Transitar pela Avenida Integração (antiga BR-116 – Presidente Dutra) é um tormento para os motoristas, e exige muita atenção e paciência. Da Rodoviária até o alto da Serra do Periperi você tem que enfrentar as pragas dos quebra-molas e os inúmeros semáforos. Quando se chega nas imediações do Bairro Brasil, entre as zonas oeste e leste, no comércio propriamente dito das casas de peças de automóveis, tudo vira um inferno para se dirigir.

Sem fiscalização para disciplinar o trânsito e multar os infratores, motoristas estacionam seus veículos, inclusive grandes e pequenos, praticamente no meio da pista em sentido duplo e ligam os alertas, como se isso dessem a eles o direito de parar sem serem penalizados. Quando se chega no miolo da avenida, aí embola tudo, e quem está transitando é obrigado a desviar, correndo o risco de provocar um acidente.

Sinceramente, a Avenida Integração virou uma bagunça, e cada um faz o que bem entende para preservar seu egoísmo e individualidade de estacionar em frente da loja que ele vai comprar uma peça, ou fazer algum conserto no carro. Além desse caos, existem os pedestres, bicicleta e até carretas que fazem complicar mais ainda o trânsito, especialmente nas horas de pico. Por tudo isso, essa artéria tem sido alvo de muito acidentes, inclusive com mortes.

A Secretaria de Mobilidade Urbana precisa tomar uma providência para melhorar o fluxo de veículos na Avenida Integração, multar os infratores, tirar os quebra-molas, colocar radares em sua extensão, pintar as faixas de pedestres e até impedir a passagem de carretas, tendo em vista que já existe o Anel Viário para isso. Nesta semana, por exemplo, um caminhão parado no fundo dos carros pequenos tomou toda pista, criando um tumulto infernal.

Nas Avenidas Juracy Magalhães e a Brumado também ocorrem quase que a mesma coisa. Muita gente acha de estacionar no meio das referidas pistas para resolver algum problema nas casas comerciais, e os motoristas que seguem na direita que se danem para desviar dos carros. O comodismo impede que o cidadão pare seu veículo numa transversal de rua e ande uns 30 ou 50 metros até o seu local desejado.

Em todos esses lugares está faltando mais fiscalização dos agentes de trânsito para multar esses imbecis preguiçosos que só pensam neles e não respeitam o direito dos outros. É difícil entender como o cara para quase que no meio de uma pista de rolamento impedindo a livre passagem dos outros. Infelizmente, na Bahia e no Brasil como um todo, a coisa só funciona na base do rigor e da punição porque quase ninguém obedece as leis.

Outra coisa na via urbana de Vitória da Conquista que inferniza os motoristas são os quebra-molas, elevatórios antiquados que só servem para provocar danos nos carros. Não é um quebra-mola que faz evitar um acidente. O que impede de acontecer um acidente é a prudência do condutor. É só seguir as sinalizações, tanto horizontais como verticais. Conquista virou a capital dos quebra-molas, e cada vez chegando mais quando se abre uma rua ou avenida.

A Prefeitura Municipal precisa acabar com esses monstrengos anacrônicos, e a Câmara de Vereadores deixar de aprovar a construção desses elevados de cimento e ferro pela cidade. Ninguém está aguentando mais esse tal de subir e descer que irrita e enerva qualquer motorista, principalmente os visitantes.

Centenas deles são colocados em locais impróprios, em subidas e descidas, que arrebentam qualquer pessoa desavisada, sem contar os prejuízos que o dono tem de arcar nas oficinas. Um deles mesmo está bem lá postado numa descida da Avenida Bartolomeu de Gusmão, próximo do cruzamento com o Hospital Samur. É só um exemplo. Existem outros assim.

Quem gosta de quebra-mola é justamente dono de oficina mecânica. Será que não basta a escorcha nos preços de combustíveis praticados pelos proprietários de postos em Vitória da Conquista, que tem a gasolina mais cara da Bahia? Estamos, então, na capital dos quebra-molas e do combustível mais careiro. Esses títulos não nos orgulham em nada. Muito pelo contrário.