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:: ‘Notícias’

A VINGANÇA DE AMÍLCAR E ANÍBAL, O BRILHANTE GENERAL DA ANTIGUIDADE

Para Cartago, a saída foi aumentar suas possessões na Espanha. A tarefa foi novamente confiada a Amílcar que levou seus “leões”, seu genro Asdrúbal, seus próprios filhos Aníbal, Asdrúbal e Magão. Na igreja fez jurar, em frente ao altar de Baal-Haman, que se vingariam. Resolveram transformar a Espanha numa base para enfrentar Roma.

De acordo com Indro, Amílcar recrutou indígenas, escavou as minas e extraiu ferro para construir as armas. Monopolizou o comércio para se autofinanciar, mas a morte  surpreendeu-o durante combate com uma tribo rebelde. Seu genro Asdrúbal ficou em seu lugar durante oito anos e construiu uma nova cidade com o nome de Cartagena. Quando morreu sob o punhal de um assassino, Aníbal foi aclamado comandante aos 26 anos. Foi o mais brilhante chefe militar da antiguidade, no mesmo plano de Napoleão.

Recebeu do seu pai uma educação perfeita. Sabia história, grego e latim. Tito Lívio conta que era sempre o primeiro a entrar na batalha e o último a sair. Armou infinitas ciladas diabólicas contra os romanos. Além de mestre na estratégia, era bom diplomata e perito em espionagem. Para Roma declarar guerra, atacou Sagunto, em 218 a.C. Ao deixar o irmão Asdrúbal no posto para vigiar o porto de Sagunto, atravessou o Ebro com 30 elefantes, 50 mil soldados de infantaria e nove mil de cavalaria.

No Caminho, enfrentou os gauleses e três mil soldados recusaram acompanhá-lo na travessia dos Alpes. Aníbal dispensou mais sete mil que se mostraram hesitantes. Assim, iniciou sua escalada. Há quem diga que passou pelo monte Genebra, e no cansaço perdeu muitos homens, inclusive contra os guerrilheiros celtas. Iniciou a descida ainda mais difícil para o elefantes até chegar à planície do Pó, com 26 mil homens. Conseguiu apoio de outros gauleses, colocando em fuga os romanos de Cremona e de Placência.

O Senado reconheceu que a segunda guerra púnica era mais perigosa. Convocou 300 mil homens, 14 mil cavalos e confiou parte deles ao primeiro dos muitos Cipiões, mas perdeu a batalha. Roma enviou outro exército e sofreu nova derrota. Aníbal tornou-se senhor de toda Gália Cisalpina. Ai entrou em cena Caio Falmínio com 30 mil homens.

Com um jogo de escaramuças, atraiu o inimigo para uma planície às margens do Trasimeno, com suas cavalarias. Entre os romanos, quase ninguém ficou vivo, nem mesmo Flaminio. Roma entrou em pânico. O pretor Marco Pompônio reconheceu que a situação era grave, mas nem tudo estava bem com Aníbal. Seu maior problema era o reabastecimento. Mandou para casa, livres, os prisioneiros não-romanos.

Roma continuou formando um bloco e só restou a Aníbal desviar sua tropa para o Adriático em busca de terras mais hospitaleiras. Seus soldados estavam cansados, e ele sofria de um grave tracoma. Os gauleses começaram a desertar. Aníbal enviou mensageiros à Cartago pedindo reforços, mas foi negado. Apelou para seu irmão Asdrúbal, mas ele estava envolvido na Espanha.

Diante da situação, retomou sua marcha em direção ao sul, mas se deparou com Quinto Fábio Máximo, nomeado ditador que armou ciladas e ficou na espera de vencer o inimigo pela fome, mas foram os romanos que entraram em cansaço. Foram nomeados dois consules Terêncio Varrão, o plebeu, e Emílio Paulo, o aristocrata, que queriam um processo rápido contra Aníbal, com o emprego de 80 mil soldados de infantaria e seis mil de cavalaria.

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CASTRO ALVES E GLAUBER, OS INDIGNADOS

Se vivos fossem, um teria 172 anos de vida (impossível para os tempos atuais) e o outro 80 anos (possível). Ambos, cada um no seu estilo e no seu temperamento, eram indignados com as injustiças sociais, tanto no Brasil como na América Latina, há séculos espoliados pelas elites capitalistas que sempre não aceitaram a distribuição justa de renda. Temos as piores desigualdades sociais.

