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:: ‘Notícias’

COMO CONQUISTAR OS LEITORES PERDIDOS PELAS FAKE NEWS?

Na troca dos gringos no Ministério da Educação, o capitão quer “uma garotada sem interesse na política”. Ele quer uma garotada alienada, do tipo robô, burra, amordaçada, que não pense, mais ignorante e manipulada em suas fileiras, que cresça e sirva somente para votar. É este o Brasil lindo, acima de tudo. E a sociedade continua calada.

Em entrevista à revista “Muito” do jornal A Tarde, o jornalista de economia Alexander Busch fala da grande onda das fake news nas redes sociais que têm 70%, conforme pesquisa, de serem vistas como verdadeiras, e diz que a imprensa escrita pode combatê-las usando sua seriedade e responsabilidade profissional jornalística.

Num dos trechos da entrevista, o repórter cita que na internet circulam comentários de que a história diz sobre a ditadura militar do Brasil é exagero, por exemplo. Até o holocausto foi contestado. É como se a história fosse frágil e ninguém mais confiasse em nada. O que se pode fazer para reverter isso?

Em sua resposta, ele chega a afirmar que no Brasil vai ser muito difícil. Na Europa se dá muito prestígio ao passado.. Tem muitas pessoas jovens que estudam a história. Aqui no Brasil, se a gente olha 50 ano para trás, já é muito. Aqui não se dá valor para as coisas passadas, analisar os acontecimentos passados para tirar uma conclusão do hoje.

O senhor publicou o livro Brasil, país do presente, em 2009. Fala do crescimento econômico do país e da perspectiva de nos tornarmos uma potência mundial. Qual sua visão de hoje? Evoluímos ou regredimos?

Meu livro fez muito sucesso na Alemanha e foi, inclusive, traduzido para o chinês, mas acho que hoje, 10 anos depois, as minhas projeções, a minha esperança que tinha nesse livro, sobre pontos fortes da economia, da política, da sociedade brasileira, não se confirmaram. Naquele momento, a análise estava certa, mas essas coisas que achei fortes… empresários que entrevistei, políticos e metade deles  estão presos. É uma grande decepção.

Em sua coluna na Deutsche Welle diz que a imprensa europeia tem perdido o interesse no Brasil. Quando fala com jornalistas estrangeiros, o que eles perguntam sobre o país? Como está a nossa imagem lá fora?

A pessoa do presidente está chamando muito a atenção. Eu nunca tinha visto isso. Na Alemanha, independentemente de pessoa e até quem vive no campo, todo mundo pergunta quem é esse cara lá, que está falando essas coisas, essas baboseiras. A imagem do Brasil lá fora é muito ruim

Você acha que piorou? Sem dúvida, piorou. Na Alemanha, mesmo os de direita não gostam de homofóbicos, de pessoas que desprezam a democracia, de pessoas que falam “vamos fazer uma festa para o golpe de 1964”. Acho que vai ser muito difícil para os políticos de lá receberem o Bolsonaro. Acho que uma Ângela Merkel, a chanceler alemã, não iria querer dar a mão para um Bolsonaro. Vai ser como no Chile onde o presidente do Senado não participou de um jantar.

A TROCA DE GRINGOS RETRÓGRADOS

Por ironia, o capitão-presidente trocou um gringo por outro com a mesma mentalidade atrasada de querer negar a história e criar uma escola, não sem partido, mas sem pensar, onde os alunos consumam seu slogan e aprendam somente as matérias dentro da sua ótica deturpada de visão.

Ele não trocou o ministro da Educação por suas declarações destrambelhadas, conservadoras e de extrema-direita, mas porque ele não tem capacidade nem para administrar uma creche sequer. Como no tempo da ditadura, a qual eles negam ter existido, a educação no Brasil está sendo militarizada. Na pasta só vão ficar os militares.

Como acabou de dizer o jornalista Alexander Busch, a imagem do Brasil lá fora só tende a piorar. Será que são todos comunistas de esquerda? Em pleno século XXI, com a evolução do pensamento, mudanças de conceitos e de comportamentos, comunista neste país ainda é visto como comedor de criancinhas e matador de velhos.

