Misture as rachadinhas (a família rachadinhas) com atraso e negociações superfaturadas nas compras de vacinas, xingamentos a jornalistas, negação da ciência, destruição do meio ambiente, atitudes homofóbicas e racistas, incentivo ao armamento da população, apoio a uma intervenção militar e desprezo pelos mais pobres, e tudo isso resultará num prato indigesto de prevaricação, improbidade administrativa, descompostura, corrupção e crimes de lesa-humanidade, mais que suficientes para um impeachment.

É esse o boletim de ocorrência de um capitão-presidente que está na lista entre os que mais odeiam a mídia no mundo, e a trata jornalistas com desprezo, agressividade, ameaças e palavrões, principalmente quando o profissional é uma mulher. O povo está indo às ruas para pedir o seu afastamento, mas o Congresso Nacional, comandado por um punhado de deputados do “Centrão”, se cala, traindo a pátria que ele diz que é amada, mas maltrata seus filhos.

Disse outras vezes e repito novamente, que em toda a minha vida nunca vi tanto caos junto em meu país, onde a metade dos jovens, se tivesse condições, gostaria de deixar a sua terra natal. O voto de raiva contra um partido e seu dono fez tudo isso, quando se tinha outras opções. Será que valeu a pena tanto ódio e intolerância?  Sobraram os arrependidos e os da extrema-direita fascista que insiste em seguir um desequilibrado que se acha blindado de todas as acusações.

Mesmo com toda essa folha corrida, o capitão-presidente que, a essa altura já conseguiu ser o prior da história do Brasil, em todos os aspectos, vai terminar o seu mandado e ainda se lançar à reeleição, com o risco de termos mais quatro anos para ele complementar sua saga de destruição.

Infelizmente temos uma massa inculta e manipulável por fake news e boatos, ao ponto de em meio a toda essa crise pandêmica, com cerca de 530 mil mortes, agora inventar de escolher qual vacina tomar, como se fosse uma marca de cerveja num bar, ou numa prateleira de supermercado.

Esses indivíduos truculentos e trogloditas, certamente seguidores do seu chefe, mas incoerentes, ainda aparecem aos pontos de vacinação para xingar e agredir os técnicos de enfermagem que lá estão fazendo o seu trabalho de imunização. Puni-los, sem direito à vacina não é o mais correto porque esses nocivos elementos podem tirar vidas através da contaminação de outras pessoas.

No entanto, se fosse um país sério, o panaca que quer escolher qual vacina tomar e desacata o profissional, pelo menos deveria ser preso, e só sair da cadeia quando decidisse aceitar a dose disponível. Se a pandemia é comparável a uma guerra, quem assim age não tem nenhum direito à liberdade de se comportar dessa maneira, porque ele está cometendo um atentado contra a pátria e seu semelhante.