Estou falando dos baianos Antônio Frederico de Castro Alves, nascido em 14 de março de 1847, e do cineasta Glauber Rocha, que também veio ao mundo em 14 de março de 1939. Pouco lembrados e homenageados nos dias de hoje na Bahia e no Brasil que jogaram nossa cultura no lixo, para decantar e glorificar os deuses dos arrochas, dos pagodes e dos axés.

Na minha idade, não deveria estar mais me desgastando com isso porque as pessoas de hoje, principalmente nossos jovens, não querem mais ouvir nem ler sobre estes personagens da nossa história e de outros tantos que foram ícones da cultura e do saber. Lutaram bravamente pelas transformações sociais e se indignaram contra as mazelas dos nossos governantes.

Acredito que nesta data de 14 de março (ontem), nenhuma escola discutiu e prestou homenagens a esses dois ilustres baianos. Aliás, o Brasil não merece os heróis que teve porque seus filhos não têm história e pouco sabem sobre eles, nem o que fizeram pela nação. Hoje, o que mais se tem é ódio e intolerância. O maior argumento é chamar o outro de idiota, burro e imbecil. São justamente estes rancorosos os mais desprovidos de conhecimento e leitura. São desprezíveis.

ACADEMIA DE LETRAS DE VITÓRIA DA CONQUISTA

Mas, nem tudo está perdido. A Academia de Letras de Vitória da Conquista, fundada pelos nossos amigos Evandro Gomes e Rozânia Brito nos brindaram com uma discussão sobre a vida de Castro Alves e, claro, citamos também o baiano Glauber Rocha, diretor de Deus e o Diabo na Terra do Sol, O Dragão da Maldade, Terra em Transe e tantos outros filmes de denúncias das injustiças sociais.

Há 172 anos, Castro Alves foi um defensor da abolição da escravatura. Nos dias atuais, continuaria bradando contra ela que ainda está entranhada entre nos. Falaria da exploração do trabalho pelo capital, da corrupção, das tragédias anunciadas, da falta de educação e da violência que mata mais de 60 mil pessoas por ano. Mesmo de origem coronelista e aristocrática, seria  um subversivo revolucionário como foi com seu condorismo grandiloquente nas poesias do negro quando fez “A Canção do Africano” e “Vozes da África”.

Do grotesco ao sublime da sua poesia dramática, foi considerado o Victor Hugo brasileiro. Sua obra condoreira foi voltada para a vida e para a liberdade. “Os Escravos” e “Hinos do Equador” foram suas maiores obras póstumas. Em vida só escreveu “Espumas Flutuantes” quando nos seus últimos dias de vida veio do Rio de Janeiro para a Bahia num navio que soltava ondas flutuantes.

Faleceu em 6 de julho de 1871, com apenas 24 anos, mas deixou um grande legado para o Brasil e para a humanidade. Foi contemporâneo de Rui Barbosa, José de Alencar, Tobias Barreto e Machado de Assis, e aluno de Ernesto Carneiro Ribeiro, na Bahia, e de José Bonifácio, em São Paulo. Criou com Rui Barbosa a Sociedade Abolicionista de Recife onde estudou Direito. Escreveu a peça “Gonzaga ou a Revolução de Minas” que trata da Inconfidência Mineira.

Manuel Bandeira, que de início não gostou de suas poesias, escreveu o prefácio de “Poesias Completas de Castro Alves – Espumas Flutuantes, Os Escravos (Navio Negreiro) e a Cachoeira de Paulo Afonso”, da Ediouro.

Num dos trechos disse o poeta pernambucano: “Vulgarmente melodramático na desgraça, simples e gracioso na ventura, o que constituía o genuíno clima poético de Castro Alves era o entusiasmo da mocidade pelas grandes causas da liberdade e da justiça”.

É o que mais falta nos jovens e nos cidadãos de hoje que vivem encharcados de ódio e intolerância, criando monstros e contribuindo para que o país não tenha um futuro. No final do texto, Bandeira assinalou que o poeta tinha a maior força verbal e a inspiração mais generosa de toda poesia brasileira.

 

AS GUERRAS PÚNICAS E O GENERAL QUE ENCURRALOU OS ROMANOS

A primeira guerra púnica, nome usado pelos romanos que chamavam os cartagineses de “Poeni”, ou fenícios, durou de 264 a 241 a.C.. Findou quando em 242 Lutácio Catulo derrotou os cartagineses no mar. A Córsega e a Sardenha tornaram-se romanas em 238 a.C. Logo os gauleses foram definitivamente destruídos. Dos embates com Cartago, Roma saiu mais fortalecida política e em termos econômicos com a expansão de seu território no sul da Itália (Sicília), na África e na Gália.