Se o nível de conhecimento educacional no Brasil já é um dos piores do mundo, vamos engrossar agora as fileiras dos alienados, e negar até que houve escravidão, torturas, chacinas, Inconfidência Mineira e outras revoltas contra a opressão. Só vai sobrar a República do marechal Teodoro da Fonseca. A nossa cultura é finada e quem tenta ressuscitá-la merece ser internado em camisa de força, ou ser herói nacional. Vamos de fake news.

“CANTORIAS A ESTRADA” FOI UM SUCESSO DE APRESENTAÇÃO DE GRANDES ARTISTAS

Um encontro inédito de grandes artistas locais da música e da poesia resultou num dos maiores espetáculos de Vitória da Conquista, realizado no último sábado (dia 06/04), no Teatro Carlos Jehovah, com cantorias, causos e poemas, pena que o público foi pequeno para a grandiosidade cultural do evento, e quem não foi perdeu de ouvir lindas canções que deixaram todos encantados e maravilhados.

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Fotos de José Carlos D´Almeida

Lamentável o nível baixo a que está sendo relegada a nossa cultura em Conquista, na Bahia e no Brasil, mas foi uma noite memorável que reuniu Alisson Menezes, Jânio Arapiranga, Evandro Correia, Papalo Monteiro (convidados especiais), Marta Moreno, Alex Baducha, Dorinho Chaves e Paulo Gabiru que fazem parte do grupo do CD Sarau, e entoaram lindas canções autorais e de artistas nacionais da música popular brasileira.

Além da música de boa qualidade, o “Cantorias A Estrada” contou ainda com a apresentação de causos e declamações de poemas de Vandilza Gonçalves, Regina Chaves, José Carlos D´Almeida, Gildásio Amorim, Jhesus, Dorinho Chaves e Jeremias Macário que também se encarregou do cerimonial, ao lado de Vandilza. Marta Moreno, acompanhada de Jânio Arapiranga e Baducha, cantou de sua autoria “Flores Amarelas”.

O show foi aberto com a narração da história sobre o “Sarau a Estrada” que está completando nove anos, e como surgiu a ideia de criação de um CD do Sarau para documentar nossos eventos de debates, música, poemas e um bom bate-papo descontraído e fraternal. Logo em seguida, Paulo Gabiru brindou o público com uma música de Dorinho.

O “Cantorias A Estrada” prosseguiu cada vez melhor com grandes canções violadas, intercaladas com poemas que deixaram o público extasiado com o nível das apresentações dos artistas durante uma hora e meia de pura cultura. Todos queriam mais, mas o convidado Alisson Menezes, com sua voz e violão afinados, fechou “O Cantorias” com duas belas canções, para lamento dos presentes.

No final todos os artistas se apresentaram no palco para cantar em conjunto com o público a música “Pau de Atiradeira”. E foram só elogios no encerramento. Muitos chegaram a dizer que em Conquista nunca houve um show que reunisse tantos artistas da terra, 14 ao todo porque não puderam comparecer o cantor e compositor Walter Lajes, o professor Itamar Aguiar e a atriz Edna Brito por questões de força maior.

Todo o grupo do CD Sarau que está arrecadando recursos para gravação de uma mídia, agradeceu a boa vontade dos participantes especiais Jànio Arapiranga, Papalo Monteiro que musicou e interpretou a letra “Nas Ciladas da Lua Cheia”, de Jeremias Macário, Evandro Correia e Alisson Menezes. O grupo agradeceu também a divulgação feita sobre o evento pelas rádios da cidade, pelos blogs e pela TV Sudoeste.

Teatro em abandono

O ponto destoante do show foi o aspecto em que se encontra o Teatro Carlos Jehovah, em total abandono, com camarim sujo, sem as mínimas condições de abrigar os artistas, banheiros sujos e até sem papel higiênico. Todos artistas ficaram estarrecidos com o quadro e comentaram que a cultura em nossa cidade está sendo destruída e jogada no lixo.

