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:: ‘Notícias’

A UM PASSO DA ESCURIDÃO

Quando falava em rodas de amigos há mais de cinco anos sobre o perigo de uma extrema-direita no Brasil, não imaginava que seria tão rápido, sem contar que não era levado a sério e faziam pouco de mim, com argumentos de que não havia mais clima para isso. Diziam que a realidade era outra, não comportando mais este tipo de retrocesso.

Agora, esta extrema está batendo em nossas portas, e estamos a um passo das trevas através de uma ação bestial de suicido coletivo que pode se concretizar nestas loucas eleições raivosas onde um quer eliminar o outro a qualquer custo e ser o protagonista. “Quem não conhece sua história está condenado a repetir os mesmos erros”, e tudo indica que, infelizmente, esta máxima está prestes a se concretizar.

Esta rapidez de que falo, da extrema ter avançado com tanta desenvoltura  e adesão dos insensatos, explica-se por ter encontrado um terreno muito fértil de desilusão, por conta das atitudes maléficas dos governantes políticos contra as pessoas deste país, tão fragilizado.

Tudo começou lá atrás com a falta de educação que terminou por criar uma massa inculta sem consciência política e abandonada à própria sorte. Com uma política de massacre, montada pela elite, para se eternizar no poder, o povo passou a viver num cativeiro de chibatadas e cabeça baixa.

Somado a tudo isso, vieram os desmandos; a corrupção se alastrou por todos os cantos; a esperteza e a safadeza tomaram o lugar da ética e da moral; e os gananciosos livres de qualquer vigilância se apropriaram dos privilégios e colocaram o resto da população pobre e miserável para catar suas migalhas.

De olho grande nesse miserável cabedal, a extrema fascista e adepta da ditadura viu que, diante da fragilidade constituída, já era chegada a hora de tomar o poder, um objetivo que já vinha sendo planejado, mas seus mentores, a começar pela nação evangélica conservador do núcleo duro, não esperava que fosse assim tão fácil e rápido.

Para facilitar o caminho, do outro lado, um grupo que prometeu um paraíso social com honestidade, respeito, justiça para todos; reduzir as desigualdades; e governar com seriedade e respeito, sem roubar, cuidou só dos seus; meteu a mão e caiu na esbórnia. Em meio a tudo isso, criou-se um clima de ódio, do nós contra eles, propício à invasão do inimigo.

Agora estamos entre a cruz e a espada e em vias de cairmos em mãos perigosas e aventureiras, apesar de se ter outras opções melhores, mas a esta altura o povo cego e furioso já está inoculado com o vírus mortal do ódio e quer vingança. Não quer nem saber do dia tenebroso do amanhã. Não tem mais como conter o estouro da boiada e desviá-la do abismo.

A SORTE ESTÁ LANÇADA!

Só quem não está à beira da loucura não está entendendo nada. Neste domingo eleitoral vamos em marcha para o suicídio coletivo, ou resgatar a ética e a moral, salvando o Brasil deste lamaçal de incompetência e corrupção. A sorte está lançada, mas confesso que vou como eleitor participante do primeiro turno, sem esperanças e preocupado com o que virá depois.

Nunca vi uma campanha tão marcada pelo ódio, pela loucura, pela intolerância, pela incoerência e a falta de lógica. As enxurradas de pesquisas e de fake news (notícias falsas) foram vedetes e já podem ser consideradas como as maiores candidatas bruxas, num país onde se exigia a ponderação e a escolha dos melhores.

Não são ideais para conduzir a união e a conciliação neste momento tão conturbado, mas entre os dois mais colocados nas fatídicas pesquisas, existem candidatos que mereciam estar nas pontas para encarar o segundo turno. O que vamos fazer depois com o acirramento das divisões? Poderá vir o pior, mas sem direito de xingar os políticos porque a cara deles reflete  a nossa que teve a chance de mudar. Não se está pensando no Brasil garroteado pela a extrema e pela a esquerda.

DEBATES DOS TROPEÇOS

Lamentável que pouco se falou de educação, e a cultura dos incêndios dos museus e destruição do nosso patrimônio, continuou órfã nos debates e durante toda campanha. Não se viu nenhuma menção ao tema. Nas perguntas livres entre os candidatos, as perguntas sempre giram em torno de comportamento partidários dos mesmos. No mais, esses debates são monótonos e chatos. Algumas partes são até divertidas.