Mas, de 218 a 201acontece a segunda guerra púnica com o general cartaginês Aníbal que, com seus “tanques de elefantes”, atravessa os Alpes e encurralou os romanos em Ticino e Trébia. Por pouco não entrou na capital. Foi o calcanhar de Aquiles de Roma. Duas lutas de titãs da história que só teve um final em 202 a.C.. com a derrota de Aníbal por Cipião, em Zama.

PRIMEIRA UNIFICAÇÃO DA ITÁLIA

Dois historiadores Indro Montanelli, “História de Roma” e M. Rostovtzeff, com o mesmo título falam desse período de guerras que deixou milhares de mortes e consolidou a primeira unificação da Itália. Cada um ao seu estilo em suas pesquisas mostra a grande habilidade do general cartaginês que enfrentou os exércitos romanos ao lado de seus leais soldados e aliados.

Rostovtzeff relata a árdua guerra que levou à criação da confederação italiana, Roma tornou-se uma das mais fortes potências do mundo civilizado. Não tanto em números, o exército romano se destacava pela sua organização, solidariedade, capacidade e o orgulho patriótico do seu povo. Quando Roma derrotou Pirro, um dos mais bem dotados reis helênicos, os estadistas começaram a observar a força da Macedônia.

O Egito foi o primeiro a estabelecer relações diplomáticas com Roma, em 273 a.C., e na Grécia, a liga das comunidades livres passou a ver na nova potência uma possível aliada. Cartago foi afetada pela política externa de Roma no Mediterrâneo. Por isso, renovou, em 348 a.C., o tratado comercial com  Roma, celebrado em fins de do século VI. O acordo foi transformado em 279 a.C. durante a guerra com Pirro numa aliança militar contra o inimigo comum.

A situação modificou quando todos os portos do sul da Itália foram anexados ao império romano e quando os interesses de Nápoles e Tarento, rivais de Cartago, tornaram-se também os de Roma. É claro que Roma já estava de olho nos gregos sicilianos que sempre lutaram contra Cartago. Massília era outra inimiga grega que Cartago temia.

Diante do quadro de beligerância, as relações entre gregos sicilianos e tribos nativas italianas, bem como a tomada de Messana pelos mercenários samnitas, levaram a um choque entre Roma e Cartago. As forças eram quase idênticas. Seus poderios eram baseados numa comunidade de cidadãos, num exército numeroso e bem treinado com seus aliados.

De um lado estavam os etruscos, samnitas, úmbrios e gregos italianos, enquanto Cartago contava com os berberes, ou líbios, e os númidas, vizinhos tributários. Os cartagineses tinham cavalaria melhor e em maior número. Sua infantaria também estava bem armada. Possuía ainda um bom número de mercenários treinados na escola helênica e “elefantes armados”, coisa que Roma desconhecia.

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A DEMOCRACIA E A LIBERDADE SÓ SE AS FORÇAS ARMADAS QUISEREM

 

DEMOCRACIA NÃO É FAVOR DOS MILITARES AOS CIVIS.

Não existem equívocos nem dúvidas nas palavras destrambelhadas e autoritárias do capitão. Sem essa de que não foi bem assim e tentar disfarçar com outras interpretações fajutas de que não foi isso que quis dizer. Faz parte da estratégia inocular aos poucos e em doses homeopáticas a pílula dourada do medo, ou amarela, de uma doutrina de ufanismo nacionalista retrógrado fascista. Existe um esquema silencioso e lento de repressão. Está difícil explicar e traduzir.

Existe uma plataforma obscurantista com o sonho de amordaçar e perfilar a sociedade brasileira nas fileiras militares de uma ordem e disciplina ao modelo deles, colocando a democracia e a liberdade na comissão de frente para impressionar os incautos. Sempre tenho dito que só estamos no começo introdutório da peça e vem muito mais coisa por aí.

Fotos de Evandro Teixeira

Há cinco ou seis anos ninguém acreditava que a marcha da extrema-direita iniciada com as intransigências e intolerâncias dos evangélicos e seus aliados conservadores chegaria ao poder. Agora ninguém teme que a liberdade de expressão esteja sendo minada porque temos as instituições do judiciário, do legislativo e da própria mídia mimada para defendê-la.

