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:: ‘Notícias’

“CIGANOS NO BRASIL – UMA BREVE HISTÓRIA” (I)

O autor da obra, Rodrigo Correia Teixeira, desmistifica o estigma da visão estereotipada dos ciganos como sujos, embusteiros, baderneiros, trapaceiros e preguiçosos. Eram vítimas de uma sociedade segregacionista. Nascer cigano era ter seu destino marcado do lado oposto da “boa sociedade”. Sempre foram prejulgados, inclusive por crimes não cometidos, como de ladrões, assassinos, salteadores e até sequestradores de crianças.

Perseguidos por D. João V, de Portugal, muitas das vezes condenados injustamente, eram embarcados para o Brasil Colônia, mas até certo ponto bem aceitos na corte de D. João VI e no primeiro Império, como artistas dançarinos, músicos e circenses. Muitos ficaram ricos como negociantes de escravos, mas suas atividades mais fortes eram no ramo do comércio de cavalos, bestas e a prática da “buena dicha” (leitura das mãos), no caso das mulheres.

Caminhos inóspitos e as correrias

Afirma o escritor, na conclusão do seu livro, que, “como nômades ou sedentarizados, perambulavam por caminhos inóspitos, acampavam em áreas pouco propícias e se estabeleciam em espaços insalubres nas cidades”, como é o caso do Campo de Santana, ou Rua dos Ciganos (Constituição – Praça da República, no Rio de Janeiro).

Destaca que “a sobrevivência foi a realização mais duradoura, o grande evento da história cigana”. Ele cita Angus Fraser, como maior historiador sobre o assunto, quando diz que, quando se consideram as vicissitudes que eles encontraram, deve-se concluir que a sua principal façanha foi a de ter sobrevivido”. Teixeira acrescenta que “o universo cigano, mais que de duplicidade, é repleto de multiplicidades, entre as quais estão as relações com os não-ciganos, as identidades dos grupos e as imagens que se formaram dos ciganos”.

Fraser critica os que fizeram história para destruir a diversidade cigana. “Eram vistos como de natureza perigosa, uma encarnação da imoralidade”. Já o autor, que viajou em sua pesquisa desde o Brasil Colônia ao século XIX, declara que o discurso oitocentista projetava uma sociedade sem conflito e sem mudança cultural que não fosse o progresso de criação do “ser brasileiro”, como estratégia para o controle da população.

Mesmo diante de tantas discriminações, segundo o escritor, eles se adaptaram, penetrando nas lacunas que a economia criava, como grande trunfo. A solução das autoridades políticas, através das posturas municipais, era expulsar os bandos de ciganos de uma cidade para outra, de província em província, como ocorria entre Bahia e Minas Gerais e vice-versa. Na verdade, eles viviam em correrias. As municipalidades usavam seus códigos de posturas e, uma vez burlados, partia-se para a violência e perseguição dos bandos, provocando pânicos. Assim surgiram as correrias, com sangramentos e tiroteios.

Sobre suas origens

O estudo de Rodrigo Teixeira é uma versão modificada da sua dissertação de mestrado em História “Correrias de ciganos pelo território mineiro (1808-1903)”, defendida em 1998 na Fafich/UFMG. De acordo com ele, não existe uma precisão sobre as origens dessa gente. Dizem terem vindo da Ásia onde os atos de trapaçarias e malandragens não eram considerados crimes.

Esse povo terminou penetrando na Europa Central e nos Balcãs com a denominação de Rom (majoritários), de Romani (portadores da verdadeira língua cigana), ou Roma no plural. O Rom é subdividido em natsia (nação), Kalderash (mais autênticos e nobres), Matchuara, Lovara e Tchurara. Alguns estudiosos consideram esse grupo como verdadeiros ciganos. Existiam ainda os Macwaia, mais sedentários. Os Rudari, provenientes da Romênia onde muitos foram escravos.

O grupo é dos Senti (Manouch), expressivos na Alemanha, Itália e França. Vieram para o Brasil no final do século XIX. Os Calon, de língua Caló, são originários da Península Ibérica (Espanha e Portugal) e migaram para países europeus e das Américas. Muitos deles eram fabricantes e consertadores de caldeiras, alambiques e outros utensílios de cobre, zinco e latão, mas o forte era o negócio de cavalos e bestas, bem como outras bugigangas, ouro e bijuterias. Chegaram ao Brasil deportados de Portugal desde o século XVI. Todos eles foram perseguidos por serem diferenciados da sociedade e viverem livres das normas impostas pela sociedade.

Degredados de Portugal e como imigrantes

No reinado de D. João V, de Portugal, milhares de calons presos e acusados por crimes (muitos não cometidos) foram forçados a virem para o Brasil e colônias portuguesas africanas, como Angola e Moçambique. Espertos, muitos driblaram as ordens de irem para África e entraram em navios com destino ao Brasil. Já os Rom chegaram em nosso pais no final do século XIX, misturados com os imigrantes italianos, poloneses, alemães e até russos. Aqui eles arrumavam um jeito de se confundir como imigrantes e até mudavam seus nomes.

