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UMA DEMOCRACIA DO MEDO E UMA OPOSIÇÃO COM PALAVRAS DE ORDEM

Reage Brasil! Nossa pátria está sendo desmantelada e estamos na boca de uma ditadura, num governo civil mais militar da sua história, como assinalou o escritor Luiz Veríssimo, ao fazer um veemente apelo para esquecermos nossas diferenças, porque isso é uma zona de guerra.

Ao ataque contra os brasileiros, o Brasil precisa repetir os movimentos organizados do tipo das “Diretas Já”, a “Passeata dos 100 Mil”, na Cinelândia, “Os Caras Pintadas dos Jovens”, e outros tantos que marcaram nossa história mais recente, num palanque unido de lideranças políticas progressistas, estudantes, professores, operários, intelectuais e artistas para, numa só voz, dar um basta nessas agressões ao nosso povo e às instituições democráticas, as quais estão ameaçadas de sucumbir, para dar lugar a um totalitarismo tupiniquim.

Todos têm que caminhar juntos porque “quem sabe faz a hora não espera acontecer”, como alerta a canção do poeta. Não mais funciona esses protestos desorganizados com palavras soltas de ordem, nem bravatas nas redes sociais com xingamentos. Para ele, qualquer adversário é um comunista potencial de alta periculosidade que merece ser eliminado, e vai continuar nos ofendendo e nos chamando de vagabundos, como fez com o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, que teve seu pai Fernando Santa Cruz morto pela ditadura civil-militar em 1974. Como se não bastasse, atacou a Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, cujo pai, Alberto Bachelet, foi morto pelo sanguinário Augusto Pinochet, elogiado pelo dito cujo capitão-presidente.

O AVANÇO DA EXTREMA

Primeiro foi o avanço conservador dos evangélicos na política, uma bancada ruralista gananciosa em destruir o meio ambiente e uma corja da bala engatilhada para matar, todos destilando ódio. Para representar essa mistura indigesta de ultradireita nazifascista, aparece na plateia uma figura inexpressiva, mas raivoso, homofóbico e misógino o suficiente para agredir mulheres, gays, ativistas sociais, defensores da liberdade e dos direitos humanos, vítimas da ditadura e se posicionar a favor dos torturadores, pregando soberania nacional e patriotismo. Na sua visão maluca moralista, como se estivesse ainda numa guerra fria, onde o comunismo era e ainda é para ele o satanás, todos são vagabundos e inimigos da nação, uma terra fértil para semear suas ideias.

Do outro lado, uma esquerda desvairada com  palavras de ordem de é “nós contra eles” (ainda continua até hoje), que se juntou a uma escória da pior espécie e confabulou para roubar e tirar proveito próprio, colocando como escudo de proteção para montar suas tramas em nome do poder, as políticas públicas e os programas sociais de melhorias das camadas mais pobres.

No início, todos confiaram no altruísmo de tudo mudar através da ética, da transparência, da honestidade, do combate aos corruptos e aos oportunistas safados da política. No entanto, houve uma explosão de escândalos e desmandos. Os ratos aliados deixaram o barco, e o mingau desandou de vez. O ciclo ruiu, o castelo desmoronou e o reino se dividiu com rangeres de dentes caninos.

O BRASIL EXCLUÍDO

Nesse cenário de desordenamento político, onde o bem do Brasil foi o maior excluído, em detrimento da individualidade ideológica e do interesse partidário corrompido, era previsível e estava notório que a extrema-direita estava ocupando seus espaços. Desenhei este quadro há anos, embora ninguém acreditasse, alegando que não havia clima para tanto, que as instituições estavam fortes e firmes para afastar qualquer lunático.

Como num filme de terror, o cara se apresentou com sua motosserra destruidora de ataques à liberdade, prometendo “limpar a área” no que ele mesmo classificou de lixo e vagabundos os ativistas da igualdade de gênero, da preservação do meio ambiente e da elevação do nível de conhecimento através da educação, da cultura e da pesquisa científica.

Praticamente, ninguém acreditou no doido, nem que a extrema chegasse ao poder, mas o país inculto, dividido e cheio de ódio, resolveu dar uma resposta ao outro lado através do voto, como forma de vingança contra aquele que se dizia uma jararaca, e que para matá-la tinha que pisar em sua cabeça. A esquerda (uma parte continua no seu próprio pedestal) ainda insiste manter suas palavras de ordem, enquanto o Brasil do “Bozó”, eleito numa democracia do medo, está sendo constantemente atacado com os cortes na educação e na pesquisa.

TERRA ARRASADA

Este Brasil assiste triste a negação da ditadura, e ouve elogios aos torturadores. Tem que aturar todos os dias o seu discurso nacional fascista de desmantelamento das instituições, desrespeitando e colocando nelas nomes da sua linha extremista e sem mérito. Este Brasil está sendo massacrado pela sua política de terra arrasada ao meio ambiente, em favor dos ruralistas, e seus filhos, que ainda não optaram pelo silêncio, sendo chamados de bandidos comunistas.