Não consigo entender esta maluquice de como um candidato de terceiro lugar é o mais votado e vence de todos os outros numa simulação de segundo turno. Nos debates de ontem na TV Globo sobraram mentiras e faltaram sinceridades, com algumas exceções.

Até que o nível não foi tão ruim, sobressaindo em termos programáticos e de conhecimento da realidade, embora com diferenças ideológicas. Diria que Ciro Gomes, Guilherme Boulos (bem postado nas ideias) e Marina foram os mais centrados nos pontos discutidos e demonstraram maior segurança em suas falas.

Com alguns tropeços de Álvaro Dias que de início perdeu o tempo e foi repreendido pelo William Bonner pelo seu posicionamento frente às câmaras, se bem que o próprio mediador também cometeu falhas de esquecimento no sorteio das perguntas e terminou se embanando, o debate teve seu lado positivo no campo das propostas, mas negativo quando Fernando Adaded deixou perguntas em vazio e evitou reconhecer os graves erros cometidos pelo seu partido,

O candidato voltou a insistir na inocência de Lula e respondeu de outra forma a pergunta de Marina que lhe pediu para fazer uma crítica a respeito desse cenário de ódio entre os dois postulantes ao cargo de presidente. Ao invés de “baixar a guarda”, terminou por incitar mais a intolerância e os extremos, com a arrogância própria do partido que se recusa a fazer uma autocrítica.

Álvaro focou na questão do combate à corrupção no país. Meirelles, de que é um ficha limpa e competente, mas não se desvencilhou da sua política neoliberal de livre mercado, com um Estado mínimo. Não inovou em nada em sua política de arrocho. Geraldo Alkmim não conseguiu convencer como vai cortar privilégios com um caminhão de privilegiados na sua coligação, mesmo apontando seu feitos em São Paulo como governador.

Em termos de aproveitamento do tempo e sem se desviarem muito dos temas discutidos, Ciro, Boulos e Marina foram os destaques, em minha opinião, com mais desenvoltura nas respostas e mostrando mais confiança. Nem é preciso dizer que o ausente Bolsonaro, que fugiu dos debates, foi o mais bombardeado pela sua postura fascista, retrógrada e homofóbica.

DEBATE NÃO É INSTRUMENTO PARA DECIDIR ESCOLHA DE CANDIDATO

Numa campanha eleitoral no Brasil, a verdade é a maior vítima. Isso fica bem claro nos debates políticos na mídia, que mais se prestam para reforçar as audiências das emissoras de televisão. Conversa para boi dormir essa de que servem para o eleitor melhor escolher seu candidato. O que mais aparecem são as mentiras.

No último debate de ontem (dia 2/10) com os candidatos a governador da Bahia, feito pela TV Bahia, a figura da mentira foi a que mais brilhou, e a verdade foi a mais uma vez sacrificada. Os participantes aproveitaram a maior parte do tempo para fazer propaganda eleitoral, com visível desrespeito ao eleitor. Sempre desviaram das perguntas para discorrer distorcidamente sobre seus efeitos passados.

O padrão dos debates é arcaico, monótono, chato e sempre se segue a mesmice. Um faz o conchavo com outro para se blindar do concorrente mais forte e adversário partidário. Estamos cheios de papos furados e fiados como esses debates ultrapassados, sem programas e sem metas de trabalho de seus possíveis governos. É uma vaselina geral. Todos deviam levar no bolso seu óleo de peroba para passar nas caras de paus.

No cenário nacional é a mesma coisa, e está acontecendo nesta reta final a maior burrice quando milhares de eleitores vão votar em Bolsonaro, exclusivamente, para derrubar o PT, quando o terceiro colocado nas pesquisas, que não deveriam existir no Brasil, é o único que ganharia de todos no segundo turno, inclusive dos petistas.

Portanto, na lógica, seria ele o mais correto para disputar o segundo turno, além de apresentar muito mais competência e postura para vencer as eleições e assumir a presidência do que o primeiro das pesquisas. O puro ódio cego do eleitor corre o risco de afundar mais ainda o país que já vive uma situação caótica de divisão e intolerância.