“Cada cigano tem uma forte identificação com seu grupo familiar, ou com as famílias que têm o mesmo ofício”. Para o autor, “cada cigano é portador de um conjunto singular de elementos dessa identidade, embora não haja uma noção de individualidade tal como no mundo ocidental”. Tais diferenças não impediam que houvesse solidariedade, um fator de fortalecimento. É difícil calcular a população de ciganos brasileiros. Conforme dados oficiais, de 1819 a 1959, migraram para o Brasil 5,3 milhões de europeus. No desembarque registrava-se apenas a nacionalidade do imigrante.

“Amaldiçoados”

Historiadores apontam também os ciganos como de origem grega, e até eles próprios falavam ter vindos do Egito e do Oriente Médio. Quanto ao aspecto de serem tipicamente nômades, os ciganos chegam a contar um tipo de lenda de que foram amaldiçoados a andarem perdidos pelo mundo porque um bando não acolheu Maria, José e o menino Jesus em suas tendas quando a Família Sagrada fugia para o Egito.

Em termos de comportamento e posição ideológica, os ciganos estão mais para anarquistas pelo próprio desregramento contra as leis, e por terem seus próprios hábitos e costumes. Para a Igreja Católica, eles são pagãos e vivem em concubinato porque adotam seus rituais nos casamentos e nos sepultamentos de seus irmãos. As relações deles com a sociedade nunca foram tranquilas, conforme relata o autor da obra “Ciganos no Brasil”.

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NÃO VIM PARA CONSTRUIR, MAS PARA DESTRUIR

O título lembra uma parábola bíblica do Messias Salvador, mas é uma parábola do mal, vinda de um cara apagado, de passado sombrio e tenebroso, que saiu das trevas demoníacas dantescas, para destruir de vez o Brasil e deixar como rastro uma terra arrasada. Foi escolhido por uma gente desiludida, traída em suas esperanças de justiça e honestidade, dividida, vítimas de lavagens cerebrais de falsos pastores, de seguidores nazifascistas e fardados que brotaram de seus quartéis para aniquilar de vez os excluídos e praticar o genocídio em massa.

Não veio para construir, mas para destruir através da desarmonia, da desagregação e impor a força da violência por meio das armas, para realizar seus desejos mais psicopatas e terríveis, começando por cortar todas cabeças viventes do conhecimento e do saber. Sua missão é extirpar todas ideias evoluídas civilizatórias, tidas por ele como maléficas, terroristas e esquerdistas comunistas que precisam ser degoladas pela lâmina afiada da sua guilhotina. Ele representa o grande e temeroso inquisidor do “Santo Ofício”.

A TIRANIA DA DITADURA

Com sua capa preta, uma foice e uma caveira na mão, ele prega a tirania da ditadura e a morte a quem não for seu fiel seguidor. Solta palavrões e xingamentos contra os escribas da imprensa e a todos aqueles que defendem a liberdade de expressão. Discrimina negros, gays; menospreza as mulheres e todas as classes “inferiores”, na sua concepção, colocando todos no cesto de lixo como vagabundos imprestáveis. Estão transformando o Brasil num inferno.

Em seu disfarce desprezível e cínico, chama o Brasil de Pátria Amada Idolatrada, mas escolheu os ministros mais incapazes e preconceituosos para concluir sua tarefa de vim para destruir, e não para construir. O ministro da Educação é um analfabeto e racista que usa isso como liberdade de expressão, e ainda chama os ministros do Tribunal Superior Federal de bandidos. Em plena pandemia, insiste em realizar o Enem para eliminar os mais fracos.

Esse capitão destrói a saúde quando coloca no Ministério um general para sonegar informações do setor. Aliás, depois do Mandetta e do outro médico que ficou na pasta apenas um mês, o próprio capitão-presidente é o ministro que manda retirar programas destinados à preservação da saúde da mulher e demite técnicos da área, alegando que eles querem derrubar seu governo.

O ministro do Meio Ambiente é outro grande destruidor das florestas que quer transformar a Amazônia numa fazenda de gado e numa extensão livre de garimpos para desterrar os índios que, na visão do governo, não é gente e nem faz parte da nação brasileira. O próprio ministro disse que era hora de passar a boiada das normas de regramentos, sem o crivo do Congresso Nacional e da sociedade, no momento em que todos estão focados na Covid-19.

A ministra dos Direitos Humanos manda menino vestir azul e menina vestir rosa, e que os jovens mantenham suas virgindades. Em relação às medidas restritivas de isolamento social decretadas por governadores e prefeitos, prometeu que vai mandar prendê-los porque, simplesmente, acha que eles, em seu papel de salvar vidas, violaram os direitos humanos.

Outro exterminador dos mais pobres e dos que já vivem no purgatório da miséria é o ministro da Cidadania que, por ordem do seu chefe maior da capa preta, manda cortar milhões em verbas do Bolsa Família, como numa espécie de extermínio seletivo das vítimas do racismo estrutural social que já perdura há séculos no país. Para completar, desvia recursos do próprio programa para a Secretaria de Comunicação fazer propagandas institucionais de cunho retrógrado e conservador.

Destrói a Fundação Palmares quando indica uma pessoa altamente racista para o cargo, visando acabar com os movimentos negros. Em gravação, o diretor da Fundação chama seus irmãos da mesma cor de escória maldita e xinga, com palavrão, o Zumbi dos Palmares. Declara que não vai haver mais Dia da Consciência negra. A estratégia montada é dividir para destruir.

