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:: ‘Notícias’

LÁ SE VÃO AS FLORES DOS NOSSOS IPÊS!

ROUBAM A NOSSA DIGNIDADE, NOS CHAMAM DE “MARICAS” E AGORA QUEREM LEVAR ATÉ AS NOSSAS FLORES

O cerrado, a caatinga, as nossas florestas Amazônica e Atlântica estão sendo desmatados e queimados para dar lugar a lavouras de grãos e a pastagens de criação de gado. Agora os madeireiros ilegais, com a anuência de um bárbaro governo, estão querendo roubar as flores dos nossos Ipês, raros em brotar suas cores roxa, branca, rosa e amarelas.

Há mais de 500 anos, os portugueses que aqui aportaram suas naus, levaram o nosso precioso Pau Brasil, muito ouro das nossas minas e outros minerais. Os índios, habitantes nativos da terra, praticamente foram extintos, restando algumas reservas que estão sendo ameaçadas de expulsão. Uma grande variedade de plantas e animais, simplesmente, sumiram de nossos biomas.

Como se não bastasse a destruição que o nosso meio ambiente vem sofrendo com os devastadores incêndios provocados por grileiros, fazendeiros rurais gananciosos e garimpeiros do mercúrio, com a cobertura de um governo irresponsável e criminoso, agora querem também exportar nossos ipês que enchem os nossos olhos de encantamento quando estão floridos nas campinas e nas matas.

Isso me faz lembrar o poema de Maiakovski sobre o ladrão que entra em nosso quintal e leva as flores do nosso jardim, e nada fazemos para impedir. Os raros ipês que ainda existem em nossos campos e em algumas avenidas de nossas cidades são as flores do nosso jardim. Nosso quintal está virando um deserto inóspito.

Vamos deixar que esses usurpadores das nossas matas levem nossos ipês para o exterior, como fizeram há 500 anos com o Pau Brasil? A notícia que corre é que esta espécie, como tantas outras da sua importância e beleza, vai ser derrubada pela motosserra e liberada para o comércio. Até quando vamos suportar tanta agressão contra a nossa natureza, sem protestar e lutar?

O mais grave e irônico é que tudo isso está sendo facilitado e permitido por um órgão do governo chamado Ibama, o qual foi criado com o suor do nosso dinheiro, justamente para proteger o nosso meio ambiente, a nossa fauna, a nossa flora e as riquezas nele existentes. Esse mesmo órgão, nos dois últimos anos, foi desmontado, desmantelado e esvaziado para deixar passar a boiada dos vilões da nossa vegetação.

Será que não vamos mais ver e apreciar a beleza e a poesia das flores dos nossos majestosos ipês? Vão levar também nossas araras azuis, nossos micos-leões, nossas onças pintas e outras raridades da nossa natureza? É assim que eles, os ultraconservadores e fascistas, pregam Deus, Pátria e Família, depredando o meio ambiente e entregando nossas riquezas para outros países? Até as flores tiram de nós, e ficamos calados?

Não bastam as reações contrárias de ambientalistas e entidades por meio de palavras. A Justiça, o Ministério Público, o Congresso Nacional e toda população brasileira precisam tomar posições firmes para impedir tais barbaridades, como a liberação dos nossos ipês para o estrangeiro. Caso contrário, as novas gerações só irão conhecer a beleza das flores dos nossos ipês através de fotografias.

“HISTÓRIA DO POVO CIGANO” (Parte II)

“A PRESSÃO DAS GRILHETAS”, A ESCRAVIDÃO E AS LEIS RIGOROSAS DE PENAS DE MORTE E TRABALHOS FORÇADOS

O cerco começou mesmo a se fechar contra eles entre o meado do século XVI até o final do século XVIII e início do XIX, um dos períodos mais tenebroso para os ciganos na França (Tsiganes), na Alemanha (Zigeuner), na Espanha (Gitanos), na Inglaterra (Gipsies), na Hungria (Czingaros), na Holanda e outros países, conforme narra o escritor Angus Fraser, no capítulo “A Pressão das Grilhetas”, no livro “História do Povo Cigano”.

Esse povo continuou a ser visto como criminoso por causa da sua posição na sociedade. Os preconceitos raciais (pele escura) e as hostilidades religiosas ficaram mais arraigadas, com condenações como vagabundos, mendigos e por práticas pagãs de feitiçarias. Sem domicílio fixo, eram considerados como inúteis. Para as autoridades, os ciganos tinham que ser corrigidos através da coerção e pela pressão das grilhetas (galés).

Quando os ciganos ofereciam serviços legítimos à população, como assinala o autor do livro, corriam o risco de atrair a má vontade de mercadores e artesões ambulantes que violavam os monopólios locais. Temiam ainda pela repugnância que suas ocupações de funileiros, bufarinheiros e saltimbancos suscitavam nos detentores do poder.

LEIS E PENAS MAIS RIGOROSAS

Contra eles, as leis foram se multiplicando, e as penas tornando-se mais rigorosas. Na Inglaterra, os anos 1550 a 1640 corresponderam ao auge da atividade contra os “homens sem dono”. Em 1554, no reinado de Filipe e Maria foi promulgada uma lei que os tratavam de malignos e abomináveis.

