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:: ‘Notícias’

OS RETARDATÁRIOS IGNORANTES E O FUZIL NO LUGAR DO FEIJÃO

“Ao invés de comprar feijão, idiota, compra fuzil”. O pior de tudo isso é que ainda tem gente na frente do Palácio Alvorada para ouvir e aplaudir uma barbaridade desse tipo. Em que país estamos vivendo, em que mundo, em que idade? Acreditem! Estamos no Brasil e em pleno século XXI.

Atrás desse cara abominável, representando o AntiCristo, seguem milhões de ignorantes retardatários entre jovens e idosos que insistem em não se vacinar contra a Covid-19, argumentando ser um direito individual. Oh Senhor, perdoe porque eles não sabem o que dizem ou fazem! Será que alguém que atenta contra a vida de outro merece perdão?

A nível federal estamos sendo sugados por uma forte enxurrada para uma “boca de lobo”, mas as autoridades municipais e governamentais, em consonância com a Justiça, precisam, urgentemente, tomar medidas drásticas para punir esses elementos perniciosos que confundem o individual com o coletivo.

Essas pessoas, se é que são mesmo, devem ser punidas através de diversos instrumentos que lhes privem de determinados benefícios, como continuar trabalhando em qualquer empresa privada ou pública, serem proibidas de frequentar bares e restaurantes, eventos, estádios, viajar, participar de concursos, editais, entre outras atividades. Elas não têm mais o direito de ir e vir, como reza a Constituição.

Por que com tanto avanço tecnológico dos meios eletrônicos, com tantas invenções e criações científicas, com o homem explorando a vastidão do espeço sideral e a evolução da internet, milhões preferem o retrocesso e escolhem as trevas no lugar da luz? A inteligência está regredindo? Não vai demorar muito e os seres humanos vão perder a fala.

O que passa na cabeça dessa gente que prefere o fuzil ao feijão e se recusa a se imunizar, mesmo diante de todas as evidências científicas provando ser a saída para sairmos dessa pandemia? Algum transtorno ou trauma mental de infância? Uma necessidade de se aparecer diante dos outros para dizer que é diferente? Neurônios deteriorados, apodrecidos? Influência das fake news nas redes sociais?

Aqui mesmo em Vitória da Conquista um médico que não se vacinou, terminou sendo contaminado e veio a óbito. Ele não foi sozinho. Deve ter levado outros para o além, ou pelo menos empurrado um familiar ou amigo para um leito de intubação hospitalar.  Que direito individual é esse? Na própria Constituição, a sua vida e a do outro está acima de tudo. Oh quanta ignorância!

Não dá para conviver com pessoas desse tipo. Não se trata de uma questão de intransigência. Estamos falando de vida. Seja imbecil, retrógrado, extremista em seus pensamentos, de direita ou o que quiser em termos ideológicos, mas não atente contra a vida do outro através da contaminação de um vírus que é mortal e deixa sequelas horríveis. Para esse tipo de pessoa, eu quero é distância e que não pise os pés em minha casa.

COORDENADORIA DE CULTURA DECIDE IMPASSE NA FORMAÇÃO DO CONSELHO

O impasse de dois empates na votação dos nomes de Thais Ariane Pimenta e Rosa Marie Falcão Aurich para compor o eixo cinco – patrimônio cultural material (patrimônio histórico) e imaterial (culturas populares) – representativo da sociedade civil do Conselho Municipal de Cultura levou à coordenadoria da pasta da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer a escolher ontem (dia 27/08) o nome da titular.

A Coordenadoria de Cultura optou pelo nome de Rosa Aurich, ficando Thais Pimenta como suplente, fechando assim o número dos dez representantes da sociedade (cinco titulares e cinco suplentes) que irão fazer parte do próximo Conselho para o biênio 2021/23.  De acordo com a própria Coordenadoria, o desempate nesses casos foi baseado no regimento interno do órgão. Os outros cinco titulares são indicados pela Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores.

A reunião que discutiu o eixo cinco foi realizada nesta quarta-feira (dia 25/08), no Memorial Casa Regis Pacheco, com a presença do secretário de Cultura, Xangai, que abriu os trabalhos falando da importância do Conselho para alavancar as atividades da cultura em Vitória da Conquista e montar uma política que atenda aos anseios dos artistas e de toda sociedade conquistense.

A votação entre Thais e Rosa ficou empatada entre seis a seis. Então, a Coordenação de Cultura resolveu fazer outra eleição, dessa vez entre os novos conselheiros e, novamente, houve impasse de cinco a cinco. O que chama a atenção é se a pasta da Cultura pode indicar um representante da sociedade quando ocorrem empates dessa natureza. Não seria o caso de se realizar outra chamada para uma nova escolha do eixo cinco?