Nessa linha de, não vim para construir, mas para destruir, o capitão está conseguindo acabar de vez com a cultura e com as artes em nosso país, quando extinguiu o Ministério da Cultura. A Secretaria da Cultura não funciona, restando apenas a Cinemateca que está perdendo seus audiovisuais.

Como o que importa é mesmo destruir, implodiu o Ministério do Trabalho, deixando os trabalhadores, sem sindicatos e organização, ainda mais vulneráveis e enfraquecidos para negociar diretamente com os patrões capitalistas. Sem poder de barganha e com mais de 13 milhões de desempregados, os trabalhadores passaram a ser reféns de um regime escravista dos séculos XVII e XIX.

Não foi por falta de aviso, mas, através de seus pronunciamentos estapafúrdios e preconceituosos, ele já dizia que sua missão quando eleito seria destruir, e não construir. De presidente, o cara virou ministro de todos os ministérios, sem falar das diretorias, das quais ele é diretor, como da Polícia Federal e outras instituições. “Dou liberdade aos ministros, mas sou eu que mando”. Assim segue a parábola do mal, de não vim para construir, mas para destruir.

 

 

PRECÁRIO E EM DESARMONIA SOCIAL

DIZ O DITADO QUE “BRASILEIRO SÓ FECHA A PORTA DEPOIS DE ROUBADO”

O Brasil de hoje é um dos únicos países do mundo mais desarrumado e vulnerável no combate à pandemia do coronavírus. Sem uma coordenação central de firme liderança nacional, num país onde tudo é precário e confuso, estamos vivendo uma desarmonia social, com extermínio em massa da pobreza e da miséria, que pode ter os números de vítimas mortais do vírus mais que dobrados dos atuais existentes (mais de 30 mil e quase 600 mil infectados).

Não quero ser nenhuma ave agourenta como o corvo ou a cauã que farejam cadáveres, mas o quadro caótico brasileiro no âmbito político, social e econômico que vivenciamos hoje, dá muito medo e pavor, em meio a todo esse panorama apocalíptico global. Vivemos aqui uma desarrumação única no planeta nas tomadas de decisões, quando deveria ser o momento de maior ordenamento, união e planejamento científico, visando a destruição do maior inimigo de todos.

AMBIENTE PROPÍCIO

Com um capitão-presidente que, ao invés de somar, desagrega com suas psicopatias e tendências genocidas, essa Covid-19 letal encontrou aqui no Brasil um ambiente propício e um terreno “fértil” para a sua propagação. Basta acompanhar os noticiários e tudo estampa confuso, turvo e gerador de pânico em nossas mentes, porque as medidas são feitas de forma experimental de toques de recolher, feriados antecipados, fechamentos e aberturas, sem uma disciplina correta e certeira. As imagens não negam.

Em minha opinião, esse negócio de abrir o comércio por setores e em horários diferenciados em quase nada influencia a contenção no surgimento de mais vítimas do vírus, pois as pessoas vão para as ruas como se tudo estivesse acabado. A maioria das cidades ainda está com índices alarmantes de duplicação e até triplicação de casos, quando não devia optar pela abertura.

Como o Brasil adora em tudo imitar os países ricos e desenvolvidos, até no modo de se vestir, comer e gastar, só imagino que seja mais uma cultura da imitação e do complexo de superioridade. Acontece que na Europa e na Ásia, o coronavírus chegou mais cedo, junto com o isolamento social que é levado a sério nesses continentes, porque a mentalidade da população em seguir normas é bem diferente da nossa, sem contar que são sociedades mais organizadas e conscientes.

PRECÁRIO EM TODOS OS SETORES

Quando falo precário, me refiro a todos setores da vida brasileira, especialmente no âmbito da saúde onde unidades hospitalares de muitos estados entraram em colapso, e muitas pessoas estão morrendo por falta de infraestrutura e recursos humanos para o devido atendimento no momento necessário.

Precário na economia que já vinha há muitos anos em estado de recessão, com o desemprego de mais de 13 milhões de pessoas e mais outros milhões vivendo na informalidade. Com a chegada do vírus, veio o caos social, piorando mais ainda a pobreza e levando um grande contingente a morar nas ruas. Isso significa que milhões estão passando fome e, sem alimentação adequada, o organismo fica sem anticorpos para lutar contra o vírus.

Precário na educação e, consequentemente, na cultura. Sem educação e cultura, as pessoas são desprovidas de consciência no devido tratamento da higiene e na prevenção de não deixarem ser contaminados e nem contaminar os outros. Culturalmente, o brasileiro é indisciplinado e não tolera seguir normas, ao contrário dos povos europeus e orientais asiáticos.

O Brasil é precário no saneamento básico onde mais da metade da população não possuem serviços de esgotamento sanitário e moram em casebres e favelas apertadas, expostas a todo tipo de doenças. Precário nos transportes coletivos nas médias e grandes cidades onde ônibus e metrôs circulam lotados, num espaço favorável à expansão do vírus.

CALÇAS CURTAS

Por tudo isso e muito mais de precariedades e deficiências, sem falar de um governo sem Ministério da Saúde (a pasta é comandada por um general) e que contraria as recomendações científicas (muitos sentem orgulho da ignorância), criando um clima de desarmonia e incertezas, o distanciamento e o isolamento social no Brasil são como calças curtas abaixo dos 50% do seu tamanho, ou bermudas pela metade.