As leis de 1530, de Henrique VIII, da Inglaterra, foram agravadas. Quem trouxesse ciganos para o país seria multado, e o transportado que ficasse por um mês, era considerado criminoso. Só escapava do castigo quem abandonasse “essa ociosa e ímpia vida”. Todas as licenças e passaportes adquiridos (usados pelos egípcios) foram anulados.

Ainda como parte das leis, quem andasse na companhia “desses vagabundos ou falsificadores de documentos” seria morto e suas terras confiscadas. Muitos foram considerados culpados e enforcados. Em 1596, mais de 100 ciganos foram sentenciados à morte. A última vez que na Inglaterra enforcaram pessoas, simplesmente por serem ciganas, “parece ter sido em 1650”.

O decreto de 1572 foi o mais duro de todo o reinado de Isabel (lei para o castigo de vagabundos). Nele, pessoas com idade de 14 anos, ou mais, seriam chicoteadas e queimadas as cartilagens das orelhas com ferro em brasa. Os filhos, entre 5 e 14 anos, podiam ser entregues ao serviço de outro, se tornando escravos por cerca de 19 anos.

A lei da vagabundagem, de 1822, estabelecia que todas as pessoas que se digam ciganas, leitoras das mãos, habitantes de tendas e carroças são consideradas bandidas, com pernas de seis meses de prisão, Só em 1824, a referência que se especificava diretamente a ciganos, foi abandonada.

Na Escócia, de Maria Stuart, de 1574, as penas eram parecidas e rigorosas. Nelas continham espancamentos, queima de orelhas e execuções. É bom lembrar, como cita o autor do livro, que sempre existiam conflitos entre clãs de ciganos, mas as autoridades pouco se importavam, com intenções de que eles mesmo fossem exterminados entre si.

“LEI DOS EGÍPCIOS” E AS GALÉS

No reinado de Jaime VI (1579), e mesmo em 1597, surgiram novas leis ainda mais duras. Em 1609, foi criada a “Lei dos Egípcios” que tratava da pena de morte e bania os ciganos. No entanto, aquele que desempenhasse alguma função deixaria de ser criminoso. As mulheres apanhadas sem filhos seriam enforcadas, e as com filhos, chicoteadas e queimadas nas faces. A última vez que a pena de morte foi aplicada na Escócia a uma pessoa apenas por ser cigana foi em 1714

Na França, a repressão levou mais tempo. Eram barradas as entradas de ciganos. Mesmo assim, Henrique IV convidou, em 1607, um bando de ciganos artistas para dançarem com ele em sua corte. Foi um dos países que mais endureceu as penas e castigos, jogando os ciganos nas galés dos navios até a morte, para soerguer sua marinha.

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MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE

Manifesto minha solidariedade aos companheiros do site “Sudoeste Digital”. É o apoio de um veterano jornalista que conviveu com a censura durante a ditadura militar (1964-1985), e hoje, após quatro décadas, sente a mesma indignação ao constatar que os órgãos de imprensa continuam a ser alvo dos atos de repressão. Os métodos são diferentes, mas a finalidade é a mesma: impedir que a verdade prevaleça.

O que causa espécie, aqui, em Vitória da Conquista, é ver que a mordaça está sendo colocada por um profissional da Comunicação, que, por muitos anos, se utilizou do rádio – e ainda é assíduo visitante das emissoras da cidade – para abrir o caminho da política, edificada com elogios e críticas aos seus correligionários  e adversários.

Recordo-me que, nos primeiros meses à frente da prefeitura conquistense, Herzem Gusmão trouxe um  advogado de Salvador, o mesmo que defendeu a ditadura (1988 a 2013) no Esporte Clube Bahia. O prefeito pretendia, através da Justiça, silenciar os “jornalistas comunistas” da cidade, que, na sua opinião,  zombavam dos seus projetos, como colocar fralda nos animais que puxam as carroças.

Antes de comentar – outros colegas já o fizeram – os atos que Herzem considerou como censuráveis, vale levar ao conhecimento do gestor o artigo 220 da Constituição de 1988: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição”.

Herzem se valeu da Justiça Eleitoral para impedir que a publicação de reportagem, cuidadosamente apurada, relatando que, por um erro de planilha, o município vai colocar R$ 1,3 milhão nas obras do Terminal de Ônibus da Lauro de Freitas, orçadas inicialmente em R$ 5,6 milhões. Multado quatro vezes por infração ao Código Eleitoral, o candidato do MDB sofreu nova derrota.   Agora ele coíbe a divulgação de pesquisas eleitorais, colocando sob suspeita o trabalho de um conceituado órgão de imprensa, o centenário jornal “A Tarde”.

Os exemplares dos últimos quatro anos do Diário Oficial do município, com os atos de exoneração de sete secretários de Comunicação, são a prova inquestionável  do intolerável relacionamento de Herzem Gusmão com as pessoas que trabalham diretamente sob suas ordens. A última jornalista demitida do cargo revelou que seu chefe, chamado de rabugento pelos próprios correligionários, era de difícil convivência. O Partido Social Cristão (PSC), em nota divulgada esta semana, anunciou que não apoiaria o “irmão evangélico” no segundo turno das eleições. E justificou: ele é truculento e avesso ao diálogo.

