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:: ‘De Olho nas Lentes’

SAUDOSOS FUSQUINHAS

Foto do jornalista Jeremias Macário que flagrou com suas lentes a pose dos saudosos fusquinhas que fizeram sucesso no país no meado do século passado até o final dos anos 90 quando expurgaram do mercado. Quantas lembranças! Alguém ai pode até dizer: Ah seu meu fusquinha falasse! Namoros, traições e outras coisas. Quem da velha geração não teve um?

OS ESQUECIDOS

Foto do jornalista Jeremias Macário, que mostra a cara miserável do nosso país onde milhões vivem hoje na extrema pobreza, enquanto as três castas do poder se divertem em suas mordomias ne privilégios em sua mansões. São os esquecidos retirantes que se movem de um lugar para outro e continuam sem teto, pão e a dignidade de viver como ser humano. A pátria só é amada quando ela cuida bem de seus filhos.

O RETIRANTE DA SECA

Foto do jornalista Jeremias Macário em suas andança pelo sertão. Durante a secas muitos partem em retirada em busca de lugares melhores para sobreviver, no mais para São Paulo, Minas Gerais e outro estados. Tudo é deixado para trás, e a casa fica abandonada na espera do retorno do sertanejo quando as chuvas voltarem a molhar a terra. É assim que vive o homem do campo, atribulado e correndo pra lá e pra cá na esperança de dias melhores. Os políticos só fazem prometer e só aparecem de quatro em quatro anos para roubar sua fé.

TERRA ARRASADA

Foto do jornalista Jeremias Macário de uma terra arrasada, não somente pela natureza da seca, mas, sobretudo, pelas mãos assassinas do homem que desmata e não pensa nas novas gerações. Estamos caminhando para o extermínio, não da terra, mas do perverso ser humano

O SERTÃO CINZENTO

Foto do jornalista Jeremias Macário em suas andanças quando registrou o sertão cinzento castigado pela seca. O que pode ser uma linda imagem é também tristeza para o sertanejo que sofre a inclemência da estiagem com a perda de suas lavouras e de seus animais que morrem de sede. Pode até ser poético, mas remete a uma natureza morta onde o homem, sem saída e ajuda, bate em retirada para sofrer ainda mais longe da sua terra querida. Quando cai a chuva o cinzento se transforma e se derrete todo em verde. Ai o sertanejo retorna para começar tudo de novo e fazer a sua roça e criar seus animais.

ASSIM NASCEU CONQUISTA

Foto reprodução de José Silva. Assim nasceu a vila do arraial de Conquista  que hoje é a terceira maior cidade da Bahia, cheia de progresso, mas também de problemas de infraestrutura para serem resolvidos pelos governantes e pela sociedade. Conquista espera por todos.

NO TÚNEL DO TEMPO

A foto reprodução de José Silva é como entrar no túnel do tempo nos primeiros anos da formação de Vitória da Conquista ,antiga vila fundada pelo desbravador João Gonçalves da Costa. A feira reunia moradores do local e da zona rural nos tempos dos coronéis. Hoje Conquista é a terceira maior cidade da Bahia, ainda carente de muitas obras de infraestrutura. O progresso trouxe bem-estar e também violência e transtornos para os moradores. Conquista precisa ser pensada como cidade grande. A feira é secular e é ponto de encontro. É pura cultura popular.

NOS TEMPOS DA FUNDAÇÃO

A velha cidade de Conquista na reprodução do fotógrafo José Silva, como entrar no tempo. Da chamada Rua Grande até o centro aqui nasceu o desenvolvimento do sudoeste baiano, tendo como fundador José Gonçalves da Costa. Hoje é a terceira maior cidade da Bahia e capital do sudoeste, cheia de belezas, atrativos e clima agradável, mas também de problemas a serem resolvidos com urgência. Ela roga por mais infraestrutura, melhor mobilidade urbana, educação de qualidade e construção de uma barragem para suprir a grande demanda de água. Cresceu com seus bolsões de pobreza como tantas outras. Ainda falta muito para ser chamada de suíça baiana. Vivo nela há quase 30 anos e a conheço. Sua história precisa ser mais estudada pelos próprios conquistenses. Tem potencial para se transformar numa cidade turística, mas falta decisão política e planejamento.

A FEIRA TAMBÉM É CULTURA

Foto do jornalista Jeremias Macário em suas andanças

A imagem já diz tudo, mas a feira não é só ponto de encontro e de negócios entre quem vende e compra. É também cultura popular milenar desde quando as pessoas marcavam um lugar para fazer suas trocas quando não existia a moeda chamada dinheiro. É assim em todo lugar ,como na Feirinha de domingo em Vitória da Conquista. É também poesia nesse mundo avançado da tecnologia das lojas presenciais e virtuais. As pessoas são mais simples, calorosas e espontâneas, bem diferente dos shoppings abafados que mais parecem com gaiolas. É um ato de prazer e bem mais humano. (Jeremias Macário – macariojeremias@yahoo.com.br)

SAUDADES DO TREM

Foto do jornalista Jeremias Macário
Que bom os tempos do trem de passageiros!Esperar na estação e ouvir o toc-toc do telegrafista e o sino a tocar avisando sua chegada! Que desastre a opção dos nossos governantes atrasados  pelas rodovias  que impactam o meio ambiente e deixaram os brasileiros dependentes das cargas pesadas nas estradas esburacadas e mal traçadas! Lembro ainda menino quando usava o trem de Iaçú (pontilhão enferrujado), passando por Itaberaba, Rui Barbosa, Piritiba (minha terra querida), Jacobina até Senhor do Bonfim onde desembarcava levando saudades. Era o chamado “Trem Groteiro”, cortando as lindas paisagens do sertão, florido ou seco, transportando gente e mercadorias, de cidade em cidade. Que saudades do trem!





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