Nesse momento mais difícil da nação, quando todos deveriam estar irmanados para vencer o inimigo comum, grupos de extrema-direita (nazifascistas) vão para as ruas pedir ditadura militar, e o presidente destrambelhado e desembestado participa da insensatez e apoia o trancamento do Congresso Nacional e do Tribunal Superior Federal. Para se vingar, veta uma verba de oito bilhões de reais para estados e municípios estruturarem o setor da saúde.

Diante de todo esse quadro aterrador, não é preciso ser especialista em infectologia ou na medicina, para se prever que a tendência é crescente de muito mais mortes e de casos de contaminação. Oxalá minha visão esteja equivocada, mas, infelizmente, vamos ver mais sofrimentos, mais perdas de vidas, mais covas se abrirem nos cemitérios e mais choros e lágrimas nessa pátria tão maltratada, vilipendiada e precária.

TORCEDORES UNIDOS PEDEM DEMOCRACIA

Carlos González – jornalista

Jair Bolsonaro conseguiu, no final de semana, o que até então era considerado como improvável: unir os torcedores arquirrivais do São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos, que até já cometeram assassinatos entre si, num movimento em favor da democracia. O ato realizado na Avenida Paulista tende a se expandir por outras partes do país. No domingo, em Salvador, integrantes da principal organizada do Vitória, “Os Imbatíveis”, ensaiaram um protesto nas ruas da Mouraria; aficionados do Flamengo se defrontaram com bolsonaristas na Praia de Copacabana; a Praça da Bandeira, em Belo Horizonte, foi o local de encontro entre atleticanos e cruzeirenses.

A mobilização de torcedores coincide com o aceno do presidente da República ao clube mais popular do Brasil, em mais uma investida para acabar com o isolamento social, aconselhado pela OMS e pelos mais renomados cientistas e pesquisadores do mundo, e decretado por governadores e prefeitos, como o método mais eficaz para impedir a expansão do novo coronavírus. Os 30 mil brasileiros que não desapareceram nos porões da ditadura militar (1964-1985) vão morrer vítimas da pandemia.

Sem uma consulta prévia à chamada nação rubro-negra, principalmente ao Departamento Médico do clube, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, fez rapidamente as malas e rumou para Brasília, levando na bagagem seu colega do Vasco da Gama, Alexandre Campello. Com a adesão do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, Bolsonaro ofereceu aos clubes cariocas, para treinos e jogos, o Estádio Mané Garrincha. O Flamengo vem realizando há semanas treinos presenciais, descumprindo decreto do prefeito Marcelo Crivella.

Pressionada pelos seus dois principais filiados , a Federação Carioca, com o apoio dos clubes do interior do estado, decidiu marcar o reinício do campeonato para 14 de junho. Fluminense e Botafogo se posicionaram contra, sob o argumento de que o retorno dos jogos este mês colocaria em risco funcionários, comissão técnica, atletas e seus familiares, no momento em que o Rio registra cerca de 70 mortes diárias de infectados pelo vírus. Ao mesmo tempo, o governador fluminense, Wilson Witzel, assinava decreto, prorrogando as medidas preventivas e de enfrentamento ao Covid 19.

Prefeitos têm feito apelos – alguns até instituíram a cobrança de multas – para que seus munícipes fiquem em casa. Ocorre que, o brasileiro, ou não acredita na existência da pandemia, que já faz do seu país o segundo do mundo em número de mortes, ou é dotado de uma demasiada insensibilidade, que se revela desprovido de conhecimentos, cultura e recursos financeiros.

Essa indiferença, que impede que a taxa de isolamento social nas cidades chegue a 70%, facilita a propagação do vírus, levando o sistema de saúde a um colapso. No entanto, estamos assistindo, com perplexidade, a reabertura do comércio em municípios do interior do país, onde a fiscalização do poder público está ausente. Estudos constataram que pequenas cidades do Nordeste elevaram os índices de contaminação a partir da chegada de ônibus clandestinos,  procedentes de São Paulo. Em Vitória da Conquista esse índice não chegou aos 40%.

Pressionado,  Herzem Gusmão avalizou a reabertura do comércio. Resistiu até quando pôde, mas teve que se dobrar àqueles que “choram de barriga cheia” e que põem a vida humana em segundo plano. Buzinaços interromperam seu descanso; lojista acusado de financiar a indústria de fake news resgatou o verde do movimento integralista (fascista), usando seus empregados em manifestações de protesto; pastores evangélicos, preocupados com a perda da fonte de renda dos seus templos, pleitearam o acesso dos fieis aos cultos; o vereador David Salomão impediu a interdição de uma barbearia, dirigindo ofensas ao prefeito. O ato de Herzem acendeu o sinal vermelho no Comitê Científico do  Consórcio Nordeste, criado para auxiliar os governadores da região no enfrentamento à Covid 19.

Voltando ao futebol, treinos e jogos na Bahia estão proibidos, pelo menos, até o dia 21 deste mês, por decisão do governo do Estado. Federação e clubes não têm intenção de se insurgir contra o decreto governamental. A Arena Fonte Nova, assim como o Maracanã e Pacaembu, foi transformada num hospital de campanha para receber os infectados pelo coronavírus.