A imprensa no Brasil, salvo os veículos que permaneceram apoiando a ditadura, viveu sete anos de angústia. Oficializada em 13 de dezembro de 1968, com a assinatura do AI-5, a censura se tornou violenta. Nos primeiros anos, os agentes da PF apreendiam jornais e revistas nas bancas, ou enviavam bilhetes, determinando, por exemplo, que não se divulgasse uma epidemia de meningite no país. Posteriormente, ocuparam as redações. Munidos de tesoura, tiravam das páginas o que eles achavam que o povo não podia ter conhecimento. Repórter do “Estadão” na época, li muitos versos de “Os Lusíadas”, do lendário autor português Luís de Camões (1524 a 1580), inseridos nos espaços de textos censurados pelos agentes da Polícia Federal.

Companheiros, continuem com a missão de divulgar Vitória da Conquista, sem se deixar intimidar por um censor provinciano.

Carlos A. González – jornalista

 

 

 

 

NO PAÍS DAS “MARICAS” E A BRUTALIDADE HUMANA NO CARREFOUR

As aglomerações, as baladas dos inconsequentes, as praias, as viagens nos feriadões, um governo carniceiro que chama os brasileiros de “maricas” e as eleições municipais fizeram voltar uma nova onda de pandemia da Covid-19, com muitas UTIs de hospitais lotadas. Logo vão aparecer o derramamento de lágrimas e os apelos desesperadores, clamando por uma vaga nas unidades de saúde.

Dá para entender o comportamento desse povo quando o Brasil acaba de registrar mais de 170 mil mortos? Milhares de vidas poderiam ter sido preservadas se houvesse mais respeito pelo ser humano, mas o que existe é falta de isolamento e distanciamento. Diante das imagens diárias de irresponsabilidades, já era previsto este novo pico. Os infectologistas e epidemiologistas já vinham alertando para a questão, mas a insensatez fala mais alto.

Para completar o caos na saúde pública, temos um governo que nega a ciência; não está em sintonia com os governadores e prefeitos; desestimula a aprovação de vacinas; e tem um Ministério da Saúde que segue na contramão do combate ao vírus para salvar vidas, dizendo, e daí! Mais de seis milhões já foram infectados, e os números só tendem a crescer porque a maioria acha que tudo acabou.

A mídia faz a festa das vacinas que estariam logo chegando para atender a população, mas tudo é obscuro e confuso porque não existe planejamento, e as informações são desencontradas. O povo se ilude e abre a guarda, achando que a vacina é só questão de dias, quando não é verdade. Ainda vai demorar, e quando ela chegar, a distribuição vai ser uma “guerra”. Estamos num país desgovernado, esperando a contar bater 200 mil almas vítimas da doença.

O vírus da barbárie e da brutalidade

Não temos somente o vírus da Covid-19, mas outros que assolam o nosso pobre país, quais sejam da ignorância, da corrupção que nunca se acaba, da ganância capitalista que oprime e escraviza o trabalhador, da violência policial, do racismo, da homofobia e o da brutalidade entre brasileiros, como o visto no final de semana contra um negro no supermercado Carrefour, em Porto Alegre.

Diante de todos esses acontecimentos bárbaros, que faz rasgar de piedade o coração do mais ímpio e empedernido, ainda tem muita gente que enche a boca para dizer que vivemos num mundo civilizado, só porque exibe a “merda” de um celular na mão, pronto para fazer um PIX, um DOC, um E-Título, um E-Comércio, um bate-papo de boatos falsos e destilar ódio e intolerância contra os outros que não concordam com sua posição.

A questão é que o ser humano perdeu a razão para essa tecnologia que reduziu a capacidade do pensar e do refletir. O homem está cada vez mais ficando isolado, como o homo office que se tranca num apartamento diante de um computador para fazer as tarefas que o patrão ordena.

Tudo isso é muito bom para o capital que reduz seus custos, não se preocupando com o grau de desumanização que provoca. O trabalhador perde o contato pessoal (calor humano) com seus colegas de serviços; deixa de trocar ideias; de se relaxar; e vai entrando em estresse até estourar os nervos. Ele vai ficando tenso com as cobranças diárias, e num dia qualquer sofre um enfarto fulminante. Quem importa p

“HISTÓRIA DO POVO CIGANO” (Parte I)

PELOS SOFRIMENTOS A QUE FORAM SUBMETIDOS DURANTE SÉCULOS, PRATICAMENTE DIZIMADOS PELOS NAZISTAS DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1938 A 1945), TODA NAÇÃO CIGANA MERECE UMA AÇÃO REPARADORA POR PARTE DA HUMANIDADE, QUE COMETEU BÁRBAROS CRIMES CONTRA UM POVO QUE NUNCA TEVE UMA PÁTRIA.

Entre os séculos XVI a XIX, e ainda no início do XX, por mais de 400 anos, os ciganos (vários nomes por onde passaram) foram vítimas de horríveis crueldades, principalmente nos países europeus do ocidente e do oriente (Império Austro-Húngaro e Império Otomano), como torturas, marcados com ferro em brasa, esquartejamento, enforcamento, separação de suas famílias, trabalhos forçados nas galés, orelhas cortadas, escravidão e outros tipos de barbaridades.

