rico milionário, cercado de mulheres (machista) e outras regalias. Foi um grande general estrategista que tentou exportar sua revolução para outros países da África e da América Latina, com alguns sucessos. Montou uma estrutura de segurança pessoal invejável e impenetrável que nem os cubanos sabiam de sua vida particular, nem o que acontecia nos bastidores. Sua vida sempre foi um mistério a desvendar.

Essas e outras narrações da sua vida íntima e pública, como a administração no papel de el comandante no comércio clandestino de armas, drogas e outros produtos para o exterior, principalmente em momentos de maior crise econômica e social da ilha, para manter viva a revolução, estão no livro de Juan Reinaldo Sánchez, “A Vida Secreta de Fidel – as revelações de seu guarda-costas pessoal”.

“Traidor da Pátria”

O autor foi preso como “traidor da pátria” e depois de solto fugiu para a Flórida, nos Estados Unidos, onde publicou a obra. Juan qualifica seu chefe como dissimulado, cínico, maquiavélico e um drácula. Todas suas acusações, verdadeiras ou não, são de sua responsabilidade, mas confessa que viu tudo de perto. Acreditava piamente na revolução e era um fiel escudeiro do comandante.

Em dezembro de 1991, Cuba mergulhou na pior crise econômica de sua existência, e Fidel decretou o “período especial em tempos de paz”, permitindo a particulares abrir paladares (restaurantes em domicílio). Não foi suficiente como a crise dos balseiros, em 1994, quando 30 mil cubanos fugiram em suas balsas para Miami.

Fui promovido a Chefe da Avanzada (preparava as viagens do el comandante para as províncias, ou exterior), como a posse de Fernando Collor de Mello, em 1990, para a Cúpula Ibero-Americana, em Guadalajara (México), em julho de 1991 e para Espanha. Era o melhor atirador de Cuba.

Nesse tempo, escolhi esquecer o “Caso Arnaldo Ochoa” (fuzilado) e o expurgo de altos escalões, que desestabilizaram o Ministério do Interior, comandado pelo general Abelardo Colomé Ibarra. O chefe da escolta do comandante estava a cargo de José Delgado.

Os ventos começaram a soprar contra mim a partir de 1994. Minha filha Aliette casou-se com um venezuelano e foi para Caracas. Meu irmão, cozinheiro do Conselho de Estado, fugiu para Flórida. Desde 1968 prestava serviços ao comandante, sendo dezessete na escolta, a partir de 1977 – conta Juan Sánchez.

Com 45 anos, em 1994 dispensaram meus trabalhos na escolta e, então, pedi minha aposentadoria através de uma carta à segurança social. O general Humberto Francis, chefe da Segurança Pessoal (departamento encarregado da proteção de todos altos dirigentes) não aceitou. Exigi passar por um conducto reglamentário (recurso que permite dirigir-se a um superior).

Torturas na cela

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NÃO EXISTEM ISOLAMENTO SOCIAL E QUARENTENA DA COVID NO BRASIL

Existe uma sensação de que estamos todos perdidos, na contramão do que as outras nações estão realizando para voltar à normalidade o mais rápido possível, com ordem e disciplina. Aqui, já somos o segundo país do mundo com mais casos de coronavírus. O número de infectados e mortes só aceleram, num ritmo assustador. Quando vamos chegar ao tal pico, para termos uma curva decrescente? No governo só se comenta em demissões, acordos com o “Centrão” de deputados do toma lá, dá cá e mais destruição do meio ambiente, com o desmatamento da Amazônia.

Nesse desnorteado e conturbado Brasil, sem liderança e rumo, onde as “orientações” de um capitão-presidente, contrárias à ciência, não são seguidas por governadores e prefeituras em geral, e o brasileiro em si é desprovido de disciplina, com uma cultura diferente da europeia, sem educação preventiva, o isolamento social e a chamada quarentena no país não passam de uma ilusão. Simplesmente não existem.

Que isolamento é esse com o movimento intenso de veículos nas grandes cidades, e os transportes coletivos de ônibus, vans e metrôs lotados todos os dias? Desde o início da pandemia da Covid-19, há mais de dois meses, que se fala em quarentena, mas é uma balela, se formos analisar os cenários que foram impostos e cumpridos em diversos países europeus, como Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Inglaterra e até em alguns dos nossos vizinhos da América do Sul.