Logo após a suspensão do campeonato,  em 17 de março, o Vitória da Conquista dispensou todos os integrantes do Departamento de Futebol, incluindo os atletas, minorando uma crise financeira, que vem afetando grandes clubes brasileiros e europeus. Impediu também o surgimento de casos – no Vasco foram 75, sendo 16 jogadores – de infectados pelo Covid 19. O clube conquistense e os outros 67 participantes do Brasileiro deste ano da série D receberam da CBF uma ajuda de R$ 120 mil, e a promessa de transporte, hospedagem e alimentação durante a disputa do torneio, que ainda não tem data marcada. O presidente Ederlane Amorim agradeceu o auxílio, revelando que pensou em abrir mão da vaga, mas foi avisado de que o clube poderia ser punido pela CBF.

 

 

SEM ROMARIAS EM UMA ANO PERDIDO

Em mais de 320 anos de romarias religiosas em Bom Jesus da Lapa, na Bahia, talvez este ano seja o primeiro de toda sua história que os peregrinos deixarão de marchar de várias partes do Brasil para testemunhar sua fé e pagar suas promessas numa das grutas mais visitadas do país.

As romarias começam a agora em julho e vão praticamente até o final do ano, como a Procissão das Águas e a Nossa Senhora da Soledade, sem falar da maior ao Bom Jesus. Não há dúvida que não somente a Igreja Católica, mas toda economia do município vai entrar em colapso, principalmente o setor hoteleiro.

MAIS DE UM MILHÃO

Todos os anos, conforme as estimativas feitas pelos organizadores das festas, Bom Jesus da Lapa recebe mais de um milhão de pessoas, não apenas da Bahia, mas também de outros estados da Federação. Tudo leva a crer que os fiéis vão ter que professar sua fé de distância, ou de maneira virtual.

Quem já esteve na Romaria do Bom Jesus, como eu que já fiz várias coberturas jornalísticas, sabe como a cidade ferve no maior dia, com hotéis totalmente lotados e o comércio cheio de consumidores nas lojas de lembranças, artesanatos e nos bares e restaurantes. É um formigueiro de gente.

Esse vazio vai, com certeza, provocar uma situação de crise financeira em todos os setores da economia do município, especialmente no segmento de serviços, inclusive artistas locais e muita gente de fora que viaja de longas distâncias para ganhar uns trocados para a sobrevivência.

Não vai ser somente Bom Jesus da Lapa que vai sofrer os impactos, mas todas as cidades que estão no roteiro das romarias, sobretudo as da região sudoeste a partir de Vitória da Conquista, como Brumado, Caetité, Igaporã, Riacho de Santana e municípios vizinhos que fazem caravanas utilizando o transporte de vans e ônibus.

Claro que toda essa ausência dos tradicionais romeiros e até mesmo turistas que se deslocam para Bom Jesus da Lapa nessa época do ano se refere ao letal coronavírus que deixou estragos irrecuperáveis por muito tempo e transformou 2020 num ano perdido para o futebol, para o ensino educacional já precário, para as festas juninas, para a cultura de um modo geral e outras atividades que movimentam o Brasil.

PARECE UMA MALDIÇÃO

Além das perdas nos eventos religiosos e culturais, a propagação da Covid-19, particularmente em nosso país pobre, desgovernado e politicamente em caos, deixa em todos nós um sentimento de tristeza, medo, pavor, dor e lágrimas pelos mais de 30 mil brasileiros abatidos por essa pandemia que continua a avançar pelos rincões do nosso território já arrasado por outros desmandos.

Você não sabe o que é pior! Parece mais uma maldição que caiu sobre nós. De um lado, o terror do vírus. Do outro, um capitão-presidente desatinado e sem postura, que sai de helicóptero com o nosso suado dinheiro para apoiar um grupo de nazistas e fascistas de carteirinha pedindo ditadura no Brasil.

Ele escancarou de vez, se misturando entre os contras à democracia, montado num cavalo em plena pandemia! Não respeita nem os mortos! Faz acordos com deputados ladrões e corruptos. Aquilo mais pareceu uma encenação da proclamação nazista de Hitler em 1933. O que será do nosso país, em terra arrasada? A nação unida tem que d

SEMPRE SOBRA PARA OS POBRES

DIZ O VELHO DITADO QUE “CACHORRO QUE LATE MUITO, NÃO MORDE”.

Não é necessário fazer pesquisas para constatar que a pandemia do coronavírus está matando as classes sociais daqueles que estão na linha da pobreza, os abaixo dela e os que vivem em estado de miséria. Sempre são os mais vulneráveis, a começar pela falta de educação e, consequentemente, desprovidos de poder aquisitivo.

A mídia praticamente não atentou para este lado e, desde o início, focou o alvo somente nos idosos, como se fossem os únicos vetores. Isso serviu para que jovens e adultos até os 50 anos abrissem a guarda, e agora estão sendo as maiores vítimas do vírus. Mesmo entre idosos e jovens, a grande maioria é de pobres que vivem nas periferias e favelas, em barracos apertados, sem condições de sobrevivência e cumprir com o isolamento social.

Sem educação, consciência política e social, essa categoria vive todo tempo exposta, em decorrência da situação financeira e porque não tem a cultura da higienização. Por outro lado, a maioria precisa sair de suas casas ou casebres para ganhar o pão de cada dia através da informalidade, como ambulantes ou outras atividades, como se diz na gíria, “se virar nos 30”, ou “fazer um bico”.