Pelo andar da carruagem, temos um futuro incerto e com mais crise moral e ética. Pelo visto, vamos ficar com a homofobia, com o racismo, com a misoginia, com o fascismo e com a valentia de tudo resolver na bala, por uma simples birra burra de tirar o PT, quando vai terminar elegendo o retrocesso.

Sobre o assunto, publico aqui opinião do meu amigo e companheiro jornalista Carlos Gonzalez quando diz:

“Concordo plenamente com sua ótima análise, manifestada no seu último artigo, sobre o eleitor brasileiro. Faltou apenas mencionar o voto do “curral evangélico”, ovelhas seguindo religiosamente os pedidos de bispos e pastores, lobos em pele de cordeiro. Um outro componente influente nessa disputa eleitoral é o nosso Judiciário. Há poucos dias do pleito os togados tomam medidas que vão  beneficiar Bolsonaro, como a liberação do depoimento de Palocci a Moro, com acusações contra Lula; e a briga interna no Supremo, tendo como alvo uma entrevista que Lula daria a alguns jornais, com autorização daquela corte.

Preocupam-me os últimos fatos ocorridos nesta semana pré-eleitoral, que mostra o  crescimento da candidatura da direita. Num provável segundo turno, com as figuras criminosas que têm na sua retaguarda, Haddad não vai para lugar nenhum. Somente Ciro poderia derrotar o inimigo dos negros e homossexuais.”

 

OS CAVALEIROS DO APOCALIPSE NO TEMPO DA CEGUEIRA E DA INSENSATEZ

Seu reino foi uma constante troca de favores, uma corrupção generalizada com o triunfo das propinas e dos subornos. A mera coincidência é um relato dos historiadores em referência ao reinado de Lúcio Tarquínio na antiga Roma dos anos 600 antes de Cristo.

Lembra das entrevistas e depoimentos na mídia de que os eleitores iam dar o troco nessa corja de políticos safados corruptos fichas sujas quando chegassem as eleições? Pois é, meu camarada, era tudo de mentirinha, do faz de conta, para dizer que votariam com consciência e qualidade. Quando chega a hora, todo mundo cai dentro da lavagem, não importando se é homofóbico, racista, xenófobo, fascista, ladrão, enganador e desonesto. Tudo parece um carnaval e mais uma festa de torcedores fanáticos enlouquecidos em final de campeonato

As eleições se transformaram numa nau dos insensatos, numa disputa de Ba x Vi, Grenal, Fla x Flu, Atlético e Cruzeiro, num Palmeiras e Corinthians e não numa escolha do melhor, do mais preparado, do mais honesto, do mais sério e apto ao cargo. Se Jesus Cristo e Nossa Senhora descessem no Brasil de hoje e se candidatassem, ficariam entre os últimos avaliados pelas pesquisas, na faixa de 1 a 3%. Os bons, limpos, de práticas morais e bem intencionados não servem. Chegamos ao tempo em que candidato ético não se elege, nem tem vez.

Depois que passar o pleito, logo, logo vai ter muita gente por ai lamentando e chamando os políticos de corja de bandidos. Mas, quem são os verdadeiros safados? Na cegueira de um derrubar o outro, no caminho mais fácil para compactuar com a esquizofrenia social, como numa insensata queda odiosa de braço, voltam ao poder os corruptos, fascistas retrógrados e a mesma laia da pior espécie. Como saco de pancada, o Brasil vai continuar à deriva levando chumbo grosso.

Quem é o alienista e quem são os alienados? Olha nas ruas a turba desgovernada como no estouro da boiada, com suas bandeiras nas mãos se arrastando atrás do seu sinhozinho, como negros e mulheres vestindo as camisas do Bolsonaro, nem ligando para suas discriminações, misoginias e preconceitos. Do outro lado, uma multidão enfurecida marca seu território e nega o mensalão, o petrolão, alianças espúrias e outras falcatruas em nome de pacotes sociais inconsistentes como se fossem passaportes para o roubo.