Assim, o cara despreparado e imbecil vai encontrando terreno para atacar de todos os lados, sem encontrar resistência da oposição que se fecha em suas quadras individuais, com palavras de ordem. Ninguém quer falar num pacto democrático para repudiar e combater o autoritarismo que vai avançando com sua tropa de armas nas mãos, que já anuncia a censura, o fim da Ancine, como ocorreu com a Embrafilme no tempo de Collor, e inclui todos progressistas de esquerda como adversários comunistas vagabundos que precisam ser torturados e morrer.

ESMAGADOS PELO RETROCESSO

O cara está transformando o Brasil numa republiqueta primitiva, símbolo do atraso, com uma “democracia” ao seu estilo, e não se sabe quando seus seguidores vão despertar para a realidade do mal, se isso vai acontecer um dia. Aos poucos, os brasileiros vão sendo esmagados e triturados pela máquina do retrocesso, caindo na miséria intelectual, social e política. É como se fosse a invasão de um extraterreno tomando nosso planeta particular, roubando as esperanças do viver livre.

Em oito meses de destruição (a Amazônia em Chamas), ele e sua tropa, nomeada pela sua linha extremista, já adotaram atos de censura, como agora com uma revista no Rio de Janeiro; indicaram, sem consulta, um Procurador Geral da República e o filho do chefe para a Embaixada dos Estados Unidos; pretendem fechar a UNE -União Nacional dos Estudantes e a Ancine (Agência de Cinema); querem expulsar os indígenas de suas reservas;  cortaram verbas da educação e da pesquisa, sem contar as inúmeras barbaridades proferidas contra nossa gente que ainda acredita num Brasil melhor.

No exterior, a imagem do nosso Brasil, tão admirado pelo seu futebol, seu samba e um povo alegre e acolhedor, é a pior possível, devido à sua política retrógrada e as ofensas preconceituosas contra a esposa do presidente francês e a primeira ministra da Alemanha, Ângela Merkel. Em sua cabeça doentia psicopata, ditadura só existe de esquerda, e ainda propaga que seu governo não tem ideologia. De tanto falar da Venezuela, o Brasil está virando uma, só que às avessas, por uma trilha fascista de ultradireita, conservadora e primitiva, onde já estamos na etapa da democracia do medo, com uma oposição  que insiste em flutuar nas palavras de ordem.

 

 

AINDA AS MULTAS GERARAM POLÊMICAS NA SESSÃO DA CÂMARA

Um bate-boca entre o presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Luciano Gomes e o vereador David Salomão abriu os debates na sessão de ontem (dia 04/09) do legislativo sobre a questão das indicações feitas pela Casa nos três últimos anos e não cumpridas pelo poder público, mas as multas de trânsito ainda foram motivo de polêmicas, como nas reuniões passadas.

Na maioria dos pronunciamentos dos vereadores, percebe-se uma inversão das funções do legislativo, cujo principal papel é fiscalizar o executivo. Nessa troca de valores, o parlamentar passou mais a se preocupar em construir e mostrar obras para seus eleitores do que fiscalizar as ações do governo. Com o passar do tempo, implantou-se no Brasil a cultura do assistencialismo onde o parlamentar está mais preocupado em propor indicações e cobrar emendas do que fiscalizar o executivo.

AS MULTAS

O primeiro a falar foi o decano Álvaro Phiton que fez referência ao trabalho do ex-prefeito já falecido José Pedral no distrito José Gonçalves, numa forma de chegar ao que Hérzem Gusmão vem realizando lá no seu atual governo, mas veio à tona o assunto das multas quando o parlamentar desmentiu e desafiou quem provasse as notícias de que a Secretaria de Mobilidade Urbana estivesse aplicando multas no local contra motoristas.

Ai o colega Edmilson Pereira usou a palavra para comprovar, através de imagens de celular e notificações, que os agentes da Secretaria fizeram diversas autuações no distrito de José Gonçalves, conforme foi noticiado. Álvaro afirmou que as informações chegadas se tratavam de boatos. Foi o bastante para o parlamentar Rodrigo Moreira também criticar a ação da prefeitura, condenando a intenção de assim agir para aumentar a arrecadação.

Na ocasião, Moreira anunciou que entrará com um pedido de requerimento para que o secretário da pasta compareça à Câmara para explicar possíveis declarações suas de que existe uma meta para atingir nas cobranças das multas no município. Em sua opinião, deve haver uma orientação humana e educacional, e não o intuito de transformar o processo numa “indústria das multas”. Existem 22 câmaras vigiando o trânsito na cidade.

O vereador Sidney Oliveira voltou a tratar do problema da rotatória do aeroporto Glauber Rocha, na BR-116, de acordo com ele, uma “rotatória da morte”, onde em pouco tempo já ocorreram dois acidentes. Disse que o Governo do Estado precisa com urgência construir um viaduto no local antes que aconteça uma tragédia.

INDICAÇÕES E LITÍGIO

Sobre a discussão entre o presidente da Câmara e David Salomão, o assunto girou em torno das indicações. Salomão queria que a Casa incluísse as indicações de obras não concretizadas pelo atual prefeito na lei orçamentária para 2020, no que Luciano Gomes rebateu que não seria possível fazer isso. O debate se acirrou, e Salomão ameaçou entrar com um pedido de impeachment contra o executivo, no que Luciano respondeu que estava no seu direito.

