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OS PONTOS MAIS FEIOS DE CONQUISTA QUE DEIXAM MÁ IMPRESSÃO DA NOSSA CIDADE

Tem gente que tem raiva da mídia e de seus jornalistas quando estampam matérias mostrando a realidade de abandono, falta de manutenção, sujeira e destruição de logradouros, ruas, avenidas, praças e equipamentos importantes da cidade. Os políticos no poder, mesmo aqueles que se dizem democráticos, ficam irados e até ameaçam a vida de chefes e redatores da imprensa, revivendo os tempos dos coronéis.

Digo isso porque senti na pele, tempos atrás, a reação e o ódio daqueles que sempre acharam que você é contra a cidade e nela não merece viver quando faz reportagens críticas mostrando pontos negativos. Não aceitam o papel da imprensa e ai só querem condenar os responsáveis, se bem que não concordo com oposição ao poder constituído meramente por questões pessoais.

AS QUATRO MARMOTAS

Sem mais nariz de cera, me arrisco, mais uma vez, visto que já estou acostumado a apanhar, a ressaltar aqui os pontos atuais mais críticos e feios de Vitória da Conquista que devem ser evitados pelos moradores e não se recomenda que sejam mostrados a visitantes. Pena que seja nesta Conquista, capital do sudoeste, que já foi conhecida como a cidade das flores, da cultura e decantada como a suíça do sertão baiano pelo seu clima no inverno.

O Atacadão da Ceasa, da Avenida Juracy Magalhães, a Feira da Ceasa, no centro, o Terminal de Ônibus da Lauro de Freitas, apelidado como “Cabeça de Porco” e a Lagoa das Bateias são quatro marmotas da cidade, se bem que existem outros locais que precisam ser cuidados com urgência para não desfigurar mais ainda nossa polis, como a Praça Barão do Rio Branco e adjacências, ultimamente poluída por carros, propagandas de todo tipo e invadida por camelôs e vendedores de frutas.

Temos ainda o aeroporto que é uma vergonha para quem chega e sai, sem contar o caótico trânsito que necessita de um grande projeto de mobilidade urbana. A área cultural em todas suas linguagens artísticas pede socorro e carece de ser reativada. Conquista é uma das cidades que mais cresce no Norte e Nordeste e merece ser tratada como média a grande porte, não como uma pequena. Temos ainda a questão da água que não foi resolvida, enquanto não for construída a barragem do Catolé. Saímos do racionamento graças as chuvas de São Pedro, mas a cidade não pode ficar dependente da providência divina.

Vamos começar falando da Ceasa Atacado, da Juracy Magalhães, que já deveria ter sido interditada pela Vigilância Sanitária e pelo Ministério Público se vivêssemos num país sério que respeitasse e colocasse em primeiro lugar a higiene e a saúde de seus cidadãos.

Se já não esteve lá, não aconselho que vá, nem leve ninguém, principalmente de fora para visitá-lo. É um dos pontos feios da cidade onde impera a sujeira por todo lugar com verduras e frutas expostas ao chão, boxes inacabados e outros em estado lamentável, espaços apertados sem iluminação e ventilação e banheiros precários.

Há muitos anos, comerciantes e o poder municipal discutem maneiras de reformar e ampliar o Centro de Abastecimento, mas nunca se chega a um acordo sobre as responsabilidades de renovação de suas instalações. O local não oferece condições de funcionamento e pode ocorre um acidente tipo daquelas tragédias anunciadas que sempre acontecem em nosso país.

A Feira da Ceasa é outro local carente de requalificação e ordenamento do seu comércio para dar melhor comodidade ao feirante e ao consumidor. Os boxes e seus balcões de refrigeração de vendas de carnes e derivados em geral não estão mais dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura quando foram implantados há mais de 15 anos.

Os corredores estão sempre sujos com um lodo escuro onde cachorros e outros animais transitam procurando restos de comida e carcaças de ossos em seus vãos. Em frente dos galpões fica difícil transitar por causa do grande número de pequenas bancas de verduras e frutas que tomaram todos os espaços.

Dentre os pontos mais desgastados e que não atendem mais a demanda de uma cidade de mais de 300 mil habitantes, que sempre está crescendo, talvez o Terminal de Ônibus da Laura de Feitas, chamado por muitos de “Cabeça de Porco”, seja o mais horrível em termos de falta de espaço para circulação de ônibus e veículos pequenos, sem contar a poluição das descargas dos automóveis.