O holocausto dos judeus é bastante conhecido no mundo, mas pouca coisa se sabe sobre os crimes desumanos cometidos durante séculos por reis, rainhas, títeres, príncipes, tiranos sanguinários, condes, duques, policiais, pela Igreja Católica e pela nobreza em geral. França, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Romênia, Escócia e Holanda foram os países que criaram leis e decretos mais severos de caça aos ciganos.

SEM ORGANIZAÇÃO POLÍTICA

Quase tudo foi apagado da memória desses povos, porque os ciganos, pela própria natureza de suas origens nômades, sempre foram desprovidos de uma organização social e política, para denunciar as atrocidades sofridas e cobrar sua dívida, como fez a comunidade judaica que puniu em tribunais os culpados assassinos. Como os negros africanos, viveram mais de 300 anos de escravidão (Valáquia e Moldávia – Romênia), sendo acorrentados, açoitados, mortos e vendidos em leilão pela nobreza, pela Igreja Católica (mosteiros) e donos de propriedades.

Os tempos mais macabros foram entre os séculos XVII ao XIX, e tudo isso é contado pelo inglês Angus Fraser, acadêmico e uma autoridade no assunto em seu livro “História do Povo Cigano”, com base em profundas pesquisas de escritores, achados arqueológicos, arquivos documentais de vários países, narrações de viajantes, testemunhos e matérias em jornais da época.

Trata-se de uma obra investigativa sobre as origens dos ciganos na Índia (outras teorias falam de egípcios e gregos), para depois traçar um quadro das migrações, desde o começo da Idade Média até hoje. De província em província, circularam pelo Oriente Médio, Armênia, países balcãs (Sérvia, Croácia), pela Europa e pelo resto do mundo. Pela sua semelhança linguística (fonética, morfologia e sintaxe) e antropologia física, tudo indica que a língua Romani veio do Hindi (Hindu) depois do sânscrito.

Chamados de egípcios, sarracenos e tártaros, os ciganos sempre foram conhecidos pelas suas músicas e danças, pelo talento para trabalhar metais, adestrar ursos, ler a sina e negociar objetos e animais, sobretudo cavalos. Diante de todas as adversidades dos preconceitos das populações, vistos como trapaceiros, vagabundos, vadios, ladrões, preguiçosos e até raptadores de crianças, os ciganos sempre foram criativos para manter sua sobrevivência, atuando no mercado como exímios empreendedores.

Ao longo dos séculos, conseguiram preservar sua herança cultural, ultrapassando fronteiras. Desde seu aparecimento na Europa, há mais de nove séculos, sempre recusaram adotar uma vida sedentária e convencional, mesmo diante de todas as pressões vividas. Continuam sendo incompreendidos e ultrajados, mas mantendo suas identidades, conforme concluiu o autor do livro.

PÉRSIA, IMPÉRIO BIZANTINO E OS BALCÃS

Na lenda, o historiador árabe Hanza de Ispahan (950), relata que o monarca persa (Irã) Bahram Gur, cujo reinado terminou em 438, depois de decidir que seus súditos deveriam trabalhar metade do dia e passar o resto do tempo a comer, beber e farrear em companhia de um som musical, um dia encontrou um grupo que trazia vinho, mas não tinha músicos.

Ao censurar por não estar com uma banda, um dos membros explicou que havia tentado contratar os serviços de um músico, mas não conseguiu encontrar ninguém. Então, o monarca conversou com o rei da Índia e solicitou para lhe mandar 12 mil músicos, que foram distribuídos por várias partes da Pérsia. Os seus descendentes, conhecidos como Zott, ainda por lá viveram.

Meio século mais tarde, essa versão é encontrada no poema épico nacional que narra a história do país em 60 mil versos (Livro dos Reis), de Firdawsi, que se refere a um pedido feito por Bahram Gur ao rei Xangul, da Índia, de músicos e artistas, “porque aqui os indigentes bebem vinho sem música, e a classe abastada não pode aprovar esse estilo”. O rei, então, enviou dez mil homens e mulheres que tocavam o alaúde.

No poema, este povo é conhecido também como os Luri, e o persa deu a eles trigo, gado e burros, e despachou-os para as províncias para que pudessem trabalhar como lavradores e também fazer música para os pobres. Acontece que os Luri, em um ano, consumiram tudo no esbanjamento, na farra.

O monarca ficou irado e ordenou que eles passassem a viver de suas canções e de suas chiadeiras de seda por conta própria. No entanto, todo ano deviam viajar pelo país e cantar para o povo da alta e da baixa condição. “Os Luri, a quem este mandado agradou, andam agora pelo mundo procurando serviços, na companhia de cães e lobos, e roubando pelos caminhos, de dia e de noite”.

Pela lenda, tudo indica que se tratava de um povo cigano que começou seu êxodo no tempo de Bahram Gur, mas o grupo deve ter se estabelecido na Pérsia muito antes do século X. O interessante é que os nomes Zott e Luri ainda são persas para ciganos na Síria, na Palestina e no Egito, para onde eles adentraram com seus bandos e tendas.

NÔMADES PEREGRINOS E SALVO-CONDUTOS

Esse evento da primeira entrada dos ciganos em territórios cristãos foi registrado pelo cronista árabe Tabari, que conta que um grande número foi feito prisioneiro, em 855, quando os bizantinos atacaram a Síria e depois expulsaram esse pessoal, que passou a viver em outras nações como nômades.