Outro problema levantado pelos vereadores Coriolano Moraes e Bibia foi quanto o litígio entre os municípios de Conquista e Anagé no que diz respeito ao limite de fronteiras onde estão situados mais de 30 povoados, os quais podem ficar com Anagé pelo andamento das discussões na Assembleia Legislativa do Estado. Os parlamentares defenderam que haja um plebiscito entre os habitantes locais para se chegar a um consenso.

Na sessão de ontem, o presidente da Associação dos Moradores de Lagoa das Flores, Marcelo Brito, usou a Tribuna Livre para reivindicar melhorias para o bairro, maior produtor de horticultura do município. Ele listou ruas esburacadas, falta de drenagem (alagamentos nas casas quando chove), iluminação precária, deficiência dos serviços nas áreas da saúde e na educação, dentre outras necessidades, que o poder público tem deixado de realizar.

 

A MOSTRA DE CINEMA CONQUISTA CONTINUA RESISTINDO POR 14 ANOS

Como na frase de Curisco “Eu não me entrego não”, assim tem sido a nossa expressão cultural no Brasil diante das intempéries, dificuldades e retrocessos de muitos governantes como do atual que já fala em censura e até em acabar com a Ancine. Uma das resistências tem sido o cinema e, no caso específico, a 14a Mostra de Cinema de Conquista, que está sendo realizada no Centro Cultural Camilo de Jesus Lima, de 1º a 6 de setembro, com curtas, longas, mesas temática, oficinas, conferências, homenagens e artes.

Nesta Mostra, o homenageado é o baiano de Vitória da Conquista, cineasta Glauber Rocha, que estaria completando 80 anos se vivo estivesse com apresentação de muitos mais filmes em sua trajetória de transformação, com uma máquina e uma ideia na cabeça. O que ele hoje estaria dizendo e esbravejando sobre este governo que se posiciona como inimigo da cultura, cortando verbas da educação e falando impropérios contra os nossos artistas? Talvez fazendo outra versão de Terra em Transe, ou Deus e o Diabo na Terra do Sol.

UMA REPÚBLICA LIVRE

Ontem, no documentário “1798 – Revolta dos Búzios”, de Antônio Olavo, onde retrata fato histórico que aconteceu na Bahia no final do século XVIII, quando centenas de negros, inspirados na Revolução Francesa de 1789, conspiraram para derrubar o Governo Colonial, proclamar a independência e implantar um República livre no Brasil, abolindo a escravatura, centenas de estudantes ocuparam o Centro de Cultura para conhecer este episódio, há séculos desconhecido dos alunos e por muita gente. Quem não conhece sua história e seu passado é um submisso da ignorância, e é utilizado como massa de manobra.

Outros filmes nacionais de importância seguem até o dia 6 na programação da 14ª Mostra de Cinema Conquista, que tem o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão do Estado da Bahia, da Diretoria Audiovisual do Estado, do Centro de Cultura, da TV Sudoeste, da Cervejaria Devassa e do restaurante  Mário do Sertão. Conta também com apoio institucional da UESB -Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. É uma produção do Movimento Cultural e Arte e realização do Instituto Mandacaru de Inclusão Sociocultural. Tem ajuda financeira da Prefeitura Municipal de Conquista e do Governo do Estado.

A Mostra não está sendo realizada apenas no Centro de Cultura, mas também conduzida para outros cantos do município, como aos distritos de Baté-Pé, Iguá, Inhobim, Pradoso e São Sebastião, e ao Bairro da Urbis VI, com entrada franca. Na sua 14ª edição, a Mostra já é um evento consolidado que acontece todos os anos em Conquista, que sempre prestigiou o cinema nacional de autores baianos e brasileiros, na terra de Glauber, que transpôs fronteiras e tem reconhecimento internacional, com suas obras provocativas e polêmicas, típicas do seu temperamento explosivo e até mesmo imprevisível em muitos momentos da sua história.

É, sem dúvida, uma iniciativa louvável, mas Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, carece de outras atividades culturais que contemplem as demais linguagens artísticas, como a literatura, a música, as artes plásticas, a dança e o teatro, principalmente, isto girando em torno da implantação de uma política cultural planejada. Precisamos, por exemplo de uma feira do livro, de um festival da música e de uma exposição de artes plásticas que prestigiem e estimulem os talentos da terra e da região.

JORNALISTA É HOMENAGEADO PELA CÂMARA COM MOÇÃO DE APLAUSOS

Na sessão desta quarta-feira (dia 28/08), o jornalista e escritor Jeremias Macário foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista com uma moção de aplausos pelo lançamento, no dia 14 de junho, do seu mais novo livro “Andanças”. A indicação foi feita pelo presidente do legislativo, Luciano Gomes, e aprovada pelos parlamentares da Casa.

O livro “Andanças”, uma mistura de realidade com ficção, traz em seu conteúdo, contos, causos, histórias e poemas, muitos dos quais musicados por artistas locais e até de Fortaleza (Ceará). Foi lançado em Conquista em duas datas, em Jequié e em Guanambi. Deverá ainda ser apresentado em Salvador, Itapetinga, Brumado, Caetité, Bom Jesus da Lapa e Montes Claros (Minas Gerais) em datas ainda a combinar.

