O impasse de dois empates na votação dos nomes de Thais Ariane Pimenta e Rosa Marie Falcão Aurich para compor o eixo cinco – patrimônio cultural material (patrimônio histórico) e imaterial (culturas populares) – representativo da sociedade civil do Conselho Municipal de Cultura levou à coordenadoria da pasta da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer a escolher ontem (dia 27/08) o nome da titular.

A Coordenadoria de Cultura optou pelo nome de Rosa Aurich, ficando Thais Pimenta como suplente, fechando assim o número dos dez representantes da sociedade (cinco titulares e cinco suplentes) que irão fazer parte do próximo Conselho para o biênio 2021/23.  De acordo com a própria Coordenadoria, o desempate nesses casos foi baseado no regimento interno do órgão. Os outros cinco titulares são indicados pela Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores.

A reunião que discutiu o eixo cinco foi realizada nesta quarta-feira (dia 25/08), no Memorial Casa Regis Pacheco, com a presença do secretário de Cultura, Xangai, que abriu os trabalhos falando da importância do Conselho para alavancar as atividades da cultura em Vitória da Conquista e montar uma política que atenda aos anseios dos artistas e de toda sociedade conquistense.

A votação entre Thais e Rosa ficou empatada entre seis a seis. Então, a Coordenação de Cultura resolveu fazer outra eleição, dessa vez entre os novos conselheiros e, novamente, houve impasse de cinco a cinco. O que chama a atenção é se a pasta da Cultura pode indicar um representante da sociedade quando ocorrem empates dessa natureza. Não seria o caso de se realizar outra chamada para uma nova escolha do eixo cinco?

No dia 19 de agosto, um encontro no auditório do Cemae, na Avenida Olívia Flores, votou os nomes dos representantes dos eixos um – artes plásticas e visuais, audiovisual (gráfica, gravura, artesanato, fotografia e exposição), do dois – música, do eixo três – artes cênicas (cinema, teatro, circo, ópera e mímica) e dança, e do quatro – literatura, livro, leitura e biblioteca.

As discussões para a votação do eixo cinco foram coordenadas pelo coordenador da Secretaria de Cultura, Alexandre, ao informar que tão logo sejam indicados os representantes do poder público, os novos conselheiros tomarão posse para iniciar os trabalhos dos dois próximos anos.

Antes da votação, houve uma sessão de debates entre os candidatos que, além de apresentar seus nomes e funções que exercem na comunidade, defenderam suas propostas e intenções como possíveis membros do Conselho. Uma das metas seria sugerir o cadastramento e tombamento dos terreiros de candomblé de Vitória da Conquista, bem como fortalecer e apoiar as culturas populares do município.

Na reunião, que contou com as presenças dos eleitos dos outros quatro eixos do Conselho, um ponto ganhou um denominador comum que será a luta para que a sociedade tenha mais participação nas decisões do órgão consultivo, deliberativo e fiscalizador, inclusive que seus membros procurem e interajam com os diversos segmentos e linguagens artísticas que fazem parte da nossa cultura. Nesses encontros para a formação do Conselho, por exemplo, foi fraca a presença de pessoas da sociedade, muito pela falta de divulgação na mídia.

Outra questão é que Vitória da Conquista estruture, em definitivo, uma política cultural que contemple todos os eixos ou linguagens artísticas, de modo que tenhamos diretrizes de realizações de eventos, capacitação e treinamento profissional, pesquisas para averiguar as necessidades de cada setor da cultura, conferências, seminários e outras ações.

Na verdade, cultura é um grande agente de desenvolvimento econômico gerador de emprego e renda para o município. Sem um plano, Conquista nunca teve, por exemplo, uma Feira do Livro, como vem acontecendo em outras cidades. Há muitos anos que não se realiza um salão de artes plásticas e fotografia, nem se faz festivais da música, de teatro e da dança.