Aliás, como sempre venho comentando, as catástrofes, as tragédias, as enchentes, os deslizamentos de terras e outras pandemias sempre atingem os mais pobres, daí o Brasil, que aparece no mundo como um dos países com maior desigualdade social, ser hoje o quinto do planeta mais contaminado pelo coronavírus.

Esse é um fato histórico que vem se arrastando há séculos, e cada governo que passa é pior que o outro. O atual do capitão-presidente sofre de psicopatia contra a ciência e o conhecimento, chegando a alguns de seus membros defender a maluca tese medieval de que a terra é plana. Outros têm o DNA nazifascista, racista, homofóbico e misógino.

É uma mistura indigesta onde o pobre é quem mais padece, inclusive seguindo os comportamentos bárbaros, se bem que tem gente com outro nível mais alto que acompanha as proposições retrógradas, autoritárias e arcaicas. O Brasil de hoje é único no mundo nesse aspecto, sobretudo no momento atual no que concerne o tratamento contra esse vírus letal.

Os abonados têm suas clínicas e hospitais particulares com maior estrutura em termos de equipamentos de primeiro mundo, sem contar que vivem em suas casas de luxo e se alimentam bem. Vivem mais despreocupados psicologicamente, e isso fortalece a mente que, por sua vez, protege o corpo. O rico tem o organismo mais imunizado e possui mais anticorpos para enfrentar a doença. O pobre já tem a mente e o físico mais enfraquecidos e vulneráveis.

AINDA É TEMERÁRIA ESSA ABERTURA

Para um país que nunca chegou ao nível de 70% de isolamento social, mesmo com medidas drásticas de fechamento de ruas, bairros e toques de recolher à noite, sem muito resultado, ainda é cedo para os estados e municípios começarem a abrir o comércio. Já disse aqui e repito que o nosso povo é indisciplinado e, geralmente, não obedece ordens. Não somos como os orientais.

Como o Brasil sempre procurou imitar e copiar decisões de países estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos, da Europa e até asiáticos, só imagino que é mais um acompanhamento do que está acontecendo por lá. Acontece que são realidades diferentes, porque na Europa e na Ásia, por exemplo, o vírus começou a atuar mais cedo, bem como, o isolamento foi respeitado pela população, mais disciplinada e mais consciente.

ISOLAMENTO SÉRIO

Nesses países, como China, Japão, Coréia do Sul, Itália, Espanha, para não citar outros, a pandemia matou milhares de seres humanos e só veio baixar com o isolamento sério, com quase todos os habitantes ficando em suas casas. Aqui, a situação começou a se agravar lá pelos meados de março, e os governadores e prefeitos demoraram de tomar medidas mais drásticas. Não acreditaram muito no que viria pela frente.

Com a curva ainda ascendentes de mortes na maioria das capitais e das grandes cidades, como Vitória da Conquista, somado com a indisciplina do brasileiro e da falta de consciência social, educacional e política, é temerária a abertura do comércio, mesmo impondo restrições e fases para cada setor da economia. A verdade é que a nossa gente só segue normas na base do ferrão, da pressão e do policiamento ostensivo.

Não sou nenhum infectologista, nem epidemiologista, mas com o quadro crescente de contaminação e mortes, cerca de 26 mil e mais de 400 mil infectados no Brasil, a abertura gradual deverá acelerar mais esses números, e aí fica difícil se fazer um retorno forçado de fechamento. Não quero ser pessimista, e oxalá esteja sendo, mas a tendência é piorar com as aglomerações, como estamos presenciando em muitos lugares da Bahia e de outros estados.

Sabemos que o caso do Brasil é um dos mais graves do mundo (em mortes por dia superou a de todos países), inclusive na América do Sul, porque se trata de um país com profundas desigualdades sociais, de muita pobreza, miséria e desemprego, cujas pessoas nessas categorias são as maiores vítimas do coronavírus. Por outro lado, tem uma economia em frangalhos, em estado terminal e falido, com um governo sem liderança de comando. Uma bagunça!

Mesmo assim, não se pode colocar a economia acima das vidas, decidindo a abertura das atividades laborais quando a pandemia ainda dá sinais de crescimento. O tiro pode sair pela culatra, e mais pobres e pessoas vulneráveis (os maiores grupos de riscos) serem abatidos por esse vírus tão mortal. As autoridades deveriam repensar seus planos e poupar mais vidas, o dever mais importante de um governante.

 

ISSO FOI UMA REUNIÃO MINISTERIAL? FERIADOS ANTECIPADOS SEM SENTIDO

Meninos eu vi, ouvi e já sabia de tudo! Acreditem, mas está acontecendo como eu previa e vem muito mais coisa por ai! Quem viver verá!

– Não, isso não foi uma reunião ministerial! Você se enganou, cara pálida, de pele tupiniquim!

– Mas, está lá gravado no vídeo: O capitão-presidente esbravejou com seus ministros, como se fosse um bárbaro, gesticulando com as mãos e espumando de raiva!

– Mesmo assim, não foi uma reunião ministerial! Foi coisa de estarrecer!

-Então foi o que? Aconteceu no dia 22 de abril, o dia do descobrimento do Brasil.