No dia 19 de agosto, um encontro no auditório do Cemae, na Avenida Olívia Flores, votou os nomes dos representantes dos eixos um – artes plásticas e visuais, audiovisual (gráfica, gravura, artesanato, fotografia e exposição), do dois – música, do eixo três – artes cênicas (cinema, teatro, circo, ópera e mímica) e dança, e do quatro – literatura, livro, leitura e biblioteca.

As discussões para a votação do eixo cinco foram coordenadas pelo coordenador da Secretaria de Cultura, Alexandre, ao informar que tão logo sejam indicados os representantes do poder público, os novos conselheiros tomarão posse para iniciar os trabalhos dos dois próximos anos.

Antes da votação, houve uma sessão de debates entre os candidatos que, além de apresentar seus nomes e funções que exercem na comunidade, defenderam suas propostas e intenções como possíveis membros do Conselho. Uma das metas seria sugerir o cadastramento e tombamento dos terreiros de candomblé de Vitória da Conquista, bem como fortalecer e apoiar as culturas populares do município.

Na reunião, que contou com as presenças dos eleitos dos outros quatro eixos do Conselho, um ponto ganhou um denominador comum que será a luta para que a sociedade tenha mais participação nas decisões do órgão consultivo, deliberativo e fiscalizador, inclusive que seus membros procurem e interajam com os diversos segmentos e linguagens artísticas que fazem parte da nossa cultura. Nesses encontros para a formação do Conselho, por exemplo, foi fraca a presença de pessoas da sociedade, muito pela falta de divulgação na mídia.

Outra questão é que Vitória da Conquista estruture, em definitivo, uma política cultural que contemple todos os eixos ou linguagens artísticas, de modo que tenhamos diretrizes de realizações de eventos, capacitação e treinamento profissional, pesquisas para averiguar as necessidades de cada setor da cultura, conferências, seminários e outras ações.

Na verdade, cultura é um grande agente de desenvolvimento econômico gerador de emprego e renda para o município. Sem um plano, Conquista nunca teve, por exemplo, uma Feira do Livro, como vem acontecendo em outras cidades. Há muitos anos que não se realiza um salão de artes plásticas e fotografia, nem se faz festivais da música, de teatro e da dança.

O “SOLDADO” DO CAPITÃO-PRESIDENTE CONTESTA OPOSIÇÃO NA CÂMARA

“No Dia do Soldado, sou um soldado de Jair Messias Bolsonaro” – disse o vereador Augusto Cândido em seu pronunciamento na sessão de ontem (dia 25/08) da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, para rebater a oposição que havia criticado a atuação do capitão-presidente de que ele nada fez até agora em seu governo. “São palavras vazias”.

Sem muita coisa para citar, o parlamentar apontou que seu presidente está realizando obras que há 40 anos só estava no papel. No entanto, ele esqueceu de afirmar que essas obras (algumas que ele está pretendendo tocar são inacabadas). Aliás, ele vem fazendo muita coisa que é destruir o país. A plenária reagiu negativamente à sua fala.

Outros que aproveitaram a ocasião para prestar homenagens ao Dia do Soldado foram o subtenente Muniz e o delegado Marcius Venicius. Este usou seu discurso de três minutos para denunciar ex-vereadores da Câmara que não devolveram até o momento os equipamentos da Casa, como telefones, tabletes e computadores. Ele não chegou a citar nomes, mas declarou ser um caso de polícia.

O subtenente criticou o governador Rui Costa, dizendo que ele representa o desgoverno, e chegou a chamá-lo de “genocida”, que deixou os servidores sem nenhum aumento. Quanto ao sistema de segurança do Estado, destacou que Salvador vive um inferno. Ao elogiar o governo federal, informou que a presidência está entregando 22 mil cestas básicas para a Prefeitura de Conquista. O mais irônico é que essa gente sempre condenou no passado o Bolsa Família e todo tipo de ajuda que, no entender deles, só fazem acomodar as pessoas.

O vereador Dinho dos Campinhos apresentou uma proposição para que a ponte que liga o bairro à cidade leve o nome de Idalino Lima, mais conhecido como “Gaguinho” que, de acordo com ele, como presidente da Associação dos Moradores fez muito pelo local, inclusive foi quem mobilizou o poder público para que a obra fosse concretizada.