Em pouco mais de dois meses do governo do capitão, comandado pelos nove ou dez generais, só ouvimos impropérios e estupidez dele, de seus filhos aloprados, de ministros e políticos que seguem a cartilha de levar o Brasil ao primitivismo. Ainda não saíram do palanque do ódio e do rancor contra as esquerdas e Lula que está preso em Curitiba. São apelações para a falta de argumentos, e olha que a oposição continua opaca e muda.

A LIBERDADE E AS FORÇAS ARMADAS

Nesta semana brotou mais um vitupério da boca do capitão de que a democracia e a liberdade só existem quando as forças armadas assim desejem e queiram. Não existem subterfúgios para uma declaração desse quilate. Quer dizer, então, que se de uma hora para outra os militares decidirem não mais querer a liberdade, ela será imolada, passando por cima das fracas e desacreditadas instituições. Na concepção deles, ditadura só existe de esquerda. De direita é ordem e disciplina.

Não dá para ficar engolindo explicações enganosas de contemporização  onde cada um interpreta ao seu modo. O recado foi bem claro e não há espaço para enrolação de que não foi bem assim. Continuam nos tratando de burros e idiotas, se bem que poucos tenham percebido isso. Nesse vai e vem de réplicas e troca de definições da fala do capitão, o mais afrontoso foi que a sociedade brasileira ficou de fora como guardiã e conquistadora da democracia e da liberdade.

É como se ela, a população, não contasse e, passivamente, aceita o que vem do alto. Os políticos ofendidos (outros das fileiras bolsonaristas concordaram), por exemplo, só citaram o judiciário e o legislativo que estão atentos para lutarem pela liberdade. Logo esses poderes de imagem arranhada que perderam a credibilidade. Como sempre, o povo ficou de fora, como se tudo já estivesse dominado.

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UMA OBRA ABANDONADA EM VILA DO CAFÉ QUE LUTA PELA SUA EMANCIPAÇÃO

Com aspecto de cidade e cercada de fazendas de café, como o próprio nome já diz, a Vila do Café, distrito de Encruzilhada e perto do povoado da Tapera, há anos vem lutando para ser emancipada como cidade, mas o projeto de “independência” política é sempre emperrado na Câmara dos Deputados por causa da escassez de recursos que já vive o Fundo de Participação dos Municípios e devido à questão da corrupção que envolve governos municipal, estadual e federal.

E por falar em corrupção com o dinheiro público dos contribuintes, o que mais chama a atenção em Vila do Café, distante cerca de 130 a 150 quilômetros de Vitória da Conquista, é uma obra abandonada há cinco anos onde já deveria funcionar um Ginásio de Esportes. O esqueleto das ferragens, pilastras e paredes que foram levantadas e não foram concluídas, causa revolta aos moradores que torcem para que a Vila do Café se torne uma cidade, como merece.

“Este prédio onde já foi aplicado muito dinheiro dos impostos dos cidadãos poderia hoje estar sendo usado por jovens estudantes e pelos próprios habitantes na prática de esportes, lazer e outras atividades culturais” – lamentou uma senhora que viu a promessa chegar em forma de campanha eleitoral e quando a obra foi iniciada e depois esquecida pelo poder público de Encruzilhada. É mais uma esperança que se perde.

Ao lado funciona a Escola Municipal Luis Eduardo Magalhães que, pelo seus aspecto, também necessita de reformas. O Ginásio seria um reforço de lazer e esportes para os alunos que já sofrem com a precariedade do ensino. A obra abandonada, como tantas outras espalhadas pelo Brasil, é o retrato do roubo, do superfaturamento e do desperdício de recursos.

Com cerca de 15 mil, ou mais pessoas, e estrutura de  pousadas, farmácias, restaurantes, casas de materiais de construção, serviços, colégio estadual e um comércio desenvolvido, a Vila do Café pode ser hoje considerada como um dos maiores povoados do Brasil. Expandiu-se rápido com a chegada da cultura do  café em meados dos anos 70 e início dos anos 80 do século passado.

Como em Vitória da Conquista e Barra do Choça, a Vila sofreu com os desmatamentos sem controle ambiental. A corrida do ouro vermelho, ou negro, como queira, levou muita gente a morar no local para trabalhar no campo. Acontece que o café sofreu e ainda sofre seus altos e baixos provocando o desemprego de muita gente.

