janeiro 2020
D S T Q Q S S
« dez    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

:: ‘De Olho nas Lentes’

A MISÉRIA NA BR

Há anos, talvez quando a BR-116 (Rio-Bahia) foi construída, no início da década de 60, o quadro de pobreza extrema, ou miséria, é o mesmo de sempre, e só faz piorar com a concentração dos “miseráveis” dos capitalistas predadores que não querem reduzir as profundas desigualdades sociais. São crianças, que deveriam estar nas escolas, e idosos pedintes por migalhas que, às vezes, são jogadas por motoristas compadecidos. O flagrante está sempre lá na descida próxima à cidade de Manoel Vitorino, e foi registrado pelo jornalista Jeremias Macário, que tem fotos idênticas tiradas há 30 anos. Os  governos passam e a miséria em nosso país só faz aumentar, e o silêncio dos que deveriam se revoltar e protestar para mudar este sistema estúpido é ensurdecedor. Até quando vão abusar da nossa paciência? Até quando vão criar mais e mais excluídos da nação, a qual não cuida de seus filho esfarrapados e com fome. É uma vergonha e não se pode ter orgulho de um país de milhões vivendo na miséria.

 

NA CAATINGA É ASSIM

No árido do sertão de pedregulhos e garranchos cinzentos, só o mandacaru ainda é o sobrevivente da bonita e triste paisagem. Muitos abandonam a terra no tempo da sequidão na procura do sustento para a família em outras paragens. Os governos e políticos prometem melhoras, mas tudo continua no mesmo tempo de séculos passados. O sertanejo sofre, ora ao Supremo Senhor e vai vivendo, ou vegetando como pode, olhando sempre aos céus quando a chuva virá para molhar o chão e plantar suas lavouras, muitas vezes perdidas com a estiagem. Ele é enganado até pelo tempo. Esqueceram dele aqui nesta terra de ninguém, ou aliás, só deles, os coronéis do poder. A imagem é mais um flagrante nas andanças do jornalista Jeremias Macário; Na caatinga é sempre assim há mais de 500 anos.

O SÍMBOLO DO NORDESTE EM EXTINÇÃO

Primeiro ele foi sendo substituído pelos gafanhotos motorizados, ou os cavalos de fogo, que estão espalhados em toda parte rural e urbana,. logo o jegue que atravessou o deserto até o Egito transportando a família sagrada, e tanto serviu ao nordestino no seu sustento do dia a dia Agora está em extinção sendo cruelmente morto para virar carne e pele para os chineses. Cadê os ambientalistas e os ditos protetores dos animais que só falam das tartarugas, das baleias, dos cachorros e gatos. Raro encontrar, mas o nosso símbolo do Nordeste, o inocente jumento se tornou uma espécie em extinção ainda servindo ao homem, como neste flagrante em Juazeiro da Bahia, carregando papelões e outros objetos recicláveis. Ninguém importa mesmo para os jegues e estão sendo vendidos baratos para os matadouros. O homem é mesmo um animal predador da pior espécie. Foto do jornalista Jeremias Macário

COISAS DO SERTÃO

Os garranchos secos cinzentos num traçado com os cactos transmitem uma imagem poética da terra árida nordestina, numa paisagem singular e única do nosso bioma. São coisas  do nosso sertão forte como o homem que nele habita com dureza, sempre esperando a chuva cair para plantar sua lavoura. É bonito e, ao mesmo tempo, triste, porque o nosso sertanejo sofre e ainda acredita nas promessas dos políticos e governantes, de que um dia as coisas vão melhorar. Reza a Deus sempre, numa reza penosa, e nunca perde a fé e a esperança. “Coisas do Sertão” foi captada pelas lentes do jornalista Jeremias Macário.