Muitos deles passaram a vagar, de acordo com o autor do livro, pela Armênia, Grécia (sua língua Romani sofreu muita influência do grego) e pelos países Balcãs. Desses lugares partiram para a Europa oriental e depois ocidental, por volta do século XV (início dos anos 1400).

Para serem aceitos se diziam peregrinos cristãos vindos do Egito onde foram “condenados” a viver de lugar em lugar porque um bando de sua gente se recusou a receber a Família Sagrada (Maria, José e o Menino Jesus) em suas tendas, quando, perseguida por Herodes, fugia pelo deserto.

Em outras passagens das escrituras, contam que foi um padre (Miguel) que espalhou essa lenda, e que os ciganos foram amaldiçoados pela Igreja a viverem assim como errantes, para se redimirem da recusa de não terem acolhido o Infante.

Certo, ou não, como peregrinos (muitos diziam seguir para Roma se encontrar com o Papa) eram melhor aceitos onde chegavam e até recebiam auxílio em dinheiro e alimentos. Se autodenominavam de Egípcios, e assim passaram a ser chamados nos lugares por onde andavam.

Nos séculos XV, XVI e XVII, os ciganos conseguiram salvo-condutos de reis, rainhas, imperadores, condes, duques, fidalgos e até do Papa (muitos eram falsificados), para atravessar a Europa, e muitos chegaram a ser condes e duques como chefes de seus bandos. Sentaram nas mesmas mesas dos nobres e fizeram apresentações nas cortes reais, recebendo em troca apoios financeiros e somas em mantimentos.

Com o passar do tempo, esses salvo-condutos foram sendo desacreditados de principado em principado, dando lugar às perseguições e expulsões em territórios por onde transitavam. Para se livrarem das prisões, muitas delas com torturas e mortes, os ciganos se escondiam em lugares mais inóspitos, como florestas fechadas, cavernas e entre fronteiras onde pudessem se deslocar de um país para outro.

UM NOVO SURTO DA COVID-19

Como já previa no final de setembro para outubro, o Brasil está diante de um novo surto da Covid-19, tudo por egoísmo e irresponsabilidade do povo, principalmente dos nossos jovens que caíram nas baladas, e de um presidente bárbaro negacionista da ciência, que prefere chamar os brasileiros de maricas, e, cinicamente, dizer que todo mundo vai morrer mesmo.

A tendência é retornarmos ao que era antes no meado do ano, ou até numa situação pior em termos de casos. Foram mortos mais de 160 mil pessoas e quase seis milhões de infectados, quando esses números poderiam ser bem menores se houvesse a cultura do isolamento e do distanciamento.

Para agravar mais ainda o quadro, o capitão-presidente debocha e faz pouco caso do vírus, destoando completamente das ações das secretarias estadual e municipal de saúde. Dois ministros médicos foram exonerados do Ministério da Saúde, há meses ocupado por um general que nada entende do setor, além de depender das decisões do capitão.

O número de novos casos só faz aumentar, embora não esteja acontecendo o mesmo em relação às mortes. No entanto, a tendência é crescer, mesmo a doença sendo mais controlada porque houve um aprimoramento nos métodos de tratamento. Enquanto não chega a vacina (o presidente politiza a questão), as aglomerações continuam ocorrendo nas cidades.

Estamos vivendo o absurdo dos absurdos no Brasil, um país cada dia mais isolado e malvisto lá fora como transgressor do meio ambiente, que anda na contramão das outras nações, ao ponto de não reconhecer a vitória do novo presidente eleito dos Estados Unidos.

No entanto, a população está dando a resposta através das urnas, com a reprovação de seus candidatos. Nem a ala militar está apoiando suas loucuras psicopatas. Seu admirador Trump está indo embora do cenário extremista e contraditório, se bem que ainda existem uns malucos por aí que insistem em seguir suas ideias retrógradas, que não cabem mais em nosso meio. O rei está nu e logo vai perder seu “trono”.

 

AS ESQUERDAS PRECISAM FAZER UMA REVISÃO E TRABALHAR COM AS BASES

De um modo geral, as esquerdas foram fulminadas nestas eleições, as quais tiveram um viés mais de direita e centro em todo país. Os partidos de esquerda, que cometeram seus desvios de conduta no passado mais recente, principalmente o PT, precisam, com humildade, fazer uma revisão, trabalhar as bases como antes, e não ficar apenas naquele discurso teórico de rechaçar com radicalismo o outro lado, com palavras de ordem e bordões batidos.

Está na hora de se reunir e corrigir os erros, porque insistir com os mesmos métodos é burrice. Tem que reaprender a falar a língua do povo das periferias, dos desempregados, das associações, dos camponeses e dos trabalhadores nas portas das fábricas. A linguagem das esquerdas, com suas arrogâncias e intelectualismos acadêmicos, não está alcançando as categorias mais baixas, os mais pobres e os mais carentes.

Cadê a nação negra?

Como entender em Salvador, a cidade mais africana do Brasil, com mais de 90% de negros, não eleger nenhum candidato de cor preta? De quem é mesmo a culpa? Dos próprios eleitores negros? Dos movimentos negros? Ou da esquerda que não soube atrair esse eleitorado para seu ninho?