Viviane Sampaio teceu comentários sobre a importância da Lei Maria da Penha de proteção às mulheres, embora lamentasse que a violência contra a mulher só tem aumentado no Brasil. Anunciou que pretende apresentar um projeto-de-lei onde irá obrigar que representantes de condomínios e prédios habitacionais denunciem casos onde a mulher seja vítima de agressões.

Sobre a questão, a delegada Gabriela, da Deam (Delegacia da Mulher) recebeu da Câmara uma homenagem pela sua atuação à frente do órgão em Vitória da Conquista. O vereador Fernando Jacaré, ao contestar as falas dos colegas bolsonaristas, ressaltou o trabalho do governador Rui Costa, inclusive citando a implantação do serviço de atendimento militar no SAC.

“Quem abandonou os servidores sem aumento foi a Prefeitura Municipal.  Rui Costa é uma das maiores referências de trabalho no Brasil como governador”. Ainda em seu pronunciamento, fez duras críticas à Via Bahia que nada fez em Conquista para evitar os acidentes constantes no Anel Viário, e cobrou a realização de projetos de passarelas e viadutos.

Novamente, como em quase todas as sessões, foi levantada a questão da escassez de água em Vitória da Conquista. O assunto foi comentado pelo vereador Hermínio Oliveira que, como outros parlamentares, querem que a nova barragem de abastecimento, prometida pelo Governo do Estado, seja construída sob o Rio Pardo, entre Inhobim e Encruzilhada, e não no Rio Catolé como está previsto.

 

 

 

“INVOCAÇÃO À MARIAMA”

BASTA!

Poucos no Brasil de hoje se lembram de D. Hélder Câmara – arcebispo de Olinda e Recife, uma trincheira de resistente contra a ditadura e o arbítrio do regime de quase 30 anos. Muitos menos conhecem o seu discurso ou pregação, gravado ao vivo por Milton Nascimento na Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens – Caraça – Minas Gerais, em 1982.

Depois de 40 anos, a sua fala continua mais que atual, como de tantos outros intelectuais e artistas, a exemplo do cantor e compositor Raul Seixas, que no último dia 21/08 completou 32 anos de sua morte. Raul foi outra voz que nos ensinou a não desistir. Nos ensinou a levantar e a sonhar juntos outra vez.

De lá para cá, com algum intervalo de avanço, o Brasil só fez regredir e, nos três últimos anos, entrou nas trevas do retrocesso. Ninguém tem mais interesse em alugar o Brasil. O Ali Babá de hoje são mais de 40 milhões de ladrões.  D. Helder, como D. Paulo Evaristo Arns, eram timoneiros da Igreja Católica que hoje está silenciosa diante de tantas barbaridades de um capitão-presidente que adotou a política da morte e da destruição. Cadê nossa CNBB? Só para rememorar as mentes esquecidas e desmemoriadas, vou colocar aqui alguns trechos de “Invocação à Mariama”.

Após uma introdução em louvor a Mariama, Nossa Senhora, mãe de Cristo e mãe dos homens, ele diz que o mais importante “é que a Igreja de teu Filho não fique em palavras, não fique em aplauso. O importante é que a CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil embarque de cheio na causa dos negros, como entrou de cheio na Pastoral da Terra e na Pastoral dos Índios” (tudo isso se esfarelou). Os índios estão sendo mortos e expulsos de suas terras.

O arcebispo prossegue dizendo que “não basta pedir perdão pelos erros de ontem. É preciso acertar o passo hoje sem ligar ao que disserem. Claro que dirão, Mariama, que é política, subversão, que é comunismo. É evangelho de Cristo, Mariama”.

Em tom mais forte, ele diz que “problema de negro acaba se ligando com todos os grandes problemas humanos. Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões”. Em seguida, faz um apelo à Mariama para que se acabe mesmo a maldita fabricação de armas. O mundo precisa é fabricar paz”. A violência banalizada transforma as minorias em refugiadas em seu próprio país, sem direitos e liberdades.

Sua voz vai se elevando para não ser abafada diante dos aplausos, e D. Hélder desabafa: “Basta de injustiça, de uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar. Basta de uns tendo de vomitar para poder comer mais e 50 milhões morrendo de fome num ano só” (mais que atual em nossos tempos).

O seu clamor continua ecoando a todos os cantos do Brasil, de que “basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia (temos mais de 15 milhões de desempregados).

