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:: ‘Notícias’

O NEGACIONISMO É IDEOLÓGICO E IRRACIONAL

Você não pode negar o seu próprio passado, a sua própria história e suas próprias origens. Do contrário você entra no campo do irracional. Sobre a história, pode até se questionar pontos e se fazer uma revisão dos acontecimentos através da apuração deles sob a ótica social, econômica e política do tempo, analisando as ações e as atitudes dos atores e dos personagens.

Como ressaltou o professor de História da Universidade de São Paulo, Marcos Napolitano, em entrevista a um jornal de Salvador, nos últimos meses surgiu uma onda do negacionismo, impulsionada por declarações de políticos, a começar pelo capitão-presidente, o Bozó, que sempre procurou negar a existência da ditadura civil-militar no Brasil dos anos 60 aos 90.

O desconhecimento dos jovens

Não somente isso, diante de todos os fatos, testemunhas e estudos, ele cometeu o absurdo irracional de não reconhecer que houve torturas nos porões das forças armadas, e até homenageou um torturador em votação no Congresso Nacional. O mais lamentável é que boa parte dos nossos jovens embarcou nessa, e muitos nem acreditam que existiu ditadura.

Para os negacionistas, que cometem o maior pecado de negar o conhecimento, não houve holocausto, escravidão, revolução socialista na Rússia, massacres na Bósnia, nos campos palestinos de concentração e nem matança dos índios nas Américas, só para citar estes fatos monstruosos contra a humanidade e que ainda ocorrem na atualidade. Por que a história sempre se repete? Uma das respostas é porque muitos a desconhecem e até negam.

O mais perigoso, como alerta o professor Marcos, é essa negação do conhecimento chegar às nossas escolas, como no caso da ditadura que torturou, matou e fez desaparecer os corpos de centenas de presos políticos. A anistia aos torturadores, o que não aconteceu na Argentina, no Chile e no Uruguai, deixou as feridas abertas e abriu caminho para o negacionismo.

“Os livros didáticos podem ser diferentes, mas há um limite que não pode ser cruzado que é a negação do conhecimento. A pessoa tem uma posição política diante do nazismo e do comunismo. O que não pode é construir esta posição às custas da verdade histórica” – esclarece o professor.

De acordo com ele, o professor precisa se munir de evidências diante das negações. Acredita que uma forma de combater o negacionismo é os historiadores se comunicarem mais com a sociedade. O termo, segundo ele, já existe a algum tempo e se refere à historiografia do holocausto. Na campanha política do ano passado apareceram negacionismos ligados à história do Brasil, como a de que não houve genocídio indígena, os portugueses nunca estiveram na África para traficar escravos e não houve ditadura e tortura.

Trata-se de negação de eventos em que ocorreram evidências fortes, testemunhais, materiais e documentais. O ex-ministro gringo da Educação, chegou a declarar que houve uma democracia de força. É até hilário, porque,  se foi de força, logo deixa de ser democracia. É como o caso de um sujeito irracional que resolve contrariar só para contrariar. É típico de uma atitude de extrema-direita.

O historiador Marcos afirma que esta visão de que toda historiografia é de esquerda é preconceituosa e errônea. Destacou que a historiografia brasileira tem hoje um leque amplo com liberais, conservadores e até de esquerdistas que não são marxistas.

“Todo historiador sério segue regras. Não pode achar que não existiu porque ele não gosta daquilo, ou a ideologia com a qual ele se identifica não aprova.” O revisionismo clássico é possível, feito com todo respeito às normas metodológicas da área.

Quando surgem novos fatos, os especialistas e cientistas revisam o passado. Outra coisa diferente é revisionismo ideológico – adverte o professor. Ele concorda que houve revisionismo com relação a ditadura no Brasil.

Chegando nas escolas

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OS TRABALHADORES RURAIS CRITICAM A RETIRADA DE SEUS DIREITOS

Na homenagem que a Câmara Municipal prestou ontem (dia 22/05) em sua sessão mista, os trabalhadores rurais de Vitória da Conquista criticaram a retirada de seus direitos trabalhistas nos governos Temer e no atual, e disseram que nada têm a comemorar no próximo dia 25 dedicado à categoria que atua no campo.

Os representantes do Sindicato e da Federação, que estiveram presentes ao evento e falaram na sessão, foram unânimes em afirmar que atualmente os trabalhadores da zona rural se tornaram escravos dos fazendeiros, sobretudo depois da aprovação da reforma trabalhista onde os patrões não assinam mais a carteira e preferem usar a mão-de-obra trabalhista, pagando diárias dentro de seus preços, sem acordo coletivo com o sindicato.

O Homem do campo

Quando menino fui um trabalhador rural com meu pai e presenciava, naquela época, o sofrimento do homem do campo, desde o camponês que tinha sua roça ao operário que diariamente erguia sua enxada para ganhar seu sustento, isso tudo há 60 anos. De lá para cá, pouca coisa melhorou e, algumas políticas públicas implantadas como aposentadoria e alguns benefícios estão sendo cortados pelos governos direitistas.

