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:: ‘De Olho nas Lentes’

PEDALANDO EM FAMÍLIA

Esta foto é do grande fotógrafo José Silva, companheiro de muitas lidas na Sucursal do Jornal A Tarde, em Vitória da Conquista. Andamos muito por este sertão da Bahia e registramos muitos flagrantes.  Este, como outros,  na Avenida Juracy Magalhães me chamou a atenção, e é uma foto que deveria ser premiada nacionalmente. Bem, falei um pouco do autor, mas, e a foto? Como o próprio título já diz tudo, será que eles estão indo para algum aniversário? Para a igreja rezar? Fazer alguma visita aos parentes? Para a feira é que não vão. A foto é linda, mas a mãe está colocando os filhos e, ela mesma, em risco. Na verdade, todos são equilibristas da bicicleta e mereciam ser fotografados, mas só José Silva conseguiu esta façanha.

OS MORTOS E OS VIVOS

Existem os vivos mortos que passam a vida sem ser vivida e nem sabem que já morreram. Existem também os mortos vivos que nunca são esquecidos pelos seus feitos e que deixaram exemplos para serem seguidos pelos passageiros dessa chuva. Os caminhos podem ser  diferentes, mas todos se encontram lá, em algum lugar que cada religião tem sua explicação. Acreditar nas versões diferentes não é importante. O que mais importa é definir o seu existir e continuar vivo, mesmo depois de morto. Foi tudo isso que as lentes do jornalista Jeremias Macário flagrou no Dia de Finados, no Cemitério da Saudade, que o próprio nome já diz tudo.

CULTURA NO ESPAÇO

O maluco quer reeditar o tenebroso AI-5 dos anos de chumbo, com o fechamento do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e criar o belzebu da censura contra as artes e à nossa combalida cultura, que divulgamos e aprendemos nos encontros do nosso Sarau Espaço Cultura. Quem vai reeditar o abominável AI-5 do dia 13 de dezembro de 1968? Querem tocar fogo nos livros e proibir reuniões. São os inimigos da cultura, que devemo estar vigilantes e combatê-los com todas as nossas forças. Não podemos deixar a volta desses malignos nazifascistas. Não vão mais tirar a nossa liberdade de expressão. Esses psicopatas têm que passar pelos nossos cadáveres. Reage Brasil!

VERDE QUE TE QUERO

O verde da Praça Tancredo Neves encanta a todos que passam por ali. É de encher os olhos e acalma os mais apressados e estressados. Deixa os namorados mais poéticos, como o florido branco desta árvore captada pelas lentes do jornalista Jeremias Macário. Mesmo assim, Vitória da Conquista carece de muito mais verde para acalmar nossas almas.

PLANETA LIXO

O nosso planeta terra, que bem poderia ser chamado de água, como bem retratou o cancioneiro Guilherme Arantes, poderia também ser denominado de lixo, de tanto o homem sujar em nome da ganancia do lucro e da economia, sem se importar com a destruição do meio ambiente. A foto do jornalista Jeremias Macário, no município de Ituaçu, espelha a situação da maioria das cidades brasileiras que não têm aterro sanitário e jogam o lixo na terra, sem o devido tratamento. Como bem diz o título, é o planeta lixo em que a nossa terra está se transformando, principalmente os resíduos tóxicos, como os hospitalares, os plásticos e os eletrônicos. Ninguém quer saber de reduzir o consumo, mas produzir cada vez mais. O que será das novas gerações? Deixarão de existir porque a terra não suportará com tantas sujeiras, sem contar o aquecimento global advindo do gás carbônico.

SOU MAIS AS CAPELAS

Como bem diz o título, sou mais as capelas do que as catedrais. Nas capelas habita a simplicidade das pessoas que são mais autênticas e sinceras, enquanto as catedrais são mais frequentadas por gentes pedantes, hipócritas, moralistas e falsas que aparentam ser uma coisa, mas no fundo são outra. Nas catedrais existem mais lobos com peles de carneiros. Muitos nem são religiosos, e vão atrás de outros interesses, como acontece com os políticos, visando angariar votos. Só aparecem em épocas de festas. Quanto as capelas, são visitadas por pessoas honestas, mais fervorosos e que têm fé. Nelas pode-se confiar e ainda são prestativas e ajudam o próximo, sem outros interesses individuais. Nelas, existe o sentido de coletividade e irmandade. A foto desta capela, num povoado de Itaberaba, é mais uma, entre outras, do jornalista Jeremias Macário.

LAGOA DAS BATEIAS

Lá só existe mesmo o título, mas nenhuma Lagoa das Bateias, em Vitória da Conquista, que foi tomada pelos esgotos, matos e todo tipo de sujeira, como se pode ver na foto clicada pelo jornalista Jeremias Macário. Os equipamentos foram quebrados, e há anos os moradores e todos os conquistenses pedem ao poder pública a sua urbanização para que seja um local de lazer e entretenimento. Fizeram uma roçagem, mas a situação continua a mesma. Seria mais um local a ser visitado e usado para a prática de esportes.

POUSANDO PRA FOTO

Essa é “cria” do quinta,l e é tão mansa que virou modelo fotográfico. Essa foi um dos flagrantes do jornalista Jeremias Macário. Vive entre as plantas e passeia nas hortas se alimentando de insetos, e até  de folhas. Já alertei para não subir no telhado por causa da infernação dos gatos do vizinho. É parente do jacaré, quiçá dos dinossauros, a chamada lagartixa que é muita encontrada no agreste do nosso sertão. É, normalmente, arisca, mas essa do nosso  quintal gosta de ouvir música e pousa até pra foto. Adora ser fotografada, como se vê na imagem.

NO MEU QUINTAL

Meu quintal é como se fosse minha aldeia onde saio do mundo exterior para mergulhar no meu interior, entre as flores, plantas, inclusive medicinais, e minhas hortas onde colho folhas variadas para o consumo. No meu quintal, foto do jornalista Jeremias Macário, ainda tem um espaço cultural que me enche de vida através do conhecimento dos livros. No meu quintal, curto a vida e até esqueço que ela é passageira. Meu quintal é o meu planeta.

SUSPENSO NO AR

De um lado, a tecnologia destrói o ser humano quando este se deixa levar pelo vazio material do simples prazer egoísta, mas, do outro lado, leva conforto, conhecimento e lazer quando é bem utilizada com sabedoria, como no bonde do Corcovado, no Rio de Janeiro – um flagrante do jornalista Jeremias Macário em suas andanças da vida – que suspenso no ar nos oferece uma bela vista da cidade maravilhosa. Pena que do alto podemos ver outra triste realidade dos morros violentos onde manda a lei do fuzil e da metralhadora. Lá embaixo temos paisagens lindas e feias, infelizmente, um retrato do contraste do nosso Brasil, tão desigual, e agora sendo atacado pelo retrocesso de um maluco desembestado que quer crivar nossa democracia de balas.





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