O pregador, como Martin Luther King, sonha quando afirma: “Mariama, Nossa Senhora, nem precisa ir tão longe como no teu hino. Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e os pobres de mãos cheias. Nem pobre, nem rico. Nada de escravo de hoje ser senhor de escravos amanhã. Basta de escravos. Um mundo sem senhor e sem escravos. Um mundo de irmãos. De irmãos não só de nome e de mentira. De irmãos de verdade, Mariama”.

Se vivo fosse, o que ele diria hoje? Diria que basta de tanto ódio e intolerância, de fanatismo na religião, de é nós contra eles, de tanto negacionismo da ciência diante de um vírus mortal que já ceifou a vida de quase 600 mil brasileiros. Basta de atentar contra a democracia. Não queremos a volta do passado de prisões, de torturas e de mortes. Nada de ditadura, nada de se repetir os mesmos erros.

Sua revolta seria mais enfática contra o destruidor do nosso futuro, e levantaria seu chicote para os que segregam e dividem negros de brancos com suas atitudes racistas, homofóbicas e misóginas. Nada de fascismo, de ideias retrógradas. A terra não é plana. O Brasil precisa é de evolução e justiça social para todos.

Basta de destruir a nossa cultura, de atear fogo no Pantanal, na Amazônia e nos nossos outros biomas tão depredados pelos homens. Basta de invadir terras indígenas para transformá-las em garimpos do mercúrio e envenenar nossos rios. Basta de tantos agrotóxicos na natureza.

Basta de fogo no Museu da Língua Portuguesa, no Museu Nacional e na Cinemateca. Basta de destruir nossa memória e nossos acervos culturais. Basta de colocar armas nas mãos dos cidadãos. Precisamos é de mais livros e ideias para que não seja mais necessário construir penitenciárias.

O Brasil carece é de mentes fartas de educação, de saber e conhecimento. Basta de tanta arbitrariedade, de tanto pensamento doentio psicopata de fechar nossas instituições, como a Suprema Corte, Congresso Nacional e as universidades. Sem as ciências humanas, o homem vira um robô da tecnologia. Ele não vai passar de um simples parafuso nessa engrenagem selvagem capitalista.

Basta de milhões passando fome, vivendo em favelas e casebres desumanas. Basta de tantos pedintes nas ruas com as mãos estendidas por uma esmola, com o estômago vazio. Basta de tanta ignorância, de tanto atentado contra a vida onde milhões acham que se vacinar é um direito individual. Basta de tanto egoísmo e individualidade. O Brasil necessita é do pensar coletivo.

Basta, senhor capitão, de falar tantas asneiras, de xingar com palavrões jornalistas, o próprio povo e todos seus adversários. Basta de vomitar suas sujeiras em nossas caras com sua necropolítica do arbítrio. Basta de tanto abusar da nossa paciência! Basta de não governar!

 

PSOL REALIZA CONVENÇÃO

No último dia 22/08 (domingo) o PSOL (Partido Socialista), núcleo de Vitória da Conquista, se reuniu no Colégio Zênit, para  escolha dos seus novos membros da diretoria com cinco chapas na disputa da convenção. No total foram 64 votos, saindo vitoriosa a chapa dois de Keu Souza e Sonka, com 33 votos. A chapa três, do professor  Euvaldo Contiguiba, obeteve 19 votos, a um, com Mauri, teve quatro votos, a chapa quatro com um voto e a cinco com cinco votos (um voto nulo). Foi um encontro informal e descontraído que também serviu para rever os amigos num bom bate papo (alô meu amigo e companheiro Clovis Carvalho). Quem também marcaram suas presenças  foram os professores Ferdinad e Antônio Andrade, entre outros. Vamos prestigiar a nova presidente Keu e desejar que faça um bom mandato à frente do partido que reúne nomes de peso da nossa sociedade conquistense. A convenção se tornou numa praszrosa troca de ideias e informações entre colegas, companheiros e companheiras de partido. Os trabalhos só terminaram no final da tarde, com o resultado das eleições.

FÓRUM ELEGE CONSELHEIROS

A cultura conquistense precisa retomar suas referências do passado através de ações e projetos que contemplem todas as linguagens artísticas, pois aqui temos um celeiro de talentos que carecem de ser reconhecidos. Uma das intenções é resgatar a cultura popular com apoio do poder público por meio da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer.

Essas proposições foram levantadas durante o Fórum do Conselho Municipal de Cultura, realizado ontem no auditório do Cemae quando, na ocasião, foram eleitos os novos conselheiros para o biênio 2021/23, inclusive o jornalista e escritor Jeremias Macário como titular do eixo 4 – literatura, livros, leitura e biblioteca (titular), tendo como seu suplente Armênio Souza.