O progresso e o crescimento inesperado também trouxeram seus males ,e um deles foi a violência e o tráfico de drogas como vivem atualmente as cidades brasileiras, mesmo as de menor porte. O que se percebe ao visitar o local, é que a Vila do Café precisa de muito mais atenção da Prefeitura de Encruzilhada em termos de ordenamento e prestação de serviços sociais. Essa falta de apoio leva o povo a defender sua emancipação como se fosse uma saída para todos os problemas.

CÂMARA DEBATE FECHAMENTO DE HOSPITAL INFANTIL EM CONQUISTA

Funcionários do hospital infantil Cami, o antigo Aivic, localizado na zona oeste de Vitória da Conquista, ocuparam ontem (dia 27/02) a Tribuna Livre da sessão da Câmara de Vereadores, para denunciar e reclamar do fechamento da unidade que está completando 30 anos de existência e irá provocar a demissão de 60 pessoas.

Os empregados da área da saúde que estão ameaçados de perder seus trabalhos fizeram um veemente apelo aos vereadores para que encontrem uma solução que impeça que o ato seja concretizado. A situação de crise do hospital, que atende pelo SUS, já se arrasta há algum tempo por vários motivos de ordem financeira, segundo alguns, inclusive devido à má gestão e a interferência política, de acordo com o parecer de um representante.

O parlamentar Luis Carlos Dudé, líder da bancada do Governo Municipal, foi um dos defensores de que o hospital, que é uma referência em Conquista na zona oeste, continue aberto e propôs que o legislativo forme uma comissão e converse com o prefeito Herzem Gusmão a fim de que o quadro seja revertido.

Outros vereadores também se colocaram à disposição para lutar no sentido de que a unidade não seja fechada como já foi anunciado, como Viviane Sampaio, do PT, ex-secretária da Saúde do governo passado. Disse ser conhecedora dos problemas que o hospital vinha enfrentando por falta de verbas para se manter. Suas instalações também estão em estado precário.

Coriolano Moraes, do PT, culpou a redução de gastos na saúde e outros programas sociais, imposta pela PEC (proposta de emenda constitucional) que limitou as despesa do governo federal aos índices da inflação. Ele também condenou o fechamento do hospital que serve a muita gente pobre do lado oeste da cidade.

Na ocasião, criticou a nova reforma da Previdência Social em tramitação na Câmara dos Deputados, dizendo que ela não trata de cobrar as dívidas das grandes empresas sonegadoras, mas apenas penalizar o cidadão brasileiro de menor poder aquisitivo. Segundo ele, antes de tudo, é preciso que se acabe com os privilégios.

Outro que condenou a paralização da unidade hospitalar foi o vereador Álvaro Phiton, lamentando a situação, principalmente de 60 famílias que podem perder seus empregos. A Mesa Diretora da Câmara, conforme expressou seu presidente Luciano Gomes, vai instalar uma comissão para estudar a questão e tomar providências, para que o hospital continue funcionando e atendendo a população mais carente.

PRETORES, CÔNSULES E O AVANÇO DOS PLEBEUS NUMA ROMA FORTIFICADA

O domínio etrusco, até fins do século VI, foi muito útil para Roma que se tornou mais forte e civilizada. Houve apenas uma modificação constitucional. A aristocracia vitoriosa passou a escolher dois líderes, pretores ou cônsules, ao invés de um rei, com mandato de um ano, com todos os poderes civis, militares e religiosos.

A questão principal da época era a luta contra os vizinhos volscos e équos da cidade etrusca de Veios. Os volscos, que saiam das montanhas, eram os mais perigosos, pois queriam tomar o litoral e isolar os latinos do mar, mas Roma conseguiu expulsá-los novamente para as montanhas.

Logo depois, outro perigo começou a ameaçar a cidade. Dessa vez eram os gauleses no século V que conquistaram várias cidades no norte da Itália. Eles também realizavam expedições ao sul e numa delas atingiram a margem do Tibre e o território de Roma.

Este incidente mostrou que Roma precisava ser mais fortificada com muralhas de pedras bastante resistentes. As guerras com a Gália tiveram uma grande influência no desenvolvimento de Roma no século V, mas a organização hereditária e aristocrática ficou mais instável. Os plebeus, livres do serviço militar, aumentaram de importância. Com as constantes guerras, os nobres passaram a pedir ajuda a eles.

Com o crescimento do território, aumentou também o número de proprietários de terras em mãos dos plebeus que recebiam as glebas como recompensa pelo serviço militar prestado e pelo êxito nas conquistas. Como eram tratados como tribos, seus comandantes chegaram a exercer a função de tribunos defensores da classe.  Quatro tribunos representavam as quatro tribos romanas que mais tarde passaram para dez.