PROBLEMAS SOCIAIS E O VÍRUS DA CORRUPÇÃO

Somado a tudo isso, temos ainda um país pobre com grandes problemas sociais, de educação e de saneamento básico onde milhões têm que escolher entre morrer de coronavírus ou de fome. De um lado, os seguidores da morte defendem a saída total para as ruas e abertura de estabelecimentos não essenciais. Do outro, os governadores fazem um esforço tremendo para fazer cumprir medidas de distanciamento, inclusive com a força coercitiva do policiamento, multas e prisões.

Nessa mistura indigesta da pandemia, o caos político no Quartel-general do Planalto, Ministério da Saúde (um já foi exonerado), sendo desautorizado a emitir protocolos de procedimentos para conter a doença e, para completar, a presença nefasta do vírus da corrupção na compra de equipamentos respiratórios e no auxílio social, tudo só fica mais confuso e abre mais espaço para o avanço do coronavírus.

Temos um presidente que não entende nada de medicina, mas receita medicamentos, como a cloroquina. Cita até Napoleão e contraria seu próprio ministro da Saúde. Briga com governadores e quer que eles obedeçam seus malucos decretos. Fala-se até em prisões e fechamento do Supremo Tribunal Federal. Compras são feitas superfaturadas, e “fornecedores” safados entregam ventiladores falsificados e não adaptáveis nas UTIs. Os abutres carniceiros aproveitam da desgraça da pandemia para ganhar mais dinheiro.

TENDÊNCIA DE AUMENTO

Diante desse triste cenário de crise em todos os setores, na minha modesta visão, a propagação do vírus no Brasil só tente a aumentar, com mais mortes, hospitais trabalhando além da capacidade, cemitérios sem espaços para os enterros e muito derramamento de lágrimas e desespero de parentes, amigos e familiares. Não é questão de pessimismo e terror. É que o panorama brasileiro não é nada alentador e otimista.

O Brasil está sendo visto lá fora como um perigo para os países da nossa fronteira, como Argentina e o Paraguai que estão fechando suas fronteiras. O que estamos vendo é uma balbúrdia no trato do combate do vírus. Todos os dias, a Rede Globo apresenta um quadro das empresas que estão doando milhões para contribuir com máscaras, aparelhos, álcool gel, alimentos e outros materiais para instituições, governos, unidades de saúde e a população mais necessitada.

Do outro lado, profissionais da saúde, como enfermeiros e médicos, reclamam todos os dias da falta de apoio e equipamentos para trabalhar com segurança. Então, para aonde estão indo essas toneladas de doações? Faltam leitos e respiradores. A população está recebendo essa ajuda dos empresários? O que está havendo no outro lado do balcão? Está ocorrendo desvios dos milhões doados?

INVERNO CHEGA CEDO EM CONQUISTA E O BRASIL VAI AOS TRANCOS E BARRANCOS

Desde o início dos anos 90 quando aqui cheguei, nunca mais vi um inverno chegar em Vitória da Conquista entre abril e maio, mas sempre atrasado entre julho e agosto. Alguns fenômenos da natureza explicam essa mudança, segundo os especialistas em meteorologia, mas o coronavírus, por incrível que pareça, pode ter contribuído para essa antecipação.

Dizem por aí que existem males que trazem bem. Quer queiram, quer não, o isolamento social (nem tanto), o menor número de carros circulando nas ruas e a queda no consumismo de produtos supérfluos por causa da Covid-19 ajudou o meio ambiente, com a redução da poluição através de menos gases tóxicos no ar. A natureza agradece, se bem que, por outro lado, o vírus já provocou um tremendo estrago com milhões de mortes no planeta.

Imagens fúnebres e macabras

Não é apenas desse assunto positivo que pretendo tratar. Se nossos noticiários, principalmente na televisão, já nos deixavam estressados com tantas informações negativas no Brasil, começando pela violência e os escândalos diários no governo federal, agora com o coronavírus pioraram e só se ouve reportagens e se vê imagens fúnebres, macabras e tristes.

O noticiário do Jornal Nacional da Rede Globo, por exemplo, foi dividido em duas partes. Uma que relata o número de mortes, cemitérios cheios, baixando caixões em covas coletivas, e pessoas, a maioria pobre, de menor poder aquisitivo (isso já era esperado), se rasgando em choros, em cenas de partir o coração. O Jornal conta histórias das vítimas, exibidas nos lares, que levam muitos à depressão. Parece que estamos num cenário do Inferno de Dante.