Em épocas de eleições, fala-se muito em melhorias da área, mas não há como fazer isso num logradouro que não tem mais espaço para obras de ampliação, a não ser algumas pinturas e serviços de consertos que não vão devolver ao local às reais necessidades da população. Sempre insisto que a saída é implantar outra estação próxima do centro e urbanizar aquele terminal, humanizando mais o espaço, em benefício dos usuários e comerciantes. No mais, é jogar dinheiro do povo fora com maquiagens.

Outro local em total degradação que poderia ser hoje um dos mais visitados da cidade por todas as idades, para lazer e entretenimento, é o Parque da Lagoa das Bateias, construído há seis anos no governo do prefeito José Raimundo. Muitos equipamentos estão quebrados e quase ninguém frequenta o lugar.

É uma área bonita e que tinha tudo para ser aprazível, mas encontra-se poluída pelos esgotos que nela cai de várias partes urbanas do lado oeste da cidade, formando um bolsão de sujeiras propício para criação dos mosquitos da dengue. O mau cheiro é insuportável e poucos animais frequentam a Lagoa.

São os pontos mais críticos que carecem, urgentemente, de projetos de requalificação para que Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, não passe tanta vergonha ao receber visitantes, e restitua aos seus moradores a beleza característica dela como portal do sertão e passagem para todas regiões do país.

 

 

O MEIO AMBIENTE AGRADECE

A greve dos caminhoneiros revelou absurdos, caos no abastecimento de produtos em geral, o mau caráter de milhares de brasileiros, tanto de consumidores como de comerciantes, desvios de personalidades, perigosas tendências ideológicas para a ditadura, mas teve muitos pontos positivos, e um deles foi o alívio que se deu para o meio ambiente, retirando do ar grandes quantidades de poluentes de fuligens e gás carbônico.

Nisso tudo, depois de tantos transtornos, a natureza agradece pela menor circulação de carros nas estradas e nos centros urbanos. O movimento serviu para alertar a todos que a corrente maluca, fascista e reacionária que prega uma intervenção militar no país, não é mais tão insignificante e sem importância como era vista por muitos há dois ou três anos.

Há mais de cinco anos venho dizendo que a extrema direita era perigosa, mas sempre fui contestado de que não existia clima para isso. E agora, existe? Muitos generais já começam a ficar impacientes. Serviu também para atestar que o mercado governa o Estado, e não o inverso. Estamos sendo fritados num frigideira capitalista.

Apesar de muitos gestos de solidariedade, serviu ainda para mostrar o grau elevado de egoísmo e individualismo dos gananciosos avarentos, tão perniciosos quantos os políticos corruptos. Serviu para confirmar os erros do passado, desde o governo de Washington Luiz, na década de 20, quando se deu prioridade ao sistema rodoviário, intensificado mais ainda no mandato JK. Na época, Juscelino abriu mais estradas para favorecer a Fábrica Nacional de Motores, conhecida como “Fênêmê”, ou Fome, Necessidade e Miséria, para que seus caminhões pudessem rodar e transportar as mercadorias.

As medidas de retirada da CIDE e redução de 46 centavos do óleo diesel não vão resolver o problema, e não passam de ações paliativas, tendo em vista que vai persistir a loucura da política de preços dos combustíveis, embutidos com a variação do dólar e a cotação do petróleo no mercado internacional. A ira vai continuar e pode enveredar para uma convulsão social.

Com a intenção do governo morto de cortar gastos nas já debilitadas áreas da educação e da saúde, para compensar o pequeno subsídio dado ao diesel, vai afundar mais ainda o Brasil e aprofundar a desigualdade social obscena. Nada de cortes nas mordomias e privilégios nas castas roedoras dos nossos recursos, encasteladas nos poderes executivo, legislativo e judiciário. A tudo eles assistem de suas torres reais como se fossem intocáveis.

Até 1988 o governo federal ficava com 24 reais dos 100 ganhos por cada brasileiro. Nos tempos atuais leva entre 34 a 36 reais. A média de aposentadoria do trabalhador comum gira em torno de mil e setecentos reais por mês. Um funcionário do executivo se aposenta com uma média de sete mil reais. No legislativo essa média sobe para 16 mil reais. Para aonde vai tanto dinheiro pago pelo contribuinte? Nem precisa dizer.

Voltando para o meio ambiente, que agradece a greve dos caminhoneiros, o aumento de 34% no número de viagens de bicicletas compartilhadas no período demonstra seu lado positivo. Nas capitais de São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife e Rio de Janeiro ocorreram 118 mil viagens contra 88 mil na semana anterior às manifestações. Muitos animais que servem de alimentos para os humanos morreram de fome antes do tempo, mas outros milhares ganharam mais alguns dias de vida. É uma ironia!