Cadê a voz da nação negra? Depois ficam a lamentar de que Salvador não tem um prefeito negro. Tiveram, através do voto, várias oportunidades para ultrapassar essa barreira da discriminação, da desigualdade e do preconceito. O professor e tributarista Edivaldo Brito (negro), homem probo, preparado e intelectual tentou, mas não conseguiu.

O povo de Salvador tinha total condições de eleger uma mulher negra para governar a cidade. Várias se candidataram, mas o resultado foi ridículo, e um branco levou no primeiro turno. A escolha é “democrática”, mesmo nesse processo desigual de concorrência, mas fica complicado explicar o motivo da capital não eleger um negro para o executivo. Os tais “cientistas políticos” falam, mas quase nada esclarece esse quadro.

Em Conquista, tudo continua no mesmo

A Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista (21 parlamentares) vai sofrer algumas mudanças (nove novos eleitos e três que estão retornando), mas para pior, quando muito o nível fica no mesmo em termos de conteúdo e peso. Precisa mais de gente preparada, para legislar e pensar em no sentido coletivo, e não apenas defender seus lotes eleitoreiros.

A bancada da esquerda (quatro ou cinco) vai ser uma merreca, comparada com a direita de vários partidos. Pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), nenhum candidato se elegeu. Entendo que fez um cálculo errado por não ter saído com um candidato próprio a prefeito. Tinha bons quadros competentes, de boa formação, mas o eleitor não conta muito com esses predicados. Tem que ter mais que isso na política.

Quanto a eleição para prefeito, como adiantei, houve uma polarização entre José Raimundo, do PT, e Hérzem Gusmão, do MDB. Vai haver segundo turno, e qualquer deles que saia vitorioso, nada vai mudar, porque um já governa, e o outro já governou a cidade. Se o PT levar, poderá ocorrer algumas mudanças de apoio, na Câmara, pois o que não faltam são oportunistas de plantão para virar a casaca.

Vai ser uma parada difícil para José Raimundo porque o eleitorado dele não altera muito de números diante dos possíveis apoios do PSOL e, talvez, da Rede. Já do outro lado, vamos ter os partidos de direita e da extrema de David Salomão, Romilson e Cabo Heling. Tudo indica que Hérzem acrescenta mais eleitores. É bom avaliar que entra na conta o bloco dos evangélicos e o da família militar.

SEM MUITAS MUDANÇAS

Neste domingo (dia 15/11), Dia da República, vamos ter eleições municipais em 5.569 cidades brasileiras para prefeito e vereadores. Sem uma reforma política ampla, não teremos muitas mudanças no quadro, como aconteceu com a proclamação da República, em 1889, quando a oligarquia do império continuou no poder e, com mais força, oprimindo os mais pobres e as classes trabalhadoras.

Em todas as eleições fazem uns remendos no sistema, e aí aparecem os tais “cientistas políticos” para dizer que o pleito ficou mais igualitário entre os candidatos. Tudo conversa para “boi dormir”, ou “conversa fiada”, pois as regras continuam desiguais na concorrência entre aqueles que disputam uma reeleição e os novos que não contam com a máquina do poder.

Nas prefeituras e nas câmaras

Nas prefeituras em geral, a corrida está polarizada entre a reeleição do atual executivo e o outro que é ex-prefeito, como ocorre aqui em Vitória da Conquista. A pergunta é sobre qual a mudança que irá acontecer, seja qual for o resultado do eleito? Portanto, tudo permanece com dantes na Casa de Abrantes, meu amigo “cientista político”. Ainda temos uma democracia mambembe, do tipo tupiniquim. Vai permanecer a hegemonia dos clãs.

Para a Câmara de Vereadores, o quadro ainda é pior, pois quando muito há uma mudança em torno de 30 a 40%. A maioria se mentem no cargo, tendo em vista que quase todos são candidatos à reeleição, contando com a vantagem da máquina que já exerce em relação aos que pretendem a vereança pela primeira vez. A concorrência é desleal.

Aqui em Vitória da Conquista são 21 vereadores (podia ser em torno de 15) e somente dois ou três não estão na disputa pela reeleição (um saiu como candidato a prefeito). Existem candidatos que já estão na Câmara há mais de 30 anos (transformaram a política numa carreira profissional), e estes já têm sua cadeira cativa com os mesmos eleitores de sempre.

A eleição no Brasil é como uma roda presa, com pouca velocidade. É uma matraca velha que precisa ser totalmente reformada, ou mudar para uma nova, de modo que o sistema seja destravado. Esses tapa-buracos de que falam os “cientistas políticos”, só servem para enganar a nossa democracia. É como um barco velho onde se veda um buraco ali e aparece outro acolá, para entrar água.

A nossa República (coisa pública) de 131 anos já nasceu velha, e foi decretada por um marechal num cavalo, com o simples gesto de desembainhar a espada por pressão de uma classe burguesa que se sentia ameaçada em perder alguns de seus privilégios e mordomias. De lá para cá, o país continuou sendo governado por uma aristocracia, por uma elite, ou por uma plutocracia que se recusa a fazer uma divisão social das riquezas.