No sábado meio dia, mesmo com pedido feito à Secretaria de Cultura, não foi possível encontrar um funcionário para abrir o teatro para uma tomada de entrevista com a TV Sudoeste. O Teatro necessita urgentemente de um administrador para cuidar do equipamento. Como está, fica difícil e complicado realizar um evento ali, mesmo com uma boa divulgação por parte da mídia, como foi o caso do show do último sábado.

O pior de tudo é a falta de segurança no local, tanto que o rapaz que cuidou do som, recomendou que não ficássemos com dinheiro na entrada porque corríamos o risco de passar um bandido e levar tudo. Não existia, pelo menos, um vigia para nos proteger, e depois do show as pessoas tiveram que sair em grupo com medo de assalto.

As pessoas temem ir ao Teatro à noite com medo de se deparar com um ladrão ou assassino, daí tão pequeno o público que tem comparecido ao local, ameaçado de desaparecer. Existe também o perigo de bandidos fazerem um arrastão durante um evento e levarem celulares e pertences de todos, o som e objetos do Teatro, além dos instrumentos dos artistas.

 

PELAS TREVAS DAS NEGAÇÕES DA HISTÓRIA

Como no poema de Maiakovski em que o sujeito invade o seu quintal, quebra suas flores e a pessoa nada faz, o capitão-presidente Bozó nega que  houve ditadura, e a sociedade fica calada. A ministra da Mulher e dos Direitos Humanos diz que menino veste azul e menina veste rosa, e a sociedade não reage. O ministro das Relações Exteriores declara, em Israel, que o nazismo foi um movimento de esquerda, e só alguns pronunciamentos de contestação. Agora vem o ministro da Educação, o gringo que não fala português, anuncia que vai mudar os livros didáticos para ensinar nas escolas que não houve golpe militar, nem ditadura, e sim uma “democracia de força”, e a sociedade fica calada. Só apenas alguns ruídos contrários.

Do quintal, eles vão entrar em nossas casas à força e levar tudo que ainda nos resta de dignidade, de princípios, de conhecimento, de conquistas igualitárias, e nos impor a negação da história, nos deixando nas trevas. É este o caminho que estão traçando para um nazifascismo, segundo os próprios, de esquerda, fazendo o Brasil voltar pra trás. É um massacre lento e compassado de ideias retrógradas, selvagens e primitivas, atingindo, principalmente, as minorias, com seus preconceitos homofóbicos, xenófobos e racistas.

Diante do que ele já falou de impropérios no passado contra mulheres, gays, negros e outros segmentos da sociedade, o próprio capitão nem imaginaria que seria eleito. Entrou como um aventureiro e tomou um susto quando começou a ser carregado nos braços do povo. Eleito, deve hoje reconhecer que não tinha nenhum preparo para o cargo, e que o maior culpado foi o próprio povo que, tomado de raiva, o escolheu para se vingar do outro.

Em toda a minha vida nunca esperava que iria ouvir este termo destrambelhado de “democracia de força”; que fossem negar uma ditadura de torturas e mortes só porque, a princípio, o golpe contou com apoio dos civis e até da Igreja Católica! Nunca esperava ouvir que o nazismo foi um movimento de esquerda. Que regime é esse de democracia de força quando um Ai 5 oprimiu, censurou, fechou Congresso, torturou e matou nos porões escuros e sujos de sangue, dores e gemidos? Agora estão querendo negar tudo isso e ensinar aos nossos jovens outra história falsa e mentirosa!

Num artigo da imprensa da capital, “O País do Carnaval”, o arquiteto e professor Paulo Ormindo de Andrade, diz num dos trechos que as canções e a ironia são trincheiras da resistência. “Vencemos a ditadura de 64 embalados pelas músicas de Vandré, Chico Buarque e outros”. Cita o Barão de Itararé (1895-1971), crítico de Vargas, depois de ser espancado pelos agentes do Dops, colocou na porta: “Entre sem bater”, que ganhou a mídia censurada.

Acrescenta o professor que são dele frases como “o voto deve ser rigorosamente secreto, só assim o eleitor não terá vergonha de votar no candidato”; “a crítica diz o que faz, o velho o que fez e o idiota o que vai fazer”; “nunca desista de seu sonho, se acabou em uma padaria, procure em outra”; “este mundo é redondo, mas está ficando muito chato (terraplanistas)”.

