Parece uma praga! Eles estão em todos lugares, nas ruas, avenidas, esquinas e praças, infernizando a vida dos motoristas e estragando os carros. É um tal de subir e descer que irrita. É um tipo de controle e prevenção de acidentes mais atrasado quando hoje se tem outros meios eletrônicos avançados para redução de velocidade.

Comentei aqui por várias vezes e repito que Vitória da Conquista virou a capital dos quebra-molas, mesmo em ruas e avenidas onde já existem radares e redutores de velocidade. Além dos monstrengos serem caducos e ultrapassados, não são mais recomendados pelo Conselho Nacional de Trânsito.

A Prefeitura de Conquista ainda insiste neles, e é só uma comunidade de bairro pedir mais um que no outro dia o dito cujo está sendo construído para se somar aos demais de centenas por aí.  Gostaria de saber se a Secretaria de Mobilidade Urbana tem a conta de quantos existem. Prometeu que ia retirar eles onde já existe radar, mas faz quase um ano que isso não acontece.

Tem avenidas, como Frei Benjamim, Avenida Integração, Juracy Magalhães, Pará, Maranhão e transversais que lá eles estão de 50 a 50 metros. É um tal de sobe e desce que deixa nervoso e estressado quem está ao volante, sem contar os prejuízos causados nos veículos. Quem gosta disso são donos de oficinas mecânicas.

Interessante é que na grande maioria deles, bem em frente, existem as sinalizações horizontas, verticais e os semáforos. Alguns servem como faixas de pedestres, quase todos apagadas. Confesso que são desgastantes e feios numa cidade como Vitória da Conquista, a terceira maior da Bahia com mais de 200 mil habitantes.

Se existe uma sinalização de “PARE” num transversal entre uma rua e outra, e o condutor ainda provoca uma batida, o problema é dele, ou sua carteira de habilitação foi comprada. O quebra-mola nunca foi uma forma de educar o sujeito que não obedece as normas de trânsito e invade um sinal vermelho. Ele é mal-educado por formação, desde a criação de berço, e não adianta autoescola porque a aula do professor entra num ouvido e sai no outro.

São tantas imbecilidades cometidas no trânsito que fica difícil enumerá-las. O indivíduo estaciona o veículo bem em frente de um sinal proibido e liga o alerta, como ocorre muito em frente do Banco do Brasil, na Olívia Flores. São os comodistas e individualistas que só faltam parar o carro na porta de entrada do banco. Outros param em fila dupla e tome o sinal de alerta, como se isso fosse lhe isentar de multa, ou estivesse acima da lei do sinal de trânsito.

Precisamos é de mais punição, severidade e rigor contra infratores e os que querem levar vantagem em tudo, e não de quebra-molas de concreto. Existem uns tão enormes que o carro sobe todo e despenca como se fosse cair numa ribanceira. Outros em locais totalmente impróprios que pegam de surpresa até quem mora em Conquista. Agora, imagina o susto que o visitante leva!

Um desses está situado ali na descida da Avenida Bartolomeu de Gusmão, próximo ao Hospital Samur, que vem da rodoviária em direção ao centro. Colocaram naquele local para ajudar num desvio para pegar a Juracy Magalhães. O serviço terminou, e o bicho ficou lá até hoje. É um crime para quem não conhece a cidade. Quem gosta de quebra-mola é “macaco” e oficinas de veículos.

Portanto, basta de tantos quebra-molas nesta cidade que já foi chamada “das flores” e agora até de suíça baiana. Isso passa uma imagem feia para o viajante desconhecido, sem contar que é um atentado contra a tecnologia moderna dos radares e outros meios eletrônicos de evitar acidentes. Vamos deixar o trânsito fluir sem esses monstros!