A outra parte se refere ao capitão-presidente Bozó, com suas truculências, arrogâncias e descomposturas, com palavras atacando jornalistas, adversários, minorias e até dando uma banana para a nação. Chamam ele de louco, maníaco, de um Nero romano, mas sua intenção de decretar uma intervenção militar no país está bem clara.

Sinceramente, não aguento mais bater nessa questão, mas não podemos ser omissos e nos silenciar. Em sua estratégia, o cara fala em democracia, mas quer mesmo é a ditadura. Sua seguidora Damares, da Cidadania e Direitos Humanos (que ironia!), pede prisão dos governadores e prefeitos que não são genocidas como eles.

O desconhecido descompensado como seu chefe, o ministro da Educação, que está anunciando a prova do Enem em meio à pandemia que já ultrapassa vários países, defende a prisão do Supremo Tribunal Federal. E assim vai o Brasil nesse lamento profundo, como se fosse um carro velho empurrado aos trancos e barrancos. No momento, não está pegando nem na descida da ladeira. O povo leva chutes e porradas num longo corredor polonês que não tem fim.

Aqui em nossa terrinha, com muita gente nas ruas e muitos casos do corona, o frio chegou pra valer, registrando 13 graus à noite, e pode descer ainda mais. Nesse rigor, para não variar, os pobres são os que mais sofrem em seus barracos de tábuas e zincos apertados nas encostas da Serra.

Além do inverno, ainda temos que conviver com um índice da dengue acima do normal, e vem aí o aumento de problemas respiratórios. Haja oração e preces! Os homens cometem suas perversidades e atrocidades e depois apelam para Deus. Tem fanáticos religiosos que dizem que tudo isso é castigo Dele, como se fosse um vingador do futuro.

AGLOMERAÇÃO NA FEIRA DO ROLO

Sr. prefeito Hérzem Gusmão, o funcionamento da Feira do Rolo, na Praça do Carvão, no Bairro Brasil, é de primeira necessidade? Na minha modesta opinião, acho que não, porque lá vende tudo quanto é bagulho, de ferro velho, prego, parafusos, martelos, serrotes, mangueiras usadas, ferraduras, bules, facas, tesouras, facões e outras velharias, menos produtos de primeira necessidades, como alimentos, frutas, material de limpeza e remédios. Por que, então, continua funcionando, normalmente, aos sábados e domingos, com grande aglomeração, como mostram as fotos do jornalista Jeremias Macário? Fui lá e conclui que o ajuntamento de pessoas num mesmo local é maior que na Feirinha, no Bairro Brasil. A Feira do Rolo é uma área propícia para a propagação da pandemia. Vá lá, senhor prefeito, e veja com seus próprios olhos! Ali teria que ser fechado até passar essa onda do coronavírus. É o meu ponto de vista. Se é um local que não tem nenhum distanciamento é na Feira do Rolo.

O GENOCÍDIO DAS BESTAS FERAS

Com o mortal coronavírus em nossa cola diária, a grande mídia esqueceu de divulgar e destacar vários genocídios que estão ocorrendo em nosso território por conta das bestas feras que estão implantando um Estado de exceção na mesma linha da ditadura de 1964. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, está acontecendo um massacre de fazendeiros e milicianos fardados contra os índios guaranis, e até crianças estão sendo vítimas de balas de borracha.

A intenção das bestas feras, cujo chefe maior manda exonerar diretores do Ibama que queimaram tratores e equipamentos dos madeireiros e garimpeiros, é primeiro exterminar os índios e ribeirinhos que vivem dos produtos da floresta e depois transformar a Amazônia numa grande fazenda de gado, soja e extração de minérios, tudo para vender para o exterior. As bestas feras colocam o lucro acima da vida e, em suas veias, correm o sangue da morte. Falam de mortes de CNPJs e esquecem os quase dez mil de CPFs.

PRATICAMENTE CALADOS

Todos sabem muito bem quem são essas bestas feras sociopatas que agem como tiranos em busca do dinheiro, como sanguinários pelo ouro. Os veículos de comunicação em geral, as instituições, o judiciário, o Congresso Nacional, as entidades ambientais, os intelectuais, artistas e a sociedade estão praticamente calados, enquanto eles atuam desmatando e devastando a fauna e a flora amazôniza.