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CÂMARA INAUGURA MEMORIAL

Numa homenagem ao poeta, professor e jornalista Maneca Grosso, nascido há 150 anos (100 do seu falecimento), a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista inaugurou ontem (dia 04/04) o espaço histórico do “Memorial Câmara”, com a exposição de personalidades conquistenses, fotos antigas dos intendentes coronéis, presidentes do legislativo, mulheres vereadoras e importantes desde a formação da cidade, painéis digitais sobre a história da vila até os tempos atuais e outros equipamentos que resgatam os acontecimentos de Conquista.

Foi como entrar no túnel do tempo desde o século XVIII quando aqui chegou o fundador do arraial João Gonçalves da Costa (não foi feito referências), o primeiro conselho que comandou a cidade, os índios que habitaram esta terra até os dias atuais. O presidente da Câmara Luciano Gomes, numa apresentação de vídeo, chamou a atenção para a importância do Memorial como mais um equipamento cultural que irá contribuir para que os conquistenses conheçam mais sua história.

Luciano disse ainda esperar que o local seja agora visitado por professores, pesquisadores, jovens estudantes, turistas e pessoas interessadas em conhecer suas origens. O Memorial, localizado na Rua Zeferino Correa, 19, onde funcionou a antiga Câmara, é um espaço voltado para exposições e eventos que tem por objetivo reavivar a memória sociopolítica e cultural de Conquista. Estiveram presentes à inauguração, vereadores, jornalistas, professores e outros convidados.

MAIS POLÊMICAS SOBRE A ROTATÓRIA DO AEROPORTO DE CONQUISTA

O assunto mais discutido ontem quarta-feira (3/04) na sessão da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista foi sobre a questão da rotatória do novo aeroporto que deverá ser inaugurado em agosto próximo com um voo da Gol fazendo linha para Buenos Aires, na Argentina. Alguns ainda defendem a construção de um viaduto e acham que um simples acesso na BR-116 pode provocar muitos acidentes com mortes.

Da Tribuna Livre, o advogado Rafael Nunes, disse que o Governo do Estado, com a economia que fez não dando aumento aos servidores e até elevando a contribuição do Planserv, dispõe de dinheiro sobrando para fazer a rotatória, mas acrescentou que não seja permanente, e se comece a planejar a edificação de um viaduto. “Temos que inaugurar o aeroporto que já está pronto”.

Rotatória da morte

O vereador Danilo Kiribamba se posicionou na mesma linha, mas seu colega Sidney Oliveira foi contra a obra, e antecipou que vai ser a “rotatória da morte”, assassina de vidas humanas na tão movimentada Rio-Bahia. Destacou que Conquista está recebendo um dos maiores equipamentos de sua história com investimentos de 135 milhões de reais (outros falam em 125 milhões) e argumentou que o viaduto já constava do projeto. “Ali naquele local não cabe um acesso”.

Apesar de achar correto o viaduto, segundo ele, orçado em 40 milhões, o empresário José Maria, do movimento em prol do aeroporto, em entrevista ao nosso blog, afirmou que, no momento, a saída é construir o acesso para que a obra, feita pelos governos estadual e federal, seja logo inaugurada, e sugeriu que sejam instalados radares na área para evitar acidentes. Informou que, através da empresa Gol, Conquista vai ganhar uma linha para Buenos Aires num avião de 135 passageiros. De acordo com ele, o viaduto pode ficar para depois.

Outros assuntos foram discutidos pelos parlamentares durante a sessão da Câmara, como o problema da falta de assistência aos moradores da zona rural, levantado pela vereadora Lúcia Rocha que esteve visitando Inhobim,  Dantilândia e Bate-Pé no último final de semana. Ela cobrou mais atuação da Secretaria de Agricultura, especialmente no tocante às estradas que se encontram em péssimas condições, como a de Cachoeira das Araras.