De um lado, tem o voto no retrocesso porque é fiel seguidor do dono da maluca ideologia. Outros votam com birra de apenas ser anitpetista e mais aqueles porque o homem é doido mesmo, e “vamos ver no que dá”, já que os que governaram deixaram o Brasil no atoleiro da desgraça. É mais uma nau dos insensatos que passa espumando ódio e intolerância. Nem estão ai para o pior que vai acontecer logo depois. A ordem é dividir mesmo e deixar o país em farrapos. Quem são mesmo os loucos?

Na outra nau tem o voto dos militantes fieis que estão sempre ali, aconteça o que acontecer em termos de erros e desvios de conduta. Tem a turma de eleitores que estão desde já de olho em tirar proveito com cargos e alguns benefícios, e ainda os pobres coitados que esperam que caiam mais alguns pacotinhos de assistências em suas bolsas. E assim o Brasil segue em direção ao abismo, no olho do furacão com muitos pedindo uma intervenção militar.

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ACADEMIA COMPLETA 10 ANOS E HOMENAGEIA MACHADO DE ASSIS

Ao completar 10 anos de atuação no dia 29 de setembro, a Academia de Letras de Vitória da Conquista prestou uma homenagem ao grande escritor e clássico na literatura brasileira e universal Machado de Assis (1839-1908) que escreveu 10 romances além de contos e poemas. O evento aconteceu no dia 28/09 (sexta-feira) e compareceram membros da entidade, poetas, escritores e convidados.

O secretário da Academia, Evandro Brito, falou do homenageado dizendo que Machado, de cor negra, tinha tudo para não dar certo porque nasceu pobre, era pessimista e para se sustentar vendia balas nas ruas do Rio de Janeiro. Não fez curso superior e era discriminado pelas elites da época imperial.

O fundador da Academia Brasileira de letras foi funcionário público até o fim da sua vida, mas se destacou como o maior escritor, conforme lembrou o acadêmico Aldaci Ferreira da Cruz que discorreu sobre sua vida e seu amor pela esposa Carolina Xavier que morreu antes dele. Destacou como uma das suas maiores obras, Memórias Póstumas de Brás Cuba.

Além do escritor, a reunião debateu também outros temas da atualidade brasileira, como o Brasil de hoje e o do amanhã. O jornalista Jeremias Macário fez um relato sobre as crises que o país enfrentou ao longo da sua história e disse que, pela sua vivência, esta é a pior de todas, entendendo que o Brasil ainda não chegou ao fundo do poço. Assinalou que ainda espera até o hoje o país do futuro como aprendeu nas escolas.

Em sua opinião, a curto prazo, diante do cenário político eleitoral atual de crise moral e ética, não existem perspectivas de melhora. Apontou a falta de um líder inspirador conciliador, como Tancredo Neves, para unir a nação, hoje dividida pelo ódio e pela intolerância. Sem uma reforma política total e uma revolução geral na educação, ele não vê saída para o desenvolvimento e a redução das desigualdades sociais.

Eron Sardinha de Oliveira também falou sobre o assunto, concordando em vários pontos sobre o quadro atual que não deslumbra melhora. Com relação ao confuso pleito, afirmou que não iria comparecer às urnas no primeiro turno porque os candidatos não oferecem confiabilidade. Para ele, só a educação levará o Brasil ao desenvolvimento e citou países como Japão e Alemanha que seguiram essa direção e hoje são potências. Diante do quadro conturbado, Eron prevê um golpe das forças armadas, o que ainda é pior para a nação.

Estiveram ainda presentes ao encontro da Academia a presidente Neuma Sueli Almeida Vieira, Rozânia Brito, Jaime Xavier de Santana, Marcos Rocha, Rafael Coqueiro, Irani Mendes, o trovador e cantor Francisco Xavier, Bianca de Fátima, Gildásio Amorim, Vandilza Gonçalves, Renato Teixeira Júnior e Alex Alves, o “Baducha” que nos brindou com sua cantoria.

A Academia vem mantendo uma parceria cultural com o Sarau A Estrada há quase um ano com a troca de conhecimento entre seus membros, que está dando certo. A intenção é a de também atrair jovens para os nossos centros de debates que são constantes, sempre focando na cultura, como será o próximo Sarau de novembro que colocará em discussão os “80 anos do livro Vidas Secas”, do escritor Graciliano Ramos, trazendo os fatos do passado para os dias atuais.