Daniela Ferreira, do Sindicato dos Trabalhadores foi uma que fez seu desabafo contra ao abandono no campo. Destacou que em Conquista o poder público não tem dado a devida atenção à categoria. Citou que muitas escolas foram fechadas, e até retiraram o transporte escolar dos alunos. “Faltam investimentos, e as estradas vicinais estão destruídas”- clamou a trabalhadora.

Também Robson Soares Guimarães, técnico agrônomo da CAR, ressaltou o sofrimento do trabalhador para produzir os alimentos que são servidos nas cidades. Num ditado popular disse que “se o campo não planta, a cidade não janta”, mas poucos enxergam isso. Ele reclamou de mais políticas públicas dos governos para incentivar o homem do campo.

O representante do Banco do Nordeste, Constantino Martins, lembrou que há 66 anos a instituição tem procurado financiar o campo, visando combater o desemprego. Foi taxativo quando declarou que as desigualdades sociais entre o Nordeste e o Sul e o Sudeste persistem, especialmente em relação à agricultura familiar no Brasil.

A empresária e pintora Valéria Vidigal também usou da palavra para anunciar o 13º Encontro Nacional do Café, em Barra do Choça, que começa neste domingo, e solicitar apoio da Câmara e de todos presentes ao evento que não tem recebido ajuda do poder público. Destacou que os palestrantes e visitantes de fora têm comparecido ao Encontro a custo zero para a organização do evento, que tem uma vasta programação de atividades nas áreas técnicas e práticas. Lembrou que, há cinco décadas, o café foi introduzido na região e mostrou a importância do Encontro todos os anos na Fazenda Vidigal

Também falaram os vereadores Valdemir Dias, Coriolano Moraes, Bibia, Lúcia Rocha e outros que aproveitaram para criticar o abandono do campo e a retirada de direitos dos trabalhadores. Segundo Valdemir e Coriolano houve um desmonte dos direitos, e a situação tende a piorar com a nova reforma da previdência que o governo federal e o Congresso pretendem aprovar.

Eles questionaram a existência de déficit na previdência e acrescentaram que a maior parte dos gasto do poder executivo federal é com o pagamento da dívida pública. “A reforma é perversa, e esse déficit da previdência é uma falácia” – declarou Coriolano.

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OPERAÇÃO URBANA PARA INSERIR CONQUISTA NO CIRCUITO TURÍSTICO(Final)

O ex-prefeito Raul Ferraz está apresentando este projeto ao poder público municipal, com vista a incluir Vitória da Conquista no circuito baiano e nacional do turismo. Trata-se de um trabalho de grande envergadura que precisa ser apreciado e bem estudado, para ser colocado em prática numa parceria pública-privado. Tudo depende de decisão política que os prefeitos de Conquista ainda não tiveram coragem de, pelo menos, apreciar com cuidado.

MUSEU A CÉU ABERTO

No alto da serra, ao lado do monumental Cristo de Mário Cravo – um dos maiores Cristos Crucificados do mundo – dizem as diversas reportagens sobre o tema -, teremos um Museu a Céu Aberto, não só como estímulo aos artistas e à arte local, mas também – o que é importantíssimo – como atração para EXPOSIÇÕES dos grandes artistas nacionais e internacionais.

Considerando que por Conquista transitam mais de 50 mil carros por dia e que isso envolve mais de 100 mil pessoas chegando e saindo da cidade, temos aí um enorme potencial que não pode ser desprezado por qualquer centro de atrações turísticas.

Descendo ou subindo a serra pela Rio Bahia, o cenário do Poço Escuro, do Teleférico e seus bondinhos e do Cristo monumental é um belíssimo impacto visual; o mesmo ocorrendo com quem desce pela estrada de Barra do Choça; ou até mesmo quem vem do sul ou do oeste.

Existem muitos Museus a Céu Aberto no mundo e que podem servir de modelo.

No Japão, perto de Tóquio na cidade de Hakone, fica um interessantíssimo Museu ao Ar Livre: um jardim de 70 mil m², mistura de natureza e arte que reúne obras dos mais famosos artistas do mundo. E onde os turistas não se cansam ao percorrer stand por stand.

A serra do Peri-Peri seria local invejável para um investimento dessa natureza, não só pelo enorme potencial turístico como pela valorização ambiental que daria àquele espaço da cidade. Trata-se de homenagem aos nossos artistas e forma de atrair outros artistas nacionais e internacionais. Poucos profissionais da arte se recusariam a expor suas obras no Museu A Céu Aberto do alto da serra, em stands instalados na Cidade da Cultura, ao lado da BR 116, por onde transitam tantos milhares de visitantes, turistas em potencial.

Os convites poderão figurar nas próprias placas da estrada, com resultados positivos.