ESTÃO BRINCANDO COM FOGO!

Uns malucos de ideias retrógradas que desconhecem por completo a história aproveitaram a greve dos caminhoneiros para pedir intervenção militar no país. Essa turma de idiotas nem imagina que não teriam voz e vez se o Brasil vivesse mesmo numa ditadura do tipo da de 1964.

Essa gente está brincando com fogo e continua achando que o regime foi bom para afastar os comunistas, e insiste em não acreditar nos fatos de tortura, mortes e desaparecimentos. Infelizmente, por falta de leitura, muitos dos nossos jovens estão entrando nessa onda estúpida.

“A Humanidade está destinada a não aprender nada da história e a repetir sempre, em todas as gerações, os mesmos erros, as mesmas injustiças e bestialidades”.  Não foi nenhum autor contemporâneo quem proferiu isso, mas o historiador grego Tucídides que viveu por volta de 450 anos antes de Cristo.

O governo federal diz que tem grupos políticos infiltrados no movimento da categoria, impedindo centenas de motoristas de pegar a estrada. Por que, então, não aponta que corrente é esta, se da direita, da extrema ou da esquerda, e qual o grupo político que está comandando esta infiltração?

Sem transparência para a sociedade, fica parecendo uma denúncia falsa e mentirosa, só para confundir e desclassificar os grevistas. Todos querem saber, com clareza, quem são esses grupos e os responsáveis. Falou-se em empresas, mas a coisa ficou muito vaga. Vamos dar nomes aos bois.

A mídia também não apurou com precisão, deixando apenas transparecer que tem pessoas forçando a barra para pedir intervenção militar. Se for essa gente, tem que ser execrada e expurgada pelo bem da coletividade.

Por falar em ditadura, passou do tempo de nos libertar do complexo de vira-lata, mencionado pelo dramaturgo Nelson Rodrigues. Ainda nos comportamos como colonos das nações que sempre nos exploraram, como a Inglaterra, com a qual nos contagiamos com seus rituais babacas de reis e rainhas.

Apesar de historiadores, pesquisadores e testemunhos já terem largamente divulgado fatos ocorridos naquela época, o brasileiro só acredita quando a narração parte de documentos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, logo eles que estavam comprometidos com as ações de repressão até o pescoço. Os norte-americanos foram os principais responsáveis pela derrubada do governo João Goulart, e colocaram a CIA para treinar torturadores dos presos políticos.

UMA OPORTUNIDADE PERDIDA PELO POVO PARA MUDAR A CARA DO BRASIL

Todos almejam mudanças para o Brasil, mas, sem sacrifícios, sem greves, paralisações, protestos e manifestações que perturbam e prejudicam vidas. Ninguém quer abrir mão do seu sagrado direito de ir e vir. E como fica o direito de greve do outro? Para ter este direito constitucional tão propalado, todos têm o dever de lutar por ele, cedendo algo de si, com sacrifícios, como apoiar os justos movimentos.

Grupos de trabalhadores e muita gente entendeu isso, mas grande parte não. É aquele velho hábito de se beneficiar sem participar. No lugar de apoiar, consumidores, donos de postos de combustíveis e comerciantes procuraram exercitar suas habilidades individuais e egoístas através dos aumentos avarentos de preços e compras em demasia para estocar produtos, como gasolina e alimentos.

Ao invés de unir, passaram a brigar entre si, cada um defendendo, exclusivamente, seu lado, isto é, seus interesses, como se não fizessem parte de uma só nação. O movimento poderia ter sido o início do estouro de uma boiada, para mandar um recado direto de que é o povo quem manda.

No lugar de lamentações, queixas e de transtornos, o povo, os sindicatos, os estudantes e demais classes econômicas perderam a oportunidade de tomar as ruas, praças e avenidas e se juntar às causas dos caminhoneiros que são, ou eram de todos nós brasileiros.

Preferimos ficar, mais uma vez, no comodismo e enganarmos a nós mesmos, Preferimos a enrolação e a demagogia do governo que, cinicamente, disse estar ao lado do povo como protetor para que não fosse prejudicado. Não sabemos quando outro cavalo selado vai passar em nossa porta para a conquista da mudança.

Essa de estar ao lado do povo, é uma tremenda mentira. Esta corja de aproveitadores oligarcas e reacionários, incluindo parte da mídia burguesa tendenciosa, é tão insensível aos reclamos dos mais desfavorecidos e afetados que demonstrou mais preocupação com a paralisação dos aeroportos do que com a área da saúde, no caso dos hospitais (falta de oxigênios, matérias diversos e medicamentos) vital para a vida humana. Foi a impressão que ficou.