Por falta de quórum suficiente, o eixo 5 – patrimônio cultural material (patrimônio histórico) e imaterial (culturas populares), haverá uma reunião na próxima quarta-feira (dia 25/08), às 14 horas, para escolha dos membros e posse dos novos conselheiros. No eixo 1 – artes plásticas e visuais foi eleita Valéria Vidigal (titular) e Jadiel Gonçalves (suplente), no eixo 2- Música, foi escolhido Tales Figueiredo Dourado (titular) e Ricardo Marques (suplente) e no eixo 3- artes cênicas, Hendye Graciele Dias e Yarle Ramalho.

Uma mesa composta pelo secretário de Cultura, Xangai, professor e secretário da Educação, Edgar Lary, e Maris Stella abriu os trabalhos por volta das 10 horas (uma hora de atraso do previsto), com a presença de artistas da música, das artes plásticas, da literatura, do teatro e de outras áreas.

Talvez por falta de uma maior divulgação na mídia, foi pequena a participação de mais pessoas da sociedade, uma falha que deve ser corrigida, pois a cultura deve ser vista como de suma importância social e econômica, sem contar que ela é vital para o conhecimento e o saber do indivíduo.

Em sua fala, o professor Edgar Lary fez uma longa explanação histórica sobre os movimentos culturais do passado em Vitória da Conquista, citando nomes que elevaram a imagem da cidade lá fora, finalizando seu pronunciamento com a declamação de um poema de Jesus Gomes dos Santos.

Maris Stella segui praticamente na mesma toada rememorando fatos marcantes de um povo que sempre tomou iniciativas próprias com realizações culturais, econômicas e sociais que fizeram de Conquista uma grande cidade.

Fórum teve fraca participação da sociedade por falta de divulgação de um evento tão importante para a cultura

O secretário Xangai, que recentemente foi empossado no cargo, prometeu fortalecer a cultura popular, sem esquecer a erudita. Disse que está ainda se inteirando das funções e visitando distritos e povoados para ouvir o povo. O cantor e violeiro citou personagens importantes de destaque da nossa cultura, como Camilo de Jesus Lima, Glauber Rocha, Elomar, dentre outros.

 

QUE DIREITO INDIVIDUAL É ESSE?

Milhares ou milhões de brasileiros, infelizmente, incorporaram o negacionismo do Bozó e deixaram de se vacinar, com um argumento imbecil de que têm o direito individual. Outros estão escolhendo a vacina, comparando que é a mesma coisa de um cardápio no restaurante. É de dar pena que ainda tem gente de nível tão ignorante em nosso país.

Que direito individual é esse quando se trata do coletivo? Ouviram o galo cantar, mas não sabem onde. Essas pessoas não têm a mínima noção de separar do que é direito individual e o do que é direito coletivo. Aliás, nem sabem o que é direito, e muito menos conceituar a palavra democracia. É uma barbárie sem limites!

Os números mostram que na Bahia, por exemplo, quase 300 mil estão com a segunda dose vacinal atrasada, isto é, não deram as caras para tomar o reforço. Desses, 43 mil estão em Salvador, comprometendo todo trabalho de imunização, com riscos de uma nova onda mais forte da pandemia por causa das variantes. E ainda falam em direito individual.

Quando se vive numa sociedade, até o suicídio deixa de ser um direito individual, porque o morto vai exigir o deslocamento de uma ambulância, perícia no IML, custos para o SUS e enlutar a família, sem falar em outros incômodos.

O mesmo caso é o uso de máscaras, que até o subserviente ministro da Saúde (um médico simples assim: um manda e o outro obedece) disse que se trata de um problema de consciência, para não melindrar o chefe negacionista. Há um ano e meio venho dizendo que o Brasil será o último a sair dessa pandemia, e ainda estamos longe de nos livrar desse maldito vírus.

Ainda com relação aos números dos bárbaros individualistas e egoístas, só em Salvador, 96 mil jovens se recusam a tomar a vacina. São os festeiros e adeptos das aglomerações, um bando de analfabetos que confunde direito individual com direito coletivo. Nem é preciso repetir aqui que o vírus é altamente contagioso.

Mesmo diante desse quadro assustador, as autoridades e os organizadores ainda falam na possibilidade de realizar o carnaval, dentro dos “protocolos”. Parece até uma piada de mal gosto falar em protocolos diante de uma multidão atrás dos trios elétricos, com milhares de visitantes de outros estados e até do estrangeiro.