ESPAÇO CULTURAL

Mas o Museu a Céu Aberto será apenas uma parte do Espaço Cultural que deve funcionar lá no alto da serra, onde já está o Cristo; onde estará o Teleférico com seus bondinhos e onde se construirá uma grande Escada Rolante

ESPAÇO CULTURAL não é nenhuma novidade na maior parte das importantes cidades pelo mundo afora. Dentro do Espaço Cultural concentra-se a maior parte dos investimentos na área da Cultura.

Conquista precisa de um novo teatro. O teatro existente (Teatro Carlos Jeovah) foi inaugurado ali pelo início dos anos 80. E era provisório. Conquista precisa de uma Escola de Música. A que temos é também da mesma data. E foi inexplicavelmente retirada da sua sede original, E o mesmo se diga de um Mercado de Artesanato. O atual é também provisório e da mesma época.

Tudo isso – e muito mais – pode e deve ser instalado no Espaço Cultural do Alto da Serra.

A esse complexo histórico e cultural poderia ser dado o nome de CIDADE DA CULTURA, como fazem outras grandes cidades.

Além de ponto de encontro dos artistas e de todas as manifestações culturais, servirão, igualmente, para grandes eventos, como o já tradicional Festival de Inverno. É evidente que nesse Espaço Cultural não faltará um belo Palco ou Concha Acústica. 

O CENTRO É DE TODOS

Apesar dos desafios que envolvem essa proposta de Operação Urbana Consorciada – Teleférico, Escada Rolante, Poço Escuro, Parte Alta dos bairros Pedrinhas e Cruzeiro e Recuperação do Centro Histórico da cidade – tudo isso com um propósito ambicioso de inserir Conquista no Turismo Nacional – temos plena consciência de que o ponto central de tudo  será a elaboração de um projeto que atenda aos anseios de todas as partes envolvidas na recuperação do Centro Histórico.

Além do mais é uma prova de fogo que vai marcar a cidade para sempre. Daí por diante todos os desafios que surgirem serão minimizados. Uma Operação Urbana desse porte servirá de exemplo para muitas cidades brasileiras, muitas delas com problemas semelhantes ou até mais graves do que os nossos.

Entretanto isso tudo pode ser viabilizado. É que todas as partes só têm a ganhar. A administração pública pode não ter que investir muito. Pode até investir pouco ou quase nada, do ponto de vista econômico. É que as transformações na área multiplicarão o seu valor por metro quadrado, o que representa um grande atrativo para o empresariado.Além de tudo o artigo 34 do Estatuto da Cidade diz que:

Art. 34 – A Lei que aprovar a Operação Urbana Consorciada pode prever a emissão pelo Município de quantidade determinada de certificados de potencial adicional de construção, que serão alienados em leilão ou utilizados diretamente no pagamento das obras necessárias à própria operação.

  • 1º – Os certificados de potencial adicional de construção serão livremente negociados, mas conversíveis em direito de construir unicamente na área objeto da operação.

À equipe de assessoramento é que cabe analisar melhor a possibilidade de transformar a área em questão – Centro Histórico – em um SHOPPING. Os shoppings modernos, que na verdade são apenas os centros comerciais dos novos tempos, procuram imitar o funcionamento de pequenas cidades. Têm uma espécie de estrutura governamental (a administração) e serviços de polícia e de bombeiros, de limpeza, de abastecimento de água, etc. Em verdade é um espaço planejado para estimular e facilitar o consumo.

Centro Comercial, o de Conquista já é. O que falta é ser adaptado e dotado das modernas atividades e atrações.Esses modernos centros comerciais têm tudo aquilo que está faltando aos Centros Históricos não só de Conquista como de tantas outras cidades.Nossa proposta é a de transformação do Centro em um SHOPPING Coberto, repetimos. 

TELEFÉRICO

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FILOSOFIA, LEITURA E LADROAGEM

“Penso, logo existo”. Comecei a pensar com mais clareza e a compreender melhor a lógica das coisas quando iniciei meus estudos básicos de filosofia nos antigos cursos ginasial e no clássico no Seminário de Amargosa e de Salvador. As citações dos pensamentos dos grandes filósofos gregos me deixaram encantado e até hoje não me canso de revê-los nos livros. Eles me ensinam a aprimorar o conhecimento e o saber.

Passados muitos anos de luta e viver, hoje sinto-me triste e desiludido quando vejo um governo desastroso renegar o ensino daquela que é a mãe de todas as ciências, e ainda colocar a sociologia também como um estudo sem valor para os jovens. É como dizer que a partir de agora é proibido pensar no Brasil. As pessoas, há muito tempo, estão deixando de existir porque deixaram de pensar, como diz a lógica.

Serve para todas as profissões

Como disse um leitor de um jornal da capital, a filosofia ensina a pensar, e esse dom do pensar serve para todas as profissões. Mas, para o ministro do Bozó, ela tem pouca importância. Na sua ótica vesga, a prioridade é aprender a fazer contas, mas como fazer contas sem saber pensar? Os grandes filósofos como Arquimedes, Pitágoras, Aristóteles e outros foram matemáticos, astrônomos e inventores.