A Cultura Agoniza

Na ocasião, Macário fez um rápido pronunciamento em defesa da cultura que, segundo ele, vive momentos difíceis e em estado agonizante, que precisa de socorro da sociedade em geral e dos poderes públicos. Destacou que a situação crítica já perdura há muito tempo, e desabafou que, infelizmente, Conquista não conta até hoje com uma política cultural, mas com um calendário de festas, resumindo ao São João e ao Natal.

Dirigindo-se à Câmara, sugeriu que esta realize uma sessão especial para discutir o tema com os artistas da música, da literatura, da dança, do teatro, das artes plásticas e de tantas outras linguagens da nossa cultura. Afirmou que a Secretaria de Cultura do Município não dispõe de um orçamento próprio para apoiar a arte, nem no âmbito logístico, como pagar o aluguel de cavaletes para uma artista expor seus quadros.

Em sua fala, ressaltou ser triste uma cidade de 350 mil habitantes, a terceira maior da Bahia, não promover uma feira do livro, um festival da música, uma exposição de artes plásticas ou outro evento da mesma natureza, enquanto cidades menores realizam atividades de apoio aos seus artistas locais e à cultura popular. Para ele, nossa cultura está sendo massacrada, e nunca se tem recursos para ela, nem nos bons tempos.

O homenageado com a Moção de Aplausos foi prestigiado pelos vereadores, contando ainda com as presenças de sua esposa Vandilza Gonçalves e pelos amigos José  Carlos D´Almeida, professor Itamar Aguiar, Carlos Gonzalez, Evandro Brito e sua esposa Rozânia, professor Jovino Moreira, Gildásio Amorim, Raimundo Lezer, além de colegas de profissão, a maioria representando o “Sarau A Estrada” que completou novo anos de atividades em julho de 2019.

CÂMARA QUESTIONA AS MULTAS DE TRÂNSITO E A SITUAÇÃO DA SAÚDE

Uma “fábrica de multas” de  trânsito foi como a maior parte dos vereadores de Vitória da Conquista classificou a ação da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Mobilidade Urbana, alvo de duras críticas na sessão de ontem (dia 28/08), que também questionou a precarização na saúde, para eles, um estado lamentável no atendimento e na falta de medicamentos.

O primeiro a levantar o tema das multas foi o cidadão Romeu dos Santos, que, ao usar a Tribuna Livre,  considerou um absurdo o que vem ocorrendo na cidade, uma vez, segundo ele, que o próprio secretário de Mobilidade Urbana declarou que iria dobrar a arrecadação das multas para fazer caixa. Ele condenou o procedimento, ao invés de procurar educar os motoristas.

MULTAS E SAÚDE

Os vereadores Valdemir Dias, Fernando Vasconcelos, Márcia Viviane e David Salomão foram na mesma linha das multas cobradas pela Prefeitura, entendendo ser uma prática absurda. Dias e Viviane afirmaram que o assunto é recorrente na cidade, citando que o mais grave é que a Secretaria faz de tudo para impedir a defesa do “infrator”.

Viviane foi mais além, assinalando que a prática tem sido corriqueira e arbitrária.  Valdemir, por sua vez, tratou de outros temas como da saúde, da falta de um centro de zoonoses em Conquista, do troca-troca de chefias e secretários no atual poder executivo. “Na administração não se deve admitir amadorismos”.

Outro a ocupar a Tribuna Livre foi o ex-vereador Antônio Carlos “Babão” que preferiu falar do problema da saúde no município, afirmando que há três meses o Posto de Saúde do Bairro Ibirapuera não tem remédio e nem internet. De acordo com ele, a saúde de Conquista está “doente”, e tem lugares que não contam com água e lenço.

Também, o vereador Danilo “Kiribamba” tratou da questão da saúde, denunciando que há meses a Prefeitura Municipal não fornece passagens para crianças com problemas se tratarem fora do município. Seu colega Cícero Dantas, destacou que a saúde nos postos está precária, apontando existir muita demora e burocracia na marcação das consultas.

“Kiribamba” ainda criticou o Governo do Estado que retirou o SAC do Shopping Conquista Sul para o Bulevar Shopping, e apelou para que seja instalada uma unidade de atendimento ao cidadão também no Bairro Brasil.

Esta proposição foi acompanhada de outros colegas da Câmara, como da vereadora Lúcia Rocha, que condenou o que ela chamou de desmonte do SAC, no lugar de criar novos postos para facilitar a demanda da população.

O parlamentar, Álvaro Phiton, o decano da Casa, ao esclarecer o seu voto, na sessão passada, com relação ao projeto de proibir as blitz na cidade, juntamente com outros 16 votantes, disse ter votado contra por se tratar de um assunto do âmbito estadual, mas se posicionou contrário à apreensão de veículos quando o dono está em atraso com o IPVA, comprando ao IPTU onde a prefeitura não pode tomar a casa da pessoa quando esta deixa de pagar a taxa. Álvaro concorda com as blitz quando são feitas para pender ladrões

CPI dos Combustíveis

O parlamentar Coriolano Moraes preferiu falar do andamento da CPI dos combustíveis, para apurar o abuso cobrado pelos postos de gasolina. Adiantou que a Comissão está fazendo uma comparação, ou perfil, nos preços entre Jequié até a Divisa com Minas Gerais, de Itapetinga até Aracatu para avaliar os custos nas bombas em Vitória da Conquista. Prometeu concluir o relatório em duas semanas.