O parlamentar Cícero Custódio pediu a reabertura do estádio Lomanto Júnior para a prática do esporte amador. Criticou a concessionária Via Bahia por não ter ainda resolvido a situação perigosa do bueiro entre os bairros Nossa Senhora Aparecida e Iracema. Ainda sobre a empresa, reivindicou uma rotatória na BR-116 na passagem entre os bairros Conveima e Morada dos Pássaros.

O vereador Coriolano Moraes fez duras críticas à situação da educação no município, dizendo que as escolas não oferecem condições de ensino para os alunos. Citou, como exemplo, o colégio de Boa Sorte, no distrito de José Gonçalves, que até hoje está sem aulas, para ele um absurdo. “Não podemos mais aceitar isso. A Secretaria de Educação tem que tomar as devidas providências”.

Em seu discurso, o parlamentar Álvaro Phitou ocupou a Tribuna para elogiar o prefeito Hérzem Gusmão pela obra de requalificação que está sendo realizada na Praça Victor Brito, conhecida também como Praça da Bíblia, uma indicação do ex-vereador Giuzete Moreira, por intermédio da Associação dos Evangélicos. “A praça será uma área turística da cidade”.

 

 

CANTORIAS E DECLAMAÇÕES NESTE SÁBADO NO TEATRO CARLOS JHEOVÁ

 

Com participações especiais dos cantores e compositores Alisson Menezes, Jânio Arapiranga e Papalo Monteiro, o Teatro Carlos Jheová, em Vitória da Conquista, recebe neste sábado (dia 06/04), às 20 horas, “Cantorias A Estrada”, um show musical, de contadores de causos e declamações de poemas.

O público irá ver um evento inédito no palco com Alex Baducha, Dorinho, Paulo Gabiru, Marta Moreno e Jânio Arapiraca, Jhesus, Edna Brito, Gildásio Amorim. José Carlos D´Almeida, Regina Chaves, Vandilza Gonçalves, Itamar Aguiar e Jeremias Macário, com ingresso apenas pelo custo de R$20,00.

Esse grupo dos doze está fazendo parte do CD Sarau, um produto fruto dos nossos saraus que estão completando nove de existência, no Espaço Cultural A Estrada. O espetáculo colaborativo “Cantorias” tem como principal objetivo arrecadar recursos para a gravação de um CD, com o formato do Sarau, daí a importância da presença de todos que ainda amam e dão valor à nossa cultura.

Quem for vai se sentir dentro do nosso Sarau e ainda ter surpresas, numa agradável noite de boas músicas de artistas locais de renome e conteúdo, com trabalhos autorais. O pessoal vai ouvir ainda causos engraçados e populares, além de declamações de poemas que falam do nosso cotidiano e da vida nordestina do sertanejo.

Há tempos que este projeto do CD está sendo planejado e amadurecido através da troca de ideias em reuniões. O grupo se preparou para oferecer ao conquistense um show eclético, com apoio dos amigos Papalo Monteiro  e Alisson Menezes que irão enriquecer nosso encontro cultural.

 

“PERDOAI, SENHOR, PORQUE ELE NÃO SABE O QUE DIZ”

Se não foi uma ditadura civil-militar o período de mais de 20 anos dos generais no poder a partir de 1964, conforme sempre negou o capitão-presidente Bozó, então ele mesmo deveria explicar qual foi o regime da época. Foi uma democracia, plutocracia, autocracia, teocracia ou uma oligarquia? Uma democracia, com certeza é que não foi. Será que foi uma “militocracia”? Não importa se o golpe contou com apoio dos civis (nem todos) e até da Igreja Católica. Portanto, “perdoai, Senhor, porque ele não sabe o que fala”.

Agora, dentre muitas outras destrambelhadas nestes quase 100 dias de brincar de governar, o capitão ordena que os quarteis comemorem o golpe de 64 (na concepção deles uma revolução) no dia 31 de março (amanhã). Na verdade, a derrubada oficial do governo constitucional de João Goulart foi no dia 1º de abril, e não 31 de março, quando houve aquela presepada do general Mourão Filho. Os militares não aceitam o 1º de abril porque é conhecido como o dia da mentira. Querem evitar gozações e o ridículo.