Diante de tantas insanidades nestes primeiros meses do governo do capitão, só posso pensar que o país está sendo conduzido por um bando de malucos. Como disse o leitor lá na frente, “o tempo é o senhor da razão” Em 341 a.C., o pensador grego Epicuro afirmou que todos são capazes de aprender filosofia em todas as idades, sendo ela um caminho para a liberdade.

O conhecimento filosófico é fundamental para o desenvolvimento humano e ensinar a interpretar melhor a vida, e até achar algum sentido para ela. Para a ignorância, a estupidez e o totalitarismo, a filosofia é um grande perigo. Entre a militarização e os astrólogos, o Ministério da Educação virou uma balbúrdia, e o grande chefe Bozó chama os estudantes e os professores de idiotas e inocentes úteis, repetindo os mesmos chavões da esquerda.

LEITURA

A perda pelo hábito da leitura no país levou o brasileiro a deixar de pensar e a engolir tudo que recebe como se fosse um pacote de verdade. Infelizmente, perdemos também a filosofia do ler. Uma prova é que o setor livreiro vive em crise, de acordo com a Câmara Brasileira do Livro. Estamos mais habituados à oralidade. Entre o primeiro bimestre de 2018, em comparação com o atual, as vendas de livros caíram 18% em volume e 19% em valor. Se serve de consolo, em Vitória da Conquista, conforme o movimento das livrarias Nobel, o valor de vendas entre 2017 e 2018 se equiparou, mais por causa da demanda por livros infanto-juvenil e de autoajuda.

Parece uma contradição, mas, graças à expansão digital, nunca se escreveu e se leu tanto, considerando o acesso fácil às redes sociais e aos textos em formato PDF. Se o célebre poeta clássico Eurípedes colecionava papiros, a substituição deste meio pelo livro também provocou problemas. No papiro, a leitura não tinha quebras de continuidade. Muitos devem ter questionado o novo invento.

Lidamos hoje com a competição dos impressos versus os meios digitais, só que o livro tem ao seu favor a confiabilidade. Além de ser documental, a mensagem impressa fica registrada. Uma gigantesca caixa digital de Pandora foi aberta espalhando o mal pelo mundo, com informações falsas e adulterações. Por outro lado, a leitura nas redes está mais limitada a títulos de manchetes e a pequenos textos, sem muito conteúdo.

LADROAGEM

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A RETIRADA DO SENADO DOS ASSUNTOS MILITARES E A GUARDA PRETORIANA

Além de grande construtor do império, Augusto introduziu várias inovações e uma delas foi a criação de um destacamento, a guarda pretoriana (cohors praetoria), para proteger a sua pessoa, com um comandante-chefe permanente em Roma à sua disposição. Eram nove coorte e mais uma foi organizada. Em cada uma serviam mil homens pelo tempo de 12 anos e ampliado depois para 16. O prefeito pretoriano pertencia à classe equestre. Além da guarda havia três coorte da cidade (urbanae cohortes) que formavam a polícia militar. Havia ainda sete coortes de bombeiros e nela podiam ingressar libertos. O palácio do imperador era guardado por bárbaros, principalmente germanos, considerados como serviçais da casa imperial.

Outra inovação de Augusto foi a formação de um segundo exército, constituído de provinciais. com regimentos de cavalaria e infantaria, de mil ou 500 homens, comandados por oficiais romanos. Após 25 anos de serviços se tornavam cidadãos romanos. Essas tropas tinham uma situação inferior. A criação da marinha permanente foi outra inovação e parte da esquadra ficava ancorada em Misseno, no sul da Itália, e outra em Ravena, no Adriático. Participavam dela escravos, libertos ou provinciais. Tinham mais a função de caça aos piratas.

A principal inovação, entretanto, foi a retirada dos assuntos militares da competência do Senado e da assembleia popular, para o imperador. Não teoricamente, mas na prática o imperador tinha o controle completo das forças armadas. Os poderes proconsulares foram conferidos a Augusto pelo Senado de ano em ano, em 7.a.C., a fim de que ele pudesse governas as províncias. Nomeava o legado, os comandantes das legiões e os prefeitos que comandavam a cavalaria.

De acordo com Rostovtzeff, somente Augusto tinha autoridade para distribuir as tropas pelas províncias, fossem militares ou civis, incluindo a construção de estradas e pontes. O pagamento era feito pelo imperador e os soldados ganhavam a metade do que recebia a guarda pretoriana. Suas pensões eram pagas por ele mesmo. Foi criado um tesouro especial (aerarium militare), e Augusto contribuía com considerável parte da sua fortuna. Mesmo assim, todas as medidas não garantiam o abastecimento total das tropas, nem sua isenção política.

Na época, os cidadãos não pagavam impostos sobre as terras que possuíam na Itália. A única taxa era de 5% sobre o valor dos escravos e mais 5% sobre a herança, criadas por Augusto em fins de seu reinado em 6 d.C. da nossa era.