Quanto a imbecilidade do direito individual, o governador do Estado da Bahia promete tomar medidas de punição contra os idiotas. Espero que venham logo, e que sejam pesadas, como corte de salários dos servidores que não querem se vacinar, demissão por justa causa, proibição de participar de concursos e impedimento de frequentar eventos como partidas de futebol nos estádios.

O setor privado, através de suas empresas, precisa também fazer sua parte, com demissões sumárias porque o elemento que não se vacina é uma bomba ambulante que pode carregar o vírus consigo e infectar os outros colegas.

Para o desempregado, numa entrevista, o interessado deve se apresentar com o cartão de vacinação. Além do mais, todos devem responder processos na justiça. Só assim esses indivíduos esquecem essa palhaçada de direito individual e correm para as filas de vacinação.

FÓRUM DE CULTURA SE REÚNE PARA ESCOLHA DE NOVOS CONSELHEIROS

Nesta quinta-feira (dia 19/08), das 9 às 17 horas, ocorrerá no auditório do Cemae, na Avenida Olívia Flores, uma reunião do Fórum de Cultural do Município para a escolha dos novos conselheiros, para o biênio 2021/2023, que irão decidir a política de ações e atividades para o setor.

Dentre os candidatos representantes da sociedade para compor os novos membros do Conselho Municipal de Cultura, o jornalista e escritor Jeremias Macário é um dos nomes que pode ser votado na área da literatura.

Os trabalhos devem ser abertos pelo secretário de Cultura, Xangai, numa mesa ainda composta pela poetisa e acadêmica Stella Maris e o professor Edgar Larry. De acordo com a coordenação da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer, durante o dia haverá mesas temáticas de discussões envolvendo as mais diversas linguagens artísticas.

Mesmo com pouca divulgação na mídia, a participação de segmentos culturais da sociedade no evento nos debates e na votação dos novos membros, é de fundamental importância para a nossa cultura que vem sofrendo um período de desgaste pelos atuais governantes do país, sobrevivendo a duras penas na base da resistência, principalmente agora com a pandemia.

Além de jornalista profissional há quase 50 anos de sua vida como repórter, editor e chefe da Sucursal A Tarde de Vitória da Conquista, Jeremias Macário já publicou vários livros, inclusive sobre a ditadura civil-militar de 1964, intitulado “Uma Conquista Cassada – cerco e fuzil na cidade do frio”.

É um dos fundadores do “Sarau A Estrada” que no ano passado completou 10 anos, e conta com outros trabalhos de textos poéticos audiovisuais e letrista de várias músicas com artistas compositores locais e do Nordeste.

Uma das suas propostas como membro do Conselho é tentar simplificar o acesso da cultura aos artistas através da redução da burocracia em editais e concursos, bem como dar mais voz à literatura no apoio aos escritores da terra e na descoberta de novos talentos.

 

 

INSTITUTO PEDE FEDERALIZAÇÃO PARA APURAR MATANÇA DOS CIGANOS

Como as apurações das oito mortes de ciganos e os atos de violência da polícia militar não tiveram andamento em Vitória da Conquista e na Bahia, inclusive alguns processos foram arquivados, como já era de se esperar, o Instituto dos Ciganos do Brasil-ICB está solicitando da Procuradoria Geral da República (PGR) a federalização das investigações dos crimes.

A informação é do presidente do ICB, Rogério Ribeiro, que se mostra indignado como os fatos foram tratados pela polícia civil e pelo Ministério Público Estadual. Nesse sentido, o Instituto encaminhou o oficio n° 097A/ICB para a Procuradoria Geral da República PGR, datado de 12 de agosto, dirigido à subprocuradora Eliana Peres Torelly. O caso também está sendo levado ao conhecimento de organismos internacionais ligados aos direitos humanos.

Elogio às mortes

Rogério Ribeiro e o vice-presidente do ICB, José de Paulo enumeram vários pontos em que acham absurdos, como o elogio individual feito a policiais militares por três mortes de ciganos, em Anagé. Afirmam que não está existindo uma investigação desarticulada entre a polícia civil e a militar, sem contar a fragilidade no acolhimento das testemunhas pelo programa Provita/São Paulo.

Os representantes do ICB destacam ainda que o Ministério Público Estadual está sendo leniente com os abusos policiais (rapidamente arquivou investigação). “Policiais justiceiros querem matar, não querem prender”. Eles indagam por que ainda o governador da Bahia continua calado sobre o ocorrido. Na ótica do Instituto, está havendo corporativismo local, existindo ainda riscos de novas execuções.