– Não, cara, você se equivocou! Aquilo ali que você viu não passou de uma reunião de moleques batendo boca num botequim de qualquer esquina, ou de uma gangue de gângsteres planejando um assalto, uma emboscada! Mais pareceu Pedro Álvares Cabral dando esporro em seus degredados, com todo tipo de palavrões impróprios, de baixo calão. Uma baixaria dos horrores! Pero Vaz de Caminha anotou tudo e mandou para D. Manuel, lá de Portugal! O rei ficou escandalizado! A rainha nem ouviu, porque ficou envergonhada e rubra!

– Horrível mesmo! Que coisa mais feia! Não entendi quem era o avo, ou qual era mesmo o assunto, se o coronavírus, a economia, a saúde ou a educação!

– Educação, não foi mesmo! Viu o nível dos caras? O alvo, na verdade, era nossa pobre senhora democracia, nascida lá na Antiga Grécia, que já anda feia na fita! Só jogam pedras nela! Querem golpeá-la e sangra-la com se faz com um porco! Ouviu o sujeito chamando todos de bandidos, inclusive os ministros do Supremo Tribunal Federal? E a outra do menino veste azul, e menina, rosa, dizer que vai mandar prender governadores e prefeitos?

-Eles não falam tanto de “Pátria Amada”! Elogiam a democracia e até de respeito aos poderes constituídos e a liberdade de expressão!

– Aquilo ali, seu moço, não passa de uma estratégia cínica, mansa e de conluio! Uma trama armada do Quartel-General do Planalto. Não viu o cara cercado de generais, arrotando palavrões porque quer a Polícia Federal sob seu total domínio, para blindar seus filhos e amigos?

– Coitada dessa nossa “Pátria Amada”, tão maltratada, onde seus filhos estão morrendo de fome e do tal coronavírus!

-Pois é, não passam de genocidas psicopatas! Viu o outro cabra que quer acabar com o meio ambiente e transformar a Amazônia numa fazenda de gado? Ele disse para aproveitar o momento que a mídia está focada na Covid-19 e fazer passar toda boiada, abrir a porteira de vez, como numa disparada. Xingou o Congresso Nacional, que já não é lá essas coisas, e apelou para que juntos façam uma corrente para se sair do regramento, sem passar medidas pelo legislativo.

– Vergonhoso, assustador! Aquilo mais pareceu um filme de terror de sexta-feira treze! Pena do nosso país, tão ridicularizado lá fora!

– É, estamos perdidos, num mato sem cachorro! O pior companheiro, é que ainda existem seguidores da morte que batem em jornalistas de chutes e paus da bandeira brasileira que eles carregam! Emporcalham nosso símbolo pátrio! Se misturam de amarelinhos e vão defender, em praça pública, a volta da ditadura! E sabe quem está lá?

– É, mas esse papo não merece ser mais esticado, porque dá nojo e náuseas! Vamos falar de outra coisa, senão vamos entrar em depressão nesses tempos tão difíceis do vírus que está matando nossos irmãos! Não sabemos qual pior das pandemias!

FERIADOS ANTECIPADOS: UM TIRO NO PÉ

Quando quase todo comércio está fechado e se está tomando outras medidas, para controlar a infestação do coronavírus, sinceramente, não vejo nenhum sentido antecipar feriados, como da padroeira de Vitória da Conquista, Nossa Senhora das Vitórias, em 15 de agosto, São João, que nem existe oficialmente, e o Dois de Julho, data da independência da Bahia e do Brasil.

Foi um tiro no pé, porque muita gente achou que os feriados eram para sair de casa e ir às praias, como aconteceu em Salvador; fazer lazer nos calçadões; e até festejar um São João que não existiu, como ocorreu em Vitória da Conquista e outras cidades, com direito a fogos, farras e festas. Foi como aproveitar para sair desse estresse e, em muitos lugares, houve aglomerações nas ruas e avenidas.

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A VIDA SECRETA DE FIDEL – AS REVELAÇÕES DE SEU GUARDA-COSTAS PESSOAL (FINAL)

Como o próprio título do livro diz, o autor Juan Reinaldo Sánchez revela a vida do el comandante de Cuba, falando de sua dinastia, da escolta, dos guerrilheiros do mundo, a revolução de Fidel na Nicarágua, sua viagem a Moscou, a mania das gravações, a obsessão venezuelana, sua fortuna e Fidel em Angola com sua arte da guerra. Confessa que foi testemunho de tudo, principalmente durante dezessete anos em que foi guarda-costas pessoal do homem que foi um mito. Jura que tudo é verdade.

Sobre sua dinastia, afirma que Fidel casou uma primeira vez com a burguesa Mirta Díaz-Balart, e uma segunda com a professora Dalia Soto del Valle. Enganou a primeira com a bela Naty Revuelta e a segunda com a camarada Celia Sánchez. Ao rol de conquista, acrescenta outras amantes, como Juana Vera, “Juanita”, sua intérprete oficial e coronel do Serviço de Informação.

Fidel viveu anos na clandestinidade e abriu um fosso entre sua vida pública e privada. Diz o autor da obra, que os cubanos só foram conhecer Dália, sua mulher desde 1961, em 2006, quando gravemente doente confiou as rédeas do poder ao seu irmão Raul. Durante as grandes ocasiões nacionais, era Vilma Espín, esposa de Raul, quem aparecia ao lado do comandante, fazendo o papel de primeira dama. Ela era presidente da Federação das Mulheres Cubanas.