Durante o século I a..C., o Estado obtinha suas rendas, principalmente, com a guerra através da pilhagens feita pelas tropas. Durante as guerras civis, o chefes revolucionários seguiam o mesmo sistema e as tropas eram sustentadas com o confisco da propriedade do adversários políticos e pelos saques das províncias.

O HOMEM MAIS RICO

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PROTESTOS CONTRA CORTE NA EDUCAÇÃO E ASSISTENTES SOCIAIS DE TARJA PRETA

“O valentão não aguenta um tranco” –  foi o que proferiu o prefeito de Nova Iorque a respeito  do capitão- presidente, ou capitão Bozó, e isso ficou demonstrado nos primeiros protestos de rua contra os cortes na educação, quando o próprio chamou os manifestantes de idiotas e inocentes úteis, sendo conduzidos como massa de manobra. No entanto, pelo seu feitio de declarações alopradas e absurdas, sua reação não foi nenhuma novidade, e ainda colocou mais lenha na fogueira.

O movimento aconteceu em todas capitais e grandes cidades do país, como em Vitória da Conquista, que conseguiu colocar nas ruas cerca de cinco mil pessoas entre professores, estudantes, trabalhadores e outras categorias. Aqui na Bahia, as universidades estaduais estão também passando por apertos e reduções em seus orçamentos. Em Conquista, o movimento tomou as principais ruas e praças do centro, com cartazes, como os que diziam que educação não é mercadorias, e que gasto na educação é investimento.

Enquanto isso, ontem (dia 15/05), a Câmara de Vereadores em sessão mista prestou uma homenagem ao Dia do Assistente Social, e a classe entrou no recinto do plenário com tarja preta na boca em defesa dos direitos humanos e contra os atos de racismo no país. Os assistentes sociais também deixaram claro que querem mais respeito e consideração, com mais políticas públicas voltadas para á área social.

Ainda na Câmara de Conquista, que empossou o novo vereador Edvaldo Santos Ferreira Júnior, suplente de Gilmar Ferraz, que pediu licença para assumir a Secretaria de Agricultura do Município, a parlamentar Nildma Ribeiro elogiou o trabalho desenvolvido pelos assistentes sociais e bradou contra a matança de negros e pobres. Na ocasião, também se posicionou contra a retirada de conquistas adquiridas ao longo dos anos pelas minorias, como as dos LGBTs.

Posse do novo vereador Edvaldo Ferreira Junior

CONTRADITÓRIO

Ao criticar estudantes que, segundo o capitão Bozó, não sabem a fórmula da água e são atrasados, como proceder com o corte de verbas na educação, afetando pesquisas e bolsas de especialização nas universidades? Não se trata de um ato insano e contraditório? Se o nível do ensino é baixo, então a educação necessita de mais dinheiro e prioridade, e não de cortes e contingenciamentos como alardeiam a turma do seu governo e aliados.

São absurdos encima de absurdos, e ainda coloca a culpa de tudo nos governos do PT. A sua maior ideologia é a do atraso de extrema-direita, fazendo tudo como forma de vingança contra as esquerdas, quando, na verdade, é o brasileiro em geral que será alvejado com a regressão do conhecimento e do saber, inclusive na filosofia e na sociologia.

Chamar os manifestantes de bandos de militantes e massa de manobra só faz piorar as coisas e irritar mais a população, cuja maioria votou nele. Essa grande maioria, que acreditava que na presidência ele iria mudar seu comportamento e a forma de agir, deve estar agora pensando que se enganou, ou foi mais uma vez iludido.

Nas primeiras manifestações de peso, o capitão Bozó fraquejou e demonstrou que continua no mesmo tom das declarações raivosas quando exercia o cargo de deputado federal, onde destilava sua ira contra as mulheres, gays e negros, principalmente.  Como uma pessoa reconhece que a educação no país é de baixa qualidade e, ao mesmo tempo, corta verbas do setor. O correto seria priorizar o ensino em todos os níveis para que ele saia do sucateamento em que se encontra.

Os estudantes e ´professores reagiram contra seus impropérios e  terminaram colocando mais gente nas ruas por terem se sentido ofendidos com seus palavrões de idiotas e inocentes úteis. Mostrou que nunca deveria exercer o cargo de presidente da República, para o qual fora eleito com o voto de raiva somente para estraçalhar com o PT que não manda mais em nada.

O governo e seus coligados argumentam que os cortes, ou contingenciamento (seja lá o que for), foram necessários porque a arrecadação caiu, mas logo na educação?  O próprio capitão foi para o Texas (estado racista dos EUA) com o dinheiro do povo, para receber uma homenagem, contestada à presença da sua pessoa em Nova Iorque.