CHAMA OS GENERAIS PARA RESOLVER

Agora, minha gente, toda vez que cai um esqueleto do trem fantasma nas curvas, toda vez que o mordomo de Drácula e seus vampiros se sentem ameaçados, imediatamente chama os generais com seus exércitos para socorrê-los da incompetência. O governo usa as forças armadas como panaceia para todos os males.

Estoura uma crise (caso da intervenção militar no Rio de Janeiro), chama o exército para com sua força bruta acabar com reivindicações justas e o direito sagrado da greve. Parece coisa de coronel das antigas que na hora dos apertos e ameaças botava seus capangas e jagunços para trucidar, espancar e até matar os mais fracos e continuar subjugando com mão de ferro. Isso é covardia e falta de competência para gerir crises por eles criadas.

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ÊTA GENTE HIPÓCRITA E EGOÍSTA!

Depois de ver comportamentos hipócritas e egoístas de comerciantes e consumidores com relação à greve dos caminhoneiros, mais uma vez tenho motivos e sinto-me incrédulo quanto à viabilidade de mudanças políticas, econômicas e sociais para o meu país.

Nas entrevistas em geral, as pessoas almejam mudanças diante das crises de ordem moral e ética, mas sem fazer sacrifícios, como se isso fosse possível, isto porque continuam presas ao seu individualismo de só agir em proveito próprio. Sem olhar o outro, nesta hora cada um só procura defender o seu lado egoísta.

Esta recente greve está sendo um retrato fiel da falta de consciência política da maioria do povo. Do lado dos comerciantes, os oportunistas usurários e avarentos procuraram aproveitar a ocasião para aumentar absurdamente os preços dos combustíveis e dos produtos de primeira necessidade.

Muitos se posicionaram contra as manifestações, exclusivamente porque estavam deixando de ganhar mais dinheiro e encher os bolsos, sem ao mínimo ligar que todos podem ganhar lá na frente, pressionando o governo a mudar esta voraz política de preços no caso dos combustíveis. Não têm nenhuma moral de criticar os políticos. São espelhos deles.

Da parte dos consumidores, as matérias jornalísticas mostraram também como as pessoas em geral são hipócritas e egoísticas. É a mulher que corre ao supermercado para encher o carro de mantimentos, materiais de limpeza e outros produtos, para abastecer sua casa, e na fila fica sem graça ao responder ao repórter que não pensou nos outros, mas em si mesma e da sua família.

É o fazendeiro que correu ao posto de gasolina com seus empregados e abarrotou sua caminhonete de combustíveis, dizendo que tinha que cuidar do seu negócio. Na certa, deve ter feito boa oferta em dinheiro ao dono do estabelecimento. O personagem é mais uma figura da ganância individualista, e que pouco importa pra mudança do Brasil.

Como o produtor rural, milhares disputaram corridas aos postos e até brigaram para armazenar combustíveis em vasilhames e transportá-los em seus veículos, cometendo infrações contra a lei de trânsito. O crime compensa. As tristes cenas dão real dimensão da ausência de solidariedade, na base do cada um que se vire como puder.

Nas ruas, praças e avenidas, a grande maioria criticou a greve, simplesmente porque estava atrapalhando sua vida, como se fosse possível fazer uma omelete sem quebrar os ovos. Teve uma senhora que disse concordar com mudanças para o país, mas sem greves e paralisações que incomodam a população, especialmente no caso particular dela. Durma com um barulho desse!

Para mim, esta greve, que provocou tanto impacto no abastecimento e em vários setores da economia, serviu para mostrar o quanto os brasileiros estão perdidos, alienados e tragados pelos seus egoísmos doentios, quando deveriam se unir e juntar forças solidárias para alterar os rumos dessa política de retrocesso.

Para quem quer refletir sobre os acontecimentos, a greve demonstrou que ainda somos uma nação do vale tudo, da lei do mais forte, onde os órgãos governamentais e instituições (Ministério Público, Defesa do Consumidor, OAB e outras) se escondem em seus palacetes e togas para assistir comodamente o circo do alto de suas mordomias.

Nem precisa aqui mencionar também o despreparo absoluto da parte do governo federal, no sentido de apresentar, de imediato, planos para controlar a situação de desabastecimento em atividades vitais da sociedade e medidas para atender as justas reivindicações dos caminhoneiros que, aliás, não são só deles, mas de todo o povo brasileiro.