Não era um perigoso comunista

Sánchez salienta que seu chefe desempenhava mal seu papel de pai. Fala do primogênito Fidelito, que nasceu em 1949 de Mirta Díaz-Balart, ligada diretamente ao regime de Batista. El comandante ainda era um estudante de direito. Depois de triunfar em 1959, Fidel, ao lado de Fidelito, encenou num canal de televisão norte-americana de que não era um perigoso comunista, mas um bom pai de família como qualquer outro ianque.

Dez anos depois, Fidelito foi para a Rússia com o pseudônimo de José Raul e lá se casou com a bela Natalia Smirnova e teve três filhos. Fez física nuclear e, quando retornou a Havana, em 1970, foi nomeado pelo pai como chefe da Comissão Cubana de Energia Atômica, criada em 1980. Em 1992 foi demitido e rebaixado ao cargo de funcionário conselheiro das questões energéticas,

Seu meio irmão, Jorge Ángel, também nascido em 1949 e fruto de uma aventura amorosa do pai com Maria Laborde, é o mais desconhecido. O comandante, como afiançou Sánchez, sempre manteve distância desse filho. Seu grande amor foi Natália Revuelta, a mulher mais linda da capital. Quando esteve preso, em 1953, na penitenciária Isla de Pinos, ela sempre o visitava. Em 1956, Natalia deu à luz, Alina, única filha mulher do líder. Depois da Revolução, Fidel continuou visitando a bela Naty, como era chamada.

Nos anos 60, Alina e a mãe foram enviados a Paris por ordem do comandante. De volta a Havana, aos 14 anos, mostrou-se rebelde e com a intenção de deixar Cuba. Suas relações com o pai sempre foram tempestuosas. Tronou-se modelo. Certo dia fez um comercial do Rum Havana Club de biquíni.

Filha e irmã fogem de Cuba

O pai ficou furioso. A filha sempre tentou fugir de Cuba e Fidel colocou agentes secretos em sua cola, em 1993. Dois anos depois ela saiu clandestinamente de Cuba, usando uma peruca e um falso passaporte espanhol. Primeiro foi para Madrid. Foi um escândalo, como da sua quarta irmã Juanita, em 1964 (eram seis irmãos).

Depois de Mirta e Naty, veio Dalia Soto del Valle, em 1961, ano da invasão da Baia dos Porcos. Com ela, teve cinco filhos, Alexis, Alex, Alejandro, Antônio e Angelito. O pai nunca gostou do Fidelito, do Jorge Ángel e Alina. Ele teve, segundo o autor da obra, mais quatro outros filhos ilegítimos.

A residência de Punto Cero

Em sua narração, Sánchez também descreve a residência de Punto Cero, um terreno de trinta hectares, onde morava com Dalia e os filhos. Era uma casa senhoril. Ele faz um paralelo sobre a abundância e o luxo da família de Fidel (cozinheiros, empregados e jardineiros) com os tempos difíceis de racionamento de comida dos cubanos. Diz que cada membro da família tinha sua própria vaca para que o gosto pessoal de cada um pudesse ser satisfeito.

“O jantar do comandante compunha-se de peixe grelhado, frutos do mar, frango, ovelha, presunto pata negra, mas nunca carne de gado. Dos costumes, quando um dos filhos queria falar com o pai, tinha primeiro que passar por Dalia, e o marido marcava um horário que lhe conviesse. Os filhos só aproximaram um pouco dele durante sua convalescença, em 2006, quando esteve à beira da morte, e os cubanos nada sabiam. Um sósia fazia o papel do comandante para enganar o povo de que ele estava bem.

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“ANDANÇAS” E “UMA CONQUISTA CASSADA” EM TEMPO DO CORONAVÍRUS

Em tempos de coronavírus, músicos, escritores (fazedores da literatura), atores e outros autônomos que vivem de suas atividades artísticas estão atravessando muitas dificuldades para sobreviver porque dependem de seu público alvo que está também isolado. Já falei aqui da situação precária dessa categoria obreira da boa arte e, como em todo lugar, Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, não é diferente.

Cito aqui, por exemplo, o meu caso particular, porque também não posso realizar o lançamento de meus livros, como estava previsto para o início deste ano, em várias cidades do nosso sertão e puder contar os meus causos, versos. crônicas, contos e histórias nordestinas contidas no meu mais recente livro “Andanças”, e ainda reapresentar “Uma Conquista Cassada” que trata da ditadura civil-militar de 1964 em nossa cidade, na Bahia e no Brasil.

Por isso que estou facilitando a venda desses livros aqui de casa mesmo a quem tiver interesse em adquiri-los para conhecer um pouco das minhas obras, exercitando também uma boa atividade cultural nesse tempo da Covid-19.

O preço é bastante convidativo de 30 reais cada exemplar, de cerca de 800 páginas os dois. Quem é da cidade pode comprar por meio do telefone 77 98818-2902 ou pelo e-mail macariojeremias@yahoo.com.br. O autor vai entregar o livro diretamente em seu endereço e ainda autografar as obras na sua presença, com toda precaução contra esse danado do corona. Ainda pode ganhar de graça “A Imprensa e o Coronelismo no Sudoeste”.  Tem ainda o CD Sarau A Estrada por 10 reais a unidade.





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