Ninguém falou ou propôs cortar as inúmeras mordomias e privilégios dados às castas dos políticos do Congresso Nacional, das assembleias estaduais e das câmaras de vereadores municipais. No judiciário, as mamatas continuam intocáveis, e aumentou mais ainda os reajustes dos salários dos magistrados. Os marajás do executivo permanecem mamando nas tetas da nação. Por que logo o pau baixou na educação? Esperem que vêm mais horrores por aí.

 

UMA OPERAÇÃO URBANA PARA INSERIR CONQUISTA NO CIRCUITO TURÍSTICO (I)

O ex-prefeito Raul Ferraz, com sua experiência como executivo e político por muitos anos, nos manda um valioso trabalho apresentado à Prefeitura Municipal,  para a devida avaliação, principalmente agora que está se estudando um novo plano diretor e um ordenamento para a cidade de Vitória da Conquista. São sugestões que merecem ser escutadas e aproveitadas visando inserir Conquista no cenário turístico nacional, especialmente com a inauguração do novo aeroporto Glauber Rocha, mas tudo depende de uma decisão política. Por ser extenso, o estudo Operações Urbanas Consorciadas será publicado em três etapas. Acompanhe.

Raul Ferraz destacou ser  importante a implantação do Turismo em Conquista. “Não apenas para que a cidade fique mais bonita e atraente, mas para resolver o drama de tanta gente desempregada. O Turismo é a atividade que mais cria empregos no mundo moderno.  A opinião de cada conquistense é importante para melhorar essa proposta e transformá-la em uma reivindicação coletiva”. 

“Lei municipal específica, baseada no plano diretor poderá delimitar área para aplicação de OPERAÇÕES CONSORCIADAS”. Eis aí o que diz o caput do artigo 32 do Estatuto da Cidade – Lei nº 10.257/ 2001.Logo no seu § 1º a Lei esclarece o que é uma OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA. E diz:

  • 1º – Considera-se operação urbana consorciada o conjunto de intervenções e medidas coordenadas pelo poder público municipal, com a participação dos proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados com o objetivo de alcançar em uma área transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e a valorização ambiental.

As Operações Urbanas Consorciadas são um instrumento de política urbana desenvolvido dentro do regime de parcerias e de altíssimo significado para a administração pública.

Quando se associam o Poder público e o setor privado é possível alcançar fins públicos com resultados benéficos para todos.

Da Lei específica que aprovar a operação urbana consorciada constará o plano da operação, nele incluindo o seu conteúdo mínimo. E, evidentemente, dele há de constar também a finalidade da operação.

Mas, antes mesmo de começar o processo legislativo a que será submetido, o projeto deve contemplar todas as linhas mestras que deverão compor a Operação Consorciada.

É propósito deste trabalho delinear a área a ser atingida e os objetivos a serem alcançados pela Operação Urbana.

Primeiro devemos ressaltar a sua grandiosidade. Não é um projeto qualquer. Trata-se de um empreendimento ambicioso que só pode ser enfrentado por uma cidade como Vitória da Conquista, acostumada a grandes desafios. A grande dificuldade não são os custos, pois estes serão diluídos.

Dificuldade maior será a formação, ou contratação de equipes capazes de elaborar um projeto dessa natureza e com o poder de convencimento das partes envolvidas. Vale como sugestão um CONCURSO de projetos, com prêmio ou prêmios predeterminados. O projeto vencedor deverá ser escolhido em Audiência Pública, com amplos e exaustivos debates.

A intervenção aqui proposta tem como objetivo maior colocar Conquista no circuito turístico nacional. E uma vez posta em prática, outras intervenções urbanísticas destinadas a valorizar o turismo, não mais dependerão de OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS, podendo ser resolvidas, diretamente, pelos próprios órgãos municipais, e com seus próprios recursos. 

Fotos do jornalista Jeremias Macário

DESCRIÇÃO DA ÁREA A SER ATINGIDA:

1 – Centro Histórico de Conquista, cuja recuperação vem sedo reivindicada há muito tempo. A área a ser delimitada para essa intervenção urbanística abrange a Alameda Ramiro Santos, a Rua Francisco Santos, a Travessa Adriano Bernardes, o início da Rua Monsenhor Olímpio, Travessa da Bandeira, a Rua Sete de Setembro e a Rua Ernesto Dantas. Além da Praça Nove de Novembro, que serve de convergência para todas essas vias públicas.

É por ali, perto da parte alta da Rua Ernesto Dantas, que começa a parte histórica da cidade. E é inegável que um dos grandes projetos para Conquista nos dias de hoje é a recuperação, ou requalificação daquela enorme área comercial, hoje defasada e que perde espaço para os novos centros que vão surgindo. :: LEIA MAIS »

OS INIMIGOS DA CULTURA

Como na ditadura civil-militar de 1964, estamos agora a acompanhar o amordaçamento da cultura, do livre pensar e do avanço das pesquisas no país, sobretudo através do corte de recursos na educação das universidades e institutos federais de tecnologia. Isso constitui a volta dos inimigos da cultura, especialmente na área de humanas quando o governo federal do capitão-presidente despreza os ensinos de filosofia e sociologia nas escolas.

A diferença é que tudo hoje está sendo feito às claras ainda num regime que se diz democrático, sem quase nenhuma reação dos agentes do conhecimento, como professores e estudantes, mas também dos brasileiros em geral que não se sentem indignados. As medidas, chamadas de contingenciamento, provocaram algumas manifestações isoladas, e o povo cada vez mais vai sendo tratado como manada.

PROFUNDO SONO

Com a decadência na área educacional que vem se deteriorando há quase um século pelos governantes que não querem uma nação instruída, o país caiu num profundo sono, principalmente por parte dos intelectuais e dos artistas que preferiram, comodamente, o silêncio.

Mesmo com a liberdade de expressão ainda nas mãos, os artistas que ainda detém certo nível de conteúdo em seus trabalhos, por exemplo,  recolheram-se em seus ninhos como se nada de grave estivesse acontecendo no Brasil.

Observei este fenômeno no recente Festival da Música, na pequena cidade de Nova Redenção, na Chapada Diamantina, do qual participei em parceria com um músico local. Das 24 apresentações, apenas uma ou duas letras abordaram a questão política e social do país.

O fato desse silêncio acontece nas esferas mais altas. Enquanto isso, os inimigos da cultura aproveitam a crise financeira e de identidade do brasileiro para mutilar ainda mais a cultura que já vive numa terra arrasada de lixo em praticamente todas as linguagens artísticas. A grande maioria das obras lançadas é medíocre e descartável, tanto na literatura como na música e no teatro, principalmente.

O “INSITAR” DO SR, MINISTRO

Diz o ditado que o povo tem o governo que merece, e é dele que aparecem dois ministros da Educação que nem sabem falar e escrever o português corretamente. O único princípio é acabar com uma ideologia de esquerda e impor outra de extrema, com sede vingativa de puro extermínio, sem olhar as consequências futuras para estas gerações de jovens e as novas que vêm por aí.

Como se não bastasse o primeiro ministro que se enrolou em suas atrapalhadas declarações, o seu substituto continuou na “arte” de lançar pedradas a torto e a direito, não somente na nossa língua mater. Sem o saber e sem o pão, o povo submisso como gado nem está aí para defender e lutar por uma educação e uma cultura de qualidades.

Recentemente, o próprio ministro da Educação, ao mandar um de seus recados a seus opositores de esquerda pelas redes sociais, escreveu a palavra incitar com “s”, ao invés do “c”. É uma vergonha, sr. Ministro! Deveria antes ter consultado o dicionário, ou aos seus “assessores”, para não cometer o “assassinato” contra a nossa língua.

A palavra incitar, sr, ministro, vem do latim “incitare”, e significa mover, instigar – incitar operários à greve, estimular, desafiar, provocar – andam… os belicosos mouros … os fortes portugueses incitando (Luis de Camões) – incitar cães, enfurecer-se, irritar-se.

É triste, mas a verdade é que estamos atravessando uma longa era de trevas na cultura. Com o deslumbre das novas tecnologias, ninguém quer mais saber de ler, de estudar, de pesquisar e de pensar. Na ignorância, passamos o tempo comendo lixo e mais lixo, e é dessa falta de conhecimento e instrução que se aproveitam os inimigos da cultura para deixar o povo ainda mais anestesiado.

Os malucos querem mesmo é que todo mundo ande armado nas ruas, como se estivéssemos no faroeste americano do bang-bang. Para o capitão Bozó e sua turma, a segurança se resume em todos andarem com armas na cintura, a polícia ter a ordem de abater e o fazendeiro o direito de matar. Não existem planos e projetos, a não ser acabar de vez com a cultura e o saber.

AUGUSTO, O IMPERADOR ROMANO QUE CONTROLOU O SENADO E O EXÉRCITO

Depois da guerra civil no triunvirato de Júlio César, Pompeu e Crasso, o sobrinho, ou filho de César divinizado, Otaviano Augusto, mesmo tendo recusado os poderes extraordinários, controlou o Senado, o exército, as províncias, restaurou o reino e fortaleceu como absoluto o império romano, introduzindo inovações e deixando um grande legado para seus sucessores. Governou como rei por mais de 40 anos e restabeleceu a paz.

Enfrentou a ambição de Marco Antônio e, pela sua obra, foi chamado de imperator Caesar Divi Filius (o imperador filho do divino César). A princípio, ignorou o desejo que o corpo de cidadãos tinha de manter sua posição privilegiada no império, e a alta posição atingida pelas duas classes dominantes da comunidade, os senadores e os cavaleiros (homens de negócios), conforme descreve o historiador M. Rostovtzeff, no livro “História de Roma”.

No período de 40 e 30 a.C., as camadas mais altas não desejavam abrir mão de suas posições privilegiadas e serem colocadas em pé de igualdade com a população das províncias. Falava mais alto o orgulho nacional da Itália. Otaviano derrotou Antônio compreendendo este sentimento e se comprometeu manter o predomínio político da Itália.

Sangue novo e restauração

O Estado romano necessitava de sangue novo e de restauração, mas não um novo Estado sobre as ruínas do antigo. Roma não estava morta, e ele tinha a missão de renovar sua antiga glória, mantendo sua posição privilegiada. Os primeiros dois anos que se seguiram ao término da guerra civil foram dedicados por Otaviano à aprovação de medidas.

Agora ele era o chefe do Estado romano, sem contestação para administrá-lo. Suas primeiras providências foram restabelecer as fileiras mais altas da sociedade e o corpo de cidadãos, bem como, restaurar a própria cidade. Em 29 a.C. reexaminou a relação dos senadores e expulsou 190 membros, em parte admitidos por César, mas que não pertenciam à classe senatorial. O Senado voltou a representar a mais alta nobreza romana.

Um ano antes, Augusto tomou uma série de medidas para purificar o quadro de cidadãos e assegurar a predominância de romanos e italianos. Incentivou que todos os cidadãos casassem e tivessem famílias, e que o sangue fosse puramente italiano. Foi proibido o casamento com libertos e   adotadas medidas para evitar a contaminação das classes superiores. Os senadores foram proibidos de se casarem com escravas libertas. Em 28 a.C. Otaviano iniciou sua tarefa de restaurar a capital. Não abandonou os poderes extraordinários de que gozava como chefe militar, em virtude do seu juramento de fidelidade.

Era hábito em Roma acrescentar Otavianus ao nome de Caio Júlio César. Preferia o título honorífico de imperator, conferido pelo exército, puramente militar. O nome Otaviano foi aceito para distingui-lo dos outros. Nas províncias, esse título ligou-se à ideia de natureza universal e ilimitada de seu poder. Ele pertencia à família dos Otávios.

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CRATERAS NAS ESTRADAS DA CHAPADA

Quem sai de Vitória da Conquista em direção a Andaraí, cortando a Chapada Diamantina para pegar a BR-242, passando por Tanhaçu, Ituaçu, Barra da Estiva e Mucugê, tem o prazer e o privilégio de curtir belas paisagens, lavouras de horticulturas, café, os morangos e um clima ameno, mas, ultimamente, passa tormento e se irrita com as crateras abertas nas estradas. Elas são um teste para cardíacos e provas de resistência física.

A viagem que exige muita paciência, preparo psicológico e muita atenção para evitar acidentes e não ter o veículo quebrado, começa logo depois de Anagé pela BA-142 e continua depois de Mucugê, principalmente na subida para Andaraí. Diria que é cruel como comentei com uns amigos artistas que também enfrentaram as buraqueiras para chegar à Nova Redenção onde foi realizado semana passada o Festival de Música.

As queixas e os protestos foram gerais, e muitos resolveram retornar por outro roteiro, mesmo percorrendo distâncias bem maiores. Decepção maior teve quem veio de cidades do norte de Minas Gerais que ficou horrorizado com o que viu. Se é sofrido para quem mora naquela região  e é obrigado a transitar todos os dias entre estas cidades, para pessoas de fora, a situação é mais que vergonhosa para o Governo do Estado que gasta milhões em propagandas e não conserta as estradas.

O pior é que se trata de um trecho turístico de cerca de 200 quilômetros em estado lamentável a partir da entrada para Tanhaçu, logo depois de Anagé, até boa parte depois de Mucugê. Dizer que está intransitável é pouco porque tem locais que são verdadeiras “panelas”, e os motoristas têm que fazer ziguezagues para se livrarem das enormes crateras lunares.

A parte mais crítica começa a partir do povoado de Suçuarana, em Tanhaçu, e vai até Ituaçu. De lá até o entroncamento de Ibicoara, o motorista tem que continuar atento porque se acelerar um pouco,  volta e meia se depara diante das crateras. É uma viagem cansativa e perigosa de cerca quatro horas, num trajeto que poderia ser feito em pouco mais de duas horas.

Além das buraqueiras, existem trechos em que o mato, o capim alto e árvores invadiram as pistas e a sinalização sumiu no matagal. Próximo a Andaraí, e de lá para chegar até a BR-42 (Bahia-Brasília), as árvores estão baixas, podres e quase sempre estão caindo na pista. Esse quadro já perdura há quase um ano, e o Governo do Estado não toma nenhuma providência, nem para fazer uma simples operação de tapa-buracos.

Os donos de vans do transporte alternativo que fazem linha para Vitória da Conquista têm que sair bem mais cedo de suas cidades para chegar nos horários marcados pelos passageiros que têm seus compromissos marcados, principalmente de exames médicos. Eles lamentam os prejuízos devido ao constante desgaste em seus veículos. Outro problema são os animais nas pistas. O cidadão paga impostos, IPVA caro, é multado se os domumentos não estiverem regulares, mas o direito de boas estradas os gatos e os ratos comeram.





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