Depois de uma semana de bate cabeça e trapalhadas, tanto do legislativo como do executivo, só apresentaram propostas temporárias e paliativas somente para o diesel. O povo vai continuar pagando caro pela gasolina e o álcool. Nisso tudo, fica o recado de que sem mudança de mentalidade do brasileiro, não são as eleições que vão mudar o Brasil.

 

APROVEITADORES, VILÕES E AVARENTOS

Todos condenam os corruptos, principalmente os políticos que meteram a mão no dinheiro público e são culpados por tirar a comida da boca de crianças pobres, negar a educação de qualidade aos jovens e provocar a morte de milhares de brasileiros nos corredores dos hospitais.

No entanto, muitos desses indivíduos não perdem tempo para tirar proveito pecuniário para si nas ocasiões de crise em meio a protestos contra a massacrante política neoliberal do governo, como o aumento sufocante nos preços dos combustíveis, praticamente diário.

Agora mesmo, na greve dos caminhoneiros, apareceram os oportunistas safados e avarentos para cobrar até R$9,00 pelo litro da gasolina. Esses caras que esconjuram os políticos corruptos se igualam a eles, ou ainda fazem o pior, porque são verdadeiros lobos travestidos de cordeiros no meio da população.

Em minha sincera opinião, se estivéssemos num país sério, não somente os postos de gasolina deveriam ser lacrados. O ato deveria ser seguido da imediata prisão dos donos dos estabelecimentos comerciais. Se o consumidor fosse mais consciente politicamente não aceitaria comprar o produto em hipótese nenhuma e se uniria aos protestos.

Infelizmente, somos todos individualistas, e nesta hora cada um só procura ver o seu lado, e o resto da sociedade que se lasque. Enchem o tanque do carro por R$9,00 e até R$10,00 o litro e ainda sai se achando de sabido e esperto. É a mesma pessoa que chega lá em frente da bomba e acha um absurdo o preço de R$4,50 o litro.

Ao invés de apoiar a greve dos caminhoneiros, esses elementos estão agindo de forma contrária. São traidores, levianos, falsos e hipócritas. Não merecem viver em coletividade e são tão iguais ou piores que os donos de postos aproveitadores que fazem carteis e estão ali só para explorar.

Diante de situações desse tipo, como acreditar que este país vai dar certo? Como ter esperanças e orgulho de ser brasileiro? Eles nem pensam que agindo dessa maneira, todos vão terminar sendo prejudicados, de uma forma ou de outra. Diante de tantos fatos insensatos, não dá para ter certeza que vamos mudar com as próximas eleições.

É por isso que eles, o mordomo de Drácula e sua turma de vampiros continuam debochando da nossa cara quando propõe apenas retirar o imposto da Cide, de cinco centavos. O outro Pedro Parente, presidente da Petrobrás, age somente como vilão capitalista que visa exclusivamente o lucro e está vendendo os ativos da estatal para as multinacionais,

O Parente não está nem ai para opinião pública e bate firme de que não vai mudar a política de preços da Petrobrás, como se fosse propriedade dele. Com seu típico cinismo, diz apenas que pode baixar o preço do diesel por apenas 15 dias. Todos dão às costas para o povo e não apresentam nenhuma solução sólida e definitiva.

Os políticos do Congresso nos fazem de bestas e otários, apresentando medidas paliativas que não passam de embromação. Pergunta se eles querem cortar suas mordomias e privilégios de verbas indenizatórias, para aliviar o déficit público? Não muda porque, cá entre nós, tem gente do mesmo quilate degradante deles.

 

O NORDESTE DOS DADOS NEGATIVOS QUE DEIXARAM DE SER NOVIDADES NA MÍDIA

Desde menino nordestino, sempre soube que o Nordeste é o patinho feio do Brasil, o bicho do pé na distribuição dos recursos e da renda, com seus altos índices de desigualdade social e atrasos em vários setores em relação às outras regiões do Sul e Sudeste. Agora acabei de ler numa manchete de jornal que o “Nordeste tem o maior número de analfabetos”. O título, infelizmente, não traz nenhuma novidade jornalística,

A reportagem fala dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do IBGE, feita no ano passado e que trata do analfabetismo no Brasil que teve uma redução, mas não satisfatória para uma erradicação desse mal perturbador até o ano de 20024, conforme prevê o Plano Nacional de Educação.

Os estudos concluíram que o Brasil tem hoje 11,5 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever. Dos seus habitantes, o Nordeste, o primo pobre que sempre foi relegado e abandonado, 14% são analfabetos, contra 8% do Norte, 5,2% do Centro-Oeste e 3,5% do Sul e Sudeste.