Eles não tiram férias e nem praticam o isolamento social para se protegerem do vírus. São seguidores da morte que negam a ciência e cultuam a feitiçaria do ódio e dos boatos. Dizem até que o rock é satânico; tratam os negros como arrobas; querem uma cultura impositiva patriótica; acham que menino tem que vestir azul e menina veste rosa; desconhecem a escravidão e, se existiu, foi benéfica aos descendentes; condenam a liberdade de expressão; defendem a tortura; declaram que a ditadura civil-militar de 64 foi democrática e que nem houve; e fazem apologia ao fascismo, destilando venenos.

Não somente os índios estão sendo vítimas dessas bestas feras, que já deixaram claro que o propósito é acabar com as reservas indígenas. Os pobres, negros, gays e outras categorias excluídas são desprezíveis para eles. Nem são gentes com alma. Estão inclusos no seu genocídio violento, que aumenta dia a dia, os viventes dos morros, das favelas e das periferias das médias e grandes cidades. O coronavírus passa, e as outras bestas feras vão continuar praticando suas matanças. Pouca coisa está sendo informado sobre esses outros genocídios.

As bestas feras marcham na Praça dos Três Poderes numa disfarçada “visita” ao Supremo Tribunal Federal que se caracterizou como uma invasão intimidatória. Seu chefe quer fechar o STF e criar um de 11 ministros só dele para dizer que existe democracia. Encurralado, ele está agora apelando para o troca-troca do chamado “Centrão” de deputados, que já foi classificado pela sua tropa de mentiroso, bando de ladrões e representante da impunidade.

Os criminosos do genocídio falsificam e superfaturam até respiradores artificiais para salvar vidas. Nesse tempo do coronavírus letal, até os Estados Unidos estão fazendo o papel de besta fera e se transformaram em Piratas do Pacífico, interceptando aparelhos de saúde comprados da China pelo Brasil. Que covardia do Tio Sam contra um pobre país que ele diz ser seu amigo! Quem tem um desse, não precisa de inimigo.

UMA MISTURA DO BELO E DO PROTESTO

Tenho recebido críticas e comentários de que eu devo escrever, fazer letras poéticas e composições sobre as belezas da vida e do sertão nordestino, notas líricas, mais amenas e coisas assim nessa linha, mas digo que não posso me calar diante da dor que os nossos brasileiros estão passando, e não consigo me apartar do protesto. Defendo que devemos mostrar os dois lados, e tenho procurado fazer essa mistura, mas sempre brota a revolta contra as injustiças sociais, sem abraçar nenhuma linha partidária política.

Não quero me virar num cão raivoso intolerante como essas bestas feras do genocídio, mas me comove muito o clamor dos desassistidos quando derramam suas lágrimas de sofrimento e fazem apelos desesperadores de socorro que nunca chegam, ou tardam a chegar em muitos casos. Por isso é que minha linha é muito mais de denúncia. Entendo que o artista nunca pode ser omisso quanto a realidade. Fora disso, a arte fica capenga por mostrar somente uma face. E a outra besta fera fica oculta?

 

NEM ESTÃO AI PARA A COVID-19 E FAZEM PROPAGANDA DO ENEM

O governo federal está mais preocupado em podar a liberdade de expressão e atacar os veículos de comunicação do que com as mais de oito mil mortes da Covid-19. Prossegue com sua linha fascista do tipo Mussolini, quando a Itália estava devastada pela Primeira Guerra Mundial e pregava o combate ao anarquismo e ao comunismo.

O Ministério da Educação, com um chefe da pasta de nome impronunciável, está fazendo propaganda da realização do Enem para novembro, enquanto milhares de brasileiros morrem, e seus familiares choram a perda de seus entes queridos nas portas dos hospitais, sem contar as pás que não param de jogar terra nos caixões dos cemitérios lotados.

A propaganda, com o dinheiro do contribuinte, manda que os jovens estudem em casa para o Enem do final do ano. Sabemos que o ensino no país já é precário. Imagine agora quando as escolas e os cursinhos estão fechados! É uma tremenda insensatez em meio a todo esse caos do coronavírus, quando não se sabe o que pode acontecer até lá. Como estes alunos vão fazer as provas?