 

AS CURIOSIDADES NO MUNDO GREGO E SUAS FILOSOFIAS E SABEDORIAS (VI)

AS OLIMPÍADAS – Criadas em 776 a.C. – marco inicial da história grega –  os jogos olímpicos nasceram em Olímpia, cidade envolta em lendas aqueias que teve Saturno como primeiro competidor que batera vários recordes, seguido de Apolo. Lá, como cita o autor de “História dos Gregos”, Indro Montanelli, se encontravam, lado a lado, deputados esquerdistas de Atenas, filósofos e generais espartanos.

Pelo regulamento, as mulheres eram excluídas dos espetáculos e das competições, mas houve um caso de transgressão praticada por Ferenica de Rodes, filha de um grande campeão de luta. Passava-se por descendente de Hércules. Disfarçou-se de treinador para assistir a luta do filho que derrubou o adversário. No entusiasmo, precipitou-se ao ringe e o disfarce caiu. Como foi reconhecida, a lei a condenava à morte.

Acontece que Hércules, o campeão do mundo, desceu dos céus para testemunhar ao seu favor e reconheceu-a como sua própria descendente. A acusada foi absolvida. Para evitar que outro caso ocorresse, impuseram normas de que atletas e treinadores se apresentassem nus.

A primeira competição era a corrida dos duzentos metros (pista de 211 metros de comprimento por 32 de largura). Um atleta de Argos, ao vencer a corrida, não parou na meta, mas continuou correndo até sua cidade, distante quase 100 quilômetros e duas montanhas, para informar sobre seu sucesso. Depois vinha a corrida dupla de 400 metros e, por fim, o dólico, 14 quilômetros. Vinha depois o atletismo pesado.

O pugilato era só para homenzarrões forçudos do tipo Estratófanes. Lembrando o cão Argos de Ulisses que o reconheceu depois de 20 anos de ausência, um amigo lhe disse depois de um embate: Experimenta voltar para casa e verás que acolhida te fará teu cachorro!

Na corrida de cavalos, no hipódromo, com pista perigosa e traiçoeira de 770 metros, quase sempre havia mortes. Uma vez, de quarenta que partiram, só um chegou à meta. Chamavam Olímpia de cidade santa, mas nem tudo era assim. Os jogos representavam multidão, circo, barulho, prazeres e ladrões.

Alexandre, o Grande, considerou Olímpia capital da Grécia. Alcançou o apogeu no sexto século. Para os historiadores, as olimpíadas passaram a servir de base para contagem dos anos. Em 582 inauguraram os jogos pan-helênicos, os de Delfos, em honra de Apolo, e os ístmicos, em Corinto, em honra de Posídon. Em 576 criaram os de Niméia, em honra de Zeus.

Entre as disputas, não existia a maratona. O soldado Fedípoda, que fez a corrida de 20 milhas e nela perdeu a vida para anunciar a Atenas a vitória de Maratona, foi o único que não recebeu prêmios.  Olímpia conservou-se como capital dos esportes por mais de mil anos, de 776 a.C. a 426 d.C., quando Teodósio II mandou soldados destruírem até o edifício do estádio.

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O CAOS NO CEASA E A IRREGULARIDADE HABITACIONAL EM DEBATE NA CÂMARA

Mais uma vez, a precária situação da Ceasa Atacadão da Juracy Magalhães foi alvo de debate da sessão de ontem (dia 25/09) da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, que realizou também uma reunião especial para discutir uma revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), com ênfase nas irregularidades habitacionais da cidade, abrangendo mais de 80% dos imóveis, segundo parecer de corretores do setor.

Entre uma discussão e outra, a mesa diretora da Câmara, através do seu presidente Hermínio Oliveira, empossou o vereador Moisés da Silva Santos, mais conhecido como “Dida”, no lugar de Rodrigo Moreira, afastado em processo na Justiça que o acusou de cometer malfeitos em órgãos públicos.

Para quem frequenta a Casa em dias de reuniões, a impressão é que se está numa feira onde todos conversam ao mesmo tempo para negociar a venda e a compra de seus produtos, principalmente durante os debates e nos discursos dos parlamentares. Pouco se escuta. As atividades carecem de uma maior disciplina por parte da diretoria, para que haja um melhor aproveitamento, e até mesmo por respeito aos assuntos ali tratados.