Na luta de classes,  a primeira vitória dos plebeus foi alcançada quando forçaram o Senado e os patrícios a preparar e a publicar um código de Direito Civil – as Doze Tábuas, isto por volta de 450 a.C. Logo depois veio a lei de Canuleu que levantou a proibição de casamentos entre patrícios e plebeus Alguns deles chegaram a ser cônsules.

A invasão gaulesa forçou a adoção de reformas na organização militar e a criação de um exército em substituição à força constituída exclusivamente de patrícios ainda no tempo dos reis e da República jovem. Foram, então, construídas as primeiras muralhas de pedras com o nome do rei Sérvio Túlio. Os plebeus passaram a fazer parte do conjunto de cidadãos romanos.

A Assembleia Popular era formada de todos os cidadãos que serviam no exército, dividida em 193 centuriae. Ela elegia os cônsules, promulgava as leis, decidia as questões de guerra e paz, absolvia e condenava os culpados por crimes capitais. Os plebeus tiveram direito a mais terras, ampliando sua organização através das leis criadas por Licínio e Sextio, tribunos das plebes, por volta de 367 a.C.

A organização militar e o amplo poder dos cônsules ensinaram ao povo ter disciplina e obediência às ordens dos chefes. Diz o autor do livro, “História de Roma”, ser pouco o que sabemos da civilização romana do início do século VI a.C. até meados do século V, mas escavações arqueológicas em cidades etruscas-latinas deram pistas da influência da cultura grega sobre os latinos.

Na religião, todos os novos deuses estavam ligados ao comércio e à indústria e, para eles, foram erguidos templos perto do Tibre e no Aventino. A mais antiga dessa divindade era Hércules, que teve seu altar no mercado de gado (fórum boarium). Em seguida vinha Minerva, com traços de Atená grega e protetora dos artesãos. E assim, a cidade latina passou a ter um centro religioso e Acrópole própria no Capitólio, onde se localizou o templo consagrado à trindade Júpiter, Juno e Minerva.

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BUCHA DE CANHÃO DOS EUA E O SLOGAN DO CAPITÃO

Sem essa de ajuda humanitária aos venezuelanos. Como os Estados Unidos não podem invadir diretamente a Venezuela por questões de política internacional (China e Rússia estão de olho), colocaram o Brasil e a Colômbia como buchas de canhão para incitar o país vizinho, com mais discórdia e provocar uma guerra civil.

É tudo pau mandado dos norte-americanos que continuam imperialistas, mas não querem agir como fizeram nos tempos passados na Guatemala, Panamá, El Salvado, Nicarágua e outros países, implantando suas ditaduras por onde meteram suas patas. Assim procederam contra Cuba, em 1961, quando enviaram para lá mercenários e foram expulsos vergonhosamente pelo Governo de Fidel Castro.

Eles não têm nenhuma moral de falar de democracia, quando desrespeitaram os direitos humanos dos outros e mataram muita gente com suas atrocidades na África, na Ásia e no Oriente. Exploraram os mais pobres, escravizaram e arrancaram deles suas riquezas, deixando a fome e as doenças como heranças malditas até os dias de hoje.

A história continua se repetindo, mas a grande maioria desconhece os fatos, ou insiste nos mesmos erros, por burrice. O Brasil entrou nessa barca furada e pode sair seriamente arranhado. É mais uma trapalhada do presidente-capitão que faz questão de bater continência para a bandeira dos ianques. Os generais entraram nessa enrascada e agora estão sem saber como sair dela.

Uma casa cheia de problemas para resolver onde tudo falta a uma camada de milhões de pobres, desde comida, assistência hospitalar digna, saneamento básico e até medicamentos se propõe, a mando dos EUA, oferecer ajuda humanitária como se aqui fosse um paraíso em plena igualdade social.

A mídia que cobre as escaramuças e as agitações nas fronteiras, não mostra o outro lado da história, e a grande maioria da população acha correta essa intromissão, com o nome simulado de ajuda humanitária. O país não deveria ter entrado nessa, e até o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, deu uma declaração descordando dessa armação.