Mas, vamos deixar a data de lado e falar de coisas sérias. É verdade que de início o movimento contou com boa parte da população e de segmentos conservadores da sociedade que, naquela época, achavam que toda gente de esquerda era comunista que matava velhos, deficientes e comia criancinhas vivas. Era a propaganda da guerra fria, comandada pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais capitalistas.

Naquele turbilhão de ideias e posições socialistas, a promessa de quem tomou o poder constituído, tendo à frente o marechal Castelo Branco e outros, era que haveria eleições em 1965, só que a linha dura do generalato traiu o povo e não deixou. O cerco foi se fechando com prisões, cassações de políticos e vários outros tipos de perseguições contra quem pensava diferente. O pior aconteceu em 13 de dezembro de 1968 com a decretação do Ato Institucional número 5.

Ai sim, minha gente, esse abominável Ato aprisionou de vez a nossa liberdade de expressão com o fechamento do Congresso Nacional; censura a todos os veículos de comunicação; mais prisões, torturas e mortes; proibição de reuniões; exílio de políticos e mestres que não puderam mais lecionar; e institucionalização da tortura, com tropas das forças armadas nas ruas para reprimir qualquer manifestação justa de estudantes e trabalhadores.

A partir dai, o país passou a viver os chamados anos de chumbo com os generais Médici e Geisel, com o Doi-Codi e os CEIs nos porões, torturando, matando e fazendo desaparecer corpos. A vida de todos que militavam foi devassada, e a própria Igreja, os civis e a mídia que apoiaram o golpe passaram a contestar o autoritarismo. Padres, freis, freiras, jornalistas, estudantes e professores mais progressistas foram presos e colocados no pau-de-arara, sem contar outros inúmeros métodos bárbaros de tortura aprendidos através da escola dos oficiais norte-americanos.

Agora eu pergunto: Tudo isso foi uma democracia? Se não foi uma ditadura, então foi o quê? Eu só queria saber. Não importa se no Chile, de Pinochet, na Argentina, de Videla, no Paraguai, de Alfredo Strossner, em Portugal, de Salazar, na Espanha, de Franco e na Cuba, de Fidel Castro  foi bem mais brutal. Não importa quem torturou e quem matou mais, ou menos. Não importa se aqui foram 500 mortos e mais 500 desaparecidos, e por lá foram 10 mil, 20 mil, 50 mil ou mais de 100 mil.

Ditadura é ditadura em qualquer lugar do mundo, seja de direita ou de esquerda. Sem essa de quantidade de vidas ceifadas. O criminoso pode assassinar apenas um, ou 50, mas não é o um que ele deixa de ser criminoso. Trata-se de vidas humanas. É um argumento de quem é desprovido de argumento e não conhece a história, que pode se repetir quando ela é ignorada pelos incultos. O capitão Bozó critica a ditadura da Venezuela e comemora a do Brasil que ele nega. Vá entender!

Infelizmente, temos hoje uma juventude que não acredita que houve ditadura no Brasil e são, principalmente, esses jovens que são atraídos pela negação louca do capitão Bozó, que se atrapalha todo quando inquerido sobre sua ordem de comemorar um regime que envergonha a nós e ao mundo. Ele quer mudar a história quando deveria governar. É um despreparado.

É uma afronta, não somente aos presos políticos que ainda vivem, aos mortos desaparecidos, como no massacre da guerrilha do Araguaia quando o major Curió mandou esquartejar os presos e jogar numa vala qualquer na floresta Amazônica (alguns foram para o fundo dos rios), aos familiares e parentes perseguidos que não puderam enterrar seus entes queridos e a todos os brasileiros de ontem, os de hoje e os do futuro.

Pelo menos, os generais de hoje, especialmente os que se dizem mais moderados, deviam, pelo menos, respeitar este sentimento, a dor e o choro dos que sofreram e ainda sofrem. Essa ordem de um capitão-presidente, que não sabe o que diz, deveria ser desrespeitada em nome da família e da nação brasileira, enquanto as feridas da ditadura (ele nega e não explica qual regime foi) continuam abertas, porque os torturadores não foram punidos como em outros países da América do Sul.