A Justiça Eleitoral, também com dinheiro público, faz sua propaganda em nome da democracia, enquanto milhões dormem nas filas desumanas das agências da Caixa Econômica Federal para sacar um auxílio social e matar a fome. Milhares não conseguem e entram em desespero, de barriga vazia. Prefeitos, como o de Vitória da Conquista, tocam obras eleitoreiras em plena pandemia.

A Justiça deveria baixar uma liminar proibindo qualquer governo de fazer propagandas pagas enquanto perdurar essa crise do coronavírus, por considerar uma insensatez, um gesto de indiferença e deboche para com a população. Toda essa montanha de verba jogada em publicidade deveria estar sendo investida na saúde, podendo, inclusive, ser utilizada para campanhas institucionais relacionadas a orientações e informações sobre esse vírus mortal.

QUEREM SANGRAR A DEMOCRACIA

O Brasil não merece ver essas cenas de estupidez, como se fosse um país primitivo de volta às trevas da Idade Média. Um bando de bárbaros e um presidente apoiador querem sangrar a democracia e beber o seu sangue no cálice da morte.

Não temos palavras de revolta para externar o que vem ocorrendo nos últimos dias em frente do Palácio do Planalto, em Brasília, com uma tropa de nazistas lunáticos aglomerados em plena crise do coronavírus, levantando a defesa de uma intervenção militar no país seguida do fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. É estarrecedor porque faz lembrar a ação de grupos nazistas no início do regime hitlerista.

Neste domingo último, ultrapassou todos os limites com agressões à imprensa, como aos jornalistas do “Estadão”, diante do apoio do capitão-presidente que foi lá intimidar o povo brasileiro de que as forças armadas estão ao seu lado, no entender dele, para atender o pedido dos “manifestantes” baderneiros, verdadeiros bandidos que não respeitam os mais de oito mil mortos da Covid-19.

UMA BOFETADA NA DEMOCRACIA

O capitão sim, é um Catilina que há mais de um ano vem abusando da nossa paciência, cometendo atentados contra a nossa ainda frágil democracia de cerca de 30 anos depois da macabra ditadura civil-militar que torturou e matou muita gente. Ele sim, neste domingo foi além dos limites, falando de um imaginário povo que não mais o apoia nesse suicídio. Lembra mais o filme “Terra em Transe”, do cineasta Glauber Rocha.

Não contente com seus atos de brutalidade e arrogância, nesta terça-feira, na rampa do Palácio, mandou aos berros, por várias vezes, jornalistas da Folha de São Paulo se calarem. Na verdade, o presidente desequilibrado estava dando uma bofetada na cara da democracia. Será mesmo que “suas forças armadas” apoiam e comungam de suas atitudes contra a nação? O cara mais parece uma besta fera do fim do mundo!

De tanto condenar e atirar suas brutas pedras, o cara quer sim, transformar o Brasil numa verdadeira Venezuela vestida de extrema-direita, como um tirano ditador. É irônico quando ele diz que em nosso vizinho existe uma ditadura e age do mesmo modo, mas abre a boca para dizer que é um “defensor” da nossa democracia. Além do destemperado contestar a ciência, mandando todos para as ruas enfrentar o vírus, ele agora pretende derrubar o conceito de democracia criado na Antiga Grécia.

NÃO SÃO DIGNOS DA NOSSA BANDEIRA

Ele está sim, cercado de generais de pijama que jogaram suas carreiras de anos de trabalho na lata do lixo e já deveriam ter saído de lá do Planalto antes que se queimem ainda mais, ou sejam despejados. Não acredito que as forças armadas embarquem numa loucura dessa, principalmente agora nesse caos da pandemia, da economia e de um total desgoverno, sem liderança.

A tropa de choque de imbecis, que ele chama de meu povo, não é digna de se enrolar na bandeira brasileira porque são um bando de marginais da sociedade e uns covardes que agridem até a área da saúde. Como cães raivosos de dentes afiados, mostraram suas garras contra um grupo de enfermeiros que faziam um protesto pacífico, apelando por melhores condições de trabalho. Eles torcem pelo aumento de mais mortes e calamidades.