O SLOGAN DE BOLSONARO

Na semana passada fiz um comentário com o título “Um País Enlouquecido”. Mais uma maluquice estampa neste início de semana pela boca do ministro da Educação que quer perfilação de todos os alunos antes de adentrarem às salas de aulas, cantando o Hino Nacional. Até ai tudo bem. O mais ridículo é exigir que todos repitam o slogan da campanha do capitão “Brasil Acima de Tudo. Deus Acima de Todos”.

Outro absurdo é que a medida determina que os diretores das escolas filmem os estudantes perfilados e cantando, e que as cenas sejam enviadas para o Ministério da Educação e para a Secretaria de Comunicação. Qual mesmo o interesse nas filmagens? É mais uma loucura e vem mais coisa esquisita por aí.  Vão logo instituir a religião oficial bolsonarista no Brasil.

Grande projeto educacional do ministro, como se isso fosse o ponta pé inicial para a qualificação do ensino! Já ouvimos meninos vestem azul e meninas vestem rosa. A universidade não é para todos. Os pais devem criar suas meninas em outro país. Criação de documentos secretos. Só está começando. Quem viver, verá!

FEDOR DO XIXI TIRA O FOLIÃO DAS RUAS

Carlos González – jornalista

A notícia passou quase despercebida: o carnaval de rua de  Vitória da Conquista deste ano foi parcialmente despejado do Centro da cidade. Com exceção da Lavagem do Beco, marcada para o dia 1º, foram cancelados o desfile de blocos, fantasiados e mascarados, e a apresentação de artistas e conjuntos musicais, que estavam programados para a Praça da Bandeira, nos dias dedicados à folia. A oitava edição do Carnaval Conquista Cultural foi transferida para o estacionamento do Boulevard Shopping, de 2 a 4 de março; a terça-feira foi excluída.

A insólita notícia teve origem na Câmara de Dirigentes  Lojistas (CDL), depois que a organização dos festejos já havia divulgado toda a programação, aprovada pelas secretarias municipais de Cultura, Mobilidade Urbana, Serviços Públicos e Saúde, além da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Conselho Tutelar. O prefeito Herzem Gusmão, inclusive, assinou decreto suspendendo os trabalhos nos órgãos municipais, de sexta-feira desta semana até o meio-dia da Quarta-Feira de Cinzas.

O fedor do xixi deixado nas ruas por foliões que desconhecem as mais elementares regras de civilidade foi o motivo alegado pela CDL, em ofícios enviados ao prefeito e à Secretaria de Cultura, que, sem contestação, acataram o pedido. Alegou o órgão classista que o mau cheiro perdura por vários dias, causando aborrecimentos para lojistas e consumidores, mesmo reconhecendo que a prefeitura disponibiliza sanitários químicos e promove a lavagem das ruas com jatos de água e produtos de higiene.

A sra. Sheila Lemos Andrade, presidente da CDL, deveria estar preocupada com as quedas nas vendas do Comércio, cujo movimento estará paralisado durante quatro dias. Nos últimos anos, com a recessão da economia, muitas lojas têm fechado suas portas.

Por acaso, os donos e empregados das refinadas lojas do Boulevard Shopping estão imunes ao mau cheiro do xixi? E os consumidores das lanchonetes e restaurantes da praça da alimentação?

“O carnaval democrático, feito pelo povo e para o povo”, segundo seu organizador, Odilon Alves Júnior, vai dispor de mais segurança e mais espaço no estacionamento de um shopping. Sem querer criar áreas de atrito, ponderou que a Praça da Bandeira já estava pequena para o número de participantes dos festejos de Momo. Essa não é a opinião da maioria da população, o que, certamente, vai elevar os índices de rejeição do prefeito.

Gostaria de fazer alguns questionamentos ao prefeito Herzem Gusmão e a sua secretária de Cultura Cristina Rocha: como a prefeitura vai se posicionar se alguma entidade se opor ao desfile pelas ruas da cidade da “Marcha com Jesus”, acompanhada por milhares de religiosos, animados por trios elétricos? E com relação aos desinibidos participantes da “Parada Gay”?

Para subsidiar esse comentário lembro que o carnaval de Salvador dura praticamente uma semana, com prejuízos para os comerciantes dos Circuitos Dodô (Barra – Ondina) e Osmar (Campo Grande – Praça Municipal).

Olinda, que faz um dos mais concorridos carnavais do país, ficaria sem os festejos se o prefeito local proibisse o desfile dos maracatus, blocos de frevo e dos bonecos gigantes pelas ladeiras estreitas, onde reside uma parcela considerável da população da histórica cidade pernambucana.