Quando estava na ativa como jornalista no jornal “A Tarde” acompanhava como repórter de economia a atuação da Sudene que foi criada pelo saudoso economista Celso Furtado, com o precípuo objetivo de reduzir as desigualdades regionais. Com o tempo, a Sudene foi dilapidada e esvaziada. e a proposta não passou de promessa rala nas pautas dos governantes.

Estão ai os motivos do Nordeste, desde os tempos coloniais, carregar consigo os priores índices nas áreas da educação, da saúde, do saneamento básico, da segurança e de outros setores na vida de sua população. A verdade é que o Nordeste ainda é o mais atrasado e discriminado pelas outras regiões. É por assim dizer, vítima de “bullying” para os sulinos.

É este o Nordeste árido e seco explorado e escravizado pelos coronéis senhores dos engenhos da cana, por São Paulo em suas construções e plantações, pelos políticos donos do poder e pelos falsos profetas das religiões e das crendices que sempre teve e ainda tem os maiores nomes da música, da literatura, dos cantadores repentistas, dos poetas cordelistas, contadores de causos e da nossa história de vida alegre nas venturas, e triste na dor da pobreza. Mesmo assim, é o Nordeste ainda ignorante e analfabeto.

É o Nordeste que por desleixo e falta de investimentos pode virar deserto e carvão, mas nele abriga um oásis da cultura e da sabedoria popular nos seus rituais e danças folclóricas do maracatu, dos frevos, do samba, do bumba meu boi e dos reisados. É o Nordeste de Câmara Cascudo, de Patativa, Catulo da Paixão Cearense, de Luiz Gonzaga, Zé Dantas e Umberto Teixeira

É o Nordeste por onde passa o Velho Chico que por muitos séculos abrigou e sustentou seus filhos ribeirinhos, mas que hoje virou um velho ancião à beira da morte e, com sua voz sussurrada, clama por revitalização das suas margens ciliares decapitadas pelos próprios homens. É o Nordeste ensolarado de belas paisagens e rico em recursos naturais.

É o Nordeste de Ariano Suassuna, Manoel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Gilberto Freyre, José Lins do Rego, José de Alencar, Jorge Amado, Ruy Barbosa, Graciliano Ramos, Gil, Caetano, Fagner, Alceu Valença, Glauber, Elomar, Ubaldo e de tantos outros, cujos nomes dariam um monte de rosários para serem dedilhados por anos e anos.

Mas, voltando à pesquisa, constatou-se que no Brasil, o maior problema com relação ao atraso escolar está com as crianças mais velhas e os adolescentes. No ano passado, 95,5% das crianças de seis a dez anos estavam nos anos iniciais do ensino Fundamental, enquanto 85,6%, entre 11 a 14 anos, frequentavam os anos finais.

Nesta faixa etária, 1,3 milhão estavam atrasados e 113 mil fora das escolas. Outro dado é que a taxa de analfabetismo dos idosos no Nordeste, sempre ele, é de 38%, contra 10% do Sudeste, praticamente quatro vezes mais. É este o Nordeste, pobre e rico, com sua gente simples e forte, cheio de esperanças roubadas pelos políticos traidores.

 

LIVROS, TARIFAS E CRUELDADE FRANCESA

Um estudo feito no ano passado pelo Instituto Pro-Livro “Retratos da Leitura Brasil” constatou que aumentou o número de leitores no Brasil, mas professores contestam a pesquisa. Também tenho minhas dúvidas. Na prática não percebo este avanço, principalmente por parte dos jovens.

O Instituto considera leitor aquele que leu, inteiro ou em partes, um livro nos últimos três meses, índice representado na análise por 104,7 milhões de brasileiros (56% da população acima dos cinco anos de idade). Na edição de 2011este número era de 50%. Com relação ao gênero, as mulheres ocupam 52% da população leitora, com destaque na faixa etária de 30 a 39 anos.

O curioso é que a população com ensino superior é ainda menor do que aquela com apenas o ensino Fundamental II completo. Apesar da média de leitura, os brasileiros não compram muitos livros. As pessoas realizam leituras em livrarias ou de textos exigidos no trabalho e material didático escolar. Só 30% declararam nunca ter comprado um livro na vida.

O gênero bíblico supera o romance, vindo em seguida, o conteúdo histórico, cultural e de caráter técnico. Com relação ao número de gente com acesso à internet, houve um crescimento de 81 milhões para 127 milhões. Maior público leitor tem de 18 a 24 anos. Notícias e informação são os conteúdos mais lidos no mundo virtual, seguidos de estudos e pesquisas para trabalhos escolares. Livros digitais só são acessados por 15% dos entrevistados.