Não dá para entender como ele elogia os ditadores como estadistas e, ao mesmo tempo, fala de democracia e liberdade para o nosso povo. É uma tremenda contradição e enganação. É uma mentira. Na cabeça dele, ditadura só existe de esquerda. A de direita é democracia, é gentileza e mimo. Nessa tremenda confusão, ele ainda diz que democracia e liberdade só se as forças armadas quiserem, e a sociedade tem que ouvir mais esta blasfêmia calada. “Perdoai, Senhor, porque ele não sabe o que diz”.

EDUCAÇÃO E MUDANÇA DO TERMINAL EM DEBATES NA CÂMARA MUNICIPAL

O caos na educação com a falta de transportes para os professores e até de merendeiras, sem contar a estrutura inadequada nas escolas municipais foi o tema dominante na sessão de ontem (dia 27/03) na Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, mas também a mudança do Terminal da Lauro de Freitas e a deficiência do transporte coletivo da cidade foram colocadas em questão.

Na sessão passada, a Casa recebeu alunos e professores do colégio do distrito de Cercadinho para reclamar da exoneração de um diretor e reivindicar melhorias no ensino. Ontem foi a vez dos estudantes e mestres da Escola Estadual Sá Nunes que se fizeram presentes para conhecer os trabalhos do legislativo e criticar o Terminal e a precariedade no sistema de transporte de Conquista que só tem uma empresa atuando.

Os vereadores da oposição e até alguns da situação engrossaram em seus pronunciamentos com relação ao atual quadro de desordem na educação, e admitiram também que o transporte coletivo necessita de urgentes providências por parte do poder público. A transferência do Terminal de Ônibus do centro para outro local recebeu adesão da maioria.

Acompanhado da professora do “Sà Nunes”, Paula Babilônia, o aluno Jean Souza usou a Tribuna Livre para apontar os principais problemas do transporte coletivo em Conquista e defender a mudança do Terminal Lauro de Freitas, o qual não oferece mais condições aos usuários em r5azão,  principalmente, da poluição do local e aos constantes engarrafamentos.

O parlamentar Álvaro Phiton lembrou que no mandato passado do prefeito defendeu a existência de três empresas de ônibus, mas não foi escutado e nem recebeu o apoio dos colegas. Ele falou ainda da educação e opinou que os diretores das escolas só sejam substituídos em dezembro.

Hermínio Oliveira citou que hoje só existem 120 ônibus rodando, e se colocou a favor da construção de outro Terminal, porque o atual não suporta mais a demanda e só apresenta transtornos. O vereador Cícero Custódio seguiu na mesma linha, dizendo que as pessoas disputam espaço no Terminal para pegar o transporte.

Sobre a educação, reconheceu que o setor vive um caos, e que não se pode ficar o tempo todo culpando os governos passados. “Estamos aqui para defender o povo”.  Valdemir Dias fez duras críticas aos problemas da educação, condenando as mudanças de secretários que já está no terceiro no governo de Herzem Gusmão, e acrescentou que o prefeito, ao invés de estar em Conquista, viajou para Salvador para fazer marketing. “Não se pode governar com amadorismo na terceira cidade da Bahia”. Coriolano Moraes expressou sua revolta sobre o descaso com a educação.

A vereadora Lúcia Rocha voltou a cobrar a requalificação do Parque da Lagoa das Bateias e anunciou que a prefeitura já tem um projeto para tornar o local num belo cartão postal da cidade. Danilo Kiribamba afirmou que a melhoria da Lagoa é uma luta nossa.  Quanto a educação, destacou ser uma vergonha para Conquista.

A CAÇADA DE ANÍBAL POR CORNÉLIO CIPIÃO

O historiador Indro Montanelli classifica o general Aníbal como o único militar que conseguiu vencer os romanos por quatro vezes consecutivas. Perdeu somente seis mil homens, dos quais quatro mil eram gauleses, não confiáveis. Seu maior segredo era a superioridade de sua cavalaria. Na época, muitos jovens romanos decepcionados pensaram em fugir para a Grécia.