Com seus costumeiros tapas na mesa, David Salomão fez veemente desabafo de que existe um cartel dos combustíveis em Conquista, e que não tem medo em denunciar os responsáveis, chamando-os de canalhas a quem se opôs ao seu projeto de proibir as blitz em Conquista, com o argumento de ser inconstitucional.

Por fim, falaram os parlamentares Luís Carlos Dudé e Edvaldo Ferreira sobre as obras realizadas pelo Prefeitura Municipal, como as praças e outros serviços entregues à comunidade. Dudé elogiou os serviços prestados ao município pelo professor Itamar Aguiar que estava presente na plenária. Como líder do governo na Câmara, Ferreira aproveitou a palavra para apresentar um resumido relatório das atividades do atual executivo e suas ações no legislativo.

 

 

 

E EVOLUÇÃO RELIGIOSA NO IMPÉRIO ROMANO

O espírito racionalista grego desde o período republicano romano começou a perder terreno para uma atitude religiosa e mística, tanto no Oriente, na Idade Helênica, como no Ocidente após as guerras civis do século primeiro a.C. Correntes religiosas conquistaram o povo no século I da era cristã.

O interesse pela religião não morreu com Augusto. A religião do Estado visava o imperador e a Trindade de Júpiter, Juno e Minerva. Essa religião era o centro da vida das cidades e do exército. Deferia das religiões das guerras civis e da divinização de Augusto como salvador. O livro “História de Roma”, de M. Rostovtzeff conta toda trajetória desta evolução.

O estoicismo e outros meios de satisfação

O culto estatal da antiga Roma e do imperador tornou-se sem vida e impessoal. O povo se reunia nos templos e prestavam tributos ao poder divino, graças à existência do Império. Esses ritos não proporcionavam consolo para aliviar as dificuldades. Além do culto ao imperador, a consciência religiosa exigia outros meios de satisfação.

As classes educadas valiam-se do estoicismo com sua moral e teologia panteísta. O estoicismo era frio, lógico. A astrologia era insatisfatória. Era natural que o racionalismo estoico desse lugar à versão mística platônica e pitagórica, e florescesse o conhecimento espiritual esotérico. No final do século II, essa tendência conquistou novos adeptos e produziu personalidades notáveis pregando o neoplatonismo.

Nos primeiros dois séculos, os principais representantes da religião e da filosofia são Epicteto (escravo), Sêneca (Senado) e Marco Aurélio, o imperador. No III século, Plotino foi o grande pensador e profeta. Essa escola formula uma teologia e uma doutrina dos meios onde os poderes espirituais podem ser colocados à serviço do homem. Estes são os combatentes na batalha contra o cristianismo.

As classes médias, ora seguem as superiores, ora as inferiores. As mais baixas alimentavam o sentimento religioso. Nos dois primeiros séculos mantém a tendência aos cultos locais. Na Itália, volta o culto doméstico dos Gênius, Lares e Penates, que preservou a vida, a prosperidade da casa e da família. Continua existindo a velha religião greco-romana dos deuses e deusas – a Fortuna e Mercúrio.

Culto aos próprios deuses

As províncias rendiam homenagens aos seus próprios deuses. Os celtas dedicavam louvor aos deuses da natureza, do estado, fadas e ninfas. Os trácios, aos deuses das florestas, jardins, caçadores e guerreiros. Os ilírios, aos deuses das montanhas. Os africanos se voltavam para as divindades bérberes e semitas (Baal e Tanit, Saturno, Juno e Celeste). Os anatólios adoravam a Grande Mãe. Os Sírios tinham variedades ao deus sol. O Egito mantinha sua antiga religião – Serápis – e a uma versão de Ísis. Nunca se levantaram tantos templos e altares e se sacrificaram mais vítimas na história.

Cultos orientais se difundiram. Essa tendência cresceu no período persa e ficou forte na época helênica entre o Império Romano. As mais antigas religiões eram as egípcias e anatólias (Serápis, Ísis e Harpócrates) e o culto à Grande Mãe, deus dos céus, do sol, Mitras e Sabázio. Cada uma tinha suas teologias, com ritos místicos e hierarquia sacerdotal.

O CRISTIANISMO

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A AMAZÔNIA EM CHAMAS!

A cena nos faz lembrar a Roma em Chamas de há mais de dois mil anos quando o maluco do imperador Nero mandou tocar fogo na capital do “mundo civilizado” daquela época, só porque achava feia a arquitetura da cidade, e dizem alguns historiadores que ele colocou a culpa nos cristãos, muitos dos quais foram suas vítimas, perseguindo pensadores, intelectuais e filósofos. Enquanto Roma queimava, Nero alimentava seu ego tocando harpa.