De lá para cá já tivemos diversas ditaduras, alguns movimentos de libertação por justiça social e levantes de uma ou outra categoria, mas a desigualdade só fez se agravar. Já tivemos o café com leite, o gaúcho fazendeiro, um cigano que fez Brasília, generais, um operário, uma mulher e agora um bárbaro que veio com a intenção de destruir o pouco que se tinha conquistado de bom.

Quer sentir como anda o nível educacional e cultural do nosso brasileiro? Então perguntem aos eleitores sobre o feriado do dia 15 de novembro e o que significa para o Brasil. Com certeza, poucos saberão responder sobre sua história, e o que entendem por governo republicano, seu papel e sua representação na sociedade.

 

 

“O FUTURO DA HISTÓRIA HUMANA COMO CIÊNCIA”, QUE O BRASIL RENEGA

“Em tempos antigos, grande parte do Crescente Fértil (Iraque entre os rios Eufrates e Tigre) e da região mediterrânea oriental, incluindo a Grécia, eram cobertas de florestas. A transformação da região, de um bosque fértil em arbustos carcomidos ou desertos foi esclarecida por paleobotânicos e arqueólogos. Suas florestas foram derrubadas para a agricultura, ou cortadas para a obtenção de madeira para construção, ou queimadas como lenha. Por causa da baixa pluviosidade e, consequentemente, baixa produtividade primária (poucas chuvas), a recuperação da vegetação não conseguia acompanha o ritmo de sua destruição, principalmente pela presença de muitas cabras pastando. Sem as árvores e a cobertura de grama, sobreveio a erosão, e os vales encheram-se de lodo, enquanto a agricultura de irrigação, num ambiente de baixa pluviosidade, favorecia a salinização. Esses processos que começaram na era neolítica, continuaram nos tempos modernos. Por exemplo, as últimas florestas perto da antiga capital de Petra, na moderna Jordânia, foram derrubadas pelos turcos otomanos durante a construção da rodovia de Hejaz, pouco antes da Primeira Guerra Mundial”.

“Grandes áreas do antigo Crescente Fértil são agora desérticas, semidesérticas, estepes, solos muito erodidos ou salinizados, impróprios para a agricultura. A atual riqueza efêmera de alguns países da região, baseadas num único recurso não-renovável – o petróleo –  oculta a pobreza fundamental que vem de longa data”. O Saara africano também já foi fértil, rico em água, agricultável e abundante em animais silvestres. A depredação transformou a região num dos maiores desertos do mundo.

PANTANAL E AMAZÔNIA EM DESERTOS

Estes textos foram extraídos do livro “Armas, Germes e Aço”, do autor cientista e pesquisador Jared Diamond, mas podem servir de exemplo e lição para o Brasil de hoje que está derrubando e queimando suas florestas, principalmente do Pantanal e da Amazônia. No ritmo de destruição, num futuro não muito longo, essas regiões podem se transforma em desertos depois de serem usadas para plantação de grãos e pastagens para criação de gado. Não mais haverá água em abundância e animais silvestres. O problema é que os bárbaros de hoje negam a ciência, o aquecimento global e querem que tudo arda em chamas e cinzas, tudo pelo dinheiro, pelo capital.

Quanto ao Crescente Fértil, Diamond afirma que cometeram um suicídio ecológico, destruindo sua própria base de recursos. Destaca que a Europa setentrional e ocidental foi poupada deste destino, porque tiveram a sorte de viver em um ambiente mais resistente, com mais chuvas, em que a vegetação volta a crescer depressa. Para o pesquisador, a diferença nos ambientes de cada povo dita as regras. “As desigualdades nem sempre podem ser atribuídas à diferença inata dos próprios povos”.

De acordo com ele, se as populações da Austrália aborígine e da Eurásia tivessem sido trocadas durante o fim da era pleistocena, os aborígines australianos originais seriam hoje os ocupantes da maior parte das Américas e da Austrália, assim como da Eurásia.

Como exemplo disso, ele cita o que aconteceu quando os agricultores europeus foram transferidos para a Groelândia, ou para as Grandes Planícies dos Estados Unidos, e quando os produtores da China foram para as ilhas Chatham, as florestas tropicais do Bornéu, ou os solos vulcânicos de Java e Havaí. Os testes confirmaram que os mesmos povos ancestrais terminaram extintos, ou voltaram a viver como caçadores-coletores.

AS DIFERENÇAS CONTINENTAIS

A mesma coisa ocorreu com os caçadores-coletores aborígines da Austrália quando foram transferidos para as ilhas Flinders, ou para a Tasmânia. Acabaram extintos. “Os continentes diferem em inúmeras características ambientais que afetam as trajetórias das sociedades humanas. O primeiro conjunto consiste nas diferenças continentais entre as espécies selvagens de plantas e animais disponíveis como material inicial para a domesticação”.

Segundo ele, a produção de alimentos era decisiva para acumular excedentes que poderiam alimentar os especialistas não-produtores, e para a formação de grandes populações que disfrutam de uma vantagem militar, antes de qualquer vantagem tecnológica e política. Sobre as extinções de espécies selvagens candidatas à domesticação, Diamond concluiu que elas foram muito mais graves na Austrália e nas Américas do que na Eurásia e na África.