O jovem Cipião reagiu. O povo aceitou novos impostos e sacrifícios. As nobres matronas levaram suas joias para o Tesouro e foram varrer o chão dos templos com seus cabelos. O governo ordenou o sacrifício de quatro vítimas e enterrou vivos dois gregos e dois gauleses. Os soldados recusaram o pagamento de seus soldos.

Voluntários de 13 e 14 anos se apresentaram para combater Aníbal que, ao invés de usufruir dos sucessos, preferiu descansar. Mandou para casa os prisioneiros não-romanos e exigiu em troca uma indenização. O Senado rejeitou e, como resposta, o general enviou para Cartago muitos deles como escravos. Outros foram ser gladiadores para diversão dos soldados. Esteve nas portas de Roma e depois marchou para o leste, em direção a Cápua.

Os romanos não o perseguiram e foram organizar um exército de 200 mil homens. Uma parte ficou com Cláudio Marcelo para colocar ordem na Sicília, outra ficou na cidade, como segurança, e a outra foi entregue aos dois Cipiões para combater Asdrúbal, na Espanha.

No ano seguinte, Marcelo conquistou a Siracusa que traíra a aliança e tentara resistir com a astúcia de Arquimedes, o maior inventor da antiguidade, como “as mãos de ferro” (guindastes) que levantavam os navios romanos, e os espelhos ustórios que incendiavam os navios com a concentração de raios solares.

Os dois Cipiões derrotaram Asdrúbal na Espanha, bem como a reconquista de Càpua, em 211 a.C., justamente quando Aníbal se afastara, fingindo marchar contra Roma. Os dois morreram em combate e Públio Cornélio Cipião, o fomentador da resistência, com apenas 24 anos, teve que substituí-los, mesmo contra a lei.

Quando chegou a Cartagena sitiada, teve que atravessar a nada um pântano que se ligava ao mar, devido a profundidade da água. Para convencer os soldados da empreitada inventou uma lenda de Netuno, de que este se apresentou a ele em sonho e prometeu baixar o pântano. Não houve milagre algum. Os pescadores de Tarragona lhe explicaram sobre o jogo da alta e da baixa maré que seus veteranos ignoravam. Cipião dizia ser filho de uma serpente monstruosa na qual Júpiter se metamorfoseara.

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UM SHOW COM VÁRIOS ARTISTAS SE APRESENTA DIA 6 NO “CARLOS JEOVÁ”

 

“Cantorias A Estrada” é um show autoral de músicas, causos e declamações de poemas que se apresentará no próximo dia 6 de abril (sábado), às 20 horas, no Teatro Carlos Jeová, em Vitória da Conquista. Vão estar lá neste dia no palco Alex Baducha, Mano Di Souza, Dorinho, Paulo Gabiru, Marta Moreno, Jhesus, Edna Brito, Gildásio Amorim. José Carlos D´Almeida, Regina Chaves, Vandilza Gonçalves, Itamar Aguiar e Jeremias Macário, com participações especiais de Papalo Monteiro e Alisson Menezes.

Esse grupo dos treze está fazendo parte do CD Sarau, um produto fruto dos nossos saraus que estão completando nove de existência, no Espaço Cultural A Estrada. O show colaborativo “Cantorias A Estrada”, cujo ingresso será de apenas R$20,00 por pessoa (sem meia), tem como principal objetivo arrecadar recursos para a gravação de um CD, com o formato do Sarau, daí a importância da presença de todos que ainda amam e dão valor à nossa cultura.

Quem for vai se sentir dentro do nosso Sarau e ainda ter surpresas, numa agradável noite cultural de boas músicas de artistas locais de renome e conteúdo. O público vai ouvir ainda causos engraçados e populares, além de declamações de poemas que falam do nosso cotidiano, sem esquecer a vida nordestina do sertanejo. Há tempos que este projeto do CD autoral está sendo planejado e amadurecido em reuniões, e o grupo se preparou para oferecer ao conquistense um show eclético, com apoio dos amigos Papalo e Alisson Menezes que irão enriquecer nosso encontro.

 





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