Pode até ser uma comparação não muito feliz e fora de tempo, mas a verdade é que a nossa Amazônia está em chamas em pleno século XXI, e quem é o Nero, ou os Neros que estão a fim de destruir nossa imensidão de floresta, que também é o oxigênio e a biodiversidade do mundo?  Será que ela é tão feia e queremos transformá-la num descampado desértico sem árvores, para lucrar com a venda da madeira; criar gado; e plantar grãos exportáveis?

OS CULPADOS

Agora, não são os cristãos os culpados pelas labaredas que estão consumindo a Amazônia, mas as Ongs e os ambientalistas, conforme aponta o dedo do capitão-presidente do Brasil, que chegou a elogiar os destruidores de florestas; tudo está fazendo para flexibilizar as leis de preservação ambiental; ameaçou expulsar as tribos indígenas de suas reservas; mandou cortar verbas, reduzindo as fiscalizações contra os depredadores; falou em transformar Angra dos Reis numa Cancun mexicana; e ainda desmentiu as previsões macabras dos desmatamentos feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais -Inpe.

Talvez ele tenha incorporado o espírito do imperador Nero por achar a mata amazônica uma construção feia da natureza, e aí abriu a senha estimuladora para que os lenhadores grileiros capitalistas e fazendeiros com seus capangas avançassem com os desmatamentos, seguidos de incêndios criminosos que aumentaram em mais de 300% em pouco tempo. Em um ano, uma área de 500 mil campos de futebol foi destruída, o que equivale a meio bilhão de árvores.

Hitler também culpou os judeus e outras etnias julgadas inferiores pelas mazelas que aconteceram na Alemanha quando estava com sua economia dilacerada. A história está repleta de narrações nefastas de ditadores e tiranos que praticavam suas crueldades e colocavam a culpa em seus adversários que, segundo eles, queriam derrubá-los do poder. Eles se auto intitulavam de nacionalistas, e também condenavam outras nações que reagiam contra suas ações maléficas. Num mundo globalizado, até onde vai o limite da soberania nacional? As críticas que vêm de fora podem ser consideradas como interferência estrangeira nas questões do nosso país?

A poluição do meio ambiente nos Estados Unidos e na China não é só uma questão dos norte-americanos e dos chineses. A destruição também afeta toda humanidade, principalmente nos tempos atuais onde o planeta virou uma aldeia. Um fogo no nosso quintal incomoda toda vizinhança, que até pode intervir e ir de encontro ao discurso de que sua casa é um território privado, e que você pode fazer dela o que bem quiser.

CHAMA AS FORÇAS ARMADAS

Um presidente da República não pode aparecer na mídia fazendo suposições sem provas, como agora no caso da Amazônia, e em relação à morte do filho do presidente da OAB durante à ditadura, de que foram as próprias organizações armadas da época que o eliminaram, quanto mais dizer para a nação de que “estamos no caos”. Um líder verdadeiro não precisa mandar recado de que é ele quem manda, e não é presidente banana. Não soa contraditório afirmar que “meus ministros são livres, mas sou eu quem manda? São sinais do autoritarismo.

Não é somente a Amazônia que está em chamas com a elevação das queimadas, mas todo o Brasil que, infelizmente, está se afundando com a mediocridade e a incapacidade. Os grandes talentos, cientistas e técnicos preparados estão simplesmente sendo excluídos do nosso cenário para comandar instituições e resolver problemas críticos. A ordem agora é chamar as forças armadas para, literalmente, apagar os incêndios, como o real que está ocorrendo na Amazônia.

As forças armadas agora viraram bombeiros? Rebelião nos presídios e violência nas capitais, chama as forças armadas. Suas reais funções foram desvirtuadas, e isso faz com que sua “credibilidade” seja cada vez mais minada. Seu pronunciamento de postura nacionalista militar em rede de televisão, sem contar declarações preconceituosas e descabidas, como faça cocô dia sim, dia não, para preservar o meio ambiente, afundam mais ainda a imagem do Brasil lá fora.

NADA ENGRAÇADO – Não existe nada engraçado no que o capitão-presidente diz, nem se deve menosprezar seus insultos e afrontas aos grupos minoritários, com seu tom de desprezo, como se fossem coisas sem importância e sem relevância. Ai estão escondidos o autoritarismo e a imposição de suas ideias como unas.

O povo também não dava muita importância no que Hitler, na Alemanha, Mussolini, na Itália, e Franco, na Espanha, falavam, e deu no que deu. O “Duce” contava que gostava de transar camponesas sujas e cabeluda, e todos achavam engraçado. Não podemos deixar que os ultradireitistas, que avançam em vários países do mundo, repitam a mesma história da truculência e da morte.

 

ZONA RURAL, A “ROTATÓRIA DA MORTE” E AS IRREGULARIDADES DA VIAÇÃO ROSA

Vários assuntos relacionados ao município fizeram parte das discussões na sessão de ontem (dia 21), da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, mas os destaques foram voltados para as questões da zona rural, principalmente Veredinha e Inhobim, a rotatória do novo Aeroporto Glauber Rocha, chamada pelo parlamentar Sidney Oliveira, de “rotatória da morte”, e as irregularidades da empresa coletiva de transportes Viação Rosa, denunciadas pelo vereador Coriolano Moraes.