O CINZENTO DO AGRESTE

Como o próprio título já diz, a paisagem cinzenta do agreste, de galhos retorcidos pela sequidão do sertão nordestino, retrata o sofrimento do sertanejo que labuta o ano todo e sempre está à espreita de uma chuva para salvar sua lavoura. Fica na espera da graça com as mãos postas para o alto. Quando perde as esperanças se retira com a família para outras terras estranhas. Já ouvi dizer que é uma paisagem “bonita”, mas não é não. É triste. Bonito é quando tudo está verde. A imagem saiu das lentes do jornalista Jeremias Macário lá em Carnaíba, Juazeiro da Bahia.

LUZES DAS BORBOLETAS

As imagens já dizem tudo, mas a praça me deu a graça de flagrar com minhas lentes esta rede de poesia bordada pela natureza e os homens que ainda têm momento de sensatez e iluminação. São fotos das luzes das borboletas de variadas cores em Vitória da Conquista. É ó apreciar e curtir a sinfonia das luzes com o balançar das folhas das árvores. O mais é com você no refletir do espírito.

NO SARAU A ESTRADA

O Sarau A Estrada completou nove anos de encontros da música, da poesia e dos causos, e vamos entrar no décimo ano agora em 2020, precisamente em julho. Neste sábado (dia 07/12) vamos realizar o último do ano com o tema A História da Música Brasileira, com o músico e compositor Alex Baducha  e demais convidados que podem falar sobre o assunto. Vai ser mais uma festa cultural comemorativa de final de ano, e todos estão convidados. Trata-se de um sarau colaborativo onde cada um traz sua bebida e comida e vamos curtir com alegria e confraternização. Será mais uma noite cultural que promete.

COISA DO PASSADO

Como a máquina de datilografia e outros objetos de comunicação em desuso, assim foram os orelhões que viraram coisa do passado. Hoje servem mais como decoração nas praças, ruas e jardins das cidades. Quem não se lembra das fichas e dos cartões tão cobiçados e até vendidos para troca de refeições e utilizados para outras trambicagens? Era um terror esperar na fila para fazer uma ligação quando uma pessoa individualista (isso nunca deixa de existir na humanidade) passava 20 minutos ou mais falando. Quando não existia internet, o telefone público servia até para transmitir reportagens jornalística. Sou da geração de repórteres que passei muitas matérias para o jornal através do orelhão. Era uma tranqueira. Com a nova tecnologia, tudo tornou bem mais fácil, e o jornalista ficou mais  acomodado para investigar e questionar. A foto é do jornalista Jeremias Macário, em Vitória da Conquista.

COM AS FLORES DA FILIPINAS

Os tufos das flores na Avenida Filipinas, em Vitória da Conquista, parecem sair das lentes da máquina do jornalista Jeremias Macário. Dão ânimo a mais sabor em nossas vidas nestes tempos tão carrascos contra a natureza, que está sendo incendiada e destruída por um governo retrógrado e fascista. Ele está sendo o facínora do meio ambiente, que há anos já vem sofrendo a depredação gananciosa dos capitalistas da usura. Não se enganem, nossa humanidade está chegando ao fim. Dentro de mais anos só vamos ver esta beleza através da fotografia. Com o aquecimento global, ela vai secar. Hoje muitos passam e nem percebem sua exuberância e beleza.

PEDALANDO EM FAMÍLIA

Esta foto é do grande fotógrafo José Silva, companheiro de muitas lidas na Sucursal do Jornal A Tarde, em Vitória da Conquista. Andamos muito por este sertão da Bahia e registramos muitos flagrantes.  Este, como outros,  na Avenida Juracy Magalhães me chamou a atenção, e é uma foto que deveria ser premiada nacionalmente. Bem, falei um pouco do autor, mas, e a foto? Como o próprio título já diz tudo, será que eles estão indo para algum aniversário? Para a igreja rezar? Fazer alguma visita aos parentes? Para a feira é que não vão. A foto é linda, mas a mãe está colocando os filhos e, ela mesma, em risco. Na verdade, todos são equilibristas da bicicleta e mereciam ser fotografados, mas só José Silva conseguiu esta façanha.





WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia