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:: ‘Notícias’

POLÊMICAS PELOS ESTRAGOS DAS CHUVAS E A ROTATÓRIA DO AEROPORTO

Numa plenária de pouca gente, os debates da sessão da Câmara de Vereadores de ontem (quarta-feira, dia 20) se concentraram nas questões dos estragos provocados pelas fortes chuvas que caíram em Vitória da Conquista na tarde do último domingo. A polêmica girou em torno dos parlamentares da situação e da oposição, onde a bancada do atual governo condenou os mandatos passados do PT pelos transtornos na cidade quando acontece um temporal que deixa ruas, avenidas e casas alagadas.

Mas, não foram somente as chuvas que criaram tantos bate-bocas. A construção de uma rotatória na BR-116 que dará acesso ao novo aeroporto, como uma saída para ser logo inaugurado, foi também alvo de críticas. O prefeito Herzem Gusmão e vereadores da base defendem que o Governo do Estado faça, em definitivo, um viaduto sobre a pista, enquanto outros acham que o tempo é curto e a rotatória resolveria o problema, deixando o viaduto para depois.

Para um dos membros do Movimento em prol do aeroporto, empresário José Maria, exigir a construção do viaduto agora, faltando poucos dias para ser inaugurado, é uma forma de protelar a entrega da obra que pode ficar abandonada e se tornar num elefante branco. Para ele, a rotatória seria uma solução não permanente para que o aeroporto entre logo em funcionamento.

Chuvas e homenagem a Heleusa

O vereador Coriolano de Moraes, do PT, aproveitou a tribuna para fazer uma homenagem à professora Heleusa Câmara que faleceu recentemente e deixou um grande legado de cultura e sabedoria para a cidade. Para Coriolano, ela foi uma das maiores intelectuais de Conquista e exerceu vários cargos na área da educação, se destacando como criadora do Proler que incentivou muita gente a adquirir conhecimento através dos livros.

Com relação aos estragos das chuvas no último domingo, os parlamentares Álvaro Phiton e David Salomão, principalmente, levantaram duras críticas aos governos passados do PT que, segundo eles, não realizaram obras de drenagem, indagando o quê fizeram com o dinheiro público que receberam. Viviane Sampaio, do PT, rebateu as insinuações como a mesma veemência, afirmando que eles aproveitam o momento para fazer palanque político, e que só falam, sem provar as acusações feitas. Valdemir Dias, do PT, desmentiu o prefeito quando disse que a drenagem do Estádio “Lomantão” foi feita na década de 60. Segundo ele, foi realizada no governo de Guilherme Menezes, e que o trabalho comprovou a eficiência no escoamento das águas.

Salomão também usou a tribuna para condenar a Via Bahia que está anunciando um novo aumento de 30% nos pedágios da BR-116 e 324, de Salvador até a divisa com Minas Gerais, enquanto não executou as obras que estavam no contrato de concessão, como a duplicação da pista. Com palavras de xingamentos, atacou os deputados estaduais que não reagem, e ficam inertes com o governo estadual, sem nada fazerem para cobrar as obras da Via Bahia. De acordo com ele, não deveria nem haver pedágios porque é inconstitucional.

O vereador e pastor Sidney misturou proteção aos animais que vivem nas ruas, com a colocação de bebedouros, comedores e implantação de um centro de controle de zoonoses, com defesa dos consumidores conquistenses que são constantemente lesados. Nildima Ribeiro, do PC do B, foi no mesmo tom e pediu mais atenção da Câmara quanto à proteção dos consumidores, e citou a atuação da comissão dos direitos humanos e das mulheres. Lúcia Rocha falou em defesa dos moradores do distrito de Inhobim,  e pediu mais obras por parte do poder público.

 

PECULIARIDADES DO “LOMANTÃO”

Carlos González – jornalista

Para que amanhã não venham dizer que o jornalista só sabe criticar, quero inicialmente dar nota dez ao sistema de drenagem do Estádio Lomanto Júnior, elogiado em rede nacional pela TV Globo. Domingo passado, após o dilúvio, a água cobria toda a extensão do campo. Vinte minutos depois da paralisação das chuvas, a bola corria sem anormalidade. Aproveito para parabenizar os brigadistas (bombeiros voluntários), incansáveis na ajuda prestada aos torcedores, que não escondiam o temor de uma tragédia. Mais uma!

O prefeito Herzem Gusmão aproveitou o comentário do apresentador Tadeu Schmidt para elogiar sua administração, que ele chama de “histórica”. Percorreu, como faz todas as semanas, as rádios da cidade, prometendo pedir recursos ao governo federal para recuperar os estragos  causados pela tromba d’água. Em desobediência ao 2º Mandamento, o nome do Senhor foi pronunciado várias vezes.

A natureza fez da praça de esportes de Vitória da Conquista um verdadeiro cartão-postal de uma cidade desprovida de atrações turísticas. O verde da floresta, onde predominam os eucaliptos, no entorno do estádio, leva o torcedor, nos jogos diurnos, a esquecer que está sentado no cimento duro e quente das arquibancadas. Lamentavelmente, nos últimos anos, dezenas de árvores foram derrubadas na área atrás da chamada – um contrassenso – “Tribuna da Imprensa”.

É justamente por essa “tribuna” que inicio os comentários sobre as  peculiaridades do “Lomanto Júnior”. O local se constitui de sete ou oito cabines, ocupadas pelas emissoras de rádio e televisão de Conquista e de Salvador, e de um sanitário para todos os gêneros. Os legítimos profissionais de imprensa, sem desmerecer os colegas de outros veículos de comunicação, são os que escrevem para jornais, revistas e blogs. Esses são obrigados a colocar seus note books sobre as pernas, sentados na desconfortável arquibancada, no meio da torcida.

O ECPP Vitória da Conquista disputou a Copa do Brasil entre os anos de 2015 e 2018, contra, respectivamente, Palmeiras, Náutico, Coritiba e Boa Esporte. Naquelas oportunidades ouvi muitas reclamações e críticas de companheiros de jornais de São Paulo, Pernambuco, Paraná e Minas Gerais, que aqui estiveram para a cobertura dos jogos. Levei as queixas deles ao coordenador de Esportes (não lembro o nome; provavelmente já foi substituído) da Secretaria Municipal de Cultura. Nenhuma medida prática foi tomada para atender aos profissionais que vão aos estádios para trabalhar e não para se divertir.

Na ocasião, sugeri ao assessor da prefeitura que fossem reservadas cinco ou seis cadeiras, com bancadas, no setor coberto, abaixo das cabines de rádio e TV. Qual não foi minha surpresa ao saber que o local é reservado para os sócios do ECPP Vitória da Conquista. Mas o estádio é municipal; é do povo, argumentei. Por que o privilégio?

Radialista, ex-comentarista esportivo, Herzem Gusmão deve conhecer perfeitamente o trabalho cansativo dos profissionais de mídia nos complexos esportivos. São os primeiros a chegar e os últimos a sair.

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SARAU ENTRA NO SEU NONO ANO NA NOITE DE MONTEIRO LOBATO

Na abertura do nono ano do Sarau Colaborativo, na noite de sábado (dia 16), no Espaço Cultural A Estrada, o tema foi o precursor da literatura infantil no Brasil, Monteiro Lobato, nas palavras dos professores Jovino Moreira e Itamar Aguiar. Logo depois dos debates, o evento ficou ainda mais festivo no canto da viola dos artistas Baducha, Paulo Gabiru, Marta Moreno e Mano di Souza que soltaram a voz com músicas autorais e de compositores da MPB.

Não fazia parte da programação, que é eclética e informal, mas Marta Moreno com outros integrantes, como Vandilza Gonçalves, a anfitriã da casa, Cleide e um grupo de crianças surpreenderam o jornalista Jeremias Macário, cantando parabéns pelo seu aniversário que foi no último dia 11 de fevereiro. Para combinar com o homenageado, todos entoaram a música “No Sítio do Pica Pau Amarelo”. A esta altura, o Sarau já contava com a presença de mais de 30 pessoas.

Como sempre, a festa regada a “comes e bebes”, petiscos, cerveja e vinho varou a madrugada num papo solto, fraternal e descontraído. Além do som da viola, houve a declamação espontânea de causos e poemas. Jhesus, Jeremias, Benjamim Nunes, Dorinho e outros se revezaram nos intervalos das cantorias fazendo suas apresentações. Aos poucos, o Sarau está recebendo a visita de jovens, num entrosamento cultural de aprendizagem e conhecimento.

Para o próximo, ainda sem data definida, Gregório de Matos, “O Boca do Inferno”, o temido pelos poderosos da Bahia, foi o escolhido para ser comentado. Sua obra revolucionária vai estar na mesa das discussões. Em andamento, no mesmo formato do Sarau, um grupo de artistas fará um show no dia seis de abril, no Teatro Carlos Jeová, com a finalidade de arrecadar recursos para a gravação do CD Sarau.

Mais uma vez, a memorável e alegre festa cultural contou também com as participações do fotógrafo José Carlos D´Almeida, Aline Kiriaki, Nadia Márcia, Paulo Spínola, o desenhista ilustrador do evento, Rozânia Andrade, Evandro Gomes. Neide Pereira, Tânia, Yasmim Rocha, Eliane Matos, Osíres Rocha e colega, Gildásio Amorim, Neide Teles, Rosemeiry Prado, José Carlos, Conceição, João Bezerra, Rosângela Oliveira, Céu entre outros.

Monteiro Lobato, Vida e Obra

O professor Jovino falou da vida e obra de Monteiro Lobato que também foi empreendedor e nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Com 13 anos foi estudar em São Paulo. Registrado como José Renato Monteiro Lobato, resolveu mudar de nome para usar a bengala de seu pai que tinha iniciais JBML, gravadas no topo do castão. Passou a se chamar José Bento Monteiro Lobato.

Em 1904 formou-se em Direito pela faculdade de São Paulo quando retornou para Taubaté e casou-se com Maria Pureza Natividade. Foi nomeado promotor público na cidade de Areias, em 1907. Publicou vários artigos e escreveu “Cidades Mortas”, livro que retrata a agonia da cidade quase abandonada.

Permaneceu em Areias até 1911 quando morreu seu avô, o Visconde de Tremembé, deixando-lhe como herança uma fazenda em Taubaté. Vende a fazenda em 1917 e muda-se para Caçapava onde passou a se dedicar à literatura e cria a revista “Paraíba”.

Em São Paulo funda a gráfica Monteiro Lobato. A Companhia Editora Nacional vende sua parte e ele funda a Editora Brasiliense, em 1927 com amigos. Em 1946 foi morar na Argentina onde criou uma editora. Em 1947 volta para São Paulo, vindo a falecer em 5 de julho de 1948.

Como literário, situa-se entre os autores regionalistas do pré-modernismo e destaca-se nos gêneros conto e fábula. Seu universo são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, durante a crise do café. Foi um grande crítico de certos hábitos brasileiros, como o homem preguiçoso que não gosta de pensar. Entre pensar e derrubar uma mata, o brasileiro p5refere a segunda opção, numa analogia feita em seus escritos.

Com a publicação de “O Escândalo do Petróleo” (1936) denuncia o jogo de interesses motivados pela a extração do petróleo, criticando o envolvimento internacional das autoridades brasileiras. Em 1941, durante a ditadura Vargas, foi condenado a seis meses de detenção. Foi também um crítico das manifestações modernistas de São Paulo.

Ficou famoso seu polêmico artigo “Paranoia ou Mistificação”. Nele criticou a exposição de pinturas de Anita Malfatti. Suas principais obras foram Urupês, 1918, O Saci, 1821, Narizinho Arrebitado, 1921, Fábulas, em 1922, O Marquês de Rabicó, 1922, As Aventuras de Hans Staden, 1927, Peter Pan, 1930, Caçadas de Pedrinho, 1933, Geografia de Dona Benta, 1935, Emília no País da Gramática, 1934, Histórias de Tia Nastácia, 1937, O Pica-Pau Amarelo, em 1939, dentre outras.

O professor Itamar Aguiar citou o artigo da escritora Regina M.A. Machado “Nosso Sotaque Caipira, Nossa Cultura Refugada, nas Notas de um Magistrado da Roça”. Ela aponta o escritor Valdomiro, um ilustre desconhecido, mas com grande prestígio, na época em que seus contos eram publicados nos grandes jornais em fins do século XIX e início do século XX.

Valdomiro descreve a cultura caipira, o caboclo, como o homem do sertão. Regina destaca que Lobato foi um precursor do modernismo, que está preocupado em acabar com a herança do indianismo romântico. Esse projeto está claramente exposto no prefácio a Urupês, mas também é uma velha raiva do escritor-fazendeiro, contra o colono, o caipira a quem ele atribui todos os males que afligiram suas plantações e criações durante suas tentativas de ser fazendeiro.

AS TRIBOS QUE FORMARAM ROMA E CONSTRUÍRAM O MAIOR IMPÉRIO

NA VISÃO ANALÍTICA DO HISTORIADOR M. Rostovtzeff

Pouco se conhece da história primitiva romana dos mil anos a.C.. Da sua fundação, por volta dos anos 753 a.C. até os séculos IV e III, algumas informações foram compiladas dos gregos que exerceram grande influência no desenvolvimento político, social e religioso de Roma, através dos historiadores e filósofos da helenização grega. No século IV a. C. se deu a unificação política italiana com as conquistas contra os etruscos, équos volscos, samnitas e tribos gregas.

A Itália conseguiu criar um poder único, o que não foi possível com a Grécia com suas cidades-estados, apesar do seu gênio criador. Historiadores como Políbio procuraram encontrar explicações para este fato. De acordo com o autor do livro “História de Roma”, de M. Rostovtzeff, os filósofos atribuíram o êxito de Roma à virtude de seus cidadãos e a perfeição da Constituição. Os romanos colocaram em prática o ideal criado muito antes pelos filósofos gregos, a partir de Platão.

Sobre a história de Roma, os dados mais precisos foram os copiados pelos escritores romanos, entre 100 a.C e 100 D.C. do historiador grego Timeu, natural de Tauromenium, na Sicília, que viveu em fins do século IV e primeira metade do século III a.C.. Na Itália havia a raça etrusca que pode ter criado uma tradição histórica mais antiga, cuja língua e escrita eram ininteligíveis.

ORGULHO NACI0ONAL

Explica o pesquisador do livro que o orgulho nacional romano e o papel que Roma começava a desempenhar na família dos impérios helênicos exigiam que ela tivesse uma história própria que contasse suas origens. Helenizados no sul da Itália, Ênio e Névio escreveram sobre as guerras púnicas. Entre os romanos que tiveram papel importante em fins do século III a.C., se destacaram Fábio Pictor, Cíncio Alimento, Caio Acílio e Cássio Hemina.

Os próprios gregos fizeram uma ligação fantasiosa entre a história antiga de Roma e a mitologia grega. Eles conseguiram uma narrativa mais ou menos completa, desde a chegada de Enéias, quando este herói fugiu para a Itália após a captura de Tróia, até a época em que já se podia utilizar fatos mais autênticos, preservados de uma forma legendária pela tradição oral. Para os tempos mais remotos, as obras dos historiadores romanos, segundo Rostovtzeff, são praticamente inúteis. Os resultados das pesquisas arqueológicas na Itália foram de grande valor em se tratando das eras primitivas, desde a Antiga Idade da Pedra.

Em termos geográficos, a Itália se assemelha à Grécia. A península apenina é uma continuação da Europa Central que se prolonga pelo Mediterrâneo. Os grandes rios da região, o Ródano a sudeste, e o Reno ao Norte, nascem nos Alpes e era possível seguir-lhes o curso até os desfiladeiros que levam  à Itália, e descer dali pelos vales dos rios, na maioria tributários do Pó.

Na parte do Ocidente existe uma cadeia de vulcões, principalmente na Etrúria, Lácio, Campânia e nas ilhas adjacentes, inclusive na Sicília com planícies muito férteis, cortada de rios que correm da cadeia central para o mar Tirreno. O maior deles é o Tibre que divide um dos vales em duas partes, o Lácio e a Etrúria.

Essas condições tornaram a Itália mais acessível às tribos da Europa Central e aos navegadores do Oriente. Ambos se sentiam atraídos pelas riquezas naturais. Os pastores e agricultores eram tentados pelas pastagens excelentes e campos férteis. Os imigrantes do leste procuravam os portos do sul.

Os povos da Europa Central e Oriental e da Ásia Menor atingiram o país pelo norte e pelo sul. Os mais antigos habitantes eram os ligúrios e iberos, ligados aos aborígines da Espanha e da Gália. Segundo o autor do livro, os mais antigos colonizadores da Europa Central eram lacustres que viviam em palafitas e lagos. Os povos dividiram-se em três grupos, cada qual com um dialeto diferente de uma língua semelhante ao celta. Tratavam-se dos úmbrios, no norte, os latinos, no curso inferior do Vale do Tibre, e os samnitas, que se fixaram nos montes e vales do sul da península.

No sul, toda a faixa da costa, inclusive a Campânia, no oeste, foi ocupada após o século VIII a.C. por imigrantes da Grécia. Os últimos invasores foram os celtas, a quem os romanos chamavam de gálios, vindos da região que hoje é a França e do Vale do Danúbio. No século VI ocuparam o Vale do Pó, expulsando os etruscos.

A ITÁLIA DE 800 A 500 a. C.

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DE BRUMADO PARA A DINAMARCA

Carlos González – jornalista

A exemplo de milhares de garotos de sua idade, José Francisco dos Santos Júnior sentiu muito cedo, com apenas 13 anos de idade, a necessidade de tomar um rumo em sua vida. Com as bênçãos dos pais, o abraço dos irmãos e dos companheiros de peladas, e um beijo da namorada, ele partiu em busca de uma oportunidade num dos grandes clubes do país.

Júnior embarcou em um ônibus na Rodoviária de Brumado, distante 135 kms. de Vitória da Conquista, com destino a Belo Horizonte. Na sua pequena bagagem levava o sonho de um dia vestir a mesma camisa azul celeste do Cruzeiro, que projetou Ronaldo Fenômeno para o futebol no mundo. Afinal, com mais de 1,80 m. de altura tinha o porte de um centroavante goleador.

Baiano ou Brumado, como era chamado pelos seus companheiros de alojamento na Toca da Raposa, passou dois anos (2013 a 2015) no chamado “come-e-dorme” do Cruzeiro. Dispensado, não desistiu da carreira de jogador de futebol. Procurou o Bahia, que lhe promoveu ao profissionalismo e abriu o caminho para a convocação à Seleção Brasileira Sub 20.

Das altas temperaturas do sertão baiano ao frio e dos dias sombrios da região nórdica da Europa. Esse vai ser o longo caminho a ser percorrido pelo jovem sertanejo baiano, hoje com 19 anos, “vendido” pela quantia de R$ 9,5 milhões – uma parte fica com o empresário – ao Midtjylland, atual campeão da Dinamarca, sediado na cidade de Herning. Caso o jogador seja transferido para outro clube, o Bahia terá direito a 12% do negócio. Como será sua adaptação num país cuja população é acusada de xenófoba? Só o futuro dirá.

Um comércio desumano

Os clubes brasileiros, principalmente aqueles que estão nas primeiras posições do ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mantêm em áreas privativas, separados dos profissionais, crianças e adolescentes, oriundos de famílias pobres das mais distantes regiões do Brasil.

Como gado em regime de engorda, esses jovens sonhadores, com pouco tempo de frequência escolar, são acompanhados por treinadores, nutricionistas e médicos. Estão sendo lapidados para serem negociados, por milhões de dólares, com clubes da Europa, China, Japão e Oriente Médio.

Moram em alojamentos sem as mínimas condições de salubridade, com pouco espaço de locomoção e de fuga, dormindo em beliches. Essa conjunção de erros se adequam com os contâineres instalados pelo Flamengo, o clube de maior torcida do país, que, nos últimos dias, ocupou grandes espaços da mídia: o Brasil, cenário de tantas tragédias, chorou a morte, com requintes de homicídio culposo, de dez garotos, entre 13 e 17 anos.

Se a irresponsabilidade dos dirigentes mancha o pavilhão rubro-negro da querida agremiação brasileira, o leitor pode imaginar o que acontece nos clubes do Norte e Nordeste do país. Assistimos, no mês passado, à Copa São Paulo de Futebol Júnior, que reuniu atletas com menos de 20 anos de 128 equipes, representando todos os estados e o Distrito Federal.

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E AS TRAGÉDIAS CONTINUAM CEIFANDO VIDAS NO EMBALO DA IMPUNIDADE

Imagine mais de 300 vítimas agonizando num vale de lamas de minérios! Imagine jovens adolescentes sufocados pelo fogo e por uma nuvem de fumaça tóxica, numa luta de segundos, tentando salvar suas vidas!  Instantaneamente, as notícias de terror cobrem todo país deixando milhões em estado de choque. Em total desespero, os familiares choram seus mortos. Muitos desmaiam e um vazio se abate na alma que se dilacera em dor das mais profundas.

Em tempo simultâneo, imagine a mídia lhe entupindo de informações e explicações as mais diversas durante semanas! Depois vem o silêncio e outra tragédia anunciada lhe acorda repetindo a mesma agonia e sofrimento. Agora imagine o mais decepcionante, frustrante e revoltante de tudo isso! Imagine que os evidentes responsáveis de todas elas (as tragédias) nunca foram verdadeiramente punidos! Só multas que quase sempre não são pagas.

Se este país fosse sério, o presidente do Flamengo, Rodolfo Londim e sua diretoria já estariam na cadeia, a começar pelo seu desprezo ao se retirar dos “depoimentos” fajutos quando os jornalistas se propõem argui-lo com perguntas sobre as irregularidades no barracão do clube. O prefeito e seus fiscais deveriam também ser severamente punidos porque não interditaram o centro de treinamento e o “alojamento” improvisado de uma porta. Para tapiar, resolveram fazer vistorias no CT e a safadeza de proibir o acesso da imprensa. É um descaso total! São essas as nossas “autoridades” pagas pelo povo para prevenir tragédias e desmandos?

A lei é só usada para interditar bares, restaurantes pequenos, lojinhas, barracas e escorraçar ambulantes nas ruas. Não é para os grandes, quanto mais para um time que tem a maior torcida do Brasil. Como amar uma pátria tão desigual que maltrata e assassina em massa seus filhos? Como ter orgulho de uma nação onde as tragédias ceifam vidas e terminam em arquivos mortos, sem a prisão dos culpados?

Pouco antes de ser vítima de um desastre no ar, o jornalista Ricardo Boechat comentava que esta rede de tragédias tem seu respaldo na impunidade. Não falou nada de inédito que ninguém não já tenha consciência disso, mas sua voz tem peso. Só não foi ouvida pelos torcedores e as famílias dos jovens que não protestaram como fazem no futebol quando os resultados são negativos. Quando isso ocorre, brigam e até se matam nos estádios e nas ruas.

Estão agora preocupados com o Fla x Flu de quinta-feira. Ai, todos se posicionam em silêncio hipócrita e falso para homenagear os mortos e fazer suas condolências. Sobre o acontecimento que poderia ter sido evitado, ouvi nesta semana um torcedor simplesmente dizer que essas coisas ocorrem. É por isso que as tragédias não param.

O mesmo pode ser aplicado com relação ao rompimento da Barragem do Feijão, em Brumadinho. Você passa o tempo escutando o barulho de uma lama de explicações e nada de punição. Nos primeiros dias, fazem vistorias, fiscalizações e prometem rigor no acompanhamento. Muitos já se esqueceram da Boate Kiss e nem se fala mais em inspeções e fechamento de boates por estarem funcionando de forma irregular.

UM PÔR DO SOL COM O CRISTO

Fotos  e texto de Jeremias Macário

Mais um domingo no alto da Serra do Piripiri numa união com o Cristo, do artista Mário Cravo, e o pôr do sol deslumbrante se despedindo no horizonte do sertão. É uma imagem que tem atraído milhares de conquistenses num momento de relaxamento em preparo para as batalhas da segunda-feira, depois de um final de semana de diversas atividades.

É um bálsamo para a alma este encontro do povo com o Cristo. Foi uma junção de lazer com a cultura, com a apresentação de shows musicais, como o do cantor e compositor Evandro Correia que teve a prestigiosa ajuda do artista Mano Di Souza. Foi um espetáculo e o Cristo a todos abençoou.

A programação da Polícia Militar (parabéns coronel Ivanildo), em parceria com a Prefeitura Municipal, foi um sucesso, como no último domingo com mais de cinco mil pessoas que subiram à serra para ficar ao lado do Cristo e juntos contemplarem a cidade e suas luzes, mais parecendo uma parabólica estrelada. Ele agradece a companhia, pois sempre se sentiu isolado. Pena que essa iniciativa está com seus dias marcados para até 24 de fevereiro quando deveria ser permanente.

Fora os transtornos da subida e a falta de espaço para estacionamento de todos, coisa que podem ser contornadas, o projeto deu certo e deve ser repetido, com mais infraestrutura, inclusive abrindo condições, através da circulação de ônibus, para que todos possam participar desse aprazível lazer, não somente para quem tem condução própria.

Sempre tenho dito que a Serra é um potencial que pode ser explorado à visitação, incluindo trilhas nos pontos mais estratégicos, como o Cetras e o Poço Escuro no roteiro. Vitória da Conquista é uma cidade sem opção de lazer e cultura nos finais de semana, mas existem locais que podem ser bem urbanizados e humanizados para que as pessoas possam frequentá-los.

MAIS UMA E LOGO VEM OUTRA. QUAL SERÁ A PRÓXIMA?

As tragédias no Brasil começam com condolências, consternações e sentimentos dos irresponsáveis e sempre terminam sem a punição dos culpados. Aliás, no caso de Brumadinho, em Minas Gerais, o culpado foi a barragem que não se conteve e resolveu se arrebentar, sem mais, nem menos. No caso do Ninho do Urubu do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi o danado do ar condicionado que não aguentou a pressão da carga e provocou um curto-circuito.

Estão ai as respostas, e nem são mais necessários os rosários intermináveis de explicações técnicas de engenheiros, fiscais, ambientalistas e outros phds entendidos no assunto, com as defesas, do outro lado, nas versões dos armengueiros que burlam as leis porque no país das impunidades, as instituições são falhas no dever das rígidas fiscalizações. Na base do jeitinho brasileiro onde multas são para não serem pagas, o capital fala mais alto que o humano.

Nem bem terminaram as extensas e espetaculosas coberturas jornalísticas da mídia, recheadas de imagens e entrevistas repetidas por várias vezes, com choros e lágrimas no vale de lamas que soterraram centenas de pessoas, ai vem outra tragédia do Flamengo para roubar a cena, que dizimou uma dezena de jovens adolescentes que sonhavam pela fama de brilhar nos campos de futebol.

O presidente do clube aparece com a cara de consternado e nada fala sobre a irregularidade cometida de abrigar os meninos num barracão provisório de containers, totalmente irregular, que não tinha nem alvará da Prefeitura Municipal, a qual disse ter aplicado 30 multas contra o Flamengo. Nesta hora, o torcedor não aparece para criticar, protestar e se revoltar como faz quando o time tem resultados negativos.

Todos se calam e engolem o choro, inclusive pais e parentes porque  acham que foi apenas uma fatalidade. Neste fato específico da tragédia, não me refiro apenas ao Flamengo, mas também aos outros grandes times do Brasil que acumulam um monte de irregularidades, não somente em suas instalações físicas dos seus centros, mas também no âmbito financeiro, deixando de pagar INSS, IPTU, FGTS e outras obrigações de taxas e impostos por lei.

Agora mesmo, acabamos de saber que o Vasco e o Fluminense não possuem alvarás dos seus centros de treinamento. Pode investigar que a grande maioria dos clubes não funciona corretamente como devia. As instituições que fazem vistas grosas são também culpadas, mas desta vez foi o ar condicionado o vilão. Na próxima tragédia anunciada pode ser outro objeto, outro aparelho ou a própria natureza.

O nosso futebol é uma bagunça e uma vergonha no campo e através das cartolagens corruptas de viciados em desrespeitar e descumprir as leis. Os clubes comportam-se como se não fossem empresas jurídicas, como qualquer uma que tem obrigações e seguir normas de responsabilidade, A CBF e as federações são complôs suspeitos de grupos vitalícios que vivem a fazer seus conchavos para se perpetuarem no poder.

Não vou mais aqui repetir a enfadonha lista de tragédias do nosso país, nas quais o homem é o predador inconsequente e irresponsável, mesmo quando o fenômeno parte da natureza, como a tormenta nesta semana no Rio de Janeiro. No caso da Barragem do Feijão, em Brumadinho, existe uma insensatez secular.

A princípio, como entender a construção de instalações administrativas, inclusive um refeitório, abaixo de uma barragem de minério? Além de barramentos feitos com métodos antigos e inseguros, com custos mais baixos, deixam povoados próximos, na mesma direção. Se houvesse seriedade neste país, não deveria haver habitações abaixo e, se já existissem, a empresa deveria ser obrigada a desapropriá-las antes de montar a barragem.

CHAPADA DIAMANTINA: A CIDADE HISTÓRICA E A FESTA DOS GARIMPEIROS

  • Constituição Federal, Direitos Humanos, Ambiental e

o Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural Nacional

 

Alexandre Aguiar

Advogado

Sobre cultura, a trintenária Constituição Federal diz:

Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

  • 1º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.

[…]

Sobre a vida dos Garimpeiros, na obra “Garimpo, devoção e festa em Lençóis, BA”, Maria Salete Petroni de Castro Gonçalves desempenhou o registro do acontecimento secular, que compõe o legado histórico, cujo recorte temporal compreendeu o conteúdo laboral, devocional e festivo local no período de 1844 a 1984.

Entre o surgimento de Lençóis até a interrupção dos garimpos, que efetivamente se deu em 1996, a economia, religião e cultura do lugar passaram por uma mudança de época, que sem a devida atenção da sociedade e do Estado, representa ameaça ao acervo material e fontes imateriais do patrimônio artístico, histórico e cultural nacional.

O emérito Professor Ronaldo de Salles Senna costuma dizer que “Lençóis deve tudo aos garimpos, porém os garimpos não devem nada a Lençóis”.

O fim do extrativismo mineral de diamantes levou Lençóis à condição de cidade turística, tendo a polis alcançado o perfil dos destinos indutores do turismo nacional, alavancando de forma pioneira a indústria turística na microrregião, do que é chamado de “Circuito dos Diamantes” e, que vem se expandindo pelas demais cidades da Chapada, gerando postos de trabalho e receita aos descendentes dos garimpeiros artesanais.

Na Chapada, como resultado do acervo patrimonial das lavras diamantinas, restaram Tombados pelo IPHAN, os conjuntos arquitetônicos das cidades de Lençóis (1973), Mucugê (1980) e a Vila de Xique-Xique de Igatu (2000), no Município de Andaraí. Desta maneira, nos dias atuais, todas as cidades lavristas contam com permanente visitação turística nacional e estrangeira, incluindo-se aí a cidade de Palmeiras, município que igualmente possui fluxo de visitação, no Distrito de Caeté-Açu (Vale do Capão).

A cidade de Rio de Contas também detém acervo arquitetônico, que despertou interesse do Instituto do Patrimônio e restou Tombado (1980), entretanto, situada ao sul do Parque Nacional da Chapada, no passado sua economia destinou-se a extração de ouro, o que lhe diferencia e destaca como “Circuito do Ouro”, inclusive, por distâncias e posição geográfica.

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BAGUNÇAS NOS ENDEREÇOS, BAIRROS E LOTEAMENTOS GERAM CONFUSÃO

PRECISAMOS URGENTE DA REVISÃO DO PLANO DIRETOR

macariojeremias@yahoo.com.br

Só para se ter uma ideia, na rua onde eu moro existem quatro CEPs diferentes e muitos chamam de Jardim Guanabara (não se sabe se é bairro ou loteamento), outros dizem ser Filipinas e até aparece Jatobá. A rua é nominada de “G”, mas também aparece Veríssimo Ferraz de Melo em algumas correspondências. O próprio Google e outros sites estão com suas informações desatualizadas e desencontradas.

É uma tremenda confusão quando se vai fazer um cadastro ou um contrato num órgão ou empresa e se pede o CEP e o comprovante de endereço. Não se sabe qual documento está com as indicações corretas. Problema maior ainda é com as numerações que se misturam entre pares e ímpares. Procurar uma casa é uma dor de cabeça, e tem gente que desiste. Nem o morador consegue informar quando algum desconhecido tenta procurar uma pessoa pelo “endereço”.

Esta situação não é somente onde eu resido, mas ocorre em quase toda a cidade, principalmente nos últimos vinte anos para cá com a expansão de construções nos espaços ocupados nas zonas leste, norte e sul. Não existem demarcações e ordenamentos corretos do que é bairro e loteamento e cada um vai colocando nomes e numerações das suas ruas. Existem centenas de nomes de logradouros em Conquista que não constam nos anais da Câmara e da Prefeitura. Constatei isso há muitos anos quando fiz uma pesquisa para o meu livro “Uma Conquista Cassada”.

Para os Correios é um trabalho hercúleo encontrar um endereço para a entrega de um documento ou encomenda. Nesta semana, por exemplo, um pedido meu por pouco não foi devolvido porque a empresa remetente colocou Filipinas. Estive lá na sede no final da tarde para pegar o objeto e muitas pessoas estavam passando pelo mesmo problema. Tivemos que esperar por mais de uma hora para o carteiro chegar da rua. A resposta era a mesma de endereçamento incorreto.

ORDENAMENTO E REVISÃO DO PLANO DIRETOR

Vitória da Conquista cresceu nos últimos 25 anos além do previsto, de forma desordenada, sem o acompanhamento da infraestrutura no mesmo ritmo, dai as crescentes irregularidades além das existentes quando a cidade era de porte pequeno a médio. Sem um ordenamento criterioso do solo, a grande maioria das construções das casas, mais de 80%, está em estado irregular. Diante da burocracia e do alto custo, as residências não passam de terrenos e uns vão vendendo para os outros na mesma situação e o IPTU é cobrado como se fosse casa com instalação de água e luz.

Depois de muitos anos, somente agora a Câmara de Vereadores está anunciando a discussão de uma revisão do Plano Diretor, já caduco para o tamanho da cidade, a terceira maior do estado, considerada de capital do sudoeste da Bahia. O trabalho não é fácil e exige muito esforço por parte do legislativo e de toda sociedade. Se o projeto for aprovado por esta gestão parlamentar, com certeza será de grande feito histórico em benefício de Conquista.

Os 21 edis, que no início do império romano, lá pelos séculos VI e V a. C., eles já tinham a função de supervisionar as ruas e edifícios da cidade, precisam se concentrar nesta legislatura de mais dois anos na feitura de um novo Plano Diretor, para dar uma cara nova ao ordenamento do solo, com leis mais rígidas no âmbito da construção, preservando o meio ambiente. Conquista tem tudo para ser uma cidade ecológica, mais planejada, mais urbanizada e mais humana.

Da forma como está, virou uma bagunça porque hoje existem estabelecimentos comerciais e de serviços em locais inadequados, como casas de eventos, de festas e boates em áreas residenciais, faculdades, prédios e até hospitais em ruas já congestionadas onde não há mais espaços para carros. Há necessidade também de proceder à facilitação de titularidades às habitações irregulares que são milhares, e impedir a edificação de outras em locais impróprios.

Há pouco tempo fiz um comentário aqui sobre a falta de opção de lazer em Conquista nos finais de semana, sendo que existe um grande potencial a ser explorado, como a Serra do Periperi, Lagoa das Bateias (entregue aos esgotos), o Poço Escuro e o Parque de Exposição Agropecuária, subutilizado durante todo o ano.

Coincidência ou não, o fato positivo foi que a Polícia Militar, numa parceria com a Prefeitura Municipal, criou e inaugurou no último domingo o Por do Sol no Alto do Cristo de Mário Cravo onde milhares de pessoas compareceram para apreciar as belezas do local. Com segurança, é um passeio relaxante para as famílias, jovens, crianças e idosos.

Além disso, sugeri implantar na Serra diversas trilhas passando pelo Cetras (centro de tratamento de animais silvestres), pelo Cristo, seguindo até o Poço Escuro. Em parceria com o setor privado, na base de uma PPP, falei da possibilidade de instalar um teleférico do Cristo ao centro da cidade, bem como requalificar a Lagoa das Bateias e tornar o Parque de Exposições uma área de lazer e diversão nos finais de semana.

 

 





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