Como um presidente da República comete tanta insensatez de participar de um manifesto de nazifascistas que querem detonar com o Brasil? Que eu saiba, na história brasileira nenhum presidente eleito chegou a agir dessa maneira atabalhoada, colocando-se acima da lei e da Constituição. O pior de tudo é que ele ainda conta com muitos seguidores da morte. Ele já foi além do limite, e creio que os comandantes das forças armadas não o acompanham nesse suicídio, ou estaria profundamente enganado e equivocado.

Como jornalista, fica aqui o meu repúdio à tamanha agressão desses brucutus primitivos contra a liberdade de expressão, contra a democracia, contra a mídia e contra a vida. Com a senha de um presidente insano, eles acham que já têm a licença para matar. É necessário, com urgência, que as instituições e a sociedade em geral deem um basta nisso tudo e coloquem esses nazistas na cadeia.

 

FUTEBOL DE LUTO COM A MORTE DE SCHMIDT

Carlos González – jornalista

“Nunca mais o despotismo regerá nossas ações, porque com tiranos não combinam. Tricolores, corações”. No dia 9 de setembro de 2013, ao tomar posse na presidência do Esporte Clube Bahia, Fernando Roth Schmidt, em seu discurso, parafraseou o Hino da Independência da Bahia, de autoria do alferes Ladislau dos Santos Titara, numa alusão ao grupo que impôs ao Tricolor um regime ditatorial que durou 19 anos. Democrata, esportista, administrador, advogado, político e professor universitário, Schmidt faleceu na madrugada de hoje (dia 4), aos 76 anos, no Hospital Jorge Valente, em Salvador, vítima de complicações neurológicas.

Primeiro clube brasileiro a realizar eleições diretas, após anos de batalhas na Justiça, os sócios do Bahia elegeram Fernando Schmidt, com 67% dos votos válidos, para um mandato tampão de pouco mais de um ano. A Arena Fonte Nova recebeu no dia 7 de setembro de 2013, numa democrática festa cívica, mais de 5 mil torcedores. Sócio remido desde outubro de 1983, orgulho-me de ter participado do processo eleitoral do meu clube e de ter sido eleito membro do Conselho Deliberativo.

Foto bahianoar

Cavalheiro, afável no trato social, Schmidt conseguiu reunir em torno de sua administração aqueles que lhe fizeram oposição no pleito de 2013. Apesar do pouco tempo no cargo, conseguiu colocar a casa em ordem, tirando praticamente o clube do zero, pois até uma parte do seu valioso patrimônio, os troféus, estavam no lixo. Além do título de campeão baiano de 2014, Schmidt recuperou o Fazendão, que estava na iminência de ir a leilão, e deu continuidade à construção do novo centro de treinamento, em Dias d’Ávila.

“Em 15 meses pavimentou o processo de recuperação e ampliação do patrimônio azul, vermelho e branco”, registrou hoje o Bahia em nota oficial. Nos anos 70, a década de ouro do heptacampeonato baiano, Schmidt ocupou a presidência entre 1975 e 1979. Durante sua gestão foi adquirido o CT do Fazendão Tricolor, que deu a estrutura necessária para que o Bahia conquistasse seu segundo título brasileiro, em 1988.

Estudante universitário, Fernando Schmidt participou de atos pacíficos contra a ditadura militar (1964 a 1985). Com a volta do regime democrático foi eleito vereador por Salvador. Posteriormente, foi secretário municipal (1986 a 1988), diretor da Codeba, ministro interino do Trabalho (2003) e secretário do governo do estado (2013).

Vestindo a camiseta azul do seu time, com o escudo e as duas estrelinhas do lado esquerdo, Fernando Schmidt está agora ao lado de outros grandes tricolores, como os fundadores e diretores do clube em 1931, capitaneados por Waldemar Costa, o primeiro presidente. Lá estavam outros tricolores, que deixaram o seu nome gravado na história do clube de maior torcida do Nordeste:  Adroaldo Ribeiro Costa, Teixeira Gomes, Rubem Bahia Ribeiro, Lourinho e Jones (chefes de torcida), Osório Villas Boas, Antônio Pithon, Hamilton Simões, Antônio Miranda, Alemão (massagista), Nélson Pinheiro Chaves, José Bahia Ramos, e os jogadores Biriba, Roberto Rebouças, Lessa, Tyrso, Vicente Arenari, Marito, Gílson Porto e outros que vestiram a camisa das três cores.

Fernando Schmidt foi sepultado hoje, às 15 horas, no Cemitério do Campo Santo.

 

 

 





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