Outro fator de diferenças que afetam as trajetórias humanas, conforme seus estudos, está naqueles que influem no ritmo de difusão e migração que variava muito entre os continentes.  Foi muito mais rápido na Eurásia. Outro fator que influi é a facilidade de difusão intercontinental, que era variável. Alguns continentes são mais isolados do quer outros. Nos últimos seus mil anos ela foi mais fácil da Eurásia para a África subsaariana. O quarto e último fator é formado pelas diferenças continentais em área, ou tamanho da população total. Uma área maior, ou uma população maior, significam mais inventores potenciais e mais sociedades competindo entre si.

Para Diamond, foi isso que ocorreu com os pigmeus africanos e com muitas outras populações de caçadores-coletores expulsas por agricultores. Em contrapartida, o mesmo aconteceu com os conservadores produtores escandinavos na Groelândia, substituídos por caçadores esquimós, cujos métodos de subsistência e tecnologia eram muito superiores aos dos escandinavos nas condições existentes na Groelândia.

CONDIÇÕES AMBIENTAIS

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O CAOS NO TRANSPORTE PÚBLICO E A INSANIDADE MENTAL DE UM GOVERNO

QUE JUSTIÇA ELEITORAL É ESSA? SOMENTE NA RETA FINAL DA CORRIDA ELITORAL, A JUSTIÇA DA BAHIA TOMA A MEDIDA DE PROIBIR CAMPANHAS PRESENCIAIS! QUEM FEZ, FEZ, QUEM NÃO FEZ… QUEM CUIDA DESSE NOSSO BRASIL?

Um chefe de Estado não poderia ser deposto do governo por psicopatia e insanidade mental? Este é um assunto para ser analisado por um corpo de psiquiatras, mas vou focar na questão local de Vitória da Conquista sobre a questão também grave do transporte público, que é um problema que vem se arrastando há anos, desde governos passados.

Quando cheguei aqui, em 1991, para chefiar a Sucursal A Tarde, há quase 30 anos, Conquista já padecia dessa deficiência, e olha que a cidade não era tão grande como agora. De lá para cá, houve um avanço em seu crescimento, principalmente a partir dos anos 2000 quando muita gente de fora veio morar em Conquista por conta da implantação de várias faculdades e mais uma universidade.

SERVIÇOS DEFICITÁRIOS E O CLANDESTINO

Em pouco tempo, Conquista passou a ser a terceira maior cidade da Bahia com cerca de 350 mil habitantes. A construção civil e o comércio se expandiram, mas os serviços de transporte público não acompanharam o mesmo ritmo. Sempre venho dizendo em meus comentários que Conquista necessita, com urgência, de grandes projetos de infraestrutura, e um deles é na área de mobilidade urbana.

Nos últimos anos, a situação só veio a piorar, se transformando num verdadeiro caos e tormento para a população. Duas empresas faliram trazendo muita dor e sofrimento para os desempregados e usuários que precisam se deslocar no dia a dia. O gestor municipal fez uns remendos, tipo tapa buracos, como num barco velho que só entra água e dá sinais de afundamento.

Uma das causas que levou a se chegar a esse ponto crítico foi o surgimento do transporte clandestino de vans, kombis e até de pequenos veículos particulares. Tanto o prefeito como a Câmara de Vereadores não tiveram pulso forte para retirar das ruas os irregulares, tudo por uma questão política eleitoral.

Diante da pressão dos motoristas de vans, ninguém quis se levantar para conter a clandestinidade, com medo de perder voto. Com essa tremenda concorrência desleal, as empresas de ônibus não tiveram estrutura financeira e terminaram fechando as portas. Certo dia, fiquei por algum tempo num ponto de ônibus na Regis Pacheco, e fiquei surpreso com a quantidade de carros clandestinos, inclusive de particulares que paravam oferecendo o deslocamento para diversos bairros.

Não é a tal reforma do apertado Terminal da Laura de Freitas (ali mais parece um curral de fumaça de poluição sonora e visual) que vai resolver o grande problema do transporte público. Em pouco tempo aquilo ali vai ficar insuportável de fuligem. Tudo é bonito na maquete, mas não existe mais espaço para atender a demanda de uma cidade do porte de Conquista.

O BÁRBARO DA MORTE

Da questão regional para o nacional, o bárbaro da morte voltou a atacar dando a entender que o povo brasileiro não precisa se vacinar contra o coronavírus. Com seu maior cinismo, nos chama de maricas. Seu raciocínio é insano quando diz que todos um dia vai morrer, fazendo pouco dos cerca de 160 mil que já perderam suas vidas para a Covid-19. Em minha vida, nunca vi tanta estupidez!

Suas palavras são “bárbaras”, e o mais angustiante de tudo isso é que existem milhões de seguidores que o apoiam. Nunca soube em minha vida que vacina tem ideologia política, muito menos a ciência! Em sua briga com o governador de São Paulo, o cara não está nem aí para o sofrimento dos brasileiros, e ainda diz que, mais uma vez, ele saiu ganhando. O quê, imbecil?

Como se não bastasse, com a derrota de Trump (outro maluco que não quer deixar a Casa Branca), ele ameaçou guerrear com os Estados Unidos! Não é caso de insanidade mental?  Logo mais o Brasil vai se tornar numa segunda Coreia do Norte, ou até mesmo uma Caracas da América do Sul. Só rindo, pra não chorar!

 





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