Para professores, a escola está descontextualizada. Dizem que o aluno chega à sala de aula nivelado por baixo devido à banalização da cultura promovida pela mídia. O estudante está acomodado com a linguagem fácil e imediata, enquanto o livro é considerado cansativo e difícil de ser diluído – observa um professor. A pesquisa deveria identificar o que as pessoas leem. Quantidade não é qualidade. Existe muita literatura ruim.

TARIFAS: LEIS INÚTEIS

Para que serve a lei 166/2017 que obriga as empresas concessionárias de gás, água, telefonia e energia elétrica disponibilizarem em seus sites uma tabela com o valor das tarifas e dos aumentos concedidos nos últimos anos? Muda alguma coisa em termos de redução de preços cobrados dos consumidores?  Trata-se de mais uma enrolação política para enganar o povo.

Para consolo, a proposta aprovada pelo Senado permite o usuário descobrir o valor da tarifa cobrada pela prestadora, de modo a possibilitar a comparação com o preço por fornecedores que ofertem os mesmos serviços. O texto explica que a lei proporcionará ganhos no que se refere à transparência das concessionárias, enquanto elas esfolam os consumidores.

CRUELDADE FRANCESA

Refugiados que têm seus barcos interceptados pela guarda costeira da Líbia são reenviados ao continente africano, onde sofrem, com a ajuda da França e da Itália, todo tipo de tortura e extorsão, sendo vendidos como escravos. A Europa faz de tudo para impedir o desembarque dos refugiados que fogem das guerras e da pobreza da África e do Oriente Médio em seu território. Não é uma crueldade? A denúncia é da organização Médicos sem Fronteiras da França.

Cenas de barbárie veiculadas pela TV norte-americana CNN mostram que a Líbia foi transformada numa armadilha para os que esperam encontrar trabalho no país ou atravessar para a Europa. Diz a denúncia que o próprio presidente francês Emmanuel Macron apoia a guarda costeira da Líbia.

Durante mais de 400 anos, em nome do cristianismo, a Europa explorou a América, a África e o Oriente Médio, cometendo atrocidades, escravidão e genocídio, sem contar a exploração econômica das riquezas naturais. Nos períodos de crise exportou para eles seus excedentes populacionais que sempre foram bem recebidos. Nas guerras sempre contaram com tropas coloniais para defender seus territórios.

Os países ricos adotam a política de discriminação erguendo muros em suas fronteiras. Não concordo que o Brasil faça o mesmo, mas como abrigar refugiados de outras nações aqui, como da Venezuela e da Síria, se o país não cuida da sua própria casa? Como receber outros se em sua casa mora a fome, sem contar os 13 milhões de desempregados? Não se trata de xenofobia, mas de coerência.

INTERVENÇÃO, VELOCIDADE E REFORMA TRABALHISTA SÓ PARA OS MAIS FRACOS

O exército brasileiro virou polícia, e o sistema polícia militar entrou em falência. Só a repressão não resolve, mas eles fazem de conta que sim. Nos três meses da intervenção das forças armadas no Rio de Janeiro foram registrados 2.309 tiroteios ou disparos de armas de fogo na região metropolitana, com um aumento de 25,3% em relação aos três meses anteriores (1.842 casos).

Cadê o planejamento do general comandante Braga Neto? Agora os interventores estão alardeando que com a grana do governo federal (na realidade nossa), tudo vai entrar nos eixos. No período em referência, o número de mortos foi de 393, e o de feridos, 302, contra 390 e 377, respectivamente nos meses anteriores. Os dados foram divulgados “Fogo Cruzado”.

De 16 de fevereiro a 15 de maio, a maior parte dos tiroteios, 1.387, se concentrou no município do Rio de Janeiro. Os bairros da região metropolitana que tiveram mais registros foram Praça Seca, Cidade de Deus, Rocinha, Complexo do Alemão e Vila Kennedy. Esta última recebeu uma série de operações das forças armadas e estava nos “planos” de ser exemplo de trabalhos para outras comunidades.

Os tiroteios em áreas de Unidades de Polícia Pacificadora somaram 538 no período, com 44 mortos, sendo as mais violentas Cidade de Deus, Rocinha, Alemão, Vila Kennedy e Complexo de São Carlos. Depois do Rio, os municípios com mais violência foram São Gonçalo, Belford Roxo, Niterói e Nova Iguaçu, conforme o levantamento.

Como o assunto se liga com a ditadura civil-militar, o escritor Veríssimo comentava ontem em sua coluna que “ninguém se incomoda que fomos um Estado assassino”. Para ele, a falta de memória justifica a ignorância de muitos sobre os anos da ditadura, “mas a culpa disso é do silêncio dos militares sobre o passado e seus crimes. Nunca se ouviu: Desculpe gente”.