CEASA E PLANO DIRETOR

Depois da fala de um representante dos comerciantes da Ceasa da Juracy Magalhães, apontando os pontos críticos do estabelecimento, como sujeiras e falta geral de estrutura, o vereador Dudé, líder do prefeito Hérzem Gusmão, fez um apelo para que todos se sentassem à mesa para resolver os problemas e discutir um projeto de construção de uma nova unidade.

A solicitação foi atendida pela presidência da Câmara que formou uma comissão composta por oposição e situação, para deliberar um trabalho para por fim ao caos que ali se instalou, como bradou o vereador Waldemir Dias. Mesmo sendo um local deficitário, os comerciantes pagam 80 mil reais por mês de aluguel pelo espaço.

O parlamentar do PT, Waldemir Dias, chamou o Ceasa de caos e terra de ninguém, onde qualquer um usa como quer, sem dar satisfação. Disse que a Câmara não pode se omitir quanto a questão, taxando o local de salubre. Para piorar ainda, Dias criticou duramente a Prefeitura Municipal por ter suspendido a fiscalização na área que não oferece nenhuma condição aos usuários em geral. O quadro é tão grave nque virou local para quadrilhas de furtos de veículos.

Quanto a sessão especial do Plano Diretor Urbano, a pedido do vereador Wladimir Dias, o foco principal dos debates foi a irregularidade habitacional. Lembrou o autor da proposta que o PDDU de 2006 deveria ter sido revisado em 2016, o que não foi feito, colocando que o plano tem uma defasagem de dois anos, emperrando, assim, o desenvolvimento da cidade, pois a grande maioria dos imóveis está irregular, sem o habite-se.

CONQUISTA REDUZ HOMICÍDIOS E TERÁ PRIMEIRO CENTRO DE EDUCAÇÃO E SEGURANÇA DA BAHIA

Com uma série de mudanças na estrutura da policia militar, como a prática do estágio dos alunos a soldados, com mais efetivo patrulhando as ruas nos últimos meses, e a introdução de operações de prevenção ao crime (Pacto pela Vida, Conquista Segura e Visão Noturna), o número de homicídios em Vitória da Conquista começou a cair bastante.

Dá para se perceber que a cidade, principalmente o centro, está mais guarnecida e as pessoas se sentindo mais seguras. O coronel Ivanildo, que assumiu o comando regional da polícia em julho, não quis falar de segredo de trabalho, e atribui mais os resultados positivos a esses novos projetos que foram colocados em funcionamento neste segundo semestre. “Nisso tive sorte” – confessa, com seu jeito modesto de falar.

Coronel Ivanildo discorreu sobre a lei de 2010 que definiu a organização estrutural da polícia, como a Companhia Independente da Polícia (77,78 e 92), esta última voltada para a segurança rural, e o 9º Batalhão que passou a cuidar, exclusivamente, do ensino, instrução e capacitação dos soldados. A partir de março, os alunos da escola a soldados começaram a estagiar nas ruas.

Neste mês de setembro, algumas operações estruturais, como Pacto pela Vida (combate às drogas), Conquista Segura e Visão Noturna foram colocadas em ação, passando a se ter um policiamento na mancha criminal, isto é, nas áreas de maior incidência, o chamado mapa da criminalidade.

Em paralelo à repressão, o comando regional da polícia militar vem desenvolvendo um trabalho social nas comunidades mais carentes, visando a prevenção. Nesse sentido, a Base Comunitária de Pedrinhas (Nova Cidade) realiza aulas de judô, karatê, xadrez, balé e outras atividades.

A partir de julho, quando o coronel Ivanildo assumiu o comando da Companhia Regional da Polícia até o último dia 24 de setembro, foram registrados 19 homicídios em Vitória da Conquista, contra 27 no mesmo período do ano passado. Só de julho a agosto houve uma redução de 50%. Em sua opinião, pela proporção da cidade (a terceira maior da Bahia), Conquista não pode ser considerada entre as mais violentas.

O maior número de homicídios, cerca de 90%, ainda é decorrente do tráfico de drogas (Conquista é passagem do Sul para o Nordeste), conforme assinala Ivanildo, com os crimes mais concentrados nos bairros Patagônia, Urbis V, Vilas Serranas, Senhorinha Cairo, Miro Cairo, Ibirapuera e adjacências.