No documento, o presidente do ICB argumenta que existem fortes evidências de que os órgãos do sistema estadual não mostraram condições de seguir no desempenho das funções de investigações, como na morte do menor de 16 anos onde se constatou que da sua arma nenhuma bala foi deflagrada. A versão na polícia, no entanto, foi que houve confronto, como nas outras sete mortes.

Ainda na solicitação, o presidente Rogério faz um apelo para que haja o direito à reparação pelas mortes e pelos danos causados aos ciganos que foram escorraçados do município e hoje vivem escondidos, passando necessidades, sendo assistidos com cestas básicas porque perderam todos seus bens.

Segundo o presidente, eles também precisam de assistência psíquica e médica. “Isso se traduz numa política pública de reparação pelos transtornos causados à família, sem falar na perda de suas vidas. Não está havendo nenhuma segurança para proteger as testemunhas que foram vítimas de espancamentos”.

De forma enfática, o ICB pede uma postura imparcial por parte da polícia civil e do Ministério Público na apuração dos crimes que começaram no dia 13 de julho quando um tenente e um soldado foram mortos por ciganos, no distrito de José Gonçalves, em Conquista. De lá para cá, foi desencadeada uma série de operações que resultaram em oito mortes, inclusive de menores.

O Instituto considera que houve violação flagrante dos direitos humanos. Somente o pai dos ciganos, de 58 anos, foi ferido e se encontra preso. Disse Rogério que houve ações truculentas e desnecessárias por parte dos policiais.

O pedido é que todas as ameaças, perseguições e formas de violência contra os ciganos sejam consideradas violações dos direitos humanos e, consequentemente, investigadas pela polícia federal. “O respeito à integridade física e à dignidade humana não podem ser afrontados sob pena de colocar em desvalia à prevalência universal dos princípios dos direitos humanos, em sua plenitude”.

“Assim, quando a norma constitucional diz que o Estado brasileiro tem como um dos seus fundamentos a dignidade da pessoa humana (Art.1º, III), ou que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante” (Art.5º, III), não está cuidando de algo teoricamente inaplicável, mas sim de uma efetiva exigência da preservação dos direitos do homem, sem a qual a arbitrariedade, a insegurança e o medo se generalizariam, e a vida em sociedade voltaria a um estágio de barbárie”.

O ofício de pedido de federalização também foi levado ao conhecimento de instituições internacionais de direitos humanos, à Rede dos Gitanos da Espanha; Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Representante Especial do Secretário Geral da ONU para a prevenção de Genocídio, Relatora Especial dos Direitos das Pessoas de Origem Africana e Contra a Discriminação Racial, Representante do Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos no Brasil; CIDH no Brasil, para OAB, MPF, MPE e Comissão dos Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Vitória da conquista.

A OLIMPÍADA DA PANDEMIA

Carlos González – jornalista 

Criados em 1894 pelo francês René de Fredy, o Barão de Coubertin (1863-1937), os Jogos Olímpicos nesses 127 anos foram desestabilizados e manchados por acontecimentos com perfis bélico, terrorista, ideológico e por corrupção. Pela primeira vez o maior evento esportivo do planeta foi ameaçado por um vírus letal, que já havia provocado o adiamento por um ano da XXXII Olimpíada da Era Moderna, realizada entre os dias 23 de julho e 8 de agosto, na populosa cidade de Tóquio, no Japão.

Contrariando a opinião da maioria dos moradores da capital japonesa, as autoridades locais e o Comitê Organizador, pressionados pelas empresas patrocinadoras, realizaram os Jogos, mesmo sem a presença de público, numa decisão similar recente adotada por alguns brasileiros indiferentes à vida humana, capitaneados pelo presidente Bolsonaro, quando da promoção da Copa América. Sob estado de emergência – somente no dia 31 ocorreram 4.058 novos contaminados pela Covid-19 – o Japão recebeu 12.500 atletas de 206 países.

A partir do próximo dia 24 a população de Tóquio vai ser submetida a um novo período de tensão, com a abertura dos Jogos Paralímpicos, que se estenderão  até 5 de setembro, com possibilidade de aumento de infectados  – na última Olimpíada foram 246 casos, incluindo 26 atletas, nenhum brasileiro. O  motivo para preocupação é muito simples: o competidor (deficiente físico ou mental) não tem a mesma estrutura músculo-esquelética e metabólica do atleta profissional.

Esta semana encerrou a quarentena de 14 dias, submetida as 52 membros, sendo 27 atletas, da representação brasileira à Paralimpíada, cuja viagem foi antecipada ao Japão para adaptação ao fuso horário e aos locais das provas. As autoridades sanitárias japonesas determinaram o isolamento depois de detectar dois casos de Covid-19.