Antes dos debates variados focalizados pelos vereadores, dona Luciana Magalhães, mãe de uma criança com deficiência usou a Tribuna Livre da Casa para denunciar a Viação Cidade Verde que bloqueou os cartões especiais, mais de 200, dos alunos que utilizam o transporte para as escolas. Ela fez um apelo à Câmara para que interceda junto à empresa, no sentido de que a medida seja revista. O presidente da Casa, Luciano Gomes, prometeu enviar o problema para a Comissão de Direitos Humanos.

ZONA RURAL

Outro que ocupou a Tribuna Livre foi o líder comunitário, mais conhecido como Peu, que reclamou que a zona rural do município não está sendo olhada pelo poder público como deveria, especialmente no que se refere às estradas que estão esburacadas e a falta de água, e citou os casos dos distritos de Veredinha e Inhobim. Criticou o poder público, exaltou alguns parlamentares e teceu comentários negativos ao trabalho de outros, no que foi repreendido pelo presidente do legislativo, de que aquele espaço é cedido ao povo para falar de problemas de suas comunidades.

Quanto ainda a zona rural, o vereador Álvaro Phiton elogiou as ações do prefeito Hérzem Gusmão diante da administração pública, citando os serviços de iluminação das praças Vitor Brito e Murilo Mármore, esta localizada na região oeste da cidade. Na ocasião, deu boas vindas ao novo líder do prefeito na Câmara, Edvaldo Ferreira Filho.

O vereador Rodrigo Moreira informou que esteve em Salvador e conseguiu um milhão de reais, através de uma emenda parlamentar, para ser investido na zona rural nos distritos e povoados onde já possuem poços artesianos. A verba será aproveitada para a aquisição de canos para o abastecimento de água para os produtores, o consumo humano e de animais. Na oportunidade, Rodrigo chamou a atenção para a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores, a qual não tem sido cumprida.

“ROTATÓRIA DA MORTE” E VIAÇÃO ROSA

O parlamentar Sidney Oliveira fez duras críticas à rotatória do novo Aeroporto de Vitória da Conquista Glauber Rocha, construída pela Via Bahia, denominando-a de “rotatória da morte”. Destacou que o próprio governador Rui Costa reconheceu que o equipamento, na BR-116, onde no local transitam seis mil carros por dia, é muito perigoso. De acordo com ele, a obra é ridícula, alertando que o mais importante é preservar a vida. Informou que o Governo do Estado prometeu construir um viaduto, para evitar acidentes com tragédias na área.

Coriolano Moraes, o Cori, do PT, denunciou as irregularidades da nova empresa (leva o emblema da Prefeitura Municipal) Viação Rosa que está rodando nas linhas da Cidade Verde. Disse que os funcionários contratados estão trabalhando há três meses sem carteira assinada. Entre outras ilegalidades, apontou que as placas dos ônibus coletivos são de Osasco – São Paulo e muitos veículos estão quebrados. “É um descalabro total” – desabafou o vereador, ao reivindicar que a prefeitura faça logo uma licitação do lote que era da empresa Cidade Verde.

 

A ESCORCHA CONTRA O POVO ROMANO NO REINADO DE DIOCLECIANO

Entre o século III da era cristã, Diocleciano restaurou a ordem por algum tempo e defendeu o Estado contra os inimigos externos. Pôs em prática um programa de reformas da vida público, mas através do sacrifício do povo com a elevação de impostos e taxas para sustentar o exército durante as guerras.

A sociedade estava desgastada e o imperador conseguiu manter firme seu reinado. O mundo ansiava pela paz, mas ele queria fortalecer o Estado, reformar os métodos e regenerar o exército degradado, atrasado, corrupto e de mercenários.

No século III os imperadores já eram monarcas absolutos, como no Oriente, e o Senado virou um conselho municipal da capital. Apenas o exército participava da vida pública, e o imperador ainda tinha de obedecer às imposições dos soldados que escolhiam os governantes.

CORTARAM OS LAÇOS

Diante desse quadro, várias províncias cortaram os laços com o Estado, procurando viver de forma independente com imperadores próprios. Diocleciano introduziu o governo conjunto que existia antes. Para a região Ocidental nomeou Valério Maximiano e cada um adotava um líder militar. Os filhos adotivos recebiam o título de César e podiam suceder o governante.

O trono continuou sendo a magistratura suprema, levando em conta “O Melhor dos Melhores”, onde o imperador tornava-se senhor e deus. Todos tinham de prostrar-se de joelhos e beijar a ponta do seu manto. Sua principal junção era comandar o exército e conviver com os soldados onde houvesse perigo.

Os soldados eram recrutados entre o povo mais atrasado, e os mais estimulados eram os germanos. As melhores tropas, geralmente de bárbaros, ficavam aquarteladas perto das capitais dos quatro governantes (dois Augustos e dois Césares).

Em seu governo, foram criadas divisões especiais à base da guarda pretoriana. A função era policiar as fronteiras. Na verdade, era uma guarnição de colonos com obrigação hereditária do serviço militar. Existiam ainda as frotas marítimas e as tribos bárbaras ligadas a Roma por tratados.

CRESCIMENTO DO EXÉRCITO

Com essas mudanças, o exército cresceu muito. Qualquer soldado poderia ser promovido a guarda, ao posto de oficial comandante, comandante de uma força independente, de todas as tropas de uma província, e ainda comandante-chefe do exército. Dessa forma, surgiu uma nova aristocracia, baseada no serviço militar e público. As figuras mais destacadas eram os bárbaros germanos. Na verdade, era um exército de mercenários, e os soldados eram servos do Estado, mas tinham pagamento de salários e direito de ocupar a terra.

No entanto, a lei que exigia o serviço militar não foi abolida, se bem que muitos fugiam desse compromisso. Os imperadores mantiveram a legislação nos séculos III e IV. A lei permitia criar novo imposto para quem não servia. Era chamado o “ouro dos recrutas”.

Dioceses, vicarius e agentes secretos

O Império foi dividido em 101 províncias que, por sua vez, formavam grupos menores (as 17 dioceses) e quatro praefecturae (prefeito pretoriano). Cada diocese era governada por um vicarius, e cada província por um governador. Havia ainda a polícia secreta (agente in rebus) com a função de proteger o imperador. Chefiava a polícia secreta um quarto ministro, o da corte (magister oficiorum).

A baixa educação e moral dos oficiais e dos funcionários levavam a práticas inadequadas de suborno e corrupção. O peso disso repousava nos ombros do povo já muito empobrecido pelas guerras civis do século III através das cobranças de impostos, taxas sobre a terra, para sustentar os soldados.

Tropas de cargas e carroças tinham que ser fornecidas pelo povo. Os conselhos municipais e os grandes proprietários eram responsáveis pelo pagamento das taxas e os trabalhos forçados. Nem assim a situação melhorou muito com a reforma e a aparente ordem. O país estava reduzido à mendicidade, e o povo não aguentava mais tanta escorcha.

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“ANDANÇAS” FOI LANÇADO EM GUANAMBI

O lançamento do novo livro “Andanças”, de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário também estava lá presente na solenidade comemorativa dos 100 anos de emancipação do município de Guanambi (14 de agosto), juntamente com outras obras escritas por Dário Teixeira Cotrim e do coronel Lázaro, versando sobre a história da cidade.

Foi uma grande noite cultural de três autores, na Câmara de Vereadores, que aconteceu no último dia 15, à noite (quinta-feira), com as presenças do prefeito Jairo Magalhães, do secretário de Cultura, Esportes e Lazer, Paulo Costa, dos ex-prefeitos Vá Boa Sorte e Izaltina Donato, do presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (Minas Gerais), Wanderlino Arruda, que presidiu o encontro,   da acadêmica Lucília Donato, representando a Academia Guanambiense de Letras, do jornalista e escritor Joao Martins, professores, estudantes e admiradores da cultura que prestigiaram o evento.

Lançamento coletivo

Num acordo com os outros escritores, a Prefeitura Municipal, através do secretário de Cultura, Paulo Costa, promoveu o lançamento coletivo onde cada um apresentou seus trabalhos para o público, com debates e discursos, conduzidos pelo cerimonialista da noite, radialista Joé Roberto. Entre outros de sua lavra (mais de 50), o acadêmico Dário Cotrim lançou o livro “História Política e Administrativa de Guanambi – 1919-2019, em louvor do seu centenário”. O coronel Lázaro escreveu sobre o primeiro ginásio de Guanambi.

Além de “Andanças”, já lançado em Vitória da Conquista (Casa Regis Pacheco e Livraria Nobel) e em Jequié, no Museu Histórico João Carlos Borges, o jornalista Macário também se fez presente com as obras “A Imprensa e o Coronelismo no Sudoeste” e “Uma Conquista Cassada- cerco e fuzil na cidade do frio”. Na ocasião, acompanharam suas criações, o “CD Sarau A Estrada” que conta com músicas, causos e declamações de poemas.

Ao contrário do que muitos pensavam, de que um lançamento coletivo não teria espaço para todos, a reunião de escritores levou mais conhecimento ao público que teve várias opções para adquirir as obras. Os trabalhos apresentados pelo jornalista Jeremias Macário, de Vitória da Conquista, tiveram uma boa procura, principalmente por causa da diversidade dos temas, não somente de “Andanças”, uma mistura de realidade e ficção de causos, histórias e poemas, como também “A Imprensa e o Coronelismo” que cita Guanambi, e “Uma Conquista Cassada” que versa sobre a ditadura civil-militar de 1964 em Conquista, na Bahia e no Brasil.

Foi uma noite memorável com abertura do Hino Nacional e encerramento do Hino de Guanambi. Em seus pronunciamentos, o prefeito e seu secretário de Cultura anunciaram o início da construção de uma biblioteca moderna ainda para este ano, dependendo apenas de alguns trâmites formais com o Governo do Estado no que tange ao terreno onde será edificado o novo equipamento.

Ainda no âmbito da cultura, ficou acertada a instalação do Instituto Histórico e Geográfico de Guanambi, com apoio da mesma instituição que já existe há muito tempo em Montes Claros. Professores mais antigos da cidade que prestaram relevantes serviço à comunidade foram homenageados pelo Instituto da cidade mineira com a entrega de diplomas. O presidente do Instituto convidou o jornalista Macário para proferir uma palestra e lançar seus livros em Montes Claros, numa data a c





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