Evangélico, o prefeito do Rio de Janeiro, o ultraconservador Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal, não esconde que, se pudesse, acabaria com o badalado carnaval carioca. Como não tem esse poder reduz substancialmente as verbas destinadas às escolas de samba, coloca à venda o camarote da prefeitura no Sambódromo e viaja para o exterior.

Finalizo, confessando que não tenho nenhuma simpatia pelo carnaval de Salvador. O carnaval do axé, dos camarotes luxuosos, dos que podem pagar por um abadá, dos blocos de corda e dos discriminados “foliões pipoca”. Saudosista, recordo do tempo em que o circuito da festa se limitava à Avenida Sete, que o Hino do Bahia era a música mais executada pelos trios elétricos, e dos  bailes do Clube Espanhol, cuja sede era na Vitória.

 

 

UM PAÍS ENLOUQUECIDO

O quê leva um vigilante de um supermercado deitar em cima de um rapaz numa ação de estrangulamento e sufocá-lo até a morte, enquanto pessoas, praticamente passivas, tiram fotos? Em outra imagem, o governador do Rio de Janeiro, de nome difícil, ao lado de um oficial da polícia, elogia a corporação, cujos soldados, pelo que ficou evidenciado através de testemunhas, praticaram uma execução sumária de um grupo de bandidos ou traficantes já rendidos numa casa.

Estamos diante de um país enlouquecido que banalizou a violência e vivencia o retrocesso primitivo, numa guerra de fuzis, metralhadoras e de ódio contra o pensamento contrário do outro. As tragédias com centenas e milhares de mortes se sucedem e depois o silêncio sepulta a impunidade. O quê leva tanta gente intolerante fanática religiosa atacar outra igreja e até espancar quem confessa outra crença? As igrejas conservadoras e reacionárias hoje estão nas periferias explorando os mais pobres e incultos.

Estamos sim, num país enlouquecido que perdeu sua identidade cultural, ou nunca teve, que vota com raiva, com interesses e para se vingar de outros seguidores opostos, mesmo que seja um candidato ignóbil, despreparado, do atraso e até nos mesmos corruptos de sempre. Diante de tantas loucuras e paradoxos, de baixos índices na educação, de corredores das mortes nos hospitais, de tantas misérias e profundas desigualdades sociais, lá se foi o futuro do distante infinito perdido do horizonte.

O quê leva um bando saquear uma carga de mercadorias, enquanto uma criatura se debate morrendo numa cabine de um caminhão, vítima de um acidente de trânsito, e ninguém aparece para socorrê-lo? Um homem desce porrada numa mulher numa volúpia animalesca até deixa-la sangrando e com o rosto e seus corpo desfigurados, quando não a mata com pauladas, tiros ou várias facadas.

É um país enlouquecido na República dos Generais, do porta voz ao estilo do maluco Trump, onde um ministro demitido bate-boca em público pelas redes sociais com o presidente, tratando-o o tempo todo como capitão. O vice, general Mourão, que amansou a fala (está mais para Morão de amarrar burros), queria lotear funcionários só para classificar documentos secretos e ultrassecretos. Da transparência para a censura e o sigilo.

Enlouquecido por uma reforma da Previdência Social que ninguém entende seu intrincado labirinto de alíquotas, pedágios, pontos, transições, tetos e tantos outros cálculos novelescos nas narrativas cansativas e enfadonhas das emissoras de televisão, jornais e revistas, a não ser na simplificação entre as diferenças de idade mínima da mulher e do homem que sempre morre primeiro, mas tem que esperar mais tempo para receber o minguado benefício que não dá para comprar um pacote de remédio.

No pacote fatiado do anticrime que dá licença para o soldado matar, baseada na subjetividade da legítima defesa (já existe a falsificação de provas), a Câmara dos Deputados quer deletar o bandido do “Caixa 2” no rol da corrupção. O ministro da “Justiça” que criminalizava e condenava a prática, agora enlouqueceu, desdizendo o que pregava antes como corrupto quem usava deste artifício maligno de roubo do dinheiro público.

Estamos no país enlouquecido das meninas que vestem rosa e dos meninos que vestem azul. No país que não serve para criar meninas e que seus pais devem fugir desta “pátria amada” onde seus filhos não devem estudar fora de suas famílias. Não é mesmo um país enlouquecido? O nome do partido nazista era Nacional Socialismo, porque havia uma ameaça comunista. As lutas deviam ser contra as indústrias do ódio, do medo e das mentiras.

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