Potência olímpica

O 12º lugar (sete medalhas de ouro, seis de prata e oito de bronze) atingido pelo Brasil nos Jogos de Tóquio foi a nossa melhor campanha desde 1920 quando fomos representados por 22 atletas nos Jogos de Antuérpia, na Bélgica, mas ainda estamos distantes do que qualificamos de potência olímpica.  Com 10.950 km de litoral e a maior reserva de água doce (rios e lagoas) do planeta, o Brasil contou apenas com um representante no remo; o basquete (masculino e feminino) não foi a Tóquio. Como justificar o fracasso das duplas de vôlei de um país com mais de 7 mil quilômetros de praias?

A Rede Globo, dona dos direitos exclusivos de transmissão da Olimpíada, tentou mostrar o contrário. Seus narradores e comentaristas, como torcedores arrebatados (o G1 publicou várias fotos de Galvão Bueno fazendo “caras e bocas”)  bem que se esforçaram durante as madrugadas, instalados numa cabine em São Paulo.

O fuso horário foi um dos fatores determinantes do pouco interesse dos brasileiros pelos Jogos. Também não se pode ignorar que o povo vive apreensivo com as atitudes absurdas que chegam de Brasília, idealizadas por um psicopata.

Até o torneio de futebol, nosso esporte mais popular, passou despercebido. O título ganho com ajuda da arbitragem ficou em segundo plano diante da atitude dos jogadores, violando um acordo feito com o COI, relacionado à empresa patrocinadora da delegação brasileira. No pódio, Daniel Alves e seus companheiros exibiram a marca usada pela CBF. A transgressão disciplinar vai parar na Justiça.

Mesmo sendo considerado como emergente no concerto das nações com maior potencial olímpico, o Brasil ainda está muito distante dos Estados Unidos, China, Japão, Rússia, Canadá. Fora das escolas (Fernando Scheffer admitiu que a medalha de bronze ganha em Tóquio foi resultado de preparação numa universidade norte-americana), e dos  clubes sócio-esportivos, o esporte nacional carece da implementação de políticas públicas, tanto do governo federal quanto de estados e municípios; do investimento de empresas privadas, sem priorizar, por exemplo o futebol e o basquete, que têm maior visibilidade na televisão, ou optar por um atleta de ponta.

Dois programas bancados pela União ajudam no treinamento de centenas de atletas que estão nas melhores posições nos rankings de modalidades esportivas, de acordo com as respectivas confederações. O Bolso Atleta, administrado pela Secretaria Especial de Esportes, destina uma verba mensal de 370 a 3.100 reais a jovens candidatos a vagas em Olimpíadas e Mundiais.

O programa do Ministério da Defesa, o PAAR, com recursos de 38 milhões de reais anuais,  incorpora nas Forças Armadas, nos postos de recruta a 3º sargento, com soldo máximo de 4.000 reais, atletas de alto rendimento, com uma única obrigação: o aprimoramento nos locais de treinamento  militar. O Time Brasil em Tóquio contou com 91 militares, entre os quais os medalhista Kahena Kunze (vela), Ana Marcela e Fernando Scheffer (natação), Hebert Conceição e Beatriz Ferrreira (boxe), Alison dos Santos e Abner Teixeira (atletismo) e Daniel Cargnin.

O COB premiou os medalhistas individuais com 250, 150 e 100 mil reais. Nos esportes coletivos, o futebol recebeu 750 mil e o vôlei feminino 300 mil reais.

A conclusão a que chegamos é que o Brasil esportivo trabalha a médio prazo, sem lançar a vista para o futuro, na esperança de quer suja um atleta-exceção, como a skatista paraense Raissa Leal

O Nordeste, particularmente a Bahia, comemora, com todos os méritos, as medalhas conquistadas por seus filhos em Tóquio.  São chamados de “atletas exceção”, como os alunos do mestre Luís Dórea, que há mais de 40 anos forma campeões em sua academia no bairro periférico da Cidade Nova, em Salvador. De lá saíram Popó e Robson Conceição, e agora Hebert Conceição, medalha de ouro em Tóquio.   No mesmo bairro, Raimundo Ferreira ensinava a arte do boxe a um grupo de garotos, sendo observado por sua filha Bia, que, com o passar do tempo tornou-se aluna do seu pai, e hoje, no seu currículo são mais de 100 lutas, muitas delas fora do país. A medalha de prata na Olimpíada a tornou conhecida dos seus conterrâneos.

 

 

 

 





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