VELOCIDADE: UMA ARAPUCA

Um observador da capital comentou num veículo de comunicação que a velocidade obrigatória para motoristas no Vale de Nazaré, saindo do Túnel Américo Simas, é uma diferente da que se inicia na Avenida Mário Leal Ferreira, mais conhecida como Bonocô.  Em sua opinião, da qual concordo, uma arapuca que muita gente cai.

Aqui em Vitória da Conquista temos um exemplo típico na Avenida Luis Eduardo Magalhães, e olha que é só numa área. Quem vem da Olívia Fores para a Juracy Magalhães começa com 50 quilômetros e logo depois passa para 60 e volta para 50. No sentido inverso, transita-se com 60 e depois 50 quilômetros por hora. Além de ser arapuca, fica difícil controlar.

Não sou nenhum velocista do tipo Fórmula I, mas isso de controle de velocidade no Brasil é mais uma forma simplista que os órgãos governamentais encontram para resolver problemas que deveriam ser solucionados com educação, que neste país é uma lástima, sem contar ser mais um jeito de arrecadar dinheiro do povo.

É um absurdo ter trechos com 20, outros com 40, 50 e 80 quilômetros em vias. Se o motorista ultrapassar cinco ou dez quilômetros a mais, é multado. São máquinas de fazer dinheiro que depois é desviado para outras contas. Por que fazem carros com capacidade de 200 e até 300 quilômetros por hora? Por que não coloca neles os dizeres “Carroças”. Na Alemanha existem vias de alta qualidade onde não há proibição de velocidade, e quase não ocorrem acidentes.

SOMENTE PARA OS MAIS FRACOS

A reforma trabalhista escravocrata introduzida no país desde novembro do ano passado pelo mordomo de Drácula e sua turma, além de ser mais uma exploração do capitalismo predador patronal, só está sendo aplicada para as categorias mais fracas, isto é, que têm sindicatos sem representatividade, ou nem têm. A maioria dos trabalhadores está mesmo é se ferrando, e se sujeitam a qualquer preço e medida porque não têm outra saída, a não ser o desemprego.

Um exemplo está na greve dos Rodoviários de Salvador, cujo Sindicato não aceita corte dos direitos dos trabalhadores, como no caso do reajuste salarial e da redução nos valores do ticket refeição. Em São Paulo e outros estados do sul, os metalúrgicos ameaçam greves se as empresas automobilísticas retirarem direitos adquiridos. No Brasil pobre, a própria classe operária é dividida entre os fortes e os fracos. Uns são bem dotados e outros padecem nas mãos dos patrões.

 

 

TRIBUNA LIVRE: Jeremias Macário fala sobre o Projeto Sarau Cultural

Na sessão ordinária desta quarta-feira, 16, da Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC), o jornalista Jeremias Macário usou a tribuna livre para falar sobre o seu projeto “Sarau Cultural – A Estrada” que já é realizado há oito anos em Conquista. Na oportunidade, o jornalista clamou também por mais incentivo à cultura e educação por parte do governo municipal.

Ele conta que no Sarau são realizadas apresentações de literatura e principalmente de música, e são discutidos também temas importantes para a sociedade. “Já tivemos como tema o Movimento Revolucionário de 68, o cordel, o desenvolvimento do Nordeste, entre outros”, citou. Ele conta que neste ano, no mês de julho, o evento terá como tema a Educação. “Estamos planejando levar professores e estudantes para que eles deem seus testemunhos sobre a situação da educação”, disse.

Jeremias afirmou que o Sarau nunca contou com apoio de nenhum órgão público e atua de forma colaborativa.  Ele aproveitou o seu momento da tribuna para reivindicar mais apoio a cultura. “Em Conquista nunca tivemos uma política de cultura que contemplasse todas as linguagens artísticas. Apenas a música é lembrada, e somente nos eventos calendarizados como São João e Natal da Cidade”, lamentou.

CD Musical e Literário do Sarau – Mano di Sousa, músico e também organizador do Sarau, falou do projeto que visa transformar as apresentações do evento em um CD musical. Ele pediu também, apoio da Câmara para uma política cultural mais evidenciada. “Precisamos muito desse apoio, para que possamos ampliar socialmente o evento e oferecer mais conhecimento aos jovens”, disse. O músico pediu apoio também na divulgação dos cantores conquistenses nas rádios da cidade. “É de suma importância abrir esses espaços. É preciso mostrar o que é produzido localmente”, pontuou. (Ascom/CMVC)

 



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