Por estratégia, o comandante evita citar número do contingente policial em ação em Conquista, mas adianta que trabalha hoje com 35 viaturas militares, fora as da Caesb, Federal e da própria Policia Rodoviária Federal. Nos últimos anos, o efetivo militar aumentou em mais de 20%.

CENTRO INTEGRADO DA BAHIA

Outra boa notícia nesta área é que Conquista vai sediar o primeiro Centro Integrado de Educação, Segurança e Desportos da Bahia. Em parceria com a Secretaria de Desportos do Estado, a partir de outubro será iniciada a construção do centro no bairro de Campinhos, que contará com uma pista oficial de atletismo, sede da companhia regional e uma escola para 1.100 alunos nos três turnos.

Um dos objetivos do projeto, que estará concluído no próximo ano, é a inserção dos jovens nos esportes e no ensino profissionalizante. Outra ideia é que o colégio tenha o mesmo formato das já existentes escolas militares. Isso ainda está em discussão, mas tudo indica que será aberto neste estilo.

Atualmente, o comando da Companhia Regional, em Vitória da Conquista,  compreende 94 municípios, abrangendo cerca de dois milhões e 300 mil habitantes, incluindo Jequié e Guanambi.

 

O DESCASO PARA COM A CULTURA E O TÍTULO DE PATRIMÔNIO AO CORDEL

Pelo mínimo de atenção que nossos governantes e o setor empresarial dão à nossa raquítica cultura, não basta o gesto de transformar uma linguagem artística popular em patrimônio cultural nacional como fizeram agora com a secular literatura de cordel, tão cantada e decantada no Nordeste. Não passa de mais uma atitude de embromação de que estão fazendo alguma coisa pela nossa memória.

Esse tipo de reconhecimento que sempre não sai de um documento de papel, seja de ordem material ou imaterial, não apaga os anos de abandono da cultura, mesmo porque essa política ignorante de país atrasado subdesenvolvido já destruiu e eliminou do nosso mapa centenas e milhares de patrimônios culturais, como agora aconteceu com o Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

São tão ridículos que criaram tal de Agência Brasileira de Museus (Abram) no lugar do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), como se a troca de siglas, ou das letras “A” pelo “I”, fosse resolver o problema do setor. Não têm a mínima vergonha na cara de dizerem que a agência vai reconstruir o museu e dar suporte à preservação de outras 27 instituições do país. Com atestado de mediocridade, sempre fazem isso com a maior cara de pau.

Faço aqui uma vênia para reverenciar os grandes cordelistas cearenses Cego Aderaldo e Patativa do Assaré, este último um titã do Nordeste, destacando “Triste Partida”, composição gravada pelo mestre “Gonzagão”. Homenagem merecida também ao alagoano Rodolfo Cavalcanti e aos baianos José Gomes, o Cuíca de Santo Amaro e ao nosso Bule-Bule ainda com seu pandeiro nos batuques da vida.

O Cuíca vendia seus livros a preços populares por toda Salvador, fazendo ponto nas partes alta e baixa do Elevador Lacerda. Pela sua irreverência, infernizando a vida de grandes personagens da sociedade, era sempre preso pela polícia, tendo conseguido um salvo-conduto expedido pelo então  governador Otávio Mangabeira.

Sou amante do cordel e dos repentistas desde menino quando via nas feiras estes cantadores e os papeizinhos miúdos de versos recitados por nordestinos sertanejos, contando as histórias e estórias do nosso povo. Seus causos sempre sacudiram minha imaginação, como numa viagem ao mundo dos mitos e das lendas. Não é de diploma que o cordel necessita, e essa ação não me empolga em nada.

Esses impressos em papéis de segunda ou terceira categoria sempre tiveram o caráter noticioso, escritos por verdadeiros repórteres do povo, mas os acadêmicos, com suas arrogâncias de sábios que nada sabem, sempre torceram a cara e trataram essa cultura popular como literatura de nível inferior. Poucas vezes foi estudada nas escolas, nos cursos de graduação ou mestrado.

Portanto, não é esse título isolado de patrimônio cultural que vai mudar este cenário de desprezo, nem a mentalidade política e acadêmica a respeito da grande importância que exerceu e ainda exerce o cordel na sociedade em geral. Prova disso é que não houve até agora mudanças políticas no sentido de apoio integral com relação a outras atividades culturais que também foram agraciadas, como o samba, o frevo, o acarajé e outras expressões.

Fosse assim, nosso patrimônio arquitetônico, museus e monumentos estariam em ótimos estados de conservação. Muito pelo contrário, estão todos em ruínas e muitos desapareceram ou viraram cinzas. Aliás, a nossa cultura se arde e é consumida pelo constante fogo criminoso da irresponsabilidade. Em trajes esfarrapados e maltrapilhos, é assim que vive hoje nossa triste história, sempre caminhando para ficar completamente nua pelos incêndios e desabamentos.

OS TRÊS “CAPETAS” DAS MALDADES

Existem no Brasil três meninos “capetas” mimados, do tipo dos mais traquinos que passam todo tempo infernizando nossas vidas. Eles cresceram brigando entre si como irmãos, primeiro pela disputa de seus brinquedos e, depois como adultos, por bens materiais, muito dinheiro e poder.

Hoje estão velhos caducos, retrógrados e ultrapassados, mas com a mesma mentalidade de meninos peraltas mal-educados, individualistas, egoístas e oportunistas que só pensam neles. Desde o início, a criação deles, como de pais desleixados, foi deformada, cheia de gostos e sempre tiveram de tudo que queriam.

Como birrentos e calunduzeiros, o resultado não podia ser outro, de muita extravagância e indiferença para com seus semelhantes. Se nunca deram bolas para seus pais, deixando-os na pior, imagine para com os outros! Simulam cuidar dos seus e do lugar onde vivem, mas é tudo mentira e engano.

Com o tempo, apreenderam a cometer crimes horrendos porque nunca foram punidos como deveriam. A correção veio tarde e, mesmo assim, quando apontados e pegos em flagrantes delitos, se juntam para de pé junto jurarem inocência. Um protege o outro nas suas gatunagens e crimes, libertando-os e até aumentando suas granas por conta própria.

Como disse acima, esses três “capetas” sempre estão atirando pedras um no outro, tudo por causa de diferenças entre as polpudas mesadas que recebem, de tão mal-acostumados desde meninos. Irritam-se quando se sentem ameaçados e pressionados em seus territórios, mas se unem para livrar a cara do outro.

E assim, na base do um ajuda o outro nos malfeitos, quando a coisa está feia para seus lados e existe risco de perdas de suas grandiosas posses, adquiridas na forma da exploração dos mais fracos, eles vão arruinando a vida dos outros, minando todas as forças de uma rica terra, ao ponto de deixarem um rastro de miséria, desespero, incertezas e desesperanças.

Só para citar alguns dados das suas maquiavélicas ações de “capetas”, eles conseguiram criar uma multidão de mais de 23 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza, mais de 30 milhões de analfabetos, mais de 13 milhões de desempregados, sem contar o absurdo de deixar que 63 mil morram vítimas de homicídios por ano, mais de 50 mil em acidentes de trânsito, além de um número superior a 150 mil que falecem ao ano por falta e negligência no atendimento médico.

Se for aqui discorrer as desgraças humanas provocadas por estes “capetas”, os números representam uma verdadeira catástrofe sem igual em outras partes do planeta e, tudo isso, porque eles negam aos outros, por pura maldade, um bem maior por direito que é a educação de qualidade, Dão o que é de pior para que todos se deixem ludibriar pelos seus galanteios.

Dizem por aí que um fiscaliza e vigia o outro, mas é tudo papo furado, conversa pra boi dormir. Agora mesmo eles estão ai, todos alvoraçados correndo pra lá e pra cá, visando voltar para seus palacetes e manter suas mordomias e poderes. Eles mesmos manipulam e constroem seus pesados esquemas e sistema para que tudo permaneça como antes.

Brigam e batem boca, dizendo que vão cortar benesses, mas tudo não passa de balela, só para atrair e envolver a plateia ignara, dividida em ódio e intolerância. No retorno, eles se recompõem para defender entre si seus interesses e tramar mais maldades e